sábado, 26 de maio de 2018
NITERÓI DE BICICLETA: participei de encontro técnico com a Prefeitura do Rio
Ontem, 25/05, a convite da secretária municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação do Rio de Janeiro, Verena Andreatta, participei do debate "Bicicleta na Cidade", parte da Série de Debates "Olhar Urbano, Olhar Humano", promovido pela SMUIH e que teve a mediação de Simone Costa, assessora da Coordenadoria de Projetos da Subsecretaria de Urbanismo da SMUIH.
No evento, que contou com a presença de boa parte da equipe técnica e de dirigentes da SMUIH e da Secretaria da SECONSERMA, apresentei a experiência de implantação do programa Niterói de Bicicleta, vinculado à Secretaria Executiva de Niterói, e abordei a integração com o programa cicloviário da Cidade do Rio de Janeiro.
O debate também contou com a sempre inspiradora participação do José Lobo, pioneiro do cicloativismo, colaborador e incentivador do Niterói de Bicicleta e presidente da Associação Transporte Ativo, que palestrou sobre o tema "A bicicleta pelo Brasil".
Fui acompanhado no evento pela arquiteta e urbanista Cláudia Tavares, coordenadora do Programa Niterói de Bicicleta, e por Filipe Simões, assessor técnico do programa.
Estamos combinando com a equipe da SMUIH que o próximo encontro será em Niterói.
Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói
sexta-feira, 25 de maio de 2018
PRO-SUSTENTÁVEL: procedimentos de licitação para estudos nas lagoas continuam avançando
No dia 26 de abril, a Prefeitura Municipal de Niterói publicou a Concorrência Pública N° 002/2018, com a minha autorização e com o seguinte objeto:
Contratação de Empresa Especializada para a Elaboração de Estudos para Análise da Condição Ambiental do Sistema Lagunar Piratininga- Itaipu e Proposição das Ações necessárias à melhoria da sua dinâmica ambiental e hídrica, bem como a redução do aporte de nutrientes às lagoas, visando aos usos múltiplos, especificados e quantificados na forma do Termo de Referência Anexo I.
O Edital é parte do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-SUSTENTÁVEL), desenvolvido pela Prefeitura de Niterói, com recursos captados junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), com a finalidade de investir em projetos ambientais, em infraestrutura urbana e mobilidade para a Região Oceânica da cidade.
Como parte dos procedimentos de licitação para a contração, empresas interessadas em participar do processo licitatório participaram de uma visita a campo acompanhada pela equipe da UGP/PRO-Sustentável para que sejam tiradas dúvidas quanto ao escopo dos trabalhos.
Vamos em frente!
Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói
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quinta-feira, 24 de maio de 2018
Barco da brasileira Martine Grael bate recorde e assume ponta na Volvo Ocean Race
João Prata, Estadão Conteúdo
O barco holandês AkzoNobel, que tem a brasileira Martine Grael na tripulação, quebrou nesta quinta-feira o recorde de milhas percorridas em um intervalo de 24 horas na história da Volvo Ocean Race. A marca foi alcançada após uma sequência de recordes.
O dia histórico da regata de volta ao mundo começou com os holandeses do Team Brunel conseguindo igualar a marca de 2015 do Abu Dabu Ocean Racing, que navegou 550,8 milhas náuticas em 24 horas (cerca de 991 quilômetros).
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| Martine Grael Foto: Amalia Infante/Volvo Ocean Race |
No entanto, logo em seguida, o AkzoNobel quebrou a marca com 566,02 milhas náuticas. As equipes passaram então a se revezar com os melhores tempos da história. O Team Brunel chegou a 576,34. E aí o AkzoNobel baixou por mais duas vezes o recorde, fechando provisoriamente o dia com 585 milhas náuticas percorridas no intervalo de 24 horas.
Com essas marcas, o veleiro de Martine Grael ocupa provisoriamente a liderança da nona etapa da competição, seguido de perto pelo Brunel. O barco dinamarquês/norte-americano do Vestas 11th Hour Racing ocupa o terceiro lugar, com os chineses do Dongfeng Race em quarto.
Nas três últimas colocações estão os veleiros que optaram inicialmente por navegar mais ao norte. Mas por conta da forte corrente de vento ao sul eles trocaram a estratégia e agora estão na mesma rota dos quatro primeiros colocados.
O barco da Onu, o Turn The Tide On Plastic, é o quinto, com os espanhóis da Mapfre, os atuais líderes do campeonato, em sexto. Os chineses do Sun Kung Kai/Scallywag estão em último e são os que navegam mais ao sul.
A velocidade alcançada acontece em condições extremas, em baixa temperatura, com chuva e fortes ondas. Em um período como esse os velejadores esquecem a escala de descansar a cada quatro horas. A maioria sobe para convés e fica preso por uma corda para evitar a queda em alto mar. Na parte de baixo do veleiro fica apenas o navegador orientando eventuais mudanças de rota.
