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terça-feira, 31 de maio de 2016

Universidades e empresas espanholas desenvolvem redes de sensores para combater incêndios florestais



COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

Desde o início da atual gestão da Prefeitura de Niterói, está se estruturando um sistema de prevenção e combate a incêndios em vegetação. Implantou-se o programa Niterói Contra Queimadas, que vem tendo sucesso na prevenção e resposta rápida contra os focos de incêndio.

O programa Niterói Contra as Queimadas, pioneiro no estado do Rio de Janeiro e provavelmente no país, desenvolve as seguintes ações:
  • RAS QUEIMADAS: Assinatura de convênio com o Corpo de Bombeiros para a remuneração de profissionais da corporação (RAS: Regime Adicional de Serviço) para um plantão permanente e 24 horas para a prevenção e resposta a incêndios florestais.
  • VOLUNTÁRIOS CONTRA QUEIMADAS: a Defesa Civil de Niterói já capacitou duas turmas de voluntários para dar suporte às ações preventivas, educativas e de suporte ao trabalho dos profissionais da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros no combate a incêndios em vegetação.
  • AÇÕES EDUCATIVAS NAS COMUNIDADES: através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade e da Defesa Civil, ações de educação e esclarecimento sobre os riscos das queimadas à saúde, ao meio ambiente e as implicações legais de quem causar o fogo.
  • AÇÕES COERCITIVAS: salvo raríssimas exceções, queimadas são sempre causadas por ação humana, seja por acidente ou por intenção (leia o texto Queimadas: mitos e verdades). E é importante ressaltar que queimadas são consideradas crimes ambientais e a legislação prevê punições para quem as causa. Por este motivo, nas regiões de focos de incêndios mais recorrentes os moradores da proximidade serão notificados quanto às consequências dos incêndios e, quando os responsáveis por incêndios forem identificados serão tomadas as medidas legais cabíveis.
  • INVESTIGAÇÃO DE RESPONSABILIDADES: através de denúncias às autoridades policiais especializadas (Delegacia do Meio Ambiente), a Prefeitura tem buscado identificar responsáveis por incêndios que causem danos à vegetação e coloquem em risco a saúde e o patrimônio público e particular.
  • MONITORAMENTO DOS DANOS CAUSADOS POR QUEIMADAS: implantação de um sistema de monitoramento e avaliação do dano por fogo na vegetação de Niterói. Através deste trabalho é possível identificar os pontos mais prováveis de início de incêndios, facilitando o trabalho de identificação de responsabilidades.
  • PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA INCÊNDIO EM VEGETAÇÃO: assim como foi providenciado para emergências causadas pelas chuvas (casos de deslizamento de encostas e inundação), a Defesa Civil de Niterói está concluindo o Plano específico para queimadas, estabelecendo em conjunto com outros órgãos da administração municipal e outros órgãos parceiros (Exemplo: Defesa Civil Estadual, Corpo de Bombeiros, INEA), uma matriz de responsabilidades para que todos saibam como proceder em casos de incêndio em vegetação e que recursos deverão colocar a disposição.
Além de prevenir e combater as queimadas, a principal causa de perda dos ecossistemas naturais na cidade de Niterói, a Prefeitura estruturou o programa Niterói Mais Verde, com o objetivo de proteger as áreas verdes da cidade, implantando unidades de conservação e promovendo o ecoturismo a visitação destas áreas pela população de Niterói.

Outra medida importante da Prefeitura, foi a contratação de um serviço especializado para implantar o Cadastro Técnico Multifinalitário. Através do mesmo contrato, será implantado um sistema de monitoramento permanente dos riscos de incêndio em vegetação, de identificação de focos e de avaliação de danos causados pelo fogo.

Neste caso, a experiência desenvolvida pelos espanhóis, objeto da matéria abaixo, nos interessa.

Por uma Niterói mais verde!

