sábado, 25 de novembro de 2017

Niterói anuncia orçamento de R$ 40 milhões para a Cultura em 2018



Valor é o dobro deste ano. Até abril, R$ 12,1 milhões serão destinados a editais 


Valor é o dobro deste ano. Até abril, R$ 12,1 milhões serão destinados a editais

NITERÓI - Após encerrar a captação de projetos que poderão se beneficiar da Lei de Incentivo à Cultura em 2018, o secretário municipal de Cultura, Marcos Gomes, disse ao GLOBO-Niterói que o orçamento inicial da sua pasta para o ano que vem será de R$ 40 milhões, praticamente o dobro do que o de 2017. E com expectativa de aumento ao longo dos meses. Desse montante, R$ 12,1 milhões serão investidos no primeiro quadrimestre, por meio de editais de fomento à cultura, política que, até então, não ultrapassava os R$ 2 milhões. Este ano, a pasta iniciou com verba de R$ 21 milhões e terminará com R$ 30 milhões.

Gomes adianta que, até abril, quatro editais vão contemplar projetos de todas as linguagens artísticas, entre elas teatro, dança, circo, música, artes visuais e literatura. O setor de audiovisual, porém, será o maior beneficiado, com um investimento de R$ 6 milhões — R$ 3 milhões da prefeitura e a outra metade de uma parceria do Executivo com a Agência Nacional do Cinema (Ancine) e o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), na Linha Arranjos Regionais.

Quinta-feira será aberto para consulta pública o edital referente ao audiovisual. Até 20 de dezembro ele ficará disponível no site participa.br com o objetivo de possibilitar a inclusão de contribuições da sociedade civil.

— Serão beneficiadas produções e distribuição de obras de ficção, animação e documentários, além de fomento a novos diretores. Em comemoração aos 90 anos do cineasta Nelson Pereira dos Santos, criador do primeiro curso de Cinema do país (na UFF), o edital prevê uma linha de ação inédita: a seleção de projetos de pesquisa relativos ao setor. O investimento contempla ainda ações de capacitação e formação, além de atividades de preservação e memória — adianta Gomes.

A meta, ressalta o secretário, é tornar Niterói uma referência para o setor audiovisual. Nesse sentido, a finalização do Centro Petrobras de Cinema, parte do projeto Niterói: Cidade do Audiovisual, terá sua primeira etapa implementada a partir do mês que vem.

— Já está aberto o processo de licitação para as obras de adequação do primeiro pavimento, que abrigará uma sala multiuso com capacidade para 540 lugares. O recurso é fruto de uma emenda parlamentar do deputado Federal Chico D’Angelo — diz Gomes.

Já o Edital de Fomento Direto, que será aberto após o carnaval, prevê o repasse de R$ 2,5 milhões a projetos de teatro, dança, circo, música, artes visuais, artesanato etc, visando a impulsionar os elos da cadeia produtiva, tais como pesquisa, produção, difusão, circulação, manutenção de grupos e companhias artísticas.

Para março, está previsto o Edital Prêmio Cultura Viva, fruto de um convênio com o Ministério da Cultura (MinC) que, com o valor de R$ 300 mil, tem o objetivo de mapear e acessar ações culturais que já acontecem na cidade e que tenham como diferencial a articulação e o impacto nas comunidades.

Em abril, será publicada a segunda edição do Edital de Fomento Indireto da Lei de Incentivo à Cultura, que poderá captar até R$ 2,5 milhões para projetos que serão realizados em 2019. A lei permite que produtores obtenham recursos junto a empresas da cidade, que podem deduzir até 20% do ISS; e a contribuintes, que podem abater até 20% do IPTU, no caso de investimentos em financiamentos de projetos culturais. O restante dos recursos previstos para o primeiro quadrimestre de 2018 será destinado ao projeto Arte na Rua e também para apoiar mostras e festivais.

