quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Paraná tem um carro para cada 1,7 habitante, aponta levantamento


Curitiba é a cidade com mais veículos, segundo o Detran (Foto: Divulgação/AEn)

Número de novos emplacamentos no estado cresceu 7,63%, em 2012. Guaraqueçaba, no litoral, é a cidade onde há menos carros

O montante de veículos que rodam atualmente pelas ruas do Paraná é de aproximadamente um carro para cada 1,7 habitante do estado. Conforme levantamento divulgado nesta quinta-feira (31), pelo Detran, o estado possui 5.797.871 veículos, enquanto a população, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de 10,4 milhões de pessoas.

O número alcançado em 2012 representa alta de 7,63% ou 371.055 novos emplacamentos, em números absolutos. Apesar de ser considerado expressivo pelo governo do estado, o número é menor que o registrado em 2011, quando o Paraná teve 377.084 novos carros.

O levantamento do Detran também confirmou que Curitiba permanece com a maior frota do estado, com 1,3 milhão de veículos. O número é equivalente a sete veículos para cada dez moradores da cidade.

Já o município com menor frota é Guaraqueçaba, no litoral do estado. Na cidade, há apenas 509 veículos. Segundo o IBGE, a população da cidade é de aproximadamente 7,8 mil pessoas.

Fonte: G1

Destinação inadequada de resíduos gera R$ 10 bilhões de desperdício por ano

Lixões devem ser exterminados até 2014. Foto Antonio Nepomuceno

Por MMA

O Brasil joga no lixo, a cada ano, cerca de R$ 10 bilhões por falta de reciclagem e destinação adequada de resíduos sólidos, e de uma política de logística reversa que gerencie o retorno de embalagens e outros materiais descartados de volta à indústria. É esta realidade que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) pretende transformar com a implantação, em todo o país, da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), tema de oficina realizada no início da tarde desta quinta-feira, 30 de janeiro, último dia do II Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Dentro da PNRS, a meta do governo federal é eliminar os lixões de todos os municípios brasileiros até o final de 2014, explicou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) do MMA, Pedro Wilson Guimarães. Os governos estaduais e municipais deverão providenciar a substituição dos lixões por aterros sanitários, pois, a partir de 2014, a liberação de recursos da União estará condicionada à existência de planos estaduais e municipais de gestão de resíduos sólidos e de saneamento básico. 

De acordo com anúncio feito pela presidenta Dilma Rousseff, na segunda-feira, durante a abertura do encontro, os prefeitos terão, em 2013, R$ 35.5 bilhões para investir em obras de saneamento, pavimentação e mobilidade urbana selecionadas no final de 2012.

Desperdício

“Os lixões são um problema sério que precisa ser enfrentado por todos os gestores”, disse o analista de Infraestrutura da SRHU, Eduardo Rocha Dias Santos. Ele afirmou que os prejuízos são enormes para o meio ambiente, com queda na qualidade de vida, no bem estar e na saúde pública, além de gerar desperdícios econômicos e impactos sociais significativos. A proposta é não gerar resíduos sólidos, mas reduzir, reutilizar e reciclar, tratando e dando destinação adequada.

Santos salientou que apenas a Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, não é suficiente para implantar o que se deseja. “Mas já é um começo”, admitiu. A lei define o compartilhamento de responsabilidades entre as três esferas de governo, o planejamento de ações de gestão e a implantação de infraestrutura adequada, priorizando-se a educação ambiental e a cobrança pela prestação desse serviço público com o objetivo de dar sustentação financeira à PNRS.

Fonte: Ecodesenvolvimento

Agências internacionais publicam relatório sobre mecanismos inovadores de financiamento da gestão de bacias hidrográficas



Multi-agency Report Examines Innovative Financing for Watershed Management

17 January 2013: The Program on Forests (PROFOR), the World Bank and the Global Environment Facility (GEF) have launched a Forest Trends report, titled "Charting New Waters: State of Watershed Payments for 2102," which analyzes innovative mechanisms for financing improved watershed management.

The report, the second in the series, examines US$8.17 billion in financing for 205 projects in wetlands, streams and forests aimed at the provision of water-related ecosystem services. Over half of the projects reported on are located in China and the US. In China, the report attributes the high number of projects to the prominence of ‘eco-compensation’ within the national Five-year Plan.
In other regions, the report notes that Latin America is rapidly increasing investments in water funds, large investment funds aimed at conservation and restoration, while the bundling of ecosystem services is emerging as an important mechanism for watershed finance in countries such as the Colombia, Indonesia, Kenya, Tanzania, the US and Viet Nam.

With regard to types of payments, the report addresses bilateral agreements, beneficiary-pays funds, trading and offsets, and instream buybacks. Within these mechanisms, main payers include beneficiaries of water ecosystem services, polluters making compensation payments and ‘public good payers’ such as NGOs and others not benefiting from the direct use of watershed services. Of these, excluding China, polluters account for only 3% of transactions.

Looking forward, the report projects that watershed payments will increase, including in Latin America and the US, which have seen a slow down in financing over recent years. The report also expects increased experimentation with the bundling of ecosystem services and the enhanced integration of climate change, which are related concerns. However, the report indicates that the limited participation of the private sector will continue and expresses concern over the number of planned projects in Africa that fail to be implemented.

[Forest Trends Press Release] [PROFOR Press Release]
[Publication: Charting New Waters: State of Watershed Payments for 2102]
[Publication: Executive Summary - Charting New Waters: State of Watershed Payments for 2102]

Fonte: IISD

Boas oportunidades para financiamento e apoio técnico para ONG´s

Projeto Grael. Foto Mariza Formagginni.

Programa Ecomudança do Itaú seleciona projetos

O Programa de Investimento em Projetos Ambientais - Fundo Itaú Ecomudança (Programa Ecomudança) está com inscrições abertas para receber projetos de organizações da sociedade civil que atuem na área de eficiência energética, energia renovável, manejo de resíduos ou florestas. A iniciativa é do Banco Itaucard S.A. e do Itaú Unibanco S.A..

O objetivo do programa é estimular e fomentar projetos de redução de emissão de gases de efeito estufa promovidos por organizações sem fins lucrativos, mediante investimento financeiro para desenvolvimento de tais projetos.


Será dividido entre os projetos selecionados o valor de R$ 679.171,84. A data limite para envio das propostas é dia 8 de fevereiro. O edital e a ficha de inscrição estão disponíveis na página do Programa: www.itau.com.br/ecomudanca/.
 
(Fonte: ABCR – Assoc. Bras. de Captadores de Recursos, 21 de janeiro de 2013)

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Inscrições abertas para programa de consultoria gratuita a ONGs


A ESPM Social busca apoiar o trabalho de ONGs que lutam por um mundo socialmente justo, ecologicamente correto e economicamente viável, oferecendo gratuitamente uma consultoria de Marketing e Comunicação. O objetivo é auxiliá-las no diagnóstico de eventuais problemas estruturais, sugerir estratégias, novas práticas e processos que podem contribuir para melhorar o seu desempenho e ampliar sua visibilidade.
 
As inscrições para o processo seletivo das organizações que serão atendidas no primeiro semestre de 2013 já estão abertas e podem ser feitas até 8 de fevereiro pelo e-mail consultoria.social@espm.br. A organização deve estar localizada na Grande São Paulo. Para a inscrição é preciso enviar as seguintes informações: nome da instituição, responsável legal, endereço, telefone, e-mail, website (se houver), descrição da atuação da ONG, público-alvo e breve relato dos motivos pelos quais busca a parceria com a ESPM Social. Além disso, deve ser anexada uma cópia do CNPJ e do balanço financeiro dos dois últimos anos (se houver).
 
Com base no diagnóstico feito a partir da análise macro e micro da organização, as instituições selecionadas receberão, ao final do semestre, um arquivo impresso com um plano detalhado de marketing e de comunicação. O trabalho sugere novos estratégias e rumos a serem adotados, como estruturação das atividades, divulgação dos trabalhos realizados, busca de parceiros, ordenamento da gestão financeira e ampliação do atendimento.
 
Mais informações sobre o processo seletivo pelo telefone: (11) 5085-6672 ou 5085-6673, das 14 às 18 horas.
 
(Fonte: Portal Ideia Sustentável, 17 de janeiro de 2013)

 
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Fundação Interamericana recebe projetos durante o ano todo

A Fundação Interamericana (IAF) financia iniciativas de grupos de base na América Latina e no Caribe e de organizações não-governamentais que os apoiam para promover o desenvolvimento econômico, melhorar as condições de vida e incentivar a participação de pessoas desfavorecidas e excluídas da comunidade.
 
No caso da IAF, as propostas são recebidas durante todo o ano e analisadas à medida que são enviadas, não existindo um prazo específico em edital. O valor financiado varia de 25 mil dólares (R$ 50 mil) a 400 mil dólares (R$ 800 mil, aproximadamente).
 
As propostas podem ser enviadas em português. Mais informações aqui.
(Fonte: GIFE – Grupo de Institutos, Fundações e Empresas, 7 de janeiro de 2013)

Estresse hídrico: Brasil já sente os reflexos da escassez de água

Represa do Camorim, no Parque Estadual da Pedra Branca (Rio de Janeiro).

