domingo, 24 de março de 2013

Conheça 6 propostas de cientistas para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio




Depois dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), cujo prazo-limite para cumprimento das metas termina em 2015, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) deverão ser criados, conforme acordo firmado em junho de 2012, durante a Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), realizada no Rio de Janeiro.

Um artigo publicado na última quarta-feira (20/3), pela revista Nature, apresenta uma proposta com seis ODS que deveriam ser cumpridos por todos os países para melhorar, até 2030, a qualidade de vida da humanidade, preservar os recursos naturais e assegurar uma economia de baixo carbono (com menos impacto ambiental). A pesquisa foi elaborada por um grupo de dez pesquisadores de várias partes do mundo.

A discussão para a criação dos ODS terá início em setembro de 2013, durante a Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova York, nos Estados Unidos. Um grupo de trabalho com 30 membros, incluindo a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, vai preparar um relatório apresentando uma prévia dos objetivos.

Conheça os seis Objetivos de Desenvolvimento Sustentável sugeridos pelos cientistas:

1 – Vida próspera e formas de assegurar a subsistência humana.

Fim da pobreza e melhora do bem-estar por meio do acesso à educação, emprego, saúde e informação. Redução da desigualdade social enquanto se trabalha em direção ao consumo e produção sustentáveis.

Segundo os pesquisadores, deveriam ser instituídas regras dentro da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a manutenção do ar limpo, assegurar as taxas limites de emissões de ozônio e de componentes químicos ou materiais tóxicos. Além disso, deveriam ser criadas práticas para extração de minerais e metais com foco na reciclagem destes materiais.

2 – Segurança alimentar sustentável. Fim da fome e alcance a longo prazo da segurança na produção de alimentos, com distribuição e consumo sustentáveis.

Para os estudiosos, deve-se prorrogar a meta de combate à fome criada nos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, adicionando limites para o uso do nitrogênio e do fósforo na agricultura (evitando que sejam enviados para a atmosfera e para o oceano). Além disso, deve-se aumentar a eficiência no setor em 20% até 2020.

3 – Segurança sustentável da água. Acesso universal à água potável e saneamento básico; garantia de eficiência maior na gestão dos recursos hidrominerais.

Os cientistas afirmam que é preciso limitar a retirada de água das bacias hidrográficas em não mais que 80% do fluxo médio anual dos rios.

4 – Energia limpa universal. Aumentar o acesso universal à energia limpa, minimizando a poluição e o impacto à saúde, além de reduzir o impacto do aquecimento global.

Este objetivo contribui com acordos já feitos entre países que integram as Nações Unidas, que contemplam a implantação de energia sustentável para todos, igualdade de gêneros e acesso à saúde. Além disso, assegura em 50% a chance da temperatura global não subir mais que 2º C nos próximos anos e reduziria entre 3% e 5% ao ano a emissão de gases-estufa até 2030 (totalizando uma queda de até 80% até 2050).

5 – Ecossistemas produtivos e saudáveis. Assegurar os serviços ecossistêmicos e da biodiversidade com uma melhor gestão, restauro e conservação do meio ambiente.

A proposta reforça o cumprimento das Metas de Aichi, dentro da Convenção da ONU para a Biodiversidade, que fixa a redução do ritmo de perda dos ecossistemas e prevê a manutenção de, pelo menos, 70% das espécies presentes em qualquer ambiente.

6 – Governança para sociedades sustentáveis. Transformar e adaptar instituições e políticas públicas para aplicar as outras cinco metas já apresentadas.

Com este objetivo, seriam eliminados até 2020 subsídios que dão suporte à exploração do petróleo, à agricultura insustentável e à sobrepesca.

Fonte: TN Projetos Sociais  


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Leia também: Acabar com a pobreza depende de metas ambientais mais fortes  

Acabar com a pobreza depende de metas ambientais mais fortes



Por Redação TN / Alister Doyle, Reuters


Os governos devem impor limites radicais em tudo, desde o uso da água até as emissões de gases do efeito estufa, se quiserem ter alguma chance de acabar com a pobreza global, afirmou um grupo de cientistas. Os países precisariam fortalecer a legislação sobre qualidade do ar, cortar ao menos pela metade a quantidade de água retirada dos mananciais e começar a reduzir a poluição, tudo isto, até 2030, sugerem.