CRÍTICAS E RECONHECIMENTO

Nesse primeiro Edital da Lei de Incentivo à Cultura foram inscritos 214 projetos, após críticas de produtores quanto à demora de sua regulamentação, o que atrasou a abertura do processo para a inscrição de projetos (era prevista para agosto, mas foi de 21 de setembro ao último dia 13). Mesmo com críticas ao atraso, Lucas Araújo, músico e produtor do evento mensal Música Livre, no Teatro da UFF, acredita que a lei facilitará o acesso à cultura em Niterói:

— É uma iniciativa importantíssima, que vai mudar a forma com que vemos a cultura.

A Lei de Incentivo à Cultura faz parte do Sistema de Financiamento à Cultura, criado em agosto. O sistema inclui o Fundo Municipal de Cultura, que ainda não está ativo. Para o presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais, Renato Almada, um dos desafios é fazer com que esse fundo passe a funcionar plenamente ainda este ano:

— Investimento em arte nunca é o suficiente para os produtores culturais. Por outro lado, Niterói é uma das poucas cidades que têm avançado nesse sentido. Tivemos esse problema com o atraso e estamos aqui para fiscalizar e contribuir com uma pauta positiva.

Sobre o atraso na regulamentação da lei, Marcos Gomes explica que foi devido aos ajustes finais do edital, por se tratar de uma legislação complexa. Para agilizar o processo, ele anuncia para o próximo ano um sistema totalmente on-line:

— Além de agilidade e comodidade, a mudança garantirá mais transparência aos processos.


Fonte: O Globo










sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Inea intensifica atividades para o início das chuvas






Sistema de Alerta de Cheias trabalha 24 horas por dia monitorando e emitindo avisos às Defesas Civis dos municípios do Estado

O Inea intensificou as atividades do sistema de Alerta de Cheias tendo em vista o período de chuvas que se inicia no Rio de Janeiro.

O sistema, além de monitorar 113 estações hidrometeorológicas e dois radares meteorológicos, próprios e de última geração, agora conta com mais 25 estações conveniadas em todo o Estado. O sistema faz uso das informações de radares da Prefeitura do Rio de Janeiro e do centro de controle do Cindacta I no Pico do Couto, que fica entre as cidades de Petrópolis e Miguel Pereira. O monitoramento também levanta imagens de satélite do sistema de detecção de descargas atmosféricas estações hidrometeorológicas e centenas de pluviômetros da Agência Nacional das Águas (ANA), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais.

Sobre o sistema – A equipe do Alerta de Cheias trabalha 24 horas por dia, sete dias por semana acompanhando a situação nas estações hidrometeorologicas e nos dois radares meteorológicos instalados em Guaratiba, e no município de Macaé. Os equipamentos alcançam todo o Estado e áreas de divisa com Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.

O Sistema de Alerta de Cheias emite avisos às Defesas Civis municipais quanto a iminência de chuvas intensas e o comportamento do nível dos rios monitorados, auxiliando na antecipação da mobilização de recursos e ações preventivas locais.

Todas as informações estão disponíveis no site: http//alertadecheias.rj.gov.br 


Fonte: O Fluminense







TURISMO RURAL CRESCE NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO





Três cidades entraram na lista dos 21 destinos mais procurados do Brasil

Três municípios da região turística do Vale do Café estão na lista dos 21 melhores destinos de turismo rural do Brasil. A pesquisa, feita pelo site americano de viagens Expedia, colocou Vassouras, Valença e Rio das Flores entre os destinos favoritos dos turistas para passeios e hospedagem em cenários naturais, que promovem contato com a vegetação nativa, ar puro e a tranquilidade e acolhimento do interior.

– Sabemos que, cada vez mais, grande parte dos turistas escolhe seus destinos de viagens pela internet. As cidades do interior fluminense têm sido destaques em quase todas as pesquisas realizadas pela Expedia. Essa promoção, em um site conceituado, traz enorme retorno para as cidades – disse o secretário de Turismo, Nilo Sergio Felix.

