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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Bora de Bike é sucesso e lota ruas de Niterói em prol da mobilidade ativa

 

Onde está Wally? Foto de Luciana Carceiro.

Participei no último domingo do evento "Bora de Bike", iniciativa da Record Rio, em parceria com a Associação de Ciclistas do Rio de Janeiro (ACERJ). A pedalada contou com patrocínio da Prefeitura de Niterói, por meio do Niterói de Bicicleta, além do apoio de diversos órgãos municipais. Ao todo, foram aproximadamente 10 mil pessoas, entre famílias, grupos de amigos e amantes do ciclismo de diferentes cidades da região metropolitana, como São Gonçalo, Maricá e diversos bairros do Rio de Janeiro.

A iniciativa reforça o crescimento da cultura da bicicleta em Niterói, cidade que se consolidou como referência em mobilidade urbana sustentável. O município possui uma das maiores malhas cicloviárias do estado do Rio de Janeiro, com mais de 90 quilômetros de infraestrutura cicloviária implantada, entre ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

CENTRO DE NITERÓI CONTINUA AVANÇANDO PARA A SUA REVITALIZAÇÃO, AGORA COM UM FUNDO IMOBILIÁRIO INOVADOR

Impactos positivos da Revitalização do Centro de Niterói. No caso da obra da nova Avenida Amaral Peixoto, a atual via - uma das mais importantes da cidade, receberá canteiros, segregação mais eficiente da ciclovia e arborização urbana, revertendo a atual aridez da avenida. Os incentivos ao retrofit permitirão que prédios com aspectos de degradação sejam restaurados.

Em evento realizado em 11/02, com a presença do presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, lançou o Fundo de Desenvolvimento Imobiliário do Centro de Niterói (FDICN), criado por Lei Municipal (Lei 4.009, de 14 de maio de 2025). O novo fundo, por sua vez, utilizará recursos do Fundo de Equalização de Receitas - FER, também conhecido como "Poupança dos Royalties do Petróleo". O objetivo é impulsionar o desenvolvimento econômico e urbano de uma ampla área que compreende o Centro Histórico e partes dos bairros de São Domingos e São Lourenço. O FDICN oferecerá taxas de juros subsidiadas para financiar projetos imobiliários residenciais e hoteleiros – novos ou de requalificação –, além de viabilizar desapropriações estratégicas. 

O FDICN será operado pela Caixa e movimentará recursos iniciais de R$ 400 milhões do Município para fomentar moradia, hotelaria e requalificação urbana. 

Considerado o primeiro fundo municipal do Brasil com foco na redução de juros para financiamento de empreendimentos, o FDICN tem um significativo poder de alavancagem de novos recursos, uma vez que serão complementados por investimentos de instituições financeiras credenciadas como Agentes Financeiros. Estas instituições serão selecionadas em chamamento público a ser aberto em breve, podendo multiplicar o valor disponível para operações em até R$ 800 milhões.

O prefeito Rodrigo Neves destacou que "o Centro de Niterói, que hoje tem 20 mil moradores, poderá chegar a 50 mil em 10 ou 15 anos. Após 50 anos de decadência desde a perda da capital em 1975, o Centro será o novo vetor de desenvolvimento da cidade". 

O programa também tem um forte componente de geração de emprego e renda, com a previsão de cerca de 8 mil novos postos de trabalho diretos e indiretos, majoritariamente no setor da construção civil.

INICIATIVAS DE REVITALIZAÇÃO DO CENTRO

Faremos aqui uma retrospectiva de ações desenvolvidas para a revitalização do Centro de Niterói, com ênfase no legado que deixamos na gestão como prefeito de Niterói (2021 a 2024). 

Desde 2013, quando tomei posse como vice-prefeito de Niterói (2013-2016), me dediquei a buscar soluções para a revitalização do Centro de Niterói. Na época, lideramos junto com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade - SMU, a iniciativa de criação da Operação Urbana Consorciada - OUC do Centro. A OUC acabou dando lugar a outros instrumentos de requalificação do Centro, mas já trazia toda uma concepção do que seria o novo Centro.

Posteriormente, quando fui prefeito, uma das minhas primeiras iniciativas foi encaminhar uma Mensagem Executiva ao legislativo municipal que resultou na chamada Lei do Retrofit (Lei Nº 3.608, de 09 de julho de 2021), para o estímulo à produção habitacional por meio da requalificação de imóveis (retrofit) na Área Central de Niterói. A lei serviu de base para a criação do FDICN e é agora operacionalizada e potencializada pelo lançamento do fundo.

Em 2022, lançamos o Plano Niterói 450 Anos, que contava com o Eixo Centro 450 Anos, com a previsão de investimentos de R$ 400 milhões somente na região central da cidade. E as obras avançaram, com mais de 20 intervenções estruturantes para o Centro. Vejam as principais obras iniciadas na nossa gestão, já entregues, ou em andamento atualmente:

Nova Praça Arariboia, inaugurada em 2024.

Novo Terminal Sul. Mais conforto, funcionalidade e ordenamento. Ampliação da arborização e paisagismo.
  • NOVA ORLA DO CENTRO: fizemos a requalificação da Avenida Visconde do Branco, projetada dentro dos princípios das "Ruas Completas", o que rendeu à Prefeitura de Niterói o Prêmio IAB 2025. A requalificação incluiu a nova Praça Arariboia, a expansão do Bicicletário Arariboia, o novo Terminal Sul e a reurbanização da regiãode São Domingos e Gragoatá. As obras foram entregues em 2024. 
Amaral Peixoto Mais Verde e sustentável.
  • NOVA AVENIDA AMARAL PEIXOTO, RUA DA CONCEIÇÃO E DR CELESTINO: as obras foram concebidas na nossa gestão e o edital das obras chegou a ser publicado. O início das obras foi anunciado pelo prefeito Rodrigo Neves em 2025. A avenida mais importante do Centro será requalificada, deixando o seu aspecto atual de aridez para uma nova via, arborizada, com ciclovia segregada, paisagismo e, em função do retrofit, com prédios com fachadas e usos renovados. A concepção e o projeto foram desenvolvidos na nossa gestão. Lançamos a licitação que foi concluída na atual gestão. No mesmo edital de licitação da Amaral Peixoto, foi prevista a obra de requalificação da Rua da Conceição e Rua Dr. Celestino, cujas obras já estão em andamento. A reforma completa da Rua da Conceição e Dr. Celestino incluirão a ampliação dos passeios com acessibilidade e implantação de infraestrutura subterrânea da rede de telecomunicações para desobstruir a poluição visual que prejudica o patrimônio de edificações preservadas da rua.
Parque Esportivo da Concha Acústica, entregue em 2024.
  • PARQUE ESPORTIVO DA CONCHA ACÚSTICA: obra desenvolvida num espaço até então ocioso do Centro de Niterói. A infraestrutura esportiva foi entregue em 2024 e hoje oferece atividades esportivas oferecidas pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer - SMEL, para cerca de 2.000 pessoas inscritas.

