quinta-feira, 30 de abril de 2015

UMA HISTÓRIA BEM SUCEDIDA DE DESPOLUIÇÃO NO BRASIL - Documentário Paranoá - espelho do céu remonta a história do lago artificial de Brasília


Realizado pela TV Brasil, o documentário "Paranoá - espelho do céu" remonta a história do Lago ao longo dos 55 anos de Brasília. Com histórias que remetem à época da construção da cidade e da barragem do Lago Paranoá, o filme mostra como o Lago, ainda em sua primeira década, ficou completamente poluído.

A produção revela que nas décadas seguintes, o Paranoá passou por um longo processo de despoluição, chegando ao que é hoje - um lago limpo e com um amplo leque de usos: lazer, prática esportiva, atividades náuticas, pesca, geração de energia, entre outros.


http://www.ebc.com.br/cultura/2015/04/documentario-paranoa-espelho-do-ceu-remonta-historia-do-lago-artificial-de-brasilia

http://www.ebc.com.br/cultura/2015/04/documentario-paranoa-espelho-do-ceu-remonta-historia-do-lago-artificial-de-brasilia

http://www.ebc.com.br/cultura/2015/04/documentario-paranoa-espelho-do-ceu-remonta-historia-do-lago-artificial-de-brasilia
Clique em qualquer das fotos para acessar o vídeo.

Creative Commons - CC BY 3.0 - Paranoá - espelho do céu



Ano: 2015. Gênero: documentário.
Direção: Marieta Cazarré
Reportagem: Luciana Collares
Produção Executiva: Alessandro Oliveira e Márcio Garapa
Apoio à Produção: Lidiane Lélis
Argumento: Alessandro Oliveira, Márcio Garapa e Marieta Cazarré
Roteiro: Luciana Collares e Marieta Cazarré
Edição de Texto: Marieta Cazarré
Cinegrafia: Silvana Neitzke e Claudio Chandelle
Assistência técnica: Hariston Marreiros
Iluminação: Luiz Izidio
Direção de Fotografia: Márcio Garapa
Edição e Finalização: Ig Uractan
Videografismo: Ronaldo Lúcio
Classificação indicativa: Livre

Fonte: Empresa Brasil de Comunicação - EBC





REGATAS OLÍMPICAS - Dentro ou fora da Baía de Guanabara?


A imprensa, mais uma vez, tenta explorar falas consideradas divergentes entre eu e meu irmão Lars, pronunciadas em lugares e contextos diferentes. E, lendo-se o texto, verifica-se que não são opiniões divergentes.

Deixando de lado intrigas, fofocas e futricas, vamos ao que importa: o mérito!

Defender as provas dentro da Baía insinuando que isso traria vantagens para os velejadores brasileiros, me parece uma atitude antiesportiva e que não deve fazer parte do debate. Considero até desrespeitoso com os atletas brasileiros que não desejam e nem precisam de truques e "arapucas" para serem competitivos. A Equipe Olímpica Brasileira de Vela tem tido excelentes resultados competindo em águas de várias partes do mundo e deverá ser uma das delegações mais fortes já apresentadas. Nossos atletas tem tudo para ter uma ótima participação em 2016, independente se as provas serão dentro ou fora da Baía de Guanabara. Portanto, não é este o debate.

O foco deve estar na qualidade ambiental, na segurança dos atletas e no oferecimento de uma raia com boas condições técnicas e capaz de permitir uma competição justa.

Com relação á qualidade ambiental, as críticas das delegações internacionais são legítimas e compreensíveis, uma vez que o que foi mostrado até agora não é bom. Cabe aos organizadores oferecer de forma convincente soluções viáveis e  tecnicamente confiáveis, compatíveis com o cronograma olímpico. Caso contrário, não restará mais o que se fazer que o reconhecimento do completo fracasso e transferir as regatas para fora da Baía.

O importante é que, apesar de todo tempo perdido, ainda é possível fazer com que as condições da Baía de Guanabara, principalmente no que se refere ao problema do lixo flutuante, cheguem a níveis ambientais satisfatórios para os Jogos. Mostramos isso no relatório Guanabara Viva, que oferecemos ao secretário estadual do Ambiente, André Corrêa.

No momento, várias medidas estão sendo tomadas pela SEA. Foi publicado um edital para a seleção de empresas para a implantação e operação de ecobarreiras e está em tramitação a contratação do gerenciamento do programa. Por sua vez, a retomada do contrato com os ecobarcos está sendo providenciada. Enfim, o que não se fez antes, agora está sendo feito e ainda dá tempo!

Continuamos colaborando com a SEA, como voluntários, oferecendo modesta contribuição para que as condições da Baía de Guanabara melhorem.

E que a decisão sobre a realização das provas na Baía de Guanabara ou fora dela - em mar aberto - seja tomada com sabedoria e responsabilidade e, acima de tudo, com elevado espírito olímpico!

Axel Grael


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Dentro ou fora da Baía de Guanabara? Vela nos Jogos divide irmãos Grael


(Foto: Leonardo Filipo)


No mesmo dia em que Lars defende provas em alto mar por causa do lixo, Axel cita competições internacionais realizadas sem problema: "Não está pior do que já esteve"

A possibilidade da Federação Internacional de Vela tirar as regatas das Olimpíadas de dentro da Baía de Guanabara divide os irmãos Lars e Axel Grael. Em sua posse na Comissão Nacional de Atletas, quarta-feira, em Brasília, o medalhista olímpico Lars defendeu as disputas fora da região por conta do lixo. No mesmo dia, no Rio de Janeiro, Axel, ambientalista e vice-prefeito de Niterói, disse acreditar que o local pode ser palco do Rio 2016. Ele dá como exemplos as competições internacionais que não apresentaram problema com a poluição. No aspecto técnico, admite que os velejadores brasileiros, pelo conhecimento das correntes marítimas, teriam mais vantagem sobre os estrangeiros sem a mudança.

- O local da raia olímpica é bom, mas tem picos com comportamento mais grave. Os velejadores estrangeiros estão acostumados com raias com uma qualidade ambiental melhor. Mas acho que manter os Jogos dentro da baía é factível. Já tivemos campeonatos mundiais e Jogos Pan-Americanos sem problema algum. A baía hoje não está pior do que já esteve. A ideia de se levar para fora da baía é uma possibilidade. Não interfere tanto a qualidade da competição. Óbvio que para os velejadores brasileiros é um pouco melhor dentro porque a gente conhece bem as correntes. Se levar para fora diminui um pouco a diferença. Mas a equipe brasileira vai ser uma das mais fortes. Então, se for dentro ou fora não vai ter muita diferença - acredita Axel.

"Já tivemos campeonatos mundiais e Jogos Pan-Americanos sem problema algum. A baía hoje não está pior do que já esteve". Axel Grael


No final do mês passado, o Projeto Grael desistiu de assumir a gerência dos ecobarcos e ecobarreiras que ajudariam a limpar o lixo flutuante do espelho d´água. A contratação seria feita pela Secretaria do Estado de Ambiente em caráter de urgência, sem licitação. Axel, porém, segue como voluntário no planejamento da ação, que ainda está passando por um processo de licitação para escolher outras empresas responsáveis. A infraestrutura não ficará pronta para o evento-teste da vela, no próximo mês de agosto.

- Mas dá pelo menos para fazer unidades demonstrativas para tranquilizar as pessoas. O projeto que está sendo licitado na secretaria vai dar muito mais confiabilidade. Esse problema é cíclico. A situação hoje é muito pior porque as ecobarreiras não estão funcionando e nunca funcionaram bem. Nunca tivemos eficiência para tirar o lixo delas.

META OLÍMPICA DE TRATAR 80% DO ESGOTO É QUESTIONADA

O vice-prefeito de Niterói questionou a meta de tratar 80% do esgoto, estipulada no dossiê de candidatura do Rio, e que não será alcançada até 2016. Ele também lamentou a "falta de atitude empreendedora ambiental" nos Jogos Olímpicos.

"Mas o grande problema é que se teve uma atitude empreendedora em mobilidade, infraestrutura para os Jogos, na reforma do Centro, mas infelizmente não houve em relação à Baía de Guanabara. Não se estabeleceu uma agenda ou sequer um responsável. O que lamentamos é isso". Axel Grael


- Essa meta de 80% ninguém sabe de onde veio. Oitenta por cento de quê? O dossiê não especifica isso. De qualquer forma não seria viável alcançar, por mais que se estivesse investido. Mas o grande problema é que se teve uma atitude empreendedora em mobilidade, infraestrutura para os Jogos, na reforma do Centro, mas infelizmente não houve em relação à Baía de Guanabara. Não se estabeleceu uma agenda ou um responsável. O que lamentamos é isso.

