sexta-feira, 29 de junho de 2012

Lançado edital do Fundo Brasil de Direitos Humanos


Estão abertas até 23 de julho as inscrições para o primeiro Edital Específico - Direitos Humanos e Desenvolvimento Urbano, do Fundo Brasil de Direitos Humanos. Em parceria com a Fundação Ford, o Fundo Brasil irá doar até R$ 300 mil para apoio a projetos que tenham como pano de fundo a defesa e a promoção dos direitos humanos de comunidades e grupos vulneráveis, especialmente mulheres e negros, das regiões metropolitanas das capitais dos Estados impactados por projetos de desenvolvimento urbano de grande escala e/ou megaeventos esportivos.

O lançamento, que aconteceu na segunda quinzena de junho, foi marcado por um debate que buscou entender em que medida vários segmentos da sociedade estão sendo impactados pelo modelo de desenvolvimento econômico do Brasil, que privilegia grandes projetos de infraestrutura, ao lado das obras para a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos, sem que se discuta o respeito aos direitos humanos.

O edital completo pode ser acessado no site http://migre.me/9HfID.

Fonte: Fundo Brasil de Direitos Humanos, 29 de junho de 2012

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Projeto Grael promove curso introdutório de Meteorologia e Oceanografia para Navegantes



Enseada de Jurujuba, Baía de Guanabara. Foto de Axel Grael.

Projeto Grael, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), oferece um curso de Introdução à Meteorologia e Oceanografia. O programa foi desenvolvido especialmente para navegantes, mas está aberto a todos os interessados na área. O curso será dado em três sábados consecutivos, com previsão para início em 21 de julho. As aulas serão ministradas por instrutores da UFRJ.

As inscrições devem ser feitas em formulário on line, disponível através do link http://www.surveymonkey.com/s/Y8XFD8W . O custo total do curso é de R$ 130,00, à vista. As vagas são limitadas, com mínimo de 10 participantes e máximo de 30. As aulas serão realizadas na sede do Projeto Grael, na RuaCarlos Ermelindo Marins 494, Jurujuba, Niterói, de 09 as 12h.

Confira o programa completo do curso de Introdução à Meteorologia e Oceanografia para Navegantes:

Ementa

Apresentação 1 - Dia 21/07 - Horário: 08:00 às 12:30 (intervalo de 30 minutos)

Radiação solar; Visão geral da atmosfera; O aquecimento da Terra e da atmosfera; Variáveis meteorológicas: temperatura do ar, umidade, pressão atmosférica, ventos; Formação e desenvolvimento das nuvens; Escalas do movimento atmosférico; Circulação atmosférica; Massas de ar; Frentes; Fenômenos atmosféricos.

Apresentação 2 - Dia 28/07 - Horário: 09:00 às 12:30 (intervalo de 30 minutos)

Previsão do tempo convencional: Como interpretar as previsões do tempo e avaliar as condições do tempo baseado nas diversas fonte de informações disponíveis ao velejador; Previsão do tempo de bordo: Como fazer uma previsão do tempo a bordo com/ou sem equipamentos (mínimo) aprendendo a interpretar os diversos sinais que a natureza oferece.

Apresentação 3 - Dia 04/08 - Horário: 09:00 às 12:30 (intervalo de 30 minutos)

Histórico da oceanografia; Os oceanos; Água do mar; Interação oceano-atmosfera; Distribuição global de temperatura e salinidade nos oceanos; Circulação geral da atmosfera e dos oceanos; Marés; Ondas de gravidade superficial; Circulação costeira.


Programa Especial - Lars Grael dá entrevista sobre o Projeto Grael e sobre a sua condição de deficiente físico



Bons ventos levaram o repórter cadeirante a Niterói, no Rio de Janeiro, para encontrar o velejador Lars Grael.

O campeão mundial mantém um projeto há doze anos que já atendeu mais de dez mil crianças e adolescentes da rede pública de ensino.

Zé Luiz e Lars Grael bateram um papo e, é claro, que aproveitaram para ir para o mar.

Nessa emocionante conversa, Lars Grael deu exemplo de superação. "A gente tem que entender que tudo na vida tem um sentido. Tive que aceitar o que aconteceu, mas esse obstáculo teve que ser superado."

Matéria na TV Brasil entrevista Lars Grael sobre o trabalho realizado no Projeto Grael

video


DESCRIÇÃO DO VIDEO

Lars Grael tem duas medalhas olímpicas no currículo: dois bronzes conquistados na vela. Mas esse não é o único motivo de orgulho para ele.

No quadro Identidade Brasileira, você vai conhecer o projeto que o atleta desenvolve com jovens que buscam um futuro não apenas no esporte, mas também no mercado profissional.

Saiba mais em: Repórter Brasil Online

terça-feira, 26 de junho de 2012

Assista matéria sobre as ações ambientais do Projeto Grael exibida pela Rede Brasil



Matéria da Rede Brasil apresenta as iniciativas ambientais do Projeto Grael que contribuem com estudos para melhor conhecimento acadêmico, educação ambiental e a despoluição da Baía de Guanabara.

Mais informações sobre as iniciativas do Projeto Grael citadas na matéria podem ser encontrados em:

- Projeto Baía de Guanabara
- Projeto Águas Limpas

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A redução dos peixes e pães em Jurujuba


Na cidade com a maior concentração de ricos e renda per capita mais alta do Brasil, o maior bolsão de pobreza está numa comunidade cuja população é formada por pescadores e seus familiares. Bairro com menor renda de Niterói, Jurujuba reflete o empobrecimento de quem tira o sustento do mar. Dados do último Censo do IBGE revelaram que 51% dos 2.797 moradores ganham menos do que um salário-mínimo. Pescador e morador do bairro há 30 anos, Adílson Costa, de 63, está entre os que terminam o mês sem ganhar R$ 600. Mesmo sofrendo de vitiligo e fortes dores na coluna, ele enfrenta uma rotina de trabalho que inclui duas saídas diárias para o mar. A pescaria, quase sempre parca, garante o sustento da mulher e de três netos que moram com eles.

— Trabalho com mais dois no barco. Por isso, o ganho é dividido por três. Cada um tira mais ou menos R$ 15 por dia. Mas tem vezes que volto para casa sem dinheiro para comprar um pão. Quando vim morar em Jurujuba, a pesca rendia uns três salários-mínimos. Consegui comprar minha casinha e reformar. Mas, hoje, o dinheiro é só para comer. A casa está caindo, mas não tenho condições de consertar — diz Costa, que contribuiu com a Previdência Social durante 15 anos e agora luta para conseguir se aposentar. — Tentei, por causa do vitiligo, mas não consegui. Quando vou pescar em dia de sol, o corpo inteiro queima.

Filho e neto de pescadores, Costa será provavelmente o último da família na pesca. Os dois netos, Gabriel, de 15 anos, e Júlio César, de 12, sonham com outra vida:

— O mais velho pesca comigo, mas eu brigo para ele estudar. Não quero que eles sigam essa vida. O pescador não consegue mais viver com dignidade. A gente é visto quase como mendigo pela sociedade.

A família de Costa não é a única em que filhos não querem levar adiante a herança. Um dos pescadores mais antigos de Jurujuba, Sebastião Umbelino da Silva, de 74 anos, emociona-se ao falar sobre a extinção gradual da atividade que sustentou quatro gerações.

