segunda-feira, 30 de julho de 2012
Torben usa a Baía de Guanabara para evitar os problemas de trânsito e vai a compromissos de bote
Maior medalhista brasileiro em Olimpíadas, o velejador Torben Grael possui preferência pela água não apenas no esporte, mas também como opção de transporte. Morador de Niterói (RJ), ele foi aos estúdios do SporTV, no Rio de Janeiro, na última terça-feira, de bote, atravessando a Baía de Guanabara. Após navegar por cerca de 15 minutos, atracou na Marina da Glória e, de lá, rumou por terra até a emissora, na Barra da Tijuca, em um trecho que inevitavelmente teria de fazer de carro.
Detentor de duas medalhas de ouro (Atlanta-1996 e Atenas-2004), duas de bronze (Sydney-2000 e Seul-1988) e uma de prata (Los Angeles-1984) nas Olimpíadas, Torben revelou o sentimento de nostalgia em relação aos Jogos. Sua última participação foi em Atenas, na Grécia. Desde então, ficou fora de Pequim, em 2008, e deixou o esporte olímpico.
- É evento muito especial. Sempre estive envolvido com aquilo e gosto muito de esporte. Além da vela, gosto de assistir. Então, realmente dá um "apertozinho". Vai ter bastante coisa para assistir - disse o velejador ao "SporTV News".
Em Londres, o Brasil será representado por Robert Scheidt e Bruno Prada, que competem na classe star. As provas acontecem a partir do dia 29 de julho, na baía de Weymouth, costa sul da Inglaterra. Scheidt, possuidor de quatro medalhas, pode igualar o recorde de Torben se subir ao pódio.
- Eu acho que tem uma chance grande disso acontecer. Ele está numa fase ótima na star, é o primeiro do ranking, um dos favoritos nos Jogos - disse Torben.
Assista à entrevista de Torben Grael clicando aqui
Fonte: Redação SporTV
[Rodrigo Neves 13] Militantes vão as ruas apoiar candidato
Na caminhada do último sábado, contamos com a presença dos secretário da Secretaria estadual do Ambiente, Carlos Minc, do Jorge Bittar e de muitos militantes dos partidos que apoiam a nossa coligação que levará Rodrigo Neves à Prefeitura de Niterói.
Na ocasião, o secretário Carlos Minc, apresentou em primeira mão um projeto preparado pelo INEA para a recuperação ambiental do sistema lagunar de Piratininga e Itaipu.
Sou o candidato a vice-prefeito e trabalharei junto com Rodrigo Neves para construir as soluções e as parcerias necessárias para que Niterói resolva seus problemas sociais, urbanos e ambientais, conquistando a qualidade de vida que tanto prometeram aos moradores da cidade.
Niterói tem jeito. Mas, somente uma liderança compromissada com o bem estar da população, com a modernização, a transparência e a participação popular na gestão pública poderá fazer com que Niterói encontre o seu caminho para a sustentabilidade.
Agora é 13!!!
Axel Grael
domingo, 29 de julho de 2012
Lars Grael clama por democracia no esporte
Fim das dinastias, feudos e capitanias hereditárias no esporte JÁ!!!
Lars Grael
Mandato da diretoria
A Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que pretende limitar as reeleições de presidentes de confederações, federações esportivas e clubes. A proposta defende que presidentes possam se manter no cargo por mais um mandato só uma vez.
A ideia está contida em um substitutivo apresentada pelo deputado federal José Rocha - PR/BA a um projeto de lei que tramita na Câmara desde 2008. De acordo com o texto, a regra seria válida para todas as entidades de prática e administração esportiva beneficiadas com recursos públicos.
Depois de ser aprovada pela Comissão de Desporto da Câmara, o projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça. Se for aprovada lá, a proposta, por tramitar em caráter terminativo, segue agora para o Senado.
Algumas confederações (exemplo da Confederação Brasileira de Clubes) já contempla em seus Estatutos, mandato de 04 anos (Gestão Olímpica) com uma única reeleição, como também a forma democrática para o processo da eleição (todos os filiados e vinculados votam).
A proposta do Dep. Fed.José Rocha bate na mesma tecla aonde insisti quando fui Secretário Nacional dos Esportes (2001 e 2002). A insistência gerou a inserção da questão na Comissão Especial do Estatuto do Desporto (Câmara dos Deputados) no período de 2003 a 2005.
