segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Professores da rede estadual em Niterói participam de intercâmbios



Professores da rede estadual de ensino têm participado de intercâmbios internacionais para vivenciar a troca de experiências e conhecimentos. França, Estados Unidos, Espanha e Japão são alguns dos países que receberam os docentes fluminenses. Seis professores já participaram da experiência internacional e outros dois serão contemplados.
Fotógrafo: Salvador Scofano


Thaise Constancio

França, Estados Unidos e Japão são alguns dos destinos dos docentes

Professores da rede estadual de ensino têm participado de intercâmbios para vivenciar a troca de experiências e conhecimentos. França, Estados Unidos e Japão são alguns dos países que receberam os docentes fluminenses. No total, seis profissionais já participaram da experiência internacional.
Do Ciep 449 – Governador Leonel de Moura Brizola, em Niterói, duas professoras lecionaram na França por meio de parceria com a Académie de Créteil e apoio da Embaixada da França. O colégio de Ensino Médio Intercultural Brasil-França também recebe professores franceses.

Em setembro de 2014, Sany Monteiro, de 33 anos, passou o ano letivo na França e voltou em julho deste ano. Hoje, parte das práticas e experiências europeias são aplicadas na escola fluminense.

- Como professora de língua estrangeira, morar fora é importante para minha qualificação. Desenvolvi projetos interdisciplinares como os daqui e muito do que aprendi na França uso em sala e na gestão escolar - disse Sany.

Para a professora Jaqueline Oliveira, de 34 anos, os três meses que passou na Académie de Créteil a ajudaram a entender o sistema educacional francês do ponto de vista prático e sociológico.

- É interessante conhecer o sistema educacional e a cultura de outro país. É importante para o profissional, o indivíduo e os alunos - explicou Jaqueline.

Rosana Soares, de 51 anos, se prepara para ser a terceira docente do Ciep 449 a embarcar para a França, onde dará aulas de Português.

- Meu objetivo é aperfeiçoar o Francês. Estarei mergulhada no idioma, em uma escola diferente, com projetos pedagógicos distintos dos nossos e poderei aplicar na minha escola - afirmou a professora.

Cultura

Aos 27 anos, a professora de Geografia Ana Luísa da Costa vai morar um ano e meio no Japão para participar do Treinamento de Professores da Universidade de Tsukuba, oferecido pelo Governo do Japão.

- Ainda que estude um assunto diferente daquele que abordado em sala de aula, terei uma carga cultural importante para compartilhar com os alunos - contou a docente, que leciona nas escolas Cecília Meireles e Cândido Portinari, em Petrópolis, na Região Serrana.

Já Ana Maria Alves, de 45 anos, terá a segunda experiência nos Estados Unidos. Há dois anos, ela participou do Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores de Língua Inglesa. Entre janeiro e maio de 2016, a professora do Ciep 117 Carlos Drummond de Andrade Intercultural Brasil-Estados Unidos, em Nova Iguaçu, participará do Programa Internacional de Líderes em Educação.

- Os intercâmbios são gratificantes pela troca de técnicas e metodologias de ensino da Língua Inglesa e a vivência em outro país. Será uma importante experiência - explicou Ana Maria.

Fonte: Governo do RJ










BV-Rio vai criar uma bolsa de mercado de madeira legal rastreada


Pedro Moura Costa, CEO da BV-Rio, durante palestra na Dana Rio Timberland.


Por: Painel Florestal - Elias Luz

Outro foco de mercado será via reserva legal, seja por replantio ou por compensação de áreas

O CEO da Bolsa de Valores Ambientais (BV-Rio), Pedro Moura Costa, participou da Conferência Internacional para Investidores no Setor Florestal – Dana Rio Timberland, realizada no Rio de Janeiro – e destacou que a missão da entidade é desenvolver mecanismos de mercado no cumprimento das leis e, ao mesmo tempo, criando oportunidades por meio dos créditos do mercado de carbono, um negócio que começou do zero e que já movimenta 200 bilhões euros pelo mundo.

Segundo Pedro Moura Costa, o trabalho começou elencando leis que podem beneficiar os mercados, partindo do Novo Código Florestal. Para ele, a Lei nº 12.651/12 cria muitas obrigações, mas gera inúmeras oportunidades, com destaque para a manutenção das Reservas Legais, que no bioma da Amazônia chega a 80% da área total e nas demais regiões fica em torno de 20% da área. “Hoje, por exemplo, temos a questão dos grandes latifúndios de soja e essas áreas necessitarão de reserva legal, que poderão ser feitas através do replantio de nativas ou por compensação, ou seja, compra-se uma área complementar de floresta nativa, desde que seja do mesmo bioma”, explicou.

O bom do negócio é que quem tem mais de 20% de reserva legal poderá comercializar este excedente, gerando as cotas de reserva ambiental. No Brasil, segundo dados apresentados na palestra do CEO da BV-Rio, existem 5,2 milhões de propriedades rurais, dos quais cerca de 4 milhões não têm Reserva Legal. “O restante tem excedente e estamos trabalhando no sentido de organizar este mercado. O governo federal criou o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e obriga a todos os proprietários rurais ao cadastro, cujo prazo foi postergado até maio de 2016. Até lá, o mercado estará mais organizado, do contrário o proprietário de imóvel rural não terá acesso a crédito, não poderá vender as terras e terá que arcar com multas”, observou Pedro Moura Costa.