— Eu e meu irmão fomos os últimos. Acabou a tradição na família. Trabalhei 40 anos, mas só tive carteira assinada um ano e meio. Hoje, ganho um salário-mínimo. Conto apenas com a ajuda de São Pedro — diz ele, referindo-se ao padroeiro da categoria, que será homenageado com uma barqueata em seu dia, na próxima sexta-feira.

‘Pescador não tem reconhecimento’

O presidente da Colônia de Pescadores Z-8, Gilberto Alves, diz que, apesar de legislação que classifica o pescador como segurado especial da Previdência Social — o que garante benefícios como o auxílio financeiro durante o período de defeso de algumas espécies de pescado —, a categoria conta com pouco apoio governamental.

— Recentemente, anunciaram que os catadores que trabalhavam no lixão de Gramacho seriam indenizados pelo fechamento do local. O pescador não tem esse reconhecimento. Falta apoio. Muitos não conseguem receber os benefícios a que teriam direito — diz Alves.

Ele acredita que o empobrecimento dos pescadores é consequência da decadência das condições de trabalho:

— Aqui, em Niterói, estamos perdendo tudo. O mar está cada vez mais poluído e sitiado, cheio de áreas de exclusão, onde não se pode pescar. Além disso, muitos profissionais estão tendo seus registros suspensos. Estamos esquecidos, lutando sozinhos para não desaparecer.

Fonte: O Globo Niterói

domingo, 24 de junho de 2012

Mariza Formaggini, fotógrafa niteroiense, inaugura exposição


A fotógrafa niteroiense Mariza Versiani Formaggini abre a exposição "Poética do Cotidiano - Série Operários", no dia 27 de junho, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, no Campo de São Bento, Niterói. A exposição poderá ser visitada de 28 de junho a 29 de julho de 2012.

Reconhecida e premiada no Brasil e no exterior, Mariza Formaggini é uma colaboradora do Projeto Grael. Em 2007, a fotógrafa produziu uma série de fotos registrando as atividades do Projeto Grael e doou a valiosa coleção para o acervo da nossa instituição.

Estaremos lá para prestigiar.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Baía de Guanabara: 'Aprendemos com nossos erros', diz presidente do BID

Assoreamento na Baía de Guanabara.

Prestes a completar sete anos como presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), após ter sido reeleito para um segundo mandato em 2010, o diplomata e empresário colombiano Luis Alberto Moreno admitiu, em entrevista à BBC Brasil, que houve falhas em projetos financiados pela instituição, mas afirmou que o banco "revisa e aprende" com os fracassos.

"Nenhum projeto é perfeito", disse Moreno.

A declaração vem na esteira da aprovação de uma linha de crédito de US$ 452 milhões (R$ 904 milhões) para um novo projeto do governo do Rio cujo objetivo é reduzir a poluição da Baía de Guanabara, um dos muitos cartões-postais da cidade prejudicados pela extrema poluição.

Na década de 90, o banco já havia concedido US$ 1 bilhão, em valores da época, para outra projeto com a mesma finalidade que, entretanto, não foi bem sucedido.

No Rio de Janeiro para a Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Moreno concedeu a seguinte entrevista à BBC Brasil.

BBC Brasil - O BID está anunciando uma ampliação dos recursos voltados para projetos sustentáveis. Qual parcela dos empréstimos do banco será destinada à sustentabilidade?

Luis Alberto Moreno - De toda o volume de crédito que temos, vamos destinar 25% para projetos ligados a meio ambiente, mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável. Isso equivale a aproximadamente US$ 3,1 bilhões (US$ 6,2 bilhões) por ano. Ou seja, nos próximos três anos, estamos falando de cerca de US$ 10 bilhões (R$ 20 bilhões) somente do BID para os países da América Latina e Caribe.

BBC Brasil - Como o banco age para garantir que o empréstimo tenha o destino correto? Quais são os mecanismos para proteger esses recursos?

Moreno - São vários os mecanismos. Todos os projetos que financiamos têm de estar acima de um patamar mínimo de impacto no meio ambiente. Também realizamos uma avaliação permanente ao longo de cada projeto.

Se encontramos problemas, há casos em que não liberamos os recursos, e os projetos acabam atrasando até que sejam corrigidos. Em algumas ocasiões, interrompemos os projetos porque verificamos que a outra parte não tem capacidade ou o governo já não quer continuar fazendo o investimento. Também monitoramos os mecanismos de transparência, muito importantes para as aquisições públicas.

BBC Brasil - Mas o BID investiu US$ 1 bilhão (R$ 2 bilhões) na despoluição da Baía de Guanabara nos anos 1990 e o programa acabou sendo um fracasso. O que deu errado? Como evitar que novos empréstimos acabem fracassando?

Moreno - A despoluição da Baía de Guanabara é um processo contínuo, e sua solução completa transcende o que o BID ou um ator sozinho possa realizar. O Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), que teve início há alguns anos e contou com várias fontes de financiamento, contemplava fases que ainda estão em processo de implementação. Sem o PDBG, uma quantidade adicional de dois metros cúbicos de esgoto por segundo estaria sendo despejada sem tratamento ali.

O banco continua apoiando o estado do Rio de Janeiro em alcançar suas metas ambientais, entre as quais, elevar o volume de esgoto tratado dos atuais 30% para 60%. Para tanto, concedemos em março (passado) o empréstimo de US$ 452 milhões para o Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do entorno da Baía de Guanabara (PSAM).

O diferencial deste programa em relação ao que foi feito até agora é que ele aumenta o raio de abrangência para os municípios do entorno da Baía de Guanabara. O objetivo é aumentar a coleta e tratamento das águas nas localidades vizinhas da baía, onde moram mais de 10 milhões pessoas.

BBC Brasil - Mas como é possível garantir que os recursos sejam devidamente aplicados e que o problema não ocorra novamente desta vez?

Moreno - Nenhum projeto é perfeito. O mais comum é que haja falhas institucionais, de concepção ou de implementação. Quanto nos deparamos com uma situação dessas, estudamos o que aconteceu (de errado) e por que as coisas não foram bem feitas. Nós revisamos e aprendemos (com nossos erros).

BBC Brasil - O que muda para o BID com a Rio+20? As discussões sobre sustentabilidade alteram, de alguma forma, a atual política de concessão de empréstimos do banco?

Moreno - Nada (muda). Mas aqui temos a oportunidade de apresentar nossos projetos e conversar com pessoas sobre a situação especial da América Latina.

Há 20 anos, os europeus falavam para o mundo sobre energias renováveis. Hoje, a América Latina tem muito a dizer. Basta olhar para o exemplo da Costa Rica ou do Brasil.

Os empréstimos continuam sendo feitos da mesma forma. Não acho que essa conferência mude nossa forma de operar. Há um processo contínuo de aprimorar a qualidade dos empréstimos que concedemos.

BBC Brasil - Na sua opinião, qual será o resultado prático de todas as conversas e negociações realizadas durante a Rio+20 que, por enquanto, estão travadas?

Moreno - Há muita energia positiva para estabelecer parcerias. Aqui temos a oportunidade de encontrar governos, agências de desenvolvimento, o setor privado e falarmos sobre como podemos nos conectar e alavancar bons projetos. Tudo isso é apenas o começo de muita coisa que vai acontecer no futuro.

