quinta-feira, 24 de março de 2016

LIXO E COMPORTAMENTO: Ação de combate ao depósito irregular de lixo em Niterói

 
 
Lixo na rua no Centro de Niterói. Foto O Fluminense.


Em mais um dia de fiscalização, funcionários da Clin estiveram na Alameda São Boaventura

Funcionários da Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN) fizeram nesta quarta-feira (23) uma ação de fiscalização no Fonseca, Zona Norte de Niterói, para identificar depósitos de lixo fora do horário de coleta domiciliar.

O objetivo da ação é identificar possíveis infratores que não respeitam os dias e horários da coleta. A empresa promoveu a fiscalização na Alameda São Boaventura. Fiscais percorreram toda a via buscando irregularidades e notificando infratores, além disso, panfletos educativos foram entregues à população.

“Além de aumentarmos a fiscalização, estamos investindo também em campanhas educativas nos pontos mais críticos da cidade, onde ocorre um grave desrespeito aos dias e horários de coleta domiciliar. Precisamos fazer a população entender que é responsável pelo resíduo que produz e que essa falta de conscientização pode causar diversos transtornos aos munícipes, tais como a proliferação de vetores, que causam doenças, e enchentes”, alerta o presidente da CLIN, Antonio Lourosa.

O desrespeito ao horário de coleta pode gerar multa no valor de R$ 1.369,34. Para denunciar o despejo irregular de lixo, basta entrar em contato pelo telefone: 0800-022-2175 ou pela internet: http://www.clin.rj.gov.br/?a=ouvidoria

Confira os dias e horários de coleta no seu bairro

Diária noturna a partir de 20h: Centro, Charitas, Ponta da Areia, São Lourenço, Fátima, Morro do Estado, São Domingos, Ingá, Boa Viagem, Gragoatá, Icaraí, Santa Rosa, Pé Pequeno, Vital Brazil, Ilha da Conceição, Jurujuba e Alameda São Boaventura, no Fonseca.

Segunda, quarta e sexta de 7h às 15h: São Francisco, Cachoeiras, Maceió, Viradouro, Ititioca, Largo da Batalha, Badu, Cantagalo, Cafubá, Piratininga, Jacaré, Camboinhas, Itaipu, Itacoatiara e Engenho do Mato.

Terça, quinta e sábado de 7h às 15h: Barreto, Engenhoca, Santana, Tenente Jardim, Fonseca, Cubango, Viçoso Jardim, Caramujo, Baldeador, Santa Bárbara, Sapê, Matapaca, Vila Progresso, Rio do Ouro e Várzea das Moças.

Fonte: O Fluminense


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DEFESA CIVIL DE NITERÓI - CHUVAS DE 23/03/2016: Nota da Prefeitura




24/03/2016 -A forte chuva que atingiu Niterói ontem, quarta-feira (23/03), fez a cidade entrar em estágio de atenção às 19h40. A chegada de uma frente fria deixou o tempo instável a partir do período da tarde.

No Morro do Bumba, a Defesa Civil acionou a sirene às 23h40. No local, choveu 55mm em uma hora. A sirene foi acionada por medida preventiva, já que o volume de chuva superou os 45mm, que é limite considerado seguro nessas situações.

Moradores dessas regiões foram orientados a irem ao ponto de apoio, montado no Condomínio Viçoso Jardim. Muitos também foram para casa de parentes e amigos. Os moradores foram atendidos por equipes da Defesa Civil, da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), SAMU e do Médico de Família.

Não foram registrados deslizamentos e nem ocorrências mais graves no município.

Houve o desabamento de um muro da Escola Municipal Honorina de Carvalho, em Maria Paula, na Região de Pendotiba. A escola estava vazia no momento. Equipes da Prefeitura estão na escola desde as 5h desta quinta-feira, retirando entulho, lama e fazendo a limpeza do local. A Guarda Municipal ficará no local até o fim da reconstrução do muro, que será feita nos próximos dias.

As equipes da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconser) e da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) estão desde a noite de ontem nas ruas trabalhando na desobstrução e limpeza das vias afetadas.

Neste momento, a cidade continua em estágio de atenção. A previsão é de chuva fraca a moderada, com maior probabilidade a partir do final da tarde de hoje.