Apesar dos inúmeros problemas a serem enfrentados nos próximos meses, Pedro Moura Costa disse que já há três milhões de hectares de florestas que podem ser negociadas como Reserva Legal para as propriedades que não as têm. Ele disse, também, que a lei restringe essa compensação ao mesmo bioma, mas não necessita ser exclusivamente no mesmo Estado, ou seja, o produtor rural pode plantar uma cultura agrícola em um Estado e ter a Reserva Legal em outro, desde que o bioma seja o mesmo. O valor destas cotas, que hoje variam de R$ 600 a R$ 10 mil, terá duração de cinco anos.

Mercado de Madeira
A compra de madeira está cada vez mais restrita e monitorada. Por isso, durante a Dana Rio Timberland, Pedro Moura Costa adiantou que a BV-Rio vai criar a Bolsa de Madeira Legal Rastreada. “Estamos organizando este negócio e já existe precificação e dados gerais da madeira, como volume, dimensão, secagem e prazo de entrega. Trata-se de um negócio sofisticado e quem andar fora da lei será duramente penalizado. Por isso, haverá muito sensoriamento remoto e auditoria em campo”, frisou.

O ponto de partida deste negócio é governamental, por meio do Documento de Origem Florestal (DOF). A partir daí, os interessados em comprar madeira legal poderão – por meio da BV-Rio – verificar tudo: licenças ambientais, registro no CAR, o dono da propriedade, o responsável pelo manejo, checando os volumes e fazendo cruzamento de dados, para verificar se já há infrações sobre aquela madeira, embargos ou se é oriunda de trabalho escravo. “Vamos classificar o nível de risco, apontando irregularidades. Já fizemos mais de 1 bilhão de cruzamentos de dados. Os problemas são muitos, mas o setor está se organizando”, acrescentou Pedro Moura Costa.

Fonte: Painel Florestal






Frente marítima do Centro do Rio terá nove praças às margens da Baía

 
Na travessia da Ponte Arnaldo Luz, que dá acesso à Ilha das Cobras, um deque em formato de V passará sobre as águas da baía - Guito Moreto / Agência O Globo

Por Rafael Galdo

Orla Prefeito Luiz Paulo Conde promete revelar ângulos antes escondidos da cidade do Rio

RIO — Saiu o cinza da Perimetral. Surgirão o verde das árvores e o colorido dos jardins. No caminho do elevado posto abaixo, a Orla Prefeito Luiz Paulo Conde integrará nove praças no Centro, das imediações do Museu Histórico Nacional até o Armazém 8 do Porto. Algumas são velhas conhecidas, como a reformulada Praça Mauá e a histórica Praça Quinze. Outras cinco são novidades que estimularão a redescoberta da frente marítima às margens da Baía de Guanabara. Um caminho que, quando a poeira das obras assentar, vai revelar ângulos antes escondidos da cidade. E que incluirá o acesso a um trecho, no contorno do Morro de São Bento, que ficou 252 anos restrito à Marinha, na área do I Distrito Naval.

Ao longo de 3,5 quilômetros, serão mais de 600 árvores plantadas. Para cada praça, afirma José Renato Pontes, presidente da concessionária Porto Novo, haverá um tratamento urbanístico e paisagístico específico, formando um corredor que se ligará também, por calçadas, à Praça Salgado Filho, em frente ao Aeroporto Santos Dumont, e ao Parque do Flamengo.

— Esse é o grande movimento: tiramos a Perimetral, os carros e o mergulhão, substituímos pelos espaços de convivência para o pedestre. A ideia é incentivar as pessoas a ocupá-los, como já ocorre de forma surpreendente na Praça Mauá, lotada nos dias úteis e também nos fins de semana — afirma José Renato, ressaltando que as novas praças ainda devem ganhar nomes oficiais.

VEJA DETALHES DOS ESPAÇOS DE CONVIVÊNCIA

Partindo do Porto, a primeira área de lazer será o boulevard sobre o traçado da Avenida Rodrigues Alves, numa grande praça longitudinal entre os armazéns 1 e 8. O VLT também passará por ali. E o público poderá ter acesso à beira da baía quando ao menos quatro dos galpões (1, 2, 3 e 6) perderem o status de área de alfândega, o que já está acertado entre a prefeitura e a União. O Armazém 1, por exemplo, receberá o YouTube Space, com estúdios, cenários, cursos e workshops da empresa. Quanto ao 2 e ao 3, a ideia da concessionária Pier Mauá é transformá-los em polos de cultura, lazer e gastronomia, num projeto em fase de finalização.

UMA ÁREA PARA EXPOSIÇÕES

O corredor segue pela Praça Mauá e continua por um calçadão que cruzará a área da Marinha até a Praça da Candelária, uma esplanada com jardins que surgirá entre a igreja e o mar. Adiante, virá uma sequência de três áreas com propostas diferentes. A que tem sido chamada de Praça dos Museus ficará próxima à Casa França-Brasil, ao CCBB, ao Centro Cultural dos Correios e ao Museu da Marinha. O espaço deve ser transformado numa espécie de extensão desse circuito de arte.

