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domingo, 28 de abril de 2013

Enseada de Jurujuba será despoluída


ENSEADA DE JURUJUBA: OS PROBLEMAS EXISTEM E SERÃO RESOLVIDOS

Com relação à matéria "Despoluição da Enseada de Jurujuba vira motivo de polêmica" (vide abaixo), publicada hoje no Globo Niterói, reafirmamos o nosso compromisso pessoal e do Governo Rodrigo Neves com a despoluição da Enseada de Jurujuba e a necessidade do avanço no saneamento em Niterói.

É fato que o saneamento melhorou muito em Niterói, com uma grande expansão das redes de água e esgoto, e pode-se afirmar que este é um dos melhores resultados das políticas públicas na cidade nos últimos anos. Basta comparar os indicadores de saneamento de Niterói com as cidades vizinhas para que se tenha certeza disso. Mas queremos e precisamos de muito mais. O saneamento melhorou, mas os nossos rios, lagoas e a Baía de Guanabara (Enseada de Jurujuba) continuam poluídos. O saneamento melhorou, mas os indicadores de doenças de veiculação hídrica em Niterói ainda são muito desfavoráveis. Por que tal contradição? Por que o nosso avanço em saneamento não repercute em qualidade de vida e em qualidade ambiental?

Niterói vive um novo momento, com investimentos que mudarão a sua geografia e melhorarão muito a sua qualidade ambiental e, consequentemente, a qualidade de vida da população. Despoluir a Enseada de Jurujuba é uma prioridade, uma meta viável e alcançável, e a sua conquista fará com que as praias na Baía de Guanabara - de Jurujuba a Icaraí - melhorem muito a sua balneabilidade.

Além dos benefícios ambientais (qualidade das águas, biodiversidade, etc), sociais (saúde, recuperação da balneabilidade permitindo o uso seguro da enseada para fins recreativos e esportivos) e econômicos (turismo, geração de empregos, etc), a iniciativa fará com que Niterói assuma a liderança do processo de despoluição da Baía de Guanabara, podendo ostentar a primeira região da Baía despoluída, influindo para que outras enseadas e regiões sigam o exemplo e melhore a sua qualidade ambiental a partir de inciativas locais.

Além disso, Niterói receberá delegações olímpicas de diversos países e precisam dar provas da vocação e o compromisso da cidade com a sustentabilidade. A presença dos velejadores confirmará Niterói com o justo título da Cidade da Vela.

Águas de Niterói é a empresa concessionária de água e esgoto na cidade e terá que atuar para atingir as metas estabelecidas pelo governo municipal.

As declarações do superintendente de Águas de Niterói na matéria abaixo não se coadunam com a história de sucesso da empresa na cidade e estamos certos que a atitude será revista.

Axel Grael

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Novo sistema. O Morro do Cascarejo, em Jurujuba, onde deve ser construído um deque para fazer a ligação de 60 casas com a rede de esgoto recém-instalada na comunidade. Foto de Pedro Teixeira.

Despoluição da enseada de Jurujuba vira motivo de polêmica

Divergência entre Grael e superintendente da Águas de Niterói atrasa projeto, uma promessa de campanha

Luiz Gustavo Schmitt

Promessa de campanha do prefeito Rodrigo Neves, a despoluição da enseada de Jurujuba até as Olimpíadas de 2016 esbarra na falta de entendimento entre o vice-prefeito, Axel Grael, e o superintendente da concessionária Águas de Niterói, Nelson Gomes. Para Grael, as praias de Jurujuba, Charitas e São Francisco podem ser limpas — independentemente do programa de despoluição da Baía de Guanabara —, desde que a empresa se disponha a acabar com as línguas-negras que vazam em pontos críticos do espelho d’água. Gomes, no entanto, nega que haja vazamentos de esgoto — à exceção da comunidade do Cascarejo, em Jurujuba, onde 60 casas, que estão abaixo do nível da rua, não estão ligadas à rede coletora da empresa.

O vice-prefeito, porém, bate o pé e afirma que a Águas de Niterói terá que eliminar as línguas-negras na Rua Tupinambás, na altura do canal da Avenida Franklin Roosevelt, em São Francisco, e as ligações clandestinas no Morro do Preventório, em Charitas, e no Morro do Cascarejo, em Jurujuba.

(OBSERVAÇÃO: aqui a matéria se equivoca. O repórter se refere ao equipamento de captação de tempo seco existente no Canal da Presidente Roosevelt, um pouco a montante da ponte da Rua Tupinambás. O equipamento não tem funcionado corretamente por falta de manutenção por parte de Águas de Niterói). Axel Grael

— A Águas de Niterói tem metas a cumprir. Ela vai participar da despoluição. Essas línguas-negras existem, e ele (Nelson Gomes) sabe disso, porque fomos juntos a esses locais. Existem soluções técnicas que a empresa pode tomar para diminuir esses escoamento, que não demandam um investimento muito alto — afirma Grael. — Ao contrário do que muitos pensam, a Baía de Guanabara não é a principal poluidora da enseada de Jurujuba. As condições de balneabilidade das praias podem melhorar bastante com essas medidas.

O superintendente da Águas de Niterói discorda de Grael e retruca:

— A enseada de Jurujuba responde por 5% da Baía de Guanabara. Ele (Axel Grael) está mal informado quando fala que há línguas-negras. O que ocorre é que, quando há uma chuva intensa, o esgoto jogado irregularmente nas galerias pluviais, e que normalmente é captado pela nossas estações, acaba extravasando e sendo jogado na água, mas muito diluído. Isso ocorre em todo o mundo — rebate Gomes.

Grael e Gomes só afinam o discurso em relação à necessidade de acabar com o despejo de esgoto do Morro do Cascarejo. Os planos indicam que a prefeitura e a Águas de Niterói farão uma parceria para a construção de um deque, que permita a ligação de 60 residências com a rede coletora. Não há, porém, informações sobre o início, a conclusão e os custos das obras.

Vela atrai delegações estrangeiras

Enquanto sonha com a despoluição da enseada de Jurujuba, a cidade elabora um planejamento para atrair delegações estrangeiras que estarão no Rio nos jogos olímpicos de 2016.

Por hora, as delegações de vela da Nova Zelândia e da Irlanda confirmaram que usarão a estrutura do Rio Yacht Club (Sailing), na Estrada Fróes, para que possam treinar nas praias de São Francisco e Charitas.

O vice-prefeito, Axel Grael, informa ainda que as delegações de iatismo de Noruega, Itália, Inglaterra, Japão e Dinamarca também negociam sua hospedagem em Niterói. Para abrigar os atletas, Grael adiantou que o município estuda a instalação de estruturas de contêineres em locais próximos da orla das praias da baía.

Fonte: Globo Niterói

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