Fonte: Prefeitura de Niterói





CONTROLE URBANO: Prefeitura de Niterói intensifica desmonte de construções irregulares em áreas de risco




22/03/2016 - Uma força-tarefa da Prefeitura de Niterói, incluindo diversas secretarias e coordenadas pelo Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado e Preservação das Áreas Verdes, atuou nesta terça-feira (22/3) no desmonte de duas casas condenadas desde 2010 pela Defesa Civil no Morro do Bumba, no Viçoso Jardim. A ação de hoje marca a intensificação nas ações e políticas de gestão de encostas e áreas verdes na cidade.

“Estamos atuando com mais celeridade nas áreas de risco com a criação do Grupo Executivo, através do diagnóstico realizado com as secretarias que trabalham em conjunto. Criamos um sistema para que o morador que é devidamente cadastrado e que será realocado em novas casas participe de todo esse processo, desde a assinatura do termo de compromisso em que concorda com o desmonte até o acompanhamento da ação propriamente dita”, explica Gilson Chaga, coordenador do Grupo Executivo.

O Grupo Executivo é composto pelas Secretarias de Conservação e Serviços Públicos; Assistência Social e Direitos Humanos e Secretaria de Habitação e Assuntos Fundiários, além de Defesa Civil e da Secretaria de Ordem Pública, que, além de participar das ações, atua com o monitoramento de áreas através da Coordenadoria Ambiental e em notificações feitas pelo Departamento de Fiscalização de Posturas.

O desmonte das duas casas começou logo pela manhã e foi acompanhado pelos moradores, que são beneficiados pelo Aluguel Social. Mais 30 casas que estão em áreas limítrofes ao Morro do Bumba passarão pelo mesmo processo ainda neste primeiro semestre, e os moradores serão contemplados com unidades habitacionais.

Todas as demolições serão feitas em casas condenadas. Os moradores foram cadastrados pela Comissão de Aluguel Social e pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.

​Um dos objetivos do grupo coordenado por Gilson Chagas nessa etapa das ações de proteção de áreas de riscos é também a conscientização dos moradores dessas comunidades. A atuação será também para prevenir ocupações e invasões em imóveis já desocupados pelos moradores, o que geraria um novo ciclo de ocupação desordenada.

Está em curso o programa Morar Melhor, uma parceria entre a Prefeitura e o governo federal, responsável pela construção de 5 mil unidades habitacionais até o fim de 2016 destinadas à população vítima das chuvas de 2010 e que vivem em áreas de risco na cidade.

Para evitar novas invasões, o Grupo Executivo está contando com chamadas da população para o número 153 da Guarda Municipal.

“Neste momento em que estamos com esse trabalho coordenado, é muito importante que a população denuncie qualquer sinal de início de novas edificações ou a presença de materiais de construção em áreas de risco ou em áreas verdes. Se estiver no início, podemos mobilizar rapidamente a equipe pra verificar se a obra está autorizada, avaliar todas as suas especificações e fazer imediatamente a retirada desse material, freando a ocupação no início e preservando o local”, explicou Chagas.

Fonte: Prefeitura de Niterói



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segunda-feira, 21 de março de 2016

CONTROLE URBANO: Prefeitura fiscaliza ocupações irregulares em área ambiental


Coronel Gilson Chagas coordenou de perto a operação em Várzea das Moças
Júlio Silva.


Marcelo Almeida

De acordo com a Prefeitura de Niterói, cerca de 20 casas foram construídas em terreno não edificável na Serra da Tiririca

Dois imóveis que estavam sendo construídos dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra da Tiririca, no trecho de Várzea das Moças, em Niterói, tiveram suas obras embargadas na manhã desta sexta-feira (18) durante uma operação desencadeada pelo Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado e Preservação das Áreas Verdes, da prefeitura de Niterói, em conjunto com os guardas florestais do parque e agentes da Polícia Ambiental.

De acordo com o coronel Gilson Chagas, coordenador do Grupo Executivo, a ação foi baseada em denúncias que informavam sobre a invasão em áreas onde a vegetação natural deveria ser preservada na Estrada da Serrinha. No local existem cerca de vinte imóveis que estão erguidos dentro da área de proteção do Parque, sendo dois deles em construção.

“Não queremos um novo Bumba. Essas ações são para evitar que novas tragédias ambientais aconteçam em nossa cidade. Além disso, o crescimento desordenado dessas áreas acaba favelizando o local e isso acaba trazendo graves consequências para os próprios moradores, como a dificuldade de acesso a serviços básicos como água encanada e tratamento de esgoto, e até mesmo o tráfico armado”, contou Chagas.

