segunda-feira, 23 de abril de 2018

Cidade do Rio de Janeiro investiu em saneamento 20% do que São Paulo aplicou





São Paulo recebe 40% do investimento em saneamento das capitais brasileiras

Entre os anos de 2012 e 2016, a empresa investiu R$ 9,1 bilhões no saneamento da cidade de São Paulo, ou seja, uma média de R$ 1,8 bilhão por ano.

Mais de 40% do dinheiro investido em obras de saneamento nas 27 capitais brasileiras foi aplicado pela Sabesp na cidade de São Paulo. Esse é um dos destaques do estudo do Instituto Trata Brasil divulgado ontem (18/04/2018).

No total foram investidos R$ 22,20 bilhões nas 27 capitais brasileiras no mesmo período. O Rio de Janeiro, segundo colocado, recebeu investimento de R$ 1,92 bilhão. Apenas um quinto do que foi aplicado na capital paulista. Recife, em terceiro lugar, recebeu R$ 1,39 bilhão, o que representa apenas 15% do valor aplicado em São Paulo.

Entre os anos de 2012 e 2016, São Paulo investiu R$ 9,1 bilhões no saneamento, ou seja, uma média de R$ 1,8 bilhão por ano. O Rio de Janeiro, segundo colocado, recebeu investimento de R$ 1,92 bilhão, apenas um quinto do que foi aplicado na capital paulista. Recife, em terceiro lugar, recebeu R$ 1,39 bilhão, o que representa apenas 15% do valor aplicado em São Paulo.

Franca no pódio mais uma vez

O novo ranking do saneamento também destaca Franca como o melhor município brasileiro em saneamento pelo quinto ano consecutivo. Com 100% de abastecimento de água, 100% de coleta de esgoto e 100% de tratamento de esgoto. A cidade também é a que mais recebe investimento entre os 20 melhores colocados do ranking. O investimento médio anual por habitante em Franca é de R$ 189,14. Cerca de 39% a mais que o segundo município que mais investe.

Outro destaque do estudo é a entrada de Taubaté entre as 10 cidades com os melhores índices de saneamento. O município está na 8ª posição nesse ano. No ranking passado estava no 14º lugar. Com isso, duas cidades do Vale do Paraíba estão entre as 10 primeiras posições, Taubaté e São José dos Campos – ambas atendidas pela Sabesp.

O diagnóstico dos principais indicadores de saneamento básico dos 100 maiores municípios brasileiros (em população) tem como base o SNIS 2016 (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), do Ministério das Cidades.

Fonte original: sabesp
Fonte: Tratamento de Água



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Especialistas da USP contam como era o Brasil pré-histórico



Dinossauros estão entre os habitantes do Brasil pré-histórico – Foto: Reprodução/O Brasil dos dinossauros – Editora Marte 


No dia 24 de abril, às 18h30, no auditório do Masp, será realizado o primeiro evento deste ano do USP Talks

Por Redação - Editorias: Universidade
Imagine se você tivesse uma máquina do tempo e pudesse voltar ao passado. Como era o Brasil 100 milhões de anos atrás, na época dos dinossauros? Quais eram as paisagens desse Brasil pré-histórico e quais animais fantásticos caminhavam por elas? Para falar um pouco dessa história, o USP Talks convidou dois professores Max Langer, do Laboratório de Paleontologia da USP em Ribeirão Preto, e Mario de Vivo, do Museu de Zoologia da USP.

O evento será no dia 24 de abril, às 18h30, no auditório do Masp, em São Paulo. Ele tem duração de uma hora, com duas apresentações de 15 minutos, mais 30 minutos de debate com o público. Haverá transmissão ao vivo pelo Facebook. A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos na bilheteria a partir das 16h30 (374 ingressos). Não é necessário fazer reserva.

Max Langer é um dos maiores especialistas em dinossauros do Brasil. Ele é professor associado do Departamento de Biologia da USP em Ribeirão Preto e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Paleontologia (2013-2017).

Mario de Vivo é biólogo, especialista na história evolutiva dos mamíferos na América do Sul. Foi curador de mamíferos (mastozoologia) do Museu de Zoologia da USP até 2017 e hoje é professor sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP, campus de Ribeirão Preto.

O USP Talks é promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa em parceria com o Estadão. Para assistir aos eventos anteriores do USP Talks, clique aqui. O auditório do Masp fica na Av. Paulista, 1.578.

Com informações da PRP

Fonte: Jornal da USP









Volvo Ocean Race deixa Itajaí com destino a Newport





Mari Peccicacco


A oitava etapa da Volvo Ocean Race teve início na tarde deste domingo (22) em Itajaí (SC). Os sete barcos da regata de Volta ao Mundo sobem o Oceano Atlântico com destino a Newport (Estados Unidos) para um percurso de 5.700 milhas náuticas ou 10 mil quilômetros.