“O funcionamento estável dos sistemas da Terra - incluindo a atmosfera, oceanos, florestas, mananciais, biodiversidade e ciclos biogeoquímicos - é pré-requisito para uma sociedade global próspera”, escreveu o grupo liderado por pesquisadores australianos na edição de quinta-feira do periódico Nature.

O relatório tinha como objetivo alimentar as discussões das Nações Unidas desta semana sobre os compromissos que devem substituir as Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDM), que expiram em 2015.

A sugestão é que seja estabelecido um novo alvo para acabar com a pobreza global em 2030, mas que isto apenas seria possível se os países aumentassem os esforços de preservação do planeta na corrida pelo crescimento econômico.

O aquecimento global traz um risco cada vez maior de enchentes, secas e ondas de calor, o que por sua vez ameaça a produção de alimentos e o desenvolvimento econômico.

Os cientistas comentaram que as diretrizes atuais da ONU para o desenvolvimento sustentável, ou para o crescimento econômico que não prejudica o ambiente, precisam de mais ênfase sobre a proteção ambiental devido aos danos ligados ao aumento da população.

“A proteção do sistema de suporte à vida na Terra e a redução da pobreza devem ser prioridades gêmeas”, escreveram os autores.

Eles colocam que o pico das emissões de gases do efeito estufa deve ser em 2020, seguido de cortes de 3% a 5% ao ano até 2030. Isto marcaria um rompimento radical com a tendência atual já que as emissões mundiais crescem na ordem de cerca de 3% ao ano sem nenhum sinal de diminuição.

"Se você olhar 100 anos para trás, seria possível acabar com a pobreza na Europa ao explorar os recursos naturais, como o carvão. O mundo parecia infinito”, disse à Reuters David Griggs, professor da Universidade Monash e principal autor do estudo.

“Agora começamos a ver os recursos naturais acabando e mesmo assim ainda temos um pensamento de ‘terra infinita’”, criticou.

Griggs admite que as metas sugeridas, em questões desde mudanças climáticas até a limitação da extinção de animais e plantas, são robustas em comparação àquelas sendo consideradas pelos governos, mas comentou que eram necessárias para salvaguardar o desenvolvimento econômico e social.

Simplesmente expandir as metas de crescimento estabelecidas nas MDM, como defendido por alguns países, é inadequado, comentaram os autores.

“O modelo atual é obsoleto”, disse Owen Gaffney, co-autor do estudo do Programa Internacional Geosfera-Biosfera da Suécia.

*Tradução Fernanda B. Muller, Instituto CarbonoBrasil.


Fonte: TN Projetos Sociais  

Prefeitura de Niterói enfrenta a burocracia para modernizar a gestão

Por menos burocracia para o serviço público no município de Niterói


Procurador Geral Carlos Raposo explicou o conteúdo dos projetos.

Prefeitura vai enviar projetos à Câmara que prometem desburocratizar o setor e também minimizar processos no administrativo da cidade. Procurador explica as propostas

O procurador do município, Carlos Raposo, anunciou na última semana a criação de duas novas leis que prometem desburocratizar o serviço público de Niterói e minimizar processos no administrativo da cidade. Segundo o procurador, o prefeito Rodrigo Neves já está ciente dos projetos e incentivou que os mesmos sejam encaminhados à Câmara dos Vereadores o quanto antes.

“O prefeito aprovou a criação das medidas e crê na importância em desburocratizar Niterói em todos os setores e quanto menos pendências no serviço público melhor para o funcionamento do município”, disse Raposo, completando que o prefeito vai encaminhar os projetos à Câmara ainda este mês.

Um dos projetos, de acordo com o procurador, mesmo que relacionado à vida interna do servidor público, tem papel importante para corrigir falhas no processo administrativo.

O procurador conta que, em vez de o servidor ser julgado dentro do Código Civil, o novo projeto pode agilizar o cumprimento de penas e, como consequência, não deixar acumular processos administrativos.

