sexta-feira, 17 de maio de 2019

Projeto Grael representado na abertura do projeto "Escola para a Vida", da Secretaria de Educação de Niterói











A subsecretaria Municipal de Educação, através da Diretoria de 3º e 4º ciclos, promoveu na última terça (14), no Teatro Popular Oscar Niemeyer, a abertura do Projeto “Escola para a vida”, edição 2019.

A iniciativa tem por objetivo contribuir para o enriquecimento cultural e ampliação das perspectivas de futuro dos adolescentes da rede municipal de Educação de Niterói. 

De acordo com coordenador do programa, professor Luciano Palmares, a proposta se baseia no ambiente da escola como fator de motivação para que os alunos possam caminhar rumo à realização de sonhos pessoais.

O evento contou com apresentações de música e teatro, realizadas por alunos na faixa etária de 11 a 14 anos.

Na ocasião, nosso Coordenador do Programa de Desenvolvimento Esportivo, Andre Alcantara Martins apresentou o Projeto Grael aos jovens presentes.


Fonte: Projeto Grael e Educação Niterói









quinta-feira, 16 de maio de 2019

FLORESTAS AMEAÇADAS: Por uma reserva legal justa, protetora e produtiva



Reserva legal comunitária do assentamento Vale do Amanhecer. MARCELO CAMARGO (AGÊNCIA BRASIL)


M. BUSTAMANTEI. VIEIRAV. PILLAR, G. FERNANDES

O projeto que prevê fim da Reserva Legal nas propriedades rurais representa um retrocesso da lei ambiental, com implicações para a sociedade. Suas justificativas não se sustentam

O Projeto de Lei (PL) apresentado pelos senadores Marcio Bittar (MDB-AC) e Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) que prevê o fim da Reserva Legal (RL) nas propriedades rurais é extemporâneo e raso. Extemporâneo porque a nova Lei de Proteção da Vegetação Nativa foi exaustivamente debatida até sua aprovação em 2012 e revista pelo STF em 2018. Raso porque não tem nenhum fundamento válido para propor o fim de tão importante pilar da conservação e uso sustentável da vegetação nativa. As justificativas desse retrocesso dramático da legislação ambiental, com profundas implicações para a sociedade e produtores rurais, não se sustentam.

Não é verdade que...

1) a demanda por conservação venha do “clamor ecológico fabricado” por estrangeiros. A RL, já prevista desde 1934, é fruto de um olhar responsável do Estado brasileiro para assegurar a conservação e a sustentabilidade no uso econômico dos recursos naturais em uma fração do imóvel rural. Em sua evolução no ordenamento jurídico, incorporaram-se os valores da Constituição Federal de 1988, pela qual, além da função econômica, a propriedade ou posse deve obedecer a uma função social que inclui a utilização adequada dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente, bens coletivos de toda a sociedade. Ao contrário do exposto no PL, os dispositivos da RL não “ferem de morte o princípio constitucional do direito à propriedade privada”.

2) o Brasil conserva sua vegetação nativa mais do que o necessário. As Unidades de Conservação (UCs) (públicas e privadas), e as áreas protegidas dentro de imóveis rurais têm papéis complementares e não são intercambiáveis como sugere o PL. As UCs protegem áreas com características especiais e porções significativas da biodiversidade brasileira. Cobrem 29% da Amazônia, mas apenas 10% da Mata Atlântica, e ainda menos nos demais biomas. Ainda, o PL usa dados de todas as áreas com algum nível de proteção no Brasil e os compara com áreas estritamente protegidas em outros países. De mesma forma, o PL cita que os EUA usam 74,3% de sua área para a agropecuária; mas descontando as pradarias naturais com uso pastoril compatível ao de nossas RLs, seriam 22% com lavouras e pastagens. As RLs garantem benefícios locais como a polinização de cultivos agrícolas, a proteção do solo e o suprimento de água, além de permitir a conectividade das paisagens naturais, essencial para a conservação da biodiversidade regional. Sem isso, a extinção de espécies aumentará significativamente.

3) a Reserva Legal trava a produção agrícola brasileira. A RL não é “terra improdutiva”. O uso sustentável da RL sempre foi assegurado em Lei. Paisagens agrícolas com produção diversificada, incluindo o uso produtivo das RLs, trazem mais benefícios diretos aos produtores e à sociedade. Por exemplo, estima-se que no Brasil os serviços de polinização do café contribuam com 1,9 a 6,5 bilhões de reais/ano. Considerados todos os serviços ecossistêmicos, manter as RLs é melhor que desmatá-las. Ademais, há uma grande extensão de pastagens degradadas que podem ser recuperadas para produção agrícola sem precisar retroceder na conservação de vegetação nativa.

Reduzir a proteção ambiental resulta em prejuízos diretos para a agricultura. Isso já é aceito pela fração responsável do agronegócio mas, os autores do PL ecoam as vozes mais arcaicas do setor. Parlamentares devem defender os interesses da coletividade, buscando o bem comum de forma mais eficiente possível. Claramente não é o caso do PL 2362/2019.

Este artigo foi escrito com apoio do grupo Coalizão Ciência e Sociedade, formado por aproximadamente 50 cientistas de diversas instituições de pesquisa do País.

Mercedes Bustamante é Professora titular do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília. Doutorado em Geobotânica pela Universitaet Trier, Alemanha. Membro eleito da Academia Brasileira da Ciências e da The World Academy of Sciences.

Ima Vieira é Pesquisadora titular do Museu Parense Emilio Goeldi-MPEG. Doutorado em Ecologia pela University of Stirling, Escócia. Docente permanente dos programas de Pós-graduação em Ciências Ambientais (UFPa-MPEG-EMBRAPA) e de Biologia Vegetal (MPEG-UFRA), em Belém-Pará.

Valério De Patta Pillar é Professor Titular do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutorado em Plant Sciences (Quantitative Ecology) - University of Western Ontario, Canadá. É Presidente da Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação (ABECO).