”Será muito complicada a etapa. A costa brasileira tem às vezes ventos muito fracos e ventos terral e gradiente passando pelos Doldrums – que é área de convergência tropical – com vento muito fraco. Promete bastante disputa e acho que vai ser bem difícil com noites mal dormidas. Então, depois disso vamos ver como vai estar a disputa”, explicou Martine Grael.

”Depois da última perna com várias quebras, dificuldades e uma carga emocional muito grande, agora vai voltar um pouco mais para o normal com o foco na disputa, pois a última perna era mais focada na sobrevivência”.

A prova terá mudanças de regime de vento e oferecerá opções às equipes. A disputa pela costa brasileira com vento contra, as correntes, a Linha do Equador, as calmarias dos Doldrums e as correntes do Golfo dos EUA estarão na telas dos navegadores. Será a última vez que os barcos apontam para o norte literalmente, já que as próximas pernas são para a Europa.

Antes de seguir rumo a Newport, os barcos fizeram um percurso entre bóias em Itajaí. Alguns nomes do esporte brasileiro fizeram a tradição do leg jumper e pularam do barco. Uma delas foi a parceira de Martine Grael no ouro olímpico da 49erFx, Kahena Kunze. ”Uma emoção muito grande ser a leg jumper. É muito legal ver o que a Martine faz a bordo de um barco de oceano, ela está indo muito bem. Queria ter continuado”, revelou Kahena Kunze.

No Dongfeng, quem fez o salto foi o paralímpico Flávio Reitz, representante brasileiro nos Jogos de Londres 2012 e Rio 2016. ”A vela é um esporte fascinante e pode ser disputada por pessoas com deficiência. Fiquei feliz por representar a cidade que moro a bordo do Dongfeng RaceTeam”.

Campeonato equilibrado

O disputa pelo título do campeonato está bastante equilibrada, com dois barcos praticamente empatados: Dongfeng Race Team com 46 pontos e MAPFRE com 45. A tabela segue com Team Brunel, com 36 pontos, e AkzoNobel, com 33.

”Tem muita regata pelo caminho, muitos pontos a disputar. Mas vamos em busca do sonho de ser campeão da Volvo Ocean Race”, explicou Charles Caudrelier, do Dongfeng Race Team.

Mas os espanhóis do MAPFRE tiveram a melhor largada e abriram vantagem pequena neste domingo. Depois de perder a liderança, o time vermelho quer voltar ao posto que sustentava desde a segunda etapa.

Com problemas na etapa anterior, o Vestas 11th Hour Racing conseguiu colocar o mastro a tempo de largar e está em modo regata. O SHK | Scallywag também largou mesmo com apenas 48 horas de preparação. A equipe homenageou seu tripulante John Fisher, que se perdeu no mar e não foi encontrado, em todas as ações em Itajaí.

Fonte: Notícias Náuticas












Largada da Volvo Ocean Race conta com 5 mil pessoas e torcida por Martine Grael



Barcos iniciam etapa da Volvo Ocean Race, que sai de Itajaí (SC) e vai até Newport, nos Estados Unidos. Foto: Maria Muina / Mapfre


João Prata, enviado especial a Itajaí, Estadão Conteúdo
22 Abril 2018 | 15h14


Brasileira campeã olímpica se diz feliz com recepção do público


Cerca de cinco mil pessoas compareceram ao porto de Itajaí neste domingo para acompanhar a largada da oitava etapa da Volvo Ocean Race. As embarcações deixaram o litoral de Santa Catarina rumo a Newport, nos Estados Unidos, em uma disputa que deve durar entre 17 e 18 dias - o percurso total dessa etapa é de 5.700 milhas náuticas (cerca de 10,5 mil quilômetros).

A brasileira e campeã olímpica Martine Grael, do barco holandês da Akzonobel, foi o centro das atenções no evento que marcou o retorno dos sete veleiros à disputa. Mas a equipe chinesa do Sun Hung Kai/Scallywag foi quem teve a saída mais comemorada pelos demais velejadores.

Isso porque eles precisaram correr contra o tempo para largar neste domingo. O veleiro chinês chegou somente na última quinta-feira, duas semanas depois das demais equipes, por conta da morte do tripulante John Fisher durante a sétima etapa.

Outra tripulação que também não finalizou a última perna da competição foi o Vestas 11th Hour Racing, de dupla nacionalidade - dinamarquesa/norte-americana. Eles tiveram o mastro quebrado, mas conseguiram consertar tudo e largaram rumos aos Estados Unidos.