Complexo de Atletismo Aída dos Santos. O equipamento esportivo é da UFF, foi restaurado pela Prefeitura e foi entregue em 2024. 
  • COMPLEXO DE ATLETISMO AÍDA DOS SANTOS: o equipamento esportivo pertence à UFF e foi integralmente reformado e é considerado pela Confederação Brasileira de Atletismo um dos melhores espaços para o atletismo no país. Em 2024, sediamos pela primeira vez o Grande Prêmio Brasil de Atletismo, em edição que valia como classificatória olímpica para os Jogos de Paris 2024. Saiba mais aqui.
Arena Niterói, projetada e obra iniciada na nossa gestão, será concluída e entregue à população em breve.
  • ARENA NITERÓI: a obra foi projetada, licitada e iniciada na nossa gestão e está em desenvolvimento, devendo ser concluída e entregue à população em 2026. Terá capacidade para 5.000 pessoas e será o mais importante equipamento para eventos esportivos e culturais da cidade. Com a Arena, o Centro de Niterói passa a contar com uma excelente infraestrutura esportiva, com o Parque Esportivo da Concha Acústica, o Complexo de Atletismo Aída dos Santos, da UFF e, finalmente, a Arena Niterói.
Prédio da Cantareira, imóvel histórico de Niterói, foi desapropriado em 2022. As obras foram iniciadas em 2024 e estão em andamento
  • ESTAÇÃO DA CANTAREIRA: há anos que o imóvel era reivindicado pelo setor cultural da cidade para uso público, em longa disputa judicial que terminou de forma desfavorável para a sociedade. O prédio foi desapropriado por mim em dezembro de 2022. O projeto de restauração foi desenvolvido e as obras começaram em 2024 para transformar o local em centro de inovação e formação tecnológica. 
Castelinho do Gragoatá foi restaurado e abriga a sede da Coordenadoria do Niterói de Bicicleta.
  • CASTELINHO DO GRAGOATÁ: o imóvel é tombado e estava há anos abandonado e muito deteriorado, com consequências para toda a sua ambiência urbana. O prédio foi desapropriado pela Prefeitura e foi totalmente restaurado. Hoje, sedia a Coordenadoria do Niterói de Bicicleta. A praça também foi revitalizada e hoje é conhecida como a Praça da Bicicleta.
Solar Notre Rêve (Casa Norival de Freitas: o imóvel tombado foi todo restaurado, entregue em 2024, e hoje abriga a sede do Projeto Aprendiz Musical.
  • SOLAR NOTRE RÊVE: conhecido também como Casa Norival de Freitas, o imóvel é tombado e reconhecido como um remanescente do que já foi o Centro de Niterói. O imóvel foi totalmente restaurado, recuperando as suas características históricas. O novo centro cultural foi entregue em 2024 e, agora, abriga a sede do Projeto Aprendiz Musical. Também demos início à restauração do Conservatório de Música de Niterói, localizado logo em frente ao Solar Notre Rêve.
Mercado Municipal de Niterói.
  • MERCADO MUNICIPAL: a concessão à iniciativa privada do Mercado Municipal foi realizada na gestão anterior do prefeito Rodrigo Neves e as obras aconteceram majoritariamente na nossa gestão, até que foi reinaugurado em julho de 2023. Inaugurado por Getúlio Vargas em 1938, o prédio, de arquitetura eclética com traços de art déco e neoclássica, faz parte de um conjunto arquitetônico da região portuária da cidade. O mercado foi desativado em 1977, ficando fechado por 46 anos. O Mercado tem 9.700 metros quadrados e mais de 170 lojas divididas entre: gastronomia, decoração, cervejaria, charcutaria, peixaria, artesanato, queijaria e hortifruti.
Edifício N. S. da Conceição (Prédio da Caixa, na Avenida Amaral Peixoto, foi desapropriado e será reformado e oferecido como alternativa habitacional.
  • EDIFÍCIO NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO: o chamado "Prédio da Caixa" era um grave problema social em plena Avenida Amaral Peixoto. O prédio foi desapropriado pela Prefeitura, em acordo com o Ministério Público e os seus moradores começaram a ser indenizados na nossa gestão. O objetivo é a recuperação do prédio (retrofit) em parceria com a iniciativa privada, fazendo a reconversão das unidades para uso misto a serem destinadas para habitação de interesse social e lojas com atendimento de serviços públicos. 
A área será transformada no Novo Centro de Niterói.
  • INTEGRAÇÃO DO CAMINHO NIEMEYER: entre a Avenida Visconde do Rio Branco e o Caminho Niemeyer, havia um vazio urbano, ocupado com estacionamentos irregulares que atraiam cerca de 2.000 automóveis diariamente para o Centro. A área foi totalmente urbanizada e recebe agora investimentos imobiliários que se constituirá na nova feição urbana do Centro de Niterói.
Bicicletário Arariboia.
  • DUPLICAÇÃO DO BICICLETÁRIO ARARIBOIA: com a remoção total do estacionamento que existia na Praça Arariboia, obteve-se espaço para uma nova praça aprazível com vistas para a Baia de Guanabara e a duplicação do bicicletário, que passou de 446 para 1.000 vagas. A obra foi idealizada e projetada na nossa gestão.
Estação da NitBike na nova Praça Arariboia, com o bicicletário ao fundo.
  • IMPLANTAÇÃO DAS BICICLETAS COMPARTILHADAS - NITBIKE: as chamadas 'Roxinhas" começaram a ser implantadas pelo Centro de Niterói em 2024 e hoje se expandem pela cidade. Já são mais de 50 estações (a maioria no Centro), com mais de 600 bicicletas circulando pela cidade. Desde que inauguramos o sistema em 2024, já foram realizadas mais de 2 milhões de viagens, evitando a emissão de mais de 805 toneladas de carbono. 
Em colaboração com a UFF, a Prefeitura concluiu a obra do novo IACS, nas margens da Baía de Guanabara.
  • IACS: em mais uma parceria com a UFF, o novo Instituto de Artes e Comunicação Social - IACS teve a sua obra concluída em 2024. O novo espaço acadêmico da UFF conta com um espaço cultural que, assim como a nova instalação do IACS, atenderá também a cidade. 
Traçado provisório do VLT de Niterói.
  • VLT: desde quando fui vice-prefeito de Niterói (2013-2016) coordenei o planejamento para a implantação do VLT de Niterói, que unirá a Estação Multimodal localizada no Terminal do Catamarã em Charitas, até o Terminal João Goulart no Centro, e de lá irá até o Barreto. Esta solução modal revolucionará a mobilidade da cidade e trará também muitos benefícios para o Centro de Niterói, melhorando de forma definitiva o trânsito na cidade. O Projeto Básico e o Estudo de Viabilidade Econômica foram concluído e deixamos para o governo seguinte o financiamento aprovado no Novo PAC, do Governo Federal, para a implantação da primeira etapa do projeto, ligando o Terminal João Goulart ao Barreto.
Ruínas do antigo reservatório de água de Niterói no Parque Águas Escondidas.
  • PARQUE NATURAL MUNICIPAL ÁGUAS ESCONDIDAS: O Parque Natural Municipal Águas Escondidas, foi criado em 2020 (Lei Municipal 3.560, 2020) através da recategorização da Área de Proteção Ambiental - APA com o mesmo nome, abrangendo o Morro da Boa Vista, onde desenvolve-se o maior projeto de reflorestamento desenvolvido pela Prefeitura de Niterói. O parque tem grande valor ambiental e histórico-cultural, pela sua proximidade com a Igreja de São Lourenço dos Índios, local de origem da cidade de Niterói. Também abriga as antigas ruínas da Chácara do Vintém, que foi o manancial que abasteceu a cidade de Niterói em seus primórdios.
Projeto Encosta Verde: projeto inovador e premiado, o parque solar teve a sua implantação iniciada em 2024 e está em fase de implantação. 
  • PROJETO ENCOSTA VERDE: o Encosta Verde é um projeto inovador, que inclui a implantação de um parque solar em área de encosta do Morro da Boa Vista, voltado para a produção de energia fotovoltaica. O projeto foi idealizado quando fui secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, com a participação do Escritório de Gestão de Projetos - EGP e a Secretaria Municipal de Defesa Civil. O projeto recebeu o Prêmio Lidera Rio, promovido pelo SEBRAE em 2018. O projeto foi licitado e as obras foram iniciadas em 2024.
Urbanização da comunidade do Sabão.
  • COMUNIDADES: fizemos investimentos de melhorias da infraestrutura na Comunidade do Sabão, além de obras de contenção de encostas em várias comunidades, como o Morro do Estado, Morro da Boa Vista e Morro da Penha.
UMEI Leni dos Santos Oliveira, no Morro da Penha.
  • ESCOLA NO MORRO DA PENHA: Construção e entrega da UMEI Leni dos Santos Oliveira – Dona Helena, no Morro da Penha, bairro da Ponta d’Areia. A unidade é a 29ª inaugurada em Niterói nos últimos 12 anos e oferece 120 vagas, em tempo integral, para crianças de 1 e 2 anos. A Umei conta com seis salas de aula, sala de multimeios, sala dos professores, pátio, refeitório (equipado com cozinha e despensa), área verde, além de estar nos padrões de acessibilidade e sustentabilidade.
Novo deck de madeira no tradicional Portugal Pequeno, na Ponta D'Areia
  • DECK DOS PESCADORES NO PORTUGAL PEQUENO: obra de restauração da ambiência urbana da Ponta D'Areia e melhorias da infraestrutura. Obra entregue à cidade em 2024.
As referidas obras fazem parte do maior ciclo de investimentos em infraestrutura na história da cidade. No período de 2021 a 2024, foram investidos mais de R$ 3 bilhões na cidade, trazendo melhorias para a vida do cidadão niteroiense. Também cabe destacar a Lei do Retrofit, que encaminhamos ao Legislativo através de Mensagem Executiva e que foi aprovada como a Lei 3.608/2021. A lei estimula a iniciativa privada a investir na reforma e reaproveitamento dos imóveis no Centro de Niterói.

