domingo, 27 de janeiro de 2019

NITERÓI RESILIENTE: Prefeitura conclui obras de contenção no Estado



Obra de contenção no Morro do Estado: uma das maiores já realizadas em Niterói.

Complexidade: trabalhadores executam serviços utilizando rapel.



A intervenção faz parte de um pacote de investimentos de R$ 11 milhões

A Prefeitura de Niterói concluiu, em dezembro, as obras de contenção na Rua Moacir Padilha, no Morro do Estado, região central da cidade. A intervenção faz parte de um pacote de investimentos de R$ 11 milhões, que incluía ainda obras na Rua 22 de Novembro e na Lopes Cunha, no Fonseca; e na Travessa Beltrão, no Beltrão, todas já concluídas. Até 2020, mais localidades serão contempladas com contenções: o Plano Niterói Mais Resiliente prevê investimento de R$ 200 milhões em áreas prioritárias.

No Morro do Estado, foram realizadas intervenções como a colocação de cortinas atirantadas, solo grampeado, mureta estaqueada, além de placas ancoradas, concreto projetado e canaletas de drenagem. O secretário municipal de Obras, Vicente Temperini, ressalta que a obra faz parte de uma grande leva de contenções, em locais como as Ruas Selma, Jurandir e Jerônimo Afonso, todas concluídas em 2018.

“A obra da Moacir Padilha era esperada desde 2010, em uma área onde muitas pessoas viviam com medo e agora podem viver com mais segurança em dias de chuva. A conclusão da intervenção no Morro do Estado dá continuidade às obras de contenção que vem sendo feitas desde 2013 na cidade”, disse, lembrando que a construção de escada e contenção na Rua Padre Anchieta, outra intervenção importante para a região, está na fase final do processo licitatório.

Para os próximos dois anos, está previsto investimento de R$ 424 milhões no Plano Niterói Mais Resiliente, com ações nas áreas de gestão de riscos, fortalecimento da Defesa Civil, moradia e qualidade habitacional, política de resiliência e participação da sociedade, e fiscalização e interdições. Na semana passada, a Prefeitura de Niterói divulgou editais para obras de contenção que serão realizadas em 57 pontos considerados prioritários, indicados pelos laudos da Defesa Civil e hierarquizados pelo mapeamento de risco contratado pelo município.

Além das intervenções em pontos considerados prioritários, outros projetos da área de gestão de riscos são a ampliação da cobertura de sirenes, o plantio de 30 mil mudas de árvores em áreas de encosta e a implantação de um radar meteorológico em Niterói para aprimorar a previsão do tempo.

Desde 2013, a Prefeitura de Niterói investiu mais de R$ 200 milhões em obras de contenção de encostas em 70 áreas apontadas como prioritárias por estudos técnicos. Nestes seis anos, foram entregues mais de 2 mil casas populares. O município também investiu em redes de pluviômetros, estações meteorológicas e na estruturação da Defesa Civil. A Prefeitura de Niterói também passou a arcar com os custos de manutenção e operação do sistema de alertas e alarmes por sirenes, em 2016, quando o Governo do Estado anunciou que não poderia custear o serviço.


Fonte: O Fluminense









GESTÃO: Niterói é destaque nacional em investimento público





COMENTÁRIO:

A gestão do prefeito Rodrigo Neves vem colecionando reconhecimento nacional através de inúmeros prêmios, destaques em rankings e outras formas de avaliação da performance gerencial dos municípios.

Na mais recente edição do anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, lançado em novembro de 2018 pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), foram analisadas as finanças de todos os municípios do país acima de 200 mil habitantes, no exercício fiscal de 2017. Niterói foi considerada a segunda cidade com maior investimento per capita do país, perdendo apenas para Barueri, em São Paulo. 

Cabe destaque que a excelente performance ocorreu no contexto da grave crise financeira que o país e, principalmente, o estado do RJ enfrentaram naquele ano, o que obviamente foi um desafio a mais para que Niterói alcançasse o resultado positivo.

Segundo o estudo revela, 12,3% das suas despesas municipais foram destinadas para investimentos – cerca de R$ 287 milhões. O Município aplicou R$ 575,39 per capita: quase 6 vezes mais recursos que a média dos municípios do Estado do RJ.

Veja, a seguir, alguns outros reconhecimentos importantes conquistados pela gestão do prefeito Rodrigo Neves:


Além das citações acima, dezenas de outras avaliações reconheceram a qualidade da gestão e a capacidade inovadora do prefeito Rodrigo Neves.

No momento, o prefeito Rodrigo Neves é vítima de uma grande injustiça e de uma ação arbitrária contra a sua gestão, mas estamos certos que breve prazo estará de volta liderando a cidade de Niterói para um futuro cada vez melhor.

Vamos em frente!

Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói



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Destaque em investimentos no Estado do Rio de Janeiro


A secretária Giovanna Victer, a capacidade de investimento de Niterói é fruto de um amplo planejamento desde 2013. Bruno Eduardo Alves / Prefeitura de Niterói


Levantamento da FNP coloca Niterói em primeiro lugar no ranking

Niterói é a segunda cidade brasileira que mais realizou investimentos per capita em 2017. O levantamento é baseado no anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, lançado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que analisou as finanças de todos os municípios acima de 200 mil habitantes. Entre as dez cidades mais bem colocadas no ranking de investimentos, Niterói é a segunda que mais investiu por número de habitantes, ficando atrás apenas de Barueri, em São Paulo. No ranking estadual, a cidade está em primeiro lugar, com 12,3% das suas despesas destinadas para investimentos – cerca de R$ 287 milhões.

O Município aplicou R$ 575,39 per capita: quase 6 vezes mais recursos que a média dos municípios do Estado.

“Apesar da grave crise financeira que o Estado do Rio de Janeiro enfrentou em 2017, o Município de Niterói conseguiu equilibrar o aumento na demanda por serviços públicos com investimentos em infraestrutura da cidade. Implementamos um programa estruturado que garantiu a resiliência fiscal que permitiu entregas como a Plataforma Digital da Engenhoca, as obras de contenção de encostas no Beltrão, Cubango e Morro do Estado e as obras de infraestrutura e drenagem do Bairro de Santo Antônio e Avenida Romanda Gonçalves”, destaca Giovanna Victer, secretária municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão.

A secretária explica que a capacidade de investimento de Niterói não é fruto de ações pontuais adotadas em 2017, mas resultado de um amplo planejamento implantado desde 2013 com o objetivo de reduzir de despesas, modernizar e otimizar a gestão, e aumentar a transparência na aplicação dos recursos, melhorando o gasto público sem aumentar impostos.

Despesas – Ainda segundo o anuário, a despesa de Niterói com Educação foi de R$ 11.546,62 por aluno: a maior dentre os municípios do Estado analisados. Este valor representa praticamente o dobro do investimento realizado pelos outros municípios fluminenses, que foi em média R$ 6615,574.

Niterói também apresentou um crescimento de 1,9% nas despesas com Saúde em 2017 comparativamente ao ano anterior, totalizando mais de R$ 446 milhões e um investimento de R$ 894,62 per capita. Os outros municípios do Rio apresentaram uma queda média de 2,3 pontos percentuais no mesmo período.

Aumento na arrecadação – Para manter a prestação de serviços públicos básicos, como Saúde e Educação, e até manter a própria atividade da administração municipal, no contexto de crise, foi essencial a adoção de medidas para melhorar a arrecadação do Município.

A cidade arrecadou em 2017 mais de R$ 350 milhões de ICMS Municipal, o que significou um aumento de 27,9% em comparação ao ano anterior, sendo este o segundo maior crescimento no Estado, atrás apenas de Campos dos Goytacazes. Niterói possui uma receita de ICMS Municipal per capita de R$ 708,51, sendo a segunda maior arrecadação do Estado.

Esse resultado pode ser atribuído ao investimento da Secretaria de Fazenda na atualização das informações dos contribuintes. Mais especificamente a partir de ações de modernização e inteligência tributária, identificando inconsistências e retificando os erros apurados.

O Imposto Sobre Serviços (ISS) representou em 2017 a segunda maior arrecadação do Estado, em termos absolutos, totalizando R$ 268 milhões, e em arrecadação per capita, o montante de R$ 538,03 ficando atrás apenas da capital fluminense.

Fonte: O Fluminense









quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Deslizamento de pedras atinge casas em Petrópolis, na Região Serrana do Rio; veja vídeo



Imagens são impressionantes; segundo os bombeiros, casas foram atingidas, mas ainda não há informação sobre feridos Foto: Reprodução


De acordo com a Defesa Civil, ninguém ficou ferido; bombeiros do quartel de Itaipava estão no local

Arthur Leal e Dayana Resende

RIO - Um deslizamento de pedras atingiu seis casas, na tarde desta terça-feira, na região do Ingá, área rural do município de Petrópolis, na Região Serrana do Rio. Cerca de 40 imóveis, localizados num raio de 500 metros do acidente, precisaram ser interditados preventivamente. Ninguém ficou ferido.

Segundo a Defesa Civil, a temperatura alta, aliada a raios e temporais, pode ter provocado uma variação térmica e, consequentemente, o deslocamento das rochas. O secretário Paulo Renato Vaz informou que “será feita uma análise geológica para determinar causas e extensão do acidente e direcionar as ações de prevenção”.

Moradores relataram que escutaram barulhos na pedreira durante a madrugada e evacuaram os imóveis, mas não chegaram a acionar a Defesa Civil.

Em 2014, segundo a pasta, sete casas e um terreno já haviam sido interditados na região após deslizamento de pedras. A prefeitura afirmou que técnicos já começaram a preparar um novo laudo para a área.

Após o acidente, equipes da Assistência Social iniciaram um levantamento para apurar as necessidades dos desalojados, referentes a alimentos, roupas e outros itens. De acordo com a prefeitura, as famílias estão sendo alocadas em casas de parentes.