Estamos acostumados a sempre cobrar números, fazendo perguntas do tipo: "mostre-me o dinheiro, diga o quanto foi feito aqui". Mas isso é um processo. Há 20 anos, quando ocorreu a Eco-92, as pessoas também diziam que houve pouca ambição e que nada aconteceu. Hoje, as pessoas veem a Eco-92 como um encontro de sucesso.

As pessoas aqui gostariam de ter chegado a resultados mais ambiciosos, mas vivemos em um mundo onde os países mais ricos estão com dificuldades econômicas tremendas. Os países emergentes têm muitas aspirações. Mas muitos ainda não encontram respostas sobre como chegar a um crescimento verde inclusivo.

Fonte: BBC Brasil, in Portal Terra.

Baía de Guanabara e lagoas do Rio de Janeiro serão revitalizadas para Jogos

Revitalização de áreas usadas nas Olimpíadas de 2016 e redução da emissão de gás carbônico fazem parte do projeto de promover um evento sustentável

A principal instalação do Jogos Olímpicos de 2016 será construída em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O parque olímpico, que abrigará competições de ginástica, basquete e natação, vai ficar à beira da Lagoa de Jacarepaguá e próximo à Lagoa da Barra da Tijuca. No entanto, as duas lagoas, um dos principais ecossistemas da cidade, estão muito poluídas devido à falta de tratamento do esgoto e o despejo de lixo.

A revitalização das lagoas é um dos compromissos assumidos pela organização das Olimpíadas. Até o evento, quatro bilhões de dólares serão investidos na recuperação dos ecossistemas da Barra da Tijuca e da Baía de Guanabara, que receberá as provas de vela.

- Há um investimento previsto para fazer o saneamento de toda a região que contribui para aquele sistema lagunar e para a dragagem daquelas lagoas. Vamos conter o lixo que chega nelas, de forma que tenhamos uma recuperação similar à que aconteceu na Lagoa Rodrigo de Freitas - explica a presidente do Instituto Estadual do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Marilene Ramos.

Além da recuperar as lagoas e a Baía de Guanabara, o governo pretende plantar 24 milhões de árvores em locais de reflorestamento para compensar as emissões de gás carbônico causadas pelas obras dos Jogos Olímpicos.

- Eu diria que nós vamos ter uma Olimpíada mais do que neutra, uma Olimpíada com saldo positivo em termos de captura de carbono através do plantio de árvores em áreas degradadas, que vão ter sua cobertura vegetal recomposta - avalia Marilene.

- Queremos fazer os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo mais sustentáveis do planeta, e o Brasil tem condições porque é o país que tem a matriz energética mais limpa, o país que tem condições de evoluir na questão da gestão de resíduos sólidos, tem condições de trabalhar a mobilidade urbana de outro jeito - esclarece a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Os investimentos em transporte público também fazem parte do projeto de fazer uma edição sustentável das Olimpíadas, pois reduzem as emissões de CO2 na atmosfera. A construção de corredores rápidos para os ônibus e a criação da linha 4 do metrô, com inauguração prevista para 2015, prometem ajudar.

- Nós não precisamos ter uma cidade impactada do jeito que está hoje em relação aos automóveis. Mas é preciso que o carioca se engaje - reforça Izabella.

Fonte: SporTV

quarta-feira, 20 de junho de 2012

De olho em 2016, COB leva promessas nacionais para Londres


20/06/2012 - 10:24:39 - por FS & AI CBJ

Os Jogos Olímpicos Rio-2016 chegaram mais cedo para um grupo de jovens e promissores atletas. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou, na última segunda-feira, 10 atletas entre os 16 jovens que participarão do Projeto Vivência Olímpica.

O COB levará esses atletas para Londres durante os Jogos Olímpicos 2012, com o objetivo de antecipar a experiência olímpica deles, quebrando o gelo para 2016. Outros seis atletas serão anunciados até o início de julho, já que alguns ainda têm chances de classificação para os Jogos de Londres.

Alessandra Marchioro (natação), Felipe Wu (tiro), Flávia Gomes (judô), Hugo Calderano (tênis de mesa) e Isaquias Queiros (canoagem) foram anunciados e estiveram presentes ao lançamento do projeto, na sede do COB. Andressa Mendes (saltos ornamentais), Martine Grael (vela), Rebeca Andrade (ginástica artística), Thiago Monteiro (tênis) e Vitor Gonçalves (vôlei de praia) também foram anunciados, mas não estiveram presentes por estarem em viagem para treinos e competições.

"O COB já está trabalhando há alguns anos na preparação da geração que vai competir nos Jogos Olímpicos de 2016. Com a ação de levar alguns atletas para vivenciarem o ambiente olímpico, nós pretendemos quebrar a ansiedade natural que antecede uma competição como esta. Poucos países no mundo fazem uma ação como esta. Com a Rio 2016, resolvemos antecipar esta vivência", explicou o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman.

Para selecionar os atletas, o COB, em conjunto com as Confederações Brasileiras Olímpicas, identificou jovens com histórico de resultados nas categorias de base, em alguns casos já na categoria adulta, e com potencial de evolução até os Jogos Olímpicos Rio 2016. O projeto é voltado apenas para atletas de modalidades individuais ou em dupla. O desempenho dos atletas nos Jogos Olímpicos da Juventude Cingapura 2010, campeonatos e ranking mundiais foram os principais critérios de escolha.

"Queremos que eles sintam o clima de uma estreia olímpica quatro anos antes dos Jogos do Rio, ainda sem a responsabilidade e pressão por resultados. Assim, eles terão mais vontade de ir aos Jogos, com mais conhecimento de tudo o que cerca uma participação no maior evento esportivo do mundo. Queremos que estes atletas entendam desde cedo o que é o mundo olímpico", explicou Marcus Vinicius Freire, superintendente executivo de esportes do COB.

Em Londres, os atletas serão divididos em três grupos. A rotina deles incluirá treinamento, quando possível, ou acompanhamento dos treinos de sua modalidade, assistir às competições de sua modalidade, conhecer a Vila Olímpica, visitar a Casa Brasil, entrar em contato com a imprensa. Enfim, tudo o que possa ser antecipado em termos de vivência em uma edição de Jogos Olímpicos.

Atletas de judô e vôlei de praia, por exemplo, podem ser utilizados como sparrings - estes ficarão mais tempo. Todos ficarão alojados no Centro Esportivo Crystal Palace, base exclusiva de treinamento do Time Brasil antes e durante os Jogos Olímpicos de Londres-2012.

O projeto será liderado por Soraya Carvalho, ginasta olímpica em Atlanta 1996, com experiência em formação e qualificação no esporte. Atualmente, Soraya é gestora de cursos e programas do Instituto Olímpico Brasileiro. Soraya também integrou a Missão Brasileira nos Jogos Olímpicos da Juventude Cingapura-2010.
 
Fonte: FinalSports

terça-feira, 19 de junho de 2012

Canoagem Tradicional torna-se Patrimônio Imaterial e Cultural do Estado do Pará

Projeto de Lei nº 91/2011 foi votado e aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa

A canoagem antes de ser esporte é um modo de vida no Norte do Brasil. Para quem conhece os povos ribeirinhos residentes nos rios dos estados do Pará e Amazonas sabe que as canoas são utilizadas há séculos pela população destas localidades, demonstrando seu forte caráter cultural.

Conhecedor como poucos dos povos ribeirinhos e profundo incentivador da canoagem na região norte do país o presidente da Federação de Canoagem do Estado do Pará, Evaldo Malato, trava há anos uma incansável luta para tornar ainda mais forte o caráter cultural que a Canoagem Tradicional possui para os brasileiros.