A bancada da bola e das confederações conseguiu sepultar o tema, e o referido Estatuto nunca foi a votação.
A proposta é a chave para a credibilidade do esporte no Brasil. Por coincidência, é a questão que finalizo minha entrevista no Blog do José Cruz ontem no site da UOL.
Lars Grael
Fonte: http://www.larsgrael.com.br/
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Rodrigo Neves e Axel Grael saúdam os atletas olímpicos em Londres
Rodrigo Neves manda mensagem para os atletas olímpicos em Londres e Axel Grael fala da importância do esporte em Niterói.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Assista ao clip da campanha de Rodrigo Neves para prefeito de Niterói
Sou candidato a vice-prefeito de Niterói na chapa com o meu amigo Rodrigo Neves. É a primeira vez que me candidato a um cargo eletivo. Decidi fazê-lo pois acredito na experiência, capacidade de trabalho, visão e honestidade do Rodrigo, qualidades indispensáveis para liderar a mudança que Niterói precisa.
Estarei ao lado de Rodrigo Neves na administração da cidade ajudando a:
- colocar Niterói no caminho da sustentabilidade,
- assumir a responsabilidade do Município na solução dos problemas de segurança e ordem pública,
- resgatar a história e o protagonismo da cidade no esporte,
- implantar o Parque Municipal Darcy Ribeiro
- resolver a situação caótica do trânsito e da saúde, fazendo uma reforma do sistema de transporte coletivo e trazendo investimentos para tirar as obras viárias do papel e implantar uma ampla rede de ciclovias.
- avançar para uma educação de qualidade, inclusiva e cidadã, fortalecendo as parcerias com a sociedade civil para a acupação do tempo ocioso dos alunos em atividades profissionalizantes, esportivas, culturais, etc.
- promover um saneamento mais eficiente que promova a despoluição da Enseada de Jurujuba, das Lagoas de Itaipu e Piratininga e dos nossos rios e
- reformar a gestão da Prefeitura, assumindo os princípios da moralidade, modernidade, transparência e participação.
Axel Grael
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Para prefeito de Niterói, vote Rodrigo Neves, 13!!!!
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Em entrevista para José Cruz, Lars Grael analisa o esporte nacional
Lars indica prioridades para o desenvolvimento do esporte nacional
A vela brasileira, a mais premiada modalidade do país, com 16 conquistas, vai para a sua segunda olimpíada consecutiva sem a participação de um integrante da família Schmidt Grael.
“Este fenômeno já ocorreu em 2008 e sentimos um tremendo vazio”, resumiu Lars Grael, nesta entrevista, mas de olho nos Jogos Rio 2016, quando seus sobrinhos, Martine e Marco poderão estar na equipe brasileira.
Em vinte anos, entre os Jogos de 1984 e 2004, os irmãos Torben e Lars conquistaram sete medalhas olímpicas para o Brasil. Não há registro no país de participação familiar tão expressiva.
Torben, em parceria com Marcelo Ferreira, nas classes Soling e Star, é o mais premiado atleta do país, com cinco conquistas, sendo duas de ouro. Lars tem duas medalhas de bronze: Seul, 1988, com Clínio Freitas, e Atlanta, 1996, com Kiko Pellicano.
A entrevista
Fora das raias de competições, Lars participou da gestão do esporte. Foi secretário nacional no governo de Fernando Henrique Cardoso e Secretário Estadual da Juventude, Esporte e Lazer na gestão do paulista Geraldo Alckmin, até março de 2006.
Leia a opinião do velejador sobre a vela e o esporte brasileiro em geral:
Depois da histórica participação olímpica e mundial, qual a tua sensação de não ver um “Grael” na delegação brasileira?
Lars – Este fenômeno já ocorreu em 2008 e sentimos um tremendo vazio. Em 2008, Torben estava na campanha da Volvo Ocean Race. Eu fui o segundo colocado na eliminatória da classe Star (vencida pela dupla Robert Scheidt/Bruno Prada) e meus sobrinhos ainda não estavam no nível olímpico. Este ano tanto Martine quanto o Marco Grael estiveram próximos da classificação. Não era o momento. Tudo tem a sua hora. É a chegada de uma nova geração da família Schmidt/Grael.
Qual tua expectativa para a sobrinha Martine Soffiatti Grael, para 2016?