— O lugar poderá receber exposições e instalações artísticas, além de servir de acesso aos museus — diz José Renato.

Uma praça será construída entre a Candelária e a baía, numa esplanada que terá jardins e árvores - Guito Moreto / Agência O Globo


Nas imediações das ruas do Ouvidor e do Mercado, ficará a Praça do Povo, destinada a eventos culturais, perto de onde acontece atualmente o concorrido Samba da Ouvidor. Colada a ela, próximo ao prédio da antiga Bolsa de Valores, haverá a Praça Corporativa: as pessoas que trabalham no Centro serão incentivadas a frequentá-la, na hora do almoço ou na happy hour. Já a Praça Quinze, com lajes sobre as antigas entradas do mergulhão, voltará a ter seu tamanho e concepção originais. Monumentos históricos como o Paço Imperial e o chafariz do Mestre Valentim vão manter o devido destaque na paisagem. Haverá também uma estação do VLT, para integração com as barcas.

O caminho se completará com outras duas áreas próximas ao Museu Histórico Nacional. Nesse trecho, a via expressa que ligará o Aterro ao Porto passará pela superfície, antes de entrar pelo maior túnel em área urbana do país, com três quilômetros de extensão. De um lado das pistas, junto à baía, a Praça Marechal Âncora, onde fica o restaurante Albamar, está sendo totalmente revitalizada e rearborizada. Do outro, o antigo terminal de ônibus da Misericórdia se transformará, de novo, na Praça da Misericórdia. Dois espaços que serão interligados por uma passagem por baixo da via expressa.

— A ideia é tornar essas áreas agradáveis e iluminadas, confortáveis e com sombra para as pessoas caminharem. Haverá também bancas de jornais, bancos no padrão dos da Praça Mauá e outros equipamentos — diz José Renato, lembrando que os projetos de paisagismo e urbanismo foram feitos pelos escritórios B+ABR Backheuser e Riera Arquitetura e Raiar Engenharia.

O conceito, para o arquiteto e urbanista Luiz Eduardo Índio da Costa, torna a cidade mais humana, priorizando o pedestre em relação ao urbanismo viário, voltado para os carros.

— Meu sonho seria estender esse conceito do Parque do Flamengo até o Galeão. Pode parecer utópico, como pareceu, a princípio, a retirada da Perimetral, mas não é impossível — diz ele.

OBRAS PRONTAS ATÉ OS JOGOS DE 2016

Já Pedro da Luz, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) no Rio, destaca outro aspecto: a possibilidade de a nova orla mudar a relação da cidade com a Baía de Guanabara, que ganhará mais visibilidade. Ele aponta, contudo, um senão: o fato de as pistas de carros virem à superfície antes do Museu Histórico Nacional:

— Esse prédio é uma joia no trajeto. A travessia da beira da baía até o museu, na minha opinião, está mal costurada. As pistas no meio continuarão subdividindo esse trecho.

São essas praças que têm as obras mais adiantadas, assim como o boulevard do Porto. A inauguração deve acontecer nos primeiros meses de 2016. Nos trechos próximos à Candelária, ainda são realizadas obras de escavação do túnel da via expressa. A construção das praças começará à medida que essas intervenções forem finalizadas. A previsão é que todas fiquem prontas entre maio e junho, antes das Olimpíadas.

A NOVA FRENTE MARÍTIMA DO RIO

 

 





Fonte: O Globo


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Passeio que cruzará área da Marinha já está 65% pronto




Por Rafael Galdo

Carioca vai se reencontrar com cenário antes restrito, aos pés do Mosteiro de São Bento

RIO — O cenário no qual o carioca vai se reencontrar com o pedaço da orla que, desde 1763, estava restrito à Marinha já ganha formas, aos pés do Mosteiro de São Bento. Em torno de 65% das obras do passeio que ligará as imediações da Candelária à Praça Mauá estão prontas. Já se pode ver como ficarão o calçadão e os jardins no trecho de cerca de 600 metros. E, nos próximos dias, deve começar a construção que unirá os dois lados da frente marítima: um deque que avançará sobre a Baía de Guanabara, por baixo da Ponte Arnaldo Luz, que dá acesso à Ilha das Cobras.

Será um deque metálico de 70 metros de extensão, com acabamento de madeira, em formato de “V” ou de bumerangue, sustentado por estacas na rocha no leito da baía. Dali em direção ao Museu do Amanhã, está praticamente pronto o futuro calçadão com piso de granito e canteiros com jardins. Entre o passeio e a beira da baía, já pode ser vista também a faixa de areia, com vegetação de restinga, que caracterizará o trecho.

Para o outro lado do deque, no sentido Candelária, no entanto, será mantida a estrutura conhecida como Cais do Almirante, com escadas que dão acesso do calçadão à baía.

— Todos os elementos apontados como importantes pela Marinha serão mantidos. Esse é um deles, um cais usado em cerimônias oficiais — explica Alberto Gomes Silva, presidente da Companhia de Desenvolvimento da Região do Porto do Rio (Cdurp).

