segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Documentário aborda resiliência da Baia de Guanabara após as Olimpíadas



O biólogo Ricardo Gomes defende a urgência da despoluição da Baia de Guanabara. Foto: Ricardo Gomes


Documentário “Baia Urbana”, do biólogo Ricardo Gomes, será lançado em novembro. Produzido em colaboração com o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+), o filme mostra a vibrante vida marinha que resiste na Baia de Guanabara, apesar da poluição de seu corpo d’água, alvo de notícias no mundo todo antes e durante as Olimpíadas do Rio.

A Baia de Guanabara foi palco de diversos eventos esportivos durante as Olimpíadas, e a poluição de seu corpo d’água foi alvo de notícias no mundo todo. No entanto, mais do que prepará-la para os Jogos, sua despoluição era e permanece necessária para manter viva sua rica biodiversidade marinha, da qual dependem milhares de pescadores.

Esse é o argumento do biólogo Ricardo Gomes, que defende a urgência da despoluição da baia e passou duas décadas nadando, mergulhando, analisando e filmando suas águas. Em documentário que será lançado em novembro em colaboração com o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+), Gomes utiliza mais de 100 horas de filmagens para mostrar, não a poluição, mas a vibrante vida marinha que resiste na baia. O lançamento ocorrerá no Museu do Amanhã.

O novo filme, cujo título é “Baia Urbana”, é um testamento da resiliência dos ecossistemas e da população vivendo às suas margens. De fato, mais de 20 mil pescadores dependem da baia, mas menos de 20% de suas águas são apropriadas para a pesca atualmente. Do total de 465 toneladas de esgoto orgânico jogado todos os dias, apenas 68 toneladas são tratadas. Além de esgoto, lixo industrial líquido é responsável pela poluição provocada por substâncias tóxicas e metais pesados nas águas da baia.

Gomes, que estudou biologia marinha na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), já lançou outro documentário sobre a vida marinha das praias de Copacabana e Leblon, chamado “Mar Urbano”. No novo documentário, também apoiado pela empresa OceanPact, Gomes explora as águas da baia, mostrando as diferentes espécies de vida marinha, algumas das quais servidas em muitos restaurantes no Rio e que estão sob risco de extinção.


Novo filme é um testamento da resiliência dos ecossistemas e da população da Baia de Guanabara. Foto: Ricardo Gomes.


Gomes chama a baia de “Amazônia azul” ou uma floresta amazônica submersa, completando ser mais fácil pressionar a opinião pública a preservar o que pode ver. Por meio do filme, ele espera levar as atenções para as maravilhas da vida marinha na baia e levar sociedade civil e governos à ação.

O projeto é um exemplo de busca pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que estabelecem metas para desenvolvimento inclusivo em suas três dimensões: econômica, social e ambiental. A colaboração com o Centro RIO+ também permitirá uma disseminação global do documentário como uma poderosa ferramenta para a construção de resiliência.


Gomes chama a baia de um tipo de “Amazônia azul” ou uma floresta amazônica submersa. Foto: Ricardo Gomes.


Gomes recomenda que o governo estadual mantenha sua promessa de acabar com o despejo de esgoto não tratado na baia, e utilize políticas para proibir dezenas de indústrias de jogar metais pesados e outros resíduos impunemente, particularmente a indústria de petróleo. Até o momento, o governo do estado elevou as taxas de tratamento de esgoto de 11% desde 2009 para 51% atualmente. Uma unidade de tratamento em Alcântara, subúrbio do Rio, deve começar o tratamento de 1,2 mil litros de esgoto por segundo após as Olimpíadas.

Fonte: ONUBrasil







domingo, 28 de agosto de 2016

TURISMO EM NITERÓI DURANTE A RIO 2016: Medalha de ouro em hospitalidade



Segundo José Haddad, os números de turistas na cidade revelam o crescimento do turismo espontâneo. Foto: Divulgação


Mais de 120 mil turistas circularam por Niterói durante as Olimpíadas, elogiando a beleza e a estrutura da cidade

Niterói teve uma presença significativa de turistas e visitantes e uma impactante divulgação de seus atrativos em todo o mundo, durante o mês olímpico. Foram mais de 120 mil pessoas que circularam na cidade, indo aos atrativos turísticos, aos polos gastronômicos e de moda.

Durante o mês olímpico, a cidade recebeu turistas de 82 países e de quase todos estados brasileiros. Os turistas internacionais vieram, em sua maioria, da Argentina, Colômbia, EUA, França, Inglaterra, Alemanha, México, Espanha, Peru e Austrália.

Já do País, vieram de cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, Ceará, Pará, Rio Grande do Norte, Santa Catarina , Pernambuco, entre outros.

A faixa etária dos visitantes no total de 51,2% foi 18 a 39 anos, 32,2% na faixa de 40 a 60 anos, já acima de 60 anos foi de 5,1%, na faixa de 13 a 17 anos, 4,4% e de 0 a 12 anos, 7,1%.

Segundo o presidente da Niterói Empresa Lazer e Turismo (Neltur), José Haddad, os números de turistas na cidade revelam o crescimento do turismo espontâneo, como no MAC, que desde sua reabertura em pouco mais de um mês já recebeu cerca de 90 mil turistas; o Parque da Cidade, cerca de 15 mil pessoas, além da Ilha da Boa Viagem, que tem batido recorde de visitação, o Caminho Niemeyer e a Fortaleza de Santa Cruz.

“O Ônibus de Turismo tem tido uma grande procura, inclusive, pelos niteroienses”, destaca Haddad.