O evento que marcou a saída das embarcações contou com a presença do prefeito de Newport, Henry Winthrop, e do prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni. Todos os velejadores desfilaram pela vila montada no porto e um representante de cada equipe falou rapidamente para o público antes de os barcos partirem. Martine Grael comentou sobre o período de descanso em seu País.

"Passei uns dias em casa após quase um ano fora. Foi bom dar uma 'resetada' para começar essa perna com energia. Tive bastantes compromissos aqui em Itajaí e estou muito feliz com a recepção do público", comentou.

Em Itajaí, ela contou com a presença e a torcida do pai Torben Grael, campeão da edição 2008/2009 da Volvo, da mãe Andrea e da companheira de ouro olímpico, Kahena Kunze. Kahena foi a convidada do barco Akzonobel para ser a "leg jumper". É tradição na saída de cada etapa um convidado ir junto com a embarcação e saltar no mar logo após a largada.

Ao deixar o porto, os veleiros foram até um ponto do mar e permaneceram por quase uma hora a fazer os últimos preparativos. Um barco de apoio então autorizou a saída. Os veleiros fizeram inicialmente um percurso de uma boia a outra em formato de "oito", como na In-Port Race, a regata interna que aconteceu na última sexta-feira. Depois de três voltas completadas, com vento entre 10 e 12 nós (cerca de 20 quilômetros por hora), os "leg jumpers" saltaram para o mar e nadaram até a lancha de apoio. E os veleiros partiram para Newport.

Assim como na In-Port Race, o barco espanhol da Mapfre venceu o percurso, que não conta pontos. Desta vez, o time do capitão e campeão olímpico Xabi Fernández não deu chance aos adversários e liderou o tempo todo com folga. Em segundo lugar ficaram os chineses do Dongfeng. A barco de Martine Grael saiu em quinto lugar rumo a Newport.

Na classificação geral, o Akzonobel ocupa a quarta colocação. O barco chinês Dongfeng assumiu a liderança após a última etapa e está um ponto à frente do barco espanhol da Mapfre. O terceiro lugar é do barco holandês Brunel, que venceu a mais recente perna da competição com pontuação dobrada. O quinto lugar pertence aos chineses do Sun Hung Kai/Scallywag, seguido pelo Vestas, com o barco da ONU, o Turn The Tide on Plastic, em último lugar.

Além de Newport, haverá mais três etapas até o término da temporada 2017/2018 da Volvo Ocean Race, competição que acontece a cada três anos. Dos Estados Unidos, os veleiros cruzam o Atlântico rumo a Cardiff, no País de Gales. Depois seguem para Estrasburgo, na França, e terminam em Hague, na Holanda, em 24 de junho.


Fonte: Estadão












LIXO OCEÂNICO: Barco da ONU analisa poluição dos oceanos enquanto disputa a Volvo Ocean Race



Equipe Clean Seas realiza trabalho à parte da disputa da Volvo Ocean Race. Foto: Reprodução/Twitter/TurnTidePlastic


Nomeada 'Clean Seas', equipe tenta não deixar competição em segundo plano enquanto recolhe água do mar

João Prata, enviado especial a Itajaí, O Estado de S.Paulo
21 Abril 2018 | 13h34



Entre os sete barcos da Volvo Ocean Race há um que deixa o seu desempenho na competição em segundo plano. Não que seus velejadores estejam na disputa a passeio, a vitória também é um objetivo a ser alcançado. No entanto, por trás da participação na regata de volta ao mundo, há uma causa maior: a de combater a poluição dos mares.

O veleiro é patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e chama-se Clean Seas - Turn The Tide On Plastic (na tradução livre, algo como Limpeza dos Mares - Vire a Maré contra o plástico). Pelas regras, a embarcação segue todos os padrões das demais no que se refere a tamanho, peso, velas... Porém, existe uma pequena diferença.

Há um dispositivo a bordo que recolhe amostras de água durante todo o percurso. Essa água é analisada com o objetivo de saber a quantidade de microplástico na água. O veleiro da ONU está preocupado em ver a poluição que já não conseguimos observar a olho nu.

"O que vemos é uma parte pequena da poluição que realmente existe. O plástico já está tão inserido na água que está dentro de nossa cadeia alimentar. Nesta competição encontramos uma forma de estudarmos isso e passarmos a mensagem de parar de utilizar plástico", informou o velejador português da embarcação Bernardo Freitas, em entrevista à reportagem do Estado.

De acordo com ele, os peixes confundem o microplástico com plâncton e acabam comendo o mesmo. "Ao recolher peixes no mar, cada vez mais se encontram essas amostras nas barrigas deles", prosseguiu.