“Dependendo do tipo de processo interno e gravidade que o servidor venha enfrentando, com exceção de crimes que envolvam o Código Penal, a implantação de um projeto desses facilitaria e agilizaria o julgamento do tal, como a negociação com o município da pena imposta, como o pagamento de cestas básicas ou mesmo prestação de serviços públicos”, exemplificou o procurador Carlos Raposo, lembrando que o mesmo tipo de projeto teve êxito depois de aprovado nas prefeituras das cidades de Belo Horizonte e Contagem, em Minas Gerais.

Regulamentação – Também será enviado à Câmara de Vereadores o projeto que recebeu o nome de Lei de Processo Administrativo. A proposta da Prefeitura, lembra o procurador, tem como principal objetivo regulamentar todos os processos administrativos do município e beneficia diretamente o cidadão niteroiense. Segundo Carlos Raposo, o projeto faz um elo entre as partes (cidadão e prefeitura) e pode fazer com que a pessoa veja valer o seu direito de contribuinte.

Direitos – Com a lei aprovada, por exemplo, o cidadão poderá usá-la na cobrança de seus direitos como contribuinte, como a demora de uma obra dentro do território do município e até serviços básicos como coleta de lixo e vagas em escolas municipais. “A importância de um projeto desses almeja o benefício da população que não mais dependeria do cumprimento de uma lei específica. A aplicação da mesma poderá fazer o administrativo público dar uma resposta imediata ao cidadão e fazer valer seu direito de contribuinte”, explicou o procurador.

Fonte: O Fluminense



sábado, 23 de março de 2013

"Dama da Noite": um presente no jardim da minha casa

Beleza em meio aos espinhos

Nos últimos dias estamos sendo brindados, no jardim da minha casa, por sequencia de florações da "dama-da-noite" (Epiphyllum sp, Cactaceae), uma linda e cheirosa flor que florece no fim da tarde e viceja deslumbrante apenas uma noite.

Lamento não ser possível disponibilizar aqui no blog o perfume, mas segue a imagem dessa efêmera, mas bem vinda visitante.


Foto Axel Grael, março de 2013.

Foto Axel Grael, março de 2013.
  
Foto Axel Grael, março de 2013.
 
Foto Axel Grael, março de 2013.


Guarda-parques empossados fazem treinamento para atuar em UC estaduais


Os 220 guarda-parques vão orientar visitantes, combater incêndios e socorrer acidentados. Foto Palácio Guanabara - Marcelo Horn.

Duzentos profissionais empossados em novembro de 2012 irão atuar em 15 unidades de preservação ambiental. Agentes aprendem na prática as situações do dia a dia


Ajudar a cuidar de 15 unidades de preservação ambiental do Estado do Rio não é tarefa fácil. Empossados em novembro do ano passado, 220 guarda-parques serão responsáveis por atividades como orientar visitantes, combater pequenos incêndios e prestar primeiros socorros a acidentados. Para garantir que todos estejam preparados, os agentes passam por um curso prático e técnico de dois meses.

Os primeiros 110 concursados concluem a qualificação no fim deste mês e irão diretamente para as unidades em que estão lotados. As aulas estão sendo ministradas, simultaneamente, no Centro de Treinamento de Guarda-Parques do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), em Guapimirim, e no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Teresópolis.

Eles ficam de segunda a sexta no local das aulas e nos fins de semana voltam para casa. Em abril, os demais guardas-parques iniciam o curso.

Entre as disciplinas ministradas na qualificação estão busca e salvamento de pessoas perdidas ou acidentadas, medicina de áreas remotas, manejo de trilha, animais peçonhentos, ciência do fogo e prevenção e combate a incêndios florestais. “Os agentes aprendem na prática a lidar com situações que podem se apresentar em suas unidades de preservação”, explicou Carlos Pontes, um dos instrutores do curso.