Axel Grael
Vice-prefeito
Niterói


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Una red de sensores contra los incendios forestales

Un equipo de la Universidad Politécnica de Madrid ha diseñado una red inalámbrica de sensores para la prevención y extinción de incendios forestales. La iniciativa forma parte de un proyecto que está desarrollando un sistema multidisciplinar que integrará datos captados por diferentes fuentes como satélites, medios aéreos y sensores terrestres, con el fin de mejorar las gestión de estos siniestros.


Red terrena desplegada durante una jornada de pruebas en la Sierra de Mariola. / Álvaro Araújo.


El grupo B105 Electronic Systems Lab, de la Universidad Politécnica de Madrid (UPM), ha participado en un proyecto de investigación cuyo objetivo es mejorar la conservación de los bosques mediante tecnologías que permitan reducir al mínimo el riesgo de incendios forestales y mitigar los daños al medio ambiente en caso de que se produzcan.

Los incendios forestales son uno de los principales problemas medioambientales en España. En 2015 se produjeron casi 12.000 incendios, que quemaron más de 100.000 hectáreas, según datos del Ministerio de Agricultura, Alimentación y Medio Ambiente.

Ahora el equipo de la UPM ha desarrollado una red de sensores inalámbricos capaz de medir variables ambientales y proporcionar datos en tiempo real, por lo que pueden resultar muy útiles a los organismos encargados de combatir los incendios. Los resultados del trabajo se han publicado en la revista Journal of Sensors

La iniciativa se enmarca en el proyecto PROMETEO, cuyo objetivo ha sido desarrollar un sistema multidisciplinar que integre datos captados por diferentes fuentes -satélites, medios aéreos y sensores terrestres- que permita optimizar las labores de prevención y extinción de los incendios forestales.

Una vez desplegados en el terreno, los nodos forman automáticamente una red que encamina las medidas y mensajes de forma inalámbrica hacia un nodo central. Este nodo central, tras agregar la información procedente de todos los sensores, la envía hacia el centro de control. En el centro de control se añade la información del terreno a la procedente de otras fuentes, como imágenes por satélite, datos climatológicos históricos, modelos del terreno y del comportamiento del fuego, etc.

La iniciativa forma parte de un proyecto para desarrollar un sistema multidisciplinar que integre datos de satélites, medios aéreos y sensores terrestres

Consorcio de universidades y empresas

Esta información agregada puede ser utilizada en dos etapas diferentes por los organismos encargados de combatir los incendios. En primer lugar, en la fase de prevención, permite conocer qué lugares presentan una mayor probabilidad de incendio.

Con estos datos se pueden tomar medidas para evitar su aparición además de realimentar los modelos del terreno con datos actualizados. Si, a pesar de estas acciones se produce un incendio, la información proporcionada por el sistema resulta de gran ayuda en la fase de extinción, ya que aporta datos en tiempo real sobre el avance del fuego. Esto hace que las labores de extinción resulten más eficientes y a la vez sean más seguras para las brigadas desplegadas sobre el terreno.

En PROMETEO, impulsado por el Centro de Desarrollo Tecnológico Industrial (CDTI) ha participado un consorcio formado por quince empresas de distintas disciplinas y otros tantos organismos públicos de investigación de varias universidades españolas. El grupo B105 Electronic Systems Lab, de la ETSI Telecomunicación de la UPM, junto con el grupo GIICA de la Universidad Politécnica de Valencia y la empresa ISDEFE, que se ha encargado de la tarea de desarrollar una red terrena de sensores.

Esta red está formada por nodos sensores de muy bajo consumo y tamaño capaces de medir variables ambientales como la temperatura, la humedad del terreno, y la dirección y velocidad del viento. A su vez, están dotados de un pequeño procesador y una interfaz inalámbrica por la que transmitir sus mediciones.

Referencia bibliográfica:
Antonio Molina-Pico, David Cuesta-Frau, Alvaro Araujo, Javier Alejandre, and Alba Rozas. "Forest Monitoring and Wildland Early Fire Detection by a Hierarchical Wireless Sensor Network". Journal of Sensors, 2016, doi:10.1155/2016/8325845


Fonte: Agência SINC



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