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domingo, 12 de maio de 2019

Lars Grael encerra carreira internacional no Campeonato Europeu da Star Sailors League




Regata no Lago de Garda



Medalhista olímpico, referência na vela mundial, é destaque entre mais de 90 duplas já inscritas para a competição em Riva del Garda, Itália, de 15 a 19/5

São Paulo (SP) – Além da importância do cobiçado título da vela, o Campeonato Europeu da Classe Star de 2019 terá outros motivos que justificam a possibilidade de mais de 100 barcos no lago de Riva del Garda, ao norte da Itália, de 15 a 19 de maio. A competição terá o status de SSL Breeze Grand Slam, da Star Sailors League (SSL), e marcará a despedida internacional da classe, do medalhista olímpico e campeão mundial Lars Grael.

“O primeiro álbum da carreira solo do Beatle George Harrison chama-se ‘All Thing Must Pass’ (todas as coisas devem passar) e traz reflexão quanto à transitoriedade na vida. Nesse momento de decidir com a razão, sentir as limitações do corpo e ouvir o coração, optei por encerrar minha carreira internacional na ultracompetitiva Classe Star. Encerrar, porém, com equilíbrio e sentimento de dever cumprido”, considera Lars Grael.

Aos 55 anos, Lars coleciona títulos e outras conquistas que lhe transformaram em referência na vela mundial. O próprio velejador divide sua vitoriosa carreira em duas etapas. A primeira, desde a iniciação, tendo como meta as duas medalhas olímpicas na Classe Tornado, até o acidente em 1998. A segunda, é a que se encerra na próxima semana. “Era uma necessidade de provar, sobretudo para mim mesmo, do que minha força de vontade seria capaz após o acidente”, enfatiza Lars.

Em 19 anos de Classe Star, Lars destaca o título mundial de 2015 na Argentina, ao lado de Samuel Gonçalves, entre suas principais conquistas. A dupla ainda foi vice-campeão mundial em 2017 e conquistou o bicampeonato (2014/15) da tradicional Bacardi Cup, inédito para a vela brasileira. Lars ainda somou mais sete títulos intercontinentais entre os campeonatos Sul-Americano e Hemisfério Ocidental, e outros 16 em competições nacionais.

“Entre as principais razões para a decisão, destaco o elevado custo de me autofinanciar nas competições internacionais desde a descontinuidade do meu último patrocinador em 2015. Não acho justo sangrar as contas da família. Vou me dedicar às palestras que sempre apresento com entusiasmo e à consultoria esportiva no Grupo Globo. Por questão de ética e consciência nunca reivindiquei o benefício Bolsa-Atleta, ao qual sempre tive direito”, revela Lars, apesar das dificuldades para obter patrocínio.

Mais um campeão a bordo - Lars correrá o Europeu de Star ao lado de Pedro Trouche, atual campeão da SSL Finals das Bahamas com Jorge Zarif. Seu tradicional proeiro, Samuel Gonçalves, formará dupla com o holandês Haico de Boer. A troca se deve à gravidez da esposa de Samuca, que não correria o Mundial de Star com Lars em junho, também na Itália, devido à previsão do nascimento de seu filho no mesmo período das regatas.

Após reflexão consciente e a escolha oportuna para mudar os rumos competitivos, Lars aproveita o momento para expressar gratidão. “Agradeço a cada proeiro com quem dividi minhas emoções nas raias. Meu maior agradecimento vai para minha esposa Renata que sempre me ofereceu apoio, carinho, dedicação, torcida e companheirismo; assim como para meus três filhos que sempre compreenderam minha ausência diante da paixão pela vela”.

O Campeonato Europeu de Star – SSL Breeze Grand Slam – renderá 2.500 pontos no Ranking da Star Sailors League à dupla campeã. A pontuação fica abaixo apenas da SSL Finals, que oferece 4.000 pontos. O Brasil ainda terá no Lago de Garda, Robert Scheidt e Henry Boening, e os proeiros Bruno Prada, com Augie Diaz (EUA), e Arthur Lopes com Paul Cayard (EUA). “Não significa o adeus à vela. Velejador que é velejador, navegará até seus últimos dias”, conclui Lars Grael.

Rachele Vitello - rachele.vitello@starsailors.com
Ary Pereira Jr - ary70jr@hotmail.com
MTb: 23.297 / (11) 9 9275-7044



Fonte: APJ Esportes










terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

MANATEE: Visitante ilustre dá as boas-vindas aos velejadores em Miami



O velejador medalhista olímpico e campeão mundial Lars Grael está na Flórida (EUA), onde acontece o Campeonato Mundial Júnior da Classe Star, que é sediado pelo Coral Reef Yacht Club.

O Brasil é representado pela dupla Nicholas Grael (filho de Lars) e Samuel Gonçalves (velejador revelado pelo Projeto Grael e que já sagrou-se campeão mundial ao lado de Lars). Os velejadores tiveram um bom início no campeonato com um quinto lugar.

Estamos na torcida por Nick e Samuca. 🏁🏁

Você pode acompanhar as regatas através do link: https://2019jrworlds.starchampionships.org/

MANATEE

Lars encaminhou para a família imagens de uma bela surpresa no Coral Reef Yacht Club, antes das regatas. A visita de um manatee, o peixe-boi da América do Norte e Caribe.

Veja as imagens:

Lars Grael e Colin Gomm, velejadores do Rio Yacht Club, de Niterói, observam o manattee junto ao cais do Coral Reef Yacht Club.

Visitante veia dar as boas vindas para os velejadores do Campeonato Mundial Júnior da Classe Star

Vídeo mostrando o comportamento do manattee, que parece se deliciar e se divertir com o jato de água doce que sai da mangueira.





BOA SORTE E BONS VENTOS PARA NICK E SAMUEL!!!!

Axel Grael






segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

ETAPA DE MIAMI DA COPA DO MUNDO ABRE CALENDÁRIO 2019





Primeiro grande evento de classes olímpicas do ano começa nesta terça-feira, com 12 brasileiros inscritos e Joca Signorini como novo técnico da Finn

Com campeões olímpicos e mundiais na água e novidades de peso do lado de fora, a Equipe Brasileira de Vela estreia nesta terça-feira, dia 29, a partir de 14h30 (de Brasília), na primeira grande competição internacional de classes olímpicas de 2019. A etapa de Miami abre o ano no circuito da Copa do Mundo da World Sailing (Federação Internacional de Vela), no City of Miami Regatta Park. Ao todo, 12 velejadores brasileiros estão inscritos, e a delegação também tem atrações nos botes de apoio.