ONU declara 2013 como o Ano Internacional da Cooperação pela Água.

Até o Brasil, rico neste recurso natural, já sente os reflexos da escassez. Estudos da ANA mostram que, de um total de 29 aglomerados urbanos no país, 16 já precisam buscar novos mananciais para garantir o abastecimento até 2015. Matéria de Cleide Carvalho, em O Globo, socializada pelo ClippingMP.

Em pouco mais de duas décadas, o mundo terá nove bilhões de pessoas, um acréscimo de dois bilhões à população. Se um terço deste total engrossar as fileiras de consumidores da classe média, a pressão sobre os recursos naturais do planeta se tornará insustentável. Só o consumo de água aumentará 30%. Haverá necessidade de produzir 50% a mais de alimentos, e a oferta de energia terá de crescer 45%. “As economias estão oscilando. A desigualdade está crescendo. E as temperaturas globais continuam subindo. Estamos testando a capacidade do planeta de nos sustentar” resumiram os 22 integrantes do Painel de Alto Nível da Secretaria-geral das Nações Unidas numa análise da sustentabilidade global entregue há exato um ano à cúpula da ONU.

Se nada for feito para mudar o padrão de consumo, dois terços da população global poderão sofrer com escassez de água doce até 2025. A previsão é da própria ONU, que de­clarou 2013 o Ano Internacional da Coopera­ção pela Água. Também aqui há risco de es­cassez. Um estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) mostra que, dos 29 maiores aglomerados urbanos do país, 16 precisam achar novos mananciais para garantir o abas­tecimento até 2015. São 472 municípios em busca de novas fontes de água, 56 deles ficam em três Regiões Metropolitanas do estado de São Paulo (Campinas, Baixada Santista e a própria capital).

— Tivemos forte urbanização onde não havia água — resume Dante Ragazzini, presi­dente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental.

A água doce está em rios, lagos, geleiras e aquíferos, mas representa apenas 2,5% do to­tal de água da Terra. Nem toda ela é acessível ao consumo humano e, pior, a distribuição é desigual entre os países. Mesmo no Brasil, que ostenta a maior reserva de águas doces superficiais do planeta (12% do total), as con­dições de acesso não são equânimes. A região hidrográfica Amazônica — que abrange Ama­zonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e grande parcela do Pará e do Mato Grosso — equivale a 45% do território nacional e detém 81% da disponibilidade hídrica. As regiões li­torâneas, que respondem por apenas 3% da oferta nacional, abrigam 45% da população do país. Ou seja, os brasileiros se concentram cada vez mais em áreas onde a oferta de água é desfavorável.

O problema também é social. Calcula-se que 12,1 milhões de brasileiros não têm aces­so adequado ao abastecimento de água. As moradias “sem torneira” somam 4,2 milhões. O consumo é bastante desigual. Enquanto um cidadão do Rio de Janeiro usa 236 litros de água por dia, o consumo per capita em Alagoas é de 91 litros. Em São Paulo, 185 litros.

Para a ONU, a quantidade de água do pla­neta é suficiente para atender a população mundial, mas não há mais espaço para o des­perdício. No Canadá, o consumo per capita chega a 600 litros por dia. Enquanto isso, cer­ca de 783 milhões de pessoas no mundo não têm acesso à água potável.

O consumo de água dos paulistanos é 4,3 vezes maior do que a água que há disponível. Só na Região Metropolitana de São Paulo são 19,9 milhões de consumidores, 10,4% da po­pulação do país. Principal fornecedora do es­tado, a Sabesp vem buscando água limpa a 80 km de distância, na represa Cachoeira do França, no Rio Juquiá, para atender um uni­verso de 1,3 milhão de pessoas na Zona Oeste da capital e em municípios vizinhos. O novo sistema teve que ser inserido no maior rema­nescente de Mata Atlântica no estado, o Vale do Ribeira.

A escassez de água não é o único dilema. O consumo humano exige que ela seja limpa e tratada, mas o crescimento das cidades engo­le mananciais. As águas superficiais ficam poluídas com o lançamento de esgoto, eflu­entes industriais e até mesmo venenos usa­dos em larga escala na agricultura.

Bacias, como as de Alto Iguaçu (PR), Rio Mogi Guaçu (SP), Rio Ivinhema (MS) e a do Rio Pará (MG), apresentaram queda no índi­ce de qualidade de água no último levanta­mento publicado. Segundo dados da ANA, os motivos prováveis são o aumento da carga de esgotos domésticos e a falta de investimentos em saneamento. No meio rural, a poluição difusa e o uso do solo sem manejo causam as­soreamento, piorando a qualidade das águas.

No Brasil, 73% dos municípios são abaste­cidos com águas superficiais, sujeitas a todo tipo de poluentes. É importante lembrar que, quando os jesuítas fundaram São Paulo, ha­via abundância nos rios Tietê, Pinheiros, Anhangabaú e Tamanduateí. Hoje, o Tietê é pura lama no trecho que corta a cidade. A au­sência de planejamento no passado colocou em risco mananciais e represas do entorno, como Billings e Guarapiranga, que foram in­vadidos, desmatados e poluídos.

— Cuidamos mal da pouca água que temos. Poluímos 24 horas por dia. Mais de R$ 3 bi­lhões já foram gastos na despoluição do Rio Tietê e não se vê a diferença. Se não estancar o esgoto, a natureza sozinha não consegue reparar o dano. Os reservatórios também estão sendo poluídos e a água tem de ser tratada para voltar a ser potável — diz Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil.

Nem mesmo as águas profundas estão a salvo da degradação e da exploração em ex­cesso. Nos últimos anos, ocorreu um aumen­to significativo no consumo de água subterrâ­nea no país. O estado de São Paulo é o maior usuário. São mais de mil poços, com três mi­lhões de pessoas beneficiadas. Em alguns deles, a água sai quente e precisa ser resfriada.

Em capitais do Nordeste, como Recife, Na­tal e Maceió, a falta de saneamento adequado fez com que o esgoto alcançasse poços. O ex­cessivo bombeamento de águas profundas na região costeira e até mesmo métodos de pro­dução de camarões, que aumentam a intru­são do mar, também geram problemas de salinização de aquíferos. Já foram identificados indícios do problema nas regiões oceânicas de Niterói e Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, assim como no sistema aquífero Barreiras, no Rio Grande do Norte, e nas cidades de São Luís e Maceió.

Na medida em que a população se con­centra nas áreas urbanas, a garantia de oferta de água se torna mais complexa. A população tende a degradar as águas mais próximas e o esgoto compromete mananciais. No semiárido, há o problema da escassez. Além disso, na imensa maioria dos municípios brasileiros, com menos de 50 mil habitantes, os sistemas de abastecimento são precários — afirma Sérgio Ayrimoraes, coordenador do Atlas Brasil de Abastecimento Urbano de Água, elaborado pela ANA.

Segurança alimentar

A água que mata a sede humana é a mesma usada na agricultura e na indústria. O campo é, de longe, o maior usuário desse recurso, e responde por 70% do consumo mundial. Se­gundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), para produzir alimentos para uma única pessoa são necessários um total de 2,5 mil litros de água.

Num documento lançado em julho passa­do na Itália, a FAO alertou para a crescente es­cassez decorrente das mudanças climáticas, colocando em risco a segurança alimentar. Lembrou que as chuvas aumentarão nos tró­picos e diminuirão ainda mais nos semiári- dos ao redor do mundo, que tendem a ficar mais secos e quentes. Com menos umidade, a produtividade agrícola também diminui. Aos governos, a FAO recomendou a criação de sistemas para gerenciar fontes, transferências e o uso da água, além de mecanismos de preservação das florestas.

— A questão é de gerenciamento da água. Nesta seca, o abastecimento municípios atendidos pela Barragem de Mirorós, na Ba­hia, ficou à beira do colapso porque a água para irrigação de culturas só foi suspensa quando a seca piorou muito. Em Serra Talha­ da, Pernambuco, a 100 quilômetros do Rio São Francisco, a água estava quase chegando por adutora, mas a obra parou depois que co­meçou a transposição. Agora, nem uma coisa, nem outra — diz Roberto Malvezzi, da Co­missão Pastoral da Terra do São Francisco.

O uso da água de Mirorós exemplifica a dis­córdia sobre o melhor aproveitamento do re­curso. Para Ayrimoraes, da ANA, a barragem é exemplo de uma gestão bem sucedida da oferta compartilhada entre consumo huma­no e irrigação.

Atualmente, 40% da população mundial vi­vem em países em situação de estresse hídri­co. Cinco das dez bacias hidrográficas mais densamente povoadas do planeta, como as dos rios Yang-Tsé, na China, e Ganges, na Índia, já são exploradas acima dos níveis consi­derados sustentáveis. A África, que tem a maior taxa de prevalência da fome, é também o segundo continente habitado mais seco do mundo, atrás da Oceania. Nos últimos 30 anos, 57 milhões de pessoas foram afetadas pela seca na Etiópia. Na Índia, mais de 70% das chuvas ocorrem em apenas três meses do ano, o que faz com que haja escassez de água durante boa parte do ano na agricultura não irrigada. Em Tamil Nadu, um dos estados da Índia, a extração excessiva baixou o nível de água dos poços entre 25 e 30 metros em ape­nas uma década.

