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quinta-feira, 9 de julho de 2026

PARQUE SOLAR É MAIS UM LEGADO DE SUSTENTABILIDADE E INOVAÇÃO QUE DEIXAMOS PARA NITERÓI

Quem chega em Niterói pela Ponte, ao se aproximar da Praça do Pedágio e olhar para o Morro da Boa Vista localizado bem à sua frente, já deve ter notado que há uma novidade na encosta: é o PARQUE SOLAR, um projeto inovador e um novo conceito de geração de energia de forma limpa, sustentável e que beneficia a comunidade.

Parque Solar implantado em encosta de Niterói é mais um legado de inovação iniciado na nossa gestão como prefeito da cidade. Projeto é uma referência para outras comunidades de Niterói e para outras cidades. Foto Leonardo Simplicio (Divulgação). 

O projeto de implantação do Parque Solar na Encosta do Morro da Boa Vista, no Centro de Niterói, era uma antiga ideia que acalentei por anos e consegui desenvolver quando fui secretário da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG, da Prefeitura de Niterói. O projeto avançou e saiu do papel graças principalmente ao empenho da engenheira florestal Valéria Braga e do secretário de Defesa Civil Walace Medeiros. 

Na sua concepção inicial, a iniciativa teve como objetivo aproveitar as condições favoráveis da encosta para a produção de energia fotovoltaica, proteger a maior área de reflorestamento da mantido pela Prefeitura e beneficiar a comunidade. A água da chuva acumulada nas próprios painéis solares é captada e estocada em reservatórios com capacidade para 30 mil litros, para ser utilizada na manutenção e limpeza do Parque Solar, permitir a irrigação das mudas e proteger a área dos constantes incêndios que prejudicam as áreas de reflorestamento.

Em 2018, o conceito inovador do projeto foi reconhecido com a conquista do Prêmio Lidera Rio, vencendo na categoria principal - "Prêmio de Melhor Projeto" - e na categoria "Sustentabilidade e Resiliência". A premiação foi promovida pelo SEBRAE-RJ, em parceria com o Instituto República, CLP e Cidadis e contou com a participação de várias prefeituras fluminenses.

Na minha gestão como prefeito de Niterói (2021-2024) contratamos um serviço especializado para o desenvolvimento do projeto executivo, licitamos e demos início às obras de sua implantação, que foram concluídas na atual gestão do prefeito Rodrigo Neves. A obra foi concluída e entregue no dia último dia 04 de julho. 

Fotos Leonardo Simplicio (Divulgação)

O Parque Solar, que contou com um investimento de R$ 7,7 milhões, possui 2 mil módulos fotovoltaicos e ocupa uma área de 36 mil metros quadrados. A usina tem capacidade para produzir cerca de 150 mil quilowatts-hora (kWh) de energia por mês energia, reduzindo as despesas do consumo de energia dos prédios públicos. Para se ter uma ideia, a energia produzida é suficiente para suprir o consumo de 19 creches públicas. Com isso, o retorno do investimento virá em dois anos. 

O Parque Solar é parte do esforço que iniciamos na nossa gestão para a transição energética da cidade, que incluiu a captação de recursos junto ao PAC, do Governo Federal, para a implantação de ônibus elétricos, do VLT de Niterói e a aquisição de veículos elétricos para a descarbonização da frota da Prefeitura e mitigar emissões de Gases de Efeito Estufa na cidade.

A energia solar é uma das formas mais sustentáveis de geração de energia, é a fonte que mais cresceu no Brasil entre 2024 e 2025, com o excepcional avanço de 24,%.

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)



quinta-feira, 12 de março de 2026

Finep: R$ 150 milhões em recursos não reembolsáveis para inovação em resíduos, saneamento e construção sustentável

 


Reduzir resíduos, melhorar o saneamento, reaproveitar materiais e tornar as cidades mais eficientes. Esses são alguns dos resultados esperados da chamada pública lançada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A iniciativa vai destinar R$ 150 milhões em recursos não reembolsáveis para apoiar projetos de inovação alinhados à economia circular e à sustentabilidade urbana.

A seleção integra o programa Mais Inovação Brasil — Rodada 2: Economia Circular e Cidades Sustentáveis e é voltada a empresas brasileiras que desenvolvam produtos, processos ou serviços com risco tecnológico. Os projetos devem ser executados em parceria obrigatória com uma instituição científica, tecnológica e de inovação (ICT), responsável pelo suporte técnico-científico.

Segundo a ministra do MCTI, Luciana Santos, a chamada reforça o compromisso do governo com o desenvolvimento sustentável. “Estamos direcionando recursos públicos para apoiar empresas que queiram inovar com responsabilidade ambiental e impacto social. A economia circular é estratégica para gerar emprego, reduzir desperdícios e fortalecer a soberania tecnológica do País”, afirmou.

Acesse a íntegra do edital

O edital contempla iniciativas voltadas ao desenvolvimento de soluções em áreas como gestão de resíduos, saneamento, reaproveitamento de materiais, novos insumos para a construção civil e outras linhas descritas no regulamento. A proposta deve apresentar inovação com grau de incerteza tecnológica, fator que amplia a pontuação no processo de análise.

Os recursos são concedidos na modalidade de subvenção econômica, ou seja, não precisam ser devolvidos. Em contrapartida, a empresa deve aportar recursos próprios, conforme percentuais estabelecidos no edital. A capacidade financeira para esse investimento será avaliada durante a habilitação.

São financiáveis despesas relacionadas às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, como prototipagem, produção de lotes piloto, ensaios, certificações e registro de propriedade intelectual.

Quem pode participar

Podem concorrer empresas brasileiras com fins lucrativos, individualmente ou em parceria com outras companhias. Não são elegíveis associações sem fins lucrativos, fundações, cooperativas, empresário individual e microempreendedor individual (MEI).

A participação de uma ICT como parceira técnico-científica é obrigatória. A instituição deve contribuir para o desenvolvimento tecnológico da proposta.

Como se inscrever

O envio ocorre exclusivamente pelas plataformas digitais da Finep. O primeiro passo é cadastrar a empresa no sistema da financiadora. Em seguida, a proposta deve ser submetida na plataforma de financiamento, acompanhada de vídeo de apresentação com até 10 minutos, detalhando a inovação, a relevância da solução, a capacidade técnica e a infraestrutura disponível, além da identificação dos parceiros envolvidos.

Também é necessário anexar documentação empresarial, demonstrações financeiras e declarações previstas no regulamento. Propostas enviadas por outros meios não serão aceitas. As inscrições podem ser feitas até 31 de agosto de 2026, às 18h (horário de Brasília), ou até o esgotamento dos recursos.

Etapas de avaliação

O processo inclui duas fases. A primeira é eliminatória e verifica o cumprimento dos requisitos formais, como elegibilidade da empresa, documentação e percentuais de contrapartida. A segunda etapa analisa o mérito técnico, considerando critérios como consistência, relevância, regionalização e articulação com parceiros.

Os projetos aprovados passam pela Diretoria Executiva da Finep para decisão final. A contratação deve ocorrer em até quatro meses após a aprovação, condicionada à disponibilidade orçamentária e ao atendimento das exigências previstas.

