sábado, 31 de janeiro de 2015

DADOS PLUVIOMÉTRICOS E BALANÇO DE OCORRÊNCIAS DAS CHUVAS DE 31-01-2015


Pluviômetro da Defesa Civil de Niterói instalado em Piratininga.

Os dados acima foram registrados na madrugada de 31/01/2015, na Rede de Pluviômetros da DEFESA CIVIL DE NITERÓI/CEMADEN/DGDEC.

No início da atual gestão, Niterói não contava com qualquer recurso tecnológico para prevenir e gerir as situações de emergência climática na cidade (chuvas e queimadas). Já no início de 2013, foi instalada a primeira estação meteorológica. A partir de outubro de 2013, começou a ser instalada a rede de pluviômetros da cidade e em seguida vieram as sirenes nas comunidades de maior risco geotécnico.

Hoje, contamos com outra realidade. Com base nos dados gerados pelas estações pluviométricas da cidade, foi possível ter um cenário das chuvas da última madrugada.

Os maiores índices foram registrados nas estações de Itaipu, Badu, Maria Paula e Piratininga.
A chuva teve sua maior intensidade entre 4 e 5 da manhã.


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Balanço de ocorrências de chuvas na madrugada deste sábado

SECONSER

A Secretaria de Conservação e Serviços Públicos de Niterói (Seconser) informa que, após forte chuva, com duração de uma hora, que atingiu os bairros de Santa Rosa e Icaraí na madrugada deste sábado (31/01), os pontos de alagamento foram solucionados com ajuda do caminhão vac all, entre os pontos estão a Rua Mário Viana, Avenida Roberto Silveira com Rua Lopes Trovão, Rua Lemos Cunha com Avenida Almirante Ary Parreiras e o Campo de São Bento.

Equipes estão trabalhando na limpeza do local desde às 4h30. Na Região Oceânica, houve registro de alagamento na rua Florestam Fernandes, em Camboinhas, porém equipes já atuam no local. A manutenção do Túnel Ângela Fernandes (mergulhão), marcada para este sábado, às 23h, será realizada. De acordo com a Seconser, toda a limpeza é feita com água de reuso.

DEFESA CIVIL

A Defesa Civil informa que a pequena parte de uma encosta deslizou no Badu, na região de Pendotiba, e afetou parcialmente uma residência que não precisou ser interditada. Em Maria Paula, houve um deslizamento que afetou o muro e a estrutura de uma casa. O local foi interditado. Em ambas as ocorrências, não houve vítimas.

A Prefeitura dispõe de um sistema de monitoramento das chuvas, com dez pluviômetros espalhados pela cidade, além de outros 26 automáticos e semiautomáticos instalados em parceria com o governo federal. Por informações transmitidas com a ajuda desses equipamentos, a Defesa Civil informa que, no acumulado de chuva entre meia-noite e 6h, os locais de maior incidência de chuvas foram Piratininga (50 milímetros) e Maria Paula (47 milímetros). Segundo o órgão, o período de maior intensidade ocorreu entre 4h e 5h.

A cidade conta também com uma estação meteorológica, instalada no Parque das Águas, no Centro, e divulga diariamente boletins meteorológicos. Para este domingo (1/2), a previsão é de tempo encoberto com pancadas de chuvas.


Fonte: Prefeitura de Niterói



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Acesse as postagens do Blog do Axel Grael sobre a Defesa Civil de Niterói

Saiba mais sobre a Defesa Civil de Niterói:

Saiba mais sobre o sistema de pluviômetros e Sirenes de Niterói

DEFESA CIVIL DE NITERÓI




sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Prefeitura e CAF assinam convênio de US$ 300 mil para ações na Região Oceânica





Parceria contemplará estudos básicos do programa PRO-Sustentável e modelo de gestão para o Parnit

A Prefeitura de Niterói e o Banco de Desenvolvimento da América Latina - Cooperação Andina de Fomento (CAF) assinaram nesta sexta-feira (30/1) um convênio de cooperação técnica no valor de US$ 300 mil, (não reembolsáveis pelo município) para a realização de estudos básicos que subsidiarão o Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável).

O convênio não integra o contrato de financiamento do CAF para Niterói de US$ 100 milhões que serão aplicados no programa PRO-Sustentável. O contrato já foi aprovado pela direção do banco e deverá ser assinado ainda no primeiro semestre de 2015.

Os recursos do convênio de cooperação técnica assinado nesta sexta são provenientes de uma iniciativa conjunta entre a Agence Française de Développement (Agência Francesa de Desenvolvimento) e o CAF, criada para viabilizar estudos técnicos e consultorias para projetos na América Latina e no Caribe.

Além dos estudos básicos do PRO-Sustentável, o convênio inclui a criação de um modelo de gestão para o Parque Urbano ParNit, um estudo comparativo para levantar as melhores práticas existentes em projetos de renaturalização de rios e plano estratégico para a bacia do Rio Jacaré, além de estudos básicos para o plano diretor de mobilidade urbana na Região Oceânica.

O prefeito afirmou que esse projeto será um marco para Niterói e o Rio de Janeiro.

"Esse projeto com o CAF vai consolidar um processo de revolução urbana na Região Oceânica. Em um ano, conseguimos estruturar o programa, aprovar a Lei na Câmara, iniciar entendimentos com o governo federal. Estamos assinando hoje a primeira parte deste acordo. Já investimos R$ 120 milhões em infraestrutura na região, em parceria com o Estado, para a pavimentação e drenagem de Piratininga, Bairro Peixoto, parte de Maravista. Nos próximos meses, vamos asfaltar e drenar ruas do Cafubá e Fazendinha. Com o CAF, vamos chegar em Serra Grande, Engenho do Mato. Em quatro anos, vamos fazer o que não foi feito em 40 anos. Tenho certeza que esse projeto será um marco para o Rio e para Niterói e dará sua contribuição para que o CAF repita esse modelo em outros países", opinou.

O diretor-representante do CAF no Brasil, Victor Rico, considera que as cooperações técnicas agora firmadas representam um passo fundamental para o sucesso pleno do contrato a ser assinado com Niterói ainda em 2015, de US$ 100 milhões.

"Esse projeto é emblemático articula de uma maneira inovadora os componentes da mobilidade urbana, social, ambiental e sustentável. Nós, do CAF, temos muito orgulho de estarmos envolvidos em um projeto que mudará estruturalmente para melhor a cidade de Niterói. Tenho certeza de que será muito bem sucedido. Esperamos firmar novas parcerias pelos próximos anos", afirmou.

O vice-prefeito Axel Grael destaca que projetos de sustentabilidade são fundamentais para o atual momento.

"Estamos passando por um momento em que os projetos de sustentabilidade precisam ter prioridade. A Região Oceânica necessita de cuidados ambientais", sintetizou.

O PRO-Sustentável contempla obras de infraestrutura, urbanização e de sustentabilidade ambiental, incluindo pavimentação das vias oceânicas, requalificação nas áreas do entorno da TransOceânica, sistema de controle semafórico, iluminação, projeto paisagístico, além da implantação de um parque na orla da Lagoa de Piratininga, a construção de um Centro de Referência em Sustentabilidade Urbana e de um plano de gestão para a Região Oceânica, entre outros.

O programa inclui também a construção de 57 quilômetros de malha cicloviária, 100 bicicletários abertos e dois cobertos completos, cada um com capacidade para 200 bicicletas.