Nesta quarta, Axel representou Niterói no encontro de prefeitos da região metropolitana do Rio de Janeiro no Palácio da Cidade. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, apresentou um pacote de medidas logística para os Jogos, como a criação de feriados e férias escolares em agosto. Como se trata de um problema do governo estadual, a poluição da Baía de Guanabara não foi tratada durante o encontro.

Fonte: Globo Esporte



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Ao lado de velha guarda, Lars Grael assume Comissão Nacional de Atletas


Parado há 9 anos, grupo de esportistas formado para auxiliar governo na formulação de políticas públicas é reativado; time conta, principalmente, com ex-atletas olímpicos

O time é de peso. Com a presidência de Lars Grael e participação de referências dos esportes olímpicos e paralímpicos como Gustavo Borges, Hortência, Bernard Rajzman, Emanuel e Clodoaldo Silva, foi reativada após nove anos a Comissão Nacional de Atletas, ligada ao Conselho Nacional do Esporte (CNE), colegiado vinculado ao Ministério do Esporte. Voluntário e não remunerado, o grupo tem como principal objetivo debater e propor políticas públicas, além de funcionar como principal interlocutor entre atletas e governo.




A volta do Conselho foi oficializada nesta segunda-feira, em cerimônia realizada na sede do Ministério do Esporte, em Brasília. Indicado pela pasta para liderar o grupo, Lars foi aclamado presidente em uma eleição simbólica realizada pelos integrantes e em seguida empossado pelo ministro George Hilton. Ao todo, são 22 integrantes entre atletas em atividade e, principalmente, ex-atletas olímpicos e paralímpicos.

- Estamos aqui de forma absolutamente apartidária, para trazer contribuições e ideias de vários atletas para o Ministério do Esporte e o Conselho Nacional de Esporte. Na nossa máquina calculadora, só temos o botão de somar - afirmou Lars Grael durante seu discurso de posse.

Esta será a segunda passagem do velejador pela presidência da Comissão, posto que ocupou entre 2003 e 2005. Criado em 1999, o grupo teve atuação importante no início dos anos 2000 no desenvolvimento de projetos como a Lei de Incentivo ao Esporte e o Bolsa Atleta. Porém, acabou entrando em processo de desativação em 2006, ano da última reunião.




- É uma voz representativa dos atletas, que garante uma gestão participativa, algo que o Ministério precisa (...) A democratização do esporte continua sendo a nossa bandeira, o engajamento na questão do doping, além da importante questão do legado olímpico e paralímpico. Os Jogos do Rio vão terminar e não podem ser apenas um sonho de verão. Temos que pensar no dia seguinte das Olimpíadas. Onde queremos chegar, que rumos vamos tomar, quais as nossas metas para o esporte brasileiro de base e a relação disso com o alto rendimento - completou Lars.

Este ano, uma das principais missões da Comissão Nacional de Atletas será participar das discussões do Sistema Nacional do Esporte. Em fase de elaboração pelo Ministério do Esporte, o projeto deve definir fontes de financiamento e as responsabilidades da União, dos estados e municípios com a formação de atletas e o desenvolvimento do esporte de alto rendimento.

- Já atribuindo funções ao Conselho, quero pedir que nos ajudem no grupo de trabalho que está discutindo o Sistema Nacional do Esporte, para que o projeto contemple os anseios de todos os atletas que lutaram para que esse país avance. Queremos tornar o esporte um tema acolhido pelo Estado brasileiro, presente na escola, na juventude, na formação dos nossos cidadãos. A grande tarefa do Conselho será atuar como protagonista no sistema, para que juntos possamos marcar o gol mais bonito do esporte do Brasil - afirmou o ministro do Esporte, George Hilton.

Participação de ex-atletas e renovação
 
Participante das primeiras formações da Comissão de Atletas e também presente nesta segunda fase, Hortência acredita que o momento é não apenas de desenvolver novos programas, mas principalmente de buscar melhorias nos mecanismos já desenvolvidos de apoio ao esporte.
- Vamos estudar como vai ser a participação no Sistema Nacional do Esporte, como vai ser a nossa ajuda nesse projeto, que acho que vai ser a coisa mais importante trabalhada pelo Ministério. Mas nossa preocupação não é a parte financeira, e sim utilizar o que já temos e fazer isso funcionar. Temos que aperfeiçoar o sistema. Não temos que buscar novas leis, mas melhorar o que já foi conquistado.

A medalhista olímpica do basquete também comentou a participação majoritária de ex-atletas. Segundo Hortência, os esportistas que ainda estão em atividade acabam não tendo condições de se dedicar ao conselho por conta das competições e acabam sendo representados pelos que já encerraram a carreira. No entanto, afirmou que o objetivo é dar voz a todos.

- Acho que o foco do atleta de alto rendimento agora é outro. O nosso, não. Quando se está em atividade, fica difícil participar. Depois, quando vai chegando ao fim da carreira, começa a fazer a transição para ex-atleta e aí sim pode trabalhar mais efetivamente. Mas temos que ouvir os atletas que ainda estão em atividade, o que eles têm a reclamar, porque vivem o dia a dia.

De acordo com Lars Grael, a formação deste primeiro grupo foi feita com base em indicações do Ministério, do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e da ONG Atletas pelo Brasil, uma das principais entidades de representação de esportistas do país. Porém, a ideia é que a renovação seja constante.

- Acho importante que a comissão seja transitória. Não podemos ter um mesmo grupo sempre influenciando. Resgatar a comissão foi importante, mas o quanto antes temos também que garantir a renovação para que outras pessoas tragam outros pontos de vista - afirmou Lars.

Lista de membros da comissão nacional de atletas
 
Lars Grael (presidente) - medalhista olímpico da vela
Anderson Lopes - medalhista paralímpico do atletismo
Antonio Delfino de Souza - medalhista paralímpico no atletismo
Bernard Rajzman - medalhista olímpico do vôlei
Bruno Souza - atleta olímpico do handebol
Cláudia Cícero - medalhista paralímpica do remo
Clodoaldo Silva - medalhista paralímpico da natação
Emanuel Rego - medalhista olímpico do vôlei de praia
Guilherme Giovannoni - atleta olímpico do basquete
Gustavo Borges - medalhista olímpico da natação
Hortência - medalhista olímpica do basquete
Ida Alvares - medalhista olímpica do vôlei
João Derly - campeão mundial de judô
Luiza Parente - medalhista pan-americana da ginástica artística
Mizael Conrado - medalhista paralímpico do futebol de cegos
Mosiah Brentano Rodrigues - atleta olímpico da ginástica
Nelson (Neco) Aerts - ex-atleta profissional de tênis
Patrícia Medrado - ex-atleta e técnica de tênis
Ricardo Vidal - ex-atleta e técnico de atletismo
Rico de Souza - surfista
Sebastian Cuattrin - atleta olímpico da canoagem
Simone Camargo - atleta paralímpica do atletismo e goalball


Fonte: Globo Esporte






quarta-feira, 29 de abril de 2015

Prefeitura de Niterói participa de encontro de integração dos municípios da Região Metropolitana à logística dos Jogos Olímpicos Rio 2016



Fotos: Bruno Eduardo Alves

O vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, representou o prefeito Rodrigo Neves no encontro que reuniu prefeitos e representantes de municípios da Região Metropolitana nesta quarta-feira (29.4), no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro. A reunião foi comandada pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, que apresentou a logística que será empregada na capital carioca durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, e pediu o engajamento e a participação ativa dos municípios vizinhos, que também sofrerão os impactos do evento.
Entre as medidas que serão adotadas pela capital está a mudança do calendário escolar do ano que vem, com férias do dia 1º a 28 de agosto nas redes públicas e particular de ensino. O prefeito Rodrigo Neves, em janeiro deste ano, anunciou que a cidade seguirá a decisão carioca e dará férias na rede municipal de ensino em agosto de 2016.

Outra medida que integra o Pacote Olímpico da prefeitura carioca e foi apresentada aos representantes dos municípios da Região Metropolitana é a criação de feriados nos dias 5 e 18 de agosto, respectivamente dia da cerimônia de abertura dos Jogos no Maracanã e da prova de Triatlo, que implicará no fechamento prolongado de vias importantes da Zona Sul do Rio e a interrupção de cerca de 40 linhas de ônibus.

De acordo com Eduardo Paes, o objetivo é que haja a integração dos municípios da Região Metropolitana para a redução dos deslocamentos durante os Jogos e da demanda por transportes públicos.

“Existem equipamentos olímpicos que são mais próximos de algumas cidades da Baixada do que da capital. Além de achar fundamental a integração dessas cidades à logística de organização dos Jogos, queremos que os moradores desses municípios também estejam envolvidos na festa”, disse o prefeito Eduardo Paes.