Mais informações, regulamento completo e anexos estão disponíveis na página da chamada pública, no portal da Finep.

Fonte: MCTI



terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Revista italiana destaca Martine Grael e traz notícias da SailGP


Rolex SailGP Championship 2025

The Rolex SailGP 2025 Championshipin Auckland, New Zealand. Photo: Bob Martin for SailGP.

There are seasons that pass, and seasons that remain. The 2025 edition of SailGP rightfully belongs to the second category: a championship that has overturned hierarchies, broadened horizons, and transformed high-performance sailing into one of the most powerful global sporting spectacles. It has been a dizzying evolution, considering that in 2019—the year of its debut—there were six teams and five stages.

Today, however, there were 12 boats on the starting line, with two major new entries, Red Bull Italy and Mubadala Brazil, and a calendar that has doubled in size. Marking every moment of this metamorphosis is Rolex, a partner of the circuit since its inception. The Geneva-based company has not only renewed its commitment, but has relaunched it in grand style: ten additional years as Official Timekeeper and, above all, the role of Title Partner of the championship.

Emirates Great Britain SailGP Team and shore crew celebrate with the Impact League trophy. Photo: Andrew Baker for SailGP

This move definitively establishes the Rolex SailGP Championship among the great global sporting events, on a par with Formula 1 or the NBA, with the same blend of adrenaline, technology, and epic storytelling. Against such a backdrop, 2025 was a year of firsts, a series of events that redefined the circuit and ushered in a new cycle.

The first shock came with the triumph of the Emirates Great Britain SailGP Team, which snatched the title from Australia and New Zealand after years of unchallenged dominance. Sir Ben Ainslie and his crew built a meticulous success, made up of perfect starts, coolness in extreme situations, and a consistency that even defeated the masters of foiling. For the first time, the roll of honor speaks British, and it does so at the end of the most competitive season ever.

The Rolex SailGP 2025 Championship ITM New Zealand Sail Grand Prix in Auckland, New Zealand. Photo: Bob Martin for SailGP.

Another highly anticipated first was that of Italy with the Red Bull Italy SailGP Team: the debut of the Italian team on the circuit, a natural entry for a country that has grown up with the America’s Cup, technology, and nautical design. The Italian team did not just make an appearance: it immediately got into the rhythm of the championship, showing talent, ambition, and the competitive hunger that has always accompanied our country’s sailing projects. And the podium in the final stage in Abu Dhabi bodes well for 2026.

The Apex Group Bermuda Sail Grand Prix in Bermuda. Photo: Bob Martin for SailGP.

Then there was the geographical surprise: the debut in Switzerland, on Lake Geneva. A new, complex, unpredictable race course. Irregular winds, fresh water that changes the responsiveness of the foils, mountain scenery that turns every gust into an unknown. But the spectacle was memorable: seeing the F50s speeding through the mountains, suspended a few centimeters above the water, confirmed that the Rolex SailGP Championship is not only global, but deeply visionary. Where you can fly, you can race.

Photo: Jon Buckle for SailGP. Handout image supplied by SailGP


MARTINE GRAEL

And then there was the most powerful first, the one that truly changed the face of the circuit: Martine Grael, two-time Olympic champion, became the first sailor in SailGP history to win a race, in the New York leg, at the helm of an F50. A victory that transcends the sporting result and becomes a symbol of cultural change.

Martine Grael. Photo: Andrew Baker for SailGP.

“We knew it would be difficult,” says Martine Grael, who leads the Mubadala Brazil SailGP Team alongside her brother Marco. “We were entering a circuit where many teams have four seasons of experience. Our goal was to grow, step by step. The victory came sooner than expected, but it is only one step on a longer journey.”

Martine Grael

Her leadership is a manifesto: in the world’s most technologically extreme championship, talent has no gender. Alongside her, and no less instrumental in charting the course for the future, is Hannah Mills, tactician for Emirates Great Britain and veteran of the circuit. She was among the first women to climb aboard an F50 in 2020 and is now actively working to increase female and youth participation.

Hannah Mills

“The sport of sailing is changing. When I was a girl, I only saw the Olympics as a prospect. Today, there is SailGP, the America’s Cup, and programs that really push women’s professionalism. The opportunities exist: you no longer have to just imagine them,” adds Mills.

The Rolex Los Angeles Sail Grand Prix held in the Port of Los Angeles, California, USA. Photo: Jason Ludlow for SailGP.

Initially designed to integrate women, the role of tactician has now proven to be fundamental in a circuit where fleet density and speed make every detail critical. “With so many boats on the water, having someone who observes the fleet, the routes, and the weather in real time is essential. At first, it was a way to include female sailors: today, it is an essential function of the race.”

Rolex SailGP Championship Event 5 Season 2025. Photo: Jason Ludlow for SailGP.

Of course, there is still a gap to be filled, but the course has been set, and there is no turning back. “The gap stems from opportunities: boys jump on many different boats from an early age, girls less so. The new rules are changing the course. Sailing is evolving rapidly. It is a privilege to be part of this transformation,” comments Martine Grael.

Photo: Ricardo Pinto for SailGP. Handout image supplied by SailGP

Hannah Mills adds: “There is room for two women on board, and I dream of a completely mixed 3+3 crew. With the new simulator and a dedicated training center, the gap will quickly narrow. The goal is not to create exceptions, but normality: we want it to be no longer newsworthy to have a woman at the helm in a few years’ time.” Ultimately, Britain’s first victory, Italy’s debut, the Swiss leg, and Martine’s victory at the helm are not isolated incidents, but pieces of a larger change.

Silhouette of Switzerland SailGP Team. Photo: Ricardo Pinto for SailGP.

2025 has made clear what the Rolex SailGP Championship has been cultivating for years: more spectacular, more global, more inclusive sailing. A future in which technology does not replace humanity, but enhances it; in which women do not enter “by decree,” but because they make a difference. 2025 was not a milestone: it was a beginning.

Matteo Zaccagnino

Fonte: Top Yacht Design









terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Luciano Moreira, parceiro do Projeto Grael, é um dos 10 cientistas mais influentes no mundo em 2025

Dr. Luciano Moreira (quinto da direita para a esquerda) com técnicos da Fiocruz e dirigentes da Fundação Bill e Melinda Gates, em visita ao Projeto Grael, em 2016.

O pesquisador brasileiro Luciano Moreira, acaba de ser anunciado pela renomada revista científica "Nature" como um dos 10 cientistas mais influentes no mundo em 2025. 

O professor Luciano Moreira é engenheiro agrônomo e entomólogo, formado pela Universidade Federal de Viçosa-MG, sendo pesquisador ligado à Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ. O cientista desenvolve pesquisa sobre o uso da bactéria Wolbachia, de presença comum em muitos insetos, mas que os mosquitos Aedes aegypti não possuem naturalmente no seu organismo. Quando inoculado no mosquito, a bactéria bloqueia a transmissão da dengue, zika e chikungunya. Esta é a base do Método Wolbachia para o controle das doenças. Trata-se de uma tecnologia natural, eficaz e segura. Não há mudança genética nem no mosquito nem na bactéria. O método também evita a aplicação de produtos químicos, tão utilizados no passado. Protege cerca de 14 milhões de pessoas/ano dos efeitos da dengue, zika e chikungunya.