O prefeito Bernardo Rossi também esteve na área atingida e garantiu a permanência da Guarda Civil no local para fazer a segurança dos imóveis interditados.

Homens do quartel de Itaipava foram acionados por volta das 14h e estão no local com quatro viaturas. Na última segunda-feira, moradores da região relataram que houve muita chuva na região.


Casas foram atingidas, mas de acordo com a Defesa Civil, por sorte, ninguém ficou ferido Foto: Reprodução / Twitter


Internautas registraram em vídeo o momento de desespero em que as rochas despencaram do alto do morro:



Fonte: O Globo








Maricá cria a Companhia de Saneamento – Sanemar





Formalizada em uma assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (23/01), a Companhia de Saneamento de Maricá (SANEMAR) chega para solucionar um dos maiores problemas do município, que é o tratamento do esgoto, a captação e distribuição de água potável para toda a população.

Em posse de um depósito inicial de R$ 500 mil, a empresa de economia mista (com participação do poder público municipal e, no mínimo, 51% do capital da sociedade) funcionará em um prédio na Rua Álvares de Castro, no Centro, e terá como prioridades iniciais a construção de estações de tratamento de esgoto (ETE), galeria de cintura para implantação do sistema de captação em tempo seco e expansão da rede coletora de esgoto.

“Neste primeiro semestre estamos fazendo o projeto das obras estruturantes. Já no segundo semestre, vamos licitar as obras para que elas possam logo ser iniciadas. Vamos instalar ETEs compactas em localidades cuja situação de lançamento de esgoto ainda é muito crítica, como em Guaratiba, Ponta Negra e Inoã”, destacou o presidente da SANEMAR, Irinaldo Cabral da Silva.

De acordo com Irinaldo, a Companhia se integra ao convênio firmado com a CEDAE em outubro do ano passado, para dar uma solução definitiva para a questão da escassez de água. “Esta Parceria Público- Público é uma novidade, a primeira deste modelo no estado, onde a prefeitura vai investir R$ 260 milhões no sistema de abastecimento de água Tanguá/Maricá”, lembrou.

Para tratar todo o esgoto, será necessário um investimento de R$ 200 milhões, onde serão construídas duas estações para realizar o saneamento no Centro, Inoã e Itaipuaçu. “Estes são os primeiros passos concretos para a solução deste, que talvez seja hoje um dos nossos grandes desafios, enquanto governo do município. Com os investimentos, queremos universalizar serviço de água e esgoto”, ressaltou o prefeito Fabiano Horta.

Atualmente, cerca de 20% da população de Maricá conta com abastecimento de água e somente 3% está conectada a uma rede de esgoto. Segundo o superintendente de planejamento da Câmara Metropolitana, Luiz Firmino, o problema de saneamento não é só em Maricá, na região metropolitana ou no estado do Rio de Janeiro, é no Brasil inteiro. “Na década de 70 foram criadas 26 estatais e a relação da União com a implantação da política de saneamento se deu através delas. Depois, na constituição de 88, houve uma distribuição de tarefas e os municípios passam a ser mais empoderados, se tornando mais responsáveis por estas ações. Isto fez com que boa parte das cidades encontrasse grandes dificuldades para implantar um sistema de saneamento, onde ora o responsável era o estado, e ora era o município”, afirmou.

Para Firmino tanto a vinda da empresa, quanto a lei complementar que foi aprovada em dezembro, são decorrentes de uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que durante 14 anos discutiu o assunto. “Chegaram a uma decisão que estabelece que, nas regiões metropolitanas não é o município e nem o estado sozinho, é uma decisão colegiada”, concluiu.


Fonte: Prefeitura de Maricá














quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Bromélias são imunes ao mosquito da dengue



Água que fica no interior da planta é ambiente hostil para a reprodução do mosquito da dengue (Foto: Otávio Nogueira/CCommons)


Por reter água, a planta já foi acusada de ser foco do Aedes aegypti e foi preterida dos jardins brasileiros

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

As bromélias, plantas ornamentais resistentes e belas, têm a má fama de atrair o mosquito da dengue por reter água no meio de suas folhas. Muitas pessoas exterminavam-nas de seus jardins com medo da doença, que pode ser fatal.

Porém, segundo especialistas, a informação está errada e elas estão livres de culpa.

Existem 3,2 mil espécies de bromélias, com cerca de 43% nativas do Brasil. Algumas delas não acumulam água. Mas mesmo as que retém o líquido não são ambientes favoráveis para o Aedes aegypti, já que o que fica no tanque formado pelas folhas é um suco biológico que não é um ambiente favorável para a reprodução do inseto.

Então está liberado o cultivo das bromélias no seu jardim!

Saiba mais na reportagem do programa Globo Rural deste domingo (27/9):


Assista à matéria do Globo Rural aqui


Fonte: Globo Rural











RISCO DE INCÊNDIOS EM VEGETAÇÃO






Nossa cidade se encontra com baixa relatividade do ar. Saiba quais são os cuidados que devem ser tomados!