Axel Grael destacou a importância da integração das cidades em todas áreas, especialmente na mobilidade urbana. Ele também ressaltou que Niterói já anunciou que seguirá o calendário das férias escolares do Rio no próximo ano.

“Niterói está com muito empenho e participação no processo olímpico. Já estamos neste momento com várias delegações estrangeiras de vela na cidade, entre elas da Áustria, Dinamarca, Estados Unidos, Alemanha, Nova Zelândia, Irlanda, Itália e outras. Muitas já organizaram suas estruturas na cidade e a partir do segundo semestre devem permanecer na cidade até os Jogos. Mas não é só na vela que Niterói se destaca. A cidade também receberá estruturas para as modalidades BMX e Rugby”, afirmou Grael.

Estiveram presentes ao encontro a secretária de Integração Metropolitana do município do Rio, Graça Mattos; e prefeitos e representantes dos municípios de Seropédica, Nilópolis, Duque de Caxias, Itaboraí, Japeri, Queimados, Guapimirim, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Magé, São João de Meriti e Maricá.

Fonte: Prefeitura de Niterói/Ascom


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Conselhos tutelares de Niterói ganham novos veículos


Carros vão ajudar conselhos a terem mais rapidez nos atendimentos. Foto: Divulgação

Os três veículos que agora compõem a frota dos conselhos são fruto de um convênio entre o município e o Governo Federal e vão agilizar o trabalho da entidade

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos de Niterói recebeu na tarde de ontem três carros do Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. O convênio contribuirá para o trabalho de abordagem dos conselhos tutelares 1, 2 e 3.

O presidente do primeiro Conselho Tutelar e coordenador dos três conselhos, Raphael Lírio Guimarães, destacou a importância da iniciativa.

“A secretária Verônica Lima está de parabéns pela agilidade em articular os carros do Governo Federal para os conselhos tutelares de Niterói. Os novos carros trarão ótimos benefícios para o nosso trabalho e para as crianças e os adolescentes de Niterói. A partir dessa adesão, enquanto um conselheiro estiver realizando uma visita domiciliar em uma comunidade, outro profissional pode estar atendendo uma denúncia de maus-tratos, por exemplo. Teremos mais agilidade no trabalho”, declarou.

Fonte: O Fluminense





Pista olímpica de ciclismo BMX em Niterói até fim do ano




Ministério dos Esportes confirma que serão investidos R$ 891 mil para as obras e o local, Avenida Presidente Craveiro Lopes, no Barreto, tem 22 mil metros quadrados

A cidade de Niterói deve receber, pelo menos até o fim do ano, uma pista de ciclismo BMX - esporte praticado com bicicletas especiais- para servir como área de adaptação dos atletas que virão disputar as Olimpíadas do Rio 2016. O local escolhido, na Avenida Presidente Craveiro Lopes, no Barreto, tem 22 mil metros quadrados e foi cedido pelo Governo do Estado, segundo publicação de despacho no Diário Oficial na última segunda-feira (27). De acordo com o Ministério dos Esportes, serão investidos R$ 891 mil para as obras, que devem iniciar ainda no primeiro semestre. BMX é um esporte praticado com bicicletas especiais, uma espécie de corrida em pistas de terra.

A Prefeitura de Niterói ficará responsável pela execução e já recebeu da CBC um modelo da pista que será construída com padões olímpicos. O Complexo de Deodoro, no Rio, será o palco principal dos Jogos de 2016, mas a pista de Niterói servirá como adaptação para os atletas.

Histórico - Criado nos anos 60, onde crianças imitavam seus ídolos do motocross, o esporte tomou forma nos anos 70 e nas olimpíadas de Pequim, em 2008, ganhou força. A primeira pista no Brasil foi no Guarujá, no litoral paulista, em agosto de 1978. Mais tarde, em 1979 foi construída uma pista na Marginal Pinheiros, em São Paulo, próximo à Ponte da Avenida Cidade Jardim. O local contava com obstáculos, curvas e um poço de lama e os pilotos utilizavam bicicletas e equipamentos fornecidos pela Monark, que era a proprietária do local.

Fonte: O Fluminense






Paes apresenta Pacote Olímpico para prefeitos da Região Metropolitana


A pedido do prefeito Rodrigo Neves, representei Niterói em almoço a convite do prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, no Palácio da Cidade.

No encontro, o prefeito Eduardo Paes debateu com os prefeitos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro ações conjuntas para a fase preparatória para os Jogos Olímpicos e para a fase de realização do evento. Foram debatidos temas como mobilidade, acolhimento de delegações estrangeiras e nacionais, feriados, oportunidades para estudantes das redes públicas de educação das cidades e a possibilidade de participação voluntária de servidores municipais nos Jogos.

Fiz explanação sobre as medidas já adotadas pela Prefeitura de Niterói, as delegações estrangeiras que já estão em Niterói e os preparativos culturais, turísticos, etc. Também externei a preocupação com os impactos de algumas obras no Rio de Janeiro no cotidiano de Niterói, como vem acontecendo nos últimos dias. É o caso dos engarrafamentos causados pelas obras viárias na Avenida Brasil.

Axel Grael

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Paes apresenta Pacote Olímpico para prefeitos da Região Metropolitana




Autor: Helena Soares/Fotos: Beth Santos

O prefeito Eduardo Paes apresentou nesta quarta-feira (29/04) a logística da cidade para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 para prefeitos e representantes de 13 cidades da Região Metropolitana. O projeto de lei do Pacote Olímpico foi enviado para a Câmara dos Vereadores e está em tramitação desde 17 de abril. Dentre as medidas encaminhadas, está a mudança do calendário escolar do ano que vem, com férias do dia 1º a 28 de agosto nas redes pública e particular de ensino.

O pacote prevê ainda a criação de pelo menos dois feriados: em 5 e 18 de agosto, dias da Cerimônia de Abertura dos Jogos no Maracanã e da prova de Triatlo. A disputa de Triatlo é um dos grandes desafios das olimpíadas, por ser uma prova de rua que implicará no fechamento prolongado de vias importantes da Zona Sul e a interrupção na circulação de cerca de 40 linhas de ônibus.

- O enorme impacto que vamos ter com a realização dos Jogos Olímpicos não afeta apenas o território da cidade do Rio de Janeiro, mas também toda a Região Metropolitana. A maior parte dos equipamentos olímpicos é até mais próxima de cidades da Baixada do que de alguns bairros da cidade. Apresentamos para os prefeitos algumas decisões que já tomamos e queremos não só que essas cidades participem do esforço de logística, mas também envolvê-las um pouco mais na festa olímpica. Não é uma festa só do carioca, mas de todos nós – explicou Paes.



Fotos de Bruno Eduardo Alves.


Durante os Jogos, a cidade conviverá com um número muito maior de pessoas circulando e demandando serviços de transporte, alimentação e hospedagem, o que impactará não só o Rio de Janeiro, sede das competições, como as cidades do seu entorno. Só nos Jogos Olímpicos – que vão de 5 a 21 de agosto de 2016 – são esperados 27 mil jornalistas e 10.900 atletas de 205 nações. Uma força de trabalho de 143 mil pessoas estará envolvida nesses dias para que as olimpíadas aconteçam. Já nas Paralimpíadas, que acontecerão de 7 a 18 de setembro, serão 10 mil jornalistas, 4.300 atletas de 176 delegações e pelo menos 82 mil trabalhadores.

O engajamento e participação ativa dessas cidades são fundamentais para o sucesso das olimpíadas. Só com ampliação das férias escolares no meio do ano, a Secretaria Municipal de Transportes prevê a redução média de 19% no movimento de carro nas ruas pela manha. Nos feriados, a expectativa é que o volume de tráfego seja 25% menor em comparação aos dias úteis, com diminuição de 40% na demanda de transporte público.

O esforço de planejamento, logística e operação já está em curso, pois de agora até o ano que vem haverá 44 eventos-teste na cidade. Somente em agosto, serão seis em diferentes regiões do Rio. O apoio dos prefeitos das cidades do entorno, sobretudo Baixada Fluminense e Niterói e São Gonçalo, será primordial nesse processo. A prefeitura já está em contato também com entidades de classe e organizações de diferentes setores da economia para estimular as empresas a adotarem medidas que contribuam para reduzir o deslocamento durante os Jogos, como a instituição do home office (trabalho em casa), rodízio de funcionários, programação de serviços em horário noturno, férias coletivas, alternação de turnos de trabalho e uso de bicicletas.