A iniciativa chegou ao Brasil em 2011, com o apoio do Ministério da Saúde, em parceria com a Fundação Bill & Melinda Gates e a National Institutes of Health, que investiram no método Wolbachia R$ 31 milhões.

Agente libera Wolbitos com parte do projeto em cidades brasileiras. | Crédito: Flávio Carvalho / WMP Brasil Fiocruz

Em 2013, quando o Rio de Janeiro e Niterói viviam um grave surto de dengue, o Dr. Luciano Moreira e uma equipe da FIOCRUZ procuraram o Projeto Grael para pedir ajuda. Dr. Moreira estava decidido a testar a sua tecnologia em dois lugares que considerava geograficamente ideais: Jurujuba (Niterói) e Tubiacanga (Ilha do Governador, no Rio de Janeiro). O fato de Jurujuba ser uma península na Baía de Guanabara e ter relativo afastamento de outros bairros, se adequava à metodologia da pesquisa. No caso de Tubiacanga havia uma justificativa semelhante, mas os trabalhos não avançaram tanto que em Jurujuba.

Eu havia sido eleito vice-prefeito de Niterói em 2013 e fiz a ponte entre a equipe da FIOCRUZ e a Secretaria Municipal de Saúde, que aprovou o experimento na cidade e passou a acompanhar e apoiar a iniciativa.

Mosquito x mosquito

De início, o trabalho das equipes causava desconfiança, principalmente quando saíram espalhando mosquitos pelo bairro. Como engenheiro florestal, entendi o objetivo do professor Moreira e convenci a equipe do Projeto Grael que a ideia de soltar mais mosquitos Aedes para combater a dengue, por mais que parecesse estranho, fazia sentido.

Armadilha para captura de mosquitos para fins de monitoramento. Equipamentos semelhantes a este foram instalados no Projeto Grael. Fonte: Portal Drauzio

O Projeto Grael cedeu espaço para apoio logístico das equipes que fizeram o trabalho pioneiro em Jurujuba e ajudou no esclarecimento da comunidade. Recebemos aulas e exposição educativa sobre o trabalho que seria feito e incentivamos os alunos do Projeto Grael a ajudar o trabalho das equipes da FIOCRUZ.

Inicialmente, os técnicos da equipe do prof. Moreira fizeram estudos na região e começaram a soltar os mosquitos com Wolbachia em 2015 e os resultados foram muito positivos. Na minha gestão como prefeito de Niterói (2021-2024), expandimos o método Wolbachia para toda a cidade e, desde então, os números de casos registrados de dengue, zika e chikungunya são muito baixos em Niterói e o modelo foi levado pelo Ministério da Saúde e FIOCRUZ para outras partes do país. 

Hoje, Luciano Moreira dirige a "Fábrica de Mosquitos" da FIOCRUZ, em Curitiba, considerada a maior do mundo. Produz 80 milhões de ovos de mosquitos por semana para alimentar o programa de enfrentamento às doenças no país. O que deu certo em Niterói vai beneficiar outras cidades.

Niterói é muito grata por ter sido escolhida a primeira cidade no país a ser cuidada pelo Método Wolbachia e o Projeto Grael tem orgulho de ter participado, mesmo que de forma modesta, desta grande conquista da Ciência e da Saúde.

Parabéns ao Dr. Luciano Moreira e sua equipe. 

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)
Vice-prefeito de Niterói (2013-2016)
Cofundador do Projeto Grael


segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

ARBORIZAÇÃO: Soluções inovadoras permitem aprimorar a gestão de árvores urbanas

 

Evitar a queda de árvores demanda podas adequadas e cuidados com o sistema radicular. Léo Ramos Chaves/Revista Pesquisa FAPESP

Mapas tridimensionais de raízes e plataformas que usam inteligência artificial podem orientar podas e garantir a integridade das plantas

Na corrida contra o tempo para adaptar as cidades brasileiras à emergência climática, surgem novas ferramentas para o manejo de árvores nas cidades. Lançada pela startup Propark, de Piracicaba, no interior de São Paulo, a plataforma Arbolink utiliza dados fornecidos por satélites e captados por veículos com visão computacional para gerir a arborização urbana. Em outra iniciativa, a empresa Kerno Geo Soluções, com sede na capital paulista, oferece um serviço que faz um mapeamento tridimensional (3D) das raízes de árvores sem precisar escavar o terreno.

Preservar a saúde do sistema radicular é importante para assegurar a integridade da árvore, mostrou um artigo publicado em 2024 na revista Urban Forestry & Urban Greening por um grupo da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), entre outros. Ao analisar dados de 456 árvores que caíram na região central de São Paulo entre 2016 e 2018, os pesquisadores perceberam que em 33% dos casos o problema estava nas raízes. Em outros 46%, a falha estava nos galhos e, em 21% das vezes, nos próprios troncos.

“Em uma cidade como São Paulo, as concessionárias de água, gás, internet estão sempre instalando tubulações no subsolo. O controle por parte do poder público é muito falho. São poucos os locais com fios aterrados. Nesses lugares, o controle é maior, mas no restante da cidade não. A árvore fica em segundo plano”, comenta o geofísico Vinicius Neris Santos, sócio da Kerno Geo Soluções. “Quando uma raiz é cortada, a consequência pode surgir um mês ou um ano depois, na próxima ventania ou chuva mais forte. Por isso, é importante saber onde e como estão as raízes.”

Para mapear os sistemas radiculares das árvores, a tecnologia criada pela empresa, batizada de Kerno Andas, aplica um método geofísico já usado por outras companhias e instituições para cadastramento de tubulações de água e esgoto, cabos elétricos e canos de gás enterrados no solo. Em cerca de 45 minutos, a ferramenta faz o mapeamento subterrâneo de uma área de 5 metros (m) por 5 m ao redor da árvore, independentemente de o terreno ser um gramado, de cimento, asfalto ou terra. Emitindo ondas eletromagnéticas, o georradar revela a distribuição espacial, a profundidade e o diâmetro das raízes. A detecção alcança cerca de 2 m de profundidade. A inovação foi desenvolvida com apoio do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da FAPESP.

Além da disposição das raízes no espaço, a empresa pretende incluir no serviço a indicação da saúde das raízes. O desenvolvimento é fruto de um estágio de pós-doutorado de Santos na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP. “Estamos trabalhando com o espectro do sinal eletromagnético, que é capaz de fornecer informações mais detalhadas das raízes a partir das diferentes frequências desse espectro”, declara o pesquisador. Entre os clientes da empresa, estão a prefeitura de Belo Horizonte (MG) e companhias de manejo arbóreo.

Técnicos fazem mapa 3D das raízes sem escavar o terreno usando a tecnologia Kerno AndasLéo Ramos Chaves/Revista Pesquisa FAPESP

Softwares e saúde da floresta

Empresas e institutos de pesquisa também têm desenvolvido softwares para digitalizar a gestão da arborização urbana. A ideia é de que essas ferramentas facilitem a formação e a atualização de inventários e o controle de podas e plantios. Um exemplo recente é o sistema Arbolink, da empresa Propark. Usado por prefeituras em cinco estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul –, o sistema gerencia demandas de licenciamento ambiental, integrando dados gerados por satélites e por veículos com visão computacional, além de informações coletadas por técnicos em campo.