OUTRAS AÇÕES TRANSFORMADORAS DO CENTRO

Além das obras citadas, o Centro recebeu outros investimentos importantes como a requalificação da Avenida Marques do Paraná (entregue em 2020) e a implantação do Eixo Cicloviário das Avenidas Roberto Silveira - Marquês do Paraná e Amaral Peixoto, que inclui o Bicicletário Arariboia). Estas são as ciclovias mais movimentadas do país. Os seus números podem ser verificados no Sistema ContaBike.

O Caminho Niemeyer também faz parte da transformação em curso no Centro da cidade, com a construção da nova Catedral Católica e da Catedral Evangélica. Ambas as obras contam com projetos do arquiteto Oscar Niemeyer e complementarão o projeto idealizado pelo renomado brasileiro, mestre da arquitetura mundial. No caso da catedral evangélica, as cessão dos direitos à Igreja Assembleia de Deus ocorreu mediante Chamamento Público realizado na minha gestão. Ambas as obras são de responsabilidade e financiamento das respectivas igrejas.

Também cabe destacar outra ação determinante para o novo Centro de Niterói adotada pela atual administração municipal: Programa Aluguel Universitário, iniciativa que valoriza os imóveis, dinamiza o mercado imobiliário do Centro e oferece soluções de moradia para o grande contingente de estudantes universitários da cidade.

Para mais informações sobre a Requalificação do Centro de Niterói, acesse o Portal do Centro ou o Story Map do Niterói 450 Anos, ambos preparados pelo SIGEO. 

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)




quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Aprovação do acordo MERCOSUL-União Europeia fortalece compromissos do Brasil com clima, florestas e desenvolvimento sustentável


O Governo do Brasil destaca o avanço do Acordo de Parceria entre o MERCOSUL e a União Europeia como um marco para o fortalecimento da agenda ambiental, climática e de desenvolvimento sustentável do país.

A decisão do Conselho do bloco europeu, anunciada nesta sexta-feira (9/1), reconhece os compromissos ambientais assumidos pelo Brasil e pelo MERCOSUL, bem como cria bases sólidas para a promoção de um comércio internacional alinhado à proteção do meio ambiente e ao enfrentamento da mudança do clima.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a data da aprovação como um “dia histórico para o multilateralismo”. “Em um cenário internacional de crescente protecionismo e unilateralismo, o acordo é uma sinalização em favor do comércio internacional como fator para o crescimento econômico, com benefícios para os dois blocos”, destacou.

Para a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a decisão reflete a credibilidade internacional reconquistada pelo Brasil.

“Depois de 25 anos, a aprovação deste acordo está ancorada na confiança de que o governo do presidente Lula conduz uma agenda ambiental séria, consistente e comprometida com resultados. Em três anos, conseguimos reduzir o desmatamento na Amazônia em 50% e em 32,3% no Cerrado e, ao mesmo tempo, abrir mais de 500 novos mercados para o agronegócio do país, demonstrando que o Brasil é capaz de fortalecer a economia enquanto protege seus biomas e cumpre seus objetivos ambientais e climáticos.”

Concluídas em 6 de dezembro de 2024, as negociações resultaram em um texto equilibrado e alinhado aos desafios ambientais, sociais e econômicos contemporâneos. O acordo reafirma os compromissos de desenvolvimento sustentável assumidos pelas partes, incluindo o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, assim como o respeito à soberania de cada país para definir seus padrões ambientais, de acordo com suas circunstâncias e níveis de desenvolvimento, com base em dados e evidências aportados pela melhor ciência disponível.

O documento incorpora avanços significativos nas agendas de clima e biodiversidade, com referências ao financiamento ambiental, ao reconhecimento da importância da valoração dos serviços ecossistêmicos e ao apoio à conservação das florestas.

Nesse contexto, o acordo prevê a elaboração de uma lista de produtos da bioeconomia que receberão tratamento adicional mais favorável no mercado europeu, além de facilitar o acesso a outros bens produzidos segundo critérios de sustentabilidade, como o uso de energia limpa.

As partes acordaram também a adoção de ações para promover produtos sustentáveis no comércio birregional, ampliando oportunidades para pequenos produtores, cooperativas, povos indígenas, povos e comunidades tradicionais.

A União Europeia se compromete a utilizar os dados fornecidos pelos países do MERCOSUL para verificar os níveis de desmatamento e o cumprimento da legislação ambiental dos países exportadores.

O acordo estabelece salvaguardas para assegurar que a ampliação do comércio contribua para a promoção da sustentabilidade, prevenindo possíveis impactos ambientais negativos. O anexo sobre comércio e meio ambiente dedica-se, também, à promoção de cadeias de valor sustentáveis voltadas à transição energética.

O Acordo de Parceria aproxima dois dos maiores blocos econômicos do mundo, ao integrar mercados que somam cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto superior a US$ 22 trilhões. Trata-se do maior acordo comercial já firmado pelo MERCOSUL e de um dos mais relevantes já celebrados pela União Europeia, reforçando o compromisso com um comércio internacional baseado em regras, diálogo e cooperação.

Com a aprovação pelas instâncias europeias, o acordo entra agora na fase final de tramitação e ratificação, conforme os procedimentos institucionais de cada parte. No Brasil, o texto será encaminhado ao Congresso Nacional, assim como aos parlamentos dos demais países do MERCOSUL. No âmbito da União Europeia, a legislação prevê que a aprovação do Parlamento Europeu é suficiente para a entrada em vigor do pilar comercial.

Para além do comércio, o acordo institui mecanismos permanentes de cooperação política e diálogo institucional, reafirmando compromissos com a democracia, os direitos humanos e o multilateralismo.

Fonte: MMA




quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Projeto Ciência&Clima lança publicação com dados que embasaram Plano Clima Adaptação


Informações técnico-científicas foram utilizadas na elaboração da estratégia nacional e dos planos setoriais que terão vigência até 2035

As informações técnico-científicas que embasaram o diagnóstico sobre as principais questões de adaptação à mudança do clima no Brasil estão consolidadas na publicação ‘Caderno de sínteses técnico-científicas sobre impactos, vulnerabilidade e adaptação no Brasil para o Plano Clima Adaptação’. O documento foi publicado nesta sexta-feira (21/11) e apresentado na COP30, em Belém (PA).

A publicação é resultado do trabalho desenvolvido pela equipe técnica do projeto Ciência&Clima, projeto de cooperação técnica internacional executado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD Brasil), em colaboração com a agência de cooperação alemã GIZ Brasil e da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima).

“Ao reunir as referências mais atuais e baseadas na ciência, este Caderno visa disseminar as evidências que subsidiaram a formulação do Plano Clima Adaptação, de forma que estes conhecimentos possam ser mobilizados também por governos subnacionais e pela sociedade civil. Espera-se que as informações aqui contidas sejam apropriadas por gestores e cidadãos, auxiliando-os a compreender os impactos, vulnerabilidades e adaptação nos territórios. Cada um dos temas abordados na publicação oferece um repertório conceitual e de evidências que subsidia o planejamento da adaptação e a promoção do desenvolvimento resiliente ao clima”, Sávio Raeder, supervisor da componente de Impactos, Vulnerabilidade e Adaptação do projeto Ciência&Clima.

Considerando a complexidade e diversidade da produção científica, a construção de sínteses do conhecimento se coloca como uma estratégia relevante para apoiar os gestores públicos engajados nos processos de formulação de políticas. Neste sentido, o projeto Ciência&Clima tem avançado na elaboração de documentos de síntese sobre os temas relacionados com o aquecimento global e suas repercussões sobre os territórios. Baseadas nos princípios da coprodução de evidências, estas sínteses mobilizam tanto saberes técnicos de gestores públicos e da sociedade civil, como evidências científicas de pesquisadores em favor da formulação de políticas mais informadas.

O Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima) é o principal instrumento que consolida as estratégias, planos e metas do Brasil para alcançar os objetivos da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) e cumprir as metas da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil.

A atualização do plano nacional de adaptação, que se iniciou em 2023, é considerada um marco na agenda climática do país. A construção do plano foi pautada pela mobilização de evidências científicas e pelo envolvimento de instituições governamentais, acadêmicas, da sociedade civil organizada, entidades empresariais, além de povos e comunidades tradicionais.