Além do técnico espanhol Javier Torres, campeão olímpico com Martine Grael e Kahena Kunze nos Jogos Rio 2016, que volta a acompanhar de perto a dupla da 49er FX, João "Joca" Signorini é o novo treinador da Finn. Ele vai trabalhar com Jorge Zarif, campeão mundial da classe em 2013 e campeão mundial de Star no ano passado.

“Para mim, ser treinador do Zarif é uma honra muito grande. Miami é o primeiro campeonato do ano após uma longa parada para todos os velejadores. Lá vamos entender quem fez uma boa preparação para o início da temporada e definir melhor quais as áreas de trabalho para a temporada da Europa, onde teremos muitos campeonatos sucessivos”, explicou.

Joca traz para a delegação uma vasta experiência como velejador de classes olímpicas e de oceano. Na Finn, representou o Brasil como atleta nos Jogos de Atenas 2004 e treinou o grego Ioannis Mitakis no Rio 2016. Além disso, tem um currículo vitorioso na Regata de Volta ao Mundo (Volvo Ocean Race). É o brasileiro com mais vitórias em etapas da regata, com o total de nove em três diferentes equipes (2005/06, 2008/09 e 2011/12). Ao lado de Torben Grael, foi campeão da Volvo na edição 2008/09.

“O fato de eu ter sido treinador na Finn no Rio 2016 me ajuda, pois estou atualizado, principalmente porque a classe é muito técnica na parte de escolha e desenvolvimento de material”, acrescenta.

Na água, os velejadores brasileiros vão em busca do melhor ritmo neste começo de ano. Campeãs da Midwinter Regatta em Miami na semana passada, Martine Grael e Kahena Kunze esperam um desafio ainda maior na Copa do Mundo.

“Mais meninas boas vão estar na raia, e nossa expectativa é tentar manter uma boa média nas regatas e fazer um bom campeonato”, disse Kahena.

No histórico em etapas da Copa do Mundo (desde 2009), o Brasil soma 47 medalhas, sendo 27 de ouro, 11 de prata e nove de bronze.

Os seguintes velejadores brasileiros estão inscritos para a etapa de Miami: 


Mais informações sobre a etapa de Miami da Copa do Mundo:
http://miami.ussailing.org/

Tracking ao vivo das regatas: https://wcs2019-miami.sapsailing.com/

Resultados: http://sailing.org/worldcup/results/index.php


Fonte: CBVELA



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As regatas começam nesta terça-feira (29) e a medal race é realizada no próximo domingo (3)

A dupla de velejadoras brasileira Martine Grael e Kahena Kunze abre a temporada 2019 a partir dessa terça (29), com as primeiras regatas da Copa do Mundo de Vela, em Miami. A competição acontece entre os dias 29 de janeiro e 3 de fevereiro. Martine e Kahena estão na Flórida, Estados Unidos, há algumas semanas treinando e já participaram de uma competição, a Miami Skiff Midwinter Regatta onde foram as campeãs.

“Esse ano vai ser muito bom, começamos com o pé direito, um ouro no campeonato-treino, aqui mesmo em Miami, na mesma raia. E agora é a etapa da Copa do Mundo, primeiro campeonato para valer mesmo, que promete bastante mudança, vamos ter uma variação nas condições de vento essa semana", comenta Martine.

Já na corrida para Tóquio 2020 a dupla volta a trabalhar com Javier Torres, o técnico espanhol que as acompanhou durante a temporada pré Jogos de 2016. Em 2019 a dupla disputa, além das tradicionais etapas da Copa do Mundo de Vela, mais um evento teste, em Enoshima, no Japão, e os Jogos Pan-Americanos, em Lima, no Peru.

"Estamos treinando de volta com o Javi, o técnico que esteve com a gente durante os Jogos Olímpicos de 2016, e vamos continuar também com a Marta Rocha, que estava com a gente no ano passado, que nos ajudou com bons resultados. Estamos animadas para esse período de treino que vem agora com o Javi. E o pontapé inicial para a temporada é agora, aqui em Miami. Um ano longo, já que o mundial é só em dezembro, mas estamos animadas”, completa Martine.


Fonte: O Fluminense









segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

XXIII REGATA PREBEN SCHMIDT: evento tradicional do Rio Yacht Club encerrou a agenda de regatas de 2018


Corsair. Foto de Eric Farcette.


Lars Grael leva títulos em disputas em Niterói e no Rio


No mar. Lars (à esquerda) e os tripulantes Samuel Gonçalves e Daniel Winter Foto: Divulgação / Fred Hoffmann


Medalhista supera o irmão Torben na 23ª edição da Preben Schmidt, na categoria Clássicos

NITERÓI — No último fim de semana de Vela de Oceano na temporada, um sol forte e temperatura beirando os 40 graus desafiaram os competidores que entraram na água para as disputas da 23ª edição da Preben Schmidt, no Rio Yacht Club, em São Francisco, e a 24ª edição da Neptunus, no Rio de Janeiro. Lars Grael, com duas medalhas de bronze em Olimpíadas, brilhou e faturou títulos nas duas competições.

Terceiro lugar nos Jogos de Seul, na Coreia do Sul, em 1988; e em Atlanta, nos EUA, em 1996, ele superou, no último sábado, o irmão Torben. Lars usou o barco Marga, de 1933, na disputa da 23ª da Preben Schmidt, na categoria Clássicos. Torben, vencedor no ano anterior e que tem duas medalhas de ouro em Olimpíadas, competiu com o Aileen, barco de 1912 de seu avô, Preben Schmidt, o homenageado da regata. Com o barco, o avô ganhou medalha de prata na Olimpíada de Estocolmo em 1912.

Domingo, na categoria Cruzeiro, Lars voltou à Baía de Guanabara na 24ª edição da Neptunus, levando o troféu na categoria com o barco Tangará II, deixando o Xequemat, de César de Oliveira na segunda colocação, com três minutos de diferença.