Lars – A melhor possível. Martine terá que decidir entre as classes 470 ou 49er FX. Importante manter a parceria com a excelente proeira Isabel Swan. Martine está madura, tem muita raça, índole competitiva e uma rara perseverança. Esperança da vela brasileira.
O desenvolvimento da vela indica boa renovação?
Lars – Aquém do ideal, mas a renovação existe. Nomes como Matheus Dellagnelo; Alexandre Tinoco; Patricia Freitas; Jorginho Zariff; Henrique Haddad e Martine Grael, vão mostrar a nova cara da vela brasileira. Nomes que vão se misturar à experiência de Robert Scheidt e outros expoentes da atual geração.
Entre Sydney 2000 e Londres 2012 a grande diferença é o aporte de recursos públicos. Qual a tua avaliação?
Lars: De Sidney para cá, tivemos vários avanços no esporte brasileiro.
O Esporte na Escola era para ser o alicerce do Esporte Brasileiro que sonha em ser potência olímpica e paralímpica. Sem este alicerce, tratamos apenas do imediatismo no esporte brasileiro.
Indique, por favor, cinco prioridades para o Brasil se tornar um país esportivamente desenvolvido.
- Educação Física e Esporte de qualidade e na quantidade necessária na Educação do Brasil. A compreensão desta questão e a decisão deveria vir da própria Presidente da República.
- Promover a Olimpíada Escolar e Jogos Universitários com a mesma relevância que damos para a promoção dos grandes eventos internacionais.
- Valorização do Programa Forças no Esporte (Forças Armadas engajadas no suporte ao esporte olímpico).
- Apoio e engajamento dos clubes esportivos e da chamada rede “S” (SESI e SESC por exemplo).
- Legislação que vincula a transitoriedade, transparência e metas na gestão, para entidades que recebem recursos públicos diretos ou indiretos (Lei de Incentivo; Bolsa Atleta; Jogos da CEF).
Fonte: Blog do José Cruz
| Lars e Torben Grael |
A vela brasileira, a mais premiada modalidade do país, com 16 conquistas, vai para a sua segunda olimpíada consecutiva sem a participação de um integrante da família Schmidt Grael.
“Este fenômeno já ocorreu em 2008 e sentimos um tremendo vazio”, resumiu Lars Grael, nesta entrevista, mas de olho nos Jogos Rio 2016, quando seus sobrinhos, Martine e Marco poderão estar na equipe brasileira.
Em vinte anos, entre os Jogos de 1984 e 2004, os irmãos Torben e Lars conquistaram sete medalhas olímpicas para o Brasil. Não há registro no país de participação familiar tão expressiva.
Torben, em parceria com Marcelo Ferreira, nas classes Soling e Star, é o mais premiado atleta do país, com cinco conquistas, sendo duas de ouro. Lars tem duas medalhas de bronze: Seul, 1988, com Clínio Freitas, e Atlanta, 1996, com Kiko Pellicano.
A entrevista
Fora das raias de competições, Lars participou da gestão do esporte. Foi secretário nacional no governo de Fernando Henrique Cardoso e Secretário Estadual da Juventude, Esporte e Lazer na gestão do paulista Geraldo Alckmin, até março de 2006.
Leia a opinião do velejador sobre a vela e o esporte brasileiro em geral:
Depois da histórica participação olímpica e mundial, qual a tua sensação de não ver um “Grael” na delegação brasileira?
Lars – Este fenômeno já ocorreu em 2008 e sentimos um tremendo vazio. Em 2008, Torben estava na campanha da Volvo Ocean Race. Eu fui o segundo colocado na eliminatória da classe Star (vencida pela dupla Robert Scheidt/Bruno Prada) e meus sobrinhos ainda não estavam no nível olímpico. Este ano tanto Martine quanto o Marco Grael estiveram próximos da classificação. Não era o momento. Tudo tem a sua hora. É a chegada de uma nova geração da família Schmidt/Grael.
Qual tua expectativa para a sobrinha Martine Soffiatti Grael, para 2016?
Lars – A melhor possível. Martine terá que decidir entre as classes 470 ou 49er FX. Importante manter a parceria com a excelente proeira Isabel Swan. Martine está madura, tem muita raça, índole competitiva e uma rara perseverança. Esperança da vela brasileira.
O desenvolvimento da vela indica boa renovação?