Sua última conquista aconteceu no dia 13 de junho em Belém do Pará, quando na sessão da Assembleia Legislativa os deputados aprovaram o Projeto de Lei nº 91/2011 de autoria do deputado Antônio Rocha reconhecendo a Canoagem Tradicional como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Pará. O projeto recebeu pareceres favoráveis das comissões de Constituição e Justiça e de Educação.

Em sua apresentação o deputado, que também é de origens ribeirinhas do Baixo Amazonas e que passou boa parte de sua vida tendo que remar para realizar suas tarefas cotidianas, discorreu a todos presentes que a Canoagem Tradicional, ligada extremamente as origens culturais do nosso povo, é parte integrante da cultura do Estado do Pará.

Segundo Malato essa conquista faz com que a modalidade seja vista com mais carinho e seriedade por parte dos governantes. “A luta agora será para a inclusão desta modalidade na grade curricular das escolas ribeirinhas em nosso Estado.

Mais informações com:


Evaldo Malato
evaldomalato@hotmail.com
(41) 9251.5176

Fonte: Release da Confederação Brasileira de Canoagem

sábado, 16 de junho de 2012

Projeto Grael e IBG debatem a Baía de Guanabara na Cúpula dos Povos

Coordenação da mesa de discussão é uma parceria entre o Projeto Grael e o Instituto Baía de Guanabara

Título da Roda de Conversa: "Modelos de gestão e perspectivas para a Baía de Guanabara".
Local: Pavilhão Azul, Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo (próximo ao MAM)
Dia: 17/06/2012
Horário: 16:00 h.

Velaassessoria
Assessoria de Comunicação do Projeto Grael.

O Projeto Grael - organização social dos medalhistas olímpicos Torben e Lars Grael e Marcelo Ferreira – em parceira com o Instituto Baía de Guanabara, vai coordenar um debate no próximo domingo (17), às 16h, no Pavilhão Azul (MAM), com o tema Baía de Guanabara: modelos de gestão e perspectivas. A programação faz parte da Cúpula dos Povos da Rio+20.

Embora a participação seja aberta ao público, foram convidados para a discussão representantes de empresas que atuam diretamente na Baía de Guanabara, como a Prooceano. O debate será presidido pelo engenheiro florestal e ambientalista Axel Grael. Com 14 anos de experiência na administração pública, Grael foi subsecretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, presidente da FEEMA (duas vezes), presidente do Instituto Estadual de Florestas, coordenador de Planejamento e Educação Ambiental da SMAC e diretor executivo da Fundação Parques e Jardins (Prefeitura do Rio de Janeiro).

“Nosso papel neste debate, além de discutir os problemas, é mostrar à população trabalhos realizados por organizações da sociedade civil na Baía de Guanabara, a fim de contribuir com o compromisso de uma baía menos poluída nas Olimpíadas do Rio”, disse Axel.

Acesse a programação completa do Pavilhão Azul na Cúpula dos Povos.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Campanha incentiva crianças na luta pela salvação da Baía de Guanabara

Por Juliana Sampaio

Projeto “Mar de lixo não tem peixe”, mostra a importância de se deixar de poluir as águas do mar. Desafio é conscientizar população e as novas gerações sobre a preservação da baía

Conscientizar as futuras gerações para a preservação da Baía de Guanabara é o objetivo da campanha “Mar de lixo não tem peixe”, do Instituto Baía de Guanabara (IBG). Na manhã da última quinta-feira, oficinas e exposições foram abertas para a população que passou pela estação das Barcas de Charitas. No ponto alto do encontro, crianças de escolas públicas e dos programas assistidos pelos parceiros do IBG deitaram na areia e formaram com os próprios corpos a imagem do lema da campanha.

“A Baía é um símbolo do país, do Rio de Janeiro e de Niterói, mas ela sofre com essa grande população que vive ao seu redor. O desafio da campanha é conscientizar as pessoas, não apenas a limpar, mas também a deixar de poluir. E quanto mais crianças nós alcançarmos, melhor será para conscientizar essa e as futuras gerações”, comenta a presidente do IBC, Dora Hees de Negreiros.

Cercada por 16 municípios, onde moram quase 10 milhões de pessoas, a Baía de Guanabara é onde desembocam rios poluídos como o Sarapuí, Iguaçu, Alcântara e Bomba. O evento foi realizado um dia depois da abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

“Eventos como esse estimulam a sociedade e fazem com que os jovens se sintam integrados à Rio+20. Você tem hoje nos oceanos verdadeiras ilhas formadas de lixo”, comenta Axel Grael, fundador do projeto Grael, que oferece cursos para crianças no ramo dos esportes náuticos, além de ensino profissionalizante e ambiental. Axel é irmão dos medalhistas olímpicos Torben e Lars Grael.

A ação é resultado de uma parceria entre o IBG, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói, Projeto Grael, Barcas S/A, Instituto Fernanda Keller, Bem Tv, Projeto MAQUA (UERJ), Faculdades Integradas Maria Thereza, Eco Clin, Ativismo e Mobilização para a Sustentabilidade, Associação de Moradores do Preventório, Artista Plástico Elias Antoine, Kzen Comunicação Visual, Eco Ampla, Músico Fábbio Campello e Escolas Públicas.

Lixo flutuante - Sanear a Baía de Guanabara é o principal desafio ambiental do Rio de Janeiro. O lixo flutuante prejudica não só a fauna marinha, mas também a navegação, que é intensa.

“Nos últimos 30 anos a gente melhorou bastante, mas não o suficiente. Não foi uma geração sozinha que a poluiu desse jeito e também não vai ser uma geração sozinha que vai salvar. A Baía vai precisar da briga das próximas gerações também”, afirma o ambientalista Vilmar Berna.

Fonte: O FLUMINENSE

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Saiba mais sobre o evento aqui.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Trilionária, economia verde atrai empresas


Por Assis Moreira, de Copenhague

As oportunidades comerciais vinculadas à sustentabilidade em recursos naturais podem variar de US$ 2,1 trilhões a US$ 6,3 trilhões nas próximas décadas, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Nesse cenário, bancos de desenvolvimento, Câmara de Comércio Internacional (CCI) e o Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD) estão entre os que vão lançar várias iniciativas nos próximos dias no Rio de Janeiro em direção à economia verde.

A CCI enviará uma forte delegação ao Rio, para lançar amanhã o "roteiro para a economia verde". Segundo o diretor-geral da entidade, Jean-Guy Carrier, o objetivo é ajudar na direção de um plano concreto de ações, em etapas.

"O problema é que alguns governos prometem de um lado reduzir subsídios bilionários voltados à energia fóssil, mas de outro continuam a impor enormes barreiras no comércio de bens e serviços ambientais", disse Carrier. "O nosso roteiro pode ajudar a estabelecer medidas concretas, com prazos."

Para Carrier, isso é ainda mais importante levando em conta a crescente pressão, os limites no uso de recursos naturais e as projeções de aumento da população mundial para 9 bilhões de pessoas até 2050. Haverá 3 bilhões a mais de consumidores de classe média na economia mundial até 2030.

O chamado clube dos bancos de desenvolvimento, que inclui o BNDES, deverá lançar no Rio projetos de infraestrutura para garantir desenvolvimento sustentável. Caio Koch Weser, vice-presidente do Deutsche Bank, considera que a China, atualmente, é um exemplo de país que procura acelerar a descarbonização de sua economia.