As amostras retiradas das águas de Itajaí, no litoral de Santa Catarina, foram para análise e os resultados ainda não saíram. Mas Bernardo informou que, ao longo das sete etapas disputadas, os números são alarmantes.

Desde 1964, a produção de plástico aumentou 20 vezes, chegando a 322 milhões de toneladas em 2015, segundo números da ONU. Se essa crescente se mantiver, a expectativa é que em 2050 haja mais plástico do que peixe no mar. Uma das formas de acabar com isso é fazer alertas.

A estrutura da Volvo Ocean Race montada em Itajaí e nos portos por onde passa ao redor do mundo demonstra preocupação com esse problema. Não há produtos com embalagens plásticas e também não há copos plásticos disponíveis. Todos são aconselhados a usar o próprio copo para consumir água, por exemplo.

A cada parada, os organizadores também escolhem uma praia para recolher o lixo na areia. Em Itajaí, a ação aconteceu na Brava e contou com a participação de voluntários da cidade. Todo o lixo recolhido foi para análise e será reciclado. Os óculos escuros dos tripulantes, por exemplo, são feitos com restos de rede de pesca. Há também produção de meias e chaveiros com o que foi recolhido dos mares.

Outro veleiro que também carrega a bandeira da sustentabilidade é o Vestas 11th Hour Racing. A embarcação é dinamarquesa e norte-americana. A empresa que patrocina a equipe e dá nome ao barco é de soluções de energia sustentável. Em entrevista ao Estado, o capitão norte-americano Charlie Enright falou sobre a preocupação com a sustentabilidade.

"Tentamos consumir de maneira consciente. Evitamos ao máximo produzir lixo, utilizar plástico e materiais que agridam ao meio ambiente. Acredito que levantar essa bandeira é fundamental para alertar a população por onde passamos de que é necessário mudar nossos hábitos", ressaltou.

Neste domingo, às 14 horas, haverá a largada da oitava etapa da Volvo Ocean Race. Os sete veleiros que estão na disputa deixarão Itajaí rumo a Newport, nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão












Com os pais na torcida, Martine Grael se despede de Itajaí rumo a Newport






João Prata, O Estado de S.Paulo
22 Abril 2018 | 07h00


Velejadora brasileira embarca junto com a equipe holandesa do Akzonobel neste domingo as 14 horas


A brasileira campeã olímpica Martine Grael conseguiu matar a saudade de seu país, da família e dos amigos (e tirar o dente do siso) nas últimas duas semanas e neste domingo embarca junto com a equipe holandesa do Akzonobel rumo a Newport, nos Estados Unidos, na oitava etapa da Volvo Ocean Race, a regata de volta ao mundo.

A largada está marcada para as 14 horas e deve receber um grande número de torcedores no porto de Itajaí. Desde que o acampamento da Volvo foi montado na região, a cidade parou para acompanhar a chegada dos veleiros e posteriormente passou a frequentar as imediações do grande evento que é a Volvo Ocean Race.

A organização do evento ergueu grande acampamento. Cada equipe tinha um contêiner para expor seus produtos, pois são patrocinados por empresas. Também tiveram espaço para contar suas histórias e fazer campanhas, como o caso do barco da ONU que compete de olho na preservação dos oceanos.

Em meio às equipes, uma grande tenda foi erguida para receber os principais restaurantes da região e também barracas de bebidas além da exposições de carros e outros produtos da Volvo. Tudo era grandioso e chamou a atenção da população local e dos arredores. Na quinta-feira, quando teve o show do cantor Armandinho, as portas do Centro de Convenções da região precisou ser fechada pois recebeu lotação máxima: cerca de 48 mil pessoas circularam pela festa.

Os velejadores passeavam entre os curiosos. Posavam para fotos e iam e vinham em direção ao mar para acertar os últimos preparativos em seus veleiros. No sábado, houve a In-Port Race, a regata interna que acontece a cada parada da competição. Ela não vale pontos na classificação geral, mas serve como critério de desempate. O barco espanhol da Mapfre venceu, com o Akzonobel na segunda colocação.

A parada em Itajaí também foi de extremo impacto emocional para os velejadores, especialmente quando o barco chinês da Sun Hung Kai/Scallywag chegou ao porto, dias após os demais. O atraso aconteceu por conta de um acidente durante a sétima etapa, que causou a morte do velejador John Fisher. O veleiro chegou sob aplausos de todos que estavam em terra. Houve ainda uma força-tarefa para que a equipe conseguisse arrumar o barco a tempo para a largada deste domingo.