Com essas marcas, o veleiro de Martine Grael ocupa provisoriamente a liderança da nona etapa da competição, seguido de perto pelo Brunel. O barco dinamarquês/norte-americano do Vestas 11th Hour Racing ocupa o terceiro lugar, com os chineses do Dongfeng Race em quarto.
Nas três últimas colocações estão os veleiros que optaram inicialmente por navegar mais ao norte. Mas por conta da forte corrente de vento ao sul eles trocaram a estratégia e agora estão na mesma rota dos quatro primeiros colocados.
O barco da Onu, o Turn The Tide On Plastic, é o quinto, com os espanhóis da Mapfre, os atuais líderes do campeonato, em sexto. Os chineses do Sun Kung Kai/Scallywag estão em último e são os que navegam mais ao sul.
A velocidade alcançada acontece em condições extremas, em baixa temperatura, com chuva e fortes ondas. Em um período como esse os velejadores esquecem a escala de descansar a cada quatro horas. A maioria sobe para convés e fica preso por uma corda para evitar a queda em alto mar. Na parte de baixo do veleiro fica apenas o navegador orientando eventuais mudanças de rota.
FILHA PERSEGUE MARCA DO PAI
A Volvo Ocean Race navega desde a temporada 2014/2015 com barcos de 65 pés. Quando a competição era disputada com veleiros de 70 pés, o Ericsson 4, que tinha como capitão Torben Grael, pai de Martine, alcançou a melhor marca da história. O recorde veio na edição 2008/09 e é de apenas 11,4 milhas a mais do que o AkzoNobel.
Na atual temporada, os sete barcos estão na disputa da nona etapa, que saiu de Newport, nos Estados Unidos, em direção a Cardiff, no País de Gales, em um trajeto de 3,3 mil milhas náuticas. É a antepenúltima perna da competição e tem previsão de chegada para a próxima terça-feira.
A Volvo Ocean Race navega desde a temporada 2014/2015 com barcos de 65 pés. Quando a competição era disputada com veleiros de 70 pés, o Ericsson 4, que tinha como capitão Torben Grael, pai de Martine, alcançou a melhor marca da história. O recorde veio na edição 2008/09 e é de apenas 11,4 milhas a mais do que o AkzoNobel.
Na atual temporada, os sete barcos estão na disputa da nona etapa, que saiu de Newport, nos Estados Unidos, em direção a Cardiff, no País de Gales, em um trajeto de 3,3 mil milhas náuticas. É a antepenúltima perna da competição e tem previsão de chegada para a próxima terça-feira.
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Team AkzoNobel sets new VO65 24-hour speed record
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| Image © Konrad Frost/Volvo Ocean Race |
Team AkzoNobel has set a new outright 24-hour distance record for the Volvo Ocean 65 class.
Sailing in stormy conditions at speeds touching 30 knots (55 kilometers per hour) on the fifth day of Leg 9 of the Volvo Ocean Race across the Atlantic from Newport to Cardiff, the team AkzoNobel sailors clocked up a new benchmark distance of 567.03 nm (1,050 km) in a 24-hour period.
The team’s record setting performance has also carried them into the overall leg lead having overtaken Team Brunel (NED) with fewer than 1,500 nautical miles (2,778 km) left to race to Cardiff.
“We have just been ripping,” said helmsman and sail trimmer Justin Ferris (NZL). “We’ve knocked out a nice little record here. How long it holds, who knows? A nice feeling. Cheers to that!”
Sailing in stormy conditions at speeds touching 30 knots (55 kilometers per hour) on the fifth day of Leg 9 of the Volvo Ocean Race across the Atlantic from Newport to Cardiff, the team AkzoNobel sailors clocked up a new benchmark distance of 567.03 nm (1,050 km) in a 24-hour period.
The team’s record setting performance has also carried them into the overall leg lead having overtaken Team Brunel (NED) with fewer than 1,500 nautical miles (2,778 km) left to race to Cardiff.
“We have just been ripping,” said helmsman and sail trimmer Justin Ferris (NZL). “We’ve knocked out a nice little record here. How long it holds, who knows? A nice feeling. Cheers to that!”
That might not be the end of the story: both team AkzoNobel and Team Brunel are charging at full pace and while the AkzoNobel crew currently has the upper hand we will need to wait a few hours more to see which team holds emerges with the 24-hour distance record when the conditions begin to moderate.
“We are not going to stop there - we are going to keep on pushing, keep on breaking this record,” said bowman Brad Farrand (NZL) “It’s around 560. We are going for 600!”
Fonte: Team AKZONOBEL
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Projeto global quer instalar sonar em veleiros e navios de carga para mapeamento completo dos oceanos
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| Imaginamos o fundo do mar como uma superfície plana e arenosa, mas a realidade é muito diferente (Foto: Getty Images) |
Apenas 15% do oceano do planeta é mapeado; ideia é juntar dados transmitidos para ajudar especialistas em a criar atlas submarino global Seabed 2030.