— Foi um fim de semana muito feliz. A Preben homenageia a origem de nossa família e do nosso querido clube Rio Yacht Club (Sailing). Foi maravilhoso por ser uma regata de confraternização com medalhistas olímpicos, campeões mundiais e velejadores de várias gerações. Além de poder velejar no Marga e ganhar a regata, e depois a outra com o Tangará II. O Torben compete direto conosco, às vezes um ganha, às vezes é o outro. É natural ter uma certa rivalidade com ele. Ano passado ele ficou em primeiro, e este ano a vitória foi nossa — comemora Lars. 





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DISPUTEI A REGATA PREBEN SCHMIDT A BORDO DO CORSAIR

O Corsair é um centenário barco de época, provavelmente um dos mais antigos barcos em atividade no Brasil. Restaurado por mim e o meu irmão Torben Grael, após longo período de abandono que quase o destruiu, o Corsair voltou ao mar em 2016.

Carinhosamente chamados de "barcos de pau", estas embarcações são verdadeiras relíquias dos mares e se transformaram numa tradição da família Schmidt Grael e do Rio Yacht Club, que conta com uma flotilha destes barcos antigos.

A Regata Preben Schmidt é realizada em homenagem ao dinamarquês Preben Schmidt, avô de Axel, Torben e Lars, ex-comodoro do Rio Yacht Club. A regata é disputada em clima festivo, encerrando o calendário de regatas do ano, e tem como percurso o passeio preferido de Preben nas suas velejadas de fim-de-semana no seu Aileen, barco também centenário e que foi construído em 1912.

Disputei a regata contando com Christa Grael, Eric Farcette e Marina Farcette como tripulantes. Focamos atrás de Lars Grael (a bordo do Marga, barco da décad de 1930) e Torben Grael (a bordo do Aileen, que pertenceu a Preben Schmidt).

Vejas as fotos:



Corsair. Fotos de Fred Hoffmann

Marga de Lars Grael. Foto de Fred Hoffmann


Aileen, de Torben Grael.








Corsair. Fotos são de Eric Farcette



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terça-feira, 24 de julho de 2018

TÓQUIO 2020 - Niteroienses na busca pela vaga olímpica



Em defesa do título mundial, Kahena e Martine disseram que estão com ‘sangue nos olhos’ para conseguir o pódio. Niterói também será representado por Marco Grael. Foto: Jesus Renedo/ Sailing Energy


Vinicius Rodrigues

Velejadoras voltam à classe 49er FX, no mundial da Dinamarca

Depois de um ano afastadas das competições pela classe 49er FX, as velejadoras de Niterói Martine Grael e Kahena Kunze estão de volta à modalidade que rendeu o ouro olímpico no Brasil. As atletas competirão entre os dias 30 de julho e 2 de agosto no Mundial de Classes Olímpicas, na Dinamarca, competição mais importante do calendário 2018 e que poderá render uma vaga nas Olimpíadas de Tóquio, em 2020.

Por teleconferência com a imprensa, as atletas falaram sobre o tempo fora da 49er FX. Martine, por exemplo, integrou a equipe brasileira do Team Akzo Nobel, sendo a primeira mulher a vencer uma regata da Volvo Ocean Race. Por outro lado, Kahena focou nos estudos e no tratamento de micro-lesões para voltar mais forte neste ano.

“Foi um período em que pude cuidar melhor de mim. Tratei alguns problemas de lesão, além de ter tirado um tempo maior para estudar, algo que eu não estava conseguindo fazer. Agora voltei para academia para me preparar melhor para esse desafio. A gente estava em um ritmo muito acelerado de competições, então foi bom para desacelerar, deixar a cabeça trabalhar melhor”, disse Kahena.

Já Martine falou sobre a experiência de poder competir em meio a atletas masculino, algo que não havia acontecido. Para ela, foi um período para trabalhar em uma equipe maior, o que gerou aprendizado, já que nunca havia participado de alguma modalidade ou regata similar: “Foi uma experiência única”, disse.

A respeito do mundial, que acontece a cada quatro anos, acontecerá no Centro Internacional de Vela de Aarhus, na Dinamarca. As primeiras regatas serão no dia 2 de agosto, na Baía de Aarhus. A competição reúne as dez classes do programa dos Jogos de Tóquio 2020: RS:X masculina, RS:X feminina, Laser, Laser Radial, Finn, 470 masculina, 470 feminina, 49er, 49er FX e Nacra 17. Além disso, haverá disputa também no kiteboard (feminino e masculino), como demonstração.

Disputado de quatro em quatro anos, o Mundial de Classes Olímpicas é o principal evento do calendário da World Sailing (Federação Internacional de Vela). A primeira edição foi realizada em 2003, em Cádiz, na Espanha.

Para Martine e Kahena, que vão defender o título conquistado em Santander, em 2014, poucas coisas mudaram na competição desde aquele mundial. No entanto, durante esses quatro anos, muitos atletas voltaram a competir, além do surgimento de novos talentos: “Nós sabemos que vai ser um desafio muito grande, mas estamos com sangue nos olhos. Estamos querendo vencer demais”, disse Martine.

Kahena foi pela mesma linha de raciocínio e, para a atleta, a busca pela classificação para as olimpíadas virá justamente nesta primeira oportunidade: “Competimos aqui em 2013, mas estava frio. É vento que vem de diversas formas, então estamos vendo a estratégia. Caso não consigamos classificação agora, avaliaremos as outras competições que poderão nos dar essa vaga, mas esperamos nos classificar agora. A gente sabe que vai ser difícil. Temos as neozelandesas e holandesas como adversárias fortíssimas. As primeiras porque não pararam de competir e as segundas porque competem perto de casa, então vai ser bom”, analisou.

Para Tóquio, as atletas ainda não sabem se levarão o barco que disputaram as olimpíadas no Brasil ou se terão um novo, de qualquer forma, o planejamento está sendo feito.

“Depois desse mundial nós testaremos a raia em Tóquio e faremos uns treinos por lá”, disse Martine.


Fonte: O Fluminense














quinta-feira, 24 de maio de 2018

Barco da brasileira Martine Grael bate recorde e assume ponta na Volvo Ocean Race





João Prata, Estadão Conteúdo

Holandeses do Team Brunel conseguiram igualar a marca de 2015 do Abu Dabu Ocean Racing, que navegou 991 quilômetros em 24 horas


O barco holandês AkzoNobel, que tem a brasileira Martine Grael na tripulação, quebrou nesta quinta-feira o recorde de milhas percorridas em um intervalo de 24 horas na história da Volvo Ocean Race. A marca foi alcançada após uma sequência de recordes.

