sexta-feira, 29 de junho de 2012
Lançado edital do Fundo Brasil de Direitos Humanos
Estão abertas até 23 de julho as inscrições para o primeiro Edital Específico - Direitos Humanos e Desenvolvimento Urbano, do Fundo Brasil de Direitos Humanos. Em parceria com a Fundação Ford, o Fundo Brasil irá doar até R$ 300 mil para apoio a projetos que tenham como pano de fundo a defesa e a promoção dos direitos humanos de comunidades e grupos vulneráveis, especialmente mulheres e negros, das regiões metropolitanas das capitais dos Estados impactados por projetos de desenvolvimento urbano de grande escala e/ou megaeventos esportivos.
O lançamento, que aconteceu na segunda quinzena de junho, foi marcado por um debate que buscou entender em que medida vários segmentos da sociedade estão sendo impactados pelo modelo de desenvolvimento econômico do Brasil, que privilegia grandes projetos de infraestrutura, ao lado das obras para a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos, sem que se discuta o respeito aos direitos humanos.
O edital completo pode ser acessado no site http://migre.me/9HfID.
Fonte: Fundo Brasil de Direitos Humanos, 29 de junho de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Projeto Grael promove curso introdutório de Meteorologia e Oceanografia para Navegantes
| Enseada de Jurujuba, Baía de Guanabara. Foto de Axel Grael. |
Projeto Grael, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), oferece um curso de Introdução à Meteorologia e Oceanografia. O programa foi desenvolvido especialmente para navegantes, mas está aberto a todos os interessados na área. O curso será dado em três sábados consecutivos, com previsão para início em 21 de julho. As aulas serão ministradas por instrutores da UFRJ.
As inscrições devem ser feitas em formulário on line, disponível através do link http://www.surveymonkey.com/s/Y8XFD8W . O custo total do curso é de R$ 130,00, à vista. As vagas são limitadas, com mínimo de 10 participantes e máximo de 30. As aulas serão realizadas na sede do Projeto Grael, na RuaCarlos Ermelindo Marins 494, Jurujuba, Niterói, de 09 as 12h.
Confira o programa completo do curso de Introdução à Meteorologia e Oceanografia para Navegantes:
Ementa
Apresentação 1 - Dia 21/07 - Horário: 08:00 às 12:30 (intervalo de 30 minutos)
Radiação solar; Visão geral da atmosfera; O aquecimento da Terra e da atmosfera; Variáveis meteorológicas: temperatura do ar, umidade, pressão atmosférica, ventos; Formação e desenvolvimento das nuvens; Escalas do movimento atmosférico; Circulação atmosférica; Massas de ar; Frentes; Fenômenos atmosféricos.
Apresentação 2 - Dia 28/07 - Horário: 09:00 às 12:30 (intervalo de 30 minutos)
Previsão do tempo convencional: Como interpretar as previsões do tempo e avaliar as condições do tempo baseado nas diversas fonte de informações disponíveis ao velejador; Previsão do tempo de bordo: Como fazer uma previsão do tempo a bordo com/ou sem equipamentos (mínimo) aprendendo a interpretar os diversos sinais que a natureza oferece.
Apresentação 3 - Dia 04/08 - Horário: 09:00 às 12:30 (intervalo de 30 minutos)
Histórico da oceanografia; Os oceanos; Água do mar; Interação oceano-atmosfera; Distribuição global de temperatura e salinidade nos oceanos; Circulação geral da atmosfera e dos oceanos; Marés; Ondas de gravidade superficial; Circulação costeira.
Programa Especial - Lars Grael dá entrevista sobre o Projeto Grael e sobre a sua condição de deficiente físico
Bons ventos levaram o repórter cadeirante a Niterói, no Rio de Janeiro, para encontrar o velejador Lars Grael.
O campeão mundial mantém um projeto há doze anos que já atendeu mais de dez mil crianças e adolescentes da rede pública de ensino.
Zé Luiz e Lars Grael bateram um papo e, é claro, que aproveitaram para ir para o mar.