Geólogos mapearam cadeias montanhosas, desertos e florestas. Astrônomos desbravaram o céu. Mas os oceanos do planeta continuam em grande parte inexplorados. Há quem diga que conhecemos melhor a Lua ou até mesmo Marte do que nosso próprio fundo do mar.
O terreno marinho desempenha um papel fundamental no ecossistema. Relevos e vales submersos determinam padrões climáticos e correntes marítimas; a topografia do oceano influencia o manejo da pesca, que alimenta milhões de pessoas; quilômetros de cabos subaquáticos conectam bilhões de indivíduos à internet; montes submarinos oferecem proteção contra ameaças costeiras, como possíveis furacões ou tsunamis, e podem até dar pistas sobre a movimentação pré-histórica dos continentes ao sul do planeta.
Em 2017, uma equipe internacional formada por especialistas de diversas partes do mundo deu o pontapé inicial para elaborar um mapa completo de todos os oceanos, como parte do projeto sem fins lucrativos Gráfico Batimétrico Geral dos Oceanos (Gebco, na sigla em inglês).
Enquanto os primeiros oceanógrafos se esforçavam para vasculhar o fundo dos oceanos de nó (1 milha náutica – 1,852 km – por hora) em nó, os avanços recentes na tecnologia sonar permitem que uma única embarcação forneça milhares de quilômetros quadrados de mapas de alta resolução durante uma única expedição.
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| Algumas áreas do fundo do oceano apresentam intensa atividade vulcânica | Foto: Science Photo Library (Foto: Science Photo Library) |
Mas as tão esperadas descobertas subaquáticas não são apenas de interesse dos cartógrafos ou pesquisadores marinhos. Muito abaixo da superfície do oceano há um tesouro enterrado: metais preciosos, elementos de terras-raras, petróleo e diamantes – riquezas que até hoje são inacessíveis, inclusive para os exploradores mais obstinados.
Alguns ambientalistas temem que a criação do mapa permita às indústrias extrativas lucrar com esses recursos naturais, colocando em risco habitats marinhos e comunidades costeiras.
Um mapa batimétrico global – isto é, um levantamento completo do fundo do oceano - certamente oferecerá uma compreensão melhor do nosso Planeta Azul, mas também pode nos levar a um universo outrora reservado à ficção científica: robôs submarinos, vulcões subaquáticos, joias marinhas, corais com propriedades farmacêuticas, plumas de sedimentos tóxicos e empreendimentos oceânicos desprovidos de seres humanos ou embarcações.
A questão é: uma vez que o mapa estiver pronto, será que ele vai ser usado como uma ferramenta em prol da conservação e do gerenciamento responsável? Ou como um "mapa do tesouro", funcionando como um guia para exploração e extração?
"Apenas 15% do oceano do planeta é mapeado".
Apenas 15% do oceano do planeta é mapeado. Basta acessar o Google Earth e dar um zoom no meio do Pacífico, por exemplo. Você vai encontrar uma representação do fundo do mar com base na batimetria por satélite e derivada da gravidade: de baixa resolução, indireta e muitas vezes imprecisa. Considerando que mapeamos o Sistema Solar e o genoma humano, é surpreendente que não haja nenhum levantamento do fundo do mar. Mas a razão é simples: os oceanos são vastos, profundos e praticamente impenetráveis – a água fica literalmente no caminho dos pesquisadores.
Durante séculos, mapear as profundezas do oceano significava enfrentar o alto mar, pendurar linhas de prumo na lateral do navio (para determinar a profundidade) e depois traçar as descobertas essenciais em mapas cartográficos. Os marinheiros transformaram seus levantamentos em mapas já no século 16, mas naquela época não existiam padrões internacionais para terminologias ou escalas, o que significa que os primeiros mapas não eram apenas ferramentas rudimentares de navegação, mas também confusos e contraditórios.
Só a partir da virada do século 20, época marcada pelo crescente interesse no mundo natural, que um grupo de geógrafos se reuniu sob a liderança do príncipe Albert 1º, de Mônaco, para criar os primeiros gráficos internacionais do oceano - que, mais tarde, dariam origem ao Gebco. O príncipe estava fascinado pela relativamente nova ciência da oceanografia e encomendou quatro iates de pesquisa para explorar o Mediterrâneo.
Mais de 100 anos depois, o Gebco e a Nippon Foundation anunciaram formalmente o lançamento do Seabed 2030, projeto colaborativo que tem como objetivo mapear todo o fundo do mar até 2030. A ideia é usar dados coletados de embarcações ao redor do mundo - incluindo levantamentos das primeiras expedições.