Com umidade relativa do ar abaixo de 30% é preciso ficar atento! O tempo seco aumenta a possibilidade de risco de fogo em vegetação e por isso é muito importante ficar alerta e seguir uma série de cuidados. Para evitar que incêndios aconteçam é muito importante que você não queime o lixo e também não deixe que outras pessoas façam o mesmo.

Ligue para o Corpo de Bombeiros 193 ou para a Guarda Ambiental (CISP) 153, se souber de alguém brincando com fogo. 

Outra maneira de impedir que isto aconteça é umidificando o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, entre outros. 

Além de cuidar do meio ambiente também é importante cuidar da sua saúde e evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11h e 15 horas, permanecer em locais protegidos do sol e beber bastante água. 

A gente conta com a ajuda de vocês para cuidar ainda mais da nossa cidade. Marque os amigos para que eles também fiquem por dentro das dicas.

Fonte: Prefeitura de Niterói










Plano Diretor de Niterói: confira os principais pontos (O Fluminense)





Documento trata do desenvolvimento de áreas como educação, saúde, transporte e mobilidade

Na última segunda-feira (21), o prefeito em exercício, Paulo Bagueira, sancionou o novo Plano Diretor de Niterói. O último Plano vigente era de 1992 e tinha passado por uma atualização no ano de 2004. O plano é o principal instrumento de regularização das políticas de urbanismo da cidade.

O texto foi elaborado a partir de 16 audiências públicas, da Conferência das Cidades, de reuniões do Conselho Municipal de Políticas Urbanas (Compur) e de um diagnóstico da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
 
O documento traz os pontos principais para o desenvolvimento de Niterói, como educação, saúde, transporte público, mobilidade urbana, desenvolvimento urbanos, questões ambientais e outros.

Educação

Para desenvolvimento do setor podem ser destacados a ampliação da capacidade de atendimento na rede pública municipal no primeiro e segundo segmento do ensino fundamental regular e na modalidade de Educação de Jovens Adultos.

Ampliação do quantitativo de creches e pré-escolas; aumentar a capacidade de atendimento das creches e pré-escolas existentes, equipar todos os estabelecimentos de ensino com bibliotecas, quadras desportivas e laboratórios de ensino e informática expandir a política de inclusão digital em todo o Município, ampliar a rede de bibliotecas populares municipais

Saúde

Para a área de Saúde é possível destacar o dimensionamento da rede de serviços prevendo os três níveis de atenção à saúde, ampliando a oferta para atenção básica, e de níveis de média e alta complexidade, em urgências, obstetrícia e tratamento hospitalar eletivo em todas as áreas clínicas.

Expandir a rede dos equipamentos de saúde para realização de exames, atendimento ambulatorial, de especialidades, ou de urgência e emergência.

Ampliar a cobertura do Programa Médico de Família.

Aumentar a capacidade de oferta e atendimento dos serviços especializados de saúde na rede existente.

Fomentar a distribuição equitativa do número de leitos hospitalares nas diferentes especialidades médicas (cirúrgico, clínico, métodos complementares, obstétrica, pediátrico, outras especialidades).

Garantir suficiência nas ações de saúde pertinentes ao perfil epidemiológico local e às demandas assistenciais em clínica, bem como odontologia na saúde da família, postos ou unidades de saúde e nos demais níveis quando necessário.

Estimular a instalação de unidade de saúde especializada e laboratoriais.

Estabelecer ações coordenadas que assegurem o acesso da população localizada em áreas desprovidas de unidades hospitalares aos serviços existentes na cidade.

Desenvolvimento urbano

Incentivo à produção de Habitação de Interesse Social e de equipamentos sociais e culturais, e à proteção e ampliação de áreas livres e verdes.

Desenvolvimento urbano orientado à mobilidade sustentável, valorização dos espaços públicos.

Promover medidas e ações para o manejo de águas pluviais e drenagem urbana com o intuito de reduzir os impactos ambientais dos alagamentos, enchentes e inundações.

Estabelecer parâmetros e mecanismos relacionados à drenagem das águas pluviais, que evitem a sobrecarga das redes, alagamentos, inundações e enchentes.

Criar formas de incentivo ao uso de sistemas de cogeração de energia e equipamentos e instalações que compartilhem energia elétrica, eólica, solar e gás natural em novos empreendimentos e edificações públicas e privadas existentes

Promover a qualificação urbanística e ambiental, incluindo a ampliação de calçadas, enterramento da fiação e instalação de galerias para uso compartilhado de serviços públicos.

Controle da Qualidade Ambiental

Contenção da expansão urbana sobre áreas de interesse ambiental e de proteção e recuperação dos mananciais hídricos e áreas de interesse agrícola sustentável.

Ordenação territorial da orla do município e de seus espelhos d’água, promovendo o desenvolvimento econômico sustentável, a manutenção do patrimônio natural, e as atividades de esporte, lazer e turismo, incorporando as contribuições obtidas no processo participativo do Projeto Orla.