O secretário lembra que o Vale do Café é formado por 13 municípios e tem a sua história ligada ao Ciclo do Café, no século XIX.

– A região é belíssima. Os visitantes fazem uma viagem pelo tempo ao conhecer a suntuosa arquitetura rural, composta por casarões, fazendas e senzalas do tempo dos barões. O turismo rural é explorado em quase todas as localidades e atrai milhares de visitantes que querem aproveitar momentos ímpares de contato com a natureza, sendo em cavalgadas, acompanhando o dia a dia de uma fazenda, fazendo trilhas ou apenas descansando – afirmou Nilo Sergio Felix.

Além das inúmeras fazendas da região, há atrativos naturais pouco conhecidos. Entre eles merece destaque o Jardim Uaná Etê, localizado perto de Vassouras, em Sacra Família do Tinguá. O local tem características únicas com bosques, trilhas na floresta e vistas espetaculares, além de atrações interativas, como o bosque dos sinos e o labirinto da música, único do mundo.

Mata Atlântica

O Parque Estadual da Serra da Concórdia, localizado entre os municípios de Valença e Barra do Piraí, tem mais de 5 mil hectares de extensão e é um convite a passeios, caminhadas, escaladas e muitas outras atividades ao ar livre, usufruindo do melhor da Mata Atlântica, incluindo observação das diversas espécies de plantas e pássaros. O acesso é gratuito e as visitas, com guias, acontecem diariamente com agendamento prévio.

Uma das vantagens de visitar o campo é poder conhecer de perto a produção local. Em Rio das Flores é feita uma das mais premiadas cachaças artesanais do país, a Cachaça Werneck. A visita é gratuita, mas precisa ser agendada.
Fonte: INEA










quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Plataforma Digital é inaugurada na Engenhoca




Moradores comemoraram a entrega da obra que vai beneficiar a população na Zona Norte de Niterói.
Foto: Leonardo Simplício / Ascom Niterói


Estrutura contará com cursos voltados para as áreas de tecnologia, fotografia e computação gráfica

Moradores do bairro Engenhoca, na Zona Norte de Niterói, já podem fazer uso da Plataforma Digital, inaugurada nesta quarta-feira (22) no Largo de São Jorge. O telecentro conta com acesso à internet, midiateca, sala de jogos interativos e educacionais.

“Nosso objetivo com a criação da plataforma digital é oferecer cursos e formação de jovens para o mercado de trabalho. A Engenhoca entrou no mapa de prioridades da nossa gestão, que é uma administração que olha para todas as regiões da cidade. Este projeto muda a história do bairro. Esta é a região de Niterói com maior número de jovens que não estudam e não trabalham”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves, durante a solenidade de inauguração.

As inscrições para os cursos da plataforma digital serão abertas em dezembro e as aulas devem começar em janeiro. Os cursos serão voltados para as áreas de tecnologia da informação, desenvolvimento de jogos, fotografia, computação gráfica, entre outras. O objetivo é capacitar jovens para o mercado de trabalho através do uso de novas tecnologias. O local terá área para acesso à internet, e espaço para exibição de filmes.

O secretário municipal de Projetos Estratégicos, José Seba, destaca que o espaço, com uma arquitetura moderna e futurista, tem a possibilidade de transformar o seu entorno.

“É um projeto que requalifica a região e uma oportunidade de inclusão através da educação e da tecnologia para os jovens da Engenhoca e bairros vizinhos. O progresso está ligado a inclusão de todos”, disse.

A plataforma digital ganhou o nome do ex-presidente da Federação das Associações de Moradores de Niterói (Famnit), Fabiano Maia. Bastante emocionada, a viúva de Fabiano, Verônica Maia, acompanhada das duas filhas, agradeceu a homenagem.