Segundo ele, em toda a sua extensão, o caminho terá entre sete e 12 metros de largura. Grades, no entanto, vão separar a área aberta ao público (na borda da baía) da que continuará sob o comando do I Distrito Naval. Mesmo assim, poderão ser vistos novos ângulos do Mosteiro de São Bento, uma das mais antigas construções do Rio (do século XVII), assim como os prédios da Marinha.

São edificações como a da sede do Comando do I Distrito Naval, construída pelos beneditinos no século XVIII, ou o austero Edifício Almirante Tamandaré, de 1935, em estilo art déco. Estarão à vista também os prédios geminados de 1828, onde hoje funcionam os setores de Seleção e de Identificação da Marinha, e o Edifício Almirante Júlio de Noronha, em estilo colonial, de 1819, ocupado atualmente pelo Estado-Maior da Armada e pela Diretória Geral de Navegação (DGN). Os pedestres poderão ainda observar prédios mais novos. Os antigos refeitórios dos marinheiros, que funcionavam em trapiches bem abaixo do Mosteiro de São Bento, foram demolidos e darão lugar a novos ranchos, que deverão ficar prontos em abril do ano que vem.

Fonte: O Globo


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domingo, 25 de outubro de 2015

MUDANÇAS CLIMÁTICAS - REAÇÃO CONSERVADORA - 26 estados processam governo federal dos EUA para bloquear avanços do plano climático de Obama




26 states sue EPA to defeat Obama’s global warming agenda

Twenty-six states are suing the Obama administration in the hopes of defeating what’s been called one of the most “far-reaching energy regulations” in American history: the so-called Clean Power Plan.

“The Clean Power Plan is one of the most far-reaching energy regulations in this nation’s history,” West Virginia Attorney General Patrick Morrisey, a Republican, said in a statement announcing the massive legal challenge.

“West Virginia is proud to be leading the charge against this Administration’s blatant and unprecedented attack on coal,” Morrisey said.

The legal assault comes Friday, the same day the Environmental Protection Agency (EPA) is publishing the Clean Power Plan (CPP) in the Federal Register — opening it up to legal challenges. Coal companies and other states are expected to sue the EPA as well.

States argues CPP is essentially a federal takeover of state resource and energy policy because it forces a shift away from coal regardless of a state’s own plans. CPP is also being challenged because it regulates power plants already covered by another section of the Clean Air Act.

“As Attorney General, I have a responsibility to protect the lives of millions of working families, the elderly and the poor, from such illegal and unconscionable Federal Government actions,” Morrisey said. “It’s the people who can afford it least who are going to be affected the most.”

This is the second major legal effort against CPP in the last year. A legal challenge by the states and a coal company was dismissed by a federal court earlier this year because CPP had not yet been finalized.

Now that the rule is finished, however, states believe they can mount a more successful legal challenge.

CPP aims to cut U.S. power plant emissions 32 percent by 2030 by forcing states to write plans to reduce emissions from the energy sector. The rule will essentially force states to shutter coal-fired power plants and use more natural gas and green energy to get electricity.

The EPA argues the rule will not completely eliminate coal use, and that coal will still be an important part of America’s power supply for years to come. But states that rely on coal for the vast majority of their electricity argue the rule will massively increase energy prices and require billions of dollars in new grid investments.

West Virginia, for example, is not only the largest coal-producing state east of the Mississippi River, but also relies on coal power for nearly 96 percent of its electricity generation. To comply with CPP, the state will have to shutter more coal mines and plants.

The other 23 states in the lawsuit are in a similar situation. Many of them rely on coal for most of their electricity needs or have large coal mining sectors. Some have both, like West Virginia.

Texas, one of the states challenging the EPA, recently found CPP (combined with EPA’s regional haze rule) could force 4,000 megawatts of coal-fired power capacity to retire which “could pose challenges for maintaining grid reliability.”

The Electric Reliability Council of Texas (ERCOT), the state’s grid regulator, found that “energy costs for customers may increase by up to 16% by 2030 due to the CPP alone” and that’s without taking into account “the associated costs of transmission upgrades, higher natural gas prices caused by increased gas demand, procurement of additional ancillary services, and other costs associated with the retirement or decreased operation of coal-fired capacity.”

“Consideration of these factors would result in even higher energy costs for customers,” ERCOT found.

While states line up to challenge CPP, environmentalists argue it’s necessary if the U.S. is going to convince the rest of the world it’s serious about tackling global warming.

“The Clean Power Plan is on solid legal footing, and will provide huge climate protection and public health benefits for American families and communities, cutting power plant carbon pollution and saving thousands of lives each year,” David Doniger, a lobbyist at the Natural Resources Defense Council, said in a statement.

“A dirty-energy alliance of coal companies, old-school utilities and their allies will rush to the courthouse with lawsuits stoked with hot rhetoric about its supposedly dire impacts,” Doniger said. “Don’t believe a word of it. The Clean Power Plan will go forward and protect our future.”