A perfuração de poços profundos para irri­gação agravou a seca também em alguns pontos do semiárido brasileiro. Foi o caso de Mamonas, no Norte de Minas. No ano passa­do, o município teve de ser abastecido com água tirada do Parque Estadual Caminhos dos Gerais, depois que a barragem mais próxima secou.

— Em algumas regiões, as águas profundas foram comprometidas em quantidade e qua­lidade no passado. Poços se tornaram salo­bros, a água deixou de ser potável. A chuva também mudou. Agora vem mais intensa, em período mais curto, e o solo não consegue ab­sorver. A água lava a camada superficial da terra. O ciclo natural da água foi alterado, por­que quase todo rio tem barragem. Uma coisa leva a outra. Fazemos tudo o que está dentro da capacidade, mas estamos sendo traídos pela intensidade da reação da natureza — re­sume o sociólogo Marcos Affonso Ortiz Go­mes, diretor do Instituto Estadual de Flores­tas de Minas Gerais.

Outra demanda latente é a da produção de energia, que deve aumentar o consumo de água em 11,2% até 2050. A Agência Internaci­onal de Energia (AIE) estima que pelo menos 5% do transporte mundial será movido por biocombustíveis em 2030. Em média, cada li­tro de etanol a partir da cana-de-açúcar utili­za 18,4 litros de água e 1,52 m2 de terra, o que significa que a demanda pode ser devastado­ra em áreas onde a água é escassa, como a África. Para Ayrimoraes, da ANA, a tendência é aumentar o potencial de conflitos de inte­resses, seja entre regiões ou consumidores. A saída é economizar e melhorar a gestão.

O estresse hídrico, no entanto, é maior nas regiões que concentram maior população, não necessariamente nas mais secas. Daí a preocupação. Hoje, as áreas urbanas conso­mem 60% da água doce do mundo e as proje­ções da ONU indicam que, até 2050, 70% da população mundial estarão concentradas em grandes cidades.

No Brasil, a concentração urbana tem sido sinônimo de degradação ambiental. Boa par­te do problema é justamente a falta de trata­mento do esgoto.

Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2010) mostram que apenas 53,5% da população urbana brasileira têm acesso à coleta e 37,9% ao tratamento de esgotos. O Instituto Trata Brasil chama a atenção para a “enorme ineficiência” dos sis­temas de abastecimento de água no Brasil. A cada cem litros produzidos, 36 são perdidos, seja do ponto de vista físico, com desvios da água tratada, seja do ponto de vista de faturamento. Segundo o Instituto, em alguns muni­cípios, como Porto Velho, Cuiabá, Rio Branco e Duque de Caxias, as perdas superam 60%. Na maior empresa do país, a Sabesp, foram de 25,6% em 2011. A meta, até 2019, é reduzir a 13%. No melhor sistema do mundo, o do Ja­pão, a perda é de somente 5%.

O Plano Nacional de Saneamento (Plan- sab), submetido a consulta pública pelo Mi­nistério das Cidades, revelou que, em 2007, 30,3 milhões de brasileiros receberam em su­as residências água que não atendia aos pa­drões de potabilidade estabelecidos pelo Mi­nistério da Saúde. A análise dos especialistas reprovou pelo menos um dos itens mínimos quando se analisa a qualidade: turbidez, clo­ro, coliformes totais e termotolerantes e bac­térias heterotróficas.

Laboratório de Demografia e Estudos Populacionais – UFJF 

Fonte: Instituto Trata Brasil

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Gestão de áreas de riscos e desastres ambientais é tema de livro

Publicação do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp está disponível para download gratuito (Unesp)

Agência FAPESP – O livro Gestão de áreas de riscos e desastres ambientais pode ser acessado para leitura ou download gratuito no site do Programa de Pós-Graduação em Geografia do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro.

De acordo com a Unesp, a obra é resultado de uma parceria interinstitucional entre os Laboratórios de Interpretação e Valoração Ambiental do Departamento de Geografia do IGCE, sob coordenação de Solange Lima Guimarães e de Antonio Carlos Tavares, e o Laboratório de Geomorfologia e Análise Ambiental do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sob a coordenação de Archimedes Perez Filho e Regina Célia de Oliveira, e por meio dos trabalhos de apoio ao ensino e pesquisa desenvolvidos pelo professor Salvador Carpi Jr.

Entre os temas abordados no livro estão: “Risco ambiental à luz dos princípios da precaução e da prevenção”, “Identificação de riscos ambientais e proteção da água: uma aproximação necessária”, “Cartografia de síntese de riscos ambientais na bacia hidrográfica do Ribeirão das Anhumas, Campinas, São Paulo”, “A percepção ambiental em planos de emergência: uma proposta para os estudos de sensibilidade ambiental a derrames de óleo” e “Percepção e gestão de risco em instalação de repositório de rejeitos nucleares”.

Mais informações e para o download da publicação: www.rc.unesp.br/igce/newpos/new_geo/sum_gestao.php.

Fonte: FAPESP

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Calor emitido por cidades pode alterar padrões climáticos





Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil

As ilhas de calor urbano (ICUs) são um fenômeno já bem conhecido pelos cientistas climáticos: as alterações na paisagem natural, bem como as atividades humanas, fazem com que mais calor seja produzido nas cidades, o que pode fazer com que a região seja até 5ºC mais quente do que as áreas mais distantes do perímetro urbano.

No entanto, uma nova pesquisa realizada por uma equipe da Instituição Scripps de Oceanografia e do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos revelou que esse calor gerado nas cidades não afeta apenas a temperatura do perímetro urbano e suas proximidades, mas pode alterar sistemas climáticos a milhares de quilômetros de distância e em diferentes épocas.

Segundo a análise, publicada neste domingo no periódico Nature Climate Change, as mudanças causadas pelo calor gerado em áreas urbanas do Hemisfério Norte pode levar a até 1ºC de aquecimento no inverno.

Para chegar a essa conclusão, Guang Zhang, líder do estudo, e seus colegas analisaram o consumo de energia que gera o calor liberado no perímetro urbano. Em 2006, o consumo mundial de energia foi de 16 terawatts (16 trilhões de watts). Destes, 6,7 TW foram consumidos em 86 áreas metropolitanas no Hemisfério Norte.

Avaliando os padrões de consumo de energia por computador, eles calcularam que o calor emitido seria suficiente para modificar as correntes de ar e para tornar algumas regiões notavelmente mais quentes. No geral, essas mudanças têm um efeito leve, mas perceptível, nas temperaturas mundiais, aumentando-as em média em 0,1ºC.

“O que descobrimos é que o uso de energia de diversas áreas urbanas coletivamente pode aquecer a atmosfera remotamente, a milhares de quilometros de distância das regiões de consumo de energia. Isso é realizado através de mudanças na circulação atmosférica”, comentou Zhang.

De acordo com os cientistas, esse fenômeno é diferente das ICUs porque afeta as correntes de ar e fortalece os fluxos atmosféricos nas latitudes médias, enquanto as ICUs se concentram nas proximidades das cidades.

Apesar de não estabelecer o quanto esse fenômeno contribui na aceleração do aquecimento global, os autores declararam que o efeito do aquecimento urbano colabora para a diferença entre a elevação das temperaturas observada na prática e o aquecimento de inverno simulado por modelos usados pela ciência para análise e previsão do clima.

Por isso, os pesquisadores sugerem que a influência do consumo de energia também seja usada, assim como a emissão de gases do efeito estufa e de aerossóis, como uma variável dos modelos climáticos de computador.

“Uma estimativa melhor e mais precisa do uso global de energia baseada em informação de cidade a cidade deve ser desenvolvida para dar conta plenamente do impacto climático devido ao consumo de energia nas futuras projeções de mudanças climáticas”, concluíram.

(Instituto CarbonoBrasil)  

Fonte: Mercado Ético

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Saiba mais sobre o assunto "Ilhas de Calor":

Calor, frescor e os ventos
O efeito das ilhas de calor urbano
Ilhas de calor na capital paulista causam temporais
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Terraço verde: solução para deixar a sua casa mais agradável e com menos custos
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Eólicas avançam rapidamente mar adentro: oportunidade e conflitos


A matéria abaixo refere-se ao rápido crescimento da opção de geração de energia eólica no mar. A solução é considerada atraente por não gerar conflitos com os demais usos das terras litorâneas, cujas prioridades são para o uso urbano, atividades rurais, turismo, conservação, etc. Principalmente na Europa, onde a densidade populacional está entre as mais altas do mundo.
 
Mesmo considerada uma forma limpa de energia e uma grande aposta para a transição para um mundo livre da dependência das fontes fósseis, a eólica também tem os seus problemas e os seus conflitos. Em terra, a presença dos geradores eólicos tem sofrido críticas até de ambientalistas e, no mar, os conflitos também são crescentes.
 
 
A verdade é que não há alternativa totalmente imune de impactos e de conflitos. As críticas ao nuclear, às termelétricas a carvão ou mesmo a gás, às hidrelétricas, etc, são bem conhecidas. As tentativas de produção de energia em grandes plantas fotovoltáicas também tem causado preocupação devido à reflexão de calor e de luz, que alteram o microclima local, ocupam espaço e causam outros impactos ambientais e paisagísticos.
 