O dia histórico da regata de volta ao mundo começou com os holandeses do Team Brunel conseguindo igualar a marca de 2015 do Abu Dabu Ocean Racing, que navegou 550,8 milhas náuticas em 24 horas (cerca de 991 quilômetros).


Martine Grael Foto: Amalia Infante/Volvo Ocean Race

No entanto, logo em seguida, o AkzoNobel quebrou a marca com 566,02 milhas náuticas. As equipes passaram então a se revezar com os melhores tempos da história. O Team Brunel chegou a 576,34. E aí o AkzoNobel baixou por mais duas vezes o recorde, fechando provisoriamente o dia com 585 milhas náuticas percorridas no intervalo de 24 horas.

Com essas marcas, o veleiro de Martine Grael ocupa provisoriamente a liderança da nona etapa da competição, seguido de perto pelo Brunel. O barco dinamarquês/norte-americano do Vestas 11th Hour Racing ocupa o terceiro lugar, com os chineses do Dongfeng Race em quarto.

Nas três últimas colocações estão os veleiros que optaram inicialmente por navegar mais ao norte. Mas por conta da forte corrente de vento ao sul eles trocaram a estratégia e agora estão na mesma rota dos quatro primeiros colocados.

O barco da Onu, o Turn The Tide On Plastic, é o quinto, com os espanhóis da Mapfre, os atuais líderes do campeonato, em sexto. Os chineses do Sun Kung Kai/Scallywag estão em último e são os que navegam mais ao sul.

A velocidade alcançada acontece em condições extremas, em baixa temperatura, com chuva e fortes ondas. Em um período como esse os velejadores esquecem a escala de descansar a cada quatro horas. A maioria sobe para convés e fica preso por uma corda para evitar a queda em alto mar. Na parte de baixo do veleiro fica apenas o navegador orientando eventuais mudanças de rota.





FILHA PERSEGUE MARCA DO PAI

A Volvo Ocean Race navega desde a temporada 2014/2015 com barcos de 65 pés. Quando a competição era disputada com veleiros de 70 pés, o Ericsson 4, que tinha como capitão Torben Grael, pai de Martine, alcançou a melhor marca da história. O recorde veio na edição 2008/09 e é de apenas 11,4 milhas a mais do que o AkzoNobel.

Na atual temporada, os sete barcos estão na disputa da nona etapa, que saiu de Newport, nos Estados Unidos, em direção a Cardiff, no País de Gales, em um trajeto de 3,3 mil milhas náuticas. É a antepenúltima perna da competição e tem previsão de chegada para a próxima terça-feira.

Fonte: Estadão



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Team AkzoNobel sets new VO65 24-hour speed record


Image © Konrad Frost/Volvo Ocean Race


Team AkzoNobel has set a new outright 24-hour distance record for the Volvo Ocean 65 class.

Sailing in stormy conditions at speeds touching 30 knots (55 kilometers per hour) on the fifth day of Leg 9 of the Volvo Ocean Race across the Atlantic from Newport to Cardiff, the team AkzoNobel sailors clocked up a new benchmark distance of 567.03 nm (1,050 km) in a 24-hour period.

The team’s record setting performance has also carried them into the overall leg lead having overtaken Team Brunel (NED) with fewer than 1,500 nautical miles (2,778 km) left to race to Cardiff.

“We have just been ripping,” said helmsman and sail trimmer Justin Ferris (NZL). “We’ve knocked out a nice little record here. How long it holds, who knows? A nice feeling. Cheers to that!”







That might not be the end of the story: both team AkzoNobel and Team Brunel are charging at full pace and while the AkzoNobel crew currently has the upper hand we will need to wait a few hours more to see which team holds emerges with the 24-hour distance record when the conditions begin to moderate.

“We are not going to stop there - we are going to keep on pushing, keep on breaking this record,” said bowman Brad Farrand (NZL) “It’s around 560. We are going for 600!”





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terça-feira, 15 de maio de 2018

CNN apresenta matéria sobre a participação de Martine Grael na Volvo Ocean Race






Thanks to CNN Sport for this great interview with team AkzoNobel helmsman and sail trimmer Martine Grael (BRA) about her experience competing in the Volvo Ocean Race for the first time.

A CNN Sport apresentou uma matéria com Martine Grael, velejadora medalhista de ouro na Rio 2016, a primeira brasileira a disputar a regata Volvo Ocean Race, a bordo do barco holandês Team AkzoNobel.











sábado, 28 de abril de 2018

Você sabe o que é "PIRAJÁ"? Veja como as Pirajás estão influindo na regata Volvo Ocean Race



Como acontece todo dia, o site da regata Volvo Ocean Race publica um vídeo (Daily Live) com entrevistas diretas dos barcos, entrevistando velejadores, abordando alguma curiosidade ou dando alguma explicação sobre aspectos técnicos da regata.

O Daily Live de hoje está especialmente interessante.

Os barcos estão bem próximos à costa do nordeste brasileiro, mais ou menos ao largo do Recife. O comentarista Conrad Colman, diretamente do Quartel General da regata em Alicante, Espanha, faz uma ótima abordagem de um fenômeno típico dos mares do litoral brasileiro, que é chamado em linguagem náutica de "Pirajá".

Pirajá é o vento de chuva que vem sob as nuvens Cummulus nimbus que percorrem o nosso litoral. São velhas conhecidas nos nossos homens do mar.

Os velejadores da Volvo Ocean Race passaram por Pirajás em outros mares, mas estão experimentando agora na costa brasileira os seus efeitos mais intensos na regata, uma vez que estão sendo decisivas nas intensas trocas de posição. Que o diga a tripulação do Dong Feng, que perdeu várias posições.

No Daily Live de hoje, Conrad Colman, com a ajuda de ventiladores, demonstra no escritório de forma criativa e didática a física por trás das nuvens de Pirajá e como os velejadores podem se beneficiar delas ou se meter em encrenca.

Tudo isso aconteceu nas últimas horas na Volvo Ocean Race. Não deixe de assistir ao vídeo.