Articulação entre órgãos e entidades municipais, estaduais e federais para garantir a conservação, preservação e recuperação urbana e ambiental, inclusive a fiscalização integrada do território.

Recuperação das áreas de recarga de aquífero e matas ciliares.

Redução das emissões de gases do efeito estufa a partir do combate ao desmatamento e da degradação florestal, por meio da conservação, do manejo sustentável de florestas.

Conter a ocupação irregular em áreas de preservação e áreas de risco por meio de contínuo monitoramento do poder público e da intensificação das ações de produção habitacional de interesse social e de educação ambiental.

No que diz respeito às as áreas costeiras, de reserva extrativista e da Baía da Guanabara do município:

Garantir a balneabilidade da zona marinha aqui definida.

Promover a regulamentação das atividades e o ordenamento territorial da orla e do espelho d’água do município;

Promover a fiscalização e o controle da poluição na zona marinha

Praias

Regularizar e requalificar os quiosques na orla e implantar infraestrutura para os serviços de salva-vidas, atendimento ao turismo e banheiros públicos.

Promover acessibilidade universal para as praias da região que apresentam desnível acentuado em relação às áreas urbanas adjacentes.

Promover estudos, analisar resultados e iniciar solução de proteção aos avanços das ressacas na orla da praia de Piratininga.

Ordenar as atividades desenvolvidas na areia, tais como a prática de esportes, comércio de bebidas e aluguel de cadeiras e barracas, quiosques e vendedores ambulantes.

Adotar medidas integradas em relação ao aporte de poluentes nas praias, oriundos da Baía de Guanabara, de plataformas de petróleo e de embarcações.

Priorizar a preservação, recuperação e manutenção das condições ambientais do cordão arenoso litorâneo.

Transporte e mobilidade

Biclicletas e caminhada

A ação prioritária do Sistema Civloviário será implantar a rede cicloviária planejada com o Plano Municipal de Mobilidade Urbana.

Desestimular o uso do transporte individual motorizado, articulando o transporte público coletivo com os modos não motorizados.

Aprimorar e articular o sistema de mobilidade local ao sistema de transporte público coletivo, priorizando os modos de transporte não motorizados, objetivando qualificar as centralidades e garantir acessibilidade.

Promover os modos de transporte não motorizados, como a caminhada e o uso da bicicleta, considerando a segurança da população;

Promover o compartilhamento de automóveis, inclusive por meio da previsão de vagas para viabilização desse modo.

Promover a complementação, ajuste e melhoria da infraestrutura cicloviária, garantindo a segurança, sinalização e integração com os bairros e municípios vizinhos, com as comunidades e com outros meios de transporte, priorizando trechos importantes da cidade e revendo os critérios de velocidade máxima das vias como estratégias de segurança viária, discutindo a destinação de recursos orçamentários para os transportes não motorizados.

Aumentar a confiabilidade, conforto, segurança e qualidade dos veículos empregados no sistema de transporte coletivo.

Requalificação dos passeios com atendimento das normas de acessibilidade e segurança vigentes, fomento da arborização urbana e de acordo com as especificidades locais

Intervenções para a implantação do sistema cicloviário integrado ao sistema de transporte público coletivo de alta e média capacidade.

O Executivo deverá elaborar plano de adequação, recuperação e manutenção de passeios públicos.

Coletivos

Realizar a revisão do arcabouço tarifário do sistema de transporte público coletivo, com transparência ativa dos relatórios mensais de operação.

Incentivar a renovação ou adaptação da frota do transporte público e privado urbano, visando reduzir as emissões de gases de efeito estufa e da poluição sonora, e a redução de gastos com combustíveis com a utilização de veículos movidos com fontes de energias renováveis ou combustíveis menos poluentes, tais como gás natural veicular, híbridos ou energia elétrica.

Articular e adequar o mobiliário urbano novo e existente à rede de transporte público coletivo, bem como buscar soluções tecnológicas para a melhoria do trânsito, tais como semáforos inteligentes, para garantir a fluidez viária.

Promover o transporte de passageiros e cargas por meio do sistema hidroviário.

Aperfeiçoar a bilhetagem eletrônica existente, mantendo-a atualizada em relação às tecnologias disponíveis.

Estacionamento

Implantar uma política de restrição ao estacionamento em via pública, considerando os impactos negativos sobre a mobilidade e a qualidade do espaço urbano construído, estabelecendo instrumentos de controle da oferta de vagas de estacionamento em áreas públicas e privadas, inclusive para operação da atividade de compartilhamento de vagas.

Requalificação dos passeios com atendimento das normas de acessibilidade e segurança vigentes, fomento da arborização urbana e de acordo com as especificidades locais.

Vias de tráfego

Implantar dispositivos de redução da velocidade e pacificação de tráfego nas vias locais, especialmente nas zonas residenciais.

Evitar o tráfego de passagem nas vias locais em zonas exclusivamente residenciais.

Mobilidade para pessoas com deficiência

Garantir a acessibilidade segura e autonomia das pessoas com deficiência e restrição de mobilidade.

