terça-feira, 21 de junho de 2016

NITERÓI RESILIENTE: Projeto de R$ 1,48 milhão vai mapear áreas de risco em Niterói



COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL

O mapeamento das Áreas de Risco Geotécnico de Niterói é uma iniciativa que dará suporte a toda a estratégia da Prefeitura da cidade de fazer de Niterói uma cidade resiliente.

O mapeamento permitirá que todas as áreas de maior risco de deslizamento de encostas sejam identificadas e, acima de tudo, que as intervenções necessárias sejam colocadas em escala de prioridade (hierarquização) de acordo com o nível de risco e iminência de deslizamento. De acordo com o contrato firmado, a empresa apresentará também a solução técnica de engenharia para garantir a estabilização da encosta.

Além do mapeamento das áreas de risco, fazem parte do programa Niterói Resiliente, as seguintes ações:

Axel Grael
Vice-Prefeito
Niterói



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Projeto de R$ 1,48 milhão vai mapear áreas de risco em Niterói


Obra em andamento na encosta do Morro do Estado, na Rua Fagundes Varela.


Igor Mello

Empresa vai apontar pontos vulneráveis e sugerir soluções

NITERÓI — A prefeitura começou um mapeamento com alto nível de detalhamento de áreas de risco na cidade. O projeto, iniciado na semana passada, é custeado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) — R$ 1,48 milhão — e servirá como base para a captação de outras verbas para contenção de encostas junto ao governo federal e a organismos internacionais.

De acordo com o vice-prefeito Axel Grael, que coordena a iniciativa, a empresa contratada enviará a campo 18 equipes para trabalhar no mapeamento. O trabalho vai permitir que os órgãos públicos definam o nível de risco de cada ponto nas encostas da cidade.

— Esse é um projeto mais minucioso do que o anterior, por meio do qual vínhamos identificando grandes áreas que representavam risco. Agora, além disso, será possível saber qual é a classificação de risco de cada encosta em cada localidade, determinando a melhor técnica para fazer a contenção e uma estimativa de custo do trabalho — afirma o vice-prefeito.

META É CAPTAR MAIS R$ 107 MILHÕES

Com a hierarquização das áreas de risco e a definição de qual técnica de contenção é mais adequada para solucionar cada ponto vulnerável, a prefeitura buscará novos recursos para realizar obras nas encostas. Já foram iniciadas contenções em cerca de 50 pontos da cidade, com recursos que chegam a mais de R$ 40 milhões, e concluídas obras em encostas de Caramujo, Grota do Surucucu, Bairro de Fátima, Morro do Palácio, Quebra-Mar de Jurujuba, Mirante da Boa Viagem, Estrada da Viração, Monan Grande, Morro do Holofote, Igrejinha e Vila Ipiranga. Outras cinco localidades têm obras em curso: Morro da Cocada, Morro do Estado, Morro do Bonfim, Bombeiro Américo e a Travessa Guilherme Greenhalgh (Icaraí). Axel revela que a meta da prefeitura é quase triplicar o valor aplicado.

— Após esse estudo, vamos saber melhor o que temos de demanda. Nossa meta é captar mais R$ 107 milhões para obras. Até agora nosso principal financiador era o Ministério das Cidades, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas passaremos a buscar outras fontes de recursos — adianta o vice-prefeito.

Ainda segundo Axel, o levantamento também auxiliará na defesa da prefeitura em ações judiciais sobre contenção de encostas. Em março, O GLOBO-Niterói mostrou que há obras em pelo menos cinco áreas de risco na cidade em discussão na Justiça.

— Em questões judicializadas, a prefeitura terá um argumento mais sólido para fazer sua defesa. Como cada encosta será hierarquizada, seremos capazes de provar tecnicamente que estamos fazendo primeiro obras em locais com maior risco — afirma.

As informações colhidas serão integradas também aos bancos de dados da Defesa Civil, auxiliando na prevenção de catástrofes naturais.

Fonte: O Globo Niterói









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