“A plataforma tem um banco de dados robusto sobre espécies arbóreas, incluindo características biomecânicas dos exemplares. Com isso, permite uma visão em tempo real da floresta urbana, facilitando a interoperabilidade entre secretarias municipais e concessionárias de serviços públicos”, destaca o engenheiro-agrônomo Marcelo Machado Leão, diretor da empresa.

O Arbolink também foi projetado para possibilitar a interação colaborativa da população, que pode solicitar serviços de poda e relatar problemas relacionados às árvores. A plataforma usa IA para avaliar e gerenciar o risco de queda das árvores e garantir o plantio adequado, evitando conflitos futuros com a infraestrutura urbana. “O sistema é adaptável para atender às legislações municipais locais e está recebendo novos módulos e funcionalidades inovativas”, conta Leão.

Uma das novidades em implantação é a possiblidade de fiscalização e de realização de cálculos de serviços ecossistêmicos, como o de balanço de carbono. Outra é a gestão preventiva de riscos por meio de algoritmos de predição climática, importante para preparar as cidades para eventos climáticos extremos, como vendavais e chuvas intensas, que têm se tornado mais frequentes. A inovação teve apoio do programa Pipe da FAPESP.

Outra ferramenta, criada no IPT, órgão vinculado ao governo do estado de São Paulo, é um software para gestão da governança urbana, chamado Arbio, indicado para a realização de inventários arbóreos municipais. A solução já foi utilizada em São José dos Campos e São Caetano do Sul, ambas em São Paulo, e está sendo negociada para ser assumida pela Prodesp, a empresa de tecnologia do governo estadual.

“A ideia é que o Arbio seja distribuído pelos 645 municípios paulistas. Já há conversações”, conta o biólogo Sérgio Brazolin, chefe do Laboratório de Árvores, Madeiras e Móveis do IPT. “O seu diferencial é que há dentro dele um modelo de cálculo estrutural. A ferramenta faz operações matemáticas para mostrar a probabilidade de queda ou de ruptura da árvore. Tudo a partir dos dados das plantas, como tamanho, localização, data da última poda. Assim como o Arbolink, é uma ferramenta que ajuda o técnico a tomar decisões de manejo.”

Nuvem de pontos feita com o radar Lidar, usado pela startup Treetronics, mostra se a árvore tem propensão à queda. Treetronics

O próximo passo, anuncia o biólogo, é incorporar inteligência artificial a uma nova versão do Arbio. A tendência nessa área é buscar a automatização para categorizar as árvores de uma localidade em relação à urgência que apresentam em relação à queda e à poda. “As pesquisas caminham para o uso de tecnologias de captura de imagem, como Lidar (detecção de luz e medida de distância), e ferramentas de geoprocessamento, para localizar e medir a árvore. Com dados históricos de quedas e sua relação com ventos e chuva, poderemos usar ferramentas de inteligência artificial para criar algoritmos mais precisos”, destaca Brazolin.

Na USP, um grupo liderado pelo biólogo Marcos Buckeridge, do Instituto de Biociências, e o engenheiro mecânico Emílio Carlos Nelli Silva, da Escola Politécnica (Poli), recorreu à técnica de otimização topológica na orientação de possíveis podas e repodas. Esse método é usado em projetos de engenharia para encontrar um design que maximize o desempenho de estruturas diversas. As indústrias aeroespacial e automotiva, entre outras, empregam a metodologia. O serviço é oferecido pela startup Treetronics, criada em abril deste ano.

Para elaborar o algoritmo da poda, os pesquisadores voltaram-se para a geometria e o comportamento estrutural da árvore. “Aplicamos a metodologia de simulação computacional usada em estruturas de engenharia em geral”, diz Silva. O desenvolvimento natural de uma árvore, explicam os pesquisadores, otimiza a sua estrutura – ou seja, cria as condições mais favoráveis em termos de distribuição de troncos e galhos, favorecendo sua estabilidade e capacidade de suportar forças externas. O algoritmo pode ser usado em qualquer tipo de árvore.

“A árvore é uma estrutura por si otimizada. Mas se a poda é realizada de qualquer jeito, ela se fragiliza, perde esse balanceamento e tende a cair”, diz o engenheiro da Poli. Nas cidades, raízes e galhos enfrentam barreiras para um crescimento ideal. Solos compactados, fiação elétrica aérea, cimento, pavimentação e tubulações estão entre os principais obstáculos. Além disso, há as alterações ocorridas em seu entorno, como a derrubada ou a construção de edifícios que interferem na intensidade e direção dos ventos.

A fim de captar a complexa geometria da árvore e inseri-la em um modelo computacional, os pesquisadores da Treetronics recorreram à tecnologia Lidar. Ainda pouco acessível, a ferramenta é capaz de fazer um escaneamento tridimensional a laser (ver Pesquisa FAPESP nos 308 e 346) e gerar uma nuvem de cerca de 3 milhões de pontos para cada planta.

“O sensor Lidar faz uma imagem tridimensional da árvore em poucos minutos. Colocamos esses dados no computador e simulamos a planta se deformando, sob a ação do vento. Além de melhorar a poda, é possível avaliar se há uma propensão à queda”, afirma Silva. Os modelos ainda estão sendo aperfeiçoados, mas já há conversas com as prefeituras de São Paulo e outros municípios paulistas para a realização de testes e adoção da ferramenta.

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O verde nas cidades

Plataforma digital disponibiliza mapas interativos com dados ambientais e sociais dos municípios brasileiros

Gestores públicos, pesquisadores e a população em geral contam, desde 2024, com a plataforma on-line UrbVerde para visualizar dados ambientais dos 5.570 municípios do país, com mapas interativos das áreas verdes, números comparativos entre as cidades e integração de dados socioeconômicos. O projeto, apoiado pelo Programa de Pesquisa em Políticas Públicas da FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), reúne cerca de 50 pesquisadores de 11 instituições. A prefeitura de Diadema (SP) e um consórcio dos municípios do ABC paulista são parceiros da iniciativa.

Informações como índices de cobertura vegetal, suscetibilidade a ilhas de calor e populações atendidas por parques e praças estão reunidas a partir de dados de satélites e fontes diversas, como o Censo Demográfico do IBGE e o OpenStreetMap, projeto colaborativo com dados abertos e detalhados de mapas do mundo. “Esse sistema de informação geográfica on-line visa apoiar o planejamento urbano, a formulação de políticas públicas e a adaptação climática das cidades”, diz Guilherme Bueno de Freitas, vice-coordenador da UrbVerde.

Segundo Freitas, apesar de recém-lançado, o sistema passa por uma atualização. “Usamos Diadema como projeto-piloto para desenvolver metodologias e indicadores, que vão contribuir para um plano de ação climática”, conta. Entre os itens a serem desenvolvidos que o grupo pretende incluir nos mapas estão os pontos de maior probabilidade de sofrer inundações, os de risco a arboviroses e os de vulnerabilidade alimentar.