Participaram também da reunião os secretários municipais de Meio-Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Daniel Marques, e Planejamento, Modernização da Gestão e Controle, Patrícia Audi, o administrador regional da Região Oceânica, Carlos Boechat, o executivo do setor publico do CAF no Brasil, Bruno Nadalutti, o coordenador do Núcleo de Gestão Estratégica da Prefeitura, Antônio Claret, o representante da Soami (Sociedade dos Amigos e Moradores de Itacoatiara), Luiz Otávio Ferreira da Silva, e o diretor da Federação das Associações de Moradores de Niterói (Famnit), Ary Carvalho.


Fonte: Prefeitura de Niterói


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SAIBA MAIS SOBRE O PRO-SUSTENTÁVEL:


SAIBA MAIS SOBRE OUTRAS INICIATIVAS DA PREFEITURA PARA A REGIÃO OCEÂNICA:

NITERÓI MAIS VERDE E PARNIT

TRANSOCEÂNICA:

VLT

PAVIMENTAÇÃO DE RUAS E MICRODRENAGEM:

CISP










quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Seop intensifica ação contra o uso de linha chilena em Piratininga


O uso do cerol e das chamadas "linhas chilenas" é proibido devido aos graves acidentes que tem causado, principalmente para motociclistas e ciclistas.

Cel Marcos Jardim, secretário municipal da Ordem Pública, com material ilegal apreendido.


A Secretaria Municipal de Ordem Pública de Niterói (Seop) está intensificando ações na praia de Piratininga na Região Oceânica para coibir o uso de cerol e linhas chilenas durante um encontro de pipeiros no local.

Em dois dias de fiscalização, na quinta-feira da semana passada (22/01) e na última terça-feira (27/01), cerca de 100 carretéis foram apreendidos além de um veículo utilizado para comercialização de produtos.

A utilização desse tipo de material cortante é proibida na cidade pela Lei Municipal 11485 de 2013. O Não são permitidas também a guarda e comercialização. A lei municipal é amparada pela Lei Estadual 3278 de 1999.


Linha chilena apreendida.

Os agentes da Seop e guardas municipais montaram uma base no final da Prainha e equipes percorriam a orla e o calçadão. Um carro repleto de pipas e linha chilena foi apreendido e levado também para o depósito municipal.

Segundo o secretário de Ordem Pública, Marcus Jardim, é importante que as pessoas se conscientizem de que cerol e linha chilena podem matar.

"No ano passado fizemos essa mesma operação e essas pessoas que se utilizam desse tipo de material pararam de convocar esses encontros. Há cerca de uma semana recebemos a denúncia de que eles voltaram a se encontrar em Piratininga e demos início novamente a esse tipo de fiscalização que será intensificada. Não podemos permitir que esse tipo de prática coloque em risco a vida de pessoas. Por ali passam senhores, crianças e uma infinidade de pessoas. Continuaremos a vigilância e vamos apreender” disse Marcus Jardim.

Fonte: Prefeitura de Niterói



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LEIA TAMBÉM:

Ordem Pública volta a coibir uso de cerol e linha chilena na praia de Piratininga
CAFIFA: choque de ordem contra "pipeiros" em Piratininga





Aves e animais silvestres são apreendidos em São Gonçalo


Papagaio estava vivendo péssimas condições em uma casa de São Gonçalo. Fotos: Divulgação PMERJ

Arara Canindé é originária do Cerrado brasileiro e apreciada como animal de estimação.

Animais eram mantidos em alojamentos inadequados para a sobrevivência.


Marcelo Almeida

Apreensão se deu após informações repassadas através do serviço do Linha Verde, do Disque-Denúncia. Os animais serão encaminhados para um Centro de Triagem.

Dois pássaros silvestres foram libertadoes de um criadouro no bairro de Várzea das Moças, em Niterói, na noite desta quarta-feira por policiais da Unidade de Policiamento Ambiental (UPAm) Serra da Tiririca. A apreensão se deu após os PMs receberem informações através do serviço do Linha Verde, do Disque-Denúncia, e foram averiguar a denúncia de crime ambiental.

Segundo informação passada aos policiais, na Rua Onze, de Várzea das Moças, dentro de uma residência, haveria guarda e posse de pássaros da fauna silvestre sem qualquer autorização de órgão ambiental competente. Ao chegarem à localidade, os agentes conseguiram encontrar e resgatar dois pássaros, sendo uma Arara Canindé, também conhecida como Arara da Barriga Amarela, e um Papagaio.

No local foi encontrada uma mulher, acusada de ser a proprietária das aves, que por não possuir nenhuma licença para mantê-los em cativeiro, foi encaminhada para a 75ª DP (Rio do Ouro), onde o caso foi registrado e ela autuada segundo a Lei de Crimes Ambientais.

Ainda em São Gonçalo, na Rua Alcides Pereira dos Santos, outros animais também foram apreendidos em uma casa onde o proprietário também não tinha licença para ter a posse dos animais. Na casa, onde um homem foi levado detido para a delegacia, foram apreendidas mais duas Araras Canindé, um Papagaio e sete Jabutis. Este caso foi registrado na 74ª DP (Alcântara) e o homem igualmente autuado na Lei de Crimes Ambientais.

Os pássaros e os jabutis resgatados foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres, onde após tratamento específico, serão devolvidos ao habitat natural. Todo e qualquer crime ambiental no Estado do Rio pode ser denunciado ao Linha Verde, através do telefone 0300 253 1177 (custo de ligação local). O anonimato é garantido ao denunciante.

Fonte: O Fluminense









Vistoria nas obras do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp)


Inauguração do Cisp está prevista para o mês de maio deste ano. Fotos: Luciana Carneiro

Rodrigo Neves, visitou nesta quinta-feira (29) as obras do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), em Piratininga, na Região Oceânica


Empresa espanhola de tecnologia vai implantar o sistema de monitoramento 24 horas da cidade

29/01/2015 - As obras do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), em Piratininga, na Região Oceânica, foram vistoriadas pelo prefeito de Niterói na manhã desta quinta-feira (29/1). Ele acompanhado dos representantes da Informática El Corte Inglés, empresa de tecnologia responsável pela instalação do sistema de monitoramento 24 horas que vai funcionar no local, e contará com 500 câmeras em todas as entradas e bairros do município.

"... sistema de monitoramento 24 horas que vai funcionar no local contará com 500 câmeras em todas as entradas e bairros do município".


A empresa de consultoria tecnológica integra o grupo espanhol El Corte Inglês e tem em seu currículo a implantação do sistema de monitoramento feito por câmeras na cidade de Madri e também na fronteira dos Estados Unidos com o México.

O chefe do Executivo municipal disse que a empresa construtora e a de tecnologia já estão trabalhando de forma integrada. O prefeito destacou que a Informática El Corte Inglés é considerada uma das melhores neste segmento. “É a melhor empresa, que tem trabalhos importantes e reconhecidos, e por isso detém a melhor tecnologia em segurança pública. Esse trabalho integrado das duas empresas vai permitir que Niterói tenha em breve um Centro Integrado de Segurança Pública que poderá se o melhor do país”, afirmou.

O prefeito acrescentou que a atual gestão está fazendo um grande investimento neste projeto porque, apesar de ser uma atribuição constitucional do Estado, o município pode e deve contribuir com ações para a segurança pública.