Promover a acessibilidade para pessoas com deficiência e restrição de mobilidade aos equipamentos e serviços públicos, priorizando ações direcionadas ao sistema de transporte público, entendido como abrigos, terminais, veículos, serviços ou comunicação específica.

Promover a eliminação de barreiras que limitam ou impeçam o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança e autonomia nos espaços de uso público, além de ações de urbanização de vias, calçadas, vias clicáveis, rebaixamento de guias e sarjetas nas travessias e cruzamentos, implantação de piso tátil, priorizando os ciclistas, pedestres e em especial as pessoas com deficiência e ou com restrição de mobilidade.

Acessibilidade nas praças, praias, vias públicas, loteamentos e espaços urbanos em geral, tanto nos planos e projetos de iniciativa privada como do Poder Público.

Promover a integração entre os diversos órgãos e concessionárias públicas, quanto à execução e planejamento de obras, evitando danos aos espaços públicos que possam prejudicar a acessibilidade.

A rede semafórica destinada à travessia de pedestres deve incorporar gradualmente dispositivos para que a pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida possa atravessar pela faixa de pedestres, com autonomia e segurança, de acordo com a legislação aplicável.

Calçadas, faixas de pedestres, transposições e passarelas deverão ser gradualmente adequadas para atender à mobilidade inclusiva, visando a sua autonomia, conforme normas técnicas regulamentares pertinentes.

Parques e Biodiversidade

Ampliar os parques urbanos e lineares para equilibrar a relação entre o ambiente construído e as áreas verdes e livres e garantir espaços de lazer e recreação para a população.

Integrar as áreas de vegetação significativa de interesse ecológico e paisagístico, protegidas ou não, de modo a garantir e fortalecer sua proteção e preservação e criar corredores ecológicos.

Proteger as nascentes, olhos d´água, cabeceiras de drenagem e planícies aluviais.

Recuperar as áreas degradadas, qualificando-as para usos adequados.

Corredor Ecológico ligando os fragmentos florestais do Parque Natural Municipal de Niterói – Setor Viração e do Parque Estadual da Serra da Tiririca.

Implantação de estratégias integradas com outros municípios da Região Metropolitana e articuladas com outras esferas de governo para redução da poluição e degradação do meio ambiente.

Reduzir as emissões de Gases do Efeito Estufa a partir do combate ao desmatamento e da degradação florestal, por meio da conservação, do manejo sustentável e do reforço dos estoques de carbono das florestas.

Proteção e recuperação dos remanescentes de Mata Atlântica.

Conservação e recuperação e incentivo aos corredores ecológicos na escala municipal e metropolitana.

Proteção e aumento da biodiversidade.

Política Ambiental

Compatibilizar o desenvolvimento econômico-social com a proteção da qualidade do meio ambiente, o equilíbrio ecológico e os serviços ambientais prestados pelos ecossistemas.

Formular e executar projetos de recomposição vegetal, inclusive visando à interligação de fragmentos de matas remanescentes.

Melhorar a relação de áreas verdes por habitante do Município.

Melhorar continuamente a qualidade do meio ambiente por meio da redução da contaminação ambiental em todas as suas formas e prevenção à poluição em todas as suas formas.

Aprimorar os mecanismos de incentivo à recuperação e proteção ambiental.

Criar mecanismos e estratégias para a proteção da fauna silvestre.

Reduzir os efeitos das ilhas de calor e da impermeabilização do solo.

Adotar medidas de adaptação e mitigação às mudanças do clima.

Promover programas de eficiência energética, cogeração de energia e energias renováveis em edificações, iluminação pública e transportes.

Bacias hídricas (inclui Sossego, Itacoatiara, Imbuhy, Camboinhas/Itaipu)

A faixa de terra entre a lagoa de Piratininga e o mar em frente à Prainha de Piratininga, antigo lido da laguna, é declarada como Área de Preservação Permanente, não podendo ali serem instaladas construções com nenhum objetivo.

Estabelecimento de programas de mapeamento da vegetação, cadastramento da fauna e flora, inclusive da arborização urbana, em conjunto com órgãos ambientais estaduais, federais e instituições de pesquisas.

Conservação e recuperação da qualidade ambiental dos recursos hídricos, inclusive águas subterrâneas, e das bacias hidrográficas;

Reabilitação das áreas degradadas e reinserção na dinâmica urbana.

Redução das vulnerabilidades decorrentes dos processos de erosão e de escorregamentos de solo e rocha.

Criação e implantação de programas com incentivo ao uso de energia alternativa, inserção e organização da cadeia produtiva da reciclagem e coleta e tratamento integral do esgoto.

Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas é composto por intervenções urbanas nas Bacias Hidrográficas, articulando ações de saneamento, drenagem, implantação de parques lineares e urbanização de favelas.

Promover ações de recuperação ambiental dos cursos d'água priorizar a construção de Habitações de Interesse Social da população que eventualmente for removida para reassentamento na mesma bacia.

