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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Lars Grael comanda o time brasileiro na decisão do Extreme Sailing Series, em Florianópolis

 
Extreme Sailing no Rio de Janeiro em 2012: a tripulação brasileira naquela edição teve dois campeões olímpicos: Torben Grael (comandante) e Alex Welter. Os outros tripulantes foram Diogo Cayolla, André Mirsky e Marco Grael.

Barcos do Extreme Sailing competem na Baía de Guanabara.


A etapa final do campeonato acontece na capital catarinense entre os dias 14 e 17 de novembro

Velejadores brasileiros vão competir na etapa que define o barco campeão da temporada do Extreme Sailing Series, que desde o mês de março já levou a emoção dos velozes catamarãs Extreme 40 a seis países da Europa e da Ásia. No Brasil, Lars Grael é o coordenador do Team Brasil, que representa o país nas regatas contra os melhores velejadores do mundo; na arena montada em Florianópolis entre os dias 14 e 17 de novembro.

Em cada uma das etapas anteriores, o país-sede formou uma tripulação local. Na passagem pela América do Sul, a última de 2013, Lars Grael reuniu os mais experientes velejadores brasileiros em barcos de dois cascos. O timoneiro do Team Brazil será Clínio de Freitas, proeiro de Lars no pódio olímpico dos Jogos de Seul, em 1988, quando conquistaram a medalha de bronze na classe multicasco, Tornado. Os parceiros Lars e Clínio formaram a equipe juntos, e, diante da falta de tempo para treino que permita adaptação adequada ao barco, optaram por selecionar tripulantes que já tenham intimidade com catamarãs. André Mirsky, que já fez campanha olímpica de Tornado, levará a bordo a experiência da preparação para a Regata Volta do Mundo 2005/06 e de algumas das principais provas da Europa, como a Route du Rhum, na França, e a Copa de la Reina, na Espanha.

Aos 10 anos de idade, André já acumulava três mil milhas velejadas. Participou da equipe brasileira no Extreme Sailing Series em 2012, na baía de Guanabara. Convocado para a etapa de Florianópolis, Daniel Santiago também velejou de Extreme 40 com o Team Brazil no Rio em 2012. Tem no currículo o bicampeonato nos Jogos Pan-Americanos e o tetra mundial na classe J-24. Bruno Di Bernardi é campeão sul-americano de Tornado e exímio conhecedor da raia, por ser natural de Florianópolis. A tripulante feminina será Cláudia Swan, esposa de Clínio, e representante brasileira da classe 470 na Olimpíada de Barcelona/92. Conquistou o bronze na mesma classe no Pan de Havana. Completa a equipe André Chang, também catarinense, campeão brasileiro de Tornado e que, além da vela, também disputa provas ciclísticas.

"A intimidade que todos possuem com multicascos e o fato de já terem velejado juntos vai nos ajudar muito", comenta Lars Grael. "Mas é preciso dimensionar de forma exata a expectativa de rendimento. É um circuito que está sendo disputado há sete anos por profissionais da vela que vão chegar ao Brasil afinadíssimos. Vamos correr para homenagear o país e para mostrar a garra e o talento do velejador brasileiro." O responsável pelo Team Brazil reforça a intensa relação que a arena náutica estabelece entre o público e as regatas. "O formato do Extreme Sailing Series é voltado para os torcedores", diz. "Os barcos são muito velozes, com manobrabilidade limitada, o que exige perícia do velejador e leva muita emoção ao público. Às vezes é até melhor para quem está assistindo do que para quem está no barco."

A postura de Lars, cauteloso com a perspectiva de um bom resultado, é compartilhada por Clínio. "O mais importante é a manobra. Com regatas curtas, é muita explosão e pouco tempo para raciocínio. O barco é muito dependente da força. Se o vento não estiver muito forte, vai facilitar para a gente", explica. "Mas tenho certeza de que vamos fazer bonito em Florianópolis." Antes do Extreme Sailing Series, Clínio disputa o Campeonato Sul-Americano de Nacra, entre os dias 7 e 10 de novembro, em Porto Alegre, ao lado da esposa Cláudia Swan. Em campanha para os Jogos Olímpicos Rio/2016, a dupla vai aproveitar a competição da nova classe olímpica como um treino de luxo para as regatas de Florianópolis. O mesmo acontece com Bruno di Bernardi, que vai estar em Porto Alegre. O barco Nacra também tem casco duplo, mas mede 17 pés, contra 40 (12 metros) do Extreme.


Confira a programação do Act 8 Florianópolis do Extreme Sailing Series:

Quinta-feira - 14 de Novembro10h30-11h30 - Conferência de imprensa com os comandantes no Clube Extreme
14h00-17h00 - Regatas de Extreme 40

Sexta-feira - 15 de novembro11h00-13h00 - Regatas de NeilPryde Windsurf Racing Series
14h00-17h00 - Regatas de Extreme 40

Sábado - 16 de novembro10h00-12h00 - Regatas das classes Optimist, Laser e Snipe
11h00-13h00 - Regatas de NeilPryde Windsurf Racing Series
14h00-17h00 - Regatas de Extreme 40
17h00-18h00 - Regatas de NeilPryde Windsurf Racing Series
18h00-19h00 - Regatas de Extreme 40 (eliminatórias)

Domingo - 17 de novembro10h00-12h00 - Regatas das classes Optimist, Laser e Snipe
11h00-13h00 - Regatas de NeilPryde Windsurf Racing Series
14h00-16h30 - Regatas finais de Extreme 40
16h30-17h00 - Premiação classes monotipos
17h00-17h30 - Premiação do Act 8 Florianópolis do Extreme Sailing Series e dos vencedores da temporada 2013

Veja como está a classificação geral atual, após seis etapas:
1 - The Wave, Muscat (Omã) - 56 pontos
2 - Alinghi (SUI) - 54 pontos
3 - Red Bull Sailing Team (AUT) - 45 pontos
4 - SAP Extreme Sailing Team (DEN) - 41 pontos
5 - Realteam (SUI) - 35 pontos
6 - GAC Pindar (NZL) - 30 pontos
7 - Barco do País (tripulação convidada) - 26 pontos
8 - Team Korea (KOR) - 16 pontos



Fonte: Itapema FM

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