Foram convidados para participar do almoço com Paes os prefeitos de Seropédica, Nilópolis, Duque de Caxias, Belford Roxo, Itaboraí, Japeri, Itaguaí, Guapimirim, Queimados, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Magé, Niterói, Mesquita, São João de Meriti, Rio Bonito, Paracambi, Tanguá, Cachoeiras de Macacu e Maricá.

Servidor Olímpico

Para estimular o engajamento do carioca, a prefeitura criou o Programa Servidor Olímpico, que vai contratar temporariamente cerca de três mil servidores aposentados para participarem da organização e realização das olimpíadas, com uma ajuda de custo mensal de até R$ 1.500 e um ano de curso de inglês gratuito.

Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro





CLIN realiza mutirão de limpeza nas pedras do Gragoatá e Boa Viagem


Ação de limpeza na Boa Viagem conta com nove funcionários da Clin. Foto: Divulgação/ Prefeitura de Niterói

Resíduos mais encontrados no local foram garrafas pet, copos plásticos e embalagens em geral. Foto: Divulgação/ Prefeitura de Niterói


A Prefeitura de Niterói, através da Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN) iniciou, na última terça-feira (28-04), um mutirão de limpeza nas pedras das praias do Gragoatá e Boa Viagem, com o intuito de recolher o lixo jogado irregularmente no local, por frequentadores que utilizam a orla para o lazer.

A ação conta com nove funcionários e até o momento foram recolhidos cerca de 320 kg de lixo. A previsão é a que a limpeza seja concluída nesta quarta-feira (29-04).

Os resíduos mais encontrados no local foram garrafas pet, copos de plástico e embalagens em geral.

"...até o momento foram recolhidos cerca de 320 kg de lixo". Foram "encontrados no local foram garrafas pet, copos de plástico e embalagens em geral".

“Apesar de o local ser de difícil acesso, a limpeza é realizada com frequência, porém a melhor forma de se manter o local em perfeito estado de conservação seria a população se conscientizar, entendendo, definitivamente, que lugar de lixo é no lixo. É necessário que entendam também, que estes detritos atirados no local muitas vezes têm como destino final a Baía de Guanabara, o que vem acarretando grandes transtornos ao Meio Ambiente”, alerta Cláudia Neves, presidente da CLIN.

Na orla das praias do Gragoatá e Boa Viagem a Companhia de Limpeza de Niterói disponibiliza cerca de 50 papeleiras, que são para acondicionamento de pequenos detritos, além dos contêineres disponibilizados pelos proprietários de quiosques existentes no local.

Fonte: Prefeitura de Niterói e O Fluminense





NITERÓI AVANÇA PARA SEXTO LUGAR NO RANKING NACIONAL DO SANEAMENTO




O Instituto Trata Brasil, fundado em 2007, divulga anualmente o Ranking do Saneamento, avaliando os resultados dos 100 maiores cidades no Brasil, a partir dos dados oficiais do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento - SNIS.

A organização divulgou hoje o relatório com o Ranking do Saneamento de 2015, que espelha os dados do SNIS referentes a 2013.

O relatório mostrou um ótimo resultado para Niterói. A cidade, que vinha decaindo a cada ano no ranking, mostrou que em 2013 (primeiro ano da atual administração municipal) reverteu a tendência de queda e deu um salto a frente, passando do 14 lugar para sexto

Veja os dados de Niterói abaixo:

  • Ranking de 2011 (dados referentes a 2009): 09 lugar
  • Ranking de 2012 (dados referentes a 2010): 09 lugar
  • Ranking de 2013 (dados referentes a 2011): 12 lugar
  • Ranking de 2014 (dados referentes a 2012): 14 lugar
  • Ranking de 2015 (dados referentes a 2013): 06 lugar

O resultado positivo espelha os investimentos da Concessionária Águas de Niterói, realizados mediante a prioridade da Gestão Rodrigo Neves para o saneamento.

A expectativa é que Niterói tenha um resultado ainda melhor nos próximos relatórios do Instituto Trata Brasil, considerando a intensificação das obras de saneamento, principalmente na região de Pendotiba, que ainda não contava com rede de esgoto. Com a conclusão das obras em 2016, estimamos que Niterói esteja dentre as três melhores do país.

Além de Pendotiba, dentre outras ações na área de saneamento, Niterói avançou no tratamento de esgoto da Região Oceânica, implantou a rede de esgoto e tratamento na Ilha da Conceição e vem desenvolvendo o projeto Enseada Limpa, que tem mostrado resultados significativos na balneabilidade da Enseada de Jurujuba.

O relatório do ranking traz uma constatação preocupante: dentre as 20 piores cidades em saneamento no país, cinco são da Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara. São elas: Belford Roxo (82 lugar), Nova Iguaçu (87 lugar), Caxias (88 lugar), São Gonçalo (90 lugar) e São João de Meriti (91 lugar).

A capital do estado, o município do Rio de Janeiro, está na 56 posição.

O resultado mostra que ainda temos muito a avançar para ter a Baía de Guanabara despoluída, mas que a experiência de Niterói pode ser uma referência para as demais cidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Parabéns à Niterói e que sigamos em frente no caminho de transformar a nossa cidade no melhor lugar para se viver e ser feliz!

Axel Grael


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RANKING DO SANEAMENTO - Avanço tímido do saneamento básico nas maiores cidades compromete universalização em duas décadas

O novo Ranking do Saneamento nas 100 Maiores Cidades, feito pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria GO Associados, teve como base os números do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS ano 2013) traz a situação do acesso da população aos serviços de água tratada, coleta e tratamento de esgotos nas 100 maiores cidades do Brasil, onde vive 40% da população. O relatório mostra que os avanços continuam tímidos se pensarmos em atingir a universalização dos serviços em 20 anos (prazo do Plano Nacional de Saneamento Básico – 2014 a 2033).

Em relação à coleta dos esgotos, por exemplo, o estudo mostra que 48,6% da população recebia este serviço em 2013, ou seja, cerca de 100 milhões de brasileiros não tinham acesso. Apenas 39% dos esgotos foram tratados, o que significa que mais de 5 mil piscinas olímpicas de esgotos não tratados foram jogadas por dia na natureza naquele ano.

Além dos indicadores tradicionalmente divulgados, o estudo traz ainda uma série histórica dos avanços no país e nas capitais no período 2009 a 2013, bem como o volume de esgotos lançados na natureza pelas capitais em cada região.

Fonte: Instituto Trata Brasil

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Acesse os relatórios divulgados pelo Instituto Trata Brasil:

Relatório Completo
Release
Tabela das 100 cidades


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terça-feira, 28 de abril de 2015

Brasil garante quatro medalhas na Copa do Mundo de Hyères. Martine Grael e Kahena Kunze garantem a medalha de prata


Martine e Kahena Kunze, de Niterói, medalha de prata, na classe 49erFX.

Patrícia Freitas, medalha de bronze na RS/XF.



BRASIL FOI O SEGUNDO MELHOR PAÍS NO MUNDIAL DE HYÈRES

Confirmando a boa fase do ‪#‎Brasil‬ na ‪#‎Vela‬, temos entre os top 10 no ranking mundial da ISAF – International Sailing Federation:
É a mulherada arrasando mundo afora!!
 
Estamos firmes e fortes rumo ao Rio 2016!!!

Confira o ranking completo em: http://bit.ly/1DImWFf

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Ana, Fernanda e a pequena Beta, a filhinha da Fernanda. Foto: Arquivo Pessoal


Fernanda Oliveira e Ana Barbachan conquistaram ouro na classe 470. País fica em segundo lugar no quadro de medalhas da competição

O Brasil teve 100% de aproveitamento nas regatas de medalha da etapa de Hyères (França) da Copa do Mundo de Vela. O país, que foi representado em quatro classes na disputa decisiva deste domingo, dia 26, garantiu presença nos quatro pódios. O resultado mais emblemático veio na classe 470 feminino. Depois de se classificarem para a etapa final em primeiro lugar, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan ficaram em segundo lugar na prova decisiva e garantiram o ouro, com 45 pontos perdidos.

Na classe 49er FX, Martine Grael e Kahena Kunze, que defendiam o título em Hyères, ficaram em sexto na regata de medalha e garantiram a prata.

Completando o dia de pódios do Brasil, dois bronzes: Robert Scheidt, na classe Laser Standard, após ficar em quarto lugar na regata de medalha; e Patrícia Freitas, no RS:X feminino, com um terceiro lugar na prova decisiva.

O Brasil terminou em segundo lugar na classificação geral da importante etapa de Hyères, empatado com a Grã-Bretanha, com um ouro, uma prata e dois bronzes. Os dois países só ficaram atrás da anfitriã França, que também garantiu quatro pódios, com dois ouros, uma prata e um bronze.