“Queremos pegar o maior número de informações abertas e replicáveis, para poder dar visibilidade à plataforma. Temos a pretensão de acessar as cidades pequenas de todo o país, que são as que têm menos condições de ter algum tipo de análise socioambiental”, diz Freitas. A plataforma está disponível gratuitamente.

A reportagem acima foi publicada com o título “Poda high-tech” na edição impressa nº 357, de novembro de 2025.

Projetos

1. Avaliação não destrutiva de árvores em ambiente urbano através da combinação dos métodos da eletrorresistividade e ground penetrating radar (nº 19/09483-0); Modalidade Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe); Pesquisador responsável Vinicius Rafael Neris dos Santos (Kerno); Investimento R$ 992.692,11.

2. Desenvolvimento de software destinado à avaliação dos riscos de queda de árvores em áreas urbanas (nº 15/15888-2); Modalidade Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe); Pesquisador responsável Marcelo Machado Leão (Propark); Investimento R$ 544.381,65.

3. Gestão de florestas urbanas em tempo real utilizando aprendizado de máquina (nº 19/18287-0); Modalidade: Bolsa de Pós-doutorado. Pesquisador responsável João Paulo Papa (Unesp); Bolsista Danilo Samuel Jodas (Unesp); Investimento R$ 431.473,61.

4. Urbverde: Políticas públicas para qualificação territorial orientada à adaptação climática e redução das desigualdades (nº 23/10076-6); Modalidade Pesquisa em Políticas Públicas; Pesquisador responsável Marcelo Fantin (USP); Investimento R$ 652.864,46.

5. Florestas funcionais: Biodiversidade a favor das cidades (nº 20/09251-0); Modalidade Jovens Pesquisadores. Pesquisador responsável Giuliano Maselli Locosselli (USP); Investimento R$ 206.086,80.

Artigos científicos

CAVALARI, A. A. et al. Predicting tree failure to define roles and guidelines in risk management, a case study in São Paulo/Brazil. Urban Forestry & Urban Greening. v. 91. jan. 2024.

SANTOS, V. R. N. et al. Tree roots GPR detection based on 3-D time-reversal signal processing. IEEE Geoscience and Remote Sensing Letters. v. 21. 18 set. 2024.

JODAS, D. S. et al. Detection of trees on street-view images using a convolutional neural network. International Journal of Neural Systems. v. 32, n. 1. 2022.

BUCKERIDGE, M. Árvores urbanas em São Paulo: Planejamento, economia e água. Estudos Avançados. v. 29, n. 84. 2015.



Fonte: Revista Pesquisa FAPESP 





quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Firjan apresenta Niterói como maior referência em cultura, inovação e desenvolvimento do estado do Rio

O Mapa da Firjan avaliou o PIB, a história, patrimônio e cultura, entre outros fatores de desenvolvimento. Foto: Arquivo

Estudo mede o ‘soft power’ das cidades do estado, a sua influência simbólica e econômica; cidade supera o Rio de Janeiro

Por Redação | aseguirniteroi@gmail.com

Niterói está bem na foto. A cidade aparece no estudo da Firjan que mede o soft power das cidades do estado do Rio como a de melhor reputação e capacidade de influência, em função de fatores às vezes intangíveis, como cultura, história e criatividade, entre outros.

O Mapa Rio Soft Power, lançado nesta quarta-feira (26), propõe um novo olhar sobre desenvolvimento: aquele que transforma cultura, história, inovação e imagem territorial em valor econômico. E coloca Niterói à frente do Rio de Janeiro, com pontuação máxima, 100 pontos. estudo foi

Niterói, “influenciadora”

O conceito de soft power mede o poder de influência e reputação das cidades a partir de dez indicadores que vão além dos dados econômicos e sociais e consideram as interações culturais e valores simbólicos.

A pesquisa analisou 20 cidades de Norte a Sul do estado do Rio. Além de identificar as potencialidades de cada uma nos eixos propostos — história e patrimônio; meio ambiente; conhecimento e urbano.

— É um mapa do Rio, que mostra onde estão forças tangíveis e intangíveis do estado. Entender o soft power é entender como reputação e identidade também geram desenvolvimento socioeconômico — diz Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan.

As cidades analisadas no mapa foram divididas em níveis a partir das pontuações atingidas em cada indicador analisado, que vão do PIB per capita, ao IDH. No grupo chamado de “Soft Power influente” estão Niterói (100 pontos), Rio de Janeiro (92), Nova Friburgo (88), Petrópolis (84), Teresópolis (84), Angra dos Reis (80) e Campos dos Goytacazes (80).

Para a Firjan, o estudo pode ser visto como um guia estratégico capaz de nortear políticas públicas, negócios e projetos de acordo com as potencialidades de influência identificadas em cada cidade.

— Mais que medir PIB, estamos medindo potencial de futuro. Talvez seja isso que o Rio sempre soube fazer melhor: transformar o imaterial em valor, e o valor em influência — avalia Julia Zardo, gerente de Ambientes de Inovação da Firjan e coordenadora da pesquisa.

Os indicadores usados na elaboração do Mapa Rio Soft Power foram: Produto Interno Bruto (PIB); PIB per capita; Índice de Desenvolvimento Humano (IDH); densidade empresarial; densidade acadêmica; presença de indústrias criativas; histórico do município com a incorporação do Soft Power em seus produtos e serviços; ativos tangíveis; ativos intangíveis; atores e articulações locais. Esses dados foram cruzados com aspectos culturais, históricos e identitários observados em cada cidade.

Niterói do futuro

O estudo da Firjan aponta também caminhos para o desenvolvimento dos municípios analisados. No caso de Niterói, as recomendações de melhorias passam pela solução de problemas como o trânsito e a mobilidade. Veja os pontos apontados pela Firjan:

1. Consolidar o eixo mobilidade sustentável (corredores de ônibus eficientes, rede ciclável contínua e calçadas acessíveis), priorizando conexões entre Centro, Cantareira e Região Oceânica.

2. Acelerar a requalificação das lagunas com soluções baseadas na natureza (parques lineares, wetlands, sombreamento), articulando esporte, lazer e educação ambiental.

3. Instituir o Distrito Criativo da Cantareira com governança multissetorial (empresas, governos e universidades) e metas de atração de cursos, estúdios e startups.

4. Ativar o Caminho Niemeyer como “corredor cultural” com programação contínua, feiras criativas e economia do mar, integrando equipamentos e fruição pública da orla.

5. Escalar a gestão por indicadores (mobilidade, clima, cultura, turismo e segurança viária), com painel público que dê transparência e valorize resultados.

Fonte: A Seguir: Niterói




terça-feira, 21 de outubro de 2025

Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis (POP) é apresentado em Webinar técnico




No vídeo acima, a geógrafa Dionê Marinho Castro, que foi a coordenadora técnica do PRO Sustentável (Programa Região Oceânica Sustentável), apresentou a experiência de Niterói na implantação do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP, o maior investimento em Soluções Baseadas na Natureza - SbN no Brasil. 