Portanto, entende-se que a solução para o futuro está na opção pelas alternativas menos poluentes e pela adoção de uma matriz mais diversificada possível. Também, já que todas as alternativas têm os seus pecados, há que se pensar na eficiência energética. Ou seja, já que os impactos são inevitáveis, que sejam minimizados e que se gere o máximo de benefício da energia gerada.
 
Nessa equação, há que se pensar também que a geração deverá estar o mais perto possível do local do consumo, para evitar as perdas e os problemas gerados na transmissão da energia. Logo, que sejam várias formas de gerar energia, perto dos consumidores (áreas urbanas, indústrias, etc) e que se evite o desperdício.
 
Uma solução que tem sido buscada dentro dessa lógica é que cada edificação gere - pelo menos em parte - a energia que consome. Nesse caso, que as alternativas (solar, eólica, etc) ganham destaque.
 
Há muito o que se pensar e a se estudar. Enfim... Não há solução simples.
 
Axel Grael
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Europa instaló 365 aerogeneradores en el mar durante 2012

Estas 293 turbinas instaladas el pasado año generan 1.165 megawatios, lo que representa un incremento del 33 por ciento respecto a las instalaciones de 2011, que tenían una potencia de 874 megawatios.

Europa instaló y conectó a la red un total de 293 turbinas de viento en el mar en 2012, es decir más de una al día. En total, se han instalado un total de 1.662 aerogeneradores en el mar en 61 granjas eólicas en 10 países, según datos de la Asociación Europea de Energía Eólica (EWEA, por sus siglas en inglés).

Estas 293 turbinas instaladas el pasado año generan 1.165 megawatios, lo que representa un incremento del 33 por ciento respecto a las instalaciones de 2011, que tenían una potencia de 874 megawatios. En total, la capacidad eólica instalada en el mar asciende a 4.995 megawatios.

Por países, Reino Unido se mantiene como el líder, con cerca de un 60 por ciento de la capacidad instalada de energía eólica en el mar. Le sigue Dinamarca (18%); Bélgica (8%) y Alemania (6%).
Para el director de la EWEA, Justin Wilkes, la energía eólica en el mar está creciendo de forma "sólida", pero esta solidez no se corresponde con el hecho de que la industria ha sido "golpeada por la inestabilidad política y regulatoria, por la crisis económica y por el alto coste de capital y la austeridad".

Además, Wilkes ha subrayado que Europa es líder mundial en energía eólica marina, que podría crear incluso más empleo si los gobiernos dieran mayor certeza en sus políticas a los inversores y resolvieran los problemas de conexión.

Las turbinas instaladas en 2012 representan inversiones de 4.000 millones de euros en granjas eólicas. Las perspectivas para 2013 y 2014 son positivas, con 14 proyectos en construcción, que provocarán un incremento de la capacidad instalada para otros 3.300 megawatios y que darán una capacidad total en esta tecnología a Europa de 8.300 megawatios.

Fonte: ECOticias

Meus sobrinhos continuam mandando bem na vela. Nicholas Grael é vice-campeão brasileiro


Regata da Classe Snipe na Baía de Guanabara.

Os sobrinhos continuam enchendo o tio Xexel (eu!) de orgulho.

Após a vitória na semana passada de Martine Grael (filha de Torben) que, com a proeira Kahena Kunze, venceu o Campeonato Americano de 49er (saiba mais nas postagens Grael e Kunze ganham título americano e Esportistas em busca por melhores ventos), ontem foi a vez de Nicholas Grael (filho de Lars Grael) a trazer uma boa notícia: com o proeiro João Pedro Moreira sagrou-se vice-campeão no Campeonato Brasileiro Júnior da Classe Snipe.

O evento, realizado na Baía de Guanabara, reuniu 30 duplas em três dias de competição. Apesar dos ventos fracos, foi possível realizar as duas regatas programadas para o dia. Depois de cinco regatas os campeões foram Leonardo Lombardi e Victor Sabino. O vice-campeonato ficou com Nicholas Grael e João Pedro Moreira, seguidos por João Bulhões e Gabriel Borges.

Os 11 primeiros colocados garantiram vaga para o Mundial, que também será disputado no Rio de Janeiro, em setembro.

A partir desta segunda-feira começam as disputas do Brasileiro da classe. Mais de 80 barcos já confirmaram a participação no evento, que segue até o próximo sábado.



Fonte: peguei uma carona de leve no Blog do Murillo Novaes

domingo, 27 de janeiro de 2013

Niterói: Pente-fino nas aposentadorias em busca de irregularidade




Número de aposentadorias por invalidez da prefeitura é quase o dobro da média nacional

A recuperação financeira da Previdência Municipal de Niterói (NitPrev) é apontada pela equipe de governo da cidade como o mais importante passo para o saneamento das contas públicas. Com um déficit na folha de pagamento que chegou a R$ 433 milhões em 2012, a prefeitura prepara um pacote de cinco decretos, que deverão ser publicados na próxima sexta-feira, para regularizar o sistema de aposentadorias e pensões. Entre as medidas previstas estão o recadastramento dos inativos e a revisão de benefícios, principalmente os concedidos nos últimos 15 anos por invalidez.

Um relatório da Controladoria-Geral do Município, elaborado durante o período de transição da administração de Jorge Roberto Silveira (PDT) para a de Rodrigo Neves, aponta que, dos 3.575 aposentados, quase a metade — 1.502 — deixou de trabalhar por motivos de invalidez. Dos R$ 124 milhões gastos anualmente com a folha dos inativos, 42% vão para ex-servidores com algum tipo de incapacidade funcional.

O gasto expressivo ligou o sinal de alerta da nova administração municipal, que tomou a iniciativa de comparar a quantidade de concessões da NitPrev com os números registrados por outros órgãos de previdência. Enquanto esse tipo de pensão representa 42% da folha de aposentados e pensionistas de Niterói, no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) corresponde a 22% dos gastos. No estado, o índice é de apenas 9,7%.

O novo presidente da NitPrev, José Oswaldo Morone, que já comandou a previdência pública do município do Rio, não descarta a possibilidade de terem ocorrido golpes:

— Provavelmente, encontraremos casos de invalidez fraudados. Os números de Niterói são absurdos. Os resultados das comparações com os gastos do INSS e do governo estadual surpreenderam nossa equipe.

Segundo técnicos da prefeitura, há indícios de que parte das aposentadorias é paga mesmo após o falecimento dos beneficiários. Para checar cada caso, a administração municipal pediu acesso ao Sistema de Controle de Óbitos (Sisobe) da Previdência Social.

A escassez de informações sobre pensionistas e a descentralização da gestão dos benefícios — atualmente, cada órgão da prefeitura concede, fiscaliza e paga seus ex-servidores — são apontadas pelos técnicos da NitPrev como as principais causas do rombo no órgão.

Não há um sistema unificado para gerir os pagamentos dos benefícios, que somam R$ 186 milhões por mês. Um outro problema é a falta de renovação nos quadros fixos da prefeitura.

— As administrações anteriores optaram por contratar comissionados em vez de promoverem concursos públicos. Uma previdência sólida é aquela que mantém uma carteira de ativos contribuindo regularmente para o fundo, o que abre um fluxo de caixa para o pagamento de inativos — explica Morone.

No mês que vem, a prefeitura deverá divulgar datas para o recadastramento dos beneficiários e a revisão das perícias médicas feitas com aposentados por invalidez. Também em fevereiro, a metodologia para a concessão dos benefícios será alterada para permitir a centralização dos pagamentos. As medidas, segundo Morone, têm como meta uma redução de 20% no déficit mensal da NitPrev, calculado em R$ 14 milhões.

Nos próximos dias, a NitPrev firmará um termo de regularização de seu sistema junto ao INSS. Isso permitirá que tenha novamente o Certificado de Regularidade Previdenciária, fundamental para conseguir repasses do Ministério da Previdência Social. O município está inadimplente com o governo federal desde março do ano passado e teve cerca de R$ 3 milhões bloqueados. Esse dinheiro é oriundo de contribuições feitas por servidores municipais ao INSS no período em que trabalharam na iniciativa privada.

O que os decretos vão mudar:

Recadastramento: A prefeitura recadastrará todos os seus 3.575 aposentados e 2.501 pensionistas entre março e dezembro deste ano.

Auditoria: A NitPrev revisará todos os benefícios concedidos com o objetivo de identificar distorções entre o valor contribuído e o benefício final.

Centralização: A NitPrev passará a gerir todas as folhas de pagamento dos aposentados.

Transparência: Os órgãos da administração direta e indireta terão de fornecer suas folhas de pagamento em aberto para o INSS.

Perícias: Todos os aposentados por invalidez da prefeitura serão examinados por especialistas em medicina do trabalho. Servidores impossibilitados de trabalhar em suas funções originais poderão passar por cursos de reciclagem e serem alocados em novos cargos da administração municipal.