Os dois imóveis com as obras em andamento tiveram a construção interrompida, não podendo ser feita quaisquer modificação ou ampliação nos mesmos. Caso seja desrespeitada a ordem, o responsável pelo imóvel pode ser atuado e o imóvel demolido. Os moradores dos demais imóveis foram notificados, mas continuarão no local até que sejam realocados. Agentes da Secretaria de Assistência Social farão uma visita para cadastrá-los nos programas habitacionais da prefeitura.

“Nosso objetivo aqui não é despejar ninguém, mas evitar novas tragédias com esses desmatamentos descontrolados. Alguns moradores dizem que possuem documentos de posse do terreno, mas ainda assim a área não é edificada, ou seja, não se pode desmatar para construir”, disse Chagas.

Ainda segundo ele, desde o início da gestão de Rodrigo Neves, já foram criadas cinco mil habitações na cidade.

“Em maio vamos entregar mais 600 casas no Morro do Céu, para moradores que vivem ali naquela região e ainda remanescentes de outras áreas do Bumba, onde vamos desmontar outros imóveis irregulares que ainda existem”, completou.

A auxiliar de serviços gerais Maria de Fátima Ramos, de 50 anos, disse que mora há dez anos no local e que comprou o terreno, mas não sabia se tratar de área de proteção ambiental.

“O que é certo é certo. Se estou em local proibido vou ter que sair, não tem jeito. Apesar de estar acostumada com a região. Se vierem aqui e me colocarem em um programa de habitação tudo bem, só não posso morar na rua”, falou.

Fonte: O Fluminense



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REVISTA O FLU: Boas iniciativas de educação ambiental e sustentabilidade em Niterói e São Gonçalo



No Estação do Aprender, em Santa Rosa, as crianças têm atividades lúdicas de conhecimento do meio ambiente
Marcelo Feitosa


Maria Clara Pestre

Niterói e São Gonçalo estão cheios de projetos de desenvolvimento sustentável e de educação ambiental. Conheça-os

Cabos de vassoura, latas vazias, latinhas de refrigerante. Itens normalmente jogados no lixo ganham um novo sentido com o projeto Niterói EcoCultural. Dividido em três iniciativas, o grupo de participantes transforma lixo em instrumentos musicais, itens de decoração e até peças de moda. Do outro lado do processo de reciclagem, o projeto Grael coleta até uma tonelada de resíduos sólidos da Baía de Guanabara todos os dias. Já no colégio Estação do Aprender, professores e pais se esforçam para impedir que esse lixo sequer chegue nas águas e ruas de Niterói. Com uma filosofia de educação ambiental, a escola garante que as crianças saibam desde cedo como preservar o ambiente em que vivem.

Organizado pela Secretaria do Meio Ambiente do Rio de Janeiro e pela prefeitura de Niterói, o EcoCultural é um projeto baseado em três pilares, explica seu gerente executivo (*), Paulo Cunha.

(*) CORREÇÃO: O projeto Niterói EcoCultural foi concebido pela Prefeitura de Niterói, é gerenciado pela Fundação de Artes de Niterói - FAN, com o apoio do INEA. O projeto foi apresentado pela Prefeitura ao Fundo Estadual de Controle Ambientel - FECAM, onde teve o seu financiamento aprovado. Paulo Cunha é o superintendente regional da Baía de Guanabara do INEA e um parceiro do EcoCultural.

"Sempre digo que o projeto tem como base um tripé que dá samba: o meio ambiente, a arte e a cultura”, afirma Cunha.

A iniciativa é dividida em três oficinas, a EcoMúsica, a EcoModa e a EcoDesign. Em comum todas têm como objetivo ensinar maneiras alternativas de utilizar itens que seriam jogados no lixo.


A Ecomúsica transforma lixo reaproveitável em instrumentos musicais
André Redlich
 

“Nosso principal foco é criar uma nova cultura de tratamento de resíduos sólidos”, explica o gerente.

Para isso, o EcoCultural terá, ao longo dos próximos dois meses, aulas para ensinar a transformar lixo em instrumentos musicais, peças de roupa e até móveis. As oficinas acontecerão todas as semanas e são abertas para o público. Ao falar sobre as atividades, Paulo se recusa a chamar os itens utilizados no projeto de “lixo”.