“A disputa pelos pontos estava tão apertada! Pensamos que precisávamos fazer o nosso trabalho e velejar na nossa própria regata. Chegamos a pensar nos pontos e nos outros barcos, mas estávamos focadas no nosso trabalho. Foi perfeito, terminamos a regata da medalha em segundo e estamos muito felizes “, comemorou Fernanda, medalhista olímpica de bronze em Pequim-2008.

Os atletas da Equipe Principal de Vela do Brasil agora se preparam para os próximos compromissos, a começar pela etapa de Weymouth (Inglaterra) da Copa do Mundo de Vela, que será realizada entre os dias 8 e 14 de junho. Em seguida, haverá a disputa dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho.

Resultados finais:

470 Feminino:
1º Fernanda Oliveira e Ana Barbachan (BRA), 45 pontos perdidos.
2º Jo Aleh e Polly Powrie (NZL), 53 pp.
3º Camille Lecointre e Hélène Defrance (FRA), 54 pp.

49er FX:
1º Ida Nielsen e Marie Thusgaard Olsen (DEN), 87 pp.
2º Martine Grael e Kahena Kunze (BRA), 94 pp.
3º Giulia Conti e Francesca Clapcich (ITA), 99 pp.

Laser Masculino:
1º Tom Burton (AUS), 49 pp.
2º Nick Thompsom (GBR), 57 pp.
3º Robert Scheidt (BRA), 66 pp.

RS:X Feminino:
1º Lilian De Geus (NED), 90 pp.
2º Charline Picon (FRA), 101 pp.
3º Patrícia Freitas (BRA), 104 pp.

Fonte: CBVela




Federação Internacional de Vela defende mudança no local das provas devido à poluição da Baía



Baía de Guanabara na berlinda: federação pede mudança no local de provas - Ivo Gonzalez / Agência O Globo (09/08/2014)


Brasileiros defendem realização de regatas na baía. Decisão sobre o caso será anunciada na próxima visita do COI, em agosto

por Marco Grillo

RIO — A realização de regatas na Baía de Guanabara durante as Olimpíadas ganhou um adversário de peso: a Federação Internacional de Vela (Isaf, na sigla em inglês). O projeto atual prevê cinco raias: três na baía e duas em mar aberto. Por causa da poluição, a entidade defende a criação de mais uma raia fora da baía e o descarte das raias internas.

O pedido ainda não foi formalizado ao Comitê Olímpico Internacional (COI). Caso isso aconteça, uma reunião em maio, com técnicos das partes envolvidas — COI, federações, Comitê Rio 2016 e as esferas de governo — poderá formalizar o “plano B”. Em agosto, durante a próxima visita de inspeção do COI, a organização vai anunciar se a competição fica ou não na baía.

— Caso tenhamos que fazer as provas fora da baía para garantir uma regata justa, é isso que faremos — disse à “AP” o diretor de competições da Isaf, Alastair Fox.

Procurada, a Isaf não retornou para comentar o assunto. A Secretaria estadual do Ambiente disse que não se pronunciaria. Oficialmente, o Comitê Rio 2016 demonstra confiança e afirma que “as áreas de competição da baía estarão em boas condições”. Nos bastidores, no entanto, há incômodo com o atual estágio dos trabalhos de limpeza. As ecobarreiras e os ecobarcos, dois projetos para minimizar a presença do lixo flutuante, estão inoperantes. A secretaria já lançou uma licitação para construir 17 novaes ecobarreiras, ao custo de R$ 31 milhões. O resultado deverá ser conhecido no dia 22 de maio. Para o evento-teste da vela, em agosto, já se sabe que as estruturas prontas. Na sexta-feira, o secretário estadual da Casa Civil, Leonardo Espíndola, disse que, para o teste, a baía será tratada com biorremediação, uma tentativa de atenuar a poluição. Sobre os ecobarcos, que pararam de operar por falta de pagamento do governo do estado, ainda não há uma definição.

A pressão para tirar as provas da baía desagrada à Confederação Brasileira de Vela.

Fonte: O Globo



Niterói recebe atletas de cinco países para evento de tênis em cadeira de rodas

 
Niterói Open, realizado em 2014. O 16º Niterói Open começa na quinta feira, 30 de abril, no Itaqua Soccer. Foto Axel Grael.

Presente internacional para o tênis em cadeira de rodas

Patrick Monteiro

Esporte que completa 30 anos no Brasil terá 16º Niterói Open a partir desta quinta, valendo pontos para o ranking mundial e contando com a participação de cinco países

Dois mil e quinze vem sendo especial para o tênis em cadeira de rodas brasileiro, que teve início em 1985, com José Carlos Morais. De lá para cá, foram 30 anos. E, para comemorar a data marcante, nada melhor que uma competição em alto nível. A partir desta quinta-feira, o Itaquá Soccer, em Itacoatiara, recebe o 16° Niterói Open, um torneio que vale pontos para o ranking mundial e contará com a participação de cinco países. Além do Brasil (sede), também estarão representados em quadra: Argentina, Colômbia, Chile e Canadá.

Quem organiza o evento, em parceria com a Secretaria de Esporte e Lazer da cidade, é a equipe do professor Sergio Alves dos Santos, pós-graduado em esportes adaptados, assim como todo o restante do grupo, que também é integrado por Leonardo Conrado.

As disputas ocorrerão em duplas e simples nas seguintes categorias: adulto masculino, adulto feminino e júnior - sendo que os dois primeiros terão partidas de três sets de seis games. Na júnior, o método adotado foi o match tie-break, que estabelece um set de dez pontos, se o duelo estiver empatado em 1 a 1.

“Vamos fazer uma bela comemoração. José Carlos Morais trouxe o tênis em cadeira de rodas para o Brasil, junto com Celso Lima. Foram os dois pioneiros”, lembra Sergio Alves, de 52 anos, que se mostra empolgado com a disputa.

“Paramos por alguns anos, por divergências. Voltamos no ano passado. Ficamos quatro ou cinco anos sem fazer o Niterói Open. Hoje é torneio internacional. É o mais charmoso do circuito”, completa.

A nova edição do evento anima também o secretário de Esporte e Lazer de Niterói, Bruno Souza.

“É sempre muito gratificante sediar este evento, pois foi aqui que tudo começou. Niterói foi a cidade pioneira em torneio de tênis em cadeira de rodas no Brasil”, ressalta o ex-jogador da seleção brasileira de handebol e medalhista pan-americano.

Já o subsecretário da Smel, Fernando Fonte, aguarda os lances que ficarão eternizados na quadra.

“Será um grande campeonato, com atletas de vários estados e também de outros países. Certamente, serão quatro dias de ótimas jogadas e de muita alegria”, considera Fonte.

Ao todo, 50 paratletas disputarão o Niterói Open no Itaquá Soccer, que terá entrada gratuita para o público e se estenderá até domingo.

Fonte: O Fluminense





segunda-feira, 27 de abril de 2015

NASA divulga imagem da erupção do vulcão Calbuco, no Chile


 
 
Around midday on April 24, 2015, the Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) on NASA’s Terra satellite acquired this natural-color image of the ash and gas plume from Calbuco volcano in southern Chile. According to Chile’s National Geology and Mining Service (SERNAGEOMIN), tremors, ash emissions (to about 2 kilometers), and other volcanic activity are continuing, and the volcano has entered “an unstable phase.”

NASA Earth Observatory image by Joshua Stevens, using MODIS data from the LANCE/EOSDIS Rapid Response team at NASA Goddard. Caption by Mike Carlowicz.

Instrument(s): Terra - MODIS

Fonte: NASA Earthobservatory


 

 

 On April 22, 2015, Calbuco volcano in southern Chile began erupting for the first time since 1972. An ash cloud rose at least 15 kilometers (50,000 feet) above the volcano, menacing the nearby communities of Puerto Montt (Chile) and San Carlos de Bariloche (Argentina). The eruption led the Chilean Emergency Management Agency and the Chilean Geology and Mining Service (SERNAGEOMIN) to order evacuations within a 20-kilometer (12 mile) radius around the volcano. About 1,500 to 2,000 people were evacuated; no casualties have been reported so far.

The volcanic mountain was quiet until tremors began late in the afternoon on April 22. An explosive pyroclastic eruption started at 6:04 p.m. local time (2104 Universal Time) and vigorously spewed ash and pumice for at least 90 minutes. Lava flows were observed from the main vent. A second high-energy pulse of ash occurred around 1 a.m. on April 23, according to SERNAGEOMIN.

At 11:20 a.m. local time (1420 Universal Time) on April 23, the Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) on NASA’s Terra satellite acquired a natural-color image of the extensive ash plume (top). Four hours later, at 3:35 p.m. local time (1835 Universal Time), the MODIS instrument on NASA’s Aqua satellite acquired a second view (bottom) as the tan plume continued moving north and east. Note that the second image is at a wider scale than the first.