“Fomos casados por 19 anos e o Fabiano teve grande atuação neste bairro. Tenho certeza que ele está muito feliz com esta homenagem. A possibilidade de ter minhas filhas participando deste projeto, fazendo cursos aqui, será muito gratificante”, contou.

Também foram entregues a reforma da Praça do Largo de São Jorge e a construção do boulevard sobre o canal entre as avenidas João Mendes e Doutor Renato Silva. O canal, coberto com lajes de concreto, ganhou brinquedos infantis, espaço de lazer com mesas e bancos, além de uma academia da terceira idade. Para que a limpeza e manutenção do canal continue sendo feita, há trechos sem cobertura, que permitirão este trabalho.

Com a execução dos dois projetos, o investimento na região será em torno de R$ 5 milhões. A obra da plataforma digital tem valor de cerca de R$ 4 milhões, com recursos da Prefeitura. O deputado federal Sérgio Zveiter é autor de uma emenda que conseguiu R$ 1 milhão para a revitalização da praça e cobertura do canal, orçada em R$ 660 mil.

Fonte: O Fluminense












PROJETO GRAEL 20 ANOS: Lançamento de documentário sobre o Projeto Grael







Levantar âncora! Içar as velas! Ação! 

Projeto Grael e TJUFRJ apresentam o documentário interativo “Bons ventos”, na sede do Projeto Grael, em Jurujuba, Niterói.

Saiba mais sobre a parceria do Projeto Grael e o TJUFRJ - o telejornal online da Escola de Comunicação da UFRJ no link Difusão e memória: efeitos do webdocumentário para o Projeto Grael

COMPAREÇA!!!

Axel Grael



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ACESSE TAMBÉM:

Telejornal Online da Escola de Comunicação da UFRJ







Obra da Marquês do Paraná vai começar no início do mês



No projeto, o sentido Icaraí irá ganhar mais faixas de rolamento e uma ciclovia que vai ligar a Zona Sul ao Centro. Ilustração


Alargamento da via tem o objetivo de melhorar a mobilidade na cidade

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, assinou nesta quarta-feira (22), dia do aniversário de 444 anos do município, a ordem para o início das obras de alargamento da Avenida Marquês do Paraná, no Centro. O projeto tem o objetivo de melhorar o fluxo de veículos e a mobilidade na região, com a criação de mais duas pistas na via, além da ciclovia que ligará Icaraí ao Centro.

A obra será iniciada com a demolição das áreas desapropriadas. Já estão em curso 51 desapropriações. A primeira, um prédio com 15 apartamentos e salas comerciais, na esquina da Marquês do Paraná com Doutor Celestino, está em fase final de negociação. A Procuradoria-geral do Município, que negocia as desapropriações, garante que não haverá demolições até que todos os moradores deixem os imóveis.

Rodrigo Neves ressaltou que, no dia aniversário, Niterói celebra mais uma obra significativa para a qualidade de vida da cidade.

“Hoje estamos celebrando mais um projeto, o alargamento da Avenida Marquês do Paraná, aguardado há muitos anos pelos niteroienses. Mas, por trás de cada obra, há um trabalho diuturno de dezenas e centenas de funcionários. Eu queria agradecer, em nome do povo de Niterói, cada um de nossos servidores”, disse Neves.

O prefeito informou que o alargamento da Marquês do Paraná irá resolver um dos principais gargalos do trânsito de Niterói.

“Vamos ter mais faixas e a ciclovia, o que é um ganho extraordinário. Vamos integrar a ciclovia da Avenida Roberto Silveira com a da Avenida Amaral Peixoto. A tendência é que aumente o fluxo de ciclistas com essa ligação. Será construída uma praça na esquina da Rua Doutor Celestino, que terá o problema de saída da via resolvido.