Geraldo Wilson Fernandes é Professor Titular do Departamento de Biologia Geral da Universidade de Minas Gerais. Doutorado em Ecologia Evolutiva pela Northern Arizona University, Estados Unidos. Foi Tinker Visiting Professor na Stanford University, Estados Unidos.


Fonte: El País










Martine e Kahena mantêm liderança do Campeonato Europeu






Com as regatas de quinta, o trio da liderança mudou, e as holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duetz, subiram para a segunda colocação, com 32 pontos

As campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze seguem líderes do Campeonato Europeu de 49erFX em Weymouth, na Inglaterra. Nesta quinta-feira (16), as brasileiras garantiram dois segundos lugares e um quarto lugar, somando oito pontos perdidos no dia. No ranking geral fecharam o dia com 21 pontos, 11 pontos a frente da segunda dupla.

Com as regatas de quinta, o trio da liderança mudou, e as holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duetz, subiram para a segunda colocação, com 32 pontos. Donas da casa, as inglesas Charlotte Dobson e Saskia Tidey estão em terceiro, com 52 pontos perdidos.

A competição começou na segunda-feira (13), e com as nove regatas de qualificação já concluídas, Martine e Kahena contam com quatro vitórias, três segundos e um terceiro lugar. A competição, que reúne também provas das classes 49er e Nacra 17, acontece até domingo (19), quando será disputada a regata medalha. Somente na classe 49FX estão concorrendo 57 duplas de mais de 22 países.

Na temporada de 2019, Martine Grael e Kahena Kunze já conquistaram a Mindwinter, a etapa de Miami Copa do Mundo de Vela e o Troféu Princesa Sofia, na Espanha.


Fonte: O Fluminense









Desde Acordo de Paris, petrolíferas gastaram US$ 1 bi em desinformação sobre clima






Ao mesmo tempo em que se colocam como “parte da solução” da crise climática, as cinco principais companhias de petróleo e gás do mundo continuam agindo contra políticas climáticas, segundo relatório do think tank inglês InfluenceMap

Desde que o Acordo de Paris foi concluído em 2015, as cinco principais empresas de capital aberto do setor de petróleo e gás do mundo gastaram mais de US$ 1 bilhão para destacar suas “credenciais” como companhias preocupadas com a mudança do clima, ao mesmo tempo em que continuaram pressionando agentes públicos para proteger seus interesses e expandir suas operações de combustíveis fósseis. Esse dado foi revelado pelo think tank britânico InfluenceMap, que publicou um relatório abrangente sobre os gastos dessas empresas relacionados a clima.

O relatório revela que ExxonMobil, Royal Dutch Shell, Chevron, BP e Total gastam anualmente cerca de US$ 195 milhões em campanhas de branding, reforçando seus compromissos climáticos junto aos diferentes públicos de interesse. Ao mesmo tempo, essas mesmas empresas despendem US$ 200 milhões anuais para controlar ou adiar políticas públicas em clima e energia, impedindo que governos cumpram com suas promessas de redução de emissões de gases de efeito estufa no âmbito do Acordo de Paris.

“As principais empresas de petróleo estão se projetando como atores-chave na transição energética enquanto fazem lobby para atrasar, enfraquecer ou se opor a políticas climáticas significativas”, aponta Edward Collins, analista do InfluenceMap e autor do relatório.

De acordo com o relatório, a assinatura do Acordo de Paris forçou uma mudança na conduta de comunicação das gigantes petrolíferas, já que a percepção pública sobre a questão climática mudou em favor de ações incisivas para enfrentar o problema do aquecimento do planeta. Por isso, a estratégia de comunicação dessas empresas passou a valorizar a preocupação corporativa com a mudança do clima. No entanto, sem conexões mais sólidas entre mensagem e ação, essas companhias acabam praticando greenwash.

Esse esforço seria parte de uma estratégia mais ampla das empresas para proteger e expandir as operações com vendas anuais combinadas de mais de US$ 1 trilhão e lucros de US$ 55 bilhões em 2018, a grande maioria relacionada a petróleo e gás. Os gastos das empresas aumentarão para US$ 115 bilhões em 2019, de acordo com as divulgações corporativas, mas apenas cerca de 3% serão investidos em baixo carbono.

O relatório do InfluenceMap analisou e avaliou detalhadamente os gastos das grandes companhias petrolíferas em atividades relacionadas a clima, tanto diretamente quanto através de parceiros e grupos comerciais. Para tanto, primeiro foram identificaram áreas de atividade corporativa que possam influenciar a política e o branding nas empresas, incluindo pessoal interno, gastos com publicidade e lobby externo, com coleta de dados sobre esses gastos. Depois, analisou-se a proporção de custos dedicada a clima, observando o foco das publicações, propagandas e atividades de lobby.

Uma tendência observada no relatório é o uso tático de redes sociais. Nas quatro semanas que antecederam as eleições de 2018 nos Estados Unidos, a ExxonMobil liderou um esforço de US$ 2 milhões em anúncios no Facebook e no Instagram promovendo os benefícios do aumento da produção de combustível fóssil e se opondo a diversas iniciativas legislativas colocadas para votação popular no pleito.

O relatório conclui que as grandes petrolíferas terceirizam o lobby mais agressivo contra ação climática para grupos comerciais como o American Petroleum Institute, que fez campanha em 2018 para desregulamentar o setor de petróleo e gás e reverter as regulações sobre metano nos Estados Unidos. Esses grupos também vêm coordenando esforços para bloquear políticas para acelerar o desenvolvimento e uso de veículos elétricos nos Estados Unidos e na Europa.

No entanto, as empresas estão enfrentando uma pressão crescente de investidores, políticos e sociedade civil para mudar seu comportamento. Por exemplo, a iniciativa Climate Action 100+, que reúne instituições com US$ 30 trilhões em ativos, ajudou a forçar a Shell e a BP a se comprometer com a reforma de suas práticas de lobby. No plano político, alguns estados norte-americanos estão buscando processos legais climáticos contra ExxonMobil e outras empresas.