Nessa emocionante conversa, Lars Grael deu exemplo de superação. "A gente tem que entender que tudo na vida tem um sentido. Tive que aceitar o que aconteceu, mas esse obstáculo teve que ser superado."
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Matéria na TV Brasil entrevista Lars Grael sobre o trabalho realizado no Projeto Grael
DESCRIÇÃO DO VIDEO
Lars Grael tem duas medalhas olímpicas no currículo: dois bronzes conquistados na vela. Mas esse não é o único motivo de orgulho para ele.
No quadro Identidade Brasileira, você vai conhecer o projeto que o atleta desenvolve com jovens que buscam um futuro não apenas no esporte, mas também no mercado profissional.
Saiba mais em: Repórter Brasil Online
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terça-feira, 26 de junho de 2012
Assista matéria sobre as ações ambientais do Projeto Grael exibida pela Rede Brasil
Matéria da Rede Brasil apresenta as iniciativas ambientais do Projeto Grael que contribuem com estudos para melhor conhecimento acadêmico, educação ambiental e a despoluição da Baía de Guanabara.
Mais informações sobre as iniciativas do Projeto Grael citadas na matéria podem ser encontrados em:
- Projeto Baía de Guanabara
- Projeto Águas Limpas
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segunda-feira, 25 de junho de 2012
A redução dos peixes e pães em Jurujuba
Na cidade com a maior concentração de ricos e renda per capita mais alta do Brasil, o maior bolsão de pobreza está numa comunidade cuja população é formada por pescadores e seus familiares. Bairro com menor renda de Niterói, Jurujuba reflete o empobrecimento de quem tira o sustento do mar. Dados do último Censo do IBGE revelaram que 51% dos 2.797 moradores ganham menos do que um salário-mínimo. Pescador e morador do bairro há 30 anos, Adílson Costa, de 63, está entre os que terminam o mês sem ganhar R$ 600. Mesmo sofrendo de vitiligo e fortes dores na coluna, ele enfrenta uma rotina de trabalho que inclui duas saídas diárias para o mar. A pescaria, quase sempre parca, garante o sustento da mulher e de três netos que moram com eles.
— Trabalho com mais dois no barco. Por isso, o ganho é dividido por três. Cada um tira mais ou menos R$ 15 por dia. Mas tem vezes que volto para casa sem dinheiro para comprar um pão. Quando vim morar em Jurujuba, a pesca rendia uns três salários-mínimos. Consegui comprar minha casinha e reformar. Mas, hoje, o dinheiro é só para comer. A casa está caindo, mas não tenho condições de consertar — diz Costa, que contribuiu com a Previdência Social durante 15 anos e agora luta para conseguir se aposentar. — Tentei, por causa do vitiligo, mas não consegui. Quando vou pescar em dia de sol, o corpo inteiro queima.
Filho e neto de pescadores, Costa será provavelmente o último da família na pesca. Os dois netos, Gabriel, de 15 anos, e Júlio César, de 12, sonham com outra vida:
— O mais velho pesca comigo, mas eu brigo para ele estudar. Não quero que eles sigam essa vida. O pescador não consegue mais viver com dignidade. A gente é visto quase como mendigo pela sociedade.
A família de Costa não é a única em que filhos não querem levar adiante a herança. Um dos pescadores mais antigos de Jurujuba, Sebastião Umbelino da Silva, de 74 anos, emociona-se ao falar sobre a extinção gradual da atividade que sustentou quatro gerações.
— Eu e meu irmão fomos os últimos. Acabou a tradição na família. Trabalhei 40 anos, mas só tive carteira assinada um ano e meio. Hoje, ganho um salário-mínimo. Conto apenas com a ajuda de São Pedro — diz ele, referindo-se ao padroeiro da categoria, que será homenageado com uma barqueata em seu dia, na próxima sexta-feira.
‘Pescador não tem reconhecimento’
O presidente da Colônia de Pescadores Z-8, Gilberto Alves, diz que, apesar de legislação que classifica o pescador como segurado especial da Previdência Social — o que garante benefícios como o auxílio financeiro durante o período de defeso de algumas espécies de pescado —, a categoria conta com pouco apoio governamental.