Todos os guardas contam com equipamento completo para o desempenho da função. Além das ferramentas, eles receberam uniformes, capacetes, botas, luvas e máscaras antifumaça. O treinamento também prepara fisicamente os agentes. Eles fazem caminhadas carregando as ferramentas, prevendo as situações reais. “Não imaginei que o curso seria tão bom. Saímos com vasta experiência prática e teórica de todas as atribuições de um guarda-parque”, disse Thiago Amaro, 25 anos, que vai atuar no Parque Estadual da Pedra Selada.

Nascida em Nova Friburgo, Maria do Carmo Costa, 26 anos, será uma das guardas do Parque Estadual da Pedra Branca. “Acho que as pessoas não sabem tudo o que podem aproveitar na unidade. Aprendemos a valorizar as belezas, mas a cuidar também”, afirmou Maria.


Fonte: O FLUMINENSE

quinta-feira, 21 de março de 2013

Parque da Tijuca rompe a marca de 2,5 milhões de visitantes



Foto Marco Terranova, livro "Parque Nacional da Tijuca: uma floresta na metrópole".

Unidade de conservação do país com maior número de frequentadores, o Parque Nacional da Tijuca rompeu em 2012 a barreira dos 2,5 milhões de visitantes por ano. Atingiu a marca de 2.536.549 pessoas. Nesta sexta-feira, o parque tem a chance de ganhar ainda mais força. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) assina acordo de cooperação com a Fundação SOS Mata Atlântica para o fortalecimento e a sustentabilidade do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

A ONG deverá dar suporte técnico e operacional à proteção e gestão socioambiental do parque. A parceria incluirá o desenvolvimento de estudos para planejamento de um fundo financeiro e a avaliação do potencial de captação de recursos por meio de adoção de áreas, patrocínio e outras fontes que contribuam para a conservação e o manejo do Parque Nacional da Tijuca.

Com uma área de 3.953 hectares, o parque abrange importantes pontos turísticos relevantes do Rio de Janeiro, como o Corcovado (com o Monumento ao Cristo Redentor), a Pedra da Gávea, a Vista Chinesa e o Parque Lage.

A demanda crescente do turismo no Rio de Janeiro, em virtude dos eventos que a cidade vai sediar, como os Jogos Olímpicos de 2016, interfere diretamente na visitação do Parque Nacional da Tijuca, sendo necessário o investimento em ações que viabilizem a sustentabilidade e a modernização da gestão daquela unidade de conservação.

-- A Tijuca é hoje a Unidade de Conservação de maior visibilidade do sistema federal. Nosso objetivo é ser uma vitrine que divulgue a importância dos parques nacionais para a conservação e seu potencial turístico. Para isso precisamos buscar novas alternativas que garantam a sustentabilidade do parque -- afirma Ernesto Viveiros de Castro, chefe do Parque da Tijuca.

-- Esta iniciativa amplia a atuação da SOS Mata Atlântica no Rio de Janeiro, onde já apoiamos o ICMBio na Estação Ecológica Guanabara, na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, no Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras e na APA de Cairuçu, em Paraty. Temos também parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em apoio às UCs públicas e privadas -- afirma Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da SOS Mata Atlântica.

Fonte: O Globo, Ancelmo Gois.

Cidades menores, do porte de Niterói, podem ter importância global

Mighty Mouse: Can Small Cities be Global Cities?

It seems like a predictable law of physics; ­the cities with the greatest gravity in the urban universe are some of the largest. Tokyo, New York, Paris, London, and so on–these global cities are the vital nodes of the global economy, epicenters of cultural influence, and tireless contributors of world-changing ideas. A behemoth mass of life, however, is not the sole predictor of global influence. A handful of outliers–San Francisco, Zurich, Miami, and Copenhagen–prove that with smart urban planning, strategic policy, and the prerequisite embrace of internationalism, small cities can also be global.

First, some frame of reference for these chosen case study cities. Consider the global influence of San Francisco, Zurich, Miami, and Copenhagen in relation to other cities with populations under one million in Western Europe and the Unites States:

Though their character, culture, and geographic position vary widely, these cities stand out as centers of considerable global influence despite their relatively small populations. They are not, however, outliers by accident.