Fonte: O Globo Niterói

Japão: maior usina eólica do mundo substituirá Fukushima



Menos de dois anos após a tragédia nuclear de Fukushima, o Japão prepara uma resposta de peso. A prefeitura da cidade anunciou a construção, até 2020, do maior parque eólico offshore (instalado no mar) do planeta.

Será constituído de 143 turbinas e localizado a 16 km. da costa. Gerará, sozinho, 1 gigawatt (Gw) de potência, equivalentes a todo o parque eólico existente no Brasil ou a uma usina hidrelétrica média, como a de Sobradinho, no rio São Francisco (veja a capacidade das hidrelétricas brasileiras).A eólica de Fukushima é apenas parte de um plano muito mais ambicioso. O Japão está fazendo investimentos pesados para que toda sua produção de energia provenha, até 2040, de fontes renováveis — eólica e solar, principalmente. As 54 usinas nucleares existentes até 2011 foram fechadas e apenas duas reabertas.

Para alcançar o plano, estão sendo vencidos também desafios tecnológicos. Para evitar riscos como terremotos, tsunamis e tufões, as 143 turbinas de Fukushima estarão instaladas sobre plataformas flutuantes, lastreadas e ancoradas no mar, a 200 metros de profundidade.

(Publicado orginalmente no Outras Palavras)

Fonte: Página 22

Esportistas na busca por melhores ventos


Martine e Kahena foram campeãs mundiais da juventude, em 2009, e começaram 2013 com o pé direito, vencendo o Campeonato Norte-americano da Classe 49er FX, em Miami. Foto de Fred Hoffmann.

Por Marcel Tardin

Martine Grael firma nova parceria, com Kahena Kunze, e já colhe frutos da mudança para nova categoria

Mudar para melhorar. O pensamento se aplica bem ao atual momento da carreira da velejadora Martine Grael, que encerrou uma parceria com a experiente Isabel Swan – medalhista de bronze nas Olimpíadas de Pequim – após o término do ciclo olímpico dos Jogos de Londres, e começa a colher os frutos ao lado de uma outra atleta também de Niterói: Kahena Kunze. A jovem dupla, que foi estabelecida no final de 2012 e campeã mundial da juventude, em 2009, começou a temporada com o pé direito ao conquistar o título do Campeonato Americano de 49er FX.

A decisão para Martine e Isabel seguirem caminhos adversos não teve nada a ver com diferenças de ideias ou resultados negativos. Pelo contrário, as velejadoras estavam apresentando um bom desempenho e uma prova disso foi garantir a vaga do Brasil na classe 470 em Londres-2012 – porém Fernada Oliveira e Ana Luiza Barbachan que representaram o País na competição, após vencerem a seletiva nacional.

Refletindo sobre a parceria de praticamente quatro anos, Martine destaca seu evolução e aperfeiçoamento em uma classe de barco diferente, mas explica que as diferenças nas categorias justificaram a escolha da separação.

“A parceria certamente teve um balanço positivo, nós tivemos três mundiais entre os dez primeiros colocados e no último ano estivemos sempre velejando em alto nível. Ganhei muito conhecimento que não se limita a classe 470 e que me fizeram uma melhor velejadora e uma melhor pessoa”, disse a filha do bicampeão olímpico Torben Grael, continuando.

“A quebra da parceria foi uma decisão pela classe 49er FX. Há muitas diferenças entre os barcos. Apesar de ainda estar aprendendo muito e descobrindo novas coisas sobre a nova classe sei que tomei a decisão certa”, explicou.



Entrosamento – Mesmo ainda recente, a química entre Martine e Kahena é evidente, principalmente após o início animador, com o título nos Estados Unidos, conquistado no último dia 20, em regatas que contavam com atletas locais e de países como Itália e Espanha. O foco da dupla agora é a etapa de Miami da Copa do Mundo de 49er FX, que será disputada durante esse final de semana.

“Para a próxima competição esperamos mais vento para sair da loteria e ter um pouco mais de adrenalina. Neste campeonato tivemos que ter muita paciência”, frisou Kahena.

A dupla agora se concentra na disputa do Miami OCR, segunda etapa da Copa do Mundo de Vela, que terá a presença de oito duplas.

O principal local de treinos da dupla, naturalmente, vem sendo a Baía de Guanabara, que foi alvo de críticas justamente por seu pai no fim do ano passado, devido ao descaso de autoridades com seu estado de conservação, principalmente nos anos que antecedem a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. A opinião de Martine também não difere da de Torben.

“É difícil dizer que eu não gosto da Baía, porque ela é linda por suas montanhas, por suas marés sempre inconstantes. Mas temos velejado em situações deprimentes. Muito lixo flutuante além de esgoto, peixes mortos, tudo junto. O que me preocupa é que não é do dia para a noite que se resolve isso, e o que me preocupa são medidas paliativas tomadas em cima da hora. O que queremos é a resolução definitiva do problema mesmo que seja a longo prazo”, concluiu.

Fonte: O Fluminense

Prefeitura quer praias de Niterói livres da sujeira


Axel diz que projeto de despoluição já está em estudo. Foto de Nathalia Felix, jornal O Fluminense.

Por Henrique Moraes

Vice-prefeito, Axel Grael, revela plano para despoluir enseada de Jurujuba sem grandes investimentos financeiros. Para Axel, a poluição da região não vem somente da Baía

As praias de Jurujuba, Charitas e São Francisco - que formam a enseada de Jurujuba - podem ser despoluídas, independentemente do programa de despoluição da Baía de Guanabara. Inclusive, já há um projeto sobre sendo elaborado pela Prefeitura, tendo a concessionária Águas de Niterói como parceira. A informação é do vice-prefeito de Niterói, Axel Grael. Em um balanço preliminar dos quase 30 dias do governo Rodrigo Neves, ele faz um balanço positivo do foi feito até agora, e mira as principais metas sob sua responsabilidade. Os programas Chuvas de Verão e Niterói de Bicicleta, além da integração da cidade na agenda Olímpica, estão entre elas.

Para Axel, a poluição maior da enseada de Jurujuba não vem essencialmente da Baía de Guanabara, mas de pontos críticos da cidade: do canal da Avenida Franklin Roosevelt, em São Francisco, e de ligações clandestinas em Jurujuba e em Charitas, próximo à estação dos catamarãs, onde três línguas negras vazam para a praia.

“As ações nesses três pontos não demandam um investimento muito alto. Ao contrário do que muitos pensam, a Baía de Guanabara não é a principal poluidora da enseada de Jurujuba. As condições de balneabilidade das praias de Jurujuba, Charitas e São Francisco podem melhorar bastante com as medidas”, explica Axel.

O vice-prefeito afirma que o projeto ainda está em fase de desenvolvimento e, por isso, ainda não há dados sobre início e conclusão das obras, e nem sobre valor total do investimento.


De acordo com Axel, praias de Jurujuba, Charitas e São Francisco voltarão a ser limpas quando ligações clandestinas e línguas de esgoto na região forem combatidas. Foto Evelen Gouveia.

“O que temos definido é uma agenda de conversas marcadas com a Águas de Niterói. Já tive um primeiro encontro com o superintendente da concessionária (Nélson Gomes), que se propôs a ser parceira no projeto”, anuncia o vice-prefeito.

Duas rodas – Axel diz que, em fevereiro, vai lançar o projeto conceitual da malha cicloviária de Niterói. O “Niterói de Bicicleta” pretende traçar estratégias de mobilidade para ciclistas.

“Ciclovia é uma alternativa de mobilidade, e deve ser projetada para o cidadão comum, não para o atleta da bicicleta. Tem que ter regra de comportamento e de velocidade. Vamos integrar a malha cicloviária de Niterói à do Rio. Queremos superar a má impressão que o niteroiense teve sobre o assunto ciclovia em função das ciclofaixas que a prefeitura passada implantou, e que são muito perigosas”.

O vice-prefeito deseja seguir o modelo de ciclovias de cidades sustentáveis como Copenhague (Dinamarca), Melbourne (Austrália) e Berlim (Alemanha).

“Queremos acabar com o caos que se transformou o trânsito de Niterói. E não adianta fazer rodízio, como em São Paulo, adotando uma medida impositiva. Queremos seguir o caminho da oferta do transporte alternativo individual e coletivo. Queremos criar a cultura da bicicleta. O relevo plano de Niterói é ótimo para as ciclovias. Sem contar que a maior fonte de emissão atmosférica de poluição são os automóveis”, justifica.

Olimpíada – Outra ideia é integrar Niterói à agenda Olímpica em 2016, trazendo delegações de diversos países na fase de treinamento para os Jogos Olímpicos.

“Há pouco mais de uma semana, tivemos a visita do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e viabilizamos a integração de Niterói na agenda Olímpica. Niterói pode se beneficiar para abrigar as equipes olímpicas para treinamento antes das competições. O iatismo será uma delas. No próximo dia 6, vamos receber uma delegação da Noruega para avaliar a possibilidade de usar a infraestrutura de Niterói. Queremos também negociar a possibilidade de a cidade abrigar equipes olímpicas brasileiras permanentes. Estamos negociando com algumas delegações. A vela é uma delas”, comenta.