Construir vias de circulação de pedestres e ciclovias ao longo dos parques lineares.

Áreas de risco

Melhoria dos processos de gestão nas áreas de risco por meio do fortalecimento da Secretaria Municipal de Defesa Civil.

Ações prioritárias em áreas de risco:

Redução dos riscos geológicos e hidrológicos.

Promoção da segurança e proteção permanente da população e do patrimônio, frente à ocorrência de diferentes tipos de desastres.

Reduzir os níveis de risco de inundações, erosões e deslizamentos, por meio da implantação de intervenções estruturais nas áreas de risco existentes.

Proteger a população nas áreas de risco, mediante a preparação em caso de ocorrência de desastres.

Prestar socorro imediato à população atingida por desastres.

Difundir informação sobre áreas de risco e ocorrência de eventos extremos.

Articular as ações de redução de riscos com as demais ações e programas federais, estaduais e municipais, em particular habitação, drenagem e defesa civil.

Atualizar periodicamente o levantamento de risco, com a avaliação e classificação das áreas.

Monitorar as condições meteorológicas de modo permanente e emitir notificações sobre os tipos, intensidades e durações das chuvas a fim de subsidiar os órgãos municipais competentes na deflagração de ações preventivas ou emergenciais.

Saneamento

Plano de Saneamento Ambiental Integrado deverá definir meta por bacia ou região hidrográfica para que todos os imóveis estejam ligados às redes públicas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário. Metas de curto, médio e longo prazo para a universalização do acesso aos serviços de saneamento, para a suficiência dos sistemas de tratamento dos efluentes de esgotos coletados, para o manejo de águas pluviais e resíduos sólidos, admitidas soluções graduais e progressivas, observando a compatibilidade com os demais planos setoriais.

Fomento a fontes alternativas de abastecimento e reuso de água, com garantia da qualidade da água de consumo.

CLIQUE AQUI E CONFIRA NA ÍNTEGRA O PLANO DIRETOR DE NITERÓI


Fonte: O Fluminense




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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Liquidações antecipadas de empréstimo geram economia de R$ 55 milhões aos cofres municipais



Palácio Arariboia, sede da Secretaria Municipal de Fazenda.


A Prefeitura de Niterói quitou, nesta quinta-feira (27), duas dívidas previdenciárias com o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. A primeira, um refinanciamento realizado em 2001 pelo então Chefe do Executivo que seguiria onerando os cofres municipais pelos próximos 6 anos.

 Pelos cálculos da Secretaria Municipal de Fazenda, considerando o fluxo normal de pagamentos, Niterói ainda desembolsaria R$ 40 milhões. No entanto, a quitação efetivada nesta quinta (27) resultou em um pagamento de R$ 26 milhões. Em relação ao segundo parcelamento firmado entre o Município e a autarquia federal em 2013, o Município ainda teria que pagar até 2033 cerca R$ 17,4 milhões. Porém, com a liquidação antecipada, o pagamento foi de R$ 9 milhões. 


Secretário municipal de Fazenda, Pablo Vilarim.

Somados a essas dívidas, o Município também liquidou, em 2018, outros dois contratos de empréstimo para investimento com a Caixa Econômica Federal e com a Secretaria do Tesouro Nacional.

As liquidações antecipadas de passivos que vêm sendo realizadas pela Prefeitura de Niterói, resultado de muito esforço, visão de longo prazo e gestão responsável, além de beneficiar as gerações e gestões futuras, geraram uma economia aos cofres públicos municipais em torno de R$ 55 milhões.

Fonte: Secretaria Municipal de Fazenda









Documentário mostra uso de tecnologia e inovação para superar desafios das cidades



Documentário produzido com apoio da auditoria e consultoria Deloitte e da Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas mostra experiências de cidades do mundo todo no uso da tecnologia e da inovação para a promoção do desenvolvimento sustentável.

O filme aponta que a tendência do século 21 é enxergar os centros urbanos não apenas como meros espaços eficientes de circulação de pessoas e mercadorias, mas também como ambientes de enriquecimento cultural — onde as atividades humanas são integradas aos pilares do desenvolvimento sustentável e da qualidade de vida.



Documentário produzido com apoio da auditoria e consultoria Deloitte e da Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas mostra experiências de cidades do mundo todo no uso da tecnologia e da inovação para a promoção do desenvolvimento sustentável. Foto: Reprodução


Documentário produzido com apoio da auditoria e consultoria Deloitte e da Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas mostra experiências de cidades do mundo todo no uso da tecnologia e da inovação para a promoção do desenvolvimento sustentável.

O filme “Megatendências” discute o que acontecerá no mundo nos próximos 20 anos, mostrando a opinião de especialistas.

O documentário aponta que a tendência do século 21 é enxergar os centros urbanos não apenas como meros espaços eficientes de circulação de pessoas e mercadorias, mas também como ambientes de enriquecimento cultural — onde as atividades humanas devem ser integradas em torno dos pilares do desenvolvimento sustentável e da qualidade de vida.