O projeto também inclui a reurbanização até a Avenida Amaral Peixoto, com calçadas dentro das normas de acessibilidade e uma nova praça sobre o mergulhão. A Marquês do Paraná é um dos principais eixos para os veículos que seguem do Centro para a Zona Sul. No sentido Icaraí, a via ganhará mais duas faixas de rolamento, totalizando cinco pistas, e ciclovia no trecho entre as ruas Doutor Celestino e Miguel de Frias.

A obra começa no início de dezembro e será a primeira realizada com recursos obtidos através do modelo de outorga onerosa, que financiará ações do processo de requalificação do Centro. Serão utilizados R$11,8 milhões, dos R$14 milhões já pagos por investidores que tiveram seus projetos aprovados para a região central da cidade. A entrega será no segundo semestre de 2018.

A solenidade de assinatura de início da obra contou com as presenças dos secretários de Urbanismo e Mobilidade, Renato Barandier; do secretário de Obras, Vicente Temperini, do deputado estadual Waldeck Carneiro, entre outras autoridades da gestão municipal.

Fonte: O Fluminense




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Pontapé inicial para duplicação da Avenida Marquês do Paraná 










terça-feira, 21 de novembro de 2017

SAÚDE EM NITERÓI: Obra de reforma e ampliação da Policlínica de Itaipu é entregue



A unidade da Região Oceânica recebeu revisão elétrica e hidráulica e de climatização. Foto: Bruno Eduardo Alves / Ascom Niterói



Unidade que possui cerca de 120 mil pacientes cadastrados foi revitalizada para atender a população

A Policlínica Regional Maria Aparecida Costa, em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, foi reinaugurada nesta terça-feira (21). A unidade, que possui cerca de 120 mil pacientes cadastrados e realiza, em média, 6 mil atendimentos por mês, recebeu revisão de toda parte elétrica, hidráulica e de climatização, bem como conserto do telhado e pintura geral, além da construção de um depósito de lixo e resíduos e a troca de todas as portas e janelas. As obras começaram em março deste ano.

A Policlínica Regional de Itaipu realiza atendimento nas áreas de clínica médica, cardiologia, pediatria, ortopedia, neurologia, geriatria, odontologia, fisioterapia, psicologia, nutrição, serviço social, dermatologia e terapia ocupacional.

A unidade possui sete consultórios para atendimento de especialidades, além de salas de serviço social, fisioterapia, nutrição, ultrassom, eletrocardiograma, curativos, vigilância em saúde, vacina, farmácia e pré-consultas.

Entre os serviços oferecidos estão grupos de diabetes e hipertensão, gestantes, idosos, atenção à criança e ao adolescente, psicologia e tabagismo, e realiza também exames de eletrocardiograma, ultrassom, coleta de sangue, além de testes de HIV, hepatites, pezinho e olhinho.

Fonte: O Fluminense







VOR: Assista matéria do SporTV sobre a participação da Martine Grael na regata de volta ao mundo



Martine no leme do AkzoNobel, no trecho Lisboa-Cidade do Cabo da regata Volvo Ocean Race.

Matéria do SporTV mostra imagens da velejadora brasileira Martine Grael, medalha de ouro na Rio 2016, que disputa a regata Volvo Ocean Race, que dará a volta ao mundo.

Assista à matéria clicando aqui.

Acesse também:

VOLVO OCEAN RACE: Perto do Rio de Janeiro, Martine Grael dá entrevista em português a bordo do AkzoNobel
Perto do Rio de Janeiro, Martine Grael conta as estratégias para vencer etapa
VIDA A BORDO: um pouco do cotidiano a bordo do AkzoNobel









Pontapé inicial para duplicação da Avenida Marquês do Paraná



Ampliação da Marquês do Paraná será feita através de recursos de outorga onerosa.


Obra, que inclui uma ciclovia, pretende melhorar a ligação entre o Centro e a Zona Sul de Niterói

Será assinado na manhã nesta quarta-feira (22), no Solar do Jambeiro, Icaraí, Zona Sul de Niterói, a ordem para o início das obras de alargamento da Avenida Marquês do Paraná, no Centro. O projeto vai melhorar o fluxo de veículos e a mobilidade na região, com a criação de mais duas pistas na via, além da ciclovia que ligará Icaraí ao Centro.