“A prefeitura está reformando e reabrindo cabines da Polícia Militar que estavam fechadas; fez o maior concurso da Guarda Municipal e até 2016 vamos dobrar o efetivo da corporação. Investimos quase R$ 10 milhões na construção de companhias destacadas da PM e na Delegacia de Homicídios. A Prefeitura de Niterói está fazendo muito mais do que qualquer outra tem feito no sentido de cooperar com as forças estaduais de segurança. Não tenho dúvida de que o Cisp será um marco divisor porque todas as entradas de Niterói e bairros terão sistema de monitoramento, as viaturas de todas as forças de segurança estarão integradas. Tenho certeza que os criminosos vão pensar dez vezes antes de agir em Niterói a partir da inauguração deste centro”, afirmou.

Para o secretário municipal de Ordem Pública, Marcos Jardim, o Cisp vai representar um marco para a segurança da cidade. “Será o antes e o depois. Pensar que teremos uma cidade monitorada em suas principais entradas, que vamos ter câmeras espalhadas em locais estratégicos, de circulação, que vão facilitar as ações de natureza policial e da Guarda Municipal, dentro de sua competência, será muito importante para a cidade. Com esse centro evitaremos desperdício de recursos e passaremos a minimizar riscos, com as forças de segurança atuando especificamente nos locais das ocorrências. Existe um grande leque de possibilidades, na prevenção e na tomada de decisão após o ato criminoso”, explicou. 

Investimento de cerca de R$ 20 milhões

A inauguração do Cisp está prevista para o mês de maio. Em novembro, o prefeito Rodrigo Neves anunciou que a conclusão da obra foi antecipada em 10 meses. Até o final de fevereiro a concretagem do prédio de quatro andares estará concluída. O investimento total do empreendimento – obra e implantação do sistema de monitoramento - ficará em torno dos R$ 20 milhões.

A obra do Cisp utiliza uma moderna metodologia de construção, em que as lajes são adaptadas em esquema de pré-tensão, com poucas colunas, o que otimiza o espaço físico da obra. Todo o edifício terá estrutura de prédio inteligente, com alta tecnologia e capacidade de gerenciamento e manutenção sustentáveis e mais econômicos

O edifício também a sede da Administração Regional da Região Oceânica e o Centro de Controle Operacional (CCO), que vai monitorar o trânsito na cidade. O Centro de Monitoramento, que será coordenado pela Secretaria de Ordem Pública, integrará as polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal, Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros.

Fonte: Prefeitura de Niterói


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SAIBA MAIS SOBRE O CISP EM Obra de construção do CISP - Centro Integrado de Segurança Pública começa a ganhar corpo







EM ENTREVISTA À FOLHA DE SP EM 1977, O AMBIENTALISTA PAULO NOGUEIRA NETO ALERTOU PARA A CRISE DA ÁGUA


PAULO NOGUEIRA NETO

O professor Paulo Nogueira-Neto é uma das mais importantes referências para mim.

Foi após uma conversa com este pioneiro do movimento ambientalista e da política ambiental pública no Brasil, que me decidi por seguir a carreira de engenheiro florestal e me dedicar ao ambientalismo.

A conversa foi em Brasília, na acanhada sede da recém criada Secretaria Especial do Meio Ambiente - SEMA, na década de 1970, quando eu ainda era adolescente e definia para que carreira eu faria o vestibular.

A SEMA foi o órgão ambiental pioneiro do país, criado logo após a Conferência de Estocolmo, quando a diplomacia nacional defendeu a posição que no Brasil as empresas poluidoras eram bem-vindas pois precisávamos nos desenvolver!

Praticamente sem estrutura e com pouco apoio e respaldo político no governo federal, Paulo Nogueira Neto teve a sabedoria de trabalhar com o que tinha e buscar os escassos apoios onde eles estivessem. Encontrou apoio em alguns estados, justamente os que mais poluíam: RJ, SP e MG, além de SC. Foi nessa aliança, construída com raros interlocutores sensíveis à causa ambiental que surgiram os primeiros órgãos ambientais do país: FEEMA (RJ) e CETESB (SP). Nascia aí o embrião do SISNAMA, o Sistema Nacional do Meio Ambiente.

Me lembro muito bem daquele encontro. O Dr. Paulo Nogueira Neto falou dos desafios ambientais das décadas pela frente. Meu pai perguntou: "Mas, o Sr. acha que engenharia florestal tem futuro?". A resposta foi: "Futuro tem. Não tem ainda é presente. Se você acredita no futuro, siga em frente".

Suas palavras fizeram um velejador, mas neto de um farmacêutico (na época que meu avô Romão Grael exercia o seu ofício no interior de São Paulo, farmacêuticos eram praticamente botânicos), decidir ser engenheiro florestal. Lembro que sempre que eu falava com amigos sobre a minha decisão, tinha que explicar o que era a tão desconhecida profissão.

Em 1977, ano que ingressei no curso de Engenharia Florestal, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Paulo Nogueira Neto dava a entrevista que resultou na matéria da Folha, que o texto abaixo se refere.

É importante contextualizar a corajosa atitude do líder ambientalista. As palavras de alerta de Paulo Nogueira Neto foram proferidas numa época de ditadura militar, de forte influência desenvolvimentista e quando ainda havia uma percepção de inesgotabilidade dos recursos naturais. Na época, a população de São Paulo e da maioria das cidades brasileiras era ainda uma fração do que temos hoje. Ainda assim, enxergou longe!

Manifestações como a dele eram mal compreendidas e consideradas alarmistas e os defensores de tais ideias eram considerados inimigos do progresso e do desenvolvimento. Tempos depois, passaram a chamar ambientalistas como ele também de "ecochatos".

Pois bem. A realidade está ai para mostrar que a falta de ouvidos para o alerta do ambientalista nos trouxeram exatamente para a crise que ele antecipou.

E a falta de prudência e a falta de atitude para a transição para uma sociedade sustentável continuam a nos empurrar para outras crises e outras tragédias ambientais. Aliás, tragédias ambientais ou tragédias humanas...?

Quando começarão a ouvir os ecochatos?

Axel Grael



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Um alerta de 1977 para a crise da água

Paulo Nogueira Neto, ex-professor da USP e ex-secretário especial do Meio Ambiente do Governo Federal entre 1974 e 1976, e entrevista ao Canal Brasil, em 2012.


Maurício Tuffani, Folha de São Paulo, Blogs
 
“Água de São Paulo está no fim, diz Nogueira Neto” foi o título de uma reportagem da Folha há 37 anos. A matéria, na edição de 25 de maio de 1977 (Primeiro Caderno, pág. 12), noticiava o alerta de Paulo Nogueira Neto, professor de ecologia da USP e titular da Sema (Secretaria Especial do Meio Ambiente), do governo federal, que comandou de 1974 a 1986.
 
Nessa reportagem, o então secretário federal destacou São Paulo e Belo Horizonte como “exemplos típicos de má utilização da água doce” no Brasil. Ele afirmou que as duas cidades deveriam “cuidar urgentemente da preservação de seus recursos hídricos”, ressaltando que a situação da capital paulista era “particularmente delicada”, pois os mananciais que a abasteciam já naquela época seriam posteriormente necessários para atendimento à região metropolitana que começava a se formar em Campinas. E acrescentou:
 
“E, talvez, antes do final do século, São Paulo terá que se abastecer com água transportada do vale do Ribeira.”