Niterói foi divulgada através dos Centros de Atendimento da Neltur, tendo sido os mais procurados, o do Caminho Niemeyer e o da Praça Araribóia, que tem sido muito elogiado pela população. Por abrigar os motorhomes, a cidade entrou oficialmente na Rio 2016, além de participar com guias bilíngues no Boulevard Olímpico e no Media Center.

Parceria - Para José Haddad é cada vez mais produtiva a parceria com a Riotur, que facilita a divulgação dos atrativos de Niterói nos seus Centros de Informações. Para Haddad, as mais de 30 ações desenvolvidas pela Prefeitura de Niterói, através da Neltur e outros órgãos municipais, possibilitaram um maior fluxo do turismo, com efeito positivo na economia da cidade, principalmente nos polos gastronômicos e na rede hoteleira.


Um dos principais cartões-postais da cidade, MAC ajudou a atrair visitantes. Foto: Divulgação

 
O presidente da Neltur destaca como positivas as iniciativas de oferecer a área dos motorhomes, o cardápio com nomes de atletas olímpicos nos principais restaurantes da cidade, a inauguração do CAT na Praça Arariboia, a circulação do Ônibus do Turista, as ações no Media Center, o Niterói Help Tourist e a nova folheteria, Haddad lembra que, nos últimos anos, a rede hoteleira praticamente se mantinha do turismo de negócio, através da indústria naval, Petrobras e Comperj, mas com a crise econômica houve uma significativa perda dessa clientela. Com o trabalho da Neltur e o esforço dos empresários hoteleiros, este panorama começa a mudar, com a ocupação dos leitos da cidade por turistas espontâneos.

“É um dado significativo pois teve hotel que chegou ao patamar de 85% de ocupação”, afirma Haddad.

Sobre os motorhomes, o resultado foi bastante positivo pois Niterói entrou oficialmente na Rio 2016 ao abrigar os turistas de motorhomes. Por conta das ações da Neltur e da presença de turistas da Alemanha, Argentina, França, Holanda, a cidade foi destaque de forma espontânea e positiva na mídia internacional.

Segundo Haddad, todos os turistas que estiveram no local elogiaram a logística, o atendimento e a segurança. O Ministério Público esteve na área destinada aos veículos e elogiou o trabalho realizado.

Cidade da vela - Para José Haddad, Niterói está orgulhosa pela vitória e mais uma medalha de ouro da família Grael na vela, agora com Martine Grael e sua colega de equipe Kahena Kunze.

“Niterói tem uma vocação turística pelo mar, agora, sem dúvida, se consolida como a Cidade da Vela do País. Não há outra cidade que tenha tantas medalhas olímpicas neste esporte. São 8 no total”, destaca Haddad.

Fonte: O Fluminense








sábado, 27 de agosto de 2016

OURO DE MARTINE E KAHENA: Celebração pela glória olímpica



Com Marco Grael ao centro, Kahena Kunze e Martine Grael (à direita) exibem orgulhosas a medalha de ouro. Foto: Marcelo Feitosa

Matheus Oliveira

Niteroiense Martine Grael e carioca Kahena Kunze revelam detalhes da histórica conquista na Rio 2016

A coroação de um ciclo olímpico vitorioso com um triunfo glorioso em pleno quintal de casa, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. Após o ouro dos Jogos vieram entrevistas, celebrações e a sensação de terem chegado ao ápice da carreira como velejadoras. Com dias de festa e muita alegria, esta tem sido a rotina da dupla Martine Grael e Kahena Kunze, medalha de ouro na classe 49erFX nas Olimpíadas Rio 2016.

A niteroiense Martine e a carioca Kahena fizeram uma campanha marcada pela regularidade, ficando sempre entre as primeiras colocadas na disputa da medalha e tendo vencido duas regatas antes da Medal Race, a prova decisiva que reunia os dez melhores times da competição e possuía pontuação dobrada.

Na segunda posição antes da Medal Race, atrás das espanholas Berta Bertanzos e Támara Echegoyen, que possuíam uma vitória a mais. Na prova final, as espanholas ficaram para trás e a disputa foi decidida na última volta diante da dupla neozelandesa Alexandra Maloney e Molly Meech, que ficaram com a prata. Após muita celebração na praia do Flamengo, as atletas revelaram que a ficha pela conquista vem caindo devagar.

“Vem caindo aos poucos, mas ás vezes, eu esqueço. As pessoas dizem obrigado e eu me pergunto, “mas obrigado por que” ? Está caindo devagarzinho a ficha, estou muito feliz de ter encontrado nossos amigos e essa comemoração toda. Para a gente está sendo muito legal”, disse Martine Grael.

“Para mim também, está caindo bem devagarzinho, isso é bom, porque você vai curtindo aos poucos. Tem dias que acordo e me perguntou “Aonde estou? O que aconteceu ? E você olha para a medalha e pensa “é verdade mesmo”, contou Kahena.

A dupla brasileira ainda falou sobre a estratégia adotada para manter a regularidade e conquistar a medalha dourada.

“A gente conversou sobre uma estatística, a de que quem se mantém entre os seis primeiros em todos os regatas, tem grandes chances de medalha. Nosso objetivo era todo dia manter a média, não chutar o balde em nenhuma prova. Foi difícil para a gente. Teve dias em que a gente via a oportunidade de ganhar pontos, e pensávamos não vamos deixar passar. Isso foi muito importante no final, pois a disputa foi ponto a ponto na Medal Race. Tudo mundo estava igual e tal atitude foi determinante para o título”, declarou Martine.

Kahena Kunze contou que a emoção da disputa fez se imaginar em todas as posições possíveis, de primeiro ao quarto lugar.

