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domingo, 21 de dezembro de 2014

NITERÓI - Programa "Volta pra casa": Reforço para acolher moradores de rua em 2015


Em Niterói, equipes da prefeitura trabalham diariamente para acolher a população de rua, com o objetivo de identificar e reintegrar essas pessoas ao convívio familiar. Foto: Evelen Gouvêa

Vinicius Rodrigues

Prefeitura de Niterói lança a partir de janeiro o programa 'Volta pra Casa' e pretende reforçar ações para identificar e resgatar população que vive nas ruas da cidade

A Prefeitura de Niterói intensificará a partir de janeiro o trabalho de acolhimento de moradores de rua. Segundo a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, de janeiro a novembro de 2013 a pasta recolheu 322 pessoas das ruas. No mesmo período deste ano, foram identificadas pelas equipes da Secretaria cerca de 130 pessoas na mesma condição, representando uma queda de 59%.

Entre os planos que têm como objetivo diminuir ainda mais esses números está o Projeto “Volta pra Casa”, que será lançado no início de 2015 pela pasta, cuja proposta pública municipal está em intensificar a assistência a adultos, crianças e adolescentes morando nas vias da cidade.

O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Bira Marques, credita a queda do número de moradores de rua aos programas que já são desenvolvidos pela pasta, cujo objetivo é reintegrar essas pessoas aos familiares, através do trabalho integrado com a Guarda Municipal e com o Consultório na Rua.

Segundo a Prefeitura de Niterói, de janeiro a novembro de 2014 foram acolhidos e assistidos através do Centro Especializado para População em Situação de Rua (Centro pop) no município, 163 crianças e adolescentes, dos quais 77 foram reintegradas. Atualmente, 15 crianças e adolescentes estão acolhidas nas Unidades de Acolhimento Lizaura Ruas (somente para meninas) e Paulo Freire (somente para meninos), ambas no Centro.

No mesmo período foram acolhidas 26 famílias, das quais 19 foram reinseridas ao convívio comunitário, além de 679 adultos acolhidos, sendo que 637 retornaram para seus municípios de origem ou buscaram alternativa para saída da unidade, hoje sete famílias e 42 adultos estão acolhidas no Centro de Cidadania Florestan Fernandes, também no Centro.

Volta para casa – O Projeto “Volta pra Casa”, que será lançado com um cronograma ainda a ser divulgado pela pasta, servirá para intensificar a identificação das famílias desses moradores, bem como os seus locais de origem e assim possibilitar o resgate dos vínculos sociofamiliares.

“A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, a partir das ações resultantes da implementação do projeto, trabalha na perspectiva de contribuir para a redução das violações dos direitos dessas pessoas e descobrir como elas vieram à cidade, por que estão aqui e fazer com que ela retorne para os seus familiares e local de origem”, disse o secretário.

Abandono – No gramado em torno da Igreja Matriz de São Gonçalo, no Centro da cidade, cinco pessoas deitam e se enrolam em cobertores. São alguns dos cerca de 150 moradores de rua que hoje vivem nos bairros de São Gonçalo, segundo informou a Secretaria de Desenvolvimento Social de São Gonçalo. O abrigo é a Alameda Pio XII, paralela a uma das mais importantes vias do município – a Rua Coronel Moreira César – no Zé Garoto, onde casais e até mesmo uma adolescente de 14, que está grávida, se abrigam.

“É uma situação constrangedora para eles, para quem precisa frequentar o Pronto-Socorro, a igreja e até os estabelecimentos próximos. Quando a noite vem, eles se reúnem perto da praça e aí começam a tocar o terror. Alguns tomam bebida alcoólica, mas droga eu nunca vi. O pior é quando começam a brigar entre si. Jogam caixas entre eles e acabam acertando os carros estacionados na via, além da abordagem agressiva a pedestres que passam aqui”, disse um taxista que trabalha próximo ao Pronto-Socorro Municipal de São Gonçalo.

A prefeitura informou ainda que os locais de maior concentração desses moradores são: Centro de Alcântara, Praça da Trindade, proximidades do Pronto-Socorro de São Gonçalo e Praça da Venda da Cruz. Após estudos psicossociais (quando existe a demanda de abrigamento), os moradores são encaminhados para as instituições de Acolhimento conveniadas com a prefeitura.

Para a retirada desses moradores das ruas, a prefeitura informou que foi inaugurado em dezembro deste ano o programa ‘Consultório de Rua’, cujo objetivo é levar a saúde para toda a população em situação de risco no município, além do Centro POP, que encaminha essas pessoas aos Serviços Socioassistenciais para a retirada de documentos, a inclusão nos programas sociais, mercado de trabalho, além do encaminhamento para abrigos e a reinserção familiar.

A prefeitura afirmou ainda que as equipes de Assistência Social do município circularão por todo o município atendendo essas pessoas de segunda a sexta de 9h às 17h e terça e quinta das 18h às 22h.

Fonte: O Fluminense




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