Também na Rio+20, o Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD, segundo a sigla em francês) lançará o primeiro programa de cooperação científica Africa-Brasil-França, para combater a desertificação no continente africano. A entidade fará uma série de eventos no Rio, interessada em cooperação triangular e não mais no antigo modelo Norte-Sul.

"A desertificação é uma ameaça crescente e afeta também o Nordeste brasileiro", afirmou o diretor do IRD, Michel Laurent.

Fonte: Valor Econômico

domingo, 10 de junho de 2012

Matéria no Caderno Especial Rio+20 compara a situação dos parques nos últimos 20 anos

Rio+20: oásis espalhados pela selva de concreto

RIO - Famoso pela beleza de suas praias, o Rio não tem apenas o sol e o mar entre seus melhores atributos. A cidade conta com mais de 20 mil hectares (200 milhões de metros quadrados) de área verde, espalhados por 21 parques naturais e 22 urbanos: Chico Mendes, da Chacrinha, Quinta da Boa Vista, Tom Jobim, Nacional da Tijuca... Uma mancha verde que, segundo a prefeitura, será ampliada até a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), já que o Parque Madureira acaba de engrossar essa lista.

Construído numa área de 109 mil metros quadrados, o estreante Parque Madureira está sendo apresentado como exemplo de obra sustentável: o centro de visitantes usará iluminação gerada por energia solar, terá um sistema de irrigação que evita desperdícios, reutilizará água da chuva e terá cerca de 400 lâmpadas LED, que consomem de 45% a 50% menos energia do que as comuns. A área será administrada pela Fundação Parques e Jardins, responsável pela gestão dos parques que têm um perfil mais voltado para o lazer, os chamados parques urbanos.

— O Parque Madureira pretende ser modelo: um local de lazer e de educação ambiental. É o primeiro parque com certificado ecológico do país, o selo Aqua (Alta Qualidade Ambiental) — cita o engenheiro Mauro Bonelli, um dos responsáveis pelo projeto.

Segundo a Fundação Parques e Jardins, nos últimos 20 anos, ou seja, desde a Rio 92, foram criados dez parques urbanos no Rio. A lista inclui o Tom Jobim, na Lagoa, implantado em 1995. Em seus 219 mil metros quadrados, ele oferece, além da visão incomparável do espelho d'água da Lagoa Rodrigo de Freitas, quadras para jogos, ciclovia, playground e espaço para cães, o ParCão.

Outro que surgiu depois da conferência de 1992 é o Parque dos Atletas, espaço de 125 mil metros quadrados aberto ao público em março, em frente ao Riocentro, em Jacarepaguá. Mas que nenhum visitante pense que vai achar ali um cenário de contemplação. É, como o nome sugere, lugar para quem quer suar a camisa: há quadras poliesportivas; de vôlei, de tênis e de futebol de salão, um campo de grama sintética; muros de escalada; playground; academias de ginástica e vestiários. Sem contar a pista de 1.420 metros, usada para corridas e ciclismo. O local, que sediou o Rock in Rio 2011, terá, durante a Rio+20, exposições dos países que participarão do evento. A organização da conferência permitirá a entrada do público no setor de exposições entre os dias 13 e 19 de junho.

Também cresceu o número de parques naturais, que abrigam unidades de conservação com remanescentes de vegetação nativa e são administrados por órgãos municipais, estaduais e federais de meio ambiente. Antes de julho de 1992, havia 11 desses parques no Rio. Hoje, são 21. Na avaliação de David Lessa, presidente da Fundação Parques e Jardins, atualmente os parques urbanos recebem mais atenção do poder público do que há vinte anos.

— Há uma estrutura para cuidar deles, uma Secretaria de Conservação, que atua junto com a Fundação Parques e Jardins e a Secretaria municipal de Meio Ambiente. Mais importante do que contar o número de parques inaugurados é percebermos uma mudança de cultura na cidade. Na época da Rio 92, temas como efeito estufa e aquecimento global ainda eram desconhecidos da maioria dos cariocas — afirma Lessa

Na região de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, quatro parques (Bosque da Barra, Marapendi, Bosque da Freguesia e Chico Mendes) somam mais de 283 hectares. Um dos mais visitados é o Parque Chico Mendes, criado em 1989 numa área de restinga. Ali, já foram catalogadas mais de cem espécies de borboletas. Numa caminhada, é possível ainda ter a companhia de preguiças, gambás e capivaras. O lugar também é endereço de jacarés-de-papo-amarelo.

Espécie de joia da Coroa, o Parque Nacional da Tijuca — área de proteção ambiental que completou 50 anos em 2011 e abrange cerca de 3,5% do município do Rio — é o mais visitado do Brasil, recebendo mais de dois milhões de pessoas por ano. Não é para menos: em seus domínios estão monumentos e construções que já foram estampados em milhares de cartões-postais, como o Cristo Redentor, a Pedra da Gávea, a Vista Chinesa, a Capela Mayrink , a Mesa do Imperador e o Parque Lage.

O parque é dividido em quatro setores. No da Floresta da Tijuca, estão o centro de visitantes, a Capela Mayrink e o Pico da Tijuca (com 1.021 metros). No da Serra da Carioca, ficam a Vista Chinesa, o Mirante Dona Marta e o Parque Lage. O da Pedra Bonita/Pedra da Gávea, próximo ao Itanhangá, tem a rampa de voo livre de São Conrado. O setor Pretos-Forros/Covanca, cuja maior parte fica em Jacarepaguá, é fechado ao público.

Floresta da Tijuca terá novos circuitos

Localizada dentro do parque, a Floresta da Tijuca é constituída de vegetação secundária. A área tinha sido desmatada para o plantio de café. Há 150 anos, o major da PM Manuel Gomes Archer recebeu a missão de reflorestá-la, iniciando o trabalho com seis escravos. Foram plantadas cem mil mudas em 13 anos, principalmente espécies nativas da Mata Atlântica.

O Parque Nacional da Tijuca está em obras desde o mês passado, quando foram iniciados trabalhos de contenção de encosta, replantio com espécies nativas e recuperação de atrações e de vias de circulação interna afetadas pelas chuvas de abril de 2010. O serviço deve durar pelo menos dez meses, mas, segundo a direção do parque, “muitos pontos serão inaugurados até a Rio+20”. Durante o evento, haverá esquema especial de visitas guiadas (informações pelo site www.parquedatijuca.com.br). Ainda este mês, serão abertos dois circuitos, batizados de Major Archer, com 20 quilômetros de extensão, e Castro Maya, de 12 quilômetros, com percursos que formam um roteiro circular.

Dentro da Floresta da Tijuca, os novos circuitos vão usar dezenas de trilhas existentes. E servirão de teste para uma nova sinalização, que, se aprovada, será levada para outras unidades de conservação do país. Árvores e rochas receberão setas com tinta reflexiva nas cores amarela e vermelha, além de placas de madeira com indicação de destino.

Com aleias de palmeiras, lagos com vitórias-régias e coleções de bromélias, orquídeas e plantas insetívoras, o Jardim Botânico é uma das áreas verdes que devem atrair a atenção de visitantes durante a Rio+20. No embalo da conferência da ONU, o lugar vai sediar este mês eventos ligados ao meio ambiente.