“Prefiro o termo ‘resíduos sólidos’, para mostrar que aquele material ainda tem utilidade”, argumenta.

Regina Café, coordenadora da EcoMúsica, explica que as oficinas são divididas em duas partes. Em uma os alunos aprendem a fazer os instrumentos e em outra a tocar.
“Afinal, se você não sabe tirar sonoridade, o instrumento que nós fazemos é só mais uma lata”, completa.

Na aula os principais materiais usados são tampinhas de refrigerante, latas de tinta, cabos de vassoura e até latas de filme usadas. Nas mãos de Regina e dos alunos, esses itens saem do lixo e viram chocalhos, surdo, bateria, berimbau e muito mais.

O gerente do Niterói EcoCultural explica porque a cidade foi escolhida para receber o projeto.

“Quando o lixo é transformado em outros itens ele não é jogado na Baía de Guanabara, que é nossa maior preocupação”, pondera Paulo.

A baía, aliás, também é o foco de outra iniciativa da cidade: o Projeto Grael. Focado em ensinar esportes náuticos, como a vela, para crianças da rede pública de ensino, o projeto se preocupa também com o lugar de treino de seus alunos: o mar. Para garantir a limpeza da Baía de Guanabara, o grupo organizou a iniciativa Águas Limpas, feita em parceria com a Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) (OBS: O projeto Águas Limpas é patrocinado por Águas de Niterói), que utiliza um barco especial para remover o lixo flutuante nas redondezas de Jurujuba, Charitas e São Francisco. O barco encarregado da missão conta com um sistema de sucção que puxa o lixo da superfície da água e tem capacidade de até 500 kg. Parece muito, mas Cristian Sodré, condutor do barco, revela que, na maioria das vezes, tem que fazer duas viagens por dia para coletar todo o lixo.

“Um barco não é suficiente, tem muito lixo”, afirma o jovem de 25 anos, que está há um ano nessa atividade. Ele lista alguns dos itens mais curiosos que retirou do mar: seringas, bonecas e até uma televisão.


Embarcação "Águas Limpas", dedicada a retirar o lixo flutuante da Baía de Guanabara, é operada por profissionais formados pelo Projeto Grael. Foto acervo Projeto Grael. 

Alunos do Projeto Grael participando de iniciativa de limpeza de praias. Acervo Projeto Grael.


O barco, que é pilotado apenas por ex-alunos do projeto Grael, é “decorado” com alguns materiais encontrados no mar. Dão charme à embarcação, por exemplo, uma bola de tênis, um ioiô e uma pequena baleia de brinquedo. O Águas Limpas, explica Thiago, funciona em conjunto com outro projeto ambiental do Grael: o Baía de Guanabara, já finalizado, responsável por desenvolver um sistema que consegue calcular os locais com maior probabilidade de acumular lixo nas águas. Assim, a busca por resíduos é mais eficiente e rápida.

Além de beneficiar os alunos que treinam todos os dias naquele mar, a iniciativa Águas Limpas é muito importante em tempos de Olimpíadas.

“O lixo flutuante pode acabar com a competição de um atleta. Ele causa atrito e reduz a velocidade do barco e ainda pode causar acidentes graves”, destaca Thiago Marques, coordenador de meio ambiente do projeto.

Apesar da preocupação com as condições atuais da Baía de Guanabara, o Projeto Grael não é o único que gira em torno do lugar. Sediado em São Gonçalo, o Projeto Uçá tem como símbolo o caranguejo de mesmo nome, muito presente nos manguezais que a iniciativa quer proteger. Pedro Belga, coordenador do projeto, explica que a Baía de Guanabara é muito mais que o “espelho d’água com o Pão de Açúcar ao fundo” e que muitas pessoas esquecem do manguezal que circunda a baía dos cartões-postais.

“Os manguezais são literalmente o berçário do mar e eles estão completamente destruídos”, afirma Pedro, ressaltando que a grande presença de lixo é fatal para os mangues, já que impede a vegetação de crescer, atrapalhando o ciclo de vida dos animais que ali se desenvolvem. Para amenizar a situação e evitar que mais pessoas joguem resíduos nessas áreas, o Projeto Uçá atua em duas principais frentes: a educação ambiental, e a limpeza e reflorestamento do manguezal. Desde o início do projeto, em 2012, o grupo já reflorestou mais de 18 hectares, o equivalente a 22 campos de futebol.

