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domingo, 11 de outubro de 2015

Evento Vegano movimenta orla de São Francisco


Cerca de mil pessoas participaram do evento na orla de São Francisco
Foto: Marcelo Feitosa


Gabriel Oliveira

Primeira edição do Vegan Funfest reuniu público adepto da prática com atividades e barraquinhas de alimentação

 
Alimentar-se de forma saudável sem consumir qualquer produto de origem animal não é tão difícil quanto parece. Pelo menos é o que organizadores e muitas das pessoas que estiveram na primeira edição do Vegan Funfest, realizado neste domingo (11) desde as 10h, garantem. Esta é a primeira edição do evento, que, além de reunir 50 expositores em barraquinhas de artigos veganos – que vão desde sobremesas e hambúrgueres até produtos cosméticos e calçados – ainda conta com atividades como shows e palestras, conforme destaca o produtor cultural responsável pelo festival, Pedro Bonelli. “Esse é um evento pioneiro, pois, até hoje, nunca houve um festival vegano realizado aqui no Brasil. Já foram realizados congressos, encontros, feiras, mas nada que reunisse tantas atividades dieferentes num mesmo espaço” ressalta.

Para o curador do evento, Lucas Alvarenga, vegetariano há 15 anos e vegano desde 2014, um dos objetivos mais importantes do festival é desconstruir alguns mitos a respeito do veganismo, que, conforme destaca, é modo de vida, e não apenas uma dieta. “Muitos desses mitos culturais e psicológicos são construídos pela indústria da carne, que é uma das mais poderosas do mundo, e que é uma das grandes responsáveis por problemas como desmatamento e deserticação do solo, além da forma como os animais são abatidos hoje”, critica o curador, ressaltando que o evento é totalmente aberto a pessoas que inclusive não são adeptas do veganismo, mas tem o desejo de conhecer mais sobre o tema. “O veganismo não é radical. O que nós queremos difundir é um olhar mais amplo sobre o tema, lembrando que animais abatidos para corte sofrem tanto quanto cães e gatos. Nós ainda temos muitos problemas relacionados à oferta de produtos, pois muitas pessoas que já são vegetarianas têm dificuldades de encontrar alimentos que não tenham leite ou ovos na sua composição”, comenta.

Os estudantes de Letras Ana Beatriz Cardoso e Wellerson Ferreira vieram de Itaboraí para o evento, embora ainda sejam vegetarianos. Os dois destacam que, por ainda morarem com os pais, adotar uma dieta totalmente vegana é um obstáculo. “Eu já cortei ovos e leite da minha alimentação, mas ainda consumo laticíneos, que espero largar daqui a algum tempo”, destaca Wellerson. “Eu não tenho problema nenhum com os pais em relarçao a isso, mas, mesmo não sendo uma dieta tão cara, é difícil ser vegano o tempo inteiro quando não se tem autonomia financeira”, completa Ana Beatriz.


Em uma das atrações da Vegan Funfest era possível inclusive meditar
Foto: Marcelo Feitosa

 
E se ser tentar vegano em uma família que consome proteína animal não é muito fácil, o contrário também acontece. Isabella Barpp, de 14 anos, tem pais veganos, embora não seja uma adepta desse estilo de vida, pelo menos a maior parte do ano. “A melhor parte de não ser vegana, pelo menos não o ano todo, é ir a um restaurante e pedir o que eu quiser, ou comer todo tipo de carne quando vou a um churrasco”, brinca a menina, que não descarta a ideia de um dia seguir totalmente a filosofia dos pais.

A transição para o veganismo, entretanto, nem sempre é fácil, conforme lembra a estudante de Ciências Sociais Ana Bittencourt, que aderiu ao novo estilo de vida na virada de 2014 para 2015. “Eu adorava comer carne e, no início, foi muito difícil, eu precisei de muita disciplina, mas depois foi recompensador. Hoje eu não consigo mais me imaginar comendo carne.”, comemora a jovem, que enumera uma série de atitudes relacionadas ao universo veganas. “Nós não usamos couro, não vamos a zoológicos, pois somos contra qualquer tipo de exploração dos animais. O veganismo vai muito além da questão alimentar”, conclui.
Fonte: O Fluminense





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