O esforço para disponibilizar a melhor ciência disponível para os ministérios setoriais foi quantificado em números. A contribuição envolveu a análise da literatura científica mais recente disponível durante o período de sua elaboração, entre 2023 e o início de 2024. Foram identificadas mais de 700 referências bibliográficas, das quais 220 foram selecionadas como as mais relevantes, considerando o contexto nacional.

O trabalho resultou em 12 sínteses do conhecimento organizadas por temas e setores estratégicos para a agenda nacional de adaptação à mudança do clima que foram reunidas neste caderno. Cada capítulo contempla um tema ou setor: Agricultura e Pecuária, Biodiversidade, Cidades, Energia, Igualdade Racial e Combate ao Racismo, Povos Indígenas e Povos e Comunidades Tradicionais, Recursos Hídricos, Redução e Gestão de Riscos de Desastres, Saúde, Segurança Alimentar e Nutricional, Transportes, Zona Costeira e Oceano.

Os capítulos estão estruturados em seções que abordam os impactos observados, os riscos e vulnerabilidades, e adaptação. A lógica fortalece a agenda de adaptação a partir da perspectiva que abrange as dimensões de ameaças climáticas, exposição e vulnerabilidade, uma metodologia internacionalmente aceita e aplicada.

Acesse a publicação aqui.

Sobre o projeto Ciência&Clima:

Ciência&Clima é o projeto de cooperação técnica internacional executado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na sua implementação e recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). Ao longo de três décadas de execução das edições do projeto, apoiou o Brasil na elaboração e submissão de quatro Comunicações Nacionais, cinco Relatórios de Atualização Bienal e o Primeiro Relatório Bienais de Transparência do Brasil à Convenção do Clima. O projeto trabalha para fortalecer as capacidades nacionais na implementação da Convenção do Clima e promover a conscientização sobre os impactos da mudança do clima no país.

Acesse: MCTI



sábado, 5 de julho de 2025

Maior programa municipal de aluguel universitário do país começa em Niterói


Foto Evelen Gouvêa.

A Prefeitura de Niterói abriu inscrições, nesta quinta-feira (3), para o maior programa municipal de aluguel para alunos de graduação e pós-graduação do país. Batizada de Aluguel Universitário, a iniciativa vai oferecer R$ 700 mensais para mil estudantes de instituições de ensino superior localizadas na cidade — públicas ou privadas.

Além de facilitar o acesso à moradia, a Prefeitura do município quer revitalizar o Centro da cidade, que passa por uma ampla reforma urbanística, e manter os universitários na cidade, que já é a terceira cidade do país com maior índice de escolaridade, segundo o IBGE (2022). São cerca de 70 mil universitários na cidade.

“Estamos muito orgulhosos de lançar o Programa Aluguel Universitário, o maior projeto de aluguel e moradia para estudantes do Brasil. Eu comecei minha trajetória política na União dos Estudantes de Niterói, ainda na década de 1990. Na época, a gente lutava por passe livre e meia entrada e, hoje, fico feliz de poder continuar apoiando políticas públicas pensadas para a juventude. Em agosto, já vamos selecionar mil estudantes e não vamos parar por aí. Através do incentivo ao estudo, vamos fortalecer também a economia local e a revitalização de toda a região central. Niterói continua avançando com políticas inteligentes que fazem toda a diferença na vida das pessoas”, reforçou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

As inscrições vão de hoje até o dia 08 de julho e acontecem através da plataforma digital Colab e do site do programa (https://niteroi.rj.gov.br/alugueluniversitario). Ao todo, mil estudantes serão selecionados neste primeiro edital. A iniciativa vai beneficiar estudantes maiores de 18 anos, com renda familiar de até três salários mínimos da Universidade Federal Fluminense (UFF) e de instituições de ensino superior privadas, matriculados em curso presencial devidamente regularizado pelo Ministério da Educação (MEC).

O auxílio facilita o custeio de moradia garantindo mais acessibilidade ao ensino superior. Com duração inicial de um ano, o benefício poderá ser renovado até a conclusão da graduação ou da pós-graduação, desde que o estudante não ultrapasse dois anos além do prazo regular do curso.

A reprovação por faltas em qualquer disciplina resultará na perda do benefício. Além disso, o estudante não poderá acumular outro subsídio habitacional de mesma natureza.

“Estar neste evento é um prazer muito grande. Iniciativas como esse programa são transformadoras de vidas: geram autonomia e liberdade para os estudantes tomarem decisões com fôlego. Acho que, mais do que uma política de permanência estudantil, o Programa Aluguel Universitário é uma política para o sucesso dos alunos. Ter um olhar inteligente e pensar em decisões complexas, que integram vários setores da sociedade, é o caminho certo para gerir uma cidade e até uma universidade”, celebrou o reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antônio Claudio Lucas da Nóbrega.

A área de abrangência do programa inclui a região central da cidade, incluindo os bairros do Centro e parte de São Domingos e São Lourenço. Já neste primeiro momento, os universitários precisam apresentar o contrato de aluguel em pontos localizados nessas áreas. O mapa com os limites exatos está anexado à legislação que institui o benefício, será incluído no edital e amplamente divulgado nos canais oficiais da Prefeitura. Além disso, vale destacar que haverá visitas domiciliares para verificar o cumprimento das exigências e confirmar que os beneficiários residem, de fato, na localidade informada e que o programa não estabelece restrições quanto à quantidade de beneficiários por imóvel.

“Hoje é um dia histórico para a assistência estudantil do Brasil. Lançamos uma iniciativa inovadora, que já surge como a maior política de auxílio moradia para estudantes do país. A Prefeitura acredita nos jovens e aposta, inclusive financeiramente, em incentivar toda uma geração”, afirmou o coordenador de políticas públicas para a juventude, João Pedro Boechat.

A medida faz parte da estratégia da Prefeitura para fomentar o desenvolvimento econômico e social da cidade, tornando Niterói um polo cada vez mais atrativo para os jovens talentos. Além disso, busca reduzir o tempo de deslocamento dos estudantes, estimular a frequência às aulas e promover o uso residencial da região central da cidade.

Os interessados no programa precisam apresentar: documento de identidade; CPF; comprovante de residência; declaração de matrícula (atualizada há menos de 60 dias pela Instituição de Ensino Superior); comprovante de Inscrição no Cadastro Único (atualizado nos últimos 6 meses, a contar da data de publicação deste edital) – este item deve possuir os dados referentes à Faixa de Renda Familiar Total e Faixa de Renda Familiar Por Pessoa (per capita); documento que comprove a participação no Bolsa Família, BPC ou Moeda Araribóia, se for o caso.

Integrante do programa Jovem EcoSocial, a estudante Victória Antônio de Oliveira, 21 anos, disse que estava ansiosa para se inscrever no programa. Ela também é moradora do Centro e cursa o terceiro período de Direito da Universidade de Salgado de Oliveira (Universo).

“Esse projeto é maravilhoso e eu estou muito feliz por ele ter saído do papel. É um grande projeto para os jovens de Niterói, porque acredito que os jovens de outras cidades não estão tendo essa oportunidade incrível. É gratificante ver”, destacou.

O programa também vai ser um diferencial para jovens de outras cidades do Estado do Rio. A estudante Yana Santana, 26 anos, veio de Angra dos Reis para estudar Direito na UFF e atualmente reside no Morro do Estado. Ela vai se inscrever no programa para morar no Centro.

“O Aluguel Universitário já é o maior programa habitacional de moradia estudantil do Brasil, que nesse edital vai beneficiar mil estudantes. E a intenção é que nos próximos meses complete muito mais. É de fato um projeto de política pública que vai mudar a realidade já dos estudantes que moram aqui em Niterói e daqueles que vão vir morar aqui na cidade. É um projeto que está aí para mudar vidas e a construção do movimento estudantil”, disse a jovem que está à frente da diretoria executiva do Centro Acadêmico de Direito da UFF.

Fonte: Prefeitura de Niterói




segunda-feira, 23 de junho de 2025

COMPLEXO DE ATLETISMO DA UFF COMPLETA UM ANO E AJUDA A REVITALIZAÇÃO DO CENTRO DE NITERÓI




Registros do Grande Prêmio Brasil de Atletismo, realizado em maio de 2024, marcando a entrega das obras realizadas pela Prefeitura de Niterói e a reinauguração deste espaço da UFF.