A Prefeitura de Niterói prepara-se agora para implantar do PRO Sustentável II, beneficiando desta vez a Lagoa de Itaipu.

Assista ao vídeo e saiba mais sobre este projeto emblemático da cidade de Niterói.

Axel Grael



quarta-feira, 9 de julho de 2025

PROJETO INOVADOR DE NITERÓI IMPLANTA USINA SOLAR EM ENCOSTA


Matéria de capa do O Globo Niterói, de 06/07/2025.


Foto Leonardo Simplicio. ION, Prefeitura de Niterói.

Em 2018, a Prefeitura de Niterói foi a grande vencedora do Prêmio Lidera Rio, promovido pelo SEBRAE, em parceria com o Instituto República, CLP e Cidadis. Vencemos três das quatro categorias do Prêmio e ainda o prêmio principal. Ao todo, concorreram 28 projetos de oito municípios do estado do Rio de Janeiro.

O projeto vencedor da categoria "Sustentabilidade e Resiliência" e que venceu também a categoria principal como "Melhor Projeto", foi: 

"IMPLANTAÇÃO DE PARQUE SOLAR EM ÁREA DE ENCOSTA"


Os outros projetos de Niterói vencedores no Lidera Rio foram: 

  • Categoria "Derivações da Matriz Econômica": Projeto "Criação do maior polo cultural do país", apresentado por Danielle Nigromonte (Secretaria Municipal de Cultura) e Marília Ortiz (SEPLAG).
  • Categoria "Urbanismo para o Desenvolvimento": Projeto "Intervenção urbanística na Avenida Visconde do Rio Branco", apresentado por Rogério Gama (SMU) e Gláucia Macedo (ex-coordenadora do Núcleo de Gestão Estratégica)



Cerimônia de premiação do Prêmio Lidera Rio, em 2018, com grande reconhecimento à capacidade de planejamento e formulação de projetos inovadores da equipe da Prefeitura de Niterói.

Este último projeto dentre os premiados ("Intervenção Urbanística na Avenida Visconde do Rio Branco") também foi implantado pela nossa administração e deu uma nova conformação à orla do Centro de Niterói, proporcionando mais qualidade paisagística da Praça Arariboia e dando mais funcionalidade para o transporte tanto na parte norte (desde o Mercado São Pedro até a Praça Arariboia), bem como no Terminal Sul, melhorando o acesso aos ônibus. Também foram requalificadas ou implantadas novas ciclovias desde o Mercado São Pedro até o Forte Gragoatá. O projeto foi desenvolvido pela SMU, com concepção urbanística baseada no conceito de "Ruas Completas".

GERAÇÃO DE ENERGIA SOLAR EM ENCOSTAS

A possibilidade de gerar energia nas encostas sempre foi uma ideia que carrego desde os tempos de ambientalista em Niterói. 

Sempre acreditamos que todo território precisa ter uma finalidade definida e uma gestão atribuída. A falta de destino e gestão gerou ao longo dos anos a ocupação desordenada e a exposição de famílias à situação de risco geotécnico (p. ex. deslizamento de encostas). Por isso, em 2014, desenvolvemos o projeto Niterói Mais Verde, que elevou as áreas protegidas da cidade a mais de 56% do seu território. Sempre acreditamos que a geração de energia solar pudesse der uma boa alternativa de uso público desses espaços.

Já havíamos tentado desenvolver anteriormente a ideia no Morro da Penha, na Ponta D'Areia, e em outras localidades, mas lá encontramos dificuldades técnicas, principalmente relacionado à elevada declividade do terreno. Identificamos o Morro da Boa Vista como a melhor opção. 

PROJETO ENCOSTA VERDE

Após a premiação, continuamos avançando com o projeto, fazendo o seu detalhamento e orçamento, até que foi licitado em 2024. Ao passar para a fase de implantação, o projeto do Parque Solar passou a ser chamado de Encosta Verde. 

O desenvolvimento do projeto conceitual ficou por conta da engenheira florestal Valéria Braga, subsecretária do Escritório de Gestão de Projetos - EGP (vinculado na época à Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG) e pelo coronel bombeiro Walace Medeiros, secretário municipal de Defesa Civil. 

O parque solar foi idealizado, além da geração de energia, também como uma ferramenta de ordenamento da encosta, evitando a ocupação das áreas de maior risco, aos mesmo tempo que evita a continuidade da degradação ambiental da área, protegendo as áreas que estão recebendo os investimentos de reflorestamento por parte da Prefeitura de Niterói. Resultados são esperados na produção de energia para atender demandas do município, na redução de queimadas e na prevenção de ocupação desordenada. 

Concepção do projeto Encosta Verde.

O projeto está sendo implantado pela empresa Multicom, após licitação realizada na nossa gestão. São 450 painéis solares, compostos por 2.700 módulos fotovoltaicos, que serão distribuídos ao longo da encosta para a geração de energia limpa. A iniciativa inclui ainda um sistema de captação de água da chuva, reflorestamento e ações de prevenção a deslizamentos e queimadas. A expectativa é que o parque solar gere aproximadamente 150 mil kWh de energia, que será utilizada no abastecimento de equipamentos públicos, resultando em economia nos gastos com eletricidade e reforçando o compromisso da cidade com a transição energética. O investimento é de R$ 7,7 milhões.

Informação de contratação da empresa executora:
(08/05/24) DO: Homologação da licitação publicada
(09/05/24) DO: Contrato com a empresa vencedora Multicon Construções e Serviços Ltda assinado.
(10/05/24) DO: Ordem de Início das obras publicada.

Na sua concepção, o Encosta Verde não se resume apenas à implantação dos equipamento de geração de energia solar, mas um modelo de gerenciamento da encosta. Foram previstas originalmente uma séria de medidas de integração com a comunidade, como a criação de um Conselho Gestor integrando lideranças das cinco comunidades, a Defesa Civil, a ION (antiga EMUSA), secretarias afins como Participação Social (SEMPAS), Meio Ambiente (SMARHS) e outros órgãos. O trabalho de reflorestamento no entorno das áreas do Encosta Verde terá como prioridade a utilização de espécies frutíferas para atrair o interesse da comunidade e oferecer alimentação saudável.

Segundo a Prefeitura de Niterói, cerca de 20% da força de trabalho na obra é composta por moradores da própria comunidade. Victor Barcellos, presidente da Associação de Moradores do Morro do Boa Vista, celebra a iniciativa.

“Nós estamos entusiasmados e acreditamos que o projeto vai trazer diversas melhorias para a comunidade. Os moradores estão ansiosos. A gente fica muito feliz em saber que a comunidade vai ser uma referência e terá um olhar diferenciado”, afirma Barcellos.

O sistema de drenagem prevê a implantação de cisternas para estocagem de água que poderá ser aproveitada também para a rega da área de reflorestamento e combate a incêndios.

Importante destacar que por ocasião da realização da consulta pública para o Plano Plurianual - PPA de 2022-2025, o Encosta Verde foi o terceiro projeto mais votado pela população, mostrando o grande interesse público na sua realização.