A obra será a primeira realizada com recursos obtidos através do modelo de outorga onerosa, que financiará ações do processo de requalificação do Centro. Serão utilizados R$11,8 milhões, dos R$14 milhões já pagos por investidores que tiveram seus projetos aprovados para a região central da cidade.

“O alargamento da Marquês do Paraná eliminará o gargalo na esquina com a Rua Doutor Celestino por causa do mergulhão Ângela Fernandes, projetado no governo anterior, que prejudica o trânsito no rush noturno. Com isso, milhares de trabalhadores ganharão mais tempo para o descanso depois da jornada diária de trabalho”, explica o secretário municipal de Urbanismo, Renato Barandier.

O secretário destaca ainda que, com a obra, Niterói ganhará uma nova avenida, totalmente urbanizada, com nova praça, calçadas, arborização e com a ciclovia que ligará o Centro a Icaraí, permitindo maior mobilidade aos ciclistas da cidade.

A Marquês do Paraná é um dos principais eixos para os veículos que seguem do Centro para a Zona Sul. No sentido Icaraí, a via ganhará mais duas faixas de rolamento, totalizando cinco pistas e ciclovia no trecho entre as ruas Doutor Celestino e Miguel de Frias. O projeto também inclui a reurbanização até a Avenida Amaral Peixoto, com calçadas dentro das normas de acessibilidade e uma nova praça sobre o mergulhão.

Já estão em curso as 51 desapropriações na área, necessárias para a obra. A primeira, um prédio com 15 apartamentos e salas comerciais, na esquina da Marquês do Paraná com Doutor Celestino, está em fase final de negociação e a expectativa é de que a demolição aconteça ainda este mês. A Procuradoria-geral do Município, que negocia as desapropriações, garante que não haverá demolições até que todos os moradores deixem os imóveis.


Fonte: O Fluminense









Que países fazem mais pelo clima global?



Também crianças se manifestaram em Bonn em favor do clima global (Foto: Reuters/Wolfgang Rattay)


Protagonistas da COP23 se esforçam para se apresentar o mais verde possível. Enquanto isso, outros, como o Marrocos, despontam como inesperados exemplos positivos. Índice mostra quem está fazendo mais progresso.

Muitos países estão exibindo na conferência COP23, em Bonn, os seus sucessos no combate à mudança do clima global. Mas isso faz com que sejam mais verdes?

O Índice de Desempenho na Mudança Climática (CCPI, na sigla em inglês) 2017, divulgado nesta quarta-feira (15), lista 56 nações e a União Europeia de acordo com suas emissões de gases-estufa, desenvolvimento de energias renováveis, uso energético e política para o clima. O relatório é publicado pela ONG ambiental alemã Germanwatch e a rede Climate Action Network.

Suécia, Lituânia e Marrocos obtiveram as melhores cotações, cabendo as piores a Coreia do Sul, Irã e Arábia Saudita. Como no ano anterior, a Alemanha teve uma colocação relativamente modesta, em 22º lugar, especialmente devido a seu uso maciço de carvão mineral.

Outros países desenvolvidos, como Canadá, EUA e Japão, aparecem entre os dez últimos colocados.

O Brasil é 19º - o primeiro país na categoria desempenho mediano. O relatório atribui o posicionamento ao uso de energia hidroelétrica, que ajuda a limpar o mix energético nacional. Porém, o texto destaca que nos últimos cinco anos o país fez muito pouco para cortar suas emissões.

Ninguém é "muito bom"

A boa notícia é que o crescimento médio das emissões de CO2 caiu, em relação ao CCPI 2016. Por outro lado, nenhum país se comportou de modo a merecer o predicado "muito bom".