LIVABILITY

One common thread among them is a high quality of life. Those who follow popular quality of life surveys (The Economist, Mercer, Monocle, etc.) will be familiar with Zurich and Copenhagen’s frequent jostle for the top positions as the world’s most livable cities. San Francisco is similarly well-regarded for livability among North American cities. Small global cities are walkable, with generous public space and high quality public transport. In some respects, these cities’ small size puts them at an advantage–they have been built to a human scale rather than buried beneath skyscrapers like Manhattan or central Tokyo. They are attractive places to live for native residents and internationals alike.

Though they may not all possess tall skylines, these smaller global cities are indeed compact. The scatterplot below compares the population densities of similarly sized cities with their populations:

Population x density
  Higher densities may well contribute to these four cities’ ability to hold such an important place in global economics and cultural exchange; more people in less space spurs more social interaction, more potential for new ideas, and a higher productivity of the local workforce. Furthermore, density correlates with a greater efficiency of public services, providing more funds to invest in higher quality of life and economic development. Small or large, global cities must be compact cities.

STRATEGIC POLICY

Each of these case study cities has also capitalized on notable successes in a specific field of specialization. Zurich has assumed the role of Europe’s financial center (where finance accounts for a higher percentage of business than in New York). Copenhagen is a thought leader in design and a global exporter of green technology. San Francisco has been a cultural pioneer and become the world’s foremost city for tech startups. Miami has earned the title of “the Capital of Latin America” by providing stability and a multi-lingual environment to Latin American entrepreneurs. It is no coincidence that all four of these small global cities reside within nations with business-friendly regulatory environments. The economic opportunities of their urban populations expand as a result. When countries invest in innovation and nurture entrepreneurialism, cities–large and small–will serve as the incubators of their success.

INTERNATIONALISM

At the risk of presenting a truism–it’s a bit more complex than it seems–global cities must also embrace internationalism. Many cities seek international corporate investment, but they often forget to consider how people play into this equation. As shown below, small global cities boast an above-average presence of foreign-born residents:

Population x % foreign born

This is where Miami’s strength lies–a majority immigrant population–and the other case study cities break away from the pack. Their acceptance of a diverse population opens the doors to the synthesis of new ideas and a vibrant cultural experience. Though Switzerland, Denmark, and the United States have all tightened immigration policies in the past decade, data suggests this will be to the detriment of these global cities. Specialized firms will face a more difficult time recruiting the best talent in the world, and recent studies even suggest that fewer businesses will be opened in the first place.

The world’s larger global cities are well aware of the benefit immigrants provide their development; cities like Chicago, Toronto, and Vienna have begun intensive initiatives to attract immigrants despite national policies. New York City Mayor Michael Bloomberg (From a city of 8.3 million with over 3 million immigrants) has called the United States current immigration policies “economic suicide”.

All this is not meant to overlook the fundamental question: why become a global city? Clearly not all small cities can become global cities, but the benefit of stepping up as an international hub means an enriched array of opportunities for people–more employment options, a more diverse array of neighbors, and the heightened potential for new ideas to emerge. Furthermore, the correlative metrics outlined here provide a higher quality of life for residents regardless of success as a global city. The means to an end are a virtue in and of themselves. Support for localized economics and consumption will continue to be the sustainable route for cities, but access to a global network of knowledge and culture is available to smaller cities taking meaningful steps towards our ever more interconnected future.


Outliers

*Miami & San Francisco images by Robin Hill (West 8) and Kelly Allen (File Magazine), respectively. Copenhagen & Zurich images by Kasey Klimes.


Fonte: Gehl Architects - Making Cities for People

Rodrigo Neves lança programa que vai inaugurar 20 creches até 2016

Foto de Guto Maia.

Segundo a Prefeitura, a primeira dessas escolas será inaugurada na Vila Ipiranga, na próxima quarta-feira (27), às 10h, resultando em mais 100 vagas na rede municipal

Ampliar a rede municipal de educação infantil em quase 80%, elevando de 26 para 46 o número de Unidades Municipais de Educação Infantil (UMEIs) da cidade, além de criar 3 mil novas matrículas para as crianças da cidade até o ano de 2016. Essas são as metas do Programa Mais Infância, lançado na manhã de ontem, no Teatro Popular do Caminho Niemeyer, pela Prefeitura de Niterói.