Para passar adiante as informações recolhidas no projeto, a equipe do Uçá visita escolas em diversas cidades dos municípios de Niterói e São Gonçalo. Pedro Belga acredita que a infância é o melhor momento para plantar a semente da conscientização ambiental, porque os adultos já estão “viciados” a maus hábitos.


Projeto Uçá, de São Gonçalo. Divulgação.


“A criança é um quadro em branco, onde você pode escrever o que quiser. Eles são os nossos principais replicadores” explica Pedro.

Essa também é a perspectiva do colégio Estação do Aprender, em Santa Rosa, que propõe uma educação permeada pela preocupação ambiental. Todas as disciplinas e projetos da escola incluem atividades lúdicas de conhecimento do meio ambiente. Os professores contam com um consultor ambiental que os ajuda a elaborar as aulas.

Para ensinar as crianças a preservar a natureza de forma sutil e não imposta, o colégio escolhe um tema relacionado a campanhas da ONU para trabalhar ao longo do ano. Em 2015 o tema foi “Ano luz” e os professores ensinaram aos alunos o que é a energia através da plantação de mudas de cana de açúcar na horta da escola. A ideia, explica Thaís Botelho, assessora de marketing da Estação do Aprender, é fazer com que a criança se preocupe com o meio ambiente sem perceber. O colégio também estimula a relação dos alunos com a natureza através de passeios e atividades lúdicas. Em volta da escola estão árvores de jabuticaba e acerola plantadas pelos pequenos. Os alunos da Estação também plantaram árvores no Campo de São Bento e fazem passeios para conhecer tipos diferentes de animais e plantas. Para Thaís Botelho, esse convívio com o ambiente desde cedo é fundamental para desenvolver a consciência ambiental nos alunos.

“Eles são nossas esponjinhas, absorvem tudo de bom que a gente passa”, afirma.

Com a ajuda de todos esses projetos, a expectativa é de que, no futuro, o homem já tenha descoberto melhores maneiras para usufruir do meio ambiente sem feri-lo. Em Niterói, teremos um exemplo disso antes do que esperávamos, com o projeto Nós Vivemos o Amanhã (NO.V.A), que construirá uma casa do futuro na Concha Acústica da cidade.

O projeto está sendo desenvolvido através de sugestões em uma plataforma digital de colaboração. Pelo site, todos podem enviar ideias do que gostariam de ver na casa. O coordenador do projeto, Felipe Conti, explica que o objetivo por trás dessa estratégia é entender quais são as necessidades e as prioridades da população para uma moradia do futuro.

“A estrutura da casa será formada por módulos pré-fabricados, que reduzem o tempo de construção e o uso de água e de materiais convencionais, como argamassas, mais agressivos ao meio ambiente”, explica o coordenador.

Como a casa é uma realização da Ampla, concessionária de energia elétrica de Niterói, a luz elétrica também é um foco do projeto.

“Com o NO.V.A pretendemos, principalmente, entender como será o consumo de energia no futuro, como será o comportamento de nossos clientes e a relação deles com os eletroeletrônicos em suas residências”, elenca Felipe.

A verdade é que ainda há muita estrada pela frente para corrigir os erros cometidos com o meio ambiente, mas, com iniciativas como o Niterói EcoCultural, o Projeto Grael, o Uçá e esforços como os do colégio Estação do Aprender, é certo dizer que Niterói está em um bom caminho para fazer as pazes com a natureza.

Fonte: Revista OFLU



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COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

Gostaria de chamara a atenção para um ponto não destacado na matéria abaixo. O local onde houve a atuação da Clin de retirada do lixo entranhado nas pedras é um local onde mais se acumula o lixo flutuante da Baía de Guanabara. Neste ponto, o lixo flutuante é concentrado pelas correntes e pelos ventos.

O problema do lixo jogado pelos frequentadores dos quiosques existentes no local, citado pelo texto, também é relevante.

As duas explicações tem a mesma origem: a falta educação e de discernimento de algumas pessoas que insistem em descartar o lixo de forma irregular e a falta de qualidade nos serviços de limpeza em algumas partes da bacia hidrográfica da Baía de Guanabara.

Este lixo acaba nos rios e, por consequência, na Baía de Guanabara. E este trecho da orla de Niterói é um dos que mais sofre os impactos. O trabalho dos garis para a retirada de todo este lixo é muito difícil e penoso e, o que mais nos faz lamentar, é que poderia ser evitado.