Fonte: BIZPAC Review

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Colapso imparable de la Antártida

Con esta conclusión, una nueva investigación publicada en la revista Nature, pone de relieve el significado moral de las decisiones que se tomen ahora sobre la mitigación del cambio climático.

Un salto en la temperatura media global de 1,5 a 2 grados Celsius colapsará el casquete polar de la Antártida y dará lugar a cientos e incluso miles de años de aumento del nivel del mar.

Con esta conclusión, una nueva investigación publicada en la revista Nature, pone de relieve el significado moral de las decisiones que se tomen ahora sobre la mitigación del cambio climático.

Un equipo internacional dirigido por el Dr. Nicolás Golledge, del Centro de Investigación Antártica de la Universidad de Victoria de Nueva Zelanda, publicó el estudio "El compromiso de la Antártida multi-milenaria para el futuro aumento del nivel del mar", que predice cómo la capa de hielo antártica responderá al futuro calentamiento atmosférico.

Usando modelos informáticos de última generación, Golledge y sus colegas simularon la respuesta del manto de hielo a un calentamiento del clima bajo una serie de escenarios de emisiones de gases de efecto invernadero. Encontraron en todos menos en uno de los escenarios (el de la reducción de emisiones de manera significativa más allá de 2020) gran parte de la capa de hielo de la Antártida se pierde, lo que resulta en un aumento sustancial en el nivel del mar global.

"El largo tiempo de reacción de la capa de hielo de la Antártida --que puede tardar miles de años en manifestar plenamente su respuesta a los cambios en las condiciones ambientales-- junto con el hecho de que el CO2 persiste en la atmósfera durante un tiempo muy largo, significa que el calentamiento que generamos ahora afectará a la capa de hielo de manera que será muy difícil de evitar", dijo Golledge.

El Grupo Intergubernamental de Expertos sobre el Cambio Climático 2013 (IPCC) predijo que la capa de hielo antártica contribuiría sólo cinco centímetros al aumento global del nivel del mar a finales de este siglo, incluso por su escenario de emisiones más cálido.

Pero el profesor Tim Naish, que trabajó con Golledge en el estudio y fue también un autor del informe IPCC, dijo que cuando el informe fue escrito no había conocimientos científicos suficientes acerca de cómo la capa de hielo de la Antártida podría responder al calentamiento futuro. Esas proyecciones del nivel del mar podrían haber sido demasiado modestas.

40 CENTÍMETROS PARA 2100

"Nuestros nuevos modelos incluyen los procesos que tienen lugar cuando las capas de hielo se ponen en contacto con el océano", dijo.

"Alrededor de 93% del calor del calentamiento global antropogénico ha entrado en el océano, y estas aguas oceánicas están ahora entrando en contacto con los márgenes flotantes de la capa de hielo de la Antártida, conocidas como plataformas de hielo. Si perdemos estas plataformas de hielo, la contribución de la Antártida al aumento del nivel del mar para 2100 estará más cerca de 40 centímetros ".

Para evitar la pérdida de las plataformas de hielo de la Antártida, y un compromiso a largo plazo con muchos metros de elevación del nivel del mar, el calentamiento atmosférico debe mantenerse por debajo de 2 grados Celsius por encima de los niveles actuales.

"Faltar al objetivo de 2 grados dará lugar a una contribución de la Antártida al aumento del nivel del mar que podría ser de hasta 10 metros más alto que el de hoy", dijo el Dr. Golledge. "Las consecuencias son obviamente muy grandes: el 10 por ciento de la población mundial vive a menos de 10 metros del actual nivel del mar."

"Lo sorprendente de estos resultados es que hemos tomado las estimaciones más conservadoras posible", dijo el co-autor del estudio Chris Fogwill, del Centro de Investigación de Cambio Climático de la UNSW Australia.

"En todos los escenarios de calentamiento global del IPCC, sólo uno (RCP2.6) concluyó que las plataformas de hielo antárticas evitarían el colapso en curso. En todos los demás casos vimos niveles de colapso y el aumento de mar continuaría durante cientos de miles de años".

"Los resultados sugieren que la estabilidad de almacenamiento de hielo en la Antártida depende de un umbral de temperatura crítica que puede conducir al aumento del nivel del mar sustancial incluso si reducimos las emisiones después de alcanzar ese umbral de inflexión."

Los resultados plantean una decisión ética para todos nosotros, de acuerdo con Golledge.

"Sin reducción significativa de las emisiones de gases de efecto invernadero durante el próximo par de décadas, vamos a provocar en la la capa de hielo de la Antártida una fusión generalizada para los próximos mil años. "Se convierte en una cuestión de si elegimos para mitigar ahora para beneficio de las generaciones futuras o nos adaptamos a un mundo en el que las costas queden redibujadas de manera significativa.

"Lo más probable es que vamos a tener que hacer las dos cosas, porque ya estamos comprometidos a 25 centímetros para el año 2050, y al menos 50 centímetros de aumento del nivel del mar para el año 2100".

Según Golledge, la última vez que las concentraciones de CO2 en la atmósfera eran similares a los niveles actuales fue hace unos tres millones de años. "En ese momento, la temperatura global promedio fue dos o tres grados más caliente, gran parte de la capa de hielo de la Antártida se había fundido, y los niveles del mar eran nada menos que 20 metros más altos de lo que son ahora".