— Recentemente, anunciaram que os catadores que trabalhavam no lixão de Gramacho seriam indenizados pelo fechamento do local. O pescador não tem esse reconhecimento. Falta apoio. Muitos não conseguem receber os benefícios a que teriam direito — diz Alves.
Ele acredita que o empobrecimento dos pescadores é consequência da decadência das condições de trabalho:
— Aqui, em Niterói, estamos perdendo tudo. O mar está cada vez mais poluído e sitiado, cheio de áreas de exclusão, onde não se pode pescar. Além disso, muitos profissionais estão tendo seus registros suspensos. Estamos esquecidos, lutando sozinhos para não desaparecer.
Fonte: O Globo Niterói
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domingo, 24 de junho de 2012
Mariza Formaggini, fotógrafa niteroiense, inaugura exposição
A fotógrafa niteroiense Mariza Versiani Formaggini abre a exposição "Poética do Cotidiano - Série Operários", no dia 27 de junho, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, no Campo de São Bento, Niterói. A exposição poderá ser visitada de 28 de junho a 29 de julho de 2012.
Reconhecida e premiada no Brasil e no exterior, Mariza Formaggini é uma colaboradora do Projeto Grael. Em 2007, a fotógrafa produziu uma série de fotos registrando as atividades do Projeto Grael e doou a valiosa coleção para o acervo da nossa instituição.
Estaremos lá para prestigiar.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Baía de Guanabara: 'Aprendemos com nossos erros', diz presidente do BID
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| Assoreamento na Baía de Guanabara. |
Prestes a completar sete anos como presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), após ter sido reeleito para um segundo mandato em 2010, o diplomata e empresário colombiano Luis Alberto Moreno admitiu, em entrevista à BBC Brasil, que houve falhas em projetos financiados pela instituição, mas afirmou que o banco "revisa e aprende" com os fracassos.
"Nenhum projeto é perfeito", disse Moreno.
A declaração vem na esteira da aprovação de uma linha de crédito de US$ 452 milhões (R$ 904 milhões) para um novo projeto do governo do Rio cujo objetivo é reduzir a poluição da Baía de Guanabara, um dos muitos cartões-postais da cidade prejudicados pela extrema poluição.
Na década de 90, o banco já havia concedido US$ 1 bilhão, em valores da época, para outra projeto com a mesma finalidade que, entretanto, não foi bem sucedido.
No Rio de Janeiro para a Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Moreno concedeu a seguinte entrevista à BBC Brasil.
BBC Brasil - O BID está anunciando uma ampliação dos recursos voltados para projetos sustentáveis. Qual parcela dos empréstimos do banco será destinada à sustentabilidade?
Luis Alberto Moreno - De toda o volume de crédito que temos, vamos destinar 25% para projetos ligados a meio ambiente, mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável. Isso equivale a aproximadamente US$ 3,1 bilhões (US$ 6,2 bilhões) por ano. Ou seja, nos próximos três anos, estamos falando de cerca de US$ 10 bilhões (R$ 20 bilhões) somente do BID para os países da América Latina e Caribe.
BBC Brasil - Como o banco age para garantir que o empréstimo tenha o destino correto? Quais são os mecanismos para proteger esses recursos?
Moreno - São vários os mecanismos. Todos os projetos que financiamos têm de estar acima de um patamar mínimo de impacto no meio ambiente. Também realizamos uma avaliação permanente ao longo de cada projeto.
Se encontramos problemas, há casos em que não liberamos os recursos, e os projetos acabam atrasando até que sejam corrigidos. Em algumas ocasiões, interrompemos os projetos porque verificamos que a outra parte não tem capacidade ou o governo já não quer continuar fazendo o investimento. Também monitoramos os mecanismos de transparência, muito importantes para as aquisições públicas.