“As credenciais climáticas das gigantes petrolíferas estão esvaziadas, o que coloca sua credibilidade em jogo. Elas apoiam publicamente a ação climática, mas fazem lobby político contra. Elas defendem soluções de baixo carbono, mas esses investimentos são superados pelos gastos em expandir seu negócio de combustíveis fósseis”, aponta Collins.

“Há um consenso crescente sobre a necessidade de ação urgente em relação à mudança do clima, unindo cientistas, empresas, investidores e a sociedade civil em geral. Este relatório fornecerá munição para pressionar por regulamentos significativos e obrigatórios nas operações dessas empresas”.

O relatório está disponível neste link.

Fonte: Página 22












Fui palestrante sobre "Transporte, Trânsito e Meio Ambiente: desafios para uma Niterói sustentável"








Na quarta-feira, 15 de maio, fui palestrante da 3ª JORNADA DE CAPACITAÇÃO EM EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO PARA DOCENTES DE NITERÓI, organizado pela NITTRANS, com a Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, a Fundação Municipal de Educação, Programas Especiais, o Núcleo de Ações Integradas, o Programa Niterói de Bicicleta, Imprensa Oficial, Polícia Rodoviária Federal e ECOPONTE.

A minha apresentação foi sobre o tema: "Transporte, trânsito e Meio Ambiente: Desafios para uma Niterói Sustentável".

Abordei os problemas de mobilidade das cidades brasileiras, os dados sobre a frota de veículos do país, a matriz de combustíveis utilizados, as emissões atmosféricas do setor de transporte e demos especial ênfase para Niterói e as medidas que estão em curso para reverter os problemas de mobilidade da cidade.




Abordamos a implantação da TransOceânica, o Programa Niterói de Bicicleta, o Centro de Controle Operacional da Mobilidade (CCO), os estudos para a implantação do VLT, a implantação do LABMOB, o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável - PMUS que está em elaboração, além de outras iniciativas da Prefeitura.

Debatemos também os impactos do setor de transporte na qualidade do ar nas cidades, o trabalho de monitoramento da qualidade do ar que a Prefeitura está realizando em Niterói, o inventário de emissões e outras iniciativas do Grupo Executivo de Sustentabilidade e Mudanças Climáticas de Niterói - GECLIMA.

Dentre os participantes, estavam profissionais da rede municipal de educação, motoristas e outros representantes das empresas de transporte da cidade e visitantes de prefeituras de outras cidades.

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, orçamento e modernização da gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói













Relatório aponta mais impactos negativos do plástico no meio ambiente e na saúde humana



Pedras na praia do Atalaia, em Fernando de Noronha, escondem lixo que vem do mar. — Foto: Fábio Tito/G1


Amélia Gonzales

As ruas estão cheias quando me sento para escrever. Pessoas protestam, legitimamente, contra os cortes de verbas para a educação. Na verdade, a indignação vem no bojo contra várias medidas antipopulares que o governo de Jair Bolsonaro tem submetido à população.

Na pasta do Meio Ambiente, a última ação foi abrir mão de sediar em Salvador a edição latino-americana e caribenha da Semana do Clima (que ocorreria entre 19 e 23 de agosto), evento totalmente custeado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), uma reunião importante para o debate climático. Como bem lembrou meu colega Andre Trigueiro em seu blog, a atitude do ministro Ricardo Salles criou um imbróglio diplomático, político. Acrescento: a justificativa de que não quer estrangeiros aqui "para fazer turismo e comer acarajé" é populista. Com todos as letras.

Protestos são parte da democracia e, quando não há violência, é o meio mais direto e saudável de a população demonstrar indignação contra atos do Executivo. Eu, aqui do meu posto, me inscrevo como pessoa que faz circular informações para ampliar pensamentos. Assim, vamos falar sobre plásticos e seu impacto nos oceanos, contra a vida marinha.

Foi em 1907 que o químico belga, naturalizado americano, Leo Baekeland (1863-1944) criou o primeiro plástico totalmente sintético e comercialmente viável, o Bakelite. Como não podia deixar de ser, a invenção foi muito bem vinda e trouxe vários benefícios à humanidade, até então em busca de um material flexível e duradouro para embalar suas coisas.

Aqui, vale um paralelo: a descoberta do fogo, que começou a ser usado diariamente há 300 mil anos*, ajudou os humanos a alçarem rapidamente ao topo da cadeia alimentar, trazendo enormes consequências (negativas) para a biodiversidade. Já com o plástico, que começou a ser usado freneticamente sobretudo depois da Revolução Industrial, não está sendo nada diferente. É um dos materiais mais onipresentes da economia e "um dos poluentes mais difusos e persistentes do planeta", segundo uma pesquisa publicada em fevereiro deste ano e realizada por oito instituições mundiais que o "The Guardian" publicou nesta quarta-feira (15).

Intitulado "Plastic & Health", o estudo apresenta um panorama completo dos impactos do plástico na saúde humana e aconselha que qualquer solução para a crise do plástico deve abordar todo o ciclo de vida do produto. Como se vê, não contente em causar mal a outras espécies, a humanidade também consegue fazer mal a si própria.

"Em todas as fases do seu ciclo de vida, o plástico representa riscos distintos para a saúde humana, decorrentes tanto da exposição às próprias partículas de plástico como às substâncias químicas associadas. Pessoas em todo o mundo estão expostas em vários estágios deste ciclo de vida", conclui o relatório.

A compulsão ao plástico também ameaça as tentativas de cumprir o Acordo do Clima conseguido em Paris durante a COP-15, quando os líderes de países bateram o martelo no sentido de reconhecer que a humanidade precisa agir para conter o aquecimento global e mantê-lo a 1,5ºC até o fim do século. "A pesquisa mostra que até 2050 o plástico será responsável por cerca de 13% do total do 'orçamento de carbono' – o equivalente a 615 usinas a carvão", diz a reportagem do "The Guardian".

Os autores afirmam que o plástico descartável encontrado em embalagens e bens de consumo de alta velocidade constitui o maior segmento da economia do plástico. E pedem uma ação urgente para conter, não só a produção, como também o consumo do plástico descartável.