CARACTERÍSTICAS DA ÁREA

O Morro da Boa Vista tem importância histórica, pois nele se localizava a Aldeia São Lourenço, ponto de origem da cidade de Niterói. Considerando a relevância da área, sua importância social e a sua vulnerabilidade ambiental, a Prefeitura priorizou o reflorestamento das suas encostas e criou o Parque Natural Municipal Águas Escondidas.

A implantação do projeto numa área de encosta urbana é uma inovação e um grande desafio, que exigiu um planejamento mais complexo e maiores cuidados de engenharia. A escolha do Morro da Boa Vista ocorreu devido a sua posição geográfica, e definimos o projeto na vertente norte, que recebe maior insolação, permitindo mais eficiência de captação da energia solar. A declividade da encosta é por volta de 30%, que é considerado aceitável para a implantação da estrutura solar.

A área possui um elevado nível de erosão superficial e a região é uma das que mais gera demandas para vistorias geotécnicas da Defesa Civil. A vegetação na área de implantação é apenas herbácea mas é limítrofe à mais importante área de reflorestamento de encostas na cidade. 


A área de implantação do Encosta Verde no Morro da Boa Vista interage com diferentes comunidades do entorno, como São Lourenço, Boa Vista, Juca Branco, Nossa Senhora de Lourdes e Serrão.  

Mapa de Risco Geotécnico do Morro da Boa Vista

As características de vulnerabilidade social da área também são um desafio, mas este motivo justifica ainda mais o investimento. Há uma recorrente ocorrência de queimadas na encosta, que tem causado prejuízos aos trabalhos de reflorestamento. A maior presença do poder público no local, além das contrapartidas oferecidas pela Prefeitura à comunidade, permitirão uma relação de valorização e apoio às iniciativas do Encosta Verde.

Na foto de 2014, a devastação causada pelo fogo no Morro da Boa Vista, afetando áreas em início de reflorestamento.

Há mais de 12 anos, Niterói tem dado exemplos de políticas inovadoras de sustentabilidade e resiliência e o Encosta Verde será uma das iniciativas mais inovadoras e emblemáticas.

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)
Secretário de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (2017-2020)
Vice-Prefeito de Niterói (2013-2016)


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LEIA TAMBÉM:

Loureiro, Thais Belloti; Barbosa, Walace Medeiros; Braga, Valéria Augusta; de Oliveira, Eric Almeida & dos Santos, Marina Magalhães Reis. GESTÃO DE ENCOSTAS SOB PERSPECTIVAS INOVADORAS: O PROJETO ENCOSTA VERDE E SUA CONCEPÇÃO INICIAL. III Encontro Nacional de Desastres: eventos extremos e sociedade sob a perspectiva das mudanças climáticas. Associação Brasileira de Recursos Hídricos - ABRHidro. Niterói, março de 2023.


PRÊMIO LIDERA RIO: Niterói conquista prêmio principal e 3 das quatro categorias 



segunda-feira, 30 de junho de 2025

BID REGISTRA EXPERIÊNCIAS INOVADORAS DE NITERÓI EM PROJETOS DE INFRAESTRUTURA E SOCIAIS

O legado do PRODUIS

Uma das contribuições que fiz para Niterói nos últimos 12 anos, foi a captação de recursos para projetos de infraestrutura, sociais e ambientais, que foram decisivos para melhorar a qualidade de vida na cidade.

Dentre esses projetos, destaco o Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói - PRODUIS, desenvolvido com recursos que foram captados junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID e que foi por mim coordenado desde a sua concepção e início em 2013. O PRODUIS foi concluído em 2021, quando eu já era prefeito de Niterói (2021-2024).

Como legado, o PRODUIS deixou obras de macrodrenagem, contenção de encostas e urbanização da região de São José e Igrejinha, no Fonseca, o Sistema de Gestão da Geoinformação de Niterói - SIGEO, o Centro de Comando Operacional do Trânsito da cidade, o Parque Esportivo e Social do Caramujo e tantos outras ações: saiba mais aqui.

No PRODUIS utilizamos também uma técnica alternativa para a contenção de encostas, através do plantio do capim vetiver. O resultado foi muito satisfatório.

Veja, a seguir, alguns registros feitos pelo BID deste importante trabalho da Prefeitura de Niterói.

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)
Coordenador do PRODUIS


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A importância da formação de parcerias públicas municipais na prevenção dos desastres: o caso de Niterói


Por Clementine Tribouillard - Fabiana de Matos Carvalho Cabral - Mônica de Aquino Galeano da Hora Rocha

A paisagem montanhosa do Estado do Rio de Janeiro é marca registrada de uma das mais belas regiões do mundo. Entretanto, essa paisagem também representa uma difícil realidade dos habitantes do Estado – a convivência com territórios de alta vulnerabilidade ambiental, que vêm sofrendo ainda mais nos últimos anos pelo aumento dos impactos da mudança climática.

O desastre natural, resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem sobre um ecossistema vulnerável, causa danos humanos, materiais e ambientais e consequentes prejuízos econômicos e sociais. Em um cenário de desastre, os principais atores são os agentes de Proteção e Defesa Civil e a própria população.

Vulnerabilidades ambientais e a resposta do PRODUIS

No Brasil, a Defesa Civil atua sob cinco pilares: prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação. A estrutura da Defesa Civil brasileira, tal como existe hoje foi alavancada a partir de um gerenciamento sistêmico de risco, após uma sequência de desastres, com destaque aos episódios de enchentes sucedidos em Santa Catarina (2008), o deslizamento do Morro do Bumba, em Niterói, Rio de Janeiro (2010), e os deslizamentos ocorridos na Região Serrana do Rio de Janeiro (2011). Em 2012 foi instituída a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC), autorizando a criação de um sistema de informações e monitoramento de desastres, fundamental para que as autoridades e as comunidades se antecipem a potenciais tragédias.

Deslizamento de terra após desastre do Morro do Bumba, em 2010, Niterói. Fonte: Prefeitura de Niterói

No Estado do Rio de Janeiro, os desastres relacionados às enchentes e às inundações, ocasionando deslizamentos de terra, são recorrentes. Como o lembra o biólogo Sune Holt, a responsabilidade de resposta é de todos, tanto para a mitigação dos impactos como para a adaptação. Em Niterói, a partir do desastre do Morro do Bumba, um conjunto importante de medidas foram implementadas, com políticas públicas municipais visando mitigar os riscos das áreas ainda vulneráveis.

Foi neste contexto que o Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói (PRODUIS), iniciado em 2014 por meio de uma parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), dedicou-se a organizar a urbanização de quatro comunidades do Complexo Caramujo particularmente vulneráveis a riscos e desastres: Vila Ipiranga, Capim Melado, São José e Igrejinha do Caramujo, sendo as duas últimas localizadas na região afetada pelo deslizamento do Morro do Bumba.