O Jardim Botânico foi criado pelo príncipe regente dom João (mais tarde, dom João VI) em 13 de junho de 1808. Ele reúne mais de dez mil exemplares de plantas de médio e grande portes, algumas ameaçadas de extinção. As mais antigas têm quase 190 anos, revela o diretor de Ambiente e Tecnologia do Jardim Botânico, Guido Gelli.

A partir do dia 13, o visitante terá um motivo a mais para ir ao parque. Após obras de remodelação, o Museu do Ambiente, fechado desde 2010, reabre as portas com exposições, palestras e debates.

— O museu foi todo reformado para que possa receber exposições internacionais. Criamos um ambiente seguro, climatizado, com janelas duplas. O piso do segundo andar recebeu reforço estrutural. O subsolo também passou por uma ampla reforma — conta Guido.

Para o ambientalista Axel Grael, que na época da Rio 92 presidia o Instituto Estadual de Florestas, com a criação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), em 2000, a situação dos parques naturais, ao menos do ponto de vista financeiro, melhorou:

— A implantação do sistema trouxe orientação e um mecanismo de financiamento dos parques, já que todo empreendimento que é licenciado com estudo de impacto ambiental é obrigado a repassar até 1% do valor de seu custo para ser reinvestido em unidades de conservação — disse Axel Grael. — Na época da Rio 92, os parques não tinham dinheiro para nada. Eram vistos como sorvedouros de verba.

Segundo Axel, o desafio atual é saber usar o dinheiro para transformar os parques em locais atraentes, em pontos de ecoturismo:

— Há dinheiro, mas ainda é preciso melhorar a gestão. Nos Estados Unidos, os parques e todos os produtos ligados a esse tipo de turismo representam 3% do PIB americano. E não estou falando de dinheiro vindo de bilheteria, mas de todos os negócios: desde a venda de mapas até a imagem do Zé Colmeia na TV. Isso no Brasil está longe de ocorrer.

Rogério Zouein, diretor do Grupo Ação Ecológica (GAE), defende a adoção de uma política mais agressiva visando à criação de novas áreas verdes, especialmente nas regiões mais quentes da cidade. Zouein acha fundamental ainda haver uma preocupação maior com a manutenção e a preservação da cobertura dos parques municipais:

— Há alguns dias, estive no Campo de Santana, que eu não visitava há dez anos. Fiquei chocado. A vegetação frondosa, que conheci, não existe mais. Algumas árvores morreram. Outras sofreram grandes podas.

Uma das mais importantes áreas verdes da cidade, o Parque do Flamengo (oficialmente, Brigadeiro Eduardo Gomes) perdeu cinco mil das 17 mil árvores plantadas na época de sua inauguração, em 1965. Já a última grande reforma no lugar foi feita há 12 anos. O projeto paisagístico desse jardim monumental — composto por plantas do mundo todo e com vista para a Baía de Guanabara — leva a assinatura de Roberto Burle Marx. E os de urbanização e equipamentos são de Affonso Eduardo Reidy.

— Não tenho visitado o Parque do Flamengo nos últimos meses. Sempre que ia, ficava revoltado e triste ao ver o seu estado de abandono — lamenta o arquiteto Haruyoshi Ono, responsável pelo escritório Burle Marx.

Apesar das deficiências, Haruyoshi está vendo luz no fim do túnel:

— O pessoal do escritório que vai ao parque tem visto funcionários da Fundação Parques e Jardins repondo a vegetação em algumas áreas, com base no nosso projeto. Espero que consigam recuperar o Parque do Flamengo, que é um patrimônio da cidade.

Fonte: Caderno Rio+20, O Globo

18 cientistas publicam artigo na revista "Nature" alertando para um colapso climático iminente


Punto de inflexión climático. Científicos predicen un colapso inminente

En el artículo, publicado en 'Nature', los autores sugieren que las fluctuaciones cada vez más extremas que afectan a la biodiversidad de la Tierra

Un total de 18 científicos de todo el mundo han predicho un colapso planetario inminente, calculado mediante teorías científicas, la modelización de ecosistemas, y la evidencia paleontológica.

En el artículo, publicado en 'Nature', los autores sugieren que las fluctuaciones cada vez más extremas que afectan a la biodiversidad de la Tierra, los cambios climáticos que sufren los ecosistemas, y el presupuesto disponible ante el cambio radical de las fuentes de energía, están conduciendo el estado planetario a un punto de inflexión.

Según han señalado, el último punto de inflexión en la historia de la Tierra se produjo hace unos 12.000 años, cuando el planeta pasó de la época de los glaciares, a su estado interglacial actual. Una vez que se alcanzó el punto de inflexión, los cambios biológicos más extremos que condujeron a nuestra situación actual tuvieron lugar en tan sólo 1.000 años, según ha explicado uno de los autores, Arne Mooers.

Mooers afirma que "en estos momentos, el próximo cambio del estado global será muy perjudicial para nuestras civilizaciones y, una vez que un cambio planetario se produce, no hay vuelta atrás". Estas proyecciones contradicen la creencia popular de que el hecho de que las presiones antropogénicas, tales como el cambio climático, estén destruyendo nuestro planeta, son todavía discutibles, y que cualquier desastre sería gradual, y tardaría siglos en ocurrir.

Este estudio concluye que es mejor no superar la marca del 50 por ciento de la transformación total de la superficie de la Tierra, porque, de no ser así, no podremos retrasar ni evitar el colapso planetario. Ya hemos alcanzado la marca del 43 por ciento, lo que hace que el medio ambiente de la Tierra sea cada vez más susceptible a una epidemia.

"En pocas palabras, los seres humanos no han hecho nada realmente importante para evitar lo peor, ya que las estructuras sociales necesarias para ello no existen", ha afirmado Mooers.

Fonte: ECOticias

Cenas do evento de entrega da Medalha Pedro Ernesto para Axel Grael



Cenas do evento de entrega da Medalha Pedro Ernesto, conforme divulgado pelo gabinete do vereador Edison da Creatinina (PV). Câmara Municipal do Rio de Janeiro, 5 de junho de 2012, Dia Mundial do Meio Ambiente.

sábado, 9 de junho de 2012

Rio+20 - Baía de Guanabara: Mar de Lixo não tem peixe!


Centenas de crianças criarão mensagem ambiental gigante em praia de Niterói

Sanear a Baía de Guanabara é o principal desafio ambiental do Rio de Janeiro.

Ela é o ralo para onde escoam as águas das chuvas depois de lavar o chão de 16 municípios do seu entorno, onde moram quase 10 milhões de pessoas. Recebe a sujeira através dos rios que nascem límpidos nas serras e se transformam nos fedidos Sarapuí, Iguaçu, Alcântara ou Bomba, que conhecemos na Baixada. Nela vão parar pneus, sofás, sapatos, sacos plásticos, tudo que se pode imaginar. Inclusive a descarga dos verdadeiros “banheiros públicos” em que estão transformadas muitas das nossas ruas. E quem já não viu um bueiro cheio de lixo?

O lixo prejudica os animais aquáticos, que confundem pedaços de plástico com comida e os ingerem, ou morrem enrolados em cordas e redes. Até embarcações de passageiros são obrigadas a parar ou desviar seu curso por causa do lixo. Dá para imaginar velejadores do mundo inteiro competindo num cenário assim degradado? Pois é: faltam apenas quatro anos para as Olimpíadas do Rio.