Qual a chance de você ir para uma Medal com as quatro primeiras com chance de medalha ? Foi um ponto de diferença, mas todo mundo igual, pois a Medal Race valia o dobro. Antes da regata final, eu me imaginei em todas as posições e a que eu mais pensava era em quarto. A pior coisa é tirar quarto. Fui pensando em cada um, até o primeiro, que era o melhor. Mas a gente foi super tranquila para a regata. Eu acordei em um dia bom. A gente falou entre nós que seria mais um treininho. Estamos em casa, vamos fazer esse percurso feijão com arroz e vamos vencer” revelou Kahena.

As atletas, que classificaram de forma positiva o desempenho do Time Brasil de vela, falaram o que sentiram ao ver a praia lotada para recebê-las após a conquista mais importante de suas carreiras.

“Minha vontade era ir direto para a praia. Sair da regata e ir para a praia. Depois que a gente ganhou, viramos o barco, vieram vários amigos nadando e uma imagem linda quando subiram nosso barco. Só que eram tantas pessoas que foi mágico e queria muito agradecer pois a torcida deu uma ajuda e tanto. Nosso esporte não é uma quadra de vôlei, que está todo mundo lá, contando ponto por ponto, a gente está mais distante, mas eles ajudaram muito, assim como o cenário maravilhoso da Baía”, destacou Kahena.

As atletas revelaram que irão descansar antes de definir o futuro da dupla para o próximo ciclo olímpico, visando a disputa dos Jogos de Tóquio, em 2020.

Destaque em família no Rio

A Seleção Brasileira de vela teve um bom desempenho nas provas realizadas na Marina da Glória, com vários atletas chegando a Medal Race. Mesmo sem alcançar tal disputa, outro integrante da família Grael participou das Olimpíadas e mesmo com pouca experiência obteve um décimo primeiro lugar: foi Marco Grael, irmão de Martine e filho do bicampeão Torben Grael.

Ao lado de Gabriel Borges, o atleta niteroiense quase disputou a Medal Race na classe 49er masculina. Enaltecendo os conselhos do pai, coordenador técnico da equipe brasileira, Marco avaliou seu desempenho nas águas cariocas.

“Foi uma experiência inesquecível, para qualquer um que participou, seja como atleta ou espectador, foi uma experiência muito diferente de qualquer outra Olimpíada. Cada Olimpíada tem um pouquinho da cultura local e da especialidade do lugar e acho que o Brasil conseguiu mostrar isso muito forte em relação as outras edições. Para a gente, competindo em casa, foi maravilhoso. Fizemos uma campanha bem árdua e ter chegado aqui, presenciando o carinho de todo mundo foi especial", contou.

Fonte: O Fluminense






PROJETO GRAEL RECEBE BARCO SUSTENTÁVEL: Nômades do ambiente ancoram em Niterói



Nomade des Mers está ancorado em Jurujuba e ficará até o fim de setembro para desenvolver estudos de baixa tecnologia. Fotos: Douglas Macedo



Vinicius Rodrigues

Franceses fazem parceria com Projeto Grael para troca de estudos sustentáveis

Niterói recebeu desde o início desta semana uma expedição marítima que leva consigo conhecimento capaz de impactar as gerações futuras. Através da construção de tecnologias sustentáveis de baixo custo (low-tech), quatro franceses e uma brasileira ancoraram o Nomade Des Mers (Nômades dos Mares, em português) na sede do Projeto Grael, em Jurujuba, na Zona Sul, para uma parceria com a organização.

O objetivo da tripulação é divulgar tecnologias de simples utilização, sustentáveis, de baixo custo energético e financeiro, que podem estar disponíveis para comunidades e ONGs. Em cada parada, um inventor é convidado a instalar e testar a sua solução a bordo.

“Nosso objetivo é conhecer outros inventores e projetos inspiradores, conversar com especialistas e aprender uns com os outros”, diz o chefe da expedição e capitão do Nomade Des Mers, o francês Corentin De Châtelperron, também conhecido como “Coco”. Ele é responsável por toda a parte de pesquisa e desenvolvimento da expedição.

Capa de O Fluminense dando destaque à presença do Nomade des Mer no Projeto Grael.


Usando tubos de PVC e motor de impressora, Coco mostra uma hélice sustentável. Normalmente, o material utilizado é encontrado facilmente em lixeiras e até nos mares, como explica sua parceira de tripulação.

“Nós queremos que a sustentabilidade seja uma realidade na vida das pessoas e viajamos ao redor do mundo para difundir esse pensamento”, disse a cientista francesa Elina Reynaud, enquanto degustava uma porção de larva de tenébrio com uma caneca de chá de hibiscus.

Para Axel Grael, um dos fundadores e ex-presidente do Projeto Grael, a agenda dos tripulantes, que será de palestras para alunos do instituto, escolas do município e outros grupos que produzem energia sustentável, é de grande importância.

“Em função da sua atuação nos temas da sustentabilidade e da limpeza da Baía de Guanabara, o Projeto Grael tem se tornado uma referência para iniciativas locais e internacionais de proteção aos oceanos e outras iniciativas que vinculam náutica e meio ambiente. Então estamos alegres demais com a visita deles”, declarou.

Comida, banho e atividades não são nada convencionais. A bordo do Nomade, os tripulantes possuem destilador de água, forno a carvão e utilização do biocarvão, cultivam uma horta de hidroponia, uma pequena granja com galinhas para produzir proteína, gerador eólico, biofiltro para produzir fertilizante orgânico, cultivo de Spirulina para produzir proteína vegetal de qualidade, criação de insetos para produzir proteínas com poucos recursos, canacla para poupar água, etc.