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| Primeiros mapas não eram apenas ferramentas rudimentares de navegação, mas também confusos e contraditórios (Foto: Getty Images) |
Os navios modernos, como os usados na empreitada, são equipados atualmente com batimetria multifeixe – sistema sonar que emite ondas sonoras em forma de leque sob o casco da embarcação. Cada feixe sonar mede o tempo que leva para um sinal atingir o fundo do mar e retornar à superfície, calculando assim a profundidade da água, que pode ser marcada como uma coordenada em uma matriz de dados batimétricos.
"Os múltiplos feixes ampliam a área do mapa e nos oferecem uma cobertura maior", explica Vicki Ferrini, presidente do subcomitê do Gebco para mapeamento submarino.
A maioria dos navios já conta com a tecnologia sonar para identificar obstáculos e navegar, mas as embarcações com multifeixes aumentam consideravelmente a área do fundo do mar que os pesquisadores podem rastrear.
"É como aparar a grama com um cortador motorizado em vez de usar um equipamento manual", compara Ferrini.
"Um levantamento batimétrico feito com múltiplos feixes modernos vai muito além de apenas dirigir um navio ao redor do oceano", diz o contra-almirante Shepard Smith, diretor do Escritório de Pesquisa Costeira da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, em inglês), que contribui para o Seabed 2030.
"Os dados do sonar são valiosos, mas particularmente em áreas onde não temos nada."
"No Pacífico ou no Ártico, por exemplo, linhas de rastreamento individuais podem ser bastante úteis para entender melhor as áreas mal mapeadas", acrescenta.
O Gebco espera mitigar esse problema incentivando navios de carga, barcos de pesca e embarcações de lazer a participarem do projeto, transmitindo seus dados em tempo real e transformando o mapa submarino efetivamente em um crowdsourcing (conteúdo colaborativo, criado pelos usuários).
A organização também oferece uma espécie de "livro de receitas": um manual de referências técnicas sobre a construção de grades batimétricas, que pode ajudar os países em desenvolvimento a usar os conhecimentos compartilhados.
Os colaboradores também são convidados a sugerir nomes para vários elementos subaquáticos - colinas, cumes, recifes, caldeiras e valas, para citar alguns - enviando uma carta à Organização Hidrográfica Internacional, em Mônaco.
O mapa vigente está baseado no Data Center Oceanográfico Britânico, no Reino Unido. E pode ser acessado por meio de um aplicativo marítimo para o sistema operacional iOS.
"Todo mundo – de pesquisadores a formuladores de políticas públicas e o público em geral – pode acessar os dados atuais", observa Helen Snaith, líder do Centro Global do SeaBed 2030.
Talvez nenhuma expedição moderna revele a complexidade do mapeamento dos oceanos em águas profundas de forma mais impressionante que a busca pelo avião da Malaysian Airlines (MH370), desaparecido desde 2014. As investigações indicam que a aeronave, que seguia em direção a Pequim, caiu em uma área remota do Oceano Índico. A região era tão mal mapeada que as equipes de resgate tiveram que fazer um levantamento básico da área de busca antes de elaborar um mapa mais preciso com resolução suficiente para detectar os destroços.
E, na verdade, a região era profunda demais para ser explorada com o mapeamento baseado em navios. Em águas mais rasas, rebocadores equipados com sonar são puxados por uma embarcação tripulada, mas a profundidade do Oceano Índico, o clima de monções e as fortes correntes marítimas tornam quase impossível a navegação de veículos rebocados. Então, em vez disso, os peritos enviaram uma frota de veículos subaquáticos autônomos (AUVs, na sigla em inglês).
Embora a robótica submarina ainda esteja engatinhando, as pesquisas em águas profundas dependem cada vez mais de submarinos para vasculhar o leito marinho em busca de um mapeamento mais detalhado.
"Os AUVs apresentam muitas vantagens", diz James Bellingham, diretor do Instituto Woods Hole de Robótica Marinha, em Massachusetts, nos EUA.
"Eles são mais rápidos, fornecem inspeções do fundo do mar em alta resolução, incluindo avaliação de risco, reduzem os custos iniciais de capital e proporcionam maior acesso ao oceano", explica.
Um sistema batimétrico de múltiplos-feixes apropriado custa muitos milhões de dólares e requer operadores treinados para classificar os dados, uma vez que os navios, por definição, flutuam na superfície do oceano – não abaixo dele.
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| Grande parte do oceano não faz parte das rotas marítimas, sendo raramente navegado (Foto: Getty Images) |
Os AUVs, por outro lado, não são tão caros e são idealmente adequados para grandes extensões de águas remotas e abertas. Pesquisadores estão projetando atualmente novos modelos que podem ser lançados da terra e precisam ser alimentados apenas por baterias. É claro que esses ativos também apresentam riscos: as baterias precisam ser recarregadas, os sistemas de navegação devem ser monitorados a partir de navios próximos e um AUV avariado deve ser levado de volta ao porto para manutenção.
Segundo Bellingham, "no futuro, um veículo autônomo de superfície poderá rebocar veículos subaquáticos", eliminando assim os seres humanos de todos os aspectos do mapeamento no mar.