Axel Grael
Vice-Prefeito
Axel Grael


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Mutirão de limpeza da Clin recolhe 650kg de lixo nas pedras do Gragoatá e Boa Viagem




18/03/2016 - Durante mutirão de limpeza realizado pela CLIN nas pedras da Boa Viagem e do Gragoatá, garrafas PET, copos plásticos e embalagens em geral foram os itens mais encontrados pela equipe de garis. Somente nesta sexta-feira (18-03), foram recolhidos 650kg de lixo jogados irregularmente no local.

As ações são realizadas com frequência naquela orla, por conta do volume de resíduos levados para o local pela maré e por frequentadores do lugar.

Na orla das praias do Gragoatá e de Boa Viagem, a Companhia de Limpeza de Niterói disponibiliza cerca de 50 papeleiras, que são para acondicionamento de pequenos detritos, além dos contêineres disponibilizados pelos proprietários de quiosques existentes no local.

Fonte: Prefeitura de Niterói


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"Recicla Niterói” arrecada 150 kg de recicláveis





18/03/2016 - Com o objetivo de estimular e intensificar a coleta seletiva na cidade, a Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN), em parceria com as Administrações Regionais, vem realizando a campanha Recicla Niterói em diversos bairros da cidade.

Esta semana, a ação aconteceu no Horto Municipal Palmir Silva, localizado na Avenida Luiz Palmier, no Barreto, e arrecadou cerca de 150kg de resíduos recicláveis. No local, foram distribuídas cerca de 250 mudas de plantas produzidas no viveiro da CLIN.

Atualmente toda a cidade é atendida pela coleta seletiva e, para participar, basta se cadastrar pelo 0800-022-2175 ou no site da companhia. Após cadastro, o contribuinte receberá todas as instruções sobre o processo de separação dos resíduos, além de material informativo.
 
Para maiores informações acesse http://www.clin.rj.gov.br/?a=coletaseletiva

Fonte: Prefeitura de Niterói



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domingo, 20 de março de 2016

MOTOCICLISTAS TERÃO VAGAS ROTATIVAS EM NITERÓI




Texto: Raquel Morais
Foto: Marcello Almo

Dentro de 20 dias os motociclistas terão o estacionamento para suas motos regularizado pela concessionária Niterói Rotativo. A portaria 8/2016 autorizou o uso da cartela para esses veículos em espaços demarcados em toda a cidade. A pulseira, como está sendo chamada, custará R$ 5 e valerá para todo o dia, sem limitação de horário.

Segundo informações da concessionária, o principal motivo da criação da cartela é o ordenamento urbano, visto que muitas irregularidades são cometidas, como estacionamento em calçadas. Segundo a Niterói Transportes e Trânsito (NitTrans), o artigo 68 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é claro: os veículos como motocicleta, motoneta e ciclomotor, quando desmontados e/ou empurrados nas vias públicas, não se equiparam ao pedestre, estando sujeitos às infrações previstas no CTB.

A normativa foi aprovada em fevereiro de 2016 entre uma parceria da Niterói Rotativo com a Prefeitura de Niterói. Em menos de um mês os espaços serão demarcados, os funcionários que trabalham nas ruas orientados e panfletos serão distribuídos para informar a nova regra.
A notícia animou os motociclistas que temiam estacionar em Niterói.

“Toda parada na cidade era marcada por insegurança de chegar e não ver a minha motocicleta. Não adianta não pagar a cartela e ter a moto rebocada e prefiro gastar esse dinheiro e ter certeza de que tudo estará certo quando eu voltar do meu trabalho”, comentou Antônio Morais, comerciante em Niterói. Ele trabalha de segunda a sexta-feira e todos os dias usa a moto. O gasto será de R$ 100 por mês.

“Acho mais que justa a cobrança, pois todos pagamos impostos”, apontou um motorista que preferiu não se identificar.

Fonte: A Tribuna





SEGURANÇA EM NITERÓI: Cisp ganhará mais 160 câmeras de segurança



O número de câmeras do Cisp vai passar de 211 para 400 até o fim do primeiro semestre deste ano
André Redlich
 

Um termo de cooperação firmado nesta semana entre a Secretaria de Ordem Pública e a Associação Viver Bem permitirá que o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) possa integrar à sua rede de monitoramento mais 160 câmeras de monitoramento sem custo algum para o município.