É tempo de Rio+20. Tempo de uma tomada de consciência global a respeito da sustentabilidade socioambiental. A Baía de Guanabara simboliza o que o Rio tem de melhor e também o seu maior desafio. A exuberância natural comprometida por décadas de descaso e falta de planejamento urbano. Não se pode mais conviver com um atentado tão flagrante ao meio ambiente aquático e à qualidade de vida urbana.

A campanha Mar de lixo não tem peixe, do Instituto Baía de Guanabara (IBG), trabalha junto às crianças, escolas e comunidades para sensibilizar a população sobre a importância de limpar a nossa Baía.

Na manhã do dia 14 de junho, quinta-feira, vamos reunir centenas de crianças e adolescentes em uma grande manifestação na praia ao lado do terminal das barcas de Charitas. O resultado será uma sequência de imagens só captadas por fotos aéreas, transmitindo uma mensagem de preservação ambiental para o Rio, o Brasil e o mundo!

A ação é resultado de uma parceria entre o IBG, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói, Projeto Grael, Barcas S/A, Instituto Fernanda Keller, Bem Tv, Projeto MAQUA (UERJ), Faculdades Integradas Maria Thereza, Eco Clin, Ativismo e Mobilização para a Sustentabilidade, Associação de Moradores do Preventório, Artista Plástico Elias Antoine, Kzen Comunicação Visual, Eco Ampla, Músico Fábbio Campello e Escolas Públicas. As crianças vão participar de diversas oficinas de atividades de educação ambiental, culminando com a mensagem na praia.

O futuro da Baía de Guanabara pode voltar a ser brilhante. E ele começa hoje!

Entrevista com Axel Grael: Rio+20, vai dar em alguma coisa?



Entrevista concedida durante a cerimônia de entrega da Medalha Pedro Ernesto, na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

O Globo: "O trabalho formiguinha que faz a diferença"


RIO - Eles fazem um trabalho formiguinha, mas o resultado tem o peso de um elefante. O voluntariado é hoje uma das maiores armas contra os danos provocados na natureza pelo descarte irregular e, por vezes ilegal, de resíduos. E bons exemplos não faltam. Só o projeto Águas Limpas de coleta do lixo flutuante, desenvolvido pelo Projeto Grael, retirou das águas das enseadas do município de Niterói, entre maio de 2010 e dezembro de 2011, mais de 12 toneladas de lixo de águas fluminenses, o equivalente a dois elefantes africanos adultos (os maiores mamíferos).

Segundo o oceanógrafo Vinícius Palermo, coordenador do projeto, até mesmo pequenos objetos, como um palito de picolé, podem ser fatais para o ecossistema:

— Um desses palitos perfurou o estômago de uma ave, que retiramos morta da água.

O projeto, que começou em 2006, vem analisando o lixo descartado às margens da Baía de Guanabara. Agora, inicia uma nova fase de campanhas educativas em comunidades e escolas, com o objetivo de prevenção.

— O lixo pode até mesmo decidir a classificação nas provas de iatismo das Olimpíadas — alerta o medalhista Torben Grael, presidente do Projeto Grael.

Outro exemplo é o Instituto Reação, do ex-judoca Flávio Canto, que promove o desenvolvimento humano através do esporte. Ele ensina educação ambiental para seus 1.200 alunos nas comunidades de Cidade de Deus, Pequena Cruzada (Lagoa), Rocinha e Tubiacanga (Ilha do Governador). Lá, eles participam de mutirões para replicar em suas comunidades a importância de cuidar do lixo e de participar de ações sociais.

Acostumada a fazer campanhas nas ruas e nas areias de Copacabana, a Sociedade Amigos da Terceira Idade, também promove mutirões de limpeza.

Fonte: O Globo

Para saber mais sobre o trabalho desenvolvido pelo Projeto Grael acesse: http://www.projetoaguaslimpas.blogspot.com/

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Benno Sander, do Conselho Diretor do Projeto Grael, é nomeado para o Conselho Nacional de Educação



O educador Benno Sander, presidente do Comitê Rio de Janeiro - Maryland da organização Companheiros das Américas e membro do Conselho Diretor do Projeto Grael, foi nomeado conselheiro do Conselho Nacional de Educação, integrando a Câmara de Educação Superior pelos próximos quatro anos.

A escolha da presidente Dilma Roussef foi acertada e muito justa. Benno Sander tem uma carreira que o credencia para o cargo. Benno é bacharel em Letras e Literatura pela UFF, Doutor (PhD) e Mestre (MS) em em Educação pela Pontifícia Universidade Católica da América em Washington, DC. Fez cursos de pós-graduação em Economia e Planejamento Educacional na Universidade de Harvard e em Psicologia na Universidade do Estado de Michigan. Realizou seus estudos de pós-graduação como Fulbright Scholar e bolsista do Instituto de Educação Internacional, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e da Organização dos Estados Americanos.

Benno Sander iniciou sua carreira profissional como professor e vice-diretor do Instituto Abel, Niterói, RJ, entre 1958 e 1965. Em Niterói, também foi Diretor de Pós-Graduação da UniLaSalle-RJ, entre 2002 e 2005. Teve presença destacada na educação pública brasileira, como professor titular da Universidade de Brasília e da Universidade Federal Fluminense. No exterior, foi professor da Universidade de Harvard, da Universidade del Valle na Colômbia e da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) em Buenos Aires. Atualmente, é Consultor Internacional em Educação e Ciências Sociais.

Foi funcionário internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA) de 1970 a 2000, desempenhando-se, inicialmente, como Especialista Internacional em Educação, depois como Representante Residente da OEA no Brasil e na Argentina e, finalmente, como Diretor de Educação e Desenvolvimento Social da OEA em Washington, DC. Desenvolveu suas atividades na OEA em estreita cooperação com numerosas agências internacionais, missões diplomáticas e corporações privadas.

É membro ativo de numerosas associações científicas e culturais e de organizações não-governamentais. Foi Presidente da Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE) e da Sociedade Interamericana de Administração da Educação.

Sua produção intelectual, com mais de 70 publicações em distintos idiomas e países e centenas de conferências e palestras proferidas em congressos e reuniões nacionais e internacionais, demonstra a importância e a influência de Benno Sander.

Sobre a nomeação, Benno declarou: : "Tratarei de honrar a nomeação da Presidente da República e a indicação de meu nome por parte dos colegas de numerosas entidades educacionais da sociedade civil organizada no campo da educação".

Os amigos do Projeto Grael e dos Companheiros das Américas sentem-se orgulhosos com mais essa conquista do educador Benno Sander.

Muita emoção na entrega da Medalha Pedro Ernesto a Axel Grael



A emoção marcou a entrega do conjunto de medalhas Pedro Ernesto ao socioambientalista e engenheiro florestal Axel Schimidt Grael na Câmara de Vereadores do Rio. De autoria do vereador Dr. Edison da Creatinina, líder do Partido Verde na câmara, a cerimônia aconteceu no início da noite de terça-feira, 5 de junho, data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Dr. Edison da Creatinina salientou que a indicação do nome de Axel para receber a homenagem foi uma unanimidade entre os ambientalistas históricos que integram seu gabinete. A escolha aconteceu depois da palestra que o ambientalista fez na casa no Dia da Água.

“Ao ouvir os depoimentos dos integrantes da mesa, tenho certeza que nossa escolha não poderia ter sido mais acertada: todos ressaltaram sua honestidade, sua ética, o fato de ser workaholic (trabalhador compulsivo)”, enumerou o vereador, acrescentando que ficará muito satisfeito se todos o virem como olham Axel.