"As embalagens plásticas descartáveis respondem por 40% da demanda por plástico, impulsionando um boom na produção de dois milhões de toneladas na década de 1950 para 380 milhões de toneladas em 2015. Até o final de 2015, 8,3 bilhões de toneladas de plástico foram produzidas - dois terços lançados no meio ambiente, que permanecem por lá", aponta o relatório.

Trazendo a informação para a nossa rotina, pode-se entender melhor. É mais ou menos assim: na lanchonete onde se pede um salgado e um refresco, por exemplo, certamente o lanche será servido num prato de plástico descartável. O cidadão leva cerca de cinco a dez minutos para comer, paga e vai embora, deixando o prato de plástico sobre o balcão. A vendedora segue seu trabalho, que será recolher aquele prato e jogá-lo no lixo. Dali, os profissionais da limpeza urbana vão levá-lo para o depósito, de lá para o aterro sanitário... e o prato de plástico, que nos serviu por cinco minutos, ainda sobreviverá por muitos e muitos anos, poluindo o nosso meio ambiente.

O pior será se ele cair em mãos irresponsáveis que o descartarão em qualquer lugar. O caminho entre este "qualquer lugar" e o mar é ligeiro e curto. O plástico é, hoje, um dos grandes vilões da poluição nos oceanos e põe em risco vidas marinhas. Em março do ano passado, a revista "Scientific Reports" revelou a Ilha de Lixo do Pacífico, que naquela época á tinha um tamanho corresponde a 17 vezes o continente de Portugal. Uma mancha móvel, quase uma sopa, foi vista pelos cientistas, que ficaram impressionados:

"Se a virmos do céu, por exemplo, só vemos um oceano azul profundo, mas se a virmos mais de perto começamos a perceber que há muitos detritos espalhados à superfície", contaram à reportagem do jornal português "Público".

Acabar com isto, ou pelo menos diminuir o tamanho de tal ilha, depende muito de nós. É evidente que a indústria de alimentos se apoderou do plástico em benefício próprio, de espalhar alimentos embalados, e quanto a isto nos sentimos impotentes em parte, porque também é uma opção nossa comer alimentos processados. Mas, de qualquer forma, estamos num bom momento para refletir e perceber que o conforto que o plástico nos proporcionou é relativo e precisa ser revisto.

Basta que se abra mão de hábitos. Por que, por exemplo, é preciso embalar os produtos que se compra nas feiras livres? Por que precisamos sair da padaria com o embrulho do pão dentro de uma dessas indefectíveis sacolinhas brancas? Por que usar tais sacolinhas, se é possível carregar tudo em sacos de pano? Na lanchonete, por que não devolver o prato para a atendente, deixando claro que ele pode ser usado outras vezes?

Poderia preencher todo este espaço com sugestões para diminuir o uso de plástico. Há vários sites que se prestam a este propósito e estão disponíveis para quem tem acesso à internet. Já fico feliz se tiver lançado a semente da vontade de buscar conhecer mais a respeito.


Fonte: Blog da Amélia Gonzales - G1

Amélia Gonzales escreve sobre sustentabilidade e debate temas ligados a economia, meio ambiente e sociedade




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Governo Bolsonaro faz lobby contrário e não assina acordo internacional de limitação da exportação de resíduo plástico California discute acabar com plásticos descartáveis até 2030 







quarta-feira, 15 de maio de 2019

Governo Bolsonaro não comparece à conferência internacional sobre gestão florestal





Reafirmando sua intenção de boicotar tudo o que lembre o meio ambiente, o governo Bolsonaro não enviou representantes para a Conferência do Bom Crescimento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) onde se trataria, dentre outros temas, da gestão florestal e de agricultura.

Fabiano Maisonnave, da Folha, conversou com a presidente do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF), Naoko Ishii. Ela disse estar preocupada com os rumos do governo. “Se Bolsonaro fizer o que diz, é um risco”.

O GEF distribui cerca de US$ 1 bilhão ao ano para projetos que lidam com problemas ambientais.

Fonte: ClimaInfo







Governo Bolsonaro faz lobby contrário e não assina acordo internacional de limitação da exportação de resíduo plástico






Os países que fazem parte da Convenção da Basileia da ONU sobre resíduos tóxicos aprovaram, na última sexta-feira (10/5), a inclusão das exportações de resíduos plásticos misturados, não recicláveis e contaminados no regime de controle da Convenção, o qual exige o consentimento dos países importadores antes das exportações de resíduos serem realizadas.

A grande maioria das 187 nações presentes à reunião das partes da Convenção da Basileia saudou a decisão como um avanço para a justiça ambiental e em direção a uma economia ética e circular.

Para o diretor da Basel Action Network, Jim Puckett, a decisão é “um importante primeiro passo para conter a maré de resíduos plásticos que flui dos países ricos para os países em desenvolvimento da África e da Ásia, tudo em nome da ‘reciclagem’, mas causando poluição massiva e prejudicial, tanto em terra como no mar”.

A nota amarga veio dos Estados Unidos. Apesar de não fazerem parte da Convenção, o país trabalhou em conjunto com a Argentina e o governo brasileiro para refutar a decisão, em apoio ao lobby do Institute of Scrap Recycling Industries, dos EUA, e às indústrias de plásticos e químicos presentes.

Cabe uma pergunta retórica: será que ninguém avisou à delegação brasileira da campanha de combate à poluição marinha por plásticos anunciada por Bolsonaro em seu Twitter?

A revista Galileu publicou uma matéria sobre o assunto.

Fonte: ClimaInfo









"IN DUBIO PRO NATURA": mais proteção judicial ao meio ambiente



"Uma das mais recentes inovações da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em direito ambiental, o princípio in dubio pro natura, tem sido usado como fundamento na solução de conflitos e na interpretação das leis que regem a matéria no Brasil", ou seja, quando houver múltiplas interpretações da legislação ambiental, o juiz "deve escolher o que melhor garanta os processos ecológicos essenciais e a biodiversidade".