Lars – Aquém do ideal, mas a renovação existe. Nomes como Matheus Dellagnelo; Alexandre Tinoco; Patricia Freitas; Jorginho Zariff; Henrique Haddad e Martine Grael, vão mostrar a nova cara da vela brasileira. Nomes que vão se misturar à experiência de Robert Scheidt e outros expoentes da atual geração.
Entre Sydney 2000 e Londres 2012 a grande diferença é o aporte de recursos públicos. Qual a tua avaliação?
Lars: De Sidney para cá, tivemos vários avanços no esporte brasileiro.
- Leis – Agnelo/Piva; Bolsa Atleta; Lei de Incentivo do Esporte; Lei de Importação do Material Olímpico.
- Eventos: Jogos Sul-Americanos (2002); Pan-Americanos (2007); Mundiais Militares (2011) e os eventos vindouros (destaque para a Copa do Mundo FIFA e Jogos Olímpicos).
- Estrutura de Apoio Federal: Ministério (específico) do Esporte em 2003 e uma multiplicação de investimentos.
O Esporte na Escola era para ser o alicerce do Esporte Brasileiro que sonha em ser potência olímpica e paralímpica. Sem este alicerce, tratamos apenas do imediatismo no esporte brasileiro.
Indique, por favor, cinco prioridades para o Brasil se tornar um país esportivamente desenvolvido.
- Educação Física e Esporte de qualidade e na quantidade necessária na Educação do Brasil. A compreensão desta questão e a decisão deveria vir da própria Presidente da República.
- Promover a Olimpíada Escolar e Jogos Universitários com a mesma relevância que damos para a promoção dos grandes eventos internacionais.
- Valorização do Programa Forças no Esporte (Forças Armadas engajadas no suporte ao esporte olímpico).
- Apoio e engajamento dos clubes esportivos e da chamada rede “S” (SESI e SESC por exemplo).
- Legislação que vincula a transitoriedade, transparência e metas na gestão, para entidades que recebem recursos públicos diretos ou indiretos (Lei de Incentivo; Bolsa Atleta; Jogos da CEF).
Fonte: Blog do José Cruz
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Torben Grael vê futuro incerto para vela nacional
| Torben Grael em entrevista coletiva em Ilhabela (SP). Divulgação. |
Não há pessoa com mais autoridade para falar sobre vela no Brasil do que Torben Grael. Maior medalhista olímpico do país, com cinco láureas, o atleta tornou a falar nesta quarta-feira da má situação na qual a modalidade se encontra.
Com a falta de novos talentos emergentes, o multicampeão vê apenas Robert Scheidt e Bruno Prada, da classe Star, como prováveis medalhistas em Londres-2012. Para o Rio-2016, o cenário pode ser ainda pior, já que a Star não constará no programa olímpico carioca.
- Para o futuro, acho que não há uma melhora. Sediaremos os Jogos no Brasil, mas não vejo uma melhora significativa. Nem no esporte em geral nem na vela - afirmou Torben em entrevista coletiva em Ilhabela (SP), onde participa do Rolex Ilhabela Sailing Week.
Um fator é decisivo para a situação, de acordo com Torben. Desde o começo de 2007, a entidade gestora da vela brasileira está sob intervenção do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) por conta de problemas financeiros.
Com a interferência do COB, nenhuma decisão pode ser tomada pela Confederação de Vela e Motor (CBVM) sem passar pelo crivo do órgão máximo do esporte olímpico no país.
- Essa é uma questão que precisa ser resolvida. O que não pode é a confederação continuar no estado que está, sob intervenção há anos. Existe uma dívida impagável e a confederação não pode celebrar contratos. Não há vontade política para que isso seja resolvido - disse Torben.
O imbróglio na confederação reflete diretamente na formação de novos talentos para a vela nacional. Presidente da CBVM na década de 1980 e porta-bandeira do Brasil nos Jogos de Los Angeles-1984, Eduardo Souza Ramos corrobora a tese de Torben:
- A vela é um esporte que não tem uma confederação operando há não sei quantos anos e até hoje não se organizou. Por isso, a vela anda na vontade de alguns atletas, no esforço de alguns clubes.