O Oceano Índico é conhecido, em sânscrito, como Ratnakara, que seria "mina de pedras preciosas". O nome é de fato profético: entre as montanhas e vales submarinos deste longínquo oceano estão escondidos grandes reservatórios de recursos naturais, incluindo ligas metálicas raras, petróleo, fontes hidrotermais e até diamantes. Esse tesouro subaquático já está no radar comercial - e um punhado de exploradores começou a fazer seus próprios mapas de alta resolução do fundo do mar.
Segundo Ferrini, essas informações podem ser valiosas para os pesquisadores. E as empresas petrolíferas, mineradoras e de análises sísmicas podem decidir compartilhar dados reduzidos ou com resolução mais baixa para o mapa do Gebco, protegendo seus interesses comerciais e acrescentando informações importantes ao projeto de 2030.
Por exemplo, o grupo De Beers, corporação internacional especializada em mineração de diamantes, fechou uma parceria com o governo da Namíbia há mais de 20 anos para explorar diamantes ao longo da costa do país, rico em minerais. Recentemente, a companhia acrescentou à sua frota naval vários AUVs - parte de um sistema de perfuração e mineração que pode vasculhar a superfície do fundo do mar, soltar sedimentos profundos do leito marinho em busca de diamantes brutos e transportá-los por centenas de metros até a superfície.
Enquanto a mineração de ouro, estanho e diamantes em águas rasas é um empreendimento realizado há décadas, a mineração comercial em águas profundas é uma indústria nova. E seu impacto ambiental ainda é desconhecido. Os cientistas preveem, entre outras coisas, a degradação do habitat natural, com recuperação lenta e incerta, vazamento químico nos transportes e extinção de espécies.
Um porta-voz da De Beers afirmou, por sua vez, que a empresa "não faz mineração em áreas consideradas com alta diversidade de vida marinha".
"A recuperação do leito marinho (após a mineração) ocorre naturalmente durante um determinado tempo e é auxiliada pelo sedimento que nós devolvemos para o fundo do mar", acrescentou.
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| Criação de mapa requer a cooperação de diferentes partes que têm objetivos distintos - e muitas vezes opostos (Foto: Getty Images) |
"É uma corrida", diz Bellingham.
"Uma corrida para se chegar a uma compreensão básica do nosso oceano, antes de alterá-lo dramaticamente. Já perdemos essa corrida no Ártico: a vida marinha que vivia no gelo não sobrevive mais", ressalta.
Além dos efeitos óbvios da mudança climática, parte das nossas águas também se tornou vítima da "urbanização oceânica": o fundo do mar está repleto de oleodutos, cabos submarinos de fibra óptica e espaços para aquicultura – o que sugere que estamos ansiosos para explorar nossas águas antes mesmo de conhecê-las adequadamente.
Com ou sem mapa, as leis marítimas internacionais restringem atualmente a mineração em águas profundas a mais de 200 milhas da costa - distância a partir da qual os países não têm mais jurisdição sobre suas águas. A Convenção das Nações Unidas (ONU) sobre o Direito do Mar é o arcabouço jurídico que define os direitos e deveres dos Estados no uso e exploração dos oceanos.
O Artigo 76 da Convenção refere-se repetidamente à "plataforma continental", extensões de terra submersas que terminam nos "abismos" oceânicos. A lei estabelece que a vida marinha deve ser protegida e que a receita proveniente de qualquer empreendimento de mineração nesta região deve ser compartilhada com a comunidade internacional.
O oceano profundo é o maior e menos compreendido habitat de vida animal e vegetal na Terra. Dois terços do nosso planeta correspondem a um paraíso marinho de beleza e mistério. São regiões caracterizadas pela alta pressão, baixas temperaturas e escuridão quase constante. Mas abrigam uma variedade de criaturas surpreendentes - o polvo-dumbo, a lula-vampira-do-inferno, o tubarão-fantasma, caranguejos-aranha, corais e enguias elétricas - organismos fora do comum que apresentam adaptações evolutivas impressionantes.
Embora esses habitantes subaquáticos tenham mudado pouco desde a era dos dinossauros, eles não são muito resistentes. Demoram a se reproduzir e são altamente sensíveis a distúrbios.
Um atlas submarino internacional requer a cooperação de diferentes partes que têm objetivos distintos (e muitas vezes opostos): de autoridades do governo e oceanógrafos a operadores de submarinos militares, pescadores e mineradores offshore. Uma vez que as informações batimétricas detalhadas forem divulgadas, medidas preventivas devem ser tomadas para proteger tanto o mapa quanto a paisagem que ele descreve.
"Um mapa de alta resolução é um investimento na gestão responsável do fundo do mar nos próximos séculos", diz o contra-almirante Smith.
De fato, a preservação dos oceanos depende de uma administração consciente - especialmente quando nos voltamos para suas profundezas em busca de recursos naturais que não conseguimos mais encontrar em terra.