Toda a tripulação está navegando pelo mundo numa expedição de três anos. Partiram da França, passaram por Recife e chegaram a Niterói. Daqui, partem para a África do Sul. Os próximos portos a serem visitados são em Madagascar, Índia, Sri Lanka e Malásia.

Fonte: O Fluminense



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Embarcação francesa que divulga técnicas sustentáveis chega a Niterói para parceria com o Projeto Grael







ENERGIA SOLAR: Mapa identifica potencial solar no Rio de Janeiro



Mapa Solar do Rio identifica potencial de geração de eletricidade nos telhados.


Parte do programa Rio Capital da Energia, estudo mapeou 1,5 milhão de telhados

O Governo do Estado lançou, na sexta-feira (26/8), o Mapa Solar do Rio de Janeiro. O aplicativo permite identificar o potencial de geração de eletricidade nos telhados da capital fluminense. O estudo, inédito no país, mapeou 1,5 milhão de telhados e mostra que o potencial de geração fotovoltaica nas áreas mapeadas é maior que o consumo residencial da capital. O aplicativo pode ser acessado através do site http://mapasolar.rio. O serviço possibilita visualizar dados como a irradiação solar e a área disponível em cada edifício da cidade.

Com o conhecimento do potencial do telhado, por exemplo, é possível calcular a economia na conta de luz com a instalação de um equipamento de energia fotovoltaica em casa. Isso porque, desde 2013, qualquer brasileiro pode conectar à rede elétrica um micro ou minigerador fotovoltaico e receber créditos na conta de luz pela energia excedente produzida.

O estudo foi criado no âmbito de um projeto de cooperação entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico; a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Governo Federal; o Instituto Pereira Passos, da Prefeitura do Rio de Janeiro; e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.

O projeto integra a carteira do programa Rio Capital da Energia, cujo objetivo é mobilizar a sociedade e promover o debate sobre as fontes renováveis de energia e a eficiência energética, para tornar o Estado do Rio de Janeiro um centro de referência em inovação tecnológica, eficiência energética e sustentabilidade ambiental.
Dados tridimensionais

O mapa foi desenvolvido através de uma simulação 3D com base em dados tridimensionais do relevo e das construções (https://www.youtube.com/watch?v=Vc2bJSAfsvw), exceto em edificações em áreas de ocupação informal. Para o cálculo, foram escolhidos os dias com maior e menor insolação no ano de 2015.

Fonte: Governo do RJ








NITERÓI CONTRA QUEIMADAS: Prefeitura promove "Rondas Preventivas"

 
 
Equipes da Prefeitura de Niterói percorrendo a comunidade. Foto divulgação Defesa Civil de Niterói.
 
Equipes reunidas para o trabalho educativo e preventivo contra queimadas. Foto divulgação Defesa Civil de Niterói.

Participantes do NUDEC Queimadas - voluntários das comunidades treinados para atuar em prevenção às queimadas - diante de uma área reflorestada do Morro da Boa Vista e que sofreu danos por queimada. Foto divulgação Defesa Civil de Niterói.

Local de queima de lixo na comunidade. As práticas ilegais de queima de lixo e soltura de balão são as principais causas de início de queimadas nas encostas de Niterói. Foto divulgação Defesa Civil de Niterói.

Técnicos da Defesa Civil conversam com moradores sobre a necessidade de prevenir queimadas e riscos para a saúde e para o meio ambiente desta prática ilegal. Foto divulgação Defesa Civil de Niterói.


Equipes da Prefeitura e dos Bombeiros observam local de queima de lixo. Foto divulgação Defesa Civil de Niterói.

Prática ilegal da queima do lixo. Foto divulgação Defesa Civil de Niterói.


Construindo uma Niterói Resiliente

A Ronda Preventiva é uma iniciativa da Defesa Civil de Niterói em parceria com a Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SECONSER), Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS), Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN), Guarda Ambiental, Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro e voluntários dos NUDEC’s e do NUDEC Queimadas do Município.

O objetivo do programa é conscientizar a população sobre os malefícios da queima de lixo doméstico, do uso do fogo para limpar encostas, dentre outras práticas danosas à vegetação e ao meio ambiente. O serviço é realizado com profissionais de todas as áreas envolvidas, que percorrem comunidades e suas áreas de riscos e conversam com a população sobre os maiores problemas da região, passando as informações necessárias para prevenir desastres. Além da conscientização, é efetuado um cadastro georreferenciado dos moradores, para que periodicamente seja feito contato com a população.

Já foram realizadas rondas nas seguintes comunidades:
  • Boa Vista
  • Morro da Penha
  • Morro do Abacate
  • Morro do Holofote
  • Peixe Galo
  • Salinas
  • Santa Bárbara
  • Viradouro

Fonte: Defesa Civil de Niterói






sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Portal reúne dados sobre agrotóxicos no País



Alan Tygel e Maria Luiza Machado trabalham no Observatório de Atenção Permanente ao Uso de Agrotóxicos (Foto: Divulgação)


Debora Motta

O Brasil é um dos países onde mais se consome agrotóxicos no mundo. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), as vendas de pesticidas em 2015 totalizaram US$ 9,6 bilhões e, só em 2014, foram comercializadas mais de 914 mil toneladas de agrotóxicos no País. Essas e outras informações, que nem sempre são divulgadas pelas empresas e instituições governamentais de modo facilitado para consulta pública, estão agora reunidas no Portal de Dados Abertos sobre Agrotóxicos (http://dados.contraosagrotoxicos.org), desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pelo Grupo de Engenharia do Conhecimento (Greco).