O repórter viaja a convite da organização da Rolex Ilhabela Sailing Week
Fonte: O Povo
CAÇULINHA DE LARS GRAEL ESTREIA EM OCEANO NA ROLEX ILHABELA SAILING WEEK
| Lars e Sofia Grael em regata da Semana de Ilhabela. |
Ilhabela (SP) - O clã dos Grael segue revelando campeões na vela brasileira e a próxima tem tudo para ser Sofia, filha de Lars Grael e Renata Pellicano. A caçulinha estreia em oceano na Rolex Ilhabela Sailing Week a bordo do veloz Mitsubishi/Energisa na classe S40. Com apenas 12 anos, a garota pegou gosto pela modalidade e nem quer voltar ao Optmist, que é a categoria introdutória. No barco, Sofia recebe instruções preciosas do pai e dos tios, Torben e Andrea, e aproveita esta semana em Ilhabela para aprender. A função da pequena é caçar a vela balão. "Foi muito legal velejar pela primeira vez. Eu me diverti muito".
Sofia gostou bastante da experiência inicial em oceano e promete disputar mais edições da Rolex Ilhabela Sailing Week, evento que conta com 150 barcos e mais de 1.400 velejadores. "Eu prefiro velejar com mais gente. Não gosto de competir sozinha", define a garota. Na regata de estreia, disputada nesta segunda-feira (9), Sofia e sua equipe terminaram na terceira colocação a prova mais longa do calendário: 30,4 milhas (56 quilômetros) com largada na Praia da Armação e contornando a Ilha de Búzios, um real teste de resistência. Na terça-feira, seu barco ficou em quarto lugar nas duas regatas entre boias disputadas no norte da Ilha.
A atuação da tímida Sofia enchem de orgulho os pais, que evitam fazer cobranças. "Essa é uma oportunidade de velejar com a família. É uma experiência que ela vai carregar por toda a vida. Espero que goste e siga o caminho", conta a mãe de Sofia, Renata Pellicano. "Se quiser escolher outro esporte, ela terá total apoio da família", acrescenta.
O pai Lars apoia: "No barco de oceano ela se sente em casa. Tenho orgulho de passar para os filhos minha paixão pela vela e pelo mar. Ser campeã e se transformar em uma atleta de ponta é consequência, o importante é ter amor pelo que faz". O velejador sempre diz que Sofia é o maior presente que recebeu após o acidente em 1998, quando acabou perdendo a perna direita. O medalhista olímpico tem três filhos: Trine (23), Nicholas (15) e Sofia (12). Nicholas também veleja com a equipe do pai nas principais competições de oceano.
Na Rolex Ilhabela Sailing Week, Nicholas está a bordo do Maestrale, comandado por Adalberto Casaes, que está na classe ORC 650. "É bom para ganhar experiência e viver novas funções dentro de um barco. Depois deste treino nesta semana a gente pega o Nicholas e coloca de volta no S40, " completa Lars.
A família Grael tem, além de Lars e Torben, outros nomes de destaque na vela como Martine Grael, que está em Ilhabela com o Atik da Marinha do Brasil na classe HPE e Marco, que tenta mais um título da Rolex Ilhabela Sailing Week, agora com o Mitsubishi/Energisa. No S40 também está a mãe deles e esposa de Torben, Andrea.
Apoio aos mirins - Além de Sofia, outros tripulantes mirins disputam a Rolex Ilhabela Sailing Week. A estratégia de colocar a garotada para velejar ao lado dos melhores é incentivada pela organização do campeonato. No Yacht Club de Ilhabela (YCI) é possível ver o corre corre dos jovens de até 15 anos devidamente uniformizados. Os mirins passam por várias funções a bordo e podem num futuro próximo competir pra valer.
"A nova geração da vela é formada no clube. Faz parte da nossa missão fomentar a vela de oceano e esse trabalho vem surtindo efeito. As equipes dão oportunidade aos garotos, que aprendem para toda a vida. Nesta edição temos 25 tripulantes mirins", destaca José Manuel Nolasco, diretor de vela do YCI.
Os comandantes apoiam a iniciativa. "É importante introduzir as crianças na vela. É um fomento para a nossa modalidade e oportunidade para ensinar um pouco do que sabemos para alguém", revela Rubens Bueno, do Pirajá, da RGS Cruiser.