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.
Fonte: G1
Apenas 10% das terras protegidas estão totalmente livres da atividade humana, diz estudo
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| Algumas áreas protegidas têm atividade humana limitada, desde que convivam preservando a biodiversidade e o equilíbrio ecológico (Foto: Ascom MPF/MS) |
Levantamento publicado na 'Science' nesta quinta-feira (17) mediu atividade humana em terras sob proteção ambiental; um terço está sob forte ameaça.
Um terço da terra protegida está sob intensa pressão humana por processos que incluem a construção de estradas, a agricultura e a urbanização, mostra estudo publicado na "Science" nesta quinta-feira (17). O levantamento fez uma avaliação do impacto da atividade humana em terras protegidas -- a última análise dessa escala, segundo autores, foi feita em 1992.
De todas as terras sob proteção, 33% estão sob intensa atividade humana -- enquanto 42% estão livre de pressões mensuráveis. Apenas 10% dessas terras estão totalmente livres de atividade humana -- mas a maior parte da área está em terras remotas, como em regiões da Rússia e do Canadá.
De acordo com a União Internacional para a Conservação da Naureza, método adotado pela ONU e a Convenção sobre a Diversidade Biológica, uma área protegida deve manter a integridade ecológica e condições naturais; nesse sentido, espécies e seus hábitats devem se manter protegidos da ação humana para que processos ecológicos e evolutivos se mantenham.
Há uma clara relação entre atividade humana e o declínio da biodiversidade", escreveram os autores.
Um outro ponto a se considerar é que a atividade humana não responde por toda a pressão que se coloca na natureza -- outros fatores, como a mudança climática também interferem no equilíbrio ecológico de áreas sob preservação.
Outra pesquisa publicada na mesma edição da 'Science' desta quinta-feira (17) mostrou que até 2100, muitas espécies de plantas e vertebrados perderão seus habitats se o aquecimento global chegar a mais de 2º C -- o maior impacto será sentido para os insetos, que perderão 18% de suas faixas de ambiente naturais.
Fonte: G1
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PRO-SUSTENTÁVEL: Estive em reunião com moradores da comunidade da Beira da Lagoa
Na terça-feira, 22 de maio, estive com os moradores da comunidade da Beira da Lagoa para apresentar detalhes dos projetos de implantação do Parque Orla de Piratininga (POP), do Sistema Cicloviário da Região Oceânica, da Renaturalização do Rio Jacaré e as medidas para a recuperação do sistema lagunar de Piratininga e Itaipu. Todas estas iniciativas fazem parte do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável), desenvolvido pela Prefeitura de Niterói sob a coordenação da Secretaria Executiva e com financiamento do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).
Como é possível verificar nos links incluídos na presente postagem, quase todas estas iniciativas já estão em fase de licitação para os projetos executivos ou com editais prestes a serem lançados, como é o caso do Sistema Cicloviário.
Desde os primeiros passos do planejamento de cada componente do PRO-Sustentável, temos mantido o diálogo com a população através de audiências públicas ou reuniões temáticas e com comunidades locais.
A reunião com a comunidade da Beira da Lagoa, foi coordenada pelo presidente do Centro Pro-Melhoramento da Lagoa de Piratininga, Angelino Conceição.
Eu fui acompanhado pelo deputado Comte Bittencourt, das técnicas da equipe da UGP/PRO-Sustentável Victoria Chermont e Andressa Ferreira Lima e de Cinthia Martins.
Vamos em frente.
Axel Grael
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quarta-feira, 23 de maio de 2018
SIGEO NITERÓI: Prefeitura lançou plataforma de informações georreferenciadas
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| Durante o meu pronunciamento durante o evento de lançamento do portal do SIGEO NITERÓI. |
A Prefeitura de Niterói lançou ontem, 22/05, o portal do Sistema de Gestão da Geoinformação de Niterói (SIGEO NITERÓI), que passa agora a estar disponível para o uso público sem custo para o usuário.
O SIGEO NITERÓI é uma iniciativa da Prefeitura de Niterói implantado como parte do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão de Social (PRODUIS), com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e coordenado pela UGP-PRODUIS, vinculado à Secretaria Executiva da Prefeitura de Niterói.
Em 2017, o SIGEO NITERÓI recebeu o prêmio de melhor iniciativa municipal de gestão da geoinformação no país (Prêmio MundoGEO#Connect 2017, categoria "Gestão Municipal"), anunciado durante evento MundoGeo Connect, evento que reúne as principais empresas e profissionais em geotecnologias.
Em função da premiação, fomos convidados para apresentar o SIGEO Niterói na ESRI User Conference, em San Diego, Califórnia, em julho de 2017. Recentemente, a ESRI publicou um vídeo com uma entrevista minha, citando a experiência de Niterói como um exemplo de aplicação de gestão da geoinformação para o planejamento de cidades.