EGP – Em fevereiro, Axel espera que já esteja implantado o Escritório de Gestão de Projetos (EGP), também sob sua responsabilidade. O órgão estabelecerá procedimentos para gestão de projetos elaborados pelas secretarias municipais.

“Como o prefeito me disse que todo o programa que envolve mais de uma secretaria estará sob minha coordenação, decidi criar o EGP. Hoje, os projetos desenvolvidos pelas secretarias não têm os indicadores de desempenho. Se o prefeito quiser saber se uma obra está dentro do cronograma, se ela está dentro do prazo ou não, ele encontra dificuldade”, explica. “Vamos promover a articulação entre as secretarias. A gente vai facilitar a elaboração dos projetos captando recursos e supervisionando a prestação de contas. Vamos fazer com que projetos prioritários da cidade sejam implementados”.

BID – Responsável também pela negociação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o vice-prefeito está organizando a recepção de uma missão do banco em Niterói em fevereiro, para viabilizar um empréstimo de US$ 52 milhões (cerca de R$ 110 milhões).

Ele também pretende retirar Niterói da inadimplência junto ao Cadastro Único de Convênios (Cauc), herança deixada pelo ex-prefeito Jorge Roberto Silveira.

“O Cauc é a Serasa dos municípios. Niterói estava sem crédito, sem acesso aos repasses de verbas federais, o que é gravíssimo, na medida em que 70% dos impostos são recolhidos pela União. Somente 5% são recolhidos por municípios em termos monetários”, detalha, de olho nos editais lançados pelo Governo Federal, que o município inadimplente não pode participar.

Sobre o programa Chuvas de Verão, o vice-prefeito afirma que estão sendo instalados Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs) em cada uma das 29 comunidades identificadas com risco de queda de encosta ou com possibilidade de alagamento.

“Já estamos mobilizando as estruturas do Médico de Família, dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e a estrutura da Secretaria de Educação. Em relação às sirenes, estão para ser instaladas nas comunidades”, mas isso depende ainda da Defesa Civil estadual.

“Está a cargo dela a compra das sirenes. No programa Chuvas de Verão, teremos simulações e treinamentos porque cada lugar tem que ter o seu próprio planejamento. As equipes da Defesa Civil estão nas comunidades vistoriando as situações de risco. O que falta a Niterói é um plano de contingência. Hoje, não há uma comunidade de risco nos moldes do Morro do Bumba. O Bumba foi uma tragédia anunciada”, avalia, lamentando a perda do PAC do Risco.

“É lamentável que a administração passada não tenha apresentado projeto para o PAC do Risco. Niterói teria facilmente como aprovar projetos para obter repasses federais. Para compensar, estamos negociando com o Governo Federal alternativas para a liberação de verbas para obras para contenção de encostas”, frisa.

Axel diz também que, por pouco, Niterói não perdeu recursos do PAC da Mobilidade por causa da gestão Jorge Roberto Silveira.

“Antes mesmo de assumir o governo, ainda na fase de transição, conseguimos nos manter na inscrição do PAC da Mobilidade graças a uma ida nossa a Brasília. Acompanhei o prefeito (eleito) em uma visita à presidente Dilma Rousseff. Assim, garantimos ainda para esse ano os recursos para a TransOceânica”, informa.


Fonte: O Fluminense

sábado, 26 de janeiro de 2013

Pete Seeger e jovens cantam "Forever Young", de Bob Dylan



"Forever Young"

May God bless and keep you always
May your wishes all come true
May you always do for others
And let others do for you
May you build a ladder to the stars
And climb on every rung
May you stay forever young
Forever young, forever young
May you stay forever young.

May you grow up to be righteous
May you grow up to be true
May you always know the truth
And see the lights surrounding you
May you always be courageous
Stand upright and be strong
May you stay forever young
Forever young, forever young
May you stay forever young.

May your hands always be busy
May your feet always be swift
May you have a strong foundation
When the winds of changes shift
May your heart always be joyful
And may your song always be sung
May you stay forever young
Forever young, forever young
May you stay forever young.

Bob Dylan

Em defesa da reputação das antas


O nado tranquilo da anta-brasileira. Foto: VenturaB./Flickr

Quem nunca ouviu a frase - ou até foi alvo dela - "Você é uma anta"? Se engana, no entanto, quem pensa assim. Ao contrário, com uma enorme concentração de neurônios em seu cérebro, a anta tem memória comparável a de um elefante. É um animal extremamente inteligente.



Anta-brasileira: um gênio solitário e incompreendido

Rafael Ferreira
25 de Janeiro de 2013  

Talvez pelo seu tamanho avantajado, visual peculiar (corpo de porco, cascos de boi, orelhas de cavalo e focinho de elefante) e por ser um pouco desastrada, a anta-brasileira (Tapirus terrestris) recebeu no Brasil uma fama de ter pouca inteligência. Quem nunca ouviu a frase - ou até foi alvo dela - "Você é uma anta"? Se engana, no entanto, quem pensa assim. Ao contrário, com uma enorme concentração de neurônios em seu cérebro, a anta tem memória comparável a de um elefante. É um animal extremamente inteligente.

Alcançando até 1,20 m de altura, 2 m de comprimento e 300kg, a tapir - como também é conhecida - é o maior mamífero terrestre nativo da América do Sul. Seu habitat são as florestas e campos da América do Sul, do leste da Colômbia até o norte da Argentina e Paraguai. Aqui, são mais encontradas nas áreas próximas aos rios Paraná e Paraguai, no Pantanal, na bacia do rio da Prata e na bacia do rio Amazonas. Sempre se mantém próximas aos rios porque, excelente nadadora, é neles onde busca refúgio de predadores, como onças-pintadas e onças-pardas. Se não há água, corre abrindo caminho pela mata fechada, derrubando desastradamente pequenas árvores e arbustos que aparecem pela frente.

Com todo este tamanho, natural que tudo na anta seja excessivo: um herbívoro de hábitos noturnos, ela chega a ingerir de oito a nove quilos por dia de uma grande variedade de gramíneas, folhas, sementes, frutos e outros tipos de vegetação; animal tipicamente solitário, precisa de extensas áreas para viver, território que demarca com a urina.

Para as fêmeas, o período de gestação dura aproximadamente de 390 a 400 dias (13 meses!), com intervalo entre concepções de cerca de 24 meses, nascendo apenas um filhote por vez. E muito ainda há para se descobrir sobre esse animal, trabalho empreendido por entidades como o Tapir Specialist Group, que se dedica à sua preservação e estudo.

A população de antas sofreu uma redução de cerca de 30% nas últimas 3 décadas..."

Pela lista vermelha da IUCN, a Tapirus terrestris é classificada como vulnerável. Embora não seja considerado animal ameaçado de extinção pelo IBAMA, a anta perde áreas de habitat com a devastação de florestas e matas, pela competição com áreas de pecuária e com a caça ilegal para alimentação e esporte. O ciclo reprodutivo lento faz com que populações reduzidas por quaisquer razões tenham poucas chances de reestabelecimento.

A população de antas sofreu uma redução de cerca de 30% nas últimas 3 décadas e, estudos sugerem que, nada sendo feito, o decréscimo poderá continuar pelas próximas três. Uma perspectiva alarmante, se considerada a importância do animal para o bioma: como uma verdadeira "jardineira das florestas", seu processo metabólico permite, por meio de suas fezes, a dispersão natural de sementes pelo terreno, tornando fértil o solo das longas distâncias que percorre.  


Fonte: O Eco

Vice-prefeito recebe especialista de BID em Niterói


Vice-prefeito (D) conversou sobre projetos da Prefeitura e a vinda da Missão do BID. Foto Divulgação.

"... eles discutiram detalhes sobre a vinda da missão do BID a Niterói no início de fevereiro, e também projetos da Prefeitura para a área de mobilidade urbana, como a construção da TransOceânica..."


O vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, recebeu nesta sexta-feira, o especialista em desenvolvimento urbano da Divisão de Gestão Fiscal e Municipal do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Mario Durán Ortiz, conforme havia sido antecipado pela coluna Informe.

Durante o encontro, eles discutiram detalhes sobre a vinda da missão do BID a Niterói no início de fevereiro, e também projetos da Prefeitura para a área de mobilidade urbana, como a construção da TransOceânica, via expressa que vai ligar os bairros de Charitas e Engenho do Mato.

A reunião contou também com a participação dos secretários municipais de Urbanismo e Mobilidade, Verena Andreatta, e de Obras e Infraestrutura, Domício Mascarenhas.

No início de janeiro, o prefeito Rodrigo Neves já havia se reunido com o chefe de operações do BID no Brasil, Juan Carlos De La Hoz, no escritório da instituição, em Brasília.

Fonte: O Fluminense

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Plano prevê 100% de esgoto tratado para o município de Niterói até 2016




Henrique Moraes 25/01/2013

Concessionária Águas de Niterói quer construir quatro estações para universalizar serviço . Principais regiões a serem beneficiadas são Pendotiba e Maria Paula

Niterói terá 100% de coleta e tratamento de esgoto para a população até 2016. A promessa é do superintendente da Concessionária Águas de Niterói, Nélson Gomes. Para atingir a meta, serão construídas mais quatro estações de tratamento de esgoto no município. Com isso, a cidade passará a ter onze. A primeira será em Maria Paula, ainda sem data certa para o começo das obras.