Daily Live – Saturday 28 April | Volvo Ocean Race












segunda-feira, 23 de abril de 2018

Volvo Ocean Race deixa Itajaí com destino a Newport





Mari Peccicacco


A oitava etapa da Volvo Ocean Race teve início na tarde deste domingo (22) em Itajaí (SC). Os sete barcos da regata de Volta ao Mundo sobem o Oceano Atlântico com destino a Newport (Estados Unidos) para um percurso de 5.700 milhas náuticas ou 10 mil quilômetros.

”Será muito complicada a etapa. A costa brasileira tem às vezes ventos muito fracos e ventos terral e gradiente passando pelos Doldrums – que é área de convergência tropical – com vento muito fraco. Promete bastante disputa e acho que vai ser bem difícil com noites mal dormidas. Então, depois disso vamos ver como vai estar a disputa”, explicou Martine Grael.

”Depois da última perna com várias quebras, dificuldades e uma carga emocional muito grande, agora vai voltar um pouco mais para o normal com o foco na disputa, pois a última perna era mais focada na sobrevivência”.

A prova terá mudanças de regime de vento e oferecerá opções às equipes. A disputa pela costa brasileira com vento contra, as correntes, a Linha do Equador, as calmarias dos Doldrums e as correntes do Golfo dos EUA estarão na telas dos navegadores. Será a última vez que os barcos apontam para o norte literalmente, já que as próximas pernas são para a Europa.

Antes de seguir rumo a Newport, os barcos fizeram um percurso entre bóias em Itajaí. Alguns nomes do esporte brasileiro fizeram a tradição do leg jumper e pularam do barco. Uma delas foi a parceira de Martine Grael no ouro olímpico da 49erFx, Kahena Kunze. ”Uma emoção muito grande ser a leg jumper. É muito legal ver o que a Martine faz a bordo de um barco de oceano, ela está indo muito bem. Queria ter continuado”, revelou Kahena Kunze.

No Dongfeng, quem fez o salto foi o paralímpico Flávio Reitz, representante brasileiro nos Jogos de Londres 2012 e Rio 2016. ”A vela é um esporte fascinante e pode ser disputada por pessoas com deficiência. Fiquei feliz por representar a cidade que moro a bordo do Dongfeng RaceTeam”.

Campeonato equilibrado

O disputa pelo título do campeonato está bastante equilibrada, com dois barcos praticamente empatados: Dongfeng Race Team com 46 pontos e MAPFRE com 45. A tabela segue com Team Brunel, com 36 pontos, e AkzoNobel, com 33.

”Tem muita regata pelo caminho, muitos pontos a disputar. Mas vamos em busca do sonho de ser campeão da Volvo Ocean Race”, explicou Charles Caudrelier, do Dongfeng Race Team.

Mas os espanhóis do MAPFRE tiveram a melhor largada e abriram vantagem pequena neste domingo. Depois de perder a liderança, o time vermelho quer voltar ao posto que sustentava desde a segunda etapa.

Com problemas na etapa anterior, o Vestas 11th Hour Racing conseguiu colocar o mastro a tempo de largar e está em modo regata. O SHK | Scallywag também largou mesmo com apenas 48 horas de preparação. A equipe homenageou seu tripulante John Fisher, que se perdeu no mar e não foi encontrado, em todas as ações em Itajaí.

Fonte: Notícias Náuticas












Com os pais na torcida, Martine Grael se despede de Itajaí rumo a Newport






João Prata, O Estado de S.Paulo
22 Abril 2018 | 07h00


Velejadora brasileira embarca junto com a equipe holandesa do Akzonobel neste domingo as 14 horas


A brasileira campeã olímpica Martine Grael conseguiu matar a saudade de seu país, da família e dos amigos (e tirar o dente do siso) nas últimas duas semanas e neste domingo embarca junto com a equipe holandesa do Akzonobel rumo a Newport, nos Estados Unidos, na oitava etapa da Volvo Ocean Race, a regata de volta ao mundo.

A largada está marcada para as 14 horas e deve receber um grande número de torcedores no porto de Itajaí. Desde que o acampamento da Volvo foi montado na região, a cidade parou para acompanhar a chegada dos veleiros e posteriormente passou a frequentar as imediações do grande evento que é a Volvo Ocean Race.

A organização do evento ergueu grande acampamento. Cada equipe tinha um contêiner para expor seus produtos, pois são patrocinados por empresas. Também tiveram espaço para contar suas histórias e fazer campanhas, como o caso do barco da ONU que compete de olho na preservação dos oceanos.

Em meio às equipes, uma grande tenda foi erguida para receber os principais restaurantes da região e também barracas de bebidas além da exposições de carros e outros produtos da Volvo. Tudo era grandioso e chamou a atenção da população local e dos arredores. Na quinta-feira, quando teve o show do cantor Armandinho, as portas do Centro de Convenções da região precisou ser fechada pois recebeu lotação máxima: cerca de 48 mil pessoas circularam pela festa.

Os velejadores passeavam entre os curiosos. Posavam para fotos e iam e vinham em direção ao mar para acertar os últimos preparativos em seus veleiros. No sábado, houve a In-Port Race, a regata interna que acontece a cada parada da competição. Ela não vale pontos na classificação geral, mas serve como critério de desempate. O barco espanhol da Mapfre venceu, com o Akzonobel na segunda colocação.

A parada em Itajaí também foi de extremo impacto emocional para os velejadores, especialmente quando o barco chinês da Sun Hung Kai/Scallywag chegou ao porto, dias após os demais. O atraso aconteceu por conta de um acidente durante a sétima etapa, que causou a morte do velejador John Fisher. O veleiro chegou sob aplausos de todos que estavam em terra. Houve ainda uma força-tarefa para que a equipe conseguisse arrumar o barco a tempo para a largada deste domingo.

CONSELHO DE PAI

Martine Grael, a protagonista da competição nesses dias de Brasil, foi atenciosa com todos e contou nos últimos dias com a presença dos pais Torben e Andrea. Torben conhece muito bem a competição, participou de duas edições e ergueu o troféu de campeão em 2008/2009 como capitão do Ericson 4. Tranquilo como convém a um navegador, ele falou sobre a sensação de ver a filha participando de uma das competições mais duras do iatismo.