O objetivo é integrar numa mesma plataforma todas as informações georreferenciada da Prefeitura de Niterói e facilitar o acesso e o uso a esta base de dados para fins de planejamento e estruturação de políticas públicas conduzidas pelos diversos órgãos da administração municipal. Além dos profissionais da Prefeitura, o SIGEO NITERÓI também é um importante recurso para viabilizar o avanço de Niterói rumo a uma Cidade Inteligente, subsidiar pesquisas acadêmicas, estudos comerciais e o desenvolvimento aplicativos para o uso do cidadão.
Veja, abaixo, alguns exemplos de informação e aplicativos já disponíveis no Portal:
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| ARBORIBUS: Cadastro georreferenciado da arborização pública da cidade. |
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| Programa Enseada Limpa: balneabilidade nas praias de Niterói. |
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| Programa Niterói de Bicicleta: Infraestrutura cicloviária. |
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| Mosaico de ortofotos de perfilamento a laser. |
Contamos com a presença de mais de 500 pessoas, com a representação formal de cerca de 86 instituições (empresas, órgãos públicos, universidades etc.). Dentre os presentes, cabe destaque dirigentes e técnicos representando as Prefeitura de Macapá (AP), Santos e Guarujá (SP), além de representantes da UFRJ, UFF, UNIRIO, PUC-Rio, FGV, UERJ, Estácio, La Salle e vários membros da equipe da Câmara Metropolitana do Rio de Janeiro.
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| Alunos da FAETEC/Henrique Lage. |
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| Representantes das prefeituras de Rio das Ostras com José Augusto Paixão Gomes (direita), um dos mentores do SIGEO NITERÓI. |
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| Algumas das instituições presentes no evento de lançamento do SIGEO NITERÓI. |
Para dar continuidade ao SIGEO NITERÓI, a equipe da Prefeitura de Niterói já está agendando encontros com instituições acadêmicas, SEBRAE e outras instituições visando desenvolver parcerias e promover o aproveitamento da plataforma como motivação para o desenvolvimento de aplicativos.
Já temos palestras sendo agendadas com o Consulado da Holanda, com o Ministério Público do RJ, UFF, UERJ e FAETEC.
Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói
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22/05/2018 – A Prefeitura de Niterói lançou, nesta terça-feira (22.05), no Teatro Popular Oscar Niemeyer, o portal do Sistema de Gestão da Geoinformação (Sigeo) para o uso público. O Sigeo, que pode ser acessado no endereço www.sigeo.niteroi.rj.gov.br, é uma plataforma de gestão do território e de integração de processos e de pessoas através de informações georreferenciadas. Estão integradas à plataforma de informação as secretarias de Fazenda, Urbanismo e Mobilidade, Defesa Civil, Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Conservação e Serviços Públicos, Saúde, Educação, entre outras.
Com o sistema Sigeo, uma pessoa interessada em abrir uma empresa ou estabelecimento comercial em determinado bairro terá acesso a informações como quantas empresas existem naquele local, a renda da população, entre outras.
Um outro exemplo é a área que reúne informações urbanísticas da cidade. Uma pessoa que quiser comprar um terreno para construir um imóvel saberá com precisão quais os parâmetros para construção nos diversos bairros da cidade, como o gabarito permitido na área.
Também será possível acessar o Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM), que consiste em um sistema de informação que integra dados diversificados para atender as necessidades de vários setores socioeconômicos, em uma determinada escala espacial. A Plataforma de Gestão Civitas, uma base de dados unificada, permite que as secretarias tenham acesso aos mesmos dados, acessíveis e confiáveis; além de fazer o mapeamento, integração e otimização dos processos, buscando a forma mais eficiente de realizar os atendimentos aos moradores da cidade.
O prefeito Rodrigo Neves abriu o evento de lançamento relembrando o início da sua gestão, quando tomou a decisão de mudar e modernizar o modelo de administração municipal.
“Quando assumimos a prefeitura, em 2013, Niterói vivia um contexto de muita adversidade. Encontramos uma estrutura administrativa anacrônica, com um parque tecnológico parado nas décadas de 60, 70, com mais de 40 sistemas de protocolo, mais de dez sistemas de folhas de pagamento, que impediam qualquer tipo de gestão mais responsável dos recursos humanos da prefeitura. Algumas áreas estratégicas, como a Secretaria de Fazenda, fechavam os seus balanços de forma precária. Tomamos a decisão de encarar o contexto de crise para mudar o modelo de administração”, afirmou.
Neves destacou o caráter inovador do sistema de geoinformação.
“O Sigeo se integra a uma estratégia que nós estruturamos desde 2013, para fazer com que Niterói pudesse não apenas superar, mas atravessar a pior crise da história do país e do Rio de janeiro, com progressos graduais e consistentes. É muito importante que a gente compreenda que ser uma cidade inteligente não é tão somente desenvolver tecnologia. Mas é, sobretudo, envolver a sociedade, reduzir as desigualdades sociais e territoriais, gerar oportunidades para os jovens e, sobretudo, garantir que haja uma cidadania mais ativa e participativa, para que a sociedade se aproprie dessas ferramentas e contribua para a construção de uma cidade inteligente”, afirmou.