Reportagem da Folha de 27 de maio de 1977. Imagem acervo Folha/Reprodução.

 
Omissões
 
Passados esses 37 anos, São Paulo nunca adotou uma política para uma verdadeira utilização racional de seus recursos hídricos, não impediu nem reverteu a invasão e o adensamento populacional de áreas de proteção de mananciais e teve resultados pífios na redução do elevado nível de perdas de água no seu próprio sistema de distribuição.
 
Para agravar ainda mais esse quadro, o governo de São Paulo não realizou as obras do sistema de produção São Lourenço (SPSL) para a entrada em operação a partir de 2015, prevista desde a década passada. Os riscos desse atraso não só para o abastecimento da metrópole, mas também para a integridade dos sistemas Guarapiranga e Cantareira foram previstos também no estudo de impacto ambiental elaborado em 2011 para o São Lourenço.
 
 
“Caso o SPSL nem outro novo sistema produtor sejam implantados, o cenário prospectivo é de déficits crescentes no Sistema Integrado, e a permanência ou piora da regularidade de abastecimento nas zonas oeste, sudoeste e norte/noroeste da metrópole, (…) e maior stress no uso dos Sistemas Guarapiranga e Cantareira. (…) Os reservatórios tenderão a operar com menor volume de reserva e, ocorrendo condições hidrológicas desfavoráveis (não necessariamente críticas), a possibilidade de um colapso no abastecimento será maior, e o esquema de rodízio deverá ser adotado de modo generalizado na metrópole.”
 
Mais do mesmo

No entanto, as “condições hidrológicas desfavoráveis” começaram a ser críticas já no final de 2013. O governo federal também tem sua parcela de responsabilidade por todo esse quadro, uma vez que a ANA (Agência Nacional de Águas) poderia ter exigido de São Paulo medidas severas nas renovações da outorga do sistema Cantareira.
 
Ainda ontem, a recém-criada Aliança pela Proteção da Água divulgou nota criticando as medidas anunciadas pelo governo estadual, destacando os seguintes pontos.
  • O conjunto de intervenções apresentado não resolve a crise atual, é fazer mais do mesmo, ou seja, novas e caras obras que não contemplam medidas estratégicas para criar segurança hídrica.
  • Até o momento não foi apresentado um plano de contingência que demonstre como vamos chegar em abril de 2015 em situação segura para encarar o próximo período de estiagem.
  • Não foi feita qualquer menção sobre recuperar e cuidar dos mananciais existentes (restauração florestal, ampliação de parques, pagamentos por serviços ambientais)
Imediatismo
O alerta do titular da Sema em 1977 não foi o único desde aquela época. Foram frequentes avisos de outros especialistas, principalmente de um dos maiores estudiosos dos recursos hídricos do Brasil nas últimas décadas do século passado, o geólogo Aldo da Cunha Rebouças (1937-2011), também professor da USP.

Telefonei na manhã desta quinta-feira (13) para Paulo Nogueira Neto —hoje com 92 anos e aposentado da USP—, e perguntei a ele por que o poder público costuma agir como se ignorasse alertas baseados na ciência. Ele apontou dois motivos: “imediatismo e economia malfeita de recursos”.

Apesar de tudo isso, o governo de São Paulo ainda insiste na retórica de que “garante” o abastecimento até março de 2015, minimizando o prejuízo para a integridade dos demais sistemas de produção de água, apontado também no próprio estudo de impacto ambiental do sistema São Lourenço.

Fonte: Blog Maurício Tuffani, Folha de S. Paulo.



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LEIA TAMBÉM:

Sobre Paulo Nogueira Neto

''Senado precisa modificar o Código Florestal''
10 ex-ministros do meio ambiente fazem apelo à presidente Dilma pelo veto


Sobre a situação climática e a Crise da Água

AÇÕES DE NITERÓI CONTRA AS QUEIMADAS





quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Estive com o secretário estadual do Ambiente discutindo o problema do lixo flutuante na Baía de Guanabara





Ontem, 27 de janeiro, a convite do secretário de estado do Ambiente, André Correa, estive juntamente com Joanna Dutra - gerente executiva adjunta do Projeto Grael, em reunião com técnicos da Secretaria do Ambiente e Inea, para debater sobre os problemas relacionados ao lixo flutuante na Baía de Guanabara e os programas de ecobarcos e ecobarreiras mantidos pela SEA.

As ecobarreiras são estruturas, instaladas normalmente nas proximidades da foz, para evitar que o lixo trazido pelos rios cheguem na Baía de Guanabara. É óbvio que o mais importante é melhorar os serviços de coleta e a educação do povo para que o lixo não chegue aos rios, mas até que isso ocorra, as ecobarreiras ajudam a retirar o lixo dos rios e evitar o lixo flutuante nas águas da Baía.

Mapa de Ecobarreiras. Fonte SEA
 
Ecobarco utilizado pela SEA para o recolhimento do lixo flutuante.


O lixo flutuante traz prejuízos ecológicos e são também uma grande preocupação para as provas de vela nas raias olímpicas da Rio 2016, que serão na Guanabara.

Já os ecobarcos são embarcações especialmente projetados para retirar o lixo flutuante que passa pelas ecobarreiras e chega à Baía de Guanabara. A SEA já conta com uma flotilha de embarcações que desenvolvem este trabalho diariamente.

Na reunião com o secretário André Correa, avaliamos a eficiência das ecobarreiras atualmente instaladas e discutimos propostas de melhoria destas estruturas e da sua operação. Com relação aos ecobarcos, discutimos formas de melhorar os resultados e dar um conteúdo mais educacional ao recolhimento do lixo flutuante, como tem sido a experiência do Projeto Grael.

Também foram discutidas as ações para um maior envolvimento das cooperativas de catadores, do fortalecimento das ações de educação ambiental e a melhoria da infraestrutura e dos serviços de coleta, para prevenir o problema do descarte irregular do lixo, que acaba chegando aos rios.

Axel Grael


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SAIBA MAIS SOBRE O PROBLEMA DO LIXO MARINHO:

Postagens sobre LIXO FLUTUANTE no Blog do Axel Grael
Mais ecobarcos entrarão em operação para retirada de lixo na Guanabara
Prefeitura de Niterói inicia campanha educativa para conscientizar sobre lixo em praias
Prefeitura de Niterói inicia ação de conscientização sobre lixo nas praias
LIXO MARINHO, O QUE EU TENHO A VER COM ISSO?
Ocean Experts Call for Greater Local Government Role in Fight Against Marine Waste
Projeto Grael participa de pesquisa sobre microplásticos flutuantes na Baía de Guanabara
Site internacional especializado em vela aborda o problema da poluição na raia olímpica da Baía de Guanabara
Resíduos sólidos: nova Lei regulamenta a obrigação da logística reversa no estado do Rio de Janeiro
ONU: Impacto ambiental dos plásticos é de pelo menos US$ 75 bi ao ano
El fondo marino europeo es un ‘basurero’
Europeus mobilizam-se e criam aplicativo para o monitoramento do lixo flutuante
Lixo: marchas e contramarchas de um debate fundamental
Brasil recicla menos de 2% dos resíduos sólidos produzidos
Destinação inadequada de resíduos gera R$ 10 bilhões de desperdício por ano
"As espécies mais perigosas dos oceanos"
El reciclaje, un punto negro en Río de Janeiro
Lobby da poluição: Conar decide suspender publicidade contra sacolas
As promessas ambientais da candidatura Rio 2016 precisam ser cumpridas