O site da Universidade Federal Fluminense - UFF registrou, no dia 27/05/2025, um ano da reinauguração do Complexo de Atletismo Aída dos Santos - CAAS. Trata-se de um belo espaço esportivo pertencente à UFF, localizado no Campus Gragoatá, à beira da Baía de Guanabara. A obra de revitalização foi realizada pela Prefeitura de Niterói, em colaboração com a universidade. 

O CAAS é considerado hoje uma das melhores infraestruturas para o atletismo no Brasil. O projeto de revitalização foi desenvolvido com o assessoramento técnico da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), da Federação Estadual de Atletismo do Rio (FERAt) e do Instituto de Educação Física - IEF/UFF, para permitir a atualização diante das especificações do esporte, a utilização da melhor técnica e do mais indicado material de construção para a excelência da pista. Esta parceria garantiu a certificação da pista para que o CAAS possa sediar eventos oficiais. 

Após o minucioso trabalho de planejamento, a obra foi finalmente licitada no final de 2022. O investimento da Prefeitura foi de R$ 14,5 milhões e a obra teve Ordem de Início concedida em janeiro de 2023. Tanto a fase de projeto e as obras foram acompanhadas de perto pela própria homenageada: a grande atleta Aída dos Santos. A obra foi entregue em grande estilo, recebendo pela primeira vez em Niterói, o Grande Prêmio Brasil de Atletismo, o maior evento do atletismo nacional.  

O CAAS tem uma parceria com o Parque Esportivo e Social do Caramujo - PESC, da Prefeitura, uma grande aposta de Niterói no esporte educativo e social, implantada numa das regiões de mais baixo IDH da cidade, que desenvolve programas de iniciação em diversas modalidades esportivas, incluindo o atletismo. O PESC utiliza as instalações do CAAS para o aprimoramento dos seus atletas.

No período de 2021-2024, Niterói recebeu o maior investimento da sua história, com quase R$ 3 bilhões em mais de 500 frentes de obras. Uma grande transformação na cidade!

O maior investimento da história 

A obra de revitalização do CAAS faz parte do conjunto de investimentos do Plano Niterói 450 Anos - o maior plano de investimentos públicos em infraestrutura da história de Niterói - realizados pela Prefeitura durante a minha gestão como prefeito (2021-2024), como parte da estratégia de revitalização do Centro de Niterói. Veja quais são as obras desenvolvidas pelo Plano Niterói 450 Anos Centro:

  • Complexo de Atletismo Aída dos Santos - CAAS: desenvolvido em parceria com a UFF e órgãos gestores do Atletismo no âmbito nacional e estadual. A obra, estruturante para a revitalização do Centro de Niterói, recebeu um investimento de R$ 14,5 milhões e foi entregue em 2024. A pista é considerada a melhor do RJ e é cogitada para receber as provas do Pan 2031.
  • Reurbanização da Avenida Visconde do Rio Branco, requalificada mediante o conceito de "Ruas Completas". As obras incluíram intervenções desde o Mercado de São Pedro (Mercado de Peixe) até o Forte Gragoatá. A Nova Praça Arariboia, ampliada e redesenhada para valorizar a paisagem da Baía de Guanabara, foi totalmente remodelada e entregue à população em 2024. O restante da avenida estava com as obras quase totalmente concluídas ao final da gestão e foram entreguem no início de 2025.
  • "Novo Centro de Niterói": a área conhecida como "Novo Centro de Niterói" é um espaço localizado entre o trecho norte da Avenida Visconde do Rio Branco e o Caminho Niemeyer. O novo desenho urbano da área promoveu a continuidade das ruas Marquês de Caxias, Saldanha Marinho e Doutor Fróes da Cruz, permitindo a integracao do Caminho Niemeyer, que antes era "afastado" do centro da cidade. A solução urbanística, foi prevista na legislação urbana da cidade e está sendo desenvolvida em parceria com a iniciativa privada. A sua implantação foi iniciada em 2023. É importante destacar que o investimento acabou com uma atividade informal e desordenada, que oferecia estacionamento para 2.000 carros/dia, que sobrecarregavam o trânsito na cidade.
  • Parque Esportivo da Concha Acústica: a Concha Acústica era um espaço nobre, no Centro da Cidade, mas era subaproveitado. O espaço foi requalificado como um espaço esportivo, com um campo de futebol de dimensões oficiais e certificado para eventos oficiais. O espaço também possui quadra de tênis, de beach tennis ou vôlei de praia, além de pista de corrida e caminhada. O equipamento esportivo foi entregue em dezembro de 2023.
  • Arena Poliesportiva: O equipamento terá capacidade para 2.600 pessoas e poderá receber jogos oficiais de vôlei, basquete, handebol, futsal e outras atividades esportivas e culturais. A previsão é de que seja inaugurado no fim de 2025. Junto com o Parque Esportivo da Concha Acústica, o investimento é de R$ 97,6 milhões. Já em funcionamento, as atividades, coordenadas pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, atendem mais de 3 mil pessoas por semana.
  • Novo IACS: Em mais uma parceria da Prefeitura com a UFF, fizemos um investimento de R$ 29 milhões para concluir as obras da sede do novo Instituto de Artes e Comunicação Social - IACS. A nova sede, que abriga o instituto criado em 1968, conta com um total de 115 salas interligadas, em 11 blocos, com espaços para aulas e laboratórios. Também há um anfiteatro, sala de cinema, estúdios de áudio e de TV, pátios e áreas de convivência e uma galeria para exposições artísticas e culturais. No local são atendidos quase 4 mil alunos, nos cursos de graduação em Arquivologia, Artes, Biblioteconomia e Documentação, presencial e EaD; licenciatura e bacharelado em Cinema e Audiovisual, Comunicação Social/ Publicidade, Estudos de Mídia, Jornalismo e Produção Cultural; e as pós-graduações stricto sensu em Ciência da Informação, Cinema e Audiovisual, Comunicação, Cultura e Territorialidades, Mídia e Cotidiano e Estudos Contemporâneos das Artes. A obra iniciou-se em agosto de 2020 e foi entregue em dezembro de 2023, com um investimento de R$ 28,9 milhões.
  • Solar Notre Rève (Casa Norival de Freitas): Entregue em novembro de 2024, a obra envolveu um investimento de R$ 29,1 milhões pelo município. O imóvel, localizado no Centro de Niterói, foi inaugurado em 1923, tombado tenha a sua restauração esperada há muitos anos e foi enfim viabilizada. Atualmente, o Solar Notre Rève, é um centro cultural e a sede do Projeto Aprendiz, uma das grandes iniciativas de integração de educação e cultura no país, atendendo a mais de 10 mil estudantes da cidade.
  • Mercado Popular: o tradicional Mercado Municipal de Niterói estava desativado e o seu abandono impactava negativamente todo o seu entorno. O Mercado Municipal funcionou de 1938 a 1976 num belo prédio art déco. O Novo Mercado Municipal de Niterói foi reaberto em julho de 2023, com 172 lojas em um prédio histórico que foi completamente restaurado. No primeiro mês de funcionamento, o Mercado recebeu 500 mil pessoas e gerou cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos. Portanto, o empreendimento já tem papel importante na economia da cidade e já é um dos locais mais visitados de Niterói. A obra é uma Parceria Público-Privada - PPP.
  • Ampliação do Bicicletário Arariboia: projeto e licitação foram realizados em 2024 e a obra foi entregue no início de 2025. O maior bicicletário público e gratuito do país é um equipamento estratégico do programa Niterói de Bicicleta e tem um papel fundamental no apoio logístico para o uso da bicicleta na cidade. O Bicicletário Arariboia tinha capacidade para 446 bicicletas e contava com 18 mil usuários cadastrados e recebe cerca de 600 bicicletas/dia. Com a ampliação, o bicicletário passou a oferecer 1.000 vagas.  Importante lembrar que Niterói tem as duas ciclovias mais movimentadas do país: a da Avenida Roberto Silveira e a da Avenida Marquês do Paraná.
  • Estação Cantareira: O prédio histórico foi tombado pela Lei 1.063/1992 e foi desapropriado pela minha gestão, em dezembro de 2022, após aprovação de lei autorizativa da Câmara Municipal de Niterói. A obra foi iniciada em 2024 e está em execução. A obra de restauração e adaptação foi idealizada para sediar o Distrito de Economia Criativa, que incluirá instalações para a formação de profissionais em tecnologia da Informação, audiovisual, gastronomia etc. Também sediará o Centro de Inovação, que abrigará empreendimentos inovadores de diversos segmentos, mentorias, palestras, dentre outras atividades. O projeto foi planejado para ter flexibilidade para que o novo espaço possa também receber eventos, shows, feiras etc. Investimento: R$ 40,8 milhões.
  • Castelinho do Gragoatá e Praça da Bicicleta: o Castelinho foi construído em 1937, foi tombado em 1993 pelo Departamento de Preservação do Patrimônio Cultural - DePAC, por sua importância cultural e estava se deteriorando. Foi desapropriado em 2022, restaurado e hoje é a sede da Coordenadoria do Niterói de Bicicleta. A praça localizada na sua frente também foi totalmente recuperada e hoje é conhecida como Praça da Bicicleta, sendo uma importante referência para os ciclistas da cidade. A obra custou R$ 3 milhões e foi entregue em 2024. 
  • Nova Avenida Amaral Peixoto: A avenida mais importante do Centro de Niterói recebeu uma atenção especial e abrimos licitação, em 2024, para as obras que preveem a implantação de arborização para melhorar a qualidade ambiental e paisagística, revertendo assim a aridez atual da via. A arborização e os canteiros também protegerão e darão mais segurança à ciclovia, que faz parte do eixo cicloviário mais movimentado da cidade e do Brasil (Amaral Peixoto-Marquês do Paraná-Roberto Silveira) Também estão previstos a reforma e ampliação das calçadas e drenagem para evitar alagamentos. O investimento previsto no edital era de R$ 39,5 milhões.
  • Casa Afro: No Dia de Zumbi, determinei a publicação no Diário Oficial o Decreto 15.617/2024, declarando como de utilidade pública para fins de desapropriação de imóvel localizado à Rua Alexandre Moura, n° 23, 25 2 29, em São Domingos. O imóvel localiza-se ao lado do Castelinho, que abriga a Coordenadoria do Programa Niterói de Bicicleta.
  • Edifício Nossa Senhora da Conceição (Prédio da Caixa): O prédio localiza-se na Avenida Amaral Peixoto e representa um dos maiores passivos sociais da cidade de Niterói, que persiste há muitas décadas e, enfim, encaminha-se para uma solução. Em 2019, por ação do Judiciário, o prédio foi desocupado em 2019 após relatórios da Defesa Civil Municipal e do Corpo de Bombeiros avaliarem a existência de graves problemas estruturais. A desapropriação do prédio foi decretada em agosto de 2020 e em outubro de 2024 foi publicado o chamamento dos proprietários e possuidores de unidades habitacionais para que a Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária possa reunir a documentação necessária para dar prosseguimento ao processo administrativo de desapropriação conforme o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) homologado com a Defensoria Pública e o Ministério Público. O valor estimado para a desapropriação e solução da situação social é de R$ 40 milhões.
  • Escola no Morro da Penha: Construção e entrega da UMEI Leni dos Santos Oliveira – Dona Helena, no Morro da Penha, bairro da Ponta d’Areia. A unidade é a 29ª inaugurada em Niterói nos últimos 12 anos e oferece 120 vagas, em tempo integral, para crianças de 1 e 2 anos. A Umei conta com seis salas de aula, sala de multimeios, sala dos professores, pátio, refeitório (equipado com cozinha e despensa), área verde, além de estar nos padrões de acessibilidade e sustentabilidade. O investimento da Prefeitura foi de R$ 3.604.644,00.
  • Reforma de Unidades de Saúde: Três unidades de Saúde receberam obras importantes de reforma, como a Unidade de Saúde do Morro do Estado Dr. Mário Pardal (investimento: R$ 950.720,00), Médico de Família na Ponta D'Areia (R$ 300.503,00) e Ilha da Conceição (R$ 939.126,00). O valor total do investimento foi de R$ 2.190.346,00.
Além dos investimentos acima citados, foram feitas obras estruturantes para a melhoria da resiliência e qualidade de vida nas seguintes comunidades:

OBRAS NO MORRO DO ESTADO
  • Recuperação de Calçamento e Escadaria entre a Travessa Retão à Rua Araújo Pimenta – Morro do Estado - R$ 207.708,35 – Finalizada: 27/02/23
  • Recuperação de Travessa Honorato Ventura – Morro do Estado – R$ 165.069,75 – Finalizada: 23/01/23
  • Reforma de Quadra do 30, na Araújo Pimenta – Morro do Estado – R$ 248.164,96 – Finalizada: 31/03/20
  • Projeto de Urbanização da Comunidade do Morro do Estado - R$ 291.676,38 – Finalizada: 12/01/21
OBRAS DE CONTENÇÃO NO BOA VISTA
  • Investigação Geotécnica no Morro Boa Vista – R$ 449.995,48 – Finalizada: 07/07/21
  • Contenção de Encosta no Parque Solar Boa Vista - R$ 4.065.094,83 – Em Andamento
  • Contenção de Encosta no Morro Boa Vista e Caixa D’Água – LT. 14 – R$ 32.363.944,67 – Finalizada: 11/11/23
OBRAS NA COMUNIDADE DO SABÃO
  • Projeto de Reurbanização da Comunidade do Sabão - R$ 323.082,90 – Finalizada: 21/03/23
  • Reforma de Área de Lazer na Comunidade do Sabão - R$ 133.608,23 – Finalizada: 13/01/23
Somando-se os investimentos em todas as obras em comunidades citadas acima, temos: R$ 38.248.346,00.

Saiba mais em INVESTIMENTOS MUNICIPAIS TRANSFORMAM O CENTRO DE NITERÓI

Segundo estimativa que realizamos e postamos aqui no Blog em 2022, de 2013 a 2021, ou seja, antes do Niterói 450 Anos, a Prefeitura de Niterói investiu R$ 116 milhões no Centro, enquanto a iniciativa privada aportou R$ 346 milhões. Logo, cada R$ 1 do poder público impulsionou R$ 3 de empreendedores privados. 

O Niterói 450 Anos Centro, com todas as atividades acima citadas, previu investimentos da Prefeitura orçados em R$ 400 milhões, sem ainda não contabilizar o VLT de Niterói, cujos recursos para a primeira etapa, do Terminal João Goulart ao Barreto, foram garantidos através do Novo PAC, em 2024. A nova gestão da Prefeitura anunciou outros investimentos importantes como o Museu do Cinema, parte do programa Niterói Áudio Visual - NAV, e o Programa Aluguel Universitário, de apoio financeiro aos estudantes para o aluguel de imóveis, para promover a reocupação de imóveis do Centro da cidade. Este último programa se beneficiará também da Lei do Retrofit, de reaproveitamento e promoção do uso misto (residencial e comercial) de imóveis, que aprovamos em julho de 2021, no Legislativo Municipal.

Desde o inicio das ações de revitalização do Centro, toda a iluminação foi trocada para LED, a fiação aérea obsoleta foi retirada e boa parte da rede foi enterrada. A arborização foi renovada, com o plantio de centenas de novas árvores. 

Viva Niterói!

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)


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Complexo de Atletismo Aída dos Santos completa um ano de reinauguração

Infraestrutura revive a modalidade em Niterói e está cotada para receber os Jogos Pan-Americanos.


Consolidado como um dos principais centros de alto rendimento do esporte no estado do Rio de Janeiro, o Complexo de Atletismo Aída dos Santos (CAAS), localizado no campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, completa um ano desde a sua reinauguração. Além de ser palco de grandes eventos esportivos, o CAAS tem se tornado um polo de desenvolvimento social na região, ao receber programas de treinamento para crianças e jovens de Niterói e municípios vizinhos, cumprindo um papel fundamental na democratização do acesso ao esporte e na aliança entre educação e alto rendimento.

“O complexo é um grande exemplo de parceria de sucesso entre a Universidade e a Prefeitura de Niterói, que, com muita sensibilidade, viabilizou esse projeto, gerando benefícios tanto para a população quanto para a comunidade acadêmica. Ao longo deste ano, com muito trabalho conjunto, conseguimos transformá-lo em um espaço de integração social, sem abrir mão da promoção do esporte de alto rendimento, da saúde e dos projetos de ensino, pesquisa e extensão. Hoje, o CAAS se consolida como um dos principais equipamentos de atletismo do país, atraindo as maiores competições nacionais”, destaca o reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega.