“Dentro da ideia de cidade inteligente existe o conceito que chamamos de mobilidade inteligente, no qual você integra tecnologias em um ecossistema de transportes, como bicicletas compartilhadas, scooters (…), para mudar o modo como você se relaciona com o meio de transporte urbano”, disse Jonh Skowron, líder global da Deloitte para o setor público.

“Grandes cidades do mundo não têm um design orientado para a vida e uma das provas disso é que as maiores causas de morte no mundo têm a ver com a vida na cidade”, diz a urbanista Natália Garcia, que completa: “cada cidade tem a sua própria vocação para criar sua própria inovação”.

“Sem a participação das empresas não tem como alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) porque não tem dinheiro suficiente, pensando nos governos e nas Organizações Não Governamentais”, declarou Sérgio Saad, especialista em transformação digital e inovação sustentável.

“O grande dinheiro está nas empresas. Empresas precisam mudar sua cadeia de valor para que incorporem a sustentabilidade, e não apenas considerar a inserção em ações pontuais”, completou.

Assista ao documentário “Megatendências”:


Fonte: ONU no Brasil











Medo é ‘marca’ mais vendida atualmente, diz secretário-geral da ONU



Alertando sobre os perigos e a disseminação do medo e da desconfiança no planeta, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse a jornalistas na sexta-feira (18) que deseja reafirmar a ONU como uma “plataforma para a ação, para reparar a confiança quebrada em um mundo quebrado”.

“A marca mais vendida atualmente em nosso mundo é de fato o medo”, afirmou Guterres. “Ele recebe audiência. Recebe votos. Gera cliques”, acrescentou, durante entrevista à imprensa na sede da ONU em Nova Iorque.


O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Eskinder Debebe


Alertando sobre os perigos e a disseminação do medo e da desconfiança no planeta, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse a jornalistas na sexta-feira (18) que deseja reafirmar a ONU como uma “plataforma para a ação, para reparar a confiança quebrada em um mundo quebrado”.

“A marca mais vendida atualmente em nosso mundo é de fato o medo”, afirmou Guterres. “Ele recebe audiência. Recebe votos. Gera cliques”, acrescentou, durante entrevista à imprensa na sede da ONU em Nova Iorque.

“Acredito que o maior desafio que governos e instituições enfrentam hoje é mostrar que nos importamos – e mobilizar soluções que respondam aos medos e ansiedades das pessoas, com respostas, respostas concretas”, explicou.

O secretário-geral da ONU participou da entrevista coletiva dois dias depois de apresentar aos 193 Estados-membros suas áreas de ação em 2019. Segundo Guterres, os países responderam destacando a importância do multilateralismo.

“Conforme olhamos para os desafios que enfrentamos – de mudança climática e migração ao terrorismo e os pontos negativos da globalização – não há dúvidas de que desafios globais precisam de soluções globais”, destacou. “Nenhum país pode fazer isso sozinho. Precisamos do multilateralismo mais do que nunca”.

Guterres destacou que “rejeitar ou difamar os que duvidam do multilateralismo não irá levar a lugar nenhum” e insistiu sobre a importância de entender o motivo pelo qual “muitas pessoas no mundo todo não estão convencidas do poder e do propósito da cooperação internacional”.

Citando o fato de que, no processo de globalização e de progressos tecnológicos, muitas pessoas, setores e regiões inteiras foram deixados para trás, ele explicou que a ONU precisa focar na resposta às raízes da ampla desconfiança, ansiedade, ira e medo, ao longo de três áreas de trabalho: acelerar desenvolvimento sustentável, fortalecer o valor das Nações Unidas através de reforma e engajar sociedades para colocar um fim no aumento de discursos de ódio, xenofobia e intolerâncias.

“Ouvimos ecos problemáticos e abomináveis de eras passadas. Pontos de vista venenosos estão penetrando debates políticos e poluindo o cenário”, alertou Guterres, conforme destacava a necessidade de relembrar as lições da década de 1930 e da Segunda Guerra Mundial.

“Discursos de ódio e crimes de ódio são ameaças diretas aos direitos humanos, ao desenvolvimento sustentável e à paz e à segurança”, disse.

Destacando que “palavras não são suficientes”, o secretário-geral anunciou ter encarregado seu assessor especial para a prevenção de genocídio, Adama Dieng, de montar uma equipe para desenvolver uma estratégia para toda a ONU e um plano global urgente para agir contra discursos e crimes de ódio.

Guterres afirmou que sua “prioridade absoluta para 2019” é garantir que as Nações Unidas sejam “uma plataforma de ação para reparar a confiança quebrada em um mundo quebrado e entregá-la ao povo”.

Após o discurso de abertura, o secretário-geral respondeu perguntas sobre questões relacionadas à ONU, incluindo a situação na Venezuela, na Síria e na Coreia do Norte, o fluxo de migrantes e refugiados no mundo, recentes incertezas nas eleições da República Democrática do Congo, assim como desafios de financiamento das Nações Unidas.

Fonte: ONU no BRASIL