CONSELHO DE PAI

Martine Grael, a protagonista da competição nesses dias de Brasil, foi atenciosa com todos e contou nos últimos dias com a presença dos pais Torben e Andrea. Torben conhece muito bem a competição, participou de duas edições e ergueu o troféu de campeão em 2008/2009 como capitão do Ericson 4. Tranquilo como convém a um navegador, ele falou sobre a sensação de ver a filha participando de uma das competições mais duras do iatismo.

“Quando está de fora você não pode fazer muito. Fica torcendo para que tudo dê certo. É uma experiência muito enriquecedora para ela”, disse. “A gente fica apreensivo em alguns momentos, sabe que acidentes podem acontecer. Mas acredita que vai tudo certo”, prosseguiu.

Sobre a oitava etapa, ele avisou que deve ser muito mais tranquila do que a última, que veio de Auckland, na Nova Zelândia, até Itajaí e contou com pontuação dobrada devido ao grau de dificuldade. “As condições serão mais mansas do que a última. Não tem o frio, as ondas e o ventão da última, mas é longa. A temperatura é quente, a água é quente também em quase todo o percurso. É uma perna moderada”, analisou.

A mãe Andrea, que também é velejadora, segue o pensamento parecido com o do marido na linha de um Milton Nascimento do nada a temer senão o correr da luta e nada a fazer senão esquecer o medo. “Estou muito orgulhosa. Como sou velejadora, entendo o que ela está passando. Estou muito orgulhosa de ver ela fazer essa velejada que eu gostaria de ter feito. Velejo praticamente junto com ela quando estamos em Niteroi. Acompanho todas as informações, as novidades, as condições do tempo. Estou bem feliz com esse momento dela”, disse a mãe.

O barco Akzonobel, da Martine, está na quarta colocação da classificação geral, mas está em uma crescente na competição. O veleiro vem de três pódios consecutivos. “A equipe se uniu bastante e isso tem sido o mais importante. Coincidência ou não, passamos a ter melhores resultados depois que isso aconteceu. Espero que continue assim”, finalizou Martine.


Fonte: Estadão









LIXO: Mutirão de limpeza na Praia de Charitas



Evento contou com a colaboração de 160 voluntários que atuaram fazendo a retirada de resíduos na faixa de areia da orla. Foto: Colaboração Ana Paula Soares.


Ana Paula Soares

Ação decorreu do evento 'Oceano Sem Plástico' promovido pela Ong WWF-Brasil

A Praia de Charitas, na Zona Sul de Niterói, recebeu na manhã deste domingo (22) um mutirão de limpeza como parte do projeto "Oceano Sem Plástico", promovido pelo ONG internacional WWF, em parceria com o Instituto Baía de Guanabara, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e a Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) – com cinco agentes presentes. O evento contou com a colaboração de 160 voluntários que atuaram fazendo a retirada de resíduos na faixa de areia da orla. Essa já é a quarta edição do evento que percorre praias brasileiras com objetivo de conscientizar a população e autoridades sobre os perigos que o descarte e o uso do plástico representam para o meio ambiente.

De acordo com a analista de conservação da WWF-Brasil, Mariana Corá, as ações são distribuídas ao longo da costa. O programa marinho foi aberto pela ONG em 2015 e, desde então, eles têm trabalhado com várias ações de limpeza. Uma delas é o Oceano sem Plástico, que já aconteceu nas Ilhas Cagarras, com o auxílio de mergulhadores, em Copacabana, em Fernando de Noronha e em Recife.

"A gente quer se realizar essa movimentação, principalmente, em locais que estejam conectados a grandes baías e nos que têm grande movimentação de turistas. Como instituição, queremos fomentar iniciativas individuais e locais. Por isso, trabalhamos muito com as ONGs e instituições locais. Nesses três anos de campanha o que mais percebemos foi o aumento do engajamento. Em 2015 teríamos 100 voluntários e no mês passado, no Recife (14/04), contamos com 400 participantes", enfatiza Mariana.

A seleção do material é feita por tipos de plástico (guaraná vita, copos descartáveis com o de água, canudos, sacolas e sacolinhas e pet), vidros, latas, borracha e outros (roupas, calçados, pedaços de móveis, etc). Na triagem, o material é separado e parte do que foi recolhido vai para as cooperativas de reciclagem e a outra parte para a Clin dar o destino adequado. Cada item é contabilizado para que haja noção de volume e depois passam para a pesagem.


A estudante de Biologia Marinha Luana Marques além de trabalhar na área, sempre teve uma preocupação ambiental muito grande. Foto: Colaboração Ana Paula Soares


"Temos levantado a bandeira de que as limpezas de praia não vão trazer a solução se as pessoas continuarem descartando seus resíduos em locais inadequados. Esse trabalho vem para instruir e engajar pessoas que passam a entender melhor a dimensão deste problema e começam a pressionar as autoridades públicas para fazer a coleta seletiva e também a terem comportamentos mais ecológicos e sustentáveis, como deixar de usar coisas que tenham a vida útil muito baixa", pontua a representante da WWF, que tem cinco escritórios no Brasil: em Manaus, Rio Branco, Brasília, Campo Grande e São Paulo.

