segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Rio lança portal que centraliza dados e ações contra impactos das mudanças climáticas

Prefeitura lança portal com dados sobre mudanças climáticas com destaque para o Painel de Emissões de Gases de Efeito Estufa. Na foto, engarrafamento na Avenida Brasil, na altura de Ramos — Foto: Márcia Foletto / 16-01-2025

A nova plataforma, desenvolvida sob coordenação do Instituto Pereira Passos (IPP), reúne um Painel de Emissões de Gases de Efeito Estufa e análises elevação do nível do mar, deslizamentos, ondas de calor e inundações

Por Carmélio Dias — Rio de Janeiro

A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou nesta quinta-feira o Sistema de Monitoramento das Mudanças Climáticas (Sisclima), plataforma digital criada para centralizar dados, análises e indicadores sobre os impactos das mudanças do clima na cidade. O objetivo é oferecer uma visão integrada das vulnerabilidades ambientais e das ações que o município vem adotando para enfrentar esses desafios.

O portal, desenvolvido sob coordenação do Instituto Pereira Passos (IPP), órgão vinculado à Casa Civil do município, reúne informações estratégicas já disponíveis no Sistema Municipal de Informações Urbanas (Siurb) e no Data.Rio. A criação da ferramenta está alinhada às diretrizes do Comitê de Governança Climática da prefeitura, que reúne, além do próprio IPP, a Secretaria Municipal do Ambiente e Clima (SMAC), o Centro de Operações e Resiliência (COR) e a Subsecretaria de Planejamento e Acompanhamento de Resultados (SubPar) formulação de políticas públicas orientadas por evidências.

Para Elias Jabbour, presidente do IPP, o lançamento do Sisclima representa avanço significativo na gestão climática da capital fluminense no sentido de organizar, qualificar e democratizar informações essenciais sobre o clima na cidade.

— É uma ferramenta estratégica para orientar políticas públicas, apoiar pesquisadores e permitir que qualquer pessoa acompanhe, de forma transparente, como o Rio está enfrentando um dos maiores desafios do nosso tempo — diz Jabbour.

Um dos destaques do portal é o Painel de Emissões de Gases de Efeito Estufa, que apresenta dados atualizados por setor, escopo e tipo de poluente. O painel facilita o acompanhamento das metas municipais de redução de emissões até 2030 e da estratégia para alcançar a neutralidade climática em 2050, conforme previsto no Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática (PDS).

— A plataforma apresenta uma linha do tempo com os principais marcos institucionais desde meados do século XX, reúne mapas e análises sobre os quatro principais perigos climáticos: elevação do nível do mar, deslizamentos, ondas de calor e inundações — informa Patrícia Turano, Gerente de Estudos Ambientais e Mudanças Climáticas do IPP.

Fonte: O Globo - Um Só Planeta



Um comentário:

  1. Parabéns pela divulgação do novo portal de monitoramento climático da Prefeitura do Rio de Janeiro — uma iniciativa extremamente importante para centralizar e democratizar dados sobre vulnerabilidade climática, emissões e riscos ambientais em nossa cidade. Ao reunir essas informações em um único sistema acessível, o Sisclima se insere em uma tendência global de cidades que buscam basear suas políticas públicas em evidências e dados confiáveis, algo que tem se mostrado cada vez mais essencial diante dos desafios das mudanças climáticas.

    No exterior, diversas cidades e municípios têm adotado soluções semelhantes para reforçar sua resiliência climática. Ferramentas inovadoras, como plataformas que usam dados de satélite para avaliar ilhas de calor urbano e suportar ações de mitigação, estão sendo disponibilizadas para centenas de cidades mundo afora, ajudando gestores locais a compreender e agir sobre riscos complexos de maneira mais eficiente. Além disso, até iniciativas comunitárias em áreas menores, como redes de estações pluviométricas operadas por moradores em distritos rurais na Índia, demonstram que é possível coletar dados climáticos relevantes com baixo custo e forte engajamento local.

    No Brasil, sabemos que muitos municípios menores enfrentam limitações significativas de recursos técnicos e financeiros — e não raro dependem de sistemas estaduais e federais para receber alertas e projeções, o que pode deixar lacunas na tomada de decisão em nível local. Isso torna ainda mais importante que se criem mecanismos de cooperação técnica e de compartilhamento de dados entre municípios, bem como plataformas abertas e acessíveis, que possam ser adaptadas à realidade de pequenas cidades. Soluções de baixo custo, uso de dados já disponíveis publicamente, plataformas open-source e parcerias com universidades ou redes internacionais podem ser caminhos para que municípios com menos recursos também desenvolvam seus próprios sistemas de monitoramento e planejamento climático.

    Assim como o Rio de Janeiro dá um passo relevante na construção de governança climática urbana, é fundamental que essa tendência seja ampliada de maneira equitativa, garantindo que cidades de todos os portes possam acompanhar, planejar e agir frente aos impactos das mudanças climáticas, sempre com transparência e participação da sociedade.

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