BBC Brasil - Mas o BID investiu US$ 1 bilhão (R$ 2 bilhões) na despoluição da Baía de Guanabara nos anos 1990 e o programa acabou sendo um fracasso. O que deu errado? Como evitar que novos empréstimos acabem fracassando?
Moreno - A despoluição da Baía de Guanabara é um processo contínuo, e sua solução completa transcende o que o BID ou um ator sozinho possa realizar. O Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), que teve início há alguns anos e contou com várias fontes de financiamento, contemplava fases que ainda estão em processo de implementação. Sem o PDBG, uma quantidade adicional de dois metros cúbicos de esgoto por segundo estaria sendo despejada sem tratamento ali.
O banco continua apoiando o estado do Rio de Janeiro em alcançar suas metas ambientais, entre as quais, elevar o volume de esgoto tratado dos atuais 30% para 60%. Para tanto, concedemos em março (passado) o empréstimo de US$ 452 milhões para o Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do entorno da Baía de Guanabara (PSAM).
O diferencial deste programa em relação ao que foi feito até agora é que ele aumenta o raio de abrangência para os municípios do entorno da Baía de Guanabara. O objetivo é aumentar a coleta e tratamento das águas nas localidades vizinhas da baía, onde moram mais de 10 milhões pessoas.
BBC Brasil - Mas como é possível garantir que os recursos sejam devidamente aplicados e que o problema não ocorra novamente desta vez?
Moreno - Nenhum projeto é perfeito. O mais comum é que haja falhas institucionais, de concepção ou de implementação. Quanto nos deparamos com uma situação dessas, estudamos o que aconteceu (de errado) e por que as coisas não foram bem feitas. Nós revisamos e aprendemos (com nossos erros).
BBC Brasil - O que muda para o BID com a Rio+20? As discussões sobre sustentabilidade alteram, de alguma forma, a atual política de concessão de empréstimos do banco?
Moreno - Nada (muda). Mas aqui temos a oportunidade de apresentar nossos projetos e conversar com pessoas sobre a situação especial da América Latina.
Há 20 anos, os europeus falavam para o mundo sobre energias renováveis. Hoje, a América Latina tem muito a dizer. Basta olhar para o exemplo da Costa Rica ou do Brasil.
Os empréstimos continuam sendo feitos da mesma forma. Não acho que essa conferência mude nossa forma de operar. Há um processo contínuo de aprimorar a qualidade dos empréstimos que concedemos.
BBC Brasil - Na sua opinião, qual será o resultado prático de todas as conversas e negociações realizadas durante a Rio+20 que, por enquanto, estão travadas?
Moreno - Há muita energia positiva para estabelecer parcerias. Aqui temos a oportunidade de encontrar governos, agências de desenvolvimento, o setor privado e falarmos sobre como podemos nos conectar e alavancar bons projetos. Tudo isso é apenas o começo de muita coisa que vai acontecer no futuro.
Estamos acostumados a sempre cobrar números, fazendo perguntas do tipo: "mostre-me o dinheiro, diga o quanto foi feito aqui". Mas isso é um processo. Há 20 anos, quando ocorreu a Eco-92, as pessoas também diziam que houve pouca ambição e que nada aconteceu. Hoje, as pessoas veem a Eco-92 como um encontro de sucesso.
As pessoas aqui gostariam de ter chegado a resultados mais ambiciosos, mas vivemos em um mundo onde os países mais ricos estão com dificuldades econômicas tremendas. Os países emergentes têm muitas aspirações. Mas muitos ainda não encontram respostas sobre como chegar a um crescimento verde inclusivo.
Fonte: BBC Brasil, in Portal Terra.
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Baía de Guanabara e lagoas do Rio de Janeiro serão revitalizadas para Jogos
Revitalização de áreas usadas nas Olimpíadas de 2016 e redução da emissão de gás carbônico fazem parte do projeto de promover um evento sustentável
A principal instalação do Jogos Olímpicos de 2016 será construída em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O parque olímpico, que abrigará competições de ginástica, basquete e natação, vai ficar à beira da Lagoa de Jacarepaguá e próximo à Lagoa da Barra da Tijuca. No entanto, as duas lagoas, um dos principais ecossistemas da cidade, estão muito poluídas devido à falta de tratamento do esgoto e o despejo de lixo.