Apesar de a Suécia liderar a lista, graças a uma queda das emissões e alta percentagem de fontes renováveis em sua matriz energética, ainda lhe falta ambição. Segundo os autores do relatório, as metas do país escandinavo para a energia renovável até 2030 não bastarão para manter o aquecimento global abaixo de 2ºC em relação à era pré-industrial.

Marrocos, por sua vez, está em ascensão, tendo promovido intensamente a transição para a energia renovável, que agora está implementando. A previsão é que nos próximos anos a nação norte-africana alcançará rankings ainda mais altos.

Fórmula de sucesso do Reino Unido

O primeiro a ancorar a redução de emissões em sua legislação nacional foi o Reino Unido, em 2008. Isso ajudou o país a avançar, pois, pelo menos nesse aspecto, a política energética não está à mercê dos caprichos de quem quer que chefie o governo.

"Reduzimos as emissões carbônicas em 40% desde 1990, enquanto a economia cresceu 70%", disse Nick Bridge, representante especial de Londres para a mudança climática. As taxas cobradas sobre o CO2 estiveram entre os principais motores do sucesso britânico.


Quem combate as mudanças climáticas? (Foto: DW)


"Fomos de 40% de carvão em nossa geração de eletricidade, cinco anos atrás, para quase nada", acrescentou. No ano corrente, o país, que ocupa a 8ª colocação no CCPI, conseguiu ter até mesmo um dia de emissão zero. O bom desempenho se deve também à produção de energia eólica offshore, em que o Reino Unido é campeão mundial, e uma guinada em direção à economia circular.

No entanto, segundo o relatório apresentado na COP23, "as metas do país para 2030, em emissões e energia renovável, não são suficientemente ambiciosas para uma trajetória bem abaixo dos 2ºC".

Alemanha e o carvão

Como coanfitriã da conferência internacional do clima, a Alemanha desfila seu inventário de fontes de energia limpa. Na prática, porém, o país segue sendo um dos dez maiores emissores do mundo, estando ameaçado de descumprir suas metas climáticas.

Embora os alemães se comprometam a reduzir em 40% seus gases-estufa até 2020, as medidas atualmente adotadas só bastarão para uma redução de cerca de 30%. Uma enorme indústria de linhita e o setor de transporte são os maiores obstáculos ambientais do país.

"O carvão não tem futuro, o mundo está se afastando dele. A Alemanha tem que seguir a tendência", apelou Eberhard Brandes, da WWF Germany. "Senão, nós nem seremos um modelo a ser seguido, nem vamos cumprir nossos compromissos internacionais."




Gás na Rússia, atraso na Coreia do Sul

Os autores do Índice de Desempenho situam a Rússia entre os últimos da lista climática, devido a suas emissões elevadas e pouco uso de energias renováveis. O país possui a maior reserva de gás natural do mundo, assim como algumas das maiores de carvão e petróleo.

Esse fato não impediu Alexey Kulapin, diretor do Departamento Estatal de Política de Energia em Moscou, de afirmar, numa coletiva de imprensa na COP23, que o sistema russo é um dos mais verdes do planeta.

"O gás natural responde por mais da metade das fontes energéticas da Rússia, e todos sabem que gás é uma das fontes mais ecológicas", insistiu. Segundo os especialistas, o país carece de ambição na política climática doméstica e tem um longo caminho a percorrer, até melhorar sua colocação no CCPI.

Com um emprego extremamente reduzido de fontes renováveis, a Coreia do Sul consta em antepenúltimo lugar na lista. "Temos que incrementar nossas energias renováveis, mas com sabedoria", explicou Yoo Young-sook, diretora da ONG The Climate Change Center.

Ela teme que um abandono drástico da energia nuclear só acarretará o aumento das emissões de combustíveis fósseis: para seu país, as fontes renováveis ainda são coisa do futuro, reconhece a ex-ministra do Meio Ambiente da Coreia do Sul.