“Quando está de fora você não pode fazer muito. Fica torcendo para que tudo dê certo. É uma experiência muito enriquecedora para ela”, disse. “A gente fica apreensivo em alguns momentos, sabe que acidentes podem acontecer. Mas acredita que vai tudo certo”, prosseguiu.

Sobre a oitava etapa, ele avisou que deve ser muito mais tranquila do que a última, que veio de Auckland, na Nova Zelândia, até Itajaí e contou com pontuação dobrada devido ao grau de dificuldade. “As condições serão mais mansas do que a última. Não tem o frio, as ondas e o ventão da última, mas é longa. A temperatura é quente, a água é quente também em quase todo o percurso. É uma perna moderada”, analisou.

A mãe Andrea, que também é velejadora, segue o pensamento parecido com o do marido na linha de um Milton Nascimento do nada a temer senão o correr da luta e nada a fazer senão esquecer o medo. “Estou muito orgulhosa. Como sou velejadora, entendo o que ela está passando. Estou muito orgulhosa de ver ela fazer essa velejada que eu gostaria de ter feito. Velejo praticamente junto com ela quando estamos em Niteroi. Acompanho todas as informações, as novidades, as condições do tempo. Estou bem feliz com esse momento dela”, disse a mãe.

O barco Akzonobel, da Martine, está na quarta colocação da classificação geral, mas está em uma crescente na competição. O veleiro vem de três pódios consecutivos. “A equipe se uniu bastante e isso tem sido o mais importante. Coincidência ou não, passamos a ter melhores resultados depois que isso aconteceu. Espero que continue assim”, finalizou Martine.


Fonte: Estadão









quinta-feira, 19 de abril de 2018

Martine Grael responde perguntas das crianças na Vila da Regata





Depois de passar alguns dias com a família no Rio, a velejadora Martine Grael, 26, do Team AkzoNobel, primeira mulher brasileira a competir na Volvo Ocean, reservou a tarde de terça-feira para conversar com os alunos que fazem visitas guiadas à Vila. Todos queriam tirar fotos e levar o autógrafo da velejadora e campeã olímpica.

“Receber as crianças é, especialmente, o meu maior prazer. Se tem alguma coisa que eu gosto de fazer é tentar inspirá-las um pouquinho”, relatou Grael sobre a experiência.

“Os brasileiros estão tendo um carinho muito bacana com nossa equipe aqui em Itajaí. A Vila está muito animada, cheia de coisas para fazer. Foi uma das melhores paradas que fizemos até agora. Eu estou super feliz de ter voltado para Itajaí, depois de um tempinho em casa”, contou Martine.

A volta a Itajaí foi também o primeiro dia de teste dos barcos e Martine prevê muito trabalho até a In-Port Race na sexta-feira (20) e a largada da oitava etapa no domingo (22). “Estamos fazendo as preparações para a saída na perna. Ainda tem muita coisa a ser feita, mas está tudo dentro da programação”. De Itajaí, os competidores partem para Newport nos Estados Unidos.

AkzoNobel é a quarta colocada na classificação geral e ainda tem chance de levantar o troféu mais desejado do mundo da vela. Com 33 pontos, o barco de bandeira holandesa tem a sua frente Dongfeng Race Team (46 pontos), Mapfre (45) e Team Brunel (36).


Fonte: Página 3









quinta-feira, 22 de março de 2018

VOLVO OCEAN RACE: Barco de Martine Grael assume a ponta rumo ao Brasil



James Blake/Volvo Ocean Race


Team AkzoNobel abre pequena vantagem na liderança da sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18. Barcos já dobram para leste rumo ao Cabo Horn

O Team AkzoNobel assumiu provisoriamente a liderança da sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18. Nesta quarta-feira (21), a equipe da brasileira Martine Grael conseguiu ultrapassar o Vestas 11th Hour Racing na descida para os mares do sul.

A regata está em seu quarto dia e tem ao todo 7.600 milhas náuticas de Auckland, Nova Zelândia, para Itajaí (SC), no Brasil. Já foram percorridas quase 2 mil milhas náuticas desde a largada, no último sábado (17).

O vento de nordeste de 20 a 30 nós garante condições de navegação rápidas e velocidades similares os Volvo 65s. A rota mais curta e, portanto, tecnicamente mais rápida, irá beirar a zona de exclusão de gelo, marcada pela direção da regata para manter as equipes longe dos icebergs do sul.

"Ainda está tudo muito próximo - nós temos o Dongfeng e o MAPFRE aproximando muito rapidamente, e podemos ver a luz de Brunel a barlavento", explicou o navegador do Akzonobel, Jules Salter.

''Estamos todos andando a 23 nós, por isso estamos apenas a 10 ou 15 minutos de distância um do outro. O estado do mar e o vento estão mudando constantemente''.


Yann Riou/Volvo Ocean Race


O próximo desafio a ser enfrentado pelas equipes serão ventos de 40 nós. "Definitivamente há mais vento lá na frente", acrescentou Jules Salter. "Nós também teremos que começar a fazer algumas manobras de bordo e vai ser bastante complicado com aqueles ventos e enormes ondas. O mais difícil ainda está por vir".


A tempestade iminente também está na mente de Charles Caudrelier, skipper do Dongfeng Race Team. "Haverá cinco dias difíceis para chegar ao Cabo Horn. Cinco longos dias nessas condições, quando estamos perto do limite de gelo, na zona mais fria, com muitas manobras - realmente vai ser muito duro. Nós vamos ter que cuidar do barco e dos tripulantes, porque o mar estará muito grande''.

Os barcos devem contornar o Cabo Horn entre 28 e 30 de março. O primeiro que conseguir esse feito leva pontuação extra. A regata também vale pontos em dobro.

Fonte: Volvo Ocean Race (Release)








sábado, 17 de março de 2018

MARTINE GRAEL: Volvo Ocean Race larga para o Brasil na noite de hoje





Barcos partem de Auckland, na Nova Zelândia, na noite deste sábado (17), já domingo (18) na Oceania. Percurso de 7.600 milhas náutica será o mais difícil enfrentado pelos competidores da Volta ao Mundo


As sete equipes que disputam a Volvo Ocean Race estão preparadas para o maior desafio na regata de Volta ao Mundo até agora! A etapa sete entre Auckland, na Nova Zelândia, e Itajaí (SC), no Brasil, é apontada como a mais complicada de todas.