AÇÕES DO PROJETO GRAEL SOBRE LIXO FLUTUANTE NA BAÍA DE GUANABARA

Programas:
  • Projeto Águas Limpas
  • Projeto Baía de Guanabara (monitoramento de correntes)
  • ECOmAGENTE

  • Projeto Grael participa de pesquisa sobre microplásticos flutuantes na Baía de Guanabara
    PRIMEIROS TESTES DA ECOBARREIRA DO CANAL DE SÃO FRANCISCO, NITERÓI
    Iniciativas do Projeto Grael na prevenção do lixo flutuante da Baía de Guanabara
    CONFERÊNCIA LIVRE DO LIXO MARINHO NO PROJETO GRAEL.
    Associação Brasileira do Lixo Marinho realiza conferência na sede do Projeto Grael
    "Lixo flutuante - de onde vem?". Projeto Grael participa de programação do MAC
    Poluição da Baía de Guanabara: entrevista da equipe do Projeto Grael repercute na mídia internacional
    Projeto Grael foi objeto de matéria no Bom Dia Brasil, da Globo
    Equipe do Projeto Grael visita a Grota do Surucucu
    Assista matéria sobre as ações ambientais do Projeto Grael exibida pela Rede Brasil
    Lixo flutuante na Baía de Guanabara: vídeo sobre iniciativas ambientais do Projeto Grael

    LEIA TAMBÉM:
    Study Shows That 270,000 Tons Of Plastic Float In The Ocean
    Estudo estimou o lixo plástico nos Oceanos em 5,25 trilhões de unidades. Mas onde está o restante?



    CRISE DA ÁGUA - Estresse hídrico faz plantas florescerem fora de época


    Estrada Fróes, São Francisco, Niterói.


    Texto: Raquel Morais
    Foto: Paulo Bittencourt

    A crise que o Brasil e a Região Sudeste estão enfrentando com a falta de água está refletindo até mesmo na sobrevivência das plantas. Em uma questão de preservação muitas árvores estão florescendo fora de época na tentativa de garantir a espécie. A informação foi divulgada pelo especialista em Botânica e Meio Ambiente, há mais de 20 anos, Jorge Carvalho.

    A adaptação ao ciclo transforma a paisagem primaveril em meio à estação mais quente do ano em Niterói. Diversas ruas de vários bairros da cidade estão literalmente floridas, uma paisagem diferente para esta época.

    Entre as mais floridas se destacam Alamanda (Allamanda cathartica), Bougainville (Bougainvillea glabra), Flamboyant (Delonix regia) e Resedá branca e rosa (Lagerstroemia) que colorem ruas como Andrade Neves, em São Domingos, Presidente Pedreira, no Ingá e a Estrada Fróes, em São Francisco, por exemplo.

    “Amo as flores e acho que esse calor deve estar prejudicando muito as espécies. Se nós não aguentamos o clima e podemos beber água e tomar banho, imagina as plantas como ficam”, indagou a aposentada Giulia Amarante, 63 anos.

    Para o especialista, as plantas estão no ápice do estresse hídrico em 2015.

    “Estamos atravessando uma das piores estiagens no Brasil e isso é um fator de alto risco para a sobrevivência de alguns indivíduos arbóreos. Por necessidade de preservação da espécie a árvore que ‘se sente’ em risco de morte, pode adiantar o florescimento numa tentativa de produzir sementes que sobreviverão até que as condições hídricas sejam mais favoráveis. Um exemplo que caracteriza bem isto é o florescimento das quaresmeiras, que em condições normais começam a florir em abril ou maio, mas que por causa da seca severa já estão florescendo agora em janeiro”, explicou.

    Jorge também explicou que Niterói fica localizado sob o clima tropical atlântico e faz calor a maior parte do ano.

    “Isso dá margem às plantas desenvolverem estratégias reprodutivas diferentes, para aproveitar melhor as condições climáticas e também para florescerem em época que os principais polinizadores estão em maior atividade”, comentou.

    Esse florescimento também está relacionado às sementes. “Tem árvores que precisam que os animais comam seus frutos e dispersem as sementes pela natureza então melhor que os frutos amadureçam na mesma época do ano em que os dispersores de sementes estejam também precisando mais daquele alimento”, finalizou.

    Fonte: A Tribuna


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    terça-feira, 27 de janeiro de 2015

    Prefeitura lança site "Niterói feita por você"





    Portal detalha projetos que integram Plano Estratégico da cidade para os próximos 20 anos

    A Prefeitura de Niterói lançou nesta terça-feira (27/01) o site “Niterói feita por você”. O portal é um portfólio dos projetos da atual administração municipal em diferentes áreas, baseado no livro “Niterói que Queremos”, lançado em novembro, e que detalha o Plano Estratégico da cidade para os próximos 20 anos.

    Na página estarão detalhadas as metas do plano, elaborado com a participação de diversos segmentos da sociedade civil, e que foram divididas em sete grandes áreas: Niterói Mais Organizada e Segura (mobilidade, desenvolvimento e ordenamento urbano e segurança), Saudável (saúde, saneamento básico e gestão de resíduos), Escolarizada e Inovadora (educação e ciência e tecnologia), Próspera e Dinâmica (desenvolvimento econômico e inserção produtiva), Vibrante e Atraente (meio-ambiente, cultura, esporte, lazer e entretenimento), Inclusiva (igualdade de oportunidades) e Eficiente e Comprometida (gestão pública, integração regional).

    Os objetivos a curto prazo foram incluídos em 32 projetos estruturantes que deverão ser concluídos até 2016. Entre eles, tornar Niterói a primeira cidade do Brasil com mais de 500 mil habitantes a ter todas as crianças na educação infantil em horário integral, 100% da população mais vulnerável economicamente coberta pelo programa Médico de Família e possuir 100% de todas as regiões e bairros da cidade com água tratada e esgoto tratado e coletado.

    A secretária municipal de Planejamento, Modernização da Gestão e Controle, Patrícia Audi, destacou a importância da iniciativa para a continuidade do plano "Niterói que Queremos".

    "O Niterói Que Queremos agora ruma em um caminho para que Niterói se torne a melhor cidade do país para se viver e ser feliz. É importante ter transparência, dar informações, permitir que as pessoas acompanhem e exijam a implantação destes projetos", afirmou.

    O coordenador geral de Comunicação da Prefeitura de Niterói, André Felipe Gagliano, explica que o site é mais um canal de comunicação da Prefeitura de Niterói com a população.

    “Esse é o primeiro plano estratégico desenvolvido e estruturado da história da cidade e que será um legado para as futuras administrações municipais e gerações. No site Niterói feita por Você o cidadão poderá conhecer em detalhes os projetos de gestão da prefeitura e seus benefícios”, afirma.

    O coordenador do Núcleo de Gestão Estratégica da Prefeitura, Antônio Claret, afirmou que o site dará maior destaque a visão de futuro que norteia as ações estratégicas da administração municipal.