Satellite instruments also acquired unusual nighttime views of the eruption (below) in the early morning hours of April 23. The joint NOAA/NASA Suomi NPP satellite observed atmospheric waves above Calbuco and its plume. The first image from the Visible Infrared Imaging Radiometer Suite (VIIRS) on Suomi NPP shows the heat signature of the hot ash in longwave infrared (11.45 micrometer channel).

The second image shows the same area as observed by the VIIRS day-night band (DNB), which detects faint light signals such as city lights, moonlight, and auroras. In this case, the DNB detected faint concentric ripples in the mesosphere; they are made visible by airglow—faint light emitted at night when atmospheric gases release energy that they absorbed from sunlight during the day—which the DNB can detect. These ripples are atmospheric gravity waves caused by the pressure and energy from the eruption.

Click here to see a time-lapse video of the initial eruption from the ground.

Fonte: NASA Earth Observatory


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Assista ao vídeo com imagens da erupção:


Imagem da pluma de fumaça.







Falta de chuvas prejudica trabalho de recuperação de florestas em São Paulo




O prognóstico climático para o verão de 2014 indicava chuvas próximas do normal. Os quase 20 modelos que são usados no prognóstico falharam na avaliação do clima.

São Paulo, 15 de abril de 2015 - Os plantios de florestas normalmente são feitos no verão, período com a previsão de chuva entre outubro e março. Mas, nos dois últimos anos, tem chovido menos que o normal, o que afetou vários projetos de recuperação florestal realizados pela Iniciativa Verde como o Plantando Águas, implementado no interior de São Paulo. Inicialmente, estava previsto o plantio de 20 hectares de matas ciliares e 30 hectares de sistemas agroflorestais no início de 2014 nos municípios de Iperó, Itapetininga, Piedade, Porto Feliz, Salto de Pirapora e São Carlos. Devido à seca, esses plantios tiveram que ser feitos na temporada do fim de 2014 e início de 2015.

Lamentavelmente, o plantio das árvores que ajudará a recuperar os recursos hídricos do estado foi prejudicado pela própria falta de água. Eles foram adiados porque as mudas necessitam de uma grande quantidade de água distribuída nos primeiros meses de vida delas para poderem crescer, depois de inseridas no local. Esse período é crucial para o estabelecimento das árvores no campo. Longos períodos de estiagem comprometem o enraizamento das mudas, além de deixar os plantios mais suscetíveis a problemas relacionados à seca como o fogo.

“Normalmente, os plantios são realizados com a aplicação de hidrogel (material que retém a umidade no solo) no berço (buraco) onde são colocadas as mudas. Esse produto garante a sobrevivência delas em pequenos períodos de estiagem, porém seu uso não substitui a necessidade de irrigação ou de realizar o plantio na época de ocorrência das chuvas”, conta Pedro Barral, diretor florestal da Iniciativa Verde. Além disso, o hidrogel também precisa de água. Ele necessita ser hidratado antes de sua aplicação para, aos poucos, liberar água às plantas.

Em alguns locais do interior de São Paulo, como o caso do Vale do Ribeira (projeto Iniciativa BNDES Mata Atlântica), os plantios efetivados pela instituição puderam ter continuidade com o emprego de uma quantidade maior de hidrogel. Mas, além do aumento do volume de material usado, houve a necessidade de maior cuidado do que o já despendido aos plantios nos locais em que foi possível implantar as mudas. “Como, por exemplo, plantar apenas em áreas mais próximas a rios”, conta Julianna Colonna, gestora ambiental.

A culpa é de São Pedro?

O ano de 2014 foi o 13º período chuvoso (outubro a março) mais seco desde que a Estação Meteorológica (EM) do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP) em 1932 começou a medir a precipitação (quantidade de água que cai do céu) na Região Metropolitana de São Paulo, segundo o especialista em precipitação, Augusto José Pereira Filho, professor do IAG/USP. “O prognóstico climático para o verão de 2014 indicava chuvas próximas do normal. Os quase 20 modelos que são usados no prognóstico falharam na avaliação do clima”, explica.

Apesar da surpresa, essa é uma variabilidade do clima. “O clima muda, o que é normal”, afirma Pereira Filho. Por exemplo, de acordo com o especialista, desde que começaram as medições, o período chuvoso do ano de 1941 foi o mais seco. “Portanto, não faz sentido falar que essa seca foi recorde em três mil anos. Aliás, os períodos chuvosos dos últimos quatro anos estão entre os dez mais chuvosos de toda a série histórica de 81 anos”, revela.

De acordo com o meteorologista, o que causou a recente seca foi um fenômeno comum chamado sistema de alta pressão do Atlântico Sul que apresenta maior ou menor intensidade e abrangência espacial dependendo dos padrões de circulações atmosféricas. Esse sistema de alta pressão vai da África do Sul até o Nordeste e, às vezes, ocupa uma área ainda maior e deixa São Paulo debaixo desse ar mais seco e mais quente, como ocorreu no início do ano. Como esse ar pesa mais e é mais estável que o ar úmido, a umidade não causou chuva na região. Em dezembro de 2013, as chuvas ficaram concentradas mais ao norte provocando enchentes no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. “Temos que estar cientes destas variações e nos preparar para elas”, ressalta o professor.

“A seca de 2014 foi muito intensa como resultado da diminuição das chuvas associadas a sistemas de precipitação mais prolongados (chamado Zona de Convergência do Atlântico Sul)”, conta Pereira Filho. Essa Zona se estende desde a Amazônia até o Atlântico Sul-Central. O ar úmido vai do Oceano Atlântico em direção à bacia Amazônica. Lá, essa água se recicla com chuvas e transporte de umidade para o Sul e Sudeste do Brasil. A chuva na Amazônia volta para o oceano por meio dos rios. Alguns fatores como, por exemplo, a rotação da Terra e a Cordilheira dos Andes impedem a dispersão da chuva para o oeste. “Nesse sentido, somos cidadãos do Atlântico. Se a Amazônia fosse inteira desmatada, pesquisas indicam que haveria uma redução da precipitação na Amazônia e, por conseguinte, no Sul e Sudeste do Brasil”, completa.

Essa falta de chuva acabou afetando o ano de 2015. Como o solo está mais seco, leva mais tempo para a umidade voltar às condições médias, mesmo com a chuva que tem caído no Sudeste. Por isso, o volume de água das represas demora a subir. Daí a importância do plantio de árvores nativas.

A Iniciativa Verde recupera áreas degradadas de matas ciliares como de Joanópolis (foto), um dos municípios que fazem parte do Sistema Cantareira – trabalho que, futuramente, trará benefícios ao reservatório, pois a vegetação colabora com a regulação do sistema hídrico local. “As árvores do Plantando Águas e da Iniciativa Verde em geral, com certeza, vão diminuir a erosão das áreas, o que garante maior proteção aos rios. Também aumentarão a infiltração das chuvas no solo. Mesmo que sejam poucas, essas plantas ajudarão a armazenar mais água no solo e, assim, recarregar o rio na época de estiagem. A maior cobertura vegetal também aumentará a umidade do local, o que é benéfico para o microclima”, diz Colonna.

* Reportagem originalmente publicada na segunda edição da revista "Plantando Águas". A edição completa pode ser lida no site da Iniciativa Verde.

Fonte: Observatório do Código Florestal





Ela fez regata grávida de 7 meses. E a filha hoje é campeã mundial de vela.


Família Grael: Andrea, Marco e Martine, da esq. para dir., e Torben, no centro.


Andrea Soffiatti começou a velejar aos dez anos. “Eu achava aquilo incrível, ver crianças com independência de timonear um barco sozinhas, sem nenhum adulto por perto. Me encantava essa liberdade.”

Quando começou a escolinha de vela, na Lagoa Rodrigo de Freitas, mal sabia ela que o esporte mudaria sua vida para sempre e proporcionaria grandes alegrias a sua família. Hoje, 41 anos depois, ela também responde por Andrea Grael – mestre em veterinária, mulher do multicampeão da vela Torben Grael e mãe de Marco e Martine Grael, campeã mundial da categoria 49erFX com a parceira Kahena Kunze, no ano passado, em Santander, na Espanha.

Aos 24 anos, Martine Grael é hoje uma grande aposta da vela brasileira, mas sua relação com o esporte começou antes mesmo de ela nascer. E ninguém melhor para contar essa história que sua mãe.