O projeto do Sigeo teve início em 2014, com a aquisição de ortofotos e do perfilamento a laser. A implantação da plataforma, criada pela empresa Imagem, representou um investimento de R$ 5 milhões, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O sistema está vinculado à Secretaria Executiva. O titular da pasta, Axel Grael, também destacou os benefícios que a iniciativa inovadora traz para a administração e para os cidadãos.
“Temos um programa de muita qualidade, que foi reconhecido no exterior, fornecido pela empresa que tem a melhor expertise nessa área no país. Iniciamos esse trabalho com a atualização da base cartográfica de Niterói. Com essas informações produzimos resultados que irão ajudar muito na gestão pública municipal. Esperamos que os recursos dessa ferramenta sejam apropriados por toda a sociedade, isso é o mais importante”, disse.
Também participaram do evento os secretários de Planejamento, Modernização da Gestão e Controle, Giovana Victer; de Fazenda, Pablo Villarim; de Conservação, Dayse Monassa; o subsecretário de Administração e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL), Luiz Vieira; e o cientista e professor universitário André Luiz Azevedo Guedes.
Após a participação dos secretários, técnicos dos órgãos que já têm dados disponibilizados no Portal Sigeo apresentaram como funciona o sistema e as formas de uso pelos servidores municipais e cidadãos niteroienses.
Fonte: Prefeitura de Niterói
Niterói terá novo canal de informações georreferenciadas sobre a cidade
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| Enseada de Jurujuba, em NIterói - Roberto Moreyra / Agência O Globo |
POR LEONARDO SODRÉ
Portal que permitirá cruzamento de dados será lançado nesta terça-feira
NITERÓI — O acesso a informações detalhadas sobre Niterói ficará mais fácil através do cruzamento de dados espaciais disponibilizados pelo Sistema de Geoprocessamento (SiGeo) — plataforma digital que reunirá dados da administração municipal a uma base cartográfica georreferenciada. A nova plataforma será disponibilizada ao público a partir desta terça-feira.
O SiGeo vem sendo implantado pela prefeitura há dois anos ao custo de R$ 5 milhões e promete melhorar a gestão, além de contribuir com a comunidade acadêmica e empresários no desenvolvimento de estudos sobre Niterói e de novas tecnologias.
— O objetivo é muito mais do que apenas o uso de gestores da prefeitura. É uma ferramenta que, por exemplo, possibilitará a uma startup que pretenda desenvolver um aplicativo para determinado serviço na cidade ter acesso gratuito a um banco de dados georreferenciado, caso precise deles — explica o secretário executivo, Axel Grael.
Uma das aplicações que se pretende disponibilizar ao público futuramente é o monitoramento, em tempo real, dos ônibus, via GPS. Também será possível consultar informações sobre o tipo de uso do solo (residencial, comercial ou industrial) em cada local da cidade e a quantidade de andares permitidos pela legislação para novas construções.
NITERÓI — O acesso a informações detalhadas sobre Niterói ficará mais fácil através do cruzamento de dados espaciais disponibilizados pelo Sistema de Geoprocessamento (SiGeo) — plataforma digital que reunirá dados da administração municipal a uma base cartográfica georreferenciada. A nova plataforma será disponibilizada ao público a partir desta terça-feira.
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Uma das aplicações que se pretende disponibilizar ao público futuramente é o monitoramento, em tempo real, dos ônibus, via GPS. Também será possível consultar informações sobre o tipo de uso do solo (residencial, comercial ou industrial) em cada local da cidade e a quantidade de andares permitidos pela legislação para novas construções.
O sistema vai unir duas plataformas já existentes: o cadastro multifinalitário (banco de dados que une informações recolhidas por secretarias como Fazenda, Planejamento, Urbanismo, Saúde e Educação) e os mapas em 3D de alta resolução, disponíveis para consulta. Na Educação, o SiGeo poderá ser utilizado para que os alunos da rede municipal consultem se têm direito ao passe livre no transporte público. Na Saúde, facilitará a consulta sobre a incidência de determinada doença numa região. Já na área de Defesa Civil, será possível cruzar dados sobre histórico de deslizamentos, enchentes e outras catástrofes naturais com informações climáticas obtidas em tempo real por pluviômetros.
Na terça-feira, durante o lançamento do portal no Teatro Popular, o prefeito Rodrigo Neves assinará um decreto que obrigará os órgãos a atualizar sistematicamente o banco de dados. Também será anunciado um cronograma de capacitação em escolas e na Plataforma Digital da Engenhoca para instruir a população sobre o uso do sistema.
Fonte: O Globo Niterói
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