A revista Consultor Jurídico diz que "a jurisprudência do STJ se fundou na orientação da inversão do ônus da prova em casos de dano ambiental – ou seja, compete ao empreendedor da atividade potencialmente perigosa demonstrar que as suas ações não representam riscos ao meio ambiente."



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Uma das mais recentes inovações da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em direito ambiental, o princípio in dubio pro natura tem sido usado como fundamento na solução de conflitos e na interpretação das leis que regem a matéria no Brasil. Em alguns casos, o enfoque dado pelo tribunal é na precaução; em outros, o preceito é aplicado como ferramenta de facilitação do acesso à Justiça, ou ainda como técnica de proteção do vulnerável na produção de provas.

“Na tarefa de compreensão e aplicação da norma ambiental, por exemplo, inadmissível que o juiz invente algo que não está, expressa ou implicitamente, no dispositivo ou sistema legal; no entanto, havendo pluralidade de sentidos possíveis, deve escolher o que melhor garanta os processos ecológicos essenciais e a biodiversidade”, observou o ministro Herman Benjamin em seu ensaio sobre a hermenêutica do novo Código Florestal.

Segundo ele, esse direcionamento é essencial, uma vez que o dano ambiental é multifacetário – ética, temporal, ecológica e patrimonial –, sensível à diversidade das vítimas, que vão do indivíduo isolado à coletividade, às gerações futuras e aos próprios processos ecológicos.

Ônus da prova

Nesse sentido, a jurisprudência do STJ se fundou na orientação da inversão do ônus da prova em casos de dano ambiental – ou seja, compete ao empreendedor da atividade potencialmente perigosa demonstrar que as suas ações não representam riscos ao meio ambiente.

Ao negar provimento ao REsp 883.656 – em que uma empresa condenada por contaminação de mercúrio questionava a inversão do ônus probatório determinada pelas instâncias ordinárias –, o ministro Herman Benjamin, relator, explicou que a natureza indisponível do bem jurídico protegido (meio ambiente) impõe uma atuação mais incisiva e proativa do juiz, “para salvaguardar os interesses dos incontáveis sujeitos-ausentes, por vezes toda a humanidade e as gerações futuras”.

Por derradeiro, a incidência do princípio da precaução, ele próprio transmissor por excelência de inversão probatória, base do princípio in dubio pro natura, induz igual resultado na dinâmica da prova”, disse o ministro em seu voto.

Proposto durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, o princípio da precaução é definido como “a garantia contra os riscos potenciais que, de acordo com o estado atual do conhecimento, não podem ser ainda identificados”.

Segundo o ministro Herman Benjamin, o preceito é reconhecido implícita e explicitamente pelo direito brasileiro e “estabelece, diante do dever genérico e abstrato de conservação do meio ambiente, um regime ético-jurídico em que o exercício de atividade potencialmente poluidora, sobretudo quando perigosa, conduz à inversão das regras de gestão da licitude e causalidade da conduta, com a imposição ao empreendedor do encargo de demonstrar a sua inofensividade”.

De acordo com Herman Benjamin, o in dubio pro natura tem origem no princípio in dubio pro damnato (na dúvida, em favor do prejudicado ou da vítima), adotado na tutela da integridade física das pessoas. “Ninguém questiona que, como direito fundamental das presentes e futuras gerações, o meio ambiente ecologicamente equilibrado reclama tutela judicial abrangente, eficaz e eficiente, não se contentando com iniciativas materiais e processuais retóricas, cosméticas, teatrais ou de fantasia”, ressaltou.

Como consequência, afirmou o relator, o direito processual civil deve ser compatibilizado com essa prioridade, facilitando o acesso à Justiça aos litígios ambientais. “No contexto do direito ambiental, o adágio in dubio pro reo é transmudado, no rastro do princípio da precaução, em in dubio pro natura, carregando consigo uma forte presunção em favor da proteção da saúde humana e da biota”.

Dano moral ambiental

Também amparada pelo princípio in dubio pro natura, em 2013, a Segunda Turma do STJ estabeleceu que é possível condenar o responsável pela degradação ambiental ao pagamento de indenização relativa ao dano extrapatrimonial ou dano moral coletivo. No julgamento do REsp 1.367.923, o colegiado confirmou acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que condenou três empresas em R$ 500 mil por dano moral ambiental em razão do armazenamento inadequado de produtos danificados confeccionados em amianto.

Ao STJ, as empresas alegaram que, em matéria de responsabilidade objetiva, tal qual a ambiental, a presença do dano é condição indispensável para gerar o dever de indenizar. Para elas, os danos morais coletivos e difusos devem estar fundados não só no sentido moral individual, mas nos efetivos prejuízos à coletividade, desde que demonstrados.

O relator do recurso especial, ministro Humberto Martins, lembrou que o colegiado já se pronunciou no sentido de que, ainda que de forma reflexa, a degradação do meio ambiente dá ensejo ao dano moral coletivo. Para ele, mesmo que a jurisprudência não contemple a análise específica do ponto em debate, “infere-se que é possível a condenação à indenização por dano extrapatrimonial ou dano moral coletivo, decorrente de lesão ambiental”.

Ao citar precedente do ministro Herman Benjamin, o relator ressaltou que “a responsabilidade civil ambiental deve ser compreendida da forma mais ampla possível, de modo que a condenação a recuperar a área prejudicada não exclua o dever de indenizar”.

O ministro também afirmou que o artigo 1° da Lei 7.347/1985 prevê expressamente a viabilidade da condenação em danos morais nas ações civis públicas – regramento que não faz restrições no que concerne à possibilidade de extensão à coletividade.

Haveria contrassenso jurídico na admissão de ressarcimento por lesão a dano moral individual sem que se pudesse dar à coletividade o mesmo tratamento; afinal, se a honra de cada um dos indivíduos deste mesmo grupo é afetada, os danos são passíveis de indenização”, disse.