O objetivo do portal é divulgar dados de interesse público sobre o setor, fornecidos por diferentes instituições, com a vantagem de reuni-los em um único ambiente virtual, de fácil navegação. “Um dos grandes problemas para os pesquisadores da área e formuladores de políticas públicas é a dificuldade de acesso a dados oficiais sobre o consumo de agrotóxicos no País. Alguns dados não são publicados, ou são, mas em formato PDF [Portable Document Format], por exemplo, o que dificulta a leitura por computadores e sua divulgação”, justifica uma das coordenadoras do Greco, Maria Luiza Machado, que é professora no Departamento de Ciência da Computação da UFRJ. “O portal de dados abertos interligados é voltado para quem precisa cruzar informações de diversas fontes. Utilizamos a tecnologia de software livre CKAN, de código aberto, o que evita que o pesquisador tenha que fazer buscas e downloads separados, em diferentes sites na Internet. É para quem busca informação para a ação, para quem quer examinar as consequências do uso de agrotóxicos”, completa.

O projeto, que também incluiu a criação de um Observatório de Atenção Permanente ao Uso de Agrotóxicos, foi contemplado pela FAPERJ, com recursos do edital Apoio a Projetos de Extensão e Pesquisa (ExtPesq). A ideia de desenvolver o portal surgiu a partir do engajamento de um dos pós-graduandos vinculados ao Greco, Alan Tygel, que é orientando de Maria Luiza no doutorado em Engenharia Elétrica do Programa de Pós-graduação em Informática da UFRJ, na Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. A campanha visa combater a utilização de agrotóxicos e a ação de suas empresas (produtoras e comercializadoras), explicitando as contradições geradas pelo modelo de produção baseado no agronegócio. “Observei que os participantes da campanha sentiam a necessidade de um espaço virtual para reunir as novas informações geradas por pesquisadores, militantes de movimentos sociais e agricultores, tornando essa informação útil na ação contra o uso de agrotóxicos e em defesa da vida”, explica Tygel.


O portal é uma ferramenta para facilitar as pesquisas sobre agrotóxicos no País e a elaboração de políticas públicas no setor (Foto: Reprodução)



A iniciativa atende à necessidade de transparência em relação aos dados de interesse público, formalizada pela Lei de Acesso à Informação, cujo decreto ocorreu em 2012. “Pela lei, é obrigação das empresas que vendem agrotóxicos no País informarem seus balanços comerciais às autoridades reguladoras, que são o Ministério da Saúde, através da Anvisa [Agência de Vigilância Sanitária], e o Ministério do Meio Ambiente, pelo Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente]. Elas têm obrigação de divulgar dados, como o quanto venderam e a porcentagem do componente químico ativo em cada produto, para sabermos os níveis de toxicidade permitidos para a saúde humana. Mas apenas o Ibama divulga em seu site esses dados, de forma bem atrasada”, afirma Tygel. “Muitos desses componentes são proibidos em outros países, como o herbicida paraquat, por exemplo, que já foi banido na União Europeia, mas continua sendo utilizado no Brasil”, acrescenta.

Com a contribuição do portal e o avanço da pesquisa sobre agrotóxicos no Brasil, espera-se ter subsídios para responder, com mais precisão, à pergunta: o quanto de agrotóxicos um brasileiro consome, em média, em seu prato de comida?. De acordo com Tygel, ainda faltam dados consistentes para desvendar essa questão, mas as expectativas não são animadoras. “Não conseguimos reunir dados atualizados, mas, em 2008, a indústria de agrotóxicos divulgou com muito orgulho que o consumo per capita foi de aproximadamente 5,2 litros de agrotóxicos naquele ano. Então, é muito importante ter essa relação de saber”, destaca. O grupo de pesquisa pretende encaminhar, ainda esta semana, pedidos de divulgação de dados sobre o uso de agrotóxicos, conforme os critérios da Lei de Acesso à Informação, ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e à Anvisa.

No Portal de Dados Abertos sobre Agrotóxicos podem ser pesquisados conjuntos de informações nas seguintes categorias: Comercialização (dados sobre a comercialização de agrotóxicos no Brasil); Agroecologia e Produção Orgânica (fontes de informações sobre produção de alimentos livres de agrotóxicos e transgênicos, dentro da agroecologia e da produção orgânica); Bases de Dados (reunindo informações sobre agrotóxicos, tanto no Brasil quanto no exterior); Doenças (relações entre tipos de agrotóxicos / grupos químicos e sintomas e doenças); Conflitos (dados sobre conflitos gerados pelos agrotóxicos, e pelo modelo do agronegócio em geral); Intoxicações (registro de intoxicações por agrotóxicos); Resíduos em Alimentos (dados sobre análises de resíduos em alimentos); Transgênicos (dados sobre transgênicos); Uso do Solo (dados sobre uso do solo no Brasil e no mundo); entre outras. Também participam do projeto alunos da graduação em Engenharia Elétrica da UFRJ – Mayara Santos, Leonardo Gonçalves e Gabriel Marques.

Fonte: FAPERJ











PROGRAMA ENSEADA LIMPA: melhoria da balneabilidade nas praias da Enseada de Jurujuba - Esclarecimentos




COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

No último fim de semana (19/08/2016), o suplemento O Globo Niterói publicou matéria sobre a melhoria das condições de balneabilidade da Praia de Charitas, localizada na Enseada de Jurujuba, Niterói. A matéria enfatizou a melhoria na qualidade das águas e incluiu o depoimento de moradores e frequentadores das praias que confirmam a boa impressão deixada pelas águas há várias semanas.