    Fonte: Prefeitura de Niterói


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    LEIA TAMBÉM:

    A NITERÓI QUE QUEREMOS: Prefeitura lança plano estratégico para os próximos 20 anos
    Plano estratégico da Prefeitura de Niterói recebe o reconhecimento do Programa Cidades Sustentáveis

    Para download, acesse aqui o PLANO NITERÓI QUE QUEREMOS: Plano Estratégico 2013-2033.






    Em 2016, Niterói e Rio de Janeiro terão férias escolares em agosto


     


    Decisão foi anunciada pelos prefeitos das duas cidades em encontro realizado nesta terça-feira

    As férias escolares de 2016 serão realizadas em agosto nas cidades de Niterói e Rio de Janeiro. A decisão foi anunciada durante encontro entre os prefeitos dos dois municípios no início da tarde desta terça-feira (27.1), na sede da prefeitura carioca. A mudança do calendário escolar é apenas uma das medidas em conjunto que as duas prefeituras adotarão tendo em vista a realização das olimpíadas em 2016 na capital do estado.

    Entre as medidas já acertadas estão ainda a colaboração e integração entre as duas cidades em relação à hospedagem de turistas, aclimatação e recepção de atletas de diversas delegações, realização de eventos paralelos e logística para o evento esportivo.

    Uma nova reunião já foi agendada entre os dois prefeitos para março, em Niterói. Na ocasião o prefeito do Rio deverá apresentar um relatório detalhando de que forma a parceria entre as duas cidades poderá contribuir para o período dos jogos.

    Também no encontro, foram discutidas questões relacionadas a mobilidade, Baía de Guanabara e que demandam um mobilização não apenas dos dois prefeitos, mas também de outros prefeitos da Região Metropolitana do estado na busca de soluções para toda a área do Grande Rio.

    “Nós vamos nos mobilizar em conjunto com os demais prefeitos dessas cidades junto ao governo do estado em busca de soluções para essas questões”, adiantou o prefeito de Niterói, enaltecendo a proximidade entre as duas cidades: “Acho que desde a fusão do estado da Guanabara nunca houve uma relação tão próxima e sinérgica entre Niterói e o Rio de Janeiro”.

    O prefeito carioca, Eduardo Paes, por sua vez, afirmou que, aos poucos, a situação do trânsito deve melhorar à medida em que as obras do Porto Maravilha forem sendo concluídas e revelou que no dia 1º de março vai inaugurar o primeiro dos três túneis da região portuária e que será chamado de Rio 450.

    “Sabemos que essas obras impactam não apenas no Rio, mas também em toda a Região Metropolitana e especialmente em Niterói por causa dessa conexão com a ponte. Evidentemente que vou insistir que a utilização do transporte público, como barcas e trens, será sempre a melhor alternativa. Com a inauguração desse túnel, que é o menor dos três, a situação para quem acessa parte da perimetral em direção a Niterói vai melhorar e até o final do ano inauguraremos os demais túneis.”

    Paes ressalta a importância da participação de Niterói numa série de medidas que deverão ser tomadas durante as Olimpíadas e adianta uma delas:

    “O nosso grande desafio é a operação da cidade durante os Jogos. Temos diversas medidas a adotar e que precisam ser implementadas em conjunto, simultaneamente. Por isso, conversei com o prefeito de Niterói e uma dessas medidas já definidas é que as duas cidades vão alterar o calendário de férias escolares de 2016 de julho para agosto. Com a relação íntima que as duas cidades têm, algumas dessas medidas que adotaremos, eu vou pedir que sejam adotadas também em Niterói, dada a relevância de Niterói para as olimpíadas. Ainda estamos fechando esse pacote de medias e em março, vamos conversar novamente sobre isso.”

    O prefeito de Niterói enfatiza que o município, além de auxiliar o Rio de Janeiro em relação à questão hoteleira, a cidade vai receber e aclimatar delegações da vela e realizar eventos paralelos durante os Jogos.

    Fonte: Prefeitura de Niterói 






    Prefeitura promove segunda oficina para discussão do PUR de Pendotiba no próximo sábado


    Primeira oficina do PUR de Pendotiba, realizada no último sábado, 24 de janeiro.


    No próximo sábado (31.1), a Prefeitura de Niterói realizará a segunda oficina que integra o processo participativo de elaboração do Plano Urbanístico de Pendotiba (PUR). A primeira oficina aconteceu no dia 24. O processo também contará com duas audiências públicas, nos dias 4 de fevereiro e 4 de março.

    O objetivo dos encontros é abrir espaço para que a população dos bairros da região e representantes da sociedade civil possam colaborar com ideias e sugestões do processo de elaboração do plano urbanístico.

    A segunda oficina será realizada das 10h às 14h na Escola Municipal Diógenes Ribeiro de Mendonça, que fica na Estrada Caetano Monteiro, 684, em Maria Paula.

    Quem quiser mais informações sobre o PUR pode acessar o diagnóstico técnico elaborado pela Secretaria Municipal de Urbanismo no site do órgão: http://urbanismo.niteroi.rj.gov.br/purdependotiba/

    Fonte: Prefeitura de Niterói





    TCE libera edital de licitação de obras de pavimentação e drenagem do Cafubá






    O Tribunal de Contas do Estado (TCE) liberou nesta terça-feira (27/1) o edital de licitação para obras de pavimentação e drenagem do bairro do Cafubá, em Piratininga, na Região Oceânica. As intervenções estão orçadas em R$ 27 milhões, recursos próprios do município.

    A Empresa de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa) informou que após a publicação do edital no Diário Oficial, a licitação ocorrerá em 30 dias. Para dar prosseguimento ao projeto, a Prefeitura vai atender exigências do TCE, como complementar o projeto básico informando mais detalhes sobre as larguras das valas de assentamento, das tubulações em cada trecho e da espessura da camada de revestimento da pavimentação.

    Todas as vias do bairro serão beneficiadas. Dezoito ruas de terra receberão drenagem e pavimentação. As ruas que já são asfaltadas serão recapeadas e também drenadas. As obras têm previsão de conclusão de 12 meses após a ordem de início.

    "Vamos fazer nessa região o que já foi feito no Bairro Peixoto e em Piratininga. Buscamos apoio dos governos estadual e federal, além de agências de cooperação internacional para realizar essas obras esperadas há décadas pela população", afirma o prefeito da cidade.