Além dos inscritos pelo site e redes sociais para participar do mutirão, pessoas que passavam pela Praia de Charitas na manhã deste domingo também se prontificaram a ajudar na coleta. A estudante de Biologia Marinha Luana Marques, de 22 anos, além de trabalhar na área, sempre teve uma preocupação ambiental muito grande.

"O plástico se decompõem em pedaços menores e se transformam em um perigo ainda maior para a vida marinha, que o confundem com alimento. Temos que estar em busca de alternativas ecológicas e reutilizáveis para que possamos cuidar do meio ambiente em que vivemos", comenta Luana, aproveitando para destacar o incentivo da Clin: "Eles nos parabenizaram pela ajuda na coleta, mas, na verdade, devemos estar todos unidos sempre em prol da vida no planeta".

Para a representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Janaína Pontes, é tudo uma questão de exemplo, de mostrar a importância de não se consumir tanto.

"Hoje é o Dia da Terra. Por si só já é uma data emblemática, mas se torna ainda mais real quando nos reunimos em prol de uma causa como essa. Prezamos pela transformação através da educação ambiental. O tema da ONU este ano para a Semana de Meio Ambiente, em junho, é 'acabe com a poluição plástica', e nós, da secretaria vamos trabalhar em cima dele também", adianta Janaína.

O mutirão ainda contou com o apoio da ONG Route, de Florianópolis, e dos alunos da Universidade Federal Fluminense e dos alunos da pós-graduação da Faculdades Integradas Maria Thereza (Famath), do curso de Biologia Marinha e Oceanografia, coordenados pelo professor Tibúrio Tinoco.


Fonte: O Fluminense

 











sábado, 21 de abril de 2018

EDUCAÇÃO: Portal ajuda a popularizar o interesse pela matemática entre os estudantes



Utilizando noções de Combinatória, o jogo Clobber ajuda a tornar a Matemática mais interessante para os alunos (Foto: Divulgação)

Débora Motta

No momento em que o Brasil celebra o Biênio da Matemática 2017-2018, um projeto vem ajudando a popularizar o gosto pela Matemática entre os alunos do Ensino Médio e pode ser utilizado como uma ferramenta de apoio à didática de professores da disciplina. Trata-se do portal Antena Brasileira de Matemática (http://www.antenabrasil.uff.br/), uma iniciativa coordenada pela professora Simone Dantas, do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade Federal Fluminense (IME/UFF), em parceria com a professora Telma Pará, da Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch, ligada à rede Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec-RJ), e também pesquisadora do Laboratório de Sistemas de Potência (Lasp), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O projeto recebeu apoio da FAPERJ por meio do edital Apoio à Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia no Estado do Rio de Janeiro.

A Antena Brasileira de Matemática é um núcleo de pesquisa, criado em 2008, que se integra à rede de antenas mundiais Maths à Modeler, lideradas pelo professor Sylvain Gravier, da Université Grenoble Alpes, na França, que atualmente é diretor de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa Científica – o Centre National de la Recherche Scientifique, CNRS, considerado a maior agência pública de fomento à pesquisa científica da França. “O Sylvain foi meu orientador durante o doutorado-sanduíche que realizei na França e hoje participa do projeto coordenando essa rede de antenas, que são núcleos de popularização da Matemática, na França e na Bélgica”, conta Simone.

O objetivo dessa rede de pesquisa é difundir entre os estudantes, de forma lúdica, com jogos e brincadeiras, o gosto pela Matemática e, especialmente, introduzi-los ao estudo de um ramo dessa disciplina denominado “Matemática Discreta e Combinatória” – que trata, entre outros conteúdos, de problemas de contagem, como Permutações e Combinações, além da Teoria dos Grafos. Simone explica que essa área da Matemática, estudada por alunos de graduação em Matemática, Engenharias e Ciências da Computação, por exemplo, utiliza representações com grafos para analisar as relações entre os objetos de um determinado conjunto e, assim, tentar elucidar diversas questões presentes no nosso dia-a-dia.

"Imagine a relação de uma pessoa com seus amigos em uma determinada rede social. As pessoas podem ser consideradas como pontos, chamados de vértices e, se duas pessoas são amigas, estes dois pontos são ligados por uma linha, chamada de aresta; esta estrutura é denominada grafo”, resume Simone, que também dá aula de “Matemática Discreta” na graduação em Ciências da Computação da UFF. Os grafos são uma estrutura matemática utilizada para representar diversas situações de interesse prático, e que pode ajudar na resolução de questões em áreas diversas, como na Biologia ou nas Ciências da Computação. “É possível pensar matematicamente as relações de evolução entre DNAs, por exemplo, usando a teoria dos grafos”, acrescenta.