Nélson Gomes adianta que os principais bairros a serem beneficiados são Maria Paula e a região de Pendotiba, que inclui ainda Largo da Batalha, Ititioca, Sapê e Badu. Gomes lembra que, atualmente, 90% da população da cidade é atendida com coleta e tratamento de esgoto.

“Esperamos, até 2016, universalizar o serviço com essas quatro novas estações. Com o serviço que prestamos hoje, Niterói já está em primeiro lugar no Estado do Rio no que se refere à coleta e tratamento de esgoto. No Brasil, certamente estamos entre os 10 primeiros”, ressalta.

Nélson Gomes disse também que, ainda este ano, será complementada a instalação de esgoto sanitário na Ilha da Conceição.

“A Ilha da Conceição é um bairro importante, em função da indústria naval e da sua proximidade com a Baía de Guanabara. O esgoto passará a ser coletado e tratado na Estação de Tratamento de Esgotos de Toc Toc, no Centro da cidade”, explica o executivo.

Desafio – Uma outra meta da Águas de Niterói é o combate ao esgoto clandestino. De acordo com o superintendente, a Região Oceânica é a área com maior índice de irregularidades, com cerca de 20% dos imóveis com ligações de esgoto ilegal.

Uma parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por meio do programa “Se liga”, visa a redução da prática.

“Com o ‘Se liga’, que já está em andamento em Niterói, o Inea vem fazendo vistorias prévias e um trabalho educacional de conscientização junto aos moradores. Caso não surta efeito, o instituto vai fiscalizar e dar um prazo para o morador se regularizar. Em último caso, vai emitir a multa”, avisou Gomes, informando que a concessionária já conseguiu eliminar praticamente toda a contribuição clandestina de esgoto da ciclovia na Lagoa de Piratininga.

Reservatórios – Entre os investimentos da Águas de Niterói a serem realizados ainda este ano estão a instalação de mais três reservatórios com capacidade para 3 milhões de litros da água cada um.

Nelson Gomes ressaltou que dois reservatórios estão sendo construídos no Badu, em Pendotiba, e o outro em Itaipu, na Região Oceânica. A conclusão das obras está prevista para outubro.

Fornecimento - O aumento na capacidade reforçará o fornecimento também nos bairros de São Francisco e Jurujuba, na Zona Sul.

“Desde que assumimos a concessão da Águas de Niterói, há 13 anos, aumentamos a reservação em mais de 60%. Reservatórios são fundamentais para otimizar e equilibrar as pressões do sistema de distribuição de água no município”, explica o superintendente.

Com as três novas unidades, a Águas de Niterói passará a ter 62 reservatórios na cidade, instalados em diversos bairros, passando a gerar um volume total de 65 milhões de litros de água. Segundo o executivo, o investimento da Águas de Niterói nessas unidades reservatórias é de R$ 6 milhões.

“Esperamos que com esses 9 milhões de litros de água a mais dos três novos reservatórios consigamos ter um abastecimento de água ainda mais eficiente”, comenta.

Consumo – O superintendente da Águas de Niterói pede à população que economize água neste verão. Segundo Nelson Gomes, em época de forte calor o consumo cresce cerca de 20%.

“É importante a população fazer um consumo consciente de água para não termos que enfrentar problemas com falta d’água”, disse.

  Fonte: O Fluminense

Ministério do Meio Ambiente vai mapear florestas brasileiras



Equipes de técnicos e especialistas começam a ser deslocadas este ano para a Amazônia, onde terão que mapear as florestas da região em detalhes. Atualmente, apesar de o Brasil ser coberto por 60% de florestas nativas, os dados sobre estas áreas limitam-se a imagens da cobertura vegetal, por satélites, por exemplo. O objetivo do governo é detalhar aspectos como a qualidade dos solos, as espécies existentes em cada área e o potencial de captura e emissão de gás carbônico pelas florestas.


Os investimentos para o levantamento somam, pelo menos, R$ 65 milhões. Os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foram contratados hoje (24) pelo Ministério do Meio Ambiente. A proposta é que as equipes coletem em campo as informações sobre as áreas e analisem todo o material que vai compor o Inventário Florestal Nacional (IFN), que começou a ser construído em 2010.

"Em debates internacionais sobre mudanças de clima, por exemplo, saberemos que florestas são estas que temos, qual a qualidade de nossas florestas, teremos descoberta de espécies, conhecimento sobre espécies em extinção, além das informações sobre a distribuição desses territórios e do potencial de uso econômico das florestas", explicou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

O inventário também reunirá informações sobre florestas situadas em outros biomas, como o Cerrado e a Caatinga. Desde que o projeto foi aprovado, o governo mapeou florestas em Santa Catarina e no Distrito Federal, em uma fase experimental. Para o levantamento no Cerrado, o Banco Interamericano de Desenvolvimento disponibilizou US$ 10 milhões e, em Santa Catarina, os técnicos descobriram florestas que estão sendo regeneradas naturalmente, sem que os especialistas soubessem que o processo estava ocorrendo.

Ao todo serão mapeados quase 22 mil pontos em todo o território nacional. Em toda Amazônia, haverá em torno de 7 mil pontos. Apenas no Arco do Desmatamento, formado por Rondônia, centro e norte do Mato Grosso e leste do Pará e onde será iniciado o levantamento da região, serão levantadas informações de cerca de 3 mil pontos amostrais, distantes 20 quilômetros um do outro.

As informações detalhadas sobres as florestas brasileiras também devem balizar as políticas do governo para conservação da biodiversidade no território nacional e as novas concessões florestais. "O Brasil só fez um levantamento como este uma vez, que foi publicado nos anos 1980, com dados dos anos 1970 e não foi um levantamento nacional. Este é o primeiro 'censo' florestal e será o trabalho de maior envergadura de todo o planeta", disse Izabella Teixeira.

"Normalmente vemos as florestas do ponto de vista de perda [desmatamento e queimadas]. Com o inventário vamos conhecer a floresta por dentro. Vamos obter vários resultados. A ideia é que, de 5 em 5 anos, façamos novas medições", acrescentou Antônio Carlos Hummel, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que está conduzindo o levantamento.

Além de dados sobre espécies arbóreas e sobre o solo, Hummel destacou que a população que vive no entorno das florestas também será questionada. Segundo ele, serão aplicados quatro diferentes questionários para saber como estas comunidades convivem nestes territórios.

Os dados serão divulgados parcialmente todos os anos, mas a conclusão de todo o levantamento só sairá em 2016.

Fonte: Agência Brasil, republicado em Jornal da Ciência

Piracaia é a próxima cidade a ser beneficiada com o projeto Navega São Paulo



O Navega São Paulo é uma ação sócio-esportiva da Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Turismo que utiliza os esportes náuticos do remo, vela e canoagem como ferramenta de inclusão social para jovens com idade entre 10 e 15 anos estudantes da rede pública de ensino. A Sabesp, através da Lei de Incentivo ao Esporte, é a maior patrocinadora do projeto, que atende cerca de 3000 alunos em 15 municípios.

A prefeita Terezinha das Graças S. Peçanha, o vice-prefeito e os secretários municipais de esporte e educação receberam o gerente da UGR Bragantina (MNB), Luiz Paulo Madureira, Dilmara Veríssimo de Souza e Emerson Martins Moreira, do Departamento de Recursos Hídricos Metropolitanos (MAR), o coordenador estadual do projeto, Carlos Roberto J. Cardoso e a representante da Universidade São Francisco, Mirna Koda.

A reunião teve como objetivo apresentar o Navega São Paulo para a nova administração e ressaltar os tópicos de responsabilidade da prefeitura. Para Piracaia, o projeto foi desenvolvido pela Secretaria Estadual de Esportes e a Universidade São Francisco (Bragança Paulista) que também vistoriou a Represa da Cachoeirinha, local onde serão realizadas as atividades.

A implantação do núcleo do projeto Navega São Paulo é uma das ações previstas pelo Programa de Valorização dos Mananciais, do Departamento de Recursos Hídricos Metropolitanos, da Unidade de Negócio de Produção de Água da Metropolitana (MA). Além das modalidades esportivas, os alunos participarão de atividadesde conscientização limpeza e preservação da represa.

As equipes da Divisão de Recursos Hídricos Metropolitanos Norte (MARN) e da Célula de Articulação e Representação Institucional (MAR11) participarão do grupo que coordenará e apoiará as ações do núcleo do Projeto Navega São Paulo em Piracaia.

Piracaia terá doze meses de atividades de canoagem para até 112 crianças. A cidade receberá 14 caiaques, além de um bote com motor. O núcleo contará com dois instrutores, que serão contratados pelo projeto, além dos professores de Educação Física da rede municipal de ensino e de estagiários da Universidade São Francisco. Além das aulas, a Sabesp agregará ao projeto palestras e atividades para promover a educação ambiental nas escolas.

Segundo a prefeita Terezinha “o projeto é uma oportunidade para as crianças brincarem, conhecerem uma nova modalidade, além de zelarem pelo patrimônio do município”. Após a reunião, os presentes visitaram a Represa Cachoeirinha e as instalações que serão usadas para as aulas.