“A Martine começou a velejar na minha barriga. Eu fiz uma regata só com tripulação feminina, em 1990, de Santos pro Rio. Umas amigas me convidaram mas não sabiam que eu estava grávida. Eu ia fazer o timão do barco e na época não falei nada, porque queria muito fazer aquela regata. Aceitei o convite e aí no final eu falei: ‘Só tem um detalhe, estou de barriga’. Foi uma surpresa”, revelou Andrea ao UOL Esporte durante o Campeonato Mundial de Vela Soto 40, disputado na praia de Jurerê, em Florianópolis, no início do mês.

“Aí eu fui, completei a prova, foi ótima, tava com sete meses, foi a primeira regata da Martine, com sete meses de um lado pro outro da minha barriga. E o legal é que eu não sabia se era menina, aí quando ela nasceu eu comentei com as tripulantes: ‘Só pra confirmar, meninas, a tripulação era de fato 100% feminina'”, brinca ela, com fala rápida e gestos pouco comedidos.

Hoje especialista em veterinária de aves, Andrea chegou a conquistar títulos importantes enquanto competiu à vera. Foi vice-campeã brasileira da classe Optimist e depois sagrou-se campeã brasileira de Laser.

“Aí vieram os filhos e eu não quis mais, eu não tinha condição de fazer campanha olímpica e cuidar dos filhos, só que o Torben também estava em campanha olímpica de alto nível. Na época para mim não foi coisa muito fácil. Acabei optando por cuidar da garotada e de outras coisas da carreira do Torben. Começei a velejar só por prazer, fazendo meu máximo e dando meu limite. Até hoje eu adoro sumir por aí, tenho um barquinho pequeno ainda. Eu vou, vou, vou…É uma higienie mental maravilhosa. E eu que ensinei meus filhos a velejar’, diz mais uma vez em tom de brincadeira, sempre bem humorada.

“Ninguém vive de vento”
Ainda na adolescência, Andrea começou a competir. “Também sou muito competitiva”, revela. “Nas competições acabei conhecendo o Torben por acaso, a gente tava disputando uma regata no Laser, naquele clima de adversário, você queria matar todo mundo, eu olhava pra cara dele e queria matar ele, queria que ele ficasse atrás de mim. Aí veio a amizade, começamos a frequentar os mesmos grupos e começamos a namorar uns dois anos depois. O bacana é que quando nós dois começamos ele era um velejador qualquer. É muito legal eu ter feito parte dessa estrada em ascendência dele”, conta.

A relação de Andrea e Torben foi se tornando cada vez mais íntima, até que os dois decidiram se casar alguns anos depois de se conhecerem numa regata de vela. Mas em qualquer casamento, além de amor, é preciso ter dinheiro.

“A gente não tinha dinheiro nenhum, os dois viviam ralando. Ele começou a ganhar um dinheirinho aqui, outro ali, aí meu pai pediu uma reunião particular. E veio com a pérola, falando sério: ‘Vocês vão casar, tem a vida toda pela frente, não dá pra ficar vivendo de vento, né'”, contou Andrea aos risos.
Na época, Torben construiu um pequeno estaleiro, onde fabricava barcos de competição para vender aos amigos. “Foi a maneira que ele tentou de não viver de vento.”

Mas quando se trata de barco a vela, viver de vento é o que faz a família Grael. E Torben logo conseguiu os primeiros patrocínios e convites para comandar tripulações mundo afora.

Construtor, piloto, mecânico. E jogador de xadrez

Torben Grael não é um velejador comum. E não é só pelos títulos olímpicos e mundiais. Quando está num barco a vela, ele se transforma em personagem. Fora d’água, é tranquilo; no mar, fica agitado. Quando comanda uma tripulação – grita, vai para um lado do barco, xinga, volta ao lado oposto, se agacha, olha por debaixo das velas, conversa com um, reclama com outro, mais um palavrão, não para um minuto sequer.

Mas por quê? Andrea explica: “O Torben pensa igual a xadrez, ele pensa na quinta jogada adiante, não está pensando só naquela jogada ali. Então para chegar naquele quinto passo adiante, o passo de agora tem que ser dado de outra forma. É isso o pessoal não entende, por isso ele fica maluco, porque o pessoal não vê o que ele está enxergando. Para ele é muito simples, só que as pessoas que estão ali não entendem as coisas como ele. Eu sempre digo isso a ele”.

Sem poupar elogios ao maridão, bicampeão olímpico e dono de cinco medalhas dos jogos, ela continua: “Ele é completo, ele vê tudo, ele sabe tudo. Se colocar ele na proa do barco, ele sabe o que fazer; se pedir para ele pra desempenar uma peça, ele sabe fazer. É como se ele fosse o construtor, o piloto e o mecânico ao mesmo tempo. Ele tem o domínio do barco inteiro. Quando o Torben entra num barco a vela, ele vira um personagem, vira outra pessoa, ele incorpora o barco. Ele é super calmo e tranquilo, mas no barco não. Parece que ele liga no 220 volts, entrou ali, acabou a brincadeira, é muito legal”.

Para os Grael o barco é uma igreja; e a vela, uma religião. Eles velejam juntos de cruzeiro de vez em quando. Cozinham a bordo, se divertem, brigam, fazem as pazes, tudo em alto mar. Pode até não parecer, mas é uma família como outra qualquer. Com a diferença que nem todo mundo consegue “viver de vento”.

Fonte: www.bol.com.br









domingo, 26 de abril de 2015

BAÍA DE GUANABARA POLUÍDA PARA OS JOGOS OLÍMPICOS: matéria do Fantástico - 26-04-2015


Falta de solução para o lixo na Baía de Guanabara preocupa atletas

Em entrevista, Federação Internacional de Vela admite que pode pedir para que todas as competições de vela sejam disputadas em alto mar, fora da baía.




Clique aqui para assistir à matéria do Fantástico

Um monte de peixe morto apareceu recentemente na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde vão ser realizadas as provas de remo nas Olimpíadas de 2016.

Já na Barra da Tijuca, onde está sendo construída a cidade olímpica, a promessa era despoluir a lagoa do vídeo acima. Veja a imagem que o Fantástico fez em um sobrevoo. E é em uma Baía de Guanabara, tomada de lixo e esgoto, que vão ser realizadas as provas de vela. A despoluição da baía foi anunciada como o maior legado para o Rio de Janeiro. Mas faltando pouco mais de um ano para as Olimpíadas, isso não vai acontecer.

Para que serve uma caixa de peixe, se não para carregar peixe? Você vai ver nessa história que ela serviu para outra coisa. Em uma terça-feira de sol um barco a vela navegava na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Breno e Rafael estavam a bordo. Os dois velejadores vinham em alta velocidade até que...

“Eu só consegui ver quando uma caixa verde de plástico boiou na nossa frente e não deu tempo de fazer nada. Do nada aquilo pegou na bolina, na quilha do barco, aquilo freou a gente, ele embicou e já virou”, conta Rafael Sampaio, velejador.

Uma caixa de peixe foi suficiente para virar o barco. Mas na baía se encontra muito mais.

“Um botijão de gás, mochila. Isso é um tênis, que a população joga no mar direto”, mostra um pescador.

São praias de pneus. E faixas de areia em que o lixo só acaba quando acaba a areia. E outras em que só os urubus desfrutam da paisagem.

Há 20 anos o professor Mário Moscatelli estuda a baía. Ele acompanha a equipe do Fantástico em um sobrevoo.

“Os rios que passam pelas regiões urbanizadas, eles se juntam então todo material que é jogado, tanto sendo esgoto e lixo, vão parar inevitavelmente pra dentro da baía”, destaca o biólogo.

Cinquenta e cinco rios que passam por 16 municípios antes de desaguar na Baía de Guanabara. Além do lixo, eles trazem 18,4 mil litros de esgoto por segundo.

“São praticamente mortos. Não tem oxigênio. Devido a carga de esgoto que é jogado dentro dele”, diz o professor.

Não é de hoje que se tenta reverter essa situação. Faz vinte anos. Desde então, o governo do estado do Rio já contraiu empréstimos de cerca de R$ 10 bilhões para recuperar a baía. Uma das promessas mais antigas ouvidas no Brasil.

“Nós vamos utilizar esses recursos se possível nos meus 4 anos”, disse Marcelo Alencar em 1995.

“Estão dentro do cronograma prevista para serem encerradas em 2003”, prometeu Garotinho em 2002.

“Já está atrasada de novo a obra, nós vamos ter que renegociar os prazos e eu quero adiantar e garantir a segunda fase de despoluição”, disse Rosinha em 2003.

“Eu não tenho a menor dúvida de que é um programa importantíssimo. Nós temos que convencer os japoneses, os bancos internacionais a continuarem investindo”, destacou Sérgio Cabral em 2006.

“Vai melhorar a vida do entorno da Baía de Guanabara e de diversas cidades”, afirmou Luiz Fernando Pezão em 2014.