Fonte: ECOticias


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BHLS TRANSOCEÂNICA - Intervalos serão de cinco minutos


Corredor expresso contará com 13 estações ao longo de mais de nove quilômetros de pistas que irão beneficiar mais de 70 mil pessoas por dia
Foto: Divulgação

Vinícius Rodrigues

Corredor expresso que ligará Região Oceânica à Zona Sul terá, inicialmente, 60 ônibus circulando por hora, simultaneamente

Por hora serão 60 ônibus, com portas dos dois lados, passando de cinco em cinco minutos por 13 estações ao longo de 9,3 quilômetros de pistas para atender moradores de 11 bairros e beneficiar mais de 70 mil pessoas por dia. O projeto faz parte do sistema BHLS (Ônibus com Alto Nível de Serviço na sigla em inglês) que integra a TransOceânica, sistema viário que ligará a Zona Sul de Niterói com a Região Oceânica da cidade com o prazo de conclusão previsto para junho de 2017. Os detalhes foram revelados pela secretária municipal de Urbanismo e Mobilidade de Niterói, Verena Andreatta, em visita ao Grupo Fluminense Multimídia. Na ocasião, a secretária informou também que o túnel Luís Antônio Pimentel começará a ser perfurado pelo lado de Charitas até o fim do mês.

O projeto de mais de R$ 300 milhões, com recursos do Governo Federal e da Prefeitura de Niterói é audacioso, segundo a secretária. Verena Andreatta explicou que a via – que é a primeira desse tipo a ser implantada na América do Sul – terá uma pista exclusiva para ônibus equipados com ar-condicionado.

Pelo sistema, os passageiros poderão embarcar nos veículos em seus próprios bairros. Os ônibus entrarão na faixa exclusiva do BHLS. “Serão duas pistas exclusivas, sendo uma de ida e outra de volta com 60 ônibus passando por hora podendo chegar a 120. Os coletivos não precisam ser articulados, porque a demanda não é tão grande ainda. Os ônibus deverão ter portas dos dois lados porque a estação será no meio. Readequaremos as linhas. Haverá uma que passará por dentro desse circuito, que vai até o Corpo de Bombeiros de Charitas e voltará. Além disso estamos estudando as linhas que entrarão para pegar os passageiros. Ainda está em estudo a forma de operação e estamos começando a detalhar isso”, revelou Verena.

Os ônibus farão o percurso do Engenho do Mato até Charitas em 25 minutos, passando por 13 estações e pelo túnel. A bilhetagem será externa para que não atrapalhe o embarque e desembarque dos passageiros. O corredor viário também contará com ciclovia. “Pelo BHLS, os coletivos irão operar dentro e fora de pistas exclusivas evitando transbordo para outros bairros. Já pelo sistema de BRT, os ônibus vão circular apenas nas pistas exclusivas obrigando o transbordo para os outros bairros”, explicou a secretária.

Segundo ela, uma baia para a estação já está sendo feita na altura do Corpo de Bombeiros de Itaipu. “A pista exclusiva passou por um teste na última terça-feira, quando foi colocado um ônibus para verificar se o espaço que ele ocupara era condizente com o projeto. Isso foi pedido pelas próprias empresas de ônibus, já que houve um temor sobre o espaço da pista e o tamanho dos ônibus”, contou a secretária.

Para Verena, o sistema BHLS vai ser o grande diferencial nas obras da Transoceânica. “A TransOceânica é muito mais do que apenas a escavação do túnel Charitas-Cafubá. É nessa pista exclusiva de concreto que vai passar o BHLS, que além dessa sigla complicada em inglês, é um sistema de transporte coletivo integrado que vai diminuir em muito o tempo de deslocamento entre a Região Oceânica e o centro da cidade”, avaliou.

Túnel – Em relação ao trabalho de perfuração do túnel Luís Antônio Pimentel, a secretária informou que o canteiro de obras em Charitas estará pronto até o final do mês com previsão do início da perfuração no início de novembro. “A famosa luz no fim do túnel acontecerá dentro de um ano. É claro que todos os revestimentos, iluminação e ventilação poderão atrasar, mas dentro de um ano teremos o túnel perfurado”, garantiu Verena.

O túnel Luiz Antônio Pimentel, que será responsável por ligar Charitas – na Zona Sul de Niterói – ao Cafubá – na Região Oceânica – integrará diversos modais como carros, ônibus e ciclovia, sendo todas essas com faixas exclusivas.

Túnel que liga Região Oceânica a Charitas já está sendo perfurado
Foto: Leonardo Simplício / Divulgação Prefeitura de Niterói


Em visita às obras do túnel no início deste mês, o prefeito Rodrigo Neves afirmou que, até novembro, cerca de 250 metros do túnel deverão estar perfurados. Ele disse que estão sendo feitas três detonações por dia, cada uma perfura de seis a sete metros de rocha. Segundo ele, a meta é que até o segundo semestre do ano que vem, o túnel já esteja todo perfurado. “O cronograma está sendo cumprido. A obra está seguindo um ritmo ainda mais intenso. Mais do que uma obra viária, a TransOceânica é um projeto de mobilidade, com um BRT mais evoluído, o BHLS. É um sonho que está se concretizando depois de 40 anos de espera”, disse o prefeito na ocasião.