Ao concluir, Humberto Martins ressaltou que as normas ambientais “devem atender aos fins sociais a que se destinam, ou seja, necessária a interpretação e integração de acordo com o princípio hermenêutico in dubio pro natura”.

Cumulação

A possibilidade de acumular a condenação de recomposição do meio ambiente degradado com a indenização pecuniária também já foi objeto de diversos recursos no STJ, nos quais a solução se baseou no princípio in dubio pro natura – como no REsp 1.198.727.

O recurso teve origem em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Minas Gerais para obter a responsabilização por danos ambientais causados pelo desmatamento de vegetação nativa (cerrado). O juiz de primeiro grau e o Tribunal de Justiça consideraram provado o dano ambiental e condenaram o réu a repará-lo; porém, julgaram improcedente o pedido indenizatório pelo dano ecológico pretérito e residual.

O relator do recurso, Herman Benjamin, explicou que “os deveres de indenização e recuperação ambientais não são ‘pena’, mas providências ressarcitórias de natureza civil que buscam, simultânea e complementarmente, a restauração do status quo ante da biota afetada (restabelecimento à condição original) e a reversão à coletividade dos benefícios econômicos auferidos com a utilização ilegal e individual de bem supraindividual salvaguardado que, nos termos do artigo 225 da Constituição, é de uso comum do povo”.

De acordo com o ministro, ao juiz, diante das normas de direito ambiental, “recheadas que são de conteúdo ético intergeracional atrelado às presentes e futuras gerações”, incumbe lembrar o comando do artigo 5º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, que dispõe que, ao aplicar a lei, deve-se atender “aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum”.

Corolário dessa regra é a constatação de que, em caso de dúvida ou outra anomalia técnico-redacional, a norma ambiental demanda interpretação e integração de acordo com o princípio hermenêutico in dubio pro natura”, ressaltou.

Herman Benjamin destacou que, ao responsabilizar civilmente o infrator ambiental, não se deve confundir prioridade da recuperação in natura do bem degradado com impossibilidade de cumulação simultânea dos deveres de repristinação natural (obrigação de fazer), compensação ambiental e indenização em dinheiro (obrigação de pagar), e abstenção de uso e de nova lesão (obrigação de não fazer).

A cumulação de obrigação de fazer, não fazer e pagar não configura bis in idem, porquanto a indenização, em vez de considerar lesão específica já ecologicamente restaurada ou a ser restaurada, põe o foco em parcela do dano que, embora causada pelo mesmo comportamento pretérito do agente, apresenta efeitos deletérios de cunho futuro, irreparável ou intangível”, afirmou o ministro em seu voto.

Registro legal

Em 2015, ao dar provimento ao REsp 1.356.207, do Estado de São Paulo, a Terceira Turma condicionou o registro da sentença de usucapião ao prévio registro da reserva legal no Cadastro Ambiental Rural (CAR), integrando a interpretação da lei ao princípio in dubio pro natura.

O relator do recurso, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, explicou que, por uma construção jurisprudencial, firmou-se o entendimento no STJ de que a averbação de reserva legal seria condição para o registro de qualquer ato de transmissão, desmembramento ou retificação de área de imóvel rural.

No entanto, a dúvida gerada nas instâncias ordinárias referiu-se ao caso de aquisição originária por usucapião de imóvel sem matrícula. Nas suas razões de decidir, o ministro destacou o parecer do Ministério Público Federal (MPF), o qual opinou pela necessidade da averbação, uma vez que a reserva legal “ostenta natureza propter rem, ou seja, é inerente ao direito de propriedade ou posse de bem imóvel rural”.

Para o relator, a interpretação dada pelo MPF ao Código Florestal vigente à época dos fatos (Lei 4.771/1965) “está em sintonia com o princípio hermenêutico in dubio pro natura, que deve reger a interpretação ambiental para priorizar o sentido da lei que melhor atenda à proteção do meio ambiente”.

Segundo Sanseverino, esse princípio constitui uma exceção à regra hermenêutica de que as normas limitadoras de direitos – como são as ambientais – devam ter interpretação estrita. “A exceção é justificada pela magnitude da importância do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado”, ressaltou.

O relator afirmou que uma interpretação estrita do dispositivo legal poderia levar à conclusão de que a aquisição originária, por não estar expressamente prevista, estaria excluída da necessidade de averbação da reserva legal no ato de registro. Para ele, a dispensa, no caso de aquisição por usucapião, reduziria demasiadamente a eficácia da norma ambiental.

A interpretação estrita, segundo Sanseverino, conduziria a um “resultado indesejável”, contrário à finalidade protetiva da norma. O ministro observou que é possível tomar a palavra “transmissão” em sentido amplo, abrangendo também a usucapião.“Esse sentido mais amplo está em sintonia com o princípio in dubio pro natura, pois, havendo diversos sentidos de um dispositivo legal, deve-se privilegiar aquele que confere maior proteção ao meio ambiente”, ressaltou.

Esta notícia refere-se ao(s) processo(s):

REsp 1356207


Fonte: STJ









terça-feira, 14 de maio de 2019

RESTAURAÇÃO DE ECOSSISTEMAS: Acompanhando experiências internacionais para subsidiar as iniciativas de Niterói



COMENTÁRIO:

Através do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável), a Prefeitura de Niterói está desenvolvendo o projeto executivo para a implantação do Parque Orla de Piratininga (POP), cujas obras devem começar em outubro, vem avançando no projeto de renaturalização do Rio Jacaré, desenvolve o projeto de monitoramento do sistema lagunar de Piratininga e Itaipu e prepara-se para definir as medidas para a recuperação daquele ecossistema.

Além disso, Niterói dará início a um projeto de restauração de ecossistemas, que inclui as ilhas oceânicas como a do Imbui (Ilha do Veado) e ilhas da Menina, Pai e Mãe.

Essas são iniciativas pioneiras e em muitos aspectos inovadores, uma vez que poucos são os exemplos mais amplos de restauração de ecossistemas no país. Para garantir o sucesso das iniciativas, temos buscado a inspiração e acompanhado boas experiências internacionais em restauração de rios, lagoas e de áreas úmidas.