A revitalização das lagoas é um dos compromissos assumidos pela organização das Olimpíadas. Até o evento, quatro bilhões de dólares serão investidos na recuperação dos ecossistemas da Barra da Tijuca e da Baía de Guanabara, que receberá as provas de vela.
- Há um investimento previsto para fazer o saneamento de toda a região que contribui para aquele sistema lagunar e para a dragagem daquelas lagoas. Vamos conter o lixo que chega nelas, de forma que tenhamos uma recuperação similar à que aconteceu na Lagoa Rodrigo de Freitas - explica a presidente do Instituto Estadual do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Marilene Ramos.
Além da recuperar as lagoas e a Baía de Guanabara, o governo pretende plantar 24 milhões de árvores em locais de reflorestamento para compensar as emissões de gás carbônico causadas pelas obras dos Jogos Olímpicos.
- Eu diria que nós vamos ter uma Olimpíada mais do que neutra, uma Olimpíada com saldo positivo em termos de captura de carbono através do plantio de árvores em áreas degradadas, que vão ter sua cobertura vegetal recomposta - avalia Marilene.
- Queremos fazer os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo mais sustentáveis do planeta, e o Brasil tem condições porque é o país que tem a matriz energética mais limpa, o país que tem condições de evoluir na questão da gestão de resíduos sólidos, tem condições de trabalhar a mobilidade urbana de outro jeito - esclarece a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Os investimentos em transporte público também fazem parte do projeto de fazer uma edição sustentável das Olimpíadas, pois reduzem as emissões de CO2 na atmosfera. A construção de corredores rápidos para os ônibus e a criação da linha 4 do metrô, com inauguração prevista para 2015, prometem ajudar.
- Nós não precisamos ter uma cidade impactada do jeito que está hoje em relação aos automóveis. Mas é preciso que o carioca se engaje - reforça Izabella.
Fonte: SporTV
A principal instalação do Jogos Olímpicos de 2016 será construída em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O parque olímpico, que abrigará competições de ginástica, basquete e natação, vai ficar à beira da Lagoa de Jacarepaguá e próximo à Lagoa da Barra da Tijuca. No entanto, as duas lagoas, um dos principais ecossistemas da cidade, estão muito poluídas devido à falta de tratamento do esgoto e o despejo de lixo.
A revitalização das lagoas é um dos compromissos assumidos pela organização das Olimpíadas. Até o evento, quatro bilhões de dólares serão investidos na recuperação dos ecossistemas da Barra da Tijuca e da Baía de Guanabara, que receberá as provas de vela.
- Há um investimento previsto para fazer o saneamento de toda a região que contribui para aquele sistema lagunar e para a dragagem daquelas lagoas. Vamos conter o lixo que chega nelas, de forma que tenhamos uma recuperação similar à que aconteceu na Lagoa Rodrigo de Freitas - explica a presidente do Instituto Estadual do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Marilene Ramos.
Além da recuperar as lagoas e a Baía de Guanabara, o governo pretende plantar 24 milhões de árvores em locais de reflorestamento para compensar as emissões de gás carbônico causadas pelas obras dos Jogos Olímpicos.
- Eu diria que nós vamos ter uma Olimpíada mais do que neutra, uma Olimpíada com saldo positivo em termos de captura de carbono através do plantio de árvores em áreas degradadas, que vão ter sua cobertura vegetal recomposta - avalia Marilene.
- Queremos fazer os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo mais sustentáveis do planeta, e o Brasil tem condições porque é o país que tem a matriz energética mais limpa, o país que tem condições de evoluir na questão da gestão de resíduos sólidos, tem condições de trabalhar a mobilidade urbana de outro jeito - esclarece a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Os investimentos em transporte público também fazem parte do projeto de fazer uma edição sustentável das Olimpíadas, pois reduzem as emissões de CO2 na atmosfera. A construção de corredores rápidos para os ônibus e a criação da linha 4 do metrô, com inauguração prevista para 2015, prometem ajudar.