A partir da esq., Simone, Gravier, José Adriano Alves, diretor da Escola Adolpho Bloch, e Telma, durante o Festival da Matemática, em abril de 2017, no Rio (Foto: Divulgação)


Para popularizar esse tema de forma divertida entre os jovens, o grupo da Antena Brasileira de Matemática vem realizando diversos minicursos, workshops, seminários de análise combinatória, concursos de curtas-metragens voltados para a ciência, intervenções em sala de aula e outras atividades em escolas da rede Faetec e no Colégio Pedro II, no Rio, além de acompanhar, durante viagens de intercâmbio de pesquisa, atividades de difusão da Matemática nas escolas da França, realizadas pelo Maths à Modeler. “Nossas atividades envolvem pessoas de diversas idades e níveis de escolaridade que contribuem, desde a confecção dos materiais disponíveis no portal, até a sua participação em jogos, vídeos, apostilas e artigos. Em todas estas atividades proporcionamos a experimentação do ‘fazer pesquisa’ e o despertar do interesse matemático entre os alunos e o grande público”, diz ela.

Um dos jogos utilizados para tornar mais atraente o ensino de Matemática nas escolas é o Clobber, que trabalha noções de combinatória. O jogo começa com o posicionamento de pedras pretas e brancas nos vértices de um grafo. O movimento consiste em pegar uma pedra e eliminar outra da cor oposta, localizada no vértice adjacente, ocupando assim o seu lugar. O jogo termina quando não for mais possível movimentar as pedras. O objetivo é terminar com o menor número de pedras no tabuleiro.

Outro objetivo do projeto é ajudar no treinamento de recursos humanos na área de Matemática, propondo técnicas pedagógicas lúdicas para alunos do curso de Licenciatura no Instituto de Matemática e Estatística da UFF, que estão se preparando para seguir a carreira de professor ou fazendo uma reciclagem na área. “O projeto também tem contribuído na formação dos alunos de Licenciatura e na reciclagem de professores de Matemática, por meio da apresentação de novas técnicas de ensino mais compatíveis com o cotidiano”, fala Simone.

Apesar de a pesquisa em Matemática brasileira ter conquistado avanços, como a recente entrada do País no “Grupo 5” – o grupo das cinco maiores potências do mundo em pesquisa na área –, segundo classificação da União Matemática Internacional (veja reportagem da FAPERJ sobre o tema aqui: http://www.faperj.br/?id=3525.2.0), a professora reforça que há todo um trabalho de educação básica a ser feito para a melhoria do ensino da disciplina nas escolas.

“Esse ranking refere-se à excelência que temos em pesquisa superior em Matemática, mas, ao mesmo tempo, precisamos fazer com que os alunos tenham uma educação de qualidade na escola para terem a oportunidade de chegar até o nível de pesquisa. Precisamos despertar o interesse pela Matemática desde cedo. Parece que existe, no senso comum, um orgulho de a pessoa dizer que detesta a disciplina, o que demonstra que o ensino precisa ser mais interessante”, conclui.


Fonte: Faperj










Prefeitura de Niterói apreende 15 veículos irregulares de transporte escolar




Outros 20 foram multados por não atender determinações da legislação. Fiscalização continua nas ruas

Desde o início de fevereiro, com a volta às aulas, 15 veículos de transporte escolar já foram apreendidos e outros 20 foram multados em operações de fiscalização da Subsecretaria Municipal de Transportes de Niterói. Segundo o subsecretário municipal de Transportes, Murilo Júnior, as operações foram motivadas por denúncias de pais de alunos.

“Vamos continuar com as operações de fiscalização. Também é importante que os pais verifiquem se o condutor tem autorização da prefeitura para prestar o serviço antes da contratação”, orienta o subsecretário.

A primeira blitz foi no dia 7 de fevereiro, quando foram apreendidos dois veículos em situação irregular e dois foram multados. No dia 21 de fevereiro, em outra ação da Subsecretaria de Transportes, foram apreendidos seis veículos e sete foram multados. No dia 14 de março, nova ação teve como resultado dois veículos apreendidos e seis multados. No dia 28 de março, foram apreendidos quatro veículos e outros quatro foram multados. No dia 11 de abril, um veículo foi apreendido e um foi multado.

As operações da Subsecretaria de Transportes acontecem em todas as regiões da cidade. As primeiras foram em Icaraí e a subsecretaria também atuou na Região Oceânica, Centro e na Zona Norte.