“Isso traduz, em boa medida, o nosso projeto estratégico para a cidade. Vamos fazer de Niterói uma cidade moderna, com projeção internacional, autoestima e identidade resgatadas, cuidando de todos, mas com atenção especial para os que mais precisam do poder público, por isso, nosso primeiro programa de governo está voltado para as crianças”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves, ao participar da cerimônia.

“São metas e objetivos viáveis concebidos em pouco mais de dois meses, mesmo com todas as dificuldades e situação crítica de nossas finanças. Queremos fazer o projeto uma referência em Niterói através dessa parceria com o Governo Federal. Vamos construir e manter essas unidades. Neste ano, já entregaremos cinco dessas UMEIs”, antecipou Neves.

Segundo a Prefeitura, a primeira dessas escolas será inaugurada na Vila Ipiranga, na próxima quarta-feira (27), às 10h, resultando em mais 100 vagas na rede municipal. As demais estão localizadas nos bairros de Ponto Cem Réis (80 vagas), Itaipu (100), Caramujo (300, sendo 70 em berçários) e no Sapê (170). “Ao todo, serão 750 novas vagas”, contabilizou o prefeito.

Para o secretário municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, Waldeck Carneiro, o Programa Mais Infância representa um marco no setor.

“Significa a reconfiguração de uma resposta à demanda histórica existente em Niterói e ainda cumpre um importante papel no que diz respeito à organização familiar, principalmente em residências geridas por mulheres. Ter um atendimento pedagógico qualificado dá tranquilidade para essas mães ou responsáveis”, destacou.

“Neste primeiro momento do programa, nosso critério foi concluirmos o que estava em andamento na gestão anterior, apesar de, mesmo em situação de obra, muitas unidades não terem sido repassadas para nós em condições adequadas. De 2014 em diante, adotaremos variáveis como o Censo do IBGE, dados da oferta atual de vagas e a demanda do município para definirmos as localidades onde as escolas serão erguidas. Temos umas seis áreas potencialmente definidas”, antecipou o secretário.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (SMECT), cerca de R$ 18 milhões já foram obtidos junto ao Ministério da Educação (MEC) para a construção de 9 das demais 15 UMEIs do programa. “Estamos articulando recursos para o restante. Todos os projetos estão dentro dos parâmetros do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para, justamente, facilitar a aprovação da proposta”, resumiu Waldeck Carneiro.

Entre as áreas com potencial para receber as próximas unidades de educação nos próximos anos, segundo a SMECT, estão Jurujuba, Morro do Castro, Viçoso Jardim, Piratininga, Nova Brasília, Coronel Leôncio e Teixeira de Freitas.

Fonte: O FLUMINENSE

Prédio dos Correios no Centro de Niterói terá espaço cultural

Omar Assis Moreira, diretor regional dos Correios, e o prefeito Rodrigo Neves. Divulgação PMN.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, recebeu, nesta quarta-feira (20.3), em seu gabinete, a visita do diretor regional dos Correios do Rio de Janeiro, Omar Assis Moreira. O tema do encontro foi a inauguração das obras de reforma do prédio da empresa, no Centro de Niterói, prevista para o fim do ano, e a implantação de uma parceria entre a prefeitura e os Correios para a instalação de um centro cultural no espaço, que vai oferecer uma série de atividades para fomentar a cultura no município.


Prédio dos Correios em 1950.
Foto recente do Palácio dos Correios, antes do início da obra de reforma do prédio.

Além do espaço cultural, o prédio também vai abrigar a agência central dos Correios na cidade e a sede da Gerência Regional de Niterói e Região dos Lagos. “A ideia é que o espaço, que completa 100 anos em 2014, se insira no programa de revitalização do Centro que será implementado pela Prefeitura de Niterói. A inauguração, no fim do ano, será a convergência dos 350 anos da instituição dos serviços postais no Brasil com os 440 anos da cidade de Niterói”, disse Omar Assis Moreira.