O texto abaixo mostra a experiência desenvolvida pelo US Fish and Wildlife Service de restauração de uma área úmida no litoral da Baía de Delaware, experiência que eu tive a chance de verificar em uma viagem às proximidades.

Também, estive visitando o trabalho de restauração de ecossistemas desenvolvido no estado de Maryland. Veja o registro de alguns desses trabalhos:

Visitando projetos de restauração de rios em Maryland, EUA

Outras postagens:

Mestranda da UFF faz visita técnica a Maryland para estudar impactos ambientais de dragagens
Estados do Rio e Maryland se unem para despoluir Baía de Guanabara

Axel Grael
Secretário
Secretaria de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói



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An aerial view of Prime Hook National Wildlife Refuge in Delaware in 2014. USFWS


Coastal Recovery: Bringing a Damaged Wetland Back to Life

BY JIM MORRISON

An ambitious wetlands restoration project is underway on Delaware Bay, where scientists are using innovative methods to revive a badly damaged salt marsh. The project could be a model for other places seeking to make coastal wetlands more resilient to rising seas and worsening storms.

Standing atop a 10-foot dune at the Prime Hook National Wildlife Refuge on Delaware Bay, refuge manager Al Rizzo describes one of the largest and most complex wetlands restoration projects ever mounted, a $38 million attempt to return 4,000 acres back to what nature intended.

Contractors hired by the U.S. Fish and Wildlife Service dredged more than 1 million cubic yards of sand from Delaware Bay to create 2 miles of beach and barrier dune that had been washed away by a series of storms beginning in 2006 and culminating with Hurricane Sandy in 2012. To stabilize the recreated dune, workers then planted half-a-million American beachgrass plugs and erected 10,000 feet of fencing. Down the beach, Fish and Wildlife staff are enclosing the nests of piping plovers, a threatened species that started breeding at the refuge only three years ago.

Inland, new plantings of Spartina patens — a native salt meadow grass that’s sensitive to water levels and salinity — poke out of the ground, an indicator of a healthy marsh. And throughout the Prime Hook wetlands, dredges have carved 25 miles of channels in an attempt to restore the natural flow of salty and brackish water. The 600,000 cubic yards of sediment produced by that project were cast onto the banks, creating sand flats that are being colonized naturally by Spartina alterniflora, another native grass.

Scientists say the project is a living experiment to understand what works and what doesn’t in wetlands restoration.

The goal of this work is to reverse the damage created by an ill-conceived project in the 1980s that aimed to convert Prime Hook’s salt marsh into a largely freshwater impoundment system, in part to attract more ducks, geese, and other birds for hunters and birdwatchers. But what Rizzo and others see at Prime Hook is more than the resurrection of a single marsh. They see a model for restoring vital wetlands worldwide by taking design cues from nature to recreate a resilient ecosystem — an increasingly vital task as climate change threatens coastlines with rising sea levels and stronger storms.

Scientists working on the Prime Hook project say it is a living experiment to better understand what works and what doesn’t in wetlands restoration. To that end, they have developed a sophisticated monitoring system that records water flow, dissolved oxygen levels, sediment flow, and other key markers. The goal is to rebuild a healthy tidal marsh with meandering channels, lush salt-tolerant grasses, and mudflats that attract a rich diversity of fish and birdlife.

“Every restoration is basically a research project,” says Chris Sommerfield, a University of Delaware oceanographer who is tracking sediment flow in and out of the refuge, a key to building habitat for grasses. “Every site is different. Every time we do a restoration we learn a lot that we can translate into better restoration practices. That’s important because we will be restoring wetlands forever.”

Wetlands are one of the most valuable and diverse ecosystems on the planet. Yet because of development, pollution, and the effects of climate change, they are disappearing at an accelerating rate. A major study released this week on the destruction of ecosystems and the loss of biodiversity said that more than 85 percent of the world’s wetlands have been lost since 1700.


Refuge manager Al Rizzo looks over an area planted with native Spartina grasses. JIM MORRISON/YALE E360


A key element in reversing that trend will be efforts to revitalize degraded marshes and devise strategies for protecting coastal wetlands as sea levels rise. And what researchers have confirmed in recent years is what land managers have been seeing anecdotally: Coastal wetlands, when preserved or restored, reduce flooding and erosion better than hard infrastructure like seawalls and levees. And they do it at a lower cost. In one recent study, researchers found that wetland restoration provided $8 in flood reduction benefits for every $1 invested. The study also found that solutions such as marsh and oyster reef restoration could help prevent more than 45 percent of flood damage over a 20-year period in the Gulf of Mexico alone, saving more than $50 billion.

But that’s only a portion of the value of wetlands. Although they cover less area globally than forests, wetlands sequester carbon more efficiently than woodlands. In a 2018 paper, Sommerfield valued carbon sequestration of tidal wetlands in the Delaware River estuary at $42,000 per square kilometer. The researchers noted that the estuary lost about an acre per day of wetlands from 1975 to 2011.


Prime Hook National Wildlife Refuge is located near the mouth of Delaware Bay. YALE E360


A quarter of Delaware remains wetlands. Like many states, it has a plan to conserve and restore them. The state is also a signatory to the Chesapeake Bay Watershed Agreement, which seeks to create or reestablish 85,000 acres of wetlands and improve the health of another 150,000 acres in the bay by 2025.

Programs to rebuild wetlands are gaining momentum globally. In Europe, a seven-year project aims to restore wetlands and connect former floodplains along the Danube River. In China, which has seen its wetlands rapidly disappear in the face of soaring economic growth, an ambitious plan has been launched to restore nearly 9,000 acres of wetlands north of Shanghai. In Australia, the government of New South Wales, working with The Nature Conservancy and the Nari Nari Tribal Council, has launched a major project to restore 210,000 acres of wetlands in the Murrumbidgee Valley. In England, an initiative on Wallasea Island is seeking to repair more than 1,600 acres of wetlands by recreating an ancient landscape of mudflats and salt marsh, lagoons, and pasture.