Segundo o diretor da Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa), Lincoln Silveira, as desapropriações já estão acontecendo do lado de Charitas. “Nós já tiramos 16 casas de onde iniciaremos os trabalhos de perfuração e agora estamos avaliando as outras para demolição. O túnel ficará pronto em 2016, mas como ainda precisaremos de outras intervenções, o prazo é para 2017, conforme o cronograma de obras está sendo previsto”, disse Lincoln.

Fonte: O Fluminense


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BIKE ROSA - Passeio ciclístico alerta para os riscos do câncer de mama


Vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, participou do evento do Outubro Rosa que reuniu centenas de ciclistas
Foto: Divulgação


Centenas de pessoas participaram da iniciativa, neste sábado, na orla de Niterói

A Fundação Laço Rosa e a ONG Niterói + Humana realizaram, na manhã de sábado (24), um passeio ciclístico indo da Concha Acústica, no Centro da cidade, até o bairro de São Francisco, na Zona Sul, como parte da programação de conscientização do câncer de mama. O evento integra a programação do Outubro Rosa em Niterói, que conta com o apoio da Prefeitura através de diversas secretarias e continuará acontecendo na cidade até o dia 31.

A pedalada, que reuniu centenas de participantes, contou com a presença do vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, e de sua esposa, Christa Vogel Grael. No final do evento, uma equipe realizou massagens e a Fundação Municipal de Saúde fez aferição de pressão e glicose. “O Outubro Rosa é uma mobilização mundial para alertar sobre o câncer de mama. Em Niterói existe uma iniciativa da sociedade civil de levar o conhecimento para a cidade e a Prefeitura faz o seu papel: além de oferecer o atendimento na rede pública de saúde, ajuda nessas iniciativas”, destacou Axel.

Christa Vogel Grael destacou a importância do evento para conscientizar não só as mulheres, mas os homens também: “Eventos desse porte fazem as pessoas acordarem e lembrarem que têm que fazer o exame periódico. Foi muito bom poder participar”, comentou.

Camila Cavalcanti, coordenadora da campanha em Niterói, destacou a importância da participação de diversas secretarias no evento. “Sem esse apoio e envolvimento da Prefeitura, e de todos esses agentes, não conseguiríamos fazer esse trabalho. É uma causa que une todos”, disse, destacando a participação de integrantes do programa Niterói de Bicicleta.

Mutirão de cirurgias em hospital - O Hospital Estadual da Criança (HEC), em Vila Valqueire, está promovendo, durante o mês de outubro, uma série de mutirões de cirurgias: neste sábado aconteceu o 4º dia de ação que, ao final, somará, no total, cinco mutirões especiais nas especialidades de ortopedia, mão e cirurgia geral. A iniciativa, que marca o mês das crianças, visa diminuir o tempo de espera por cirurgias gerais pediátricas de pacientes no estado. “Só nos mutirões deste mês de outubro, incluindo o próximo, no dia 31, devemos chegar a 100 procedimentos realizados. Iniciativas como esta mudam as vidas dessas crianças”, afirmou Felipe Peixoto, secretário de Estado de Saúde.

Fonte: O Fluminense



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Artigo de Axel Grael: "A convicção de que mudar é preciso".



Texto publicado no suplemento "Caminhos da Mobilidade Urbana", do jornal O Fluminense, com os registros do seminário promovido pelo Grupo Fluminense Multimídia no Auditório da Universidade Cândido Mendes, nos dias 5 e 6 de outubro de 2015.





sábado, 24 de outubro de 2015

BIKE ROSA - passeio de bicicleta celebra a campanha OUTUBRO ROSA NITERÓI


Hoje, participei do evento BIKE ROSA, parte da programação do Outubro Rosa em Niterói, que tem como objetivo promover a ação preventiva contra o câncer de mama.

O passeio ciclístico Bike Rosa teve a adesão de um grande número de ciclistas, que pedalaram desde a Concha Acústica, no Centro de Niterói, até a praia de São Francisco.

Demos sorte com o tempo, atura amena e pouco sol, para poder curtir bastante as delícias da orla de Niterói, fazer um saudável exercício e contribuir para uma nobre causa. Parabéns aos organizadores do Outubro Rosa.

Axel Grael




 





Fotos de Luciana Carneiro, Prefeitura de Niterói.


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CRISE DA ÁGUA - Programa de Proteção a mananciais prevê a restauração florestal de 22 mil hectares no RJ




Pacto das águas vai aumentar a segurança hídrica do Estado afim de enfrentar a maior crise dos últimos 84 anos

O secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, lançou nesta quinta-feira (22/10) o Pacto das Águas, um programa voltado à proteção de mananciais para aumentar em médio e longo prazos a segurança hídrica do estado. Em solenidade no Palácio Guanabara, com a presença do governador Luiz Fernando Pezão, o secretário afirmou que o programa prevê investimentos de R$ 210 milhões para restaurar 22 mil hectares de áreas até 2022, integrando várias iniciativas e projetos, através de mecanismos como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

– São medidas estruturais de médio e longo prazos, a que se somam as ações de contingência, adotadas desde o ano passado, que permitiram uma economia de 1,7 trilhão de litros de água nos reservatórios. É isso que está permitindo que a Região Metropolitana não passe por um racionamento nesse momento – afirmou.