Fantástico: Você acha que pode ser uma vergonha as Olimpíadas para a gente?
Mário Moscatelli: Eu não acho, eu praticamente tenho certeza. Infelizmente nem no pior dos meus pesadelos eu pensei que as autoridades brasileiras fossem ficar empurrando com a barriga um problema que é mais que conhecido, mais que sabido.

Quando o Rio de Janeiro ganhou a candidatura para as Olimpíadas, o compromisso era tratar 80% de todo esgoto despejado na Baía de Guanabara. Seria o maior legado das Olimpíadas. Se a promessa tivesse sido cumprida. Hoje, 49% do esgoto da região é tratado. E o esgoto de mais da metade dos 9 milhões de moradores da região é despejado sem tratamento nas águas da Baía de Guanabara.

Grande parte do dinheiro investido foi para as estações de tratamento de esgoto. O governo só esqueceu de fazer os canos que ligam a casa das pessoas a estes lugares. Conclusão: sete estações de tratamento funcionam bem abaixo da capacidade. E a situação não deve mudar muito até as Olimpíadas.

“Eu não quero dar número, mas não vamos ter nesse um ano um salto significativo”, afirma André Corrêa, secretário estadual do Meio Ambiente.

Fantástico: Tem alguma previsão de como vamos estar em porcentagem de cobertura de esgoto tratado nas Olimpíadas?
Jorge Briard, presidente da Cedae: Dizer porcentagem de esgoto. Eu acho que não é um bom indicador.

“Eu não vou alcançar de 100% da despoluição da Baia de Guanabara. Até porque o estado não dispõe desses recursos”, disse André Corrêa.

Agora, a previsão é que serão necessários mais R$ 12 bilhões para atingir a meta de coletar e tratar todo o esgoto da aérea.

Esse dinheiro todo seria gasto para que a gente voltasse para um passado recente. Há 50 anos, no local se tomava banho de mar. Mas cada vez mais a gente foi virando as costas e fingindo que não vê e que é impossível não ver. O cartão postal de tirar o fôlego, virou o depósito de lixo e esgoto mais bonito do mundo. E nesse lugar que os velejadores serão obrigados a competir.

Fantástico: Que tipo de doença alguém que entra na agua da Baia de Guanabara hoje pode pegar?
Alberto Chebabo, infectologista: As doenças mais comuns são hepatite A, que é transmitida também pelo esgoto e doenças diarreicas, principalmente doenças bacterianas diarreicas.

Sem alternativa, alguns atletas já estão se preparando.

Nick Thompson, da delegação inglesa de vela, acha que vai aumentar a imunidade tomando vitaminas e óleo de peixe. Ele já teve dor de estomago no último evento teste na baia e não quer ficar doente de novo nas Olimpíadas.

“Estaria mentindo se dissesse que não me preocupo. Acho que a qualidade da água é um problema e todo atleta aqui se preocupa com isso”, conta Nick Thompson, velejador.

O holandês Dorian Van Rijsselbergue, medalha de ouro em Londres, também esteve no Rio em 2013. Falamos com ele pela internet e ele disse que nunca viu em um lugar tão sujo.

“A poluição era muito grande. Passávamos por geladeiras, móveis e animais mortos”, conta Dorian Van Rijsselberghe, velejador.

Fantástico: Para os atletas que estão vindo competir existe algum jeito de se prevenir?
Infectologista: Em relação a hepatite A, a vacina. Em relação as doenças diarreicas, não. A única prevenção realmente é você não entrar em contato, não deglutir a água.

Todos já sabem que a quantidade de esgoto na baia será praticamente o mesmo durante as Olímpiadas

“A qualidade da água vai ser o que tem hoje, se a gente conseguir tirar uma boca de esgoto que tem dentro da Marina da Glória já vai ser um avanço”, diz Torben Grael, velejador.

A Federação Internacional de Vela diz que se a situação continuar assim, as provas não podem acontecer na baía.

“Se nada mudar e a água continuar poluída, nós vamos ter que tirar as provas da baía. Não podemos ter jogos de vela em um lugar que é prejudicial à saúde, inseguro ou que atrapalhe o desempenho dos atletas”, afirma Scott Perry, vice-presidente da Federação Internacional de Vela.

O Comitê organizador diz que não tem outro plano.

“Nós vamos manter o plano que a gente sempre teve que é organizar essas competições aqui na Baía de Guanabara”, diz Agberto Guimarães, diretor executivo de esportes do Comitê 2016.

Mas o governo garante que pelo menos dará um jeito no lixo que boia pelos 380 km quadrados da baía, 2 bilhões de metros cúbicos de água. Mas será que ela pode ser limpa com barcos como o do vídeo acima?

É como se o espelho d’água fosse uma rua imunda e esse barco fosse uma equipe de catadores de lixo que vai, em um trabalho de formiguinha, recolhendo o lixo da água. São 8 horas por dia, 5 dias por semana, para tentar transformar pelo menos a aparência superfície da baía esse cenário mais digno do cartão postal.

Os barcos são capazes de recolher 45 toneladas de lixo por mês. Acontece que chegam mais de 100 toneladas de lixo sólido até a baía por dia. O equivalente a cem mil caixas de peixe. O lixo pode vir de muito longe. Quando um dos dezesseis municípios do entorno não coleta o lixo, ele acaba em um bueiro, Dali vai para rios e canais, e com a chuva é arrastado até a baía. Os barcos não estavam dando conta. E o governo do estado do Rio de Janeiro parou de pagar os R$ 320 mil por mês para as empresas que prestam o serviço. Mesmo sem receber, as empresas continuaram trabalhando por algum tempo.

“Nós fizemos isso até o início de fevereiro, quando a gente efetivamente comunicou ao Estado que paralisaria as operações”, conta o empresário Francisco Vivas.

O governo diz agora que está estudando outras maneiras de recolher esse lixo.

“A ideia é ter barcaças maiores. Enfim, coisas básicas de gestão, nada de muito sofisticado”, diz André Corrêa, secretário estadual do Meio Ambiente.

Ainda não há previsão de quando os novos ecobarcos irão passar a funcionar. Enquanto isso, projetos são desenvolvidos para tentar fazer que cenas como as mostradas no vídeo acima não se repitam nas olímpiadas.

O engenheiro gaúcho Nelson Fiedler projetou uma espécie de coletor de lixo para ser amarrado atrás de barcos de pesca. Ele acredita que pode ajudar a limpar a baía para as Olimpíadas.

Fantástico: Você acha que isso é capaz de limpar a Baia de Guanabara?
Nelson Fiedler, engenheiro: Eu diria que isso vai limpar muito.

A estrutura tem 15 metros de comprimento, 1,5m de altura e pode levar mais de 30 toneladas de lixo. É muito maior do que os ecobarcos que estavam em operação até agora. Mas quanto mais longe, mais a gente vê o tamanho do problema. Os engenheiros sugerem que dez barcos trabalhem continuamente, mas quando se vê a baia inteira, acaba se tornando um ponto na imensidão.

Outra tentativa do governo do estado de diminuir a sujeira foi a instalação de boias em sete rios da região. Resolveram chamá-las de ecobarreiras. A ideia é simples: segurar o lixo antes que eles cheguem na baia. Mas os especialistas estão dizendo que também não resolve.

“O lixo ou passa por baixo ou quando chove muito violentamente a barreira se abre” diz Mário Moscatelli.

A poucos metros da ecobarreira, nesse mangue, a prova de que elas não funcionam direito. “Tem tudo tem bola, tem tênis, tem copo, outro tênis”, diz Moscatelli. O próprio professor limpou a área de manguezal em 2012. “Toda a imundície que é jogada dentro dos rios veio parar no mangue”, explica.

“Esse fedor aí ninguém aguenta não. E dá rato ali. Rato para caramba aqui. Tem cobra, cobra aqui dentro do quintal, rapaz. E quando enche o esgoto entra dentro de casa? E o fedor? Eu passei natal com água por aqui eu e meu filho”, diz Alexandre, um morador próximo do valão.

Do lado de um valão Alexandre criou os filhos e hoje cria os netos.

Fantástico: Eles pegaram muita doença por causa de esgoto aqui quando estavam crescendo?
Mulher: Diarreia, vomito, essas coisas assim.

Nas cidades do entorno da Baía de Guanabara, são internadas mais 2, 7 mil pessoas por ano com doenças ligadas à falta de saneamento. E em 2013, ano do último levantamento do Ministério da Saúde, foram 22 mortes.

A despoluição da Baía de Guanabara é só para inglês ver. É na casa de Alexandre casa e em outras milhões que vivem assim, que deveríamos estar agora comemorando o legado.
Fonte: Fantástico


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