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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

18 milhões de árvores compensarão emissões de carbono das Olimpíadas




Secretaria do Ambiente divulga mapa detalhando locais de plantio de mudas que abaterão liberação de gases-estufa durante os Jogos do Rio

O Rio de Janeiro vai ficar mais verde até a realização das Olimpíadas de 2016. Para compensar a emissão de 3,5 milhões de toneladas de carbono dos Jogos do Rio, 18 milhões de árvores terão de ser plantadas em todo o território fluminense – implicando na restauração de 6.500 hectares de áreas degradadas.
 
Os dados foram apresentados hoje (13/11) pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e pela vice-presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Denise Rambaldi, em coletiva à imprensa na sede da SEA/Inea, no Centro do Rio.
 
Os dados divulgados fazem parte de um estudo realizado pela Consultoria MGM Innova, contratada pela SEA e pelo Inea para fazer o levantamento das emissões. Para chegar à estimativa da emissão de 3,5 milhões de toneladas de carbono, a empresa levou em consideração os seguintes fatores:
 
Locais de evento, que respondem pela emissão de 25,29% desse total; obras de infraestrutura, com 4,2%; operações, com 5,2%; e participação, com 65,36%, que inclui, dentre outros, os deslocamentos para a cidade e dentro do Rio, via transportes aéreo e terrestre.
 
Ao detalhar o levantamento para a imprensa, o secretário Carlos Minc destacou que a expectativa do Governo do Estado é inclusive plantar um quantitativo de mudas de árvores superior aos 18 milhões obrigatórios:
 
“Nós temos a meta de plantar 24 milhões de árvores. Dos 18,5 milhões de árvores, 16 milhões são espécies nativas da Mata Atlântica e 2,5 milhões são seringueiras. Até o momento, já foram plantadas 5,5 milhões de árvores. Só para a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a Petrobras se comprometeu com o plantio de sete milhões de árvores, sendo que, até o momento, a estatal já efetuou o plantio de aproximadamente 800 mil. O reflorestamento está sendo feito ao longo dos rios Macacu e Caceribu”, explicou Minc.
 
CONTADOR DE ÁRVORES
 
O secretário do Ambiente destacou que a população pode acompanhar a evolução do plantio através do chamado Contador de Árvores, acessando ou o site da SEA (www.rj.gov.br/web/sea) ou o do Instituto Terra de Preservação Ambiental (www.itpa.org.br/contadordearvores), parceiro da SEA e do Inea nesse projeto.
 
Instalado no Jardim Botânico do Rio, o Contador de Árvores é um painel eletrônico que contabiliza o número do plantio no estado. O contador é uma escultura viva onde foi acoplado um relógio digital que é ligado a um site interativo, no qual a população pode registrar suas contribuições e também acompanhar dados detalhados dos plantios em todo estado: quem realizou (população, empresas ou órgãos públicos), em que cidade, qual espécie foi utilizada e a dimensão da área florestada.
 
“Além de contabilizar o número de árvores plantadas, a ferramenta também detalha quem está participando e em quais áreas esse trabalho está sendo feito. Além de captar o carbono, as árvores também têm a função de fechar corredores de biodiversidade e também proteger a qualidade da nossa água, já que elas estão sendo plantadas nas margens de importantes rios”, destacou Minc.
 
A vice-presidente do Inea, Denise Rambaldi, disse que a expectativa é fechar o ano de 2013 com um quantitativo muito superior de árvores plantadas até agora. Segundo ela, isso se deve ao fato da chegada do período de chuvas, época propícia para o plantio:
 
“Nós entramos em um período de muita chuva, época em que o plantio se intensifica. O plantio dessas árvores contribui para fortalecer a cadeia produtiva da restauração florestal no território fluminense. Isso porque esse trabalho leva a uma demanda de pelo menos 24 milhões de mudas, o que irá gerar emprego para coletores de sementes, plantadores de árvores e outros. Então é uma oportunidade muito importante para o setor florestal do Estado do Rio de Janeiro”, disse Denise Rambaldi.
 
Segundo ela, o plantio já beneficia as margens dos rios Macacu e Caceribu, áreas que antes estavam completamente desmatadas e que hoje já estão formando corredores de biodiversidade.

Fonte: SEA


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