No entanto, cabem alguns esclarecimentos. Como já aconteceu em outras ocasiões em que o jornal abordou o tema, algumas informações foram apresentadas de forma imprecisa suscitando dúvidas. Portanto, vamos a alguns fatos:

- O Programa Enseada Limpa foi iniciado pela atual gestão da Prefeitura de Niterói, em 2013, com a finalidade de recuperar a balneabilidade das praias da Enseada de Jurujuba, um dos mais belos recantos da cidade de Niterói e de toda a Baía de Guanabara, além de ser o berço dos esportes náuticos no país.

- O grande desafio do Programa Enseada Limpa é reverter as más condições de balneabilidade das praias que, lamentavelmente, era observado há décadas, como pode ser confirmado no quadro abaixo, publicado pelo INEA, que indica a qualificação anual das praias de São Francisco, Charitas e Jurujuba como péssimas no intervalo entre os anos de 2000 e 2013:




- Ao contrário do que afirma a matéria, inclusive no seu título, as condições de balneabilidade começaram a melhorar justamente a partir de 2013/2014, após os primeiros resultados do Programa Enseada Limpa surtirem efeito. Veja os resultados da melhora da qualidade da água desde o início do Enseada Limpa:

  • 2013: primeiro ano do programa. No segundo semestre, após a solução das línguas de esgoto na Praia de Charitas e Preventório, verificou-se a ocorrência de cinco semanas seguidas com balneabilidade em Charitas. Tal fato já não ocorria há muitos anos.
  • 2014: 40,00% foi a média de semanas com balneabilidade nas praias da Enseada de Jurujuba
  • 2015: 45,68% foi a média de semanas com balneabilidade nas praias da Enseada de Jurujuba
  • 2016: 38,28% foi a média de semanas com balneabilidade nas praias da Enseada de Jurujuba. Os dados aqui apresentados para 2016, só consideram as medições de balneabilidade até julho de 2016, excluindo portanto o período de estiagem, quando a qualidade tende a melhorar.

- A qualidade da água da Enseada deverá melhorar ainda mais com a conclusão das obras realizadas no Canal de São Francisco (Avenida Franklin Roosevelt), com a implantação de uma "caixa de retenção de sedimentos". As ações tomadas pelo Programa Enseada Limpa para alcançar a melhoria das condiçoes de balneabilidade podem ser verificadas aqui.

Portanto, diferente do que a matéria afirma, a melhoria nas condições ambientais na Enseada de Jurujuba são o resultado das ações do Programa Enseada Limpa e os bons resultados começaram a surgir a partir do início do programa, em 2013, após muitos anos de declínio da qualidade das águas das praias.

Axel Grael




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Praia de Charitas está segura para o banho após ficar três anos imprópria


Banhistas aproveitam dia de sol para um banho de mar; limpeza da água pode ser vista com a mudança no aspecto da coloração do mar que está mais verde - Bia Guedes / Agência O Globo



por





Balneabilidade foi constatada nas últimas cinco medições, critério para que seja validada

Depois de ficar mais de três anos com as águas impróprias para o banho, a Praia de Charitas voltou a registrar bons índices de balneabilidade. Nos três pontos da praia em que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) faz medições regulares de poluentes — na altura do número 355 da Avenida Quintino Bocaiúva, em frente à Travessa Santa Cândida e no lado direito do Clube Naval —, as taxas estão dentro do tolerável há cinco semanas, critério necessário para que a balneabilidade seja validada. É a primeira vez que isso acontece, nesta mesma época do ano, desde 2013. Os dados mais recentes foram divulgados segunda-feira pelo órgão.

Apesar da temperatura mais amena, o sol tem aparecido com frequência e motivado muita gente a mergulhar. O comerciante Ivanildo Costa diz que frequenta a praia há mais de 20 anos e nos últimos dias tem percebido a diferença no aspecto da água.

— Não sou muito bem informado desses testes oficiais. É possível que eles deem que está poluído e, mesmo assim, eu mergulhe, porque faço a minha avaliação no olho. Se achar que está limpo, fico tranquilo. Mas hoje a água está limpa como eu não vejo há muito tempo. Está transparente e não tem lixo boiando — disse ele, enquanto entrava no mar, no último domingo, com os dois filhos.

Moradora de São Francisco, a professora Mariana Silva diz que frequentou a praia durante a infância nos anos 1990 e depois parou de ir devido à poluição. Mas no domingo ela resolveu arriscar:

— Apesar de longe de onde moro, costumo ir a Icaraí porque é mais limpa. Meu vizinho, que é biólogo, me avisou que aqui estava até melhor do que lá e vim conferir. E parece mesmo bem limpa.

Para o Inea, a melhora da água na praia tem relação direta com a ligação dos 22 quiosques da orla à rede de esgoto municipal, promovida nos últimos dois anos pelo projeto “Se liga!”, feito em parceria com a prefeitura e a Águas de Niterói. O vice-prefeito Axel Grael também credita a recuperação ao início de funcionamento de uma caixa de areia, instalada há duas semanas, no canal da Avenida Presidente Roosevelt, em São Francisco. Ele explica:

— É um equipamento que torna mais eficiente o dispositivo de captação de tempo seco que existe ali. O rio traz muito sedimento. Tínhamos uma pequena barragem para reter a água, mas ela rapidamente era assoreada e transbordava. Agora, a caixa vai reter os sedimentos antes que eles cheguem na captação.