Com estrutura moderna e certificada internacionalmente, que inclui pista oficial, setores de salto e arremesso, além de arquibancadas, o Complexo é hoje uma das principais referências no país para a realização de competições oficiais e um dos poucos equipamentos públicos aptos a sediar provas oficiais em diferentes modalidades do atletismo. Por essa razão, o CAAS tem sido escolhido frequentemente como sede para torneios promovidos pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBat) e pela Federação Estadual de Atletismo do Rio (FERAt), que contam com a participação de atletas de elite e novos talentos do atletismo brasileiro.

No último ano, diversos torneios foram realizados no local – com destaque para o Grande Prêmio Brasil de Atletismo e o Campeonato Brasileiro de Atletismo Sub-20 – além de etapas de campeonatos estaduais, nacionais e torneios universitários, mobilizando milhares de atletas, profissionais e espectadores. O CAAS também está relacionado para ser palco dos Jogos Pan-Americanos de 2031, caso a candidatura conjunta dos municípios do Rio de Janeiro e de Niterói seja eleita.

Para o presidente da FERAt, Robson Maia, é essencial que o relacionamento com a UFF integre ações para além do uso das instalações. “É muito importante continuarmos construindo uma união que inclui a comunidade acadêmica nos programas oferecidos pela FERAt. Foi por meio dessa troca que realizamos, por exemplo, estágios de arbitragem e um curso de capacitação em photo finish que contaram com a participação de alunos da universidade.”

Realização do Campeonato Estadual Sub-23 no CAAS. Crédito: instagram/feratrioficial

Espaço de aprendizado e inclusão

Além das disputas oficiais, a estrutura é utilizada para atividades de treinamento esportivo e promoção à saúde de crianças, adolescentes e adultos, observando o cunho social e de alto rendimento das ações. Existe, ainda, um convênio com a Prefeitura de Niterói para o uso do espaço com o objetivo de preparar atletas e receber projetos sociais de iniciação esportiva. Em março deste ano, jovens do Parque Esportivo e Social do Caramujo (PESC) passaram a treinar permanentemente no CAAS, uma parceria que já rende frutos com a performance premiada de atletas do projeto no Campeonato Estadual de Atletismo Sub-18.

“Para estes jovens que já participam de competições e que aspiram estar em torneios internacionais, ter contato com uma pista oficial é da mais alta importância. Ter uma pista emborrachada e sintética nesse nível faz total diferença no trabalho técnico desses atletas. A ideia é utilizar o complexo de atletismo três vezes por semana. Isso vai ser de suma importância para a parte técnica destes jovens. Serão utilizadas as áreas de lançamentos, de salto, de arremesso e a própria pista”, avalia o subsecretário de Direitos Humanos e gestor do contrato do PESC, Carlos Aveiro.

Jovens do PESC treinam no Complexo de Atletismo Aída dos Santos. Foto: Prefeitura de Niterói

O espaço também desponta como importante ferramenta nas ações de ensino, pesquisa e extensão da UFF, funcionando como um verdadeiro laboratório a céu aberto para pesquisadores e alunos de graduação, pós-graduação e projetos extensionistas, como o “Atletismo é Vida”, coordenado pelo professor do Instituto de Educação Física (IEF-UFF), Luiz Otavio Neves Mattos, que acolhe os eventos esportivos e organiza a participação dos alunos de graduação nesses eventos. Promove também ações de inclusão, como ocorre no projeto “Special Olympics no IEF”, coordenado pelo professor e vice-diretor do Instituto, Marcelo Moreira Antunes.

“O sucesso do Complexo reflete, por meio de uma série de parcerias, o compromisso da UFF com a transformação social e a excelência acadêmica por meio do esporte. Por isso, considero que temos um cenário perfeito para trabalhar, dentro da universidade, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, com uma gama de oportunidades para desenvolver atividades dessas três frentes”, destaca a pró-reitora de Extensão da UFF, Leila Gatti Sobreiro.

Além disso, outras oportunidades para a comunidade acadêmica foram geradas desde a reinauguração do equipamento, solidificando o processo de aprendizagem nos alunos e de revitalização da categoria na cidade. “O CAAS representa um equipamento esportivo de qualidade ímpar para uma escola de formação de professores de educação física, que valoriza a prática do atletismo e oferece a convivência dos alunos com os melhores profissionais desse esporte, por meio da participação na organização dos vários eventos que aqui acontecem. É uma grande oportunidade para potencializar a modalidade em Niterói e no país”, reforça o diretor do IEF-UFF, Luiz Tadeu Paes de Almeida

A promoção ao esporte se estende às Atléticas da universidade, que treinam no CAAS durante a preparação para torneios universitários. “A pista oficial aumenta consideravelmente a performance da corrida, e acreditamos que, com o tempo, obteremos resultados expressivos. É de extrema importância que nossos atletas possam simular as provas em um espaço 100% adequado, onde possam aferir suas marcas em uma pista oficial com material específico. Além disso, há a descoberta de talentos e possíveis atletas de alto rendimento que, com seus resultados, conseguiram vaga para os Jogos Universitários Brasileiros (JUBS), em Brasília”, ressalta o aluno da Faculdade de Direito e diretor-geral de Esportes da Associação Atlética Acadêmica Camillo Guerreiro, André de Oliveira Tomaz.

Pista Saúde atende à população

Por se tratar de um equipamento de alto rendimento, o Complexo de Atletismo preserva restrições quanto ao uso recreativo da estrutura. Com a possibilidade de sediar os Jogos Pan-Americanos e devido ao grande volume de competições oficiais e treinamentos, a manutenção da pista é essencial para evitar o desgaste do espaço, garantir a sustentabilidade e a renovação das certificações internacionais.

Como alternativa à população geral e aos desportistas amadores, a Pista Saúde – uma pista externa de 1.239 metros que contorna o CAAS – está aberta ao público diariamente das 6h às 22h. Essa área representa um local também reformado, seguro e iluminado, que permite a plena realização da prática esportiva.

Revitalização trouxe nova iluminação ao CAAS. Crédito: Leonardo Simplício

O Complexo

Inaugurado em maio de 2024, quando foi sede do Grande Prêmio Brasil de Atletismo, o CAAS representa um avanço para o desenvolvimento educacional, social e esportivo no estado do Rio. Fruto de uma parceria entre a UFF e a Prefeitura de Niterói, a obra de revitalização recebeu um investimento de R$14,6 milhões. A estrutura atende aos padrões internacionais de competição e recebeu a colaboração da Confederação Brasileira de Atletismo (CBat) e da Federação Estadual de Atletismo do Rio (FERAt) para garantir a certificação da pista, bem como para a realização de eventos esportivos. O Complexo também foi indicado, na candidatura conjunta das cidades do Rio de Janeiro e Niterói, como possível local de provas para os Jogos Pan-Americanos de 2031

O equipamento dispõe de instalações para diversas modalidades atléticas, como salto em altura, salto com vara, salto triplo e em distância, além de contar com placar eletrônico, campo de grama natural, iluminação noturna, vestiários e salas administrativas. Há ainda uma pista de caminhada e áreas específicas para corridas de 100 metros e circuitos ovais de 400 metros.

Fonte: UFF



sábado, 31 de maio de 2025

ENTREVISTA INSPER: “A tecnologia precisa estar a serviço da melhoria da qualidade de vida das pessoas”

 


Ex-prefeito de Niterói, Axel Grael, que falou aos alunos de um curso da escola, compartilha a experiência do município como referência nacional em cidades inteligentes e políticas climáticas

O engenheiro florestal, ambientalista e gestor público Axel Grael foi prefeito de Niterói entre 2021 e 2024. Reconhecido por sua atuação em políticas públicas voltadas para inovação urbana, sustentabilidade e transformação digital, Grael também tem forte ligação com o mar: é irmão dos velejadores Torben e Lars Grael e tio de Martine Grael – todos medalhistas olímpicos e referências nessa modalidade no Brasil. Axel também é um praticante do esporte. “Velejo bem menos do que gostaria. Desde 2013, venho numa roda-viva – fui vice-prefeito, depois prefeito – e acabei deixando meu barquinho de lado. Mas já o reformei e pretendo voltar a velejar”, conta.

Durante sua gestão, Niterói consolidou-se como uma das cidades mais inteligentes do país, figurando em quinto lugar no ranking Connected Smart Cities 2024, que avalia diversos indicadores de desenvolvimento urbano, digitalização, mobilidade e meio ambiente. A cidade se tornou referência em boas práticas de planejamento urbano integrado com tecnologia, segurança pública, resiliência climática e participação cidadã.