A inauguração do Navega São Paulo e início das atividades do projeto em Piracaia devem acontecer entre a segunda quinzena de fevereiro e início de março. O MARN possui um outro núcleo do projeto na represa Paiva Castro, em Mairiporã, que funciona há cerca de cinco anos, atendendo 200 crianças anualmente nas modalidades de vela,canoagem e remo.  


Fonte: site SABESP

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Lodo de esgoto: um aliado da agricultura


Vilma Homero

Imagine plantas crescendo vigorosas e mais rapidamente! Agora pense que, em vez de fertilizante comum, elas foram cultivadas em terra adubada com lodo de esgoto. Pois essa é exatamente a proposta da pesquisadora Fabiana Soares dos Santos, da Universidade Federal Fluminense (UFF), que, com recursos do edital Prioridade Rio, da FAPERJ, está testando o reaproveitamento do material resultante das usinas de tratamento. Com elevado teor de matéria orgânica, o lodo do esgoto doméstico pode transformar-se em importante aliado da agricultura, um fertilizante mais eficiente do que o substrato comercial, hoje empregado. E pode contribuir para o desenvolvimento de certas culturas, como a do milho.

"O material para uso agrícola precisa seguir os critérios da resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), em que devem ser observados os níveis máximos permitidos de contaminação orgânica, inorgânica (por metais pesados) e biológicos (coliformes fecais, ovos de helmintos, etc.). Por isso trabalhamos com esgoto doméstico, em que não há rejeitos industriais", explica a pesquisadora.


Tratado, o lodo de esgoto doméstico se torna um fertilizante rico em nutrientes para a agricultura
 A partir de uma parceria entre a universidade, a prefeitura de Volta Redonda e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto do município, a equipe está avaliando o reaproveitamento desse lodo. Numa primeira etapa, o projeto procede à caracterização do material, por meio de análises químicas, microbiológicas e parasitológicas, comparando com os teores máximos admitidos na legislação para uso agrícola. "Uma vez essa análise feita, misturamos a esse lodo restos de folhas, galhos e outros resíduos do gênero, resultantes da limpeza de ruas. A partir daí, o material é submetido a um processo de compostagem, e analisamos a fertilidade do composto gerado quanto ao seu potencial como substrato para produção de mudas", explica Fabiana.

Pelo que pôde observar até agora, os resultados são mais do que animadores. "Os níveis de coliformes fecais, salmonelas e ovos viáveis de helmintos puderam ser reduzidos durante a compostagem", afirma a pesquisadora. Para quem não sabe, a compostagem é um processo biológico em que microrganismos transformam matéria orgânica, como estrume, folhas, papel e restos de comida, em um material semelhante à terra, que pode ser utilizado como adubo. "Trabalhando-se com controle de umidade e temperaturas de até 75ºC, criam-se condições adequadas para reduzir, e no caso das salmonelas, eliminar, esses contaminantes biológicos a taxas aceitáveis pela legislação", explica. Segundo a pesquisadora, tudo isso é feito no espaço da própria estação de tratamento. O processo leva uma média de três a quatro meses, dependendo da temperatura ambiente. Nesse meio tempo, o monitoramento dos resíduos, feito em novas análises, serve para verificar a redução dos contaminantes. "No verão, a compostagem costuma ser mais acelerada."   O fertilizante resultante conta com húmus e nutrientes para plantas, capazes de melhorar as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. "Nessa fase, nosso objetivo foi avaliar o desenvolvimento do milho e da aroeira, espécie vegetal bastante empregada em projetos de reflorestamento. Para responder se o composto teria igual eficácia a dos fertilizantes atualmente comercializados, separamos as plantas em grupos, que foram tratados com percentuais diferentes de composto ou apenas receberam substrato comercial."

À esquerda, milho tratado com substrato comercial: nítida diferença do adubado com compostagem
 As diferentes concentrações avaliadas foram: 100% de composto puro; 75% de composto + 25% de substrato comercial; 50% de composto e 50% de substrato comercial; 25% de composto + 75% de substrato comercial; 100% de substrato comercial. "Desses grupos, foi visível a diferença das plantas tratadas com composto puro ou em percentuais de até 50%. Isso significa que a adição do composto resultou em um significativo rendimento para o desenvolvimento da planta."

Os próximos testes visam à produção de mudas de espécies agrícolas comerciais, como o pinhão manso, empregado para produzir biodiesel, e o feijão. "Nossa pesquisa atende a crescente demanda por alternativas de uso do lodo gerado nas estações de tratamento de esgoto do município e analisa a possibilidade de se produzir um fertilizante de boa qualidade, praticamente a custo zero. Sem dúvida, isso contribuirá com a produção de mudas de espécies nativas e comerciais."  

Fonte: FAPERJ

Mapeamento de Sensibilidade Ambiental ao Óleo da Zona Costeira e Marinha



Cartas de Sensibilidade ao Óleo

As Cartas de Sensibilidade Ambiental a Derramamentos de Óleo (Cartas SAO), constituem ferramentas essenciais e fonte primária de informações para o planejamento de contingência e para a implementação de ações de resposta a incidentes de poluição por óleo, permitindo identificar os ambientes com prioridade de proteção e as eventuais áreas de sacrifício, possibilitando o correto direcionamento dos recursos disponíveis e a mobilização adequada das equipes de contenção e limpeza. Além disto, as mesmas têm um enorme potencial para emprego no planejamento ambiental da zona costeira e marinha, reforçando os instrumentos políticos e administrativos de ordenamento territorial.

A Lei Nº 9.966, de 28 de abril de 2000, atribuiu ao Ministério do Meio Ambiente responsabilidades na identificação, localização e definição dos limites das áreas ecologicamente sensíveis com relação à poluição causada por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição nacional. Além disto, a Resolução CONAMA n° 398, de 11/06/2008, insere as Cartas SAO no conteúdo mínimo dos Planos de Emergência Individuais (PEI) para determinados empreendimentos. Por sua vez, o Decreto n° 4.871, de 06/11/2003, estabelece que os Planos de Área para o combate à poluição por óleo em águas sob jurisdição nacional deverão conter mapas de sensibilidade ambiental, conforme as especificações e normas técnicas para elaboração das Cartas SAO.

No Brasil, cujas Bacias Sedimentares Marítimas abrangem uma área de 1.550.000 Km², sendo cerca da metade (770.000 Km²) em águas de profundidade até 400 metros e a outra metade (780.000 Km²) em águas profundas a ultraprofundas (entre 400m e 3.000m), mostrou-se adequado adotar como unidade cartográfica as Bacias Marítimas. Assim sendo, em 2002 foi preparado um Plano Cartográfico para o Mapeamento de Sensibilidade Ambiental ao Óleo da zona costeira e marinha, tomando como unidade cartográfica as Bacias Sedimentares e prevendo o mapeamento em três níveis:

- Estratégico (em escala da ordem de 1:500.000, abrangendo toda a área de uma determinada bacia, ou de bacias contíguas, em caso de bacias menores);
- Tático (em escalas de 1:150.000, para todo o litoral da bacia mapeada);
- Operacional ou de detalhe (em escalas de 1:10.000 a 1:50.000, para locais de alto risco/sensibilidade).
Em relação ao conteúdo, as Cartas SAO incluem quatro grupos de informações principais:
- Sensibilidade ambiental do litoral ao óleo;
- Recursos biológicos sensíveis ao óleo existentes na área da carta;
- Atividades socioeconômicas que podem ser prejudicadas por derramamentos de óleo ou afetadas pelas ações de resposta.
- Informações para a implementação de ações de resposta a derrames, como estradas de acesso à costa, aeroportos, rampas para barcos, padrões de circulação oceânica e costeira, fontes potenciais de poluição por óleo e derivados etc.

Após finalizado o mapeamento de determinada bacia, as Cartas SAO são organizadas em um Atlas de Sensibilidade Ambiental ao Óleo, que possui, além das cartas, informações complementares e adicionais, impossíveis de serem representadas de forma gráfica, tais como: descrição dos habitats costeiros, informações sobre a previsão do comportamento e da persistência do óleo derramado; lista recursos biológicos e dados ecológicos; informações complementares sobre as atividades socioeconômicas; dados sobre a infra estrutura da região necessária para ações de limpeza/contenção etc.

Para tanto o Ministério do Meio Ambiente já coordenou e concluiu o mapeamento de três das nove Bacias: Ceará e Potiguar (finalizado em 2004); Santos (finalizado em 2007); Espírito Santos (2010). Além destes projetos citados acima, estão em fase de conclusão o mapeamento das Bacias de Sergipe–Alagoas/Pernambuco–Paraíba; e sul da Bahia.

No final de 2011 o MMA, em parceria com o CNPq, celebrou Termo de Cooperação para desenvolver estudos de mapeamento da sensibilidade ambiental a derramamentos de óleo e completar o plano cartagráfico. Deste modo, foram então selecionados 4 projetos, coordenados por pesquisadores de diferentes universidades, para o mapeamento das Bacias da Foz do Amazonas; Bacia do Pará -Barreirinhas; Bacia de Campos; e Bacia de Pelotas.

Downloads das informações e mapas

Fonte: MMA