A associação se prontificou a ceder as imagens para a Prefeitura, mas, de acordo com o termo, não terá acesso às câmeras do Cisp.

“A parceria vinha sendo estudada há algum tempo e dependia somente do aval da Procuradoria Geral do Município para ser concretizada. São 160 câmeras, o que é um grande aporte para nossa rede, que cresce cada vez mais. O interesse e a participação da sociedade nas políticas de segurança pública são muito importantes, pois beneficiam diretamente a população”, afirma o diretor do Cisp, Agdan Fernandes.

O Cisp, atualmente, conta com 211 câmeras distribuídas estrategicamente por diversos pontos da cidade e passará a 371 câmeras, mas a expectativa é que, até o final do ano, seja concluída a instalação de toda a rede própria de monitoramento, que contará com 600 dispositivos de segurança. Além desses dispositivos, está prevista também a incorporação ao sistema do Cisp de câmeras de condomínios do Jardim Icaraí, na Zona Sul da cidade, e de 96 equipamentos de moradores de Camboinhas e Itacoatiara, na Região Oceânica.

 O presidente da Associação Viver Bem, Felipe Almeida, destaca a importância dessa parceria.

“Acreditamos que mais monitoramento aumenta o campo de abrangência de visão e isso facilita a segurança do cidadão. Quanto mais câmeras, mais pessoas acompanhando, mais nós vamos colaborar com a população de Niterói, na prevenção de acidentes, na reação a catástrofes”, declarou.

Fonte: O Fluminense



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sábado, 19 de março de 2016

Inea identifica mais de 100 espécies endêmicas de aves no Parque Estadual do Desengano


A vistoria abrangeu 7 km de trilhas na região da Morumbeca dos Marreiros. Foto INEA

Os agentes flagraram um girau, estrutura utilizada por caçadores. Foto INEA.


Mais de 100 espécies endêmicas de aves da Mata Atlântica foram observadas por guarda-parques do Parque Estadual do Desengano, administrado pelo Inea, entre os dias 7 e 9 de março, em sete quilômetros de trilhas percorridas na região. A ação de monitoramento realizada na área conhecida como Morumbeca dos Marreiros, no município de Santa Maria Madalena, região Norte Fluminense, teve como objetivo a proteção da biodiversidade local.

O secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, destacou o trabalho realizado pelos guarda-parques na área de conservação estadual:

“O monitoramento de trilhas é fundamental para estarmos atentos a preservação da fauna e flora local, inibindo atividades ilegais, como a caça, e estimulando o ecoturismo na região”, disse o secretário.

Ponto culminante do parque estadual, com 1761 metros de altitude, a Pedra do Desengano foi um dos locais estratégicos para a observação de exemplares da fauna e flora. Os agentes percorreram quase quatro quilômetros de trilhas até alcançar o cume da Pedra, de onde puderam constatar a permanência de plantas endêmicas e observar a presença de espécies típicas da fauna local.

Um dos exemplares de destaque observado durante a atividade foi o cateto (Tayassu tajacu), espécie de porco-do-mato, ameaçado de extinção no Estado do Rio. As aves foram o principal foco do monitoramento devido à facilidade de se adequarem às mudanças de ambiente.

“Essa atividade de monitoramento é importante por diferentes aspectos: observamos que a fauna e flora permanecem intactas, temos a possibilidade de coibir atos ilícitos, como a atividade de caça, e os visitantes, por sua vez, se sentem seguros ao avistar a equipe do parque percorrendo as trilhas”, explicou o chefe do PED, Carlos Dário.

Durante o trajeto percorrido na mata, os agentes ambientais ainda flagraram um girau, artifício utilizado por caçadores para prática ilícita de abate de animais com armas de fogo.

Com 22.400 mil hectares, o Parque do Desengano é a mais antiga unidade de conservação estadual, cobrindo áreas de Mata Atlântica dos municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos dos Goytacazes, na região Norte Fluminense.

A trilha para a Pedra do Desengano é um dos atrativos indicados pelo "Guia de trilhas para a Pedra do Desengano", disponível no link:

http://www.inea.rj.gov.br/cs/groups/public/documents/document/zwff/mde0/~edisp/inea_014692.pdf.

Esta trilha é indicada, devido ao seu nível de dificuldade, a ser feita conjuntamente com um condutor de visitantes do PED.

Fonte: INEA