    Fonte: Prefeitura de Niterói



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    LEIA TAMBÉM:

    Prefeitura de Niterói apresenta projeto de Pavimentação e Drenagem da Fazendinha e Cafubá, na Região Oceânica


    SAIBA MAIS SOBRE AS AÇÕES DA PREFEITURA NA REGIÃO OCEÂNICA DE NITERÓI:

    PRO-SUSTENTÁVEL (Programa Região Oceânica Sustentável)

    PROJETO REGIÃO OCEÂNICA SUSTENTÁVEL: Niterói recebe primeira missão oficial do CAF 
    PRO-SUSTENTÁVEL - PREFEITURA DE NITERÓI CAPTA RECURSOS PARA NOVO PROJETO PARA A SUSTENTABILIDADE DA REGIÃO OCEÂNICA
    Prefeitura busca novas parcerias com o governo federal nas áreas de segurança e meio ambiente

    TransOceânica

    Niterói será a primeira cidade da América Latina a adotar sistema BHLS
    Licença ambiental da TransOceânica é aprovada pela CECA
    Acertos finais: Transoceânica a um passo de virar realidade
    Prefeitura debate projeto da TransOceânica com moradores da Região Oceânica
    INEA aceita o estudo de impacto da TransOceânica
    TransOceânica: Projeto já foi entregue para a CEF. Obras começam no segundo semestre.
    2014: o ano destinado as obras da TransOceânica
    TransOceânica: entrevista do prefeito Rodrigo Neves ao BOM DIA RIO
    TRANSOCEÂNICA: início de um novo tempo na mobilidade de Niterói
    Vídeo: Apresentação da TransOceânica aos vereadores na Câmara Municipal de Niterói
    Verena Andreatta detalha o projeto da TransOceânica
    Prefeito Rodrigo Neves sanciona Lei da TransOceânica
    TRANSOCEÂNICA: CÂMARA AUTORIZA PEDIDO DE EMPRÉSTIMO PARA MOBILIDADE URBANA
    AXEL GRAEL E SECRETÁRIOS EXPLICAM PROJETOS DE MOBILIDADE NA CÂMARA DE VEREADORES
    VLT Charitas-Centro: Prefeitura de Niterói avança na agenda da mobilidade sustentável

    PARNIT, PARQUE DA CIDADE E PROGRAMA NITERÓI MAIS VERDE

    Parque da Cidade receberá 10 mil mudas em projeto de reflorestamento
    Construindo uma parceria Prefeitura de Niterói / INEA: gestão de parques, cultura e esportes
    Parque da Cidade ganha reforma para atrair turistas em Niterói
    'Niterói mais verde' será criado para proteger o meio ambiente
    Prefeitura de Niterói anuncia PARNIT: áreas de interesse ambiental serão protegidas
    Mudanças à vista: Parque da Cidade vai passar por reformas

    Niterói de Bicicleta

    CICLOVIAS: OS AVANÇOS DO PROGRAMA NITERÓI DE BICICLETA






    segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

    Obras de melhorias no Campo de São Bento em Niterói


    No final de ano passado também foram reformados o banheiro feminino e o fraldário. Foto Evelen Gouvêa.


    Banheiro masculino foi finalizado após restruturação. Obras estão sendo realizadas desde o final de 2014 quando o banheiro feminino e fraldário ficaram prontos

    A Secretaria de Conservação e Serviços Públicos finalizou a reforma do banheiro no Campo de São Bento, em Icaraí, nesta segunda. O banheiro masculino passou por uma restruturação e começou a ser disponibilizado hoje, já o banheiro para portadores de necessidades especiais e, que também será usado como toalete família (unissex), ficou pronto na primeira quinzena de janeiro.

    "Esta reforma era um pedido antigo dos frequentadores e uma determinação do prefeito. O Campo de São Bento chega a receber dez mil pessoas nos finais de semana e nosso objetivo é oferecer mais conforto e qualidade para os visitantes", comentou a secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa.

    No final do ano passado, o toalete das mulheres passou por diversas alterações como o aumento de área, passando a ter 12,5m², e ganhou mais uma cabine (antes eram duas), além de melhor distribuição do seu espaço interno, dentro das normas técnicas necessárias. Também foi realizada a construção de um fraldário unissex de área de 5,5m² e com entrada independente do banheiro feminino.

    Fonte: O Fluminense





    Prefeito de Niterói se reúne com reitor da UFF para reforçar parcerias




    A Prefeitura de Niterói e a Universidade Federal Fluminense (UFF) estruturaram uma agenda de trabalho para os próximos meses durante reunião entre o prefeito e o novo reitor, Sidney Mello, na tarde desta segunda-feira (26/1).

    Entre os pontos definidos estão audiências com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão e no Ministério da Educação, para discutir iniciativas da universidade e da Prefeitura.

    Nesta agenda de trabalho, constam-se também a continuidade de parcerias em andamento entre a Prefeitura e a UFF, e o desenvolvimento de novos projetos.

    Entre as parcerias que terão prosseguimento, segundo o prefeito, estão a revitalização do Cine Icaraí e ações para integrar o Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) à rede de saúde a partir do diálogo com a Metropolitana 2 (Secretaria Estadual de Saúde) e a Secretaria Municipal de Saúde.

    De acordo com o prefeito, será estabelecida uma parceria com a universidade para o desenvolvimento do programa "Niterói de Bicicleta" com foco nos estudantes da UFF. Segundo o prefeito, está previsto para o dia 9 de março a inauguração de novos bicicletários nos campi do Gragoatá e do Valonguinho.

    "... será estabelecida uma parceria com a universidade para o desenvolvimento do programa "Niterói de Bicicleta" com foco nos estudantes da UFF".


    O chefe do Executivo municipal afirmou que a UFF vai participar também do desenvolvimento do programa RO Sustentável, que terá o financiamento do Banco de Desenvolvimento da América Latina - Cooperação Andina de Fomento (CAF). Serão elaborados também projetos conjuntos para a
    implantação de uma escola de gestão pública e de políticas públicas voltadas para a juventude.
    "... a UFF vai participar também do desenvolvimento do programa RO Sustentável, que terá o financiamento do Banco de Desenvolvimento da América Latina - Cooperação Andina de Fomento (CAF)". 


    O prefeito deu as boas-vindas ao reitor e disse que as parcerias com a universidade vão se consolidar ainda mais.

    "A UFF é um orgulho para todos nós. Essa parceria que já existia com a administração anterior da universidade tenho certeza que vai se consolidar e ampliar com a gestão do reitor Sidney. Desejo a ele êxito e sucesso neste início de trabalho. Tenho certeza que com sua trajetória, qualidade intelectual e a experiência na gestão, a universidade vai ganhar muito", afirmou.

    O reitor Sidney Mello afirmou que a reunião foi muito importante para alinhar projetos com o município.

    "A visita foi além das expectativas. A UFF é um pólo de formação e de produção do conhecimento importante para Niterói e o Estado do Rio de Janeiro e Niterói tem um perfil de cidade universitária. Por isso, alinhar projetos com o município é fundamental. Programas de mobilidade, por meio de bicicletas e ciclovias, formação de pessoal, são exemplos de projetos que poderão ter sucesso. Temos muitos desafios pela frente, como a própria recuperação do Cine Icaraí, que é um anseio muito grande da cidade e ter uma parceria com a Prefeitura, vai tornar essa revitalização uma realidade", explicou.

    Fonte: Prefeitura de Niterói






    SANEAMENTO NA BAÍA DE GUANABARA: Secretário de Desenvolvimento Julio Bueno fala das estratégias para atrair investimentos privados através de PPP´s


    Entrevista: ‘Vou conversar com todos. Sem ódio, sem medo’, afirma Julio Bueno

    Julio Bueno é Secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Indústria do Estado do Rio desde 2007 - Alexandre Cassiano / Alexandre Cassiano


    Encarregado de viabilizar parcerias público-privadas em diferentes projetos no governo Pezão, secretário propõe diálogo para tocar ‘agenda do século XIX’

    por Flávia Oliveira

    RIO— Secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Indústria desde 2007, Julio Bueno agrega nova função no governo Pezão. Num cenário de escassez de recursos públicos, será responsável por tirar do papel cinco projetos de parceria público-privada (PPP) para alavancar as áreas de saneamento e mobilidade urbana no Estado do Rio. Ele promete dialogar com judiciário e movimentos sociais. Nem a conjuntura adversa, de ajuste fiscal, crises de água e energia, escândalo na Petrobras, tira o otimismo do engenheiro: “A gente vai sofrer, mas vai atravessar o Rubicão”, numa referência ao rio que Júlio César venceu para assentar o Império Romano.