- Nós não precisamos ter uma cidade impactada do jeito que está hoje em relação aos automóveis. Mas é preciso que o carioca se engaje - reforça Izabella.
Fonte: SporTV
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quarta-feira, 20 de junho de 2012
De olho em 2016, COB leva promessas nacionais para Londres
20/06/2012 - 10:24:39 - por FS & AI CBJ
Os Jogos Olímpicos Rio-2016 chegaram mais cedo para um grupo de jovens e promissores atletas. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou, na última segunda-feira, 10 atletas entre os 16 jovens que participarão do Projeto Vivência Olímpica.
O COB levará esses atletas para Londres durante os Jogos Olímpicos 2012, com o objetivo de antecipar a experiência olímpica deles, quebrando o gelo para 2016. Outros seis atletas serão anunciados até o início de julho, já que alguns ainda têm chances de classificação para os Jogos de Londres.
Alessandra Marchioro (natação), Felipe Wu (tiro), Flávia Gomes (judô), Hugo Calderano (tênis de mesa) e Isaquias Queiros (canoagem) foram anunciados e estiveram presentes ao lançamento do projeto, na sede do COB. Andressa Mendes (saltos ornamentais), Martine Grael (vela), Rebeca Andrade (ginástica artística), Thiago Monteiro (tênis) e Vitor Gonçalves (vôlei de praia) também foram anunciados, mas não estiveram presentes por estarem em viagem para treinos e competições.
"O COB já está trabalhando há alguns anos na preparação da geração que vai competir nos Jogos Olímpicos de 2016. Com a ação de levar alguns atletas para vivenciarem o ambiente olímpico, nós pretendemos quebrar a ansiedade natural que antecede uma competição como esta. Poucos países no mundo fazem uma ação como esta. Com a Rio 2016, resolvemos antecipar esta vivência", explicou o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman.
Para selecionar os atletas, o COB, em conjunto com as Confederações Brasileiras Olímpicas, identificou jovens com histórico de resultados nas categorias de base, em alguns casos já na categoria adulta, e com potencial de evolução até os Jogos Olímpicos Rio 2016. O projeto é voltado apenas para atletas de modalidades individuais ou em dupla. O desempenho dos atletas nos Jogos Olímpicos da Juventude Cingapura 2010, campeonatos e ranking mundiais foram os principais critérios de escolha.
"Queremos que eles sintam o clima de uma estreia olímpica quatro anos antes dos Jogos do Rio, ainda sem a responsabilidade e pressão por resultados. Assim, eles terão mais vontade de ir aos Jogos, com mais conhecimento de tudo o que cerca uma participação no maior evento esportivo do mundo. Queremos que estes atletas entendam desde cedo o que é o mundo olímpico", explicou Marcus Vinicius Freire, superintendente executivo de esportes do COB.
Em Londres, os atletas serão divididos em três grupos. A rotina deles incluirá treinamento, quando possível, ou acompanhamento dos treinos de sua modalidade, assistir às competições de sua modalidade, conhecer a Vila Olímpica, visitar a Casa Brasil, entrar em contato com a imprensa. Enfim, tudo o que possa ser antecipado em termos de vivência em uma edição de Jogos Olímpicos.
Atletas de judô e vôlei de praia, por exemplo, podem ser utilizados como sparrings - estes ficarão mais tempo. Todos ficarão alojados no Centro Esportivo Crystal Palace, base exclusiva de treinamento do Time Brasil antes e durante os Jogos Olímpicos de Londres-2012.
O projeto será liderado por Soraya Carvalho, ginasta olímpica em Atlanta 1996, com experiência em formação e qualificação no esporte. Atualmente, Soraya é gestora de cursos e programas do Instituto Olímpico Brasileiro. Soraya também integrou a Missão Brasileira nos Jogos Olímpicos da Juventude Cingapura-2010.
Fonte: FinalSports
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