Segundo Murilo Júnior, um dos resultados das operações foi o aumento da procura de motoristas em busca de licença para esse tipo de serviço.

“Muita gente não conhece a lei. Acha que basta ter um carro para poder trabalhar no transporte escolar. Não é assim. Há toda uma legislação específica sobre o assunto que precisa ser obedecida para a segurança de todos”, explica.

O subsecretário ressaltou que os pais devem ter muito cuidado na escolha do transporte escolar. As vans vistoriadas pela prefeitura recebem um selo, que deve ser afixado no para-brisas do veículo. Na vistoria são verificadas as boas condições de segurança, conservação, conforto e higiene dos veículos e, ainda, se os motoristas cumprem as normas legais necessárias para a prestação do serviço, como está habilitado para conduzir o veículo, não ter antecedentes criminais, etc. Os veículos que não passaram pela vistoria não têm autorização para fazer o transporte escolar e poderão ser apreendidos e seus condutores, multados.

Vistoria – A Prefeitura vistoriou, através da Subsecretaria de Transportes, os veículos do transporte escolar nos meses de julho e agosto de 2017. Nessa operação, 167 veículos receberam o selo de autorização para o trabalho por cumprirem todas as normas vigentes para o setor. O selo tem validade por um ano. Em julho deste ano, haverá uma convocação para uma nova vistoria, também com prazo de um ano de validade.


Fonte: O Fluminense










sexta-feira, 20 de abril de 2018

PROTEÇÃO À FAUNA: Aprovado PAN para a conservação dos tatus-bola





As principais ameaças são a caça e a destruição do seu hábitat.

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Soavinski, assinou a Portaria, publicada ontem (17) no Diário Oficial, que atualiza e aprova o Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação do Tatu-bola - PAN Tatu-bola. O PAN é voltado para a conservação das duas espécies de tatus-bola, Tolypeutes tricinctus, tatu-bola-do-Nordeste, que vive predominantemente na Caatinga e em algumas áreas de Cerrado, e Tolypeutes matacus, tatu-bola-do-Centro-Oeste, que ocorre no Pantanal e em algumas áreas de Cerrado. A Caatinga e o Cerrado estão entre os biomas mais ameaçados do mundo, em função do desmatamento e do acelerado processo de degradação do habitat, que levam a uma acentuada perda de biodiversidade.

Tolypeutes tricinctus integra a Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção na categoria “Em perigo”, devido, principalmente, à caça e à destruição de seu habitat. Como o tatu-bola não escava buracos, suas únicas estratégias de defesa são a fuga e o ato de enrolar-se no formato de uma bola, sendo facilmente apanhado por uma pessoa. Já Tolypeutes matacus foi incluído na categoria “Dados Insuficientes”, tendo em vista que no Brasil não há informações suficientes para avaliar adequadamente o seu estado de conservação, apesar da constante pressão em seu habitat.

O PAN foi elaborado em 2014 e tem como objetivo reduzir o risco de extinção de Tolypeutes tricinctus para a categoria "Vulnerável" e avaliar adequadamente o estado de conservação de Tolypeutes matacus. Para tanto, foram estabelecidos seis objetivos específicos e 38 ações. A coordenação do PAN é feita pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) e a coordenação executiva pela Associação Caatinga.

“O PAN Tatu-bola está em seu quarto ano de implementação e neste período podemos destacar a sinergia e o comprometimento dos colaboradores do Plano o que, consequentemente, refletem o sucesso da implementação das ações propostas”, afirma Renata Azevedo, coordenadora do PAN Tatu-bola.

Os 6 objetivos específicos do PAN tatu-bola:

- atualizar as áreas de ocorrência das espécies (Tolypeutes tricinctus e Tolypeutes matacus) e identificar as principais ameaças ao longo de suas distribuições geográficas;
- divulgar junto às comunidades locais, em áreas de ocorrência de Tolypeutes tricinctus, bem como a sociedade em geral, sobre a importância da proteção da espécie na Caatinga e no Cerrado;
- ampliar o conhecimento sobre a biologia e ecologia (dinâmica populacional, variabilidade genética e vulnerabilidade às alterações antrópicas) para o direcionamento de estratégias de conservação dos tatus-bola (Tolypeutes tricinctus e Tolypeutes matacus);
- ampliar, qualificar e integrar a fiscalização para coibir a caça do tatu-bola (Tolypeutes tricinctus);
- reduzir a taxa de perda de hábitat de Tolypeutes tricinctus nos próximos 5 anos;
- promover a conectividade entre as populações de Tolypeutes tricinctus nos próximos 5 anos.

Conheça mais sobre o tatu-bola
Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280



Fonte: ICMBio