"... o programa prevê investimentos de R$ 210 milhões para restaurar 22 mil hectares de áreas até 2022, integrando várias iniciativas e projetos, através de mecanismos como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)".

Esta economia foi possível graças à redução de vazão do Rio Paraíba do Sul, de 190 mil litros por segundo para 110 mil litros por segundo. O secretário destacou que oito municípios abastecidos diretamente pelo Paraíba estão recebendo adaptações para assegurar o abastecimento, através da captação via motobombas flutuantes ou outras intervenções.

– Estas medidas, porém, são de caráter emergencial, diante da mais grave crise hídrica dos últimos 84 anos. O Pacto é o primeiro passo de uma política estruturada de restauração florestal em áreas produtoras de água.

O governador Luiz Fernando Pezão, que já foi prefeito de Piraí, localizado na região que é responsável por 96% do abastecimento de água da Região Metropolitana, destacou a importância da restauração florestal para reparar os danos causados pela ocupação desordenada e desmatamento.

– A restauração florestal pode ser uma grande geradora de emprego. Faço um chamamento a todos os prefeitos para que se comprometam com essa prática, que inclusive poderia ser incluída como obrigatoriedade no repasse de recursos, como o ICMS Verde – afirmou Pezão.

Durante a solenidade foi lançado o edital do programa de Pagamento por Serviços Ambientais do Comitê de Bacia Hidrográfica do Guandu, uma das iniciativas do pacto. As ações são voltadas para os 15 municípios da bacia, que abrange os municípios de Engenheiro Paulo de Frontin, Itaguaí, Japeri, Paracambi, Queimados e Seropédica e, parcialmente, Barra do Piraí, Mangaratiba, Mendes, Miguel Pereira, Nova Iguaçu, Piraí, Rio Claro, Rio de Janeiro e Vassouras.

André Corrêa ressaltou a importância da experiência piloto do projeto Produtores de Água, desenvolvido em Rio Claro, que é tema do livro PSA – Teoria à Prática, do secretário executivo do Instituto Terra de Preservação Ambiental, Maurício Ruiz. Iniciado em 2009, o projeto resultou em 60 quilômetros de margens de rios em processo de restauração, com 400 mil árvores plantadas em áreas produtoras de água. No total, 70 produtores rurais se envolveram no projeto, que gerou 250 empregos diretos.

O Pacto das Águas também inclui projetos de pagamento por serviços ambientais, com recursos do Comitê de Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul (Ceivap) em Resende, Barra Mansa, Paraíba do Sul, Paty do Alferes, Areal, Petrópolis, Carapebus e Italva. Em Valença, está previsto para iniciar no ano que vem o projeto Águas do Rio das Flores, que prevê a recuperação ambiental do manancial de abastecimento da sede urbana do município.

De acordo com o secretário do Ambiente, os projetos de restauração ganharam um importante incentivo a partir da lei aprovada na Assembleia Legislativa, que prevê a monetização da compensação pela supressão de vegetação nos licenciamentos ambientais. Ao invés de proceder ao plantio por conta própria, os empreendedores vão pagar quantias que serão destinadas a um fundo estadual.

Barragem de Guapiaçu

André Corrêa informou que a barragem de Guapiaçu, que vai garantir a segurança hídrica de uma população de cerca de 3 milhões de pessoas em Niterói, São Gonçalo e região, está em processo de licenciamento, com previsão de término do Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) até o final do ano. O principal entrave, no entanto, é a situação fundiária dos proprietários rurais da região.

"... a barragem de Guapiaçu, que vai garantir a segurança hídrica de uma população de cerca de 3 milhões de pessoas em Niterói, São Gonçalo e região, está em processo de licenciamento, com previsão de término do Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) até o final do ano".

De acordo com André Corrêa, a barragem não beneficia o Comperj, ele não receberá água da Barra de Guapiaçu. O abastecimento do complexo, conforme estabelecido em contrato, é feito pela água de reúso da lavagem de filtros da Cedae.

Coleta seletiva e descentralização do licenciamento

Durante a solenidade, foi feita e entrega de caminhões para coleta seletiva para os municípios de Areal, Bom Jesus de Itabapoana, Porciúncula, Quatis, São José de Ubá, Japeri, Petrópolis e São Fidélis. Outras cinco prefeituras - Areal, Bom Jesus de Itabapoana, Porciúncula, Quatis e São José de Ubá - receberam os seus Planos Municipais de Saneamento Básico.

Os municípios de Petrópolis e São José de Ubá ganharam o direito de realizar licenciamentos ambientais de pequeno porte, a partir da entrega dos Certificados de Licenciamento. Já os municípios de Mendes, Paulo de Frontin e Vassouras receberam Cartas de Congratulações pela participação em projetos de pagamento por serviços ambientais.

Fonte: SEA