O prefeito Rodrigo Neves destacou a parceria. “Essa é mais uma parceria que vai beneficiar a população de Niterói, que terá um novo centro cultural na área central da cidade. Será um presente para os niteroienses”, afirmou Neves.

Fonte: Prefeitura Municipal de Niterói

quarta-feira, 20 de março de 2013

Amazonas incentiva arquearia indígena visando Olimpíada de 2016

Talento indígena no esporte olímpico. Quem sabe?

A matéria abaixo refere-se a uma interessante iniciativa no estado do Amazonas, que visa identificar talentos da arquearia indígena que possam se tornar competidores do Tiro com Arco nos Jogos Olímpicos de 2016. A iniciativa mobilizou a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) - cujo superintendente geral é o meu amigo e combativo ambientalista Virgílio Viana, além da Federação Amazonense de Tiro com Arco (FATARCO), a Confederação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (COIPAM), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e a Secretaria de Estado da Juventude, Desporto e Lazer do Amazonas (SEJEL).

Entre 1986 e 1990, trabalhei numa empresa chamada Enge-Rio, já extinta, com forte atuação em projetos na Região Amazônica. Na empresa, tive a grande sorte de participar de uma equipe de profissionais que desenvolveu estudos ambientais na Aldeia Wai-Wai e seu entorno, na Área Indígena Nhamundá-Mapuera, Pará.

Permaneci na aldeia, à beira do Rio Mapuera, um afluente do Rio Trombetas, por cerca de um mês, experiência que considero uma das mais marcantes de toda a minha carreira profissional. Convivi e aprendi muito com os Wai-Wai (e outras etnias ali presentes), esses brasileiros que não falavam português, não conheciam a cidade, mas sabiam tudo sobre a floresta: um sonho para qualquer engenheiro florestal como eu.

As fotos abaixo foram registradas naquela ocasião:

Crianças indígenas da Aldeia Wai-Wai, Rio Mapuera (PA), preparadas para exercício de pontaria com arcos e flechas. A brincadeira consistia em acertar um disco cortado do tronco de uma bananeira. Foto Axel Grael.

Umaná, casa comunitária da Aldeia, onde eventos culturais aconteciam. Foto Axel Grael.

Vista para o alto no interior da Umaná. Neste local, bonecos de palha, representando animais eram amarrados. Durante um ritual, no início da temporada de caça, homens ad tribo dançavam e atiravam suas flechas para acertar os animais de palha. Foto Axel Grael.

" Búúúú...!!! "
Meu pequeno e simpático amigo na tribo praticando a sua brincadeira predileta: me dar sustos. Escondeu-se por baixo do tronco e tentou me assustar no momento em que eu passava.  Foto Axel Grael.

Durante o período que estive na aldeia Mapuera, onde desenvolvi mapeamentos florestais, estudos etnobotânicos e apoiei o trabalho de outros membros da equipe (antropólogo, arqueólogo, topógrafo e um representante da Funai), pude acompanhar o cotidiano local e fiquei fascinado com a destreza das crianças e dos adolescentes indígenas no uso do arco e flechas.

Sempre imaginei que se fossem treinados para as regras do tiro com arco esportivo, poderiam ter excelentes resultados. Por isso, louvo a iniciativa do Virgílio Viana e espero encontrar alguns desses atletas da floresta competindo aqui no Rio, em 2016.

Canoagem tradicional

Assim como procura-se valorizar os arqueiros indígenas, algumas boas iniciativas têm surgido com a canoagem. Evaldo Malato, presidente na Federação de Canoagem do Pará, obteve em 2012 o reconhecimento da canoagem tradicional como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Pará.

Algumas competições com canoas tradicionais também visam identificar talentos para o esporte da canoagem.

Que venham os atletas da floresta!

Axel Grael

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Saiba mais aqui sobre a Canoagem Tradicional.
Saiba mais sobre a experiência de Axel Grael
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Amazonas incentiva arquearia indígena visando Olimpíada de 2016


Levar o nome do Brasil o mais longe possível na Olimpíada de 2016: o objetivo do país mobilizou a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), a Federação Amazonense de Tiro com Arco (FATARCO), em parceria com a Confederação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (COIPAM), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), e a Secretaria de Estado da Juventude, Desporto e Lazer do Amazonas (SEJEL), para uma iniciativa inédita.