Além da diminuição do lixo flutuante — que está sendo recolhido pelos 12 ecobarcos que o governo do estado pôs em operação para conter o volume de dejetos boiando próximos às raias olímpicas das competições de vela na Baía de Guanabara —, a redução de micro-organismos poluentes, como coliformes termotolerantes e enterococos, foi registrada nas praias de Adão, Eva, Jurujuba e São Francisco. Do skatepark até a Fortaleza de Santa Cruz, apenas os trechos em frente à colônia de pescadores de Jurujuba e próximo ao canal de São Francisco não estão recomendados para o banho. De acordo com os boletins divulgados pelo Inea na segunda-feira, os mais recentes, a única praia da cidade que está imprópria em toda a sua extensão é a do Gragoatá. Em Icaraí, Piratininga, Sossego, Camboinhas, Itaipu e Itacoatiara o banho está liberado em todos os trechos.

PROMESSA DE MANUTENÇÃO DE ECOBARCOS

As medições do Inea em Niterói são feitas semanalmente. Nesta época do ano, de pouca chuva, a qualidade da água do mar costuma ser melhor. Para manter o bom nível, o município vem desenvolvendo ações dentro do programa Enseada Limpa, coordenado por Axel Grael. A meta da prefeitura é chegar a 50% de balneabilidade entre todos os registros do ano. Axel diz que os pontos ainda impróprios em Jurujuba e São Francisco tendem a melhorar nas próximas semanas:

— Melhoramos a captação de esgoto na Grota (do Surucucu) e o tratamento de esgoto na estação de Jurujuba, que agora conta com um equipamento israelense que filtra a água efluente. A caixa de areia do canal de São Francisco começou a funcionar plenamente há duas semanas. Os resultados ainda vão aparecer.

Durante encontro com operadores dos ecobarcos que estão trabalhando na Baía de Guanabara há dois meses, o secretário estadual de Meio Ambiente, André Corrêa, disse que o trabalho de recolhimento do lixo flutuante continuará mesmo após o fim dos Jogos. No encontro, ele afirmou que um dos desafios da secretaria é deixar como legado um sistema de combate ao lixo flutuante.

Fonte: O Globo Niterói




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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

PARQUES, CULTURA E ECOTURISMO EM NITERÓI: Duna Grande, em Itaipu, terá passeios guiados em 2017



COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

Apesar de investimentos em conservação e recuperação de áreas verdes em todas as regiões da cidade, a Região Oceânica de Niterói tem sido o principal foco das ações em sustentabilidade, implantação de áreas protegidas e ecoturismo. Para isso, a Prefeitura de Niterói está captando recursos para implantar o Programa Região Oceânica Sustentável e já vem avançando em diversas ações, como a criação do Parque Natural Municipal de Niterói (PARNIT), o desenvolvimento do seu Plano de Manejo (sendo realizado), o planejamento da Projeto de Renaturalização do Rio Jacaré, a implantação de melhorias de infraestrutura na Praia do Sossego.

Além disso, com o PRO-Sustentável, também será implantado o Parque Orla de Piratininga, o Centro de Referência em Sustentabilidade Urbana e uma malha cicloviária de 57 km na Região Oceânica, incluindo as ciclovias no interior das galerias do túnel Charitas-Cafubá e um trecho de ciclovia funcional, mas também educativa, panorâmica e turística, a ser construída em parceria com o Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET.

O PESET é uma conquista do movimento ambientalista de Niterói e Maricá, uma vez que a sua criação partiu de uma mobilização, nas décadas de 1980 e 1990, de diversos grupos ambientalistas e comunitários, liderados dentre eles pelo Movimento Cidadania Ecológica, organização que formou uma geração de militantes que ainda defendem a causa em Niterói.

Áreas protegidas em Niterói

Com a prioridade dada ao planejamento e implantação de áreas protegidas em Niterói através do lançamento do Programa Niterói Mais Verde (Decreto Municipal 11.744/2014) e a sua consolidação que virá com o novo Plano Diretor da cidade, o município poderá passar a contar com mais de 50% do seu território sob regime de proteção e gestão ambiental, nos moldes do que é estabelecido pela legislação federal do SNUC. Isto colocará Niterói na vanguarda das estratégias de conservação em áreas urbanas, principalmente considerando-se que a cidade encontra-se num dos mais complexos contextos metropolitanos do país. Poucas cidades terão a oportunidade de contar de tal forma com áreas protegidas para garantir a sua qualidade ambiental, a sua qualidade de vida, a atividade do ecoturismo, esportes, recreação e lazer para a sua população e contribuir com a proteção destas áreas para a resiliência da cidade.

E o PESET tem um papel fundamental nesta estratégia. O PESET constitui-se em uma grande parte deste território protegido e a sua devida implementação é fundamental para Niterói. Por isso, a Prefeitura tem buscado parcerias para a cooperação na gestão do parque estadual e a sua integração com as iniciativas de proteção municipais.

Reserva Biológica de Goethea

A Reserva Biológica de Goethea foi mais uma iniciativa pioneira de conservação de ecossistemas protagonizado em Niterói e, particularmente, na Região Oceânica. Embora jamais tenha sido implantada, a Reserva mostrou uma preocupação à frente do seu tempo dos gestores públicos da época (1932), de garantir a proteção daquele ecossistema de restinga, ainda em condições bastante naturais naquela época. A mesma região foi objeto do reconhecimento do patrimônio arqueológico do sambaqui de Itaipu pelo IPHAN, em 1962, e a criação do PESET.

Vale lembrar que a região foi objeto, nos anos 1980, da primeira Ação Civil Pública do Brasil, impetrada pelo promotor João Batista Petersen contra um loteamento na Serra da Tiririca, que motivou a mobilização que resultou na criação do PESET em 1992.