The Ramsar Convention signed by 168 countries calls for a “wetland decade”from 2021 to 2030 to restore and preserve wetlands. In the United States, the National Oceanic and Atmospheric Administration has created a wetlands Restoration Center, and the U.S. Army Corps of Engineers, long builders of human-centric infrastructure solutions, has begun an Engineering With Nature Initiative.

Humans messing with the hydrology of the Prime Hook refuge had created an unnatural disaster.

Engineering with nature is how Rizzo and Bart Wilson, Prime Hook’s restoration project manager, describe their approach to restoring nearly half of the refuge’s 10,000 acres. The Prime Hook National Wildlife Refuge was established in 1963, and until the 1980s, it remained a healthy East Coast salt marsh. Then, managers decided to convert a portion into a freshwater marsh with large areas of open water to attract more migratory waterfowl, among other things. Tide gates were installed across creeks and a canal, reducing the flow of saltwater from Delaware Bay. Freshwater surface runoff was allowed to increase.

A series of storms starting in 2006 opened breaches in the refuge’s line of dunes, inundating the re-engineered system with saltwater, which killed the marsh grasses and turned a healthy riparian forest inland into a ghostly wasteland of skeletal trunks. A county road running through the refuge to a strip of homes on the beach flooded nearly every high tide. Saltwater crept into nearby farm fields, rendering them useless. The cycle of algae bloom and death led to fish kills.

“It was a stink hole,” Rizzo says. Humans messing with the hydrology of the refuge had created an unnatural disaster.

The current restoration project, funded with federal money through the Hurricane Sandy Disaster Relief Act, involves a long list of state and federal agencies, as well as conservation groups such as Ducks Unlimited, The Nature Conservancy, and the Delaware Nature Society.


The $38 million restoration plan involves rebuilding beaches and dunes and restoring nearly half of Prime Hook's 10,000 acres to salt marsh. JIM MORRISON/YALE E360


Rizzo and Wilson hired private contractors to do extensive hydrodynamic modeling, relying on data that had been collected in the decade since the 2006 breach. Their goal was to let nature dictate their course, and the models said the best way to do that was to restore the natural hydrology so water levels would drop and recreate the marsh.

Jeff Tabar, a senior coastal engineer with the global design firm Stantec ran the models with his team. “This scale of modeling had not been attempted before,” says Tabar, who has worked on projects from New England to the Gulf of Mexico. “The intent was to have this design process and project be a template that could be used elsewhere for refuges, preserves, and restoration projects.”

Running models requiring computer calculations that took weeks to complete, they evaluated 12 scenarios. What if they closed the breaches inundating the marsh with saltwater? What if they did nothing? What if they closed the breaches and created an inlet between the Delaware Bay and the refuge? In all, the team spent a year running, adjusting, and re-running the models to produce a design.

“You need to understand what’s broken,” Wilson says. “If you can’t understand that, you can restore it and it will revert right back.”

“Our objective is to allow the system to adjust itself and work based on normal coastal dynamics,” says the refuge manager.

What they found was the refuge didn’t have an elevation problem; it had a plumbing problem. If they closed the breaches in the dune and opened the waterways through the refuge based on historic tidal channels, the water levels would go down rather than being trapped in impoundments. Sediment would flow to create mudflats, setting the stage for vegetation to recolonize. Researchers needed to know whether there would be enough salt to grow and sustain a salt marsh. They needed to get the water levels right for Spartina grass to grow. They needed enough sediment on the land side of the dune to build a platform for vegetation.

“Modeling doesn’t hold every answer,” Wilson says, standing over before-and-after aerial photos of the refuge in a conference room, “but it puts you on a path using science to set you up for a good design and better success.”

Restoration work began in October 2014 with the closing of the breaches by constructing the beach and dunes. The restored dunes are now nearly 10 feet high, allowing for overwash that will dissipate storm energy. Behind it, they built a platform of sand planted with grasses extending into the marsh. When the dune naturally migrates inland, rolling over from wave and storm action, it will have a place to land.

A plane scattered Spartina, millet, and other seeds over 1,000 acres. Later, workers disseminated smaller seedlings by hand. A dredging company created what Rizzo calls the neural network of the refuge by digging 25 miles of channels so water would flow as it once had.


The transformation of an area of Prime Hook from 2015 t0 2017 following dune building and planting of native grasses. USFWS


So far, the results are encouraging. Birds have returned, including a variety of ducks that hunters feared were gone for good. Eels, bass, crabs, perch, flounder, and other fish are increasing in numbers. But the project is still young. “In terms of the long-term trajectory, it’s too early to tell,” Sommerfield says. “It will be another 10 years to know if the grasses are growing in the right location at the density to keep the landscape stable.”

On a spring afternoon with an easterly wind blowing water into the marshes, Rizzo pulls over on Prime Hook Road, the refuge’s central artery. An electronic sign at the road’s entrance that warns drivers when it is flooded hasn’t blinked since the restoration; the marsh is once again naturally absorbing high tides and storm surge.

“It’s pretty amazing we have as much regrowth as we do,” Rizzo says. Small circles of Spartina alterniflora that sprouted naturally dot the dark mudflats. Along the channels, grasses grow thicker. Phragmites, a non-native invasive grass, grows along the edges of the Spartina stands, but it’s been sprayed with herbicide, one of the few nods to continuing intervention.

“Our primary objective was to set the table to allow the system to adjust itself and work based on normal coastal dynamics,” says Rizzo. “What we’re doing now is sitting back and watching.”


Dredging work designed to return the natural flow of water into the Prime Hook refuge. BART WILSON/USFWS

Volunteer workers plant native Spartina grass as part of the restoration effort at the refuge. BART WILSON/USFWS


Jim Morrison writes about the environment, travel, the arts, and business. His stories have appeared in Smithsonian, The New York Times, The Wall Street Journal, National Wildlife, Pacific Standard, The Washington Post, and numerous other publications. He lives in Norfolk, Virginia.