O Projeto Arquearia Indígena na Rio 2016 será lançado na próxima quarta-feira, às 8h da manhã, na sede da FAS, por ocasião da inauguração da Escola de Arquearia Floresta Flecha, já filiada na Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTARCO).

Além de valorizar a cultura brasileira por meio do índio da Amazônia, o projeto visa contribuir para o fortalecimento da equipe olímpica Brasileira de Arco e Flecha e popularizar a arquearia no país.

A expectativa é unir empresas privadas comprometidas com o esporte olímpico, governos e organizações da sociedade civil, com foco naquelas que patrocinam modalidades esportivas, atletas e a própria olimpíada Rio 2016. Essa união de esforços deve agregar os profissionais do mais alto nível na área do esporte e as organizações desportivas, comenta a secretária de esportes do Amazonas, Alessandra Campêlo.

Seletiva no Rio Negro

A primeira Seletiva Indígena de Arco e Flecha da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro, sob gerência geral de Márcia Lot e apoio do indígena Fidelis Baniwa (coordenador da COIPAM) aconteceu no último sábado (02/03), na comunidade Três Unidos. A iniciativa reuniu 17 jovens, de ambos os sexos, na faixa-etária de 14 a 20 anos, que trouxeram arcos e flechas produzidos totalmente na reserva.

Drean, Deivide e Félix foram os destaques da competição. Eles acertaram no alvo, a uma distância de 30 metros. O arco de Drean, feito de um pequeno pedaço de paxiúba, uma árvore típica da região, chamou atenção: totalmente produzido com matéria prima das margens do Rio Cuieiras, afluente da margem esquerda do Rio Negro.

Drean conta que também montou sua flecha na própria comunidade: usou talas de buriti, uma ponta de muirapiranga e uma peninha. “A pena serve para estabilidade, para não variar”, atenta o jovem indígena.

Assim como no Rio Cuieiras, a seleção acontecerá em oito regiões do Estado do Amazonas que possuem aldeias e comunidades indígenas. Os melhores arqueiros receberão alojamento, alimentação, bem como treinamento intensivo, na Vila Olímpica de Manaus, sob os cuidados da SEJEL, com o mesmo técnico da Seleção Amazonense de Tiro com Arco, Roberval dos Santos.

Modalidade olímpica

O Tiro com arco é modalidade esportiva que faz parte do quadro olímpico desde 1900. Em comparação com outras modalidades, o Brasil não tem uma longa história na arquearia. Embora seja um país que cultive raízes indígenas, o esporte só foi difundido como competição na década de 50.

Mesmo assim, o país conta com medalhas internacionais importantes como a conquista do bronze, no Pan-Americano de 1972. Em 1983, o país subiu mais três vezes ao terceiro lugar do pódio. Nos jogos Olímpicos, a equipe de Arco e Flecha brasileira, estreou em 1980, mas não obteve nenhuma posição de destaque. Em Londres, em 2012, contou apenas com um representante.

Hoje no Brasil são 11 federações estaduais ligadas à Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTARCO). No último Campeonato Brasileiro de Arco e Flecha, em Recife-PE, o Amazonas já subiu ao podium com Larissa Feitosa, Aníbal Forte, Francisco das Chagas, Carlos Galindo e Roberval dos Santos.

“Nenhuma outra modalidade se relaciona de forma tão clara e óbvia com a história do Brasil. As populações indígenas habitavam todo o território nacional à época da chegada dos europeus. Foram dizimadas por guerras, escravidão e doenças. Temos uma dívida histórica a ser resgatada”, explica o superintendente geral da FAS, Professor Virgílio Viana.

Fonte: Mercado Ético


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LEIA TAMBÉM:

Em reportagem do Instituto Socioambiental sobre o povo Wai-Wai, a lembrança de uma das melhores experiências da minha vida  RETROCESSOS: projeto de lei do governo ameaça áreas indígenas   Engenharia Florestal: minha profissão e um pouco da minha trajetória