Os barcos terão pela frente 7.600 milhas náuticas - 14 mil quilômetros pelos mares do sul, famosos por fortes ventos, ondas gigantes e o frio na maior parte do percurso.

A largada será na tarde de domingo (18) na Oceania, noite de sábado (17), no Brasil. A bordo do team AkzoNobel, a campeã olímpica Martine Grael representa os brasileiros nesse desafio, repetindo o feito de seu pai, o também multicampeão Torben Grael.

''Essa é uma das pernas mais icônicas, os ventos e as ondas não param nunca. Para mim, a maior dificuldade será o frio, pois como brasileira não sou muito acostumada com temperaturas baixas, então vou ter que fazer o meu melhor e saber escolher as roupas certas!'', disse Martine Grael. Sua equipe venceu a última etapa e está motivada para sair do quarto lugar no geral.





A regata vale pontuação dobrada por passar pelos mares do sul. O barco que contornar o Cabo Horn em primeiro ganhará um ponto extra. Esse ponto é chamado de Santo Graal da vela oceânica.

A perna passa pelo chamado "Furious Fifties", as inóspitas e distantes águas a sul de 50 graus de latitude que circundam a Antártica.

''Contornar o Cape Horn dá uma grande motivação psicológica, pois os mares do sul ficam distantes e a cada milha acima o calor aumenta'', disse Bouwe Bekking, velejador holandês com oito participações na Volvo Ocean Race. O atleta comanda o Team Brunel.

A regata clássica será decisiva para o campeonato, que tem o espanhol MAPFRE liderando a classificação geral após seis etapas. Dongfeng Race Team e Scallywag apertam atrás!

"Sinto que eles [adversários] estão cada vez mais próximos, mas só podemos fazer uma coisa - empurrar o barco, navegar bem e tentar ganhar essa etapa", disse o skipper do MAPFRE, Xabi Fernández, mais um campeão olímpico correndo o evento.

O vencedor da etapa até Itajaí em 2015 foi o Abu Dhabi, que se tornou campeão ao final da competição.

Fonte: VOR









quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

VOLVO OCEAN RACE: Aumenta o calor e diminui o vento na quarta etapa




Merreca!!! Um teste para os nervos da tripulação. Sam Greenfield/Volvo Ocean Race

Tripulantes descansam na proa do Team AkzoNobel. Sam Greenfield/Volvo Ocean Race

No nono dia de regata, entre Melbourne e Hong Kong, alguns barcos continuam muito perto uns dos outros. Na foto, tripulante do barco espanhol Mapfre observa o avanço do Team AkzoNobel, onde está Martine Grael. Ugo Fonolla/Volvo Ocean Race



Subida de Melbourne a Hong Kong atinge momento decisivo com passagem pelos chamados Doldrums. A temperatura do ar e da água aumentam na quarta perna da Volvo Ocean Race

Depois de vários dias com temperaturas baixas e condições extremas de navegação, os barcos da Volvo Ocean Race estão tendo uma trégua durante a quarta etapa da regata de volta ao mundo. As equipes passaram a terça-feira (9) lidando com os Doldrums, zona de ventos fracos e muito calor, no caminho entre Melbourne e Hong Kong.

Pelas imagens enviadas a bordo das sete equipes da Volvo Ocean Race dá para ver que os atletas trocaram as pesadas roupas de tempo por camisetas e shorts. As temperaturas beirando a Linha do Equador passam de 40 graus, o oposto da etapa anterior e do início da atual chegando a zero.

"É bom não usar cinco camadas de roupas, mas ao mesmo tempo é tão frustrante porque não vamos a lugar nenhum'', disse o jovem Ben Piggott, do Team Sun Hung Kai / Scallywag.

A falta de vento nos Doldrums só aumenta a sensação térmica elevada. Normalmente, a tripulações podem descansar nessas condições, mas o calor impede tal feito!

''Provavelmente, estão uns agradáveis e confortáveis 50 graus dentro do barco e cerca de 47,48 no convés", disse Phil Harmer, do Vestas 11th Hour Racing.

"A temperatura do mar é de 32 graus - é um prazer. Mesmo as pessoas que não estão fazendo turno querem ficar lá em baixo''.

O barco Turn the Tide on Plastic é o líder provisório desta etapa que já teve vários líderes. Do primeiro ao sexto segue uma diferença menor do que 10 milhas náuticas. Ainda restam 3 mil milhas náuticas para a chegada em Hong Kong.

Fonte: Volvo Ocean Race










sábado, 18 de novembro de 2017

VOLVO OCEAN RACE: Perto do Rio de Janeiro, Martine Grael dá entrevista em português a bordo do AkzoNobel





Um vídeo com entrevista da velejadora brasileira Martine Grael, medalha de ouro na Rio 2016, que em novo desafio, participa da tripulação do barco Team AkzoNobel na Volvo Ocean Race, a regata de volta ao mundo. Martine mais uma vez desbrava caminhos: é a primeira brasileira a participar da mais importante regara de volta ao mundo.

Os barcos da VOR disputam agora a segunda perna da regata, de Lisboa a Cidade do Cabo, na África do Sul. Falando em português, Martine diz que a melhor rota a trouxe para perto da sua casa, o que aumentou muito a saudade de Niterói.




A regata está em um momento crítico. Após duas semanas buscando as latitudes mais ao sul e se aproximando da costa do Brasil, para se beneficiar dos ventos alísios que supram do norte, agora os navegadores tentam achar a hora certa de mudar o rumo para o leste, em direção à África.

Para tomar a decisão, as atenções estão no comportamento das áreas de alta e baixa pressão. O mapa acima mostra a posição dos barcos e as condições meteorológicas atuais no Atlântico Sul. Agora, é preciso desvendar os segredos dos ventos para vencer a regata.

Martine, estamos todos confiantes aqui na torcida. Força!!!

Axel Grael



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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Perto do Rio de Janeiro, Martine Grael conta as estratégias para vencer etapa



Martine está pertinho e liderando: É o mais perto que ela estará da sua casa em Niterói até que a regata chegue a Itajaí. Força Martine!!!



Brasileira campeã olímpica integra o team AkzoNobel, líder provisório da segunda perna da Volvo Ocean Race.