    Quais são os projetos prioritários do estado nas PPPs?

    São cinco os projetos escolhidos pelo governador: saneamento básico na Baixada e na área Leste do Rio (Itaboraí, São Gonçalo e Magé); metrôs Carioca-Estácio até Praça XV e Linha 3 (São Gonçalo-Itaboraí); Rio Digital, que vai conectar com fibra ótica toda a área pública estadual, incluindo delegacias e escolas.

    Prioridades: "saneamento básico na Baixada e na área Leste do Rio (Itaboraí, São Gonçalo e Magé); metrôs Carioca-Estácio até Praça XV e Linha 3 (São Gonçalo-Itaboraí); Rio Digital..."


    Como foi a escolha?

    São todas necessidades do Rio. Água e esgoto na Baixada e em São Gonçalo são agendas do século XIX. E a melhor maneira de resolver é com PPPs. Não fizemos antes, porque estávamos consertando coisas. O saneamento dependia da Cedae, que hoje é uma empresa sadia. Podemos avançar, porque o setor privado topa ser parceiro. Há um milhão e meio de habitantes na área Leste e dois milhões na Baixada. Eles precisam de água e esgoto. Se perguntar a dez pessoas, 11 dirão que são obras prioritárias.

    "Água e esgoto na Baixada e em São Gonçalo são agendas do século XIX".


    As manifestações de 2013 reivindicavam qualidade de serviços públicos, agenda dita de esquerda. O modelo de PPPs privatiza atribuições do Estado?

    A agenda é de melhoria de serviço público. Isso não é nem esquerda nem direita. Cito Deng Xiaoping: “Não importa a cor do gato, importa que ele pegue o rato”. Tem de haver transporte público de qualidade, água e esgoto. A PPP parece a forma melhor de fazer.

    O senhor imagina modelo semelhante ao das concessões de aeroportos, no qual a Infraero mantém 49%?

    Certamente a Cedae vai ter de ser sócia, porque ela fornece a água. No esgoto, pode até ser uma empresa privada sozinha. Na água, não. Aqui não temos nem histerismo liberal nem conservadorismo de esquerda. Faremos o que for economicamente melhor para a sociedade, o cidadão e o consumidor.

    A que preço? Algumas privatizações oneraram muito o usuário. E água é necessidade fundamental.

    Tive a honra de presidir uma estatal, a BR Distribuidora, que ajudou o governo a liberar o preço dos combustíveis no Brasil. Na questão da água e esgoto no Rio, a gente tem a sorte de ter a Cedae, que nos dá o conhecimento específico do mercado. Por isso, a questão dos preços será mais bem administrada.

    O que a experiência com Metrô e SuperVia ensinam ao futuro modelo? Há problemas nessas concessões.

    Criticamos a qualidade dos serviços sem levar em conta o que está sendo e o que não foi feito. No Metrô, o estado não cumpriu seu papel no investimento. Com a SuperVia, a mesma coisa. Nos trens, enquanto São Paulo investiu R$ 40 bilhões em 25 anos, o Rio investiu R$ 1 bi. A gente culpa o concessionário, quando, na verdade, a culpa foi do não investimento do Estado.

    "Nos trens, enquanto São Paulo investiu R$ 40 bilhões em 25 anos, o Rio investiu R$ 1 bi".


    Como estão os diálogos com o setor privado para as PPPs?

    Tem fila. A agenda está tomada. A área privada está disposta, se a área pública conseguir viabilizar sua parte.

    Quando o senhor pretende apresentar os modelos de PPPs?

    Os mais próximos são saneamento e Rio Digital. Estamos discutindo os projetos este mês. Em fevereiro, vamos aprovar a nova lei de PPPs na Alerj. Em março, pretendemos pôr na rua os procedimentos de manifestação de interesse. Há estudo já feito para Itaboraí e São Gonçalo, temos modelos propostos, mas é preciso amarrar com o governador.

    Como será a relação com a sociedade civil?

    Vou conversar com todo mundo: Tribunal de Contas, Ministério Público, Tribunal de Justiça. Faremos audiências públicas. Terei prazer em ouvir movimentos sociais. Sem ódio, sem medo.

    O senhor está no terceiro mandato na secretaria. Que outros projetos de desenvolvimento planeja?

    Há duas estratégias. Uma são as PPPs, que podem injetar na economia recursos muito relevantes. Os projetos de saneamento envolvem R$ 12 bilhões. O Rio Digital vai custar R$ 1,5 bilhão. A outra é atrair empresas usando os projetos âncoras já concluídos ou em fase final, como Arco Metropolitano, Porto do Açu, Galeão, Olimpíadas e Comperj. Vamos usar os projetos estruturantes para atrair e instalar empresas no entorno.

    "Os projetos de saneamento envolvem R$ 12 bilhões".


    É possível atrair investimentos num momento de baixa credibilidade do país e de conjuntura conturbada?

    O Rio de Janeiro não é uma ilha. A gente, evidentemente, sofre as consequências da situação econômica do país. Mas as possibilidades do mercado brasileiro a médio e longo prazos são muito grandes. Tivemos um desarranjo na macroeconomia. Se a gente arranjar isso, teremos todas as possibilidades de crescer. Temos os fundamentos. Não macroeconômicos, mas políticos. Temos uma sociedade ocidental, que quer consumir, quer ser feliz, ter carro, viajar para o exterior. Acredito muito nas empresas que olham o longo prazo. Estou preparando um pacote de investimentos, que sai ainda no 1º trimestre. É coisa de R$ 1 bilhão em várias áreas, de biotecnologia a bebidas. Nada em petróleo, mas o importante é a diversificação. 

    Há a crise de escassez de água e energia. Como lidar?

    Se houver racionamento, o nível de atividade vai cair e isso afetará o Rio. Sem dúvida, atrapalha. Por outro lado, em 2001, tivemos um ganho extraordinário, que foi o desenvolvimento das termelétricas. Isso pode acontecer de novo na energia, mas principalmente na água, se o saneamento se tornar prioridade.

    O senhor é funcionário de carreira da Petrobras, presidiu a BR. Que cenário vê para a empresa?

    A Petrobras, de novo, tem os fundamentos. Tem petróleo e um corpo técnico que sabe extraí-lo. Mas, assim como o Brasil, precisa que o mercado acredite nela. O mercado precisa acreditar que não há mais qualquer tipo de malfeito nela e em nenhuma subsidiária. A partir daí, a companhia tem resiliência para seguir em frente. É duro, é um momento dificílimo. A diretoria está administrando o momento mais difícil da história da companhia.

    Em relação ao Rio, o que mais preocupa na crise da Petrobras?

    Primeiro, royalties e participações especiais, porque isso significa menos recursos para o Estado e para os municípios. E preocupa a atividade econômica também, que rebate no Rio em várias questões, do complexo metal-mecânico ao portuário. A gente vai sofrer, mas vai atravessar o Rubicão, tenho certeza.

    Fonte: O Globo