Diante de tanto pioneirismo em iniciativas de conservação do patrimônio natural, o simbolismo da Reserva de Goethea ganha ainda mais relevância. Por isso, a Prefeitura de Niterói e o INEA unem-se para celebrar no próximo ano as iniciativas pioneiras aqui citadas, de forma a inspirar a construção do futuro sustentável da região.

Axel Grael




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Duna Grande, em Itaipu, terá passeios guiados em 2017

Sambaqui da Duna Grande, em Itaipu, foi reconhecido como patrimônio arqueológico nacional há 55 anos. Foto: Arquivo/ Júlio Silva


Raiana Collier
Atividade é uma das ações previstas com parceria entre prefeitura e Inea

Em 2017, serão comemorados os 55 anos do reconhecimento da Duna Grande de Itaipu como patrimônio arqueológico nacional - tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) - e os 85 anos da Reserva Biológica de Goethea - mais antiga área municipal protegida do Brasil. Para marcar as celebrações, está sendo firmada uma parceria institucional entre a Prefeitura de Niterói e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para pacote de ações na região, que desde 2008 faz parte do Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET). Entre as iniciativas planejadas estão o cercamento, sinalização e, no ano que vem, passeios guiados no entorno da duna.

Segundo Jonathan Ferrarez, chefe do Parque, na última semana foi concluído o cercamento, que durou duas semanas. Ele frisou que esse trabalho é importante para manter a integridade do patrimônio.

“Essa é uma área que precisa ser preservada por ser patrimônio histórico. A Duna Grande é reconhecida como sítio arqueológico, é uma área onde vivia o povo sambaqui. Foi feito um trabalho técnico acompanhando esse cercamento, que precisou ser realizado com muito cuidado pela importância da área”, comentou.

Ferrarez adiantou que, na segunda fase da parceria, será feito o chamado manejo de ecossistema. Faz parte desse trabalho a retirada de vegetação exótica e reflorestamento da área. No próximo ano, serão feitas trilhas contando a história do sítio arqueológico. A parceria incluirá também a remoção de lixo e de espécies exóticas e o plantio de nativas típicas de restinga em regime de mutirão.

Ponto turístico – A Prefeitura informou que o poder municipal vai fazer a interface entre o parque, que é gerido pelo Inea, e a cidade. A Duna, que ocupa um perímetro de 778 metros de extensão, foi cercada com mourões e tela. Quando estiver totalmente protegido, o local será tratado como um ponto turístico de Itaipu e receberá placas informativas sobre outros atrativos da região, como a praia de Itaipu, a Igreja e o Museu de Arqueologia de Itaipu. O projeto de preservação é desenvolvido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, em parceria com a gestão do Parque Estadual da Serra da Tiririca, o Iphan e o Museu de Arqueologia de Itaipu, criado em 1977 a partir dos sítios arqueológicos encontrados na Duna Grande, com peças de até 7 mil anos que contam a história dos povos que viveram da caça, pesca e coleta na Região Oceânica.

A Reserva Biológica de Goethea se tornou a primeira área municipal protegida do Brasil em 1932, por um decreto nunca implantado. Em 1992 a área foi redescoberta e, em 2008, incorporada ao PESET, uma vez que existem indícios de que a Reserva abarcava terrenos à volta da Duna e a própria Duna.

Fonte: O Fluminense




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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Mais de 1,1 milhão de turistas visitaram a capital carioca durante a Rio 2016



 


Em balanço final dos Jogos, setor hoteleiro registra ocupação de 94%

Considerada a principal porta de entrada para o Brasil, a cidade do Rio de Janeiro, recebeu, durante os Jogos Olímpicos, 1,17 milhão de turistas, sendo 410 mil estrangeiros, de acordo com o balanço final divulgado nesta terça-feira (23), pelo prefeito Eduardo Paes, no Rio Media Center (RMC). Na coletiva que contou com a presença do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o secretário de Estado de Transportes, Rodrigo Vieira, foi divulgado também o índice dos países que mais mandaram turistas para o Brasil, onde os Estados Unidos, Argentina e Alemanha foram os líderes. Foram registrados também 760 mil visitantes brasileiros, com a maioria vindo de São Paulo (43%), Rio Grande do Sul (9%) e Minas Gerais (7%).

O prefeito Eduardo Paes agradeceu a mobilização dos cariocas que receberam o maior evento esportivo do mundo de braços abertos.

- Os brasileiros, e especialmente os cariocas, mostraram aos turistas, a vontade de ajudar a fazer com que a Olimpíada acontecesse da forma grandiosa como aconteceu. Cerca de 95% dos turistas que vieram apontaram a vontade de voltar à nossa cidade.

De acordo com os dados do relatório, o gasto médio dos turistas estrangeiros e nacionais foram de R$ 424,62 e R$ 310,42 por dia, respectivamente, impactando positivamente a economia. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), a taxa de ocupação hoteleira da cidade do Rio de Janeiro duplicou, registrando uma ocupação de 94%. Para o secretário de estado de Turismo, Nilo Sergio Felix, a Olimpíada trouxe visibilidade não só para a capital carioca, mas também para todo o Estado.

- Estamos muito felizes com os resultados do turismo no Rio de Janeiro. Além da boa ocupação hoteleira da capital, as cidades do interior também chegaram a 95% de ocupação, fruto do trabalho realizado pela secretaria em conjunto com os municípios.

Durante a coletiva, o prefeito mostrou o balanço de divulgação turística nos 65 postos da Riotur, em que foram registrados 300 mil atendimentos com a distribuição de 2,6 milhões de impressos que contavam com informações de interesse do turista, como mapas, guias do espectador, mini-mapa de transportes e revistas Visit.Rio, além de informações sobre o interior do estado.

Fonte: Governo do Estado do RJ