Campeã olímpica na Rio 2016, Martine Grael encara outra importante competição mundial, a Volvo Ocean Race. Integrante do team AkzoNobel, a atleta disputa a segunda etapa da regata de volta ao mundo, entre Lisboa, em Portugal, e Cidade do Cabo, na África do Sul. E o percurso pelo Atlântico oferece a opção às equipes de passar perto da costa brasileira. O AkzoNobel segue na liderança da perna na manhã desta sexta-feira (17) após mais de 60% do percurso percorrido.

''Depois dos Jogos do Rio, estou velejando em águas muito parecidas como esta, porque são as mesmas ondas que a gente pega na costa do Rio, e lá eu era total experiente na minha classe (49er FX) e aqui estou como principiante. Aqui é uma mudança bem grande, mas eu estou aproveitando bastante, principalmente essas águas mais tranquilas, porque tem bastante pela frente'', disse Martine Grael. ''Nós estamos em uma altitude próxima ao Rio (Niterói), onde eu moro, e sinto saudade de casa, porque estou muito tempo fora, então as vezes no barco eu ponho um pouco de música para lembrar um pouco de casa''.

O equilíbrio da etapa é evidente pela posição dos sete barcos. A diferença do primeiro colocado para o último até o momento é pequena (menos de 150 quilômetros), levando em consideração as opções pelo Atlântico.

''Os barcos não funcionam como se estivéssemos caminhando, então uma linha reta de A à B não é o caminho mais curto, porque tem sistemas de alta pressão e baixas pressões então a gente vai na rota que tem mais vento e isso nos leva para perto do Brasil''.

A segunda etapa terá um contorno da Ilha de Santa Helena, já nos chamados mares do sul. E por isso os barcos se estudam para se aproximar do destino final em vantagem. O primeiro a tentar fazer esse jibe explicado abaixo por Martine Grael foi o Team Brunel.

''Agora vai ter um jibe, que é quando a gente começa a pegar uns ventos do sul onde todas as frentes frias passam e levam até a África do Sul. Quem se posicionar melhor nesse jibe vai ter uma mudança de posição, então estamos tentando ir o mais rápido possível em direção ao sul para pegar essa mudança antes''.

Martine Grael recordou um dos momentos mais especiais para a atleta na Volvo Ocean Race, o batismo após a passagem pela Linha do Equador. Como manda a tradição, todos os novatos passam por um ritual a bordo.

''Netuno veio nos visitar, a gente tomou um pouco de peixe na cabeça, e tem comida que está na minha cabeça provavelmente, mas foi bom para tomar um banho na proa, dar uma lavada também, porque 20 dias nesse barco sem tomar banho, as vezes é dose''.

Na teoria, as equipes mais próximas da costa brasileira - Dongfeng Race Team, MAPFRE, Team Brunel e Vestas 11th Hour Racing - provavelmente pegarão os ventos mais fortes a partir de agora. Os barcos devem terminar a etapa até o dia 24 de novembro.


Fonte: Volvo Ocean Race
















quarta-feira, 8 de novembro de 2017

VOLTA AO MUNDO: Velocidade marca início da segunda etapa da Volvo Ocean Race




Martine Grael timoneia o barco Team AkzoNobel, na regata Volvo Ocean Race. Foto: James Blake/Volvo Ocean Race


As sete equipes que disputam a perna entre Lisboa e a Cidade do Cabo são empurradas rumo à Africa do Sul com ventos superiores a 30 nós

A segunda etapa da Volvo Ocean Race segue em ritmo acelerado desde a saída de Lisboa, em Portugal, no último domingo (5). Os velejadores levam os barcos ao limite com ventos que chegam a ultrapassar mais de 30 nós no Atlântico Norte. Porém, o caminho até a Cidade do Cabo, destino final da perna, reserva mudanças de regime de vento que podem afetar as posições. Depois da passagem pela Ilha da Madeira, a flotilha irá negociar com os chamados Doldrums, que devem reduzir a velocidade dos barcos.

No início da noite desta terça-feira (7), MAPFRE, team AkzoNobel - com a campeã olímpica Martine Grael, e Dongfeng Race Team seguem na frente, com pequena vantagem para o pelotão de trás.

''Temos de ter cuidado com as calmarias das Ilhas Canárias e em Cabo Verde. Temos que entrar mais a oeste em comparação com os Doldrums. Essa decisão será tomada hoje'', disse o navegador do Dongfeng Race Team, Pascal Bidegorry. "Tem água por todos os lados. Estamos completamente ensopados tanto por fora como por dentro de nossas roupas".


Martine Grael timoneia o barco Team AkzoNobel, na regata Volvo Ocean Race. 


Campeã olímpica na classe 49erFx na Rio 2016, Martine Grael projetou a prova antes da saída em Lisboa e de fato a situação está ocorrendo. ''Tem sempre onda vindo de todos os lados. São sistemas diferentes passando pela gente e é legal de timonear. Mas é preciso ter coordenação com o resto da tripulação para ajustar as velas'', disse Martine Grael, clicada na roda de leme do barco, na prática, dirigindo o veleiro.

As mudanças climáticas

Os barcos estavam nos chamados ventos alísios nos primeiros dias da Etapa 2 - conhecidos lá fora como trade winds - que são de intensidade moderada para forte soprando consistentemente em direção ao equador em duas direções. O ponto em que essas duas brisas se encontram é chamado de Doldrums ou zona de convergência intertropical, uma região de baixa pressão.

Os Doldrums são famosos por tempestades, ventos leves, chuva e rajadas repentinas e inesperadas. Então, esta perna é geralmente decidida pelo primeiro barco que sair dos Doldrums, enquanto o resto da flotilha está atrás ainda tentando escapar. Em 2014-15, o Abu Dhabi fez a lição certa e ganhou.

''Temos que mudar as velas de lado e fazer contrapeso para maximizar a velocidade. É complicado, pois pesa muito com a quantidade enorme de água por aqui'', contou Ñeti Cuervas-Mons, do MAPFRE.

As manobras com ventos fortes para mudar de rumo exigem muito do físico dos atletas. "Estou bastante quebrado", disse Kyle Langford, do Brunel, em sua primeira Volvo Ocean Race. "Eu não dormi...E este é apenas o começo. Isso só vai piorar".

A competição é liderada pelo Vestas 11th Hour Racing, que venceu a primeira etapa. MAPFRE e Dongfeng estão atrás.

Fonte: Revista Mariner