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quarta-feira, 13 de julho de 2016

SP é o estado que mais produz resíduos eletrônicos no Brasil. RJ é o segundo.



Mais de 500 milhões de equipamentos eletrônicos permanecem sem uso nas residências brasileiras. | Foto: iStock by Getty Images


A logística reversa para o resíduo eletrônico no Brasil ainda esbarra em inúmeros entraves que impedem o avanço.

A Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre) acaba de lançar um levantamento inédito com o mapa do resíduo eletrônico no Brasil e o ranking dos estados geradores do material.

De acordo com levantamento, o estado de São Paulo encabeça a lista dos maiores geradores de resíduo eletrônico, com cerca de 448 mil toneladas ao ano. O Rio de Janeiro figura na segunda posição, com aproximadamente 165,2 mil toneladas do material, seguido por Minas Gerais com 127,4 mil toneladas anuais.

O panorama do resíduo eletrônico da Abetre foi elaborado com base nos dados recentes divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), que mostra um volume de 1,4 milhão de toneladas de resíduos eletrônicos gerados em 2015 no Brasil. O estudo da entidade também leva em conta os números de atividade econômica por estado brasileiro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Mais de 500 milhões de equipamentos eletrônicos permanecem sem uso nas residências brasileiras”


O estado do Paraná aparece na quarta posição do ranking, com cerca de 86,8 mil toneladas produzidas de resíduo eletrônico. O Rio Grande do Sul aparece logo abaixo, com 86 mil toneladas, seguido por Santa Catarina, que registra aproximadamente 61,6 mil toneladas do material.

De acordo com o presidente da Abetre, Carlos Fernandes, a logística reversa para o resíduo eletrônico no Brasil ainda esbarra em inúmeros entraves que impedem o seu avanço efetivo. Segundo Fernandes, ainda não há no país um grande acordo setorial para a destinação desse material, como foi feito, por exemplo, com as embalagens de óleo e os pneus.

“O Brasil precisa, portanto, acelerar os acordos setoriais que garantam o cumprimento das metas e prazos pactuados também no setor de eletrônicos”, comenta Fernandes. A Abetre defende, inclusive, a criação de uma licença prévia para produzir e para importar produtos. “No caso dos eletrônicos, o quase todos os produtos comercializados e posteriormente descartados são importados e, evidentemente, o importador deve ser parte integrante da cadeia de responsabilidade pelo resíduo gerado”, diz o presidente da Abetre.

O executivo aponta ainda o fator cultural como entrave para a logística reversa do resíduo eletrônico no Brasil. “Mais de 500 milhões de equipamentos eletrônicos permanecem sem uso nas residências brasileiras”, conclui.


Fonte: Ciclo Vivo









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