Agentes da Defesa Civil e da Companhia Municipal de Limpeza Urbana trabalhando em conjunto em evento de deslizamento de terra, ocasionado após chuvas intensas. Fonte: Prefeitura de Niterói

Gestão de riscos e desastres em ambiente comunitário

Nesse Programa, são previstas a execução de obras de macrodrenagem, pavimentação, requalificação de calçadas e escadarias assim como contenção de encostas, além da construção de quadras poliesportivas e campo de futebol. As obras estão sendo acopladas com um intenso trabalho social, que inclui informações e capacitações aos moradores e seus representantes sobre técnicas e localização de construções, para conscientizá-los sobre o risco de construir em encostas perigosas. Cerca de 100 famílias que vivem em habitações identificadas em áreas de risco pela Defesa Civil serão removidas, com soluções de reassentamento no mercado privado.

Obras de contenção de encostas na comunidade São José. Fonte: Prefeitura de Niterói

Em parceria com o PRODUIS, os agentes de Defesa Civil municipais desenvolveram ao longo de 2019 campanhas dedicadas a conscientizar a população local quanto às ações que podem ser tomadas para prevenir riscos socioambientais e a mitigar os efeitos de desastres. Os moradores aprenderam estratégias para identificar queimadas e como podem auxiliar os agentes da Defesa Civil a preveni-las. Também aprenderam sobre o processo de contenção de encostas com capim vetiver, e como preservar esse vegetal.

Inauguração de campo de futebol na comunidade de Igrejinha do Caramujo em novembro 2019. Fonte: Prefeitura de Niterói

Em São José e em Igrejinha do Caramujo, foram formados os Núcleos Comunitários de Defesa Civil (NUDEC’s), em parcerias com os especialistas do PRODUIS. O NUDEC possui o objetivo de capacitar agentes voluntários da população local, fomentando a integração de comunidades, estabelecimentos de ensino e instituições interessadas na garantia de uma ação conjunta na prevenção de desastres. A capacitação dos voluntários é realizada por meio de palestras ministradas pelos próprios agentes de Defesa Civil. Os principais assuntos abordados são sobre as ações de prevenção, mitigação, resposta de acidentes domésticos e de desastres socioambientais de grandes proporções, tais como enchentes, inundações e deslizamentos de terra. Ao longo da formação dos NUDEC’s, também foram realizadas atividades de capacitação sobre técnicas e localização de moradias, de forma a conscientizar a população sobre a vulnerabilidade em construir em locais de risco, tais como em encostas íngremes.

Regularização fundiária e melhoria habitacional

Em complemento à estas intervenções, o PRODUIS prevê ainda a regularização fundiária de diversas residências dessas comunidades. É provável que a titulação do imóvel terá um impacto indireto na resiliência das famílias, frente aos riscos de desastres, bem como às suas respectivas adaptações a enchentes, inundações e deslizamentos de terra frequentes. A segurança jurídica da posse do imóvel é um elemento fomentador de investimento privado em moradia para diversas famílias, que optam por realizar obras de benfeitoria após receberem o título do imóvel.

O escritório social localizado em São José, atendendo a população beneficiada pelas obras, os reassentamentos e a regularização fundiária. Fonte: Clementine Tribouillard

No Brasil, propostas como a da empresa Vivenda, um dos negócios premiados no âmbito da chamada ICE-BID Lab em 2017, propõem contornar a carência de microcrédito para reforma com um modelo financeiro inovador que permite propor às famílias pacotes de obras dentro de casa a baixo custo e com pagamento parcelado. O próprio PRODUIS incluiu na comunidade do Capim Melado apoio familiar a pequenas reformas nos sanitários das casas, para conjugar mitigação de riscos e melhoria dos espaços públicos com maior qualidade de vida e dignidade nas casas individuais dos moradores da região.

Controle urbano e proteção ambiental

Para completar estas intervenções com ações preventivas, o município de Niterói desenvolveu uma ferramenta eficiente para controlar a expansão urbana em área de risco. O GECOPAV (Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado e a Preservação das Áreas Verdes) é responsável por minimizar a construção de residências em áreas consideradas de risco pela Secretaria de Defesa Civil e Geotecnia, a partir da delimitação de áreas de preservação ambiental.

Os trabalhos de localização e demolição demandam muito esforço das equipes, já que os locais são de difícil acesso. Fonte: Prefeitura de Niterói

Pioneiro no Brasil, o conceito consiste em instaurar uma articulação institucional inédita permitindo reagir rapidamente a construções informais em zonas de risco, sendo considerado tanto o risco da edificação em si como o risco que ela faz correr às edificações vizinhas. Articulando e organizando as intervenções, frequentemente concomitantes ou consecutivas, entre as Secretarias de Ordem Pública, Meio Ambiente, Assistência Social, Conservação, Defesa Civil, e outras dependendo das necessidades. O GECOPAV viabiliza um controle urbano sem precedente protegendo áreas de preservação ambiental e zonas de risco. Desde 2017, quando começou a funcionar, foram instaurados mais de 500 processos de investigação de irregularidades em áreas preservadas, e mais de 100 demolições foram executadas.

A abordagem do programa de Niterói nos ensina a importância de uma resposta multifacetada aos desafios da mudança climática: intervenções físicas, trabalho social, comunicação cidadã e articulação institucional são ingredientes que precisam um dos outros para construir um caminho de adaptação à nova realidade brasileira e mundial.

Fonte: IDEAÇÃO - Inovação em Gestão Pública


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VÍDEOS

Assista ao vídeo do BID sobre o PRODUIS



Este material integra a série “Inovação em Habitação Social no Brasil”. 

Você quer saber como a Prefeitura de Niterói (RJ), em parceria com o BID, superou o desafio de 4 comunidades localizadas em áreas de deslizamentos, mediante urbanização e reassentamento das famílias em risco? Veja neste vídeo a história do programa PRODUIS, na região do Caramujo, e descubra o que chamamos de ‘compra assistida’.  

Quer saber mais sobre este case? Dê uma olhada nestes 3 artigos: 

Inovando nos reassentamentos involuntários com a compra assistida.

Como o urbanismo inclusivo transformou áreas de risco em espaços seguros para crianças em favelas de Niterói.

A importância da formação de parcerias públicas municipais na prevenção dos desastres: o caso de Niterói

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Assista a outro vídeo abaixo, produzido pelo BID, citando o Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói - PRODUIS.


Este material integra a série “Inovação em Habitação Social no Brasil”. 

Como propor soluções de habitação digna a famílias de baixa renda? Veja neste vídeo como o BID trabalha no Brasil tanto com a melhoria das condições de habitação em favelas e comunidades vulneráveis, quanto com opções alternativas de moradia, como revitalização de centros urbanos, locação social ou ‘moradia primeiro’ para populações em situação de rua.   

Saiba mais sobre as intervenções do BID com a Prefeitura de Niterói (RJ) em urbanização de favelas e prevenção de desastres neste artigo ( https://blogs.iadb.org/brasil/pt-br/a... ), sobre o trabalho do Grupo BID no tema de melhorias habitacionais com o Governo e o setor privado aqui ( https://blogs.iadb.org/brasil/pt-br/b... ), e sobre respostas do BID com a Prefeitura de Recife (PE) ao desafio das pessoas em situação de rua neste blog ( https://blogs.iadb.org/brasil/pt-br/u... ). 


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LEIA TAMBÉM:

CONCLUSÃO DO PRODUIS: projeto beneficiou 6 mil pessoas e modernizou a gestão de Niterói
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