Na penúltima semana de maio, Axel Grael foi um dos professores convidados do curso de educação executiva Cidades Inteligentes: Tecnologia, Transformação Digital e Inovação Urbana, promovido pelo Centro de Estudos das Cidades – Laboratório Arq.Futuro do Insper. A seguir, ele compartilha a experiência na Prefeitura de Niterói, os desafios encarados e suas reflexões sobre o papel das cidades no enfrentamento da crise climática global.

Durante sua gestão como prefeito, Niterói alcançou um lugar de destaque entre as cidades mais inteligentes do Brasil. Como o senhor define uma cidade inteligente e como essa visão foi aplicada no município?

Uma cidade inteligente, em nossa concepção, é aquela que utiliza a tecnologia e a inovação não como fins em si mesmos, mas como meios para melhorar a qualidade de vida das pessoas. É fundamental fazer a pergunta: “Inteligente para quem?”. O foco deve estar sempre no cidadão. Em Niterói, essa transformação se deu por duas frentes principais: a modernização da gestão pública e a aplicação de soluções tecnológicas no espaço urbano.

Do ponto de vista da administração municipal, digitalizamos completamente os processos internos. A Prefeitura de Niterói aboliu os trâmites em papel, o que reduziu prazos, aumentou a transparência e simplificou rotinas. Criamos um portal de serviços que permite ao cidadão resolver praticamente todas as demandas online. Também desenvolvemos a plataforma de Novos Negócios, que fornece dados demográficos, urbanísticos e econômicos – como número de estabelecimentos similares, linhas de transporte e perfil da vizinhança – para quem deseja abrir uma empresa na cidade. Esse aplicativo foi reconhecido internacionalmente em eventos nos Estados Unidos e na Europa.

Quais foram as principais ações voltadas diretamente para a cidade e a população?

Implantamos o Sistema de Gestão de Geoinformação de Niterói (SIGeo), que organiza e torna públicas, de forma gratuita, bases cartográficas e dados georreferenciados da cidade. Essa plataforma apoia o planejamento urbano e estimula desenvolvedores e pesquisadores, especialmente considerando que Niterói é uma cidade universitária, sede da Universidade Federal Fluminense (UFF), uma das maiores do país.

Com o apoio do governo da Coreia do Sul, desenvolvemos nosso Plano Diretor de Cidade Inteligente, alinhado às tendências globais de tecnologia e inovação. Essa parceria nos permitiu antecipar movimentos da transformação digital e fazer investimentos compatíveis com os rumos tecnológicos mais avançados.

Niterói também investiu fortemente em segurança pública e mobilidade urbana. Quais foram os destaques nessas áreas?

Na área da segurança, estruturamos o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), que monitora a cidade por câmeras e por um sistema de leitura automática de placas de veículos, integrado ao banco de dados do Detran. Isso nos permite identificar veículos com irregularidades, rastrear deslocamentos suspeitos e apoiar investigações com grande eficiência. O sistema também tem um efeito preventivo importante, e Niterói passou a apresentar os melhores índices de segurança da região metropolitana do Rio de Janeiro.

No campo da mobilidade, investimos em semáforos inteligentes e criamos o Centro de Controle Operacional do Trânsito. Isso permite regular a fluidez do tráfego com base em dados em tempo real. O uso de bicicletas também foi promovido com grande êxito. Apesar de críticas iniciais – por causa do relevo e do clima –, a cidade hoje tem duas das ciclovias mais movimentadas do Brasil, com mais de 5 mil bicicletas circulando por dia em alguns trechos. Criamos também um sistema de bicicletas públicas monitorado por sensores, e um sistema de contagem para embasar o planejamento.

Como essas iniciativas se articularam com as ações de enfrentamento às mudanças climáticas?

Criamos a Secretaria do Clima, a primeira do país com esse foco, e estruturamos um Plano Climático Municipal com metas até 2035 e 2050. Niterói adotou uma abordagem abrangente: da adaptação às emissões. Investimos mais de R$ 1 bilhão em obras de contenção de encostas e quase R$ 500 milhões em drenagem. Implantamos um radar meteorológico com raio de 100 quilômetros, sensores de monitoramento de encostas e um sistema de resposta antecipada para eventos extremos. Desenvolvemos, em parceria com a UFF, tecnologias para detectar deslocamentos de massa que possam indicar risco de deslizamento.

Além disso, implantamos o Parque Orla Piratininga, maior projeto nacional em soluções baseadas na natureza. O parque reduz a carga de nutrientes e poluentes que chegam à lagoa e mitiga emissões de metano. Também demos início à transição energética com a aquisição de ônibus e veículos elétricos para uso da prefeitura, e buscamos recursos para o projeto de VLT da cidade.

A participação da população parece ter sido uma prioridade. Como o senhor estruturou essa dimensão participativa?

Criamos o programa “Niterói que Somos”, que realiza um censo municipal voltado para informações gerenciais. Utilizamos a moeda social Arariboia – que atende quase 40% das famílias de baixa renda – para incentivar práticas sustentáveis em comunidades, como economia de água, reciclagem e eficiência energética. Implantamos o programa Comunidade Resiliente, que atua em territórios vulneráveis com educação ambiental, metas climáticas e engajamento social.

Outro instrumento importante é o aplicativo Colab, que permite ao cidadão registrar problemas urbanos, como buracos, iluminação pública ou árvores por podar, com foto e georreferenciamento. A prefeitura recebe essas informações e pode responder de forma ágil e baseada em dados. Isso também gera mapas de calor que orientam o planejamento das ações.

Quais foram os maiores desafios enfrentados ao longo desse processo de transformação urbana?

Cada área teve seus obstáculos. Na mobilidade por bicicletas, enfrentamos ceticismo inicial da população. No campo da gestão, houve resistência à digitalização, especialmente entre servidores acostumados a processos manuais. Mas conseguimos demonstrar os ganhos em eficiência e transparência. O fim do trâmite físico, por exemplo, permitiu que etapas fossem realizadas simultaneamente, encurtando prazos de forma significativa.

Também enfrentamos dúvidas em relação a soluções inovadoras. No início, o Parque Orla de Piratininga foi alvo de desconfiança, por ser um projeto pioneiro no país. Mas hoje ele está consolidado e inspira outras cidades.

E no enfrentamento às emergências climáticas, quais lições poderia destacar para outras administrações municipais?

A principal lição é não esperar o desastre para agir. Fortalecemos a defesa civil de forma estruturada. Criamos 153 Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs), presentes em 54 comunidades e com mais de 3 mil voluntários treinados. Essas pessoas atuam na prevenção e na resposta, identificando riscos, auxiliando em evacuações e ajudando na comunicação com a prefeitura.

Levei essa experiência para a Frente Nacional de Prefeitos, onde coordenei a comissão de cidades atingidas por eventos climáticos, e também para o ICLEI, rede mundial de cidades voltada para sustentabilidade, da qual faço parte do Comitê Global. Participei de várias COPs – conferências internacionais do clima – e defendo que as cidades tenham voz nesses fóruns, pois concentram mais de 70% das emissões e a maior parte das soluções.

Durante o curso Cidades Inteligentes, promovido pelo Insper, que temas foram abordados pelo senhor em sala de aula?

Fui convidado a tratar da interseção entre cidades e clima. Apresentei a experiência de Niterói na criação de estruturas de governança climática, como conselhos, comissões e programas integrados de adaptação e mitigação. Compartilhei cases como o Parque Orla, o uso de dados na defesa civil, a moeda social com metas climáticas e a digitalização da gestão pública. O curso proporcionou um ambiente muito rico de troca, com profissionais de diversas áreas interessados em aplicar inovação com impacto social e ambiental.

Por fim, que mensagem o senhor gostaria de deixar para os leitores da newsletter Insper Cidades, especialmente para os alunos em geral e os ex-alunos que acompanharam o curso?

Estamos diante de uma transição fundamental. Os eventos climáticos extremos, como os que vimos no Rio Grande do Sul, são cada vez mais frequentes. Não se trata mais de evitar a crise, mas de reduzir seu impacto e acelerar a adaptação. Por isso, além da cidadania, precisamos exercer a planetania – um senso de responsabilidade coletiva pelo planeta. Cidades são palco, causa e solução da crise climática. E cada cidadão, gestor ou empreendedor tem um papel nessa transformação, que precisa ocorrer com urgência.

Fonte: Centro de Estudos da Cidade, INSPER