Fonte: ZDL
quarta-feira, 11 de julho de 2012
UNESCO mobiliza sociedade para Criança Esperança 2012
Começa campanha Criança Esperança 2012, um programa da Rede Globo em parceria com a UNESCO! Marlova Jovchelovitch Noleto, coordenadora de Ciências Humanas e Sociais da UNESCO no Brasil e responsável pelo programa na Organização, fala sobre impacto e resultados da maior mobilização social brasileira em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, gestão e fiscalização dos recursos doados, inscrição de projetos e doações.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Problemas ambientais nas baías de Guanabara e Sepetiba
Acabo de receber as fotos abaixo do meu amigo ambientalista Mário Moscatelli. As evidências mostradas por este combativo militante da causa ambiental comprovam que ainda temos um enorme caminho a percorrer.
Nas fotos acima, três dramas.
1) Assoreamento: é a consequência do nosso modelo de ocupação do solo na bacia hidrográfica da Baía de Guanabara. A urbanização desordenada, o desmatamento de encostas e a falta de um sistema adequado de micro e mesodrenagem permitem o carreamento de uma grande quantidade de sedimentos para os rios e, consequentemente, para a Baía de Guanabara. Em extensa área do norte da Baía já não se verifica mais uma coluna d'água mínima, como mostra a foto da foz do Sarapuí. Na maré baixa, extensos bancos de lama e de areia podem ser vistos.
2) Óleos e graxas: vazamentos acidentais (com periodicidades, recorrências e volumes diversificados) e quantidades provenientes de fontes não pontuais ainda são importantes aportes de óleos e graxas para a Baía de Guanabara. Dados não atualizados, publicados pela Feema na época do PDBG, estimavam a quantidade de hidrocarbonetos que chegavam à Baía de Guanabara em cerca de 8 toneladas/dia.
3) Aterros, invasão de manguezais, áreas brejosas e outros ecossistemas associados: estes importantes ecossistemas tem sido degradados e invadidos por ocupações e assentamentos urbanos irregulares e empreendimentos licenciados. O entorno da Baía de Guanabara e da Baía de Sepetiba são cada vez mais pressionados por empreendimentos portuários, industrias e de logística offshore. Estes novos usos cada vez mais conflitam com usos tradicionais destas baías. É tempo de se pensar em formas mais apropriadas de governança para estas áreas. Defendemos a criação de estruturas gestoras aos moldes das "bay authorities", como existem em muitas outras regiões portuárias, baías e estuários do mundo.
| Assoreamento da Baía de Guanabara próximo à foz do Rio Sarapuí. Foto de Mário Moscatelli. |
| Filme de óleo sobre o espelho d'água do Rio Iguaçu. Foto de Mário Moscatelli (04/07/2012, cerca de 10:00h) |
| Aterro sobre área de apicum em Guaratiba, Baía de Sepetiba, RJ. Segundo Mário Moscatelli o empreendimento teria licença ambiental. Foto de Mário Moscatelli. |
1) Assoreamento: é a consequência do nosso modelo de ocupação do solo na bacia hidrográfica da Baía de Guanabara. A urbanização desordenada, o desmatamento de encostas e a falta de um sistema adequado de micro e mesodrenagem permitem o carreamento de uma grande quantidade de sedimentos para os rios e, consequentemente, para a Baía de Guanabara. Em extensa área do norte da Baía já não se verifica mais uma coluna d'água mínima, como mostra a foto da foz do Sarapuí. Na maré baixa, extensos bancos de lama e de areia podem ser vistos.
2) Óleos e graxas: vazamentos acidentais (com periodicidades, recorrências e volumes diversificados) e quantidades provenientes de fontes não pontuais ainda são importantes aportes de óleos e graxas para a Baía de Guanabara. Dados não atualizados, publicados pela Feema na época do PDBG, estimavam a quantidade de hidrocarbonetos que chegavam à Baía de Guanabara em cerca de 8 toneladas/dia.
3) Aterros, invasão de manguezais, áreas brejosas e outros ecossistemas associados: estes importantes ecossistemas tem sido degradados e invadidos por ocupações e assentamentos urbanos irregulares e empreendimentos licenciados. O entorno da Baía de Guanabara e da Baía de Sepetiba são cada vez mais pressionados por empreendimentos portuários, industrias e de logística offshore. Estes novos usos cada vez mais conflitam com usos tradicionais destas baías. É tempo de se pensar em formas mais apropriadas de governança para estas áreas. Defendemos a criação de estruturas gestoras aos moldes das "bay authorities", como existem em muitas outras regiões portuárias, baías e estuários do mundo.
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