Gerente do Projeto Grael, a esposa de Axel, Christa Grael, em vários momentos ficou com a voz embargada. “Participei de todos os eventos que os colegas aqui da mesa enumeraram. Estamos juntos há 26 anos e confirmo a informação da Dionê Castro: cheguei a falar com ela que precisavam diminuir o ritmo de trabalho, porque Axel ficava na Feema até de madrugada”, lembrou.

Christa disse que assumiu a gerência do Projeto Grael em 2008 e que está feliz por poder ajudar ao próximo através desse trabalho “atendemos 800 alunos da rede pública de ensino de Niterói e o mesmo número de estudantes na cidade de Três Marias, Minas Gerais”.

Participaram da mesa também Dionê Castro, chefe de Gabinete na gestão de Axel Grael como presidente da FEEMA (1999-2000) e vice-presidente da FEEMA na segunda gestão (2007-2008), a promotora da área de Meio Ambiente Rosani Cunha, Dora Hees Negreiros, presidente do Instituto Baía da Guanabara, Ronald Hees, representante do Comitê Rio de Janeiro-Maryland da organização Companheiros das Américas.

Todos os integrantes a mesa faziam parte da história de Axel. Dora Hees, por exemplo, já trabalhava na extinta Feema quando o jovem ambientalista, com 17 anos, foi reclamar providências da Fundação para impedir que as oito fábricas de sardinha localizadas em Niterói continuassem a derramar óleo na Baía de Guanabara. Insatisfeito com a falta de ação do poder público, ele lembrou a mobilização que liderou juntando 100 barcos na costa de Niterói para chamar a atenção para o fato.

Ronald Hees, representando Benno Sander, presidente do Comitê Rio de Janeiro-Maryland da organização Companheiros das Américas, salientou a importância de Axel Grael para o aumento do intercâmbio educacional, cultural e ambiental entre o Estado do Rio de Janeiro e o Estado de Maryland, nos EUA. Axel atualmente é vice-presidente do Comitê.

Os irmãos Torben e Lars Grael não puderam participar. Torben embarcou para a Suécia e Lars estava em Brasília. Mas a sogra Renata Vogel e a cunhada Heidi Vogel, além de duas primas de Axel, Mayla e Mayren, estavam presentes. A deputada estadual Aspásia Camargo justificou a ausência e mandou seu assessor, o velejador Murilo Novaes.

Algumas pessoas subiram à tribuna para dar depoimentos sobre Axel. O professor e engenheiro agrônomo Alceo Magnani, responsável pela criação do primeiro código florestal brasileiro, mexeu com o público ao fazer uma série de elogios ao homenageado e desejar longa vida e muito trabalho ao seu ex-estagiário na Feema.

O assistente social Odenilson Argolo continuou a emocionar a assistência ao relatar sua trajetória e sua participação no Projeto Grael. "Trabalho no Projeto Grael e o instituto faz parte de minha vida. Axel é uma pessoa que nos dá autonomia para trabalhar e cada núcleo do projeto é uma semente plantada em Niterói e no Brasil". Todos foram demoradamente aplaudidos, mas ninguém tanto tempo quanto o homenageado. Muitos o aplaudiram de pé.
 
Fonte: site do vereador Dr. Edison da Creatinina

terça-feira, 5 de junho de 2012

RJ: Lojas burlam a lei e comercializam agrotóxicos sem receituário e nota fiscal




[O Globo] O caminho que leva ao uso indiscriminado dos agrotóxicos nas lavouras começa nos balcões das empresas especializadas na venda ou mesmo no comércio clandestino desses produtos, que passaram a entrar no Rio por intermédio de ambulantes que trazem os venenos pela divisa de Minas e Espírito Santo e entregam diretamente nas propriedades rurais. No caso das lojas, apesar de a legislação exigir um receituário agronômico para a venda, os produtos são normalmente comprados sem qualquer indicação de um profissional. É o que mostra a segunda reportagem da série “Veneno em doses diárias”. Reportagem de Carla Rocha, Fabio Vasconcellos e Natanael Damasceno, em O Globo, socializada pelo ClippingMP.

Repórteres do GLOBO estiveram em quatro grandes lojas que comercializam o produto e, em três delas – Cia. do Produtor, Comercial Friburguense e Casa Progresso – conseguiram adquirir herbicidas e fungicidas de alta e média toxidade, sem ter prescrição de um agrônomo e sem nota fiscal. Nesta última, no Centro do Rio, uma profissional da própria loja assinou um receituário na hora da venda – prática comum, mas irregular, uma vez que a emissão da receita pressupõe que a propriedade foi visitada pelo agrônomo. Nas outras duas, em Teresópolis, sequer houve a necessidade do documento para retirar os produtos. Comerciantes ouvidos chegaram a afirmar que, se a legislação fosse cumprida à risca, as lojas teriam que fechar as portas.

- O pequeno agricultor não tem como pagar pela consultoria de um agrônomo, e o estado não consegue atender a todos. Então, a maior parte dos agricultores chega aqui sem receita mesmo. Temos um agrônomo para atender aos nossos clientes, mas se ele ficar na loja para assinar todas as receitas, não consegue fazer seu trabalho de campo. A legislação deveria considerar essa realidade – justifica um comerciante.

Em meio a uma pequena propriedade na Zona Rural de Teresópolis, Wineston Machado, de 26 anos, é um exemplo do que diz o comerciante. Flagrado aplicando herbicida na plantação sem qualquer proteção, admitiu:

- Atestado? O balconista é que explica como usar o “mata mato”.

Órgão responsável pela fiscalização do comércio de agrotóxico, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) admite que há venda sem receituário de um agrônomo. Gerente de Licenciamento de Agrotóxico e Vetores do órgão, Jussara Ribeiro Nogueira afirma, contudo, que o Inea está informatizando o sistema de controle sobre as 34 lojas autorizadas a atuar no Rio. Ela acrescenta que o órgão já recebeu denúncia da entrada de vendedores de outros estados, sem licença para vender no Rio. No momento, o Inea investiga outra ilegalidade: a armazenagem de agrotóxico em quatro locais clandestinos, longe dos olhos da fiscalização. No ano passado, o órgão apreendeu quatro toneladas de agrotóxicos proibidos no estado, com prazo de validade vencido ou com embalagens em estado de deterioração:

- Infelizmente, essa prática existe. Nós estamos mudando o sistema de fiscalização para coibir a venda sem receituário. Com o novo sistema, saberemos qual é o estoque de cada produto, quem comprou, quem vendeu e quem assinou o receituário.

Professor da Universidade Federal Rural do Rio e diretor do Conselho Regional de Engenheira e Agronomia (Crea-RJ), João Sebastião de Paula Araujo afirma que os casos relatados pelo GLOBO são uma prática na área agrícola do estado, e deixa em aberto em que condições os agricultores vêm aplicando os produtos. Por lei, cabe ao Crea fiscalizar apenas o exercício legal da profissão de agrônomo.

- A reportagem constatou algo que já conhecemos de longa data, que é o uso indiscriminado e abusivo de agrotóxicos. Infelizmente, por determinação legal, não temos como fiscalizar a venda dos produtos, apenas a atuação dos agrônomos, se eles estão receitando produtos corretos e se há necessidade de indicar esse ou aquele produto. Mas hoje é possível comprar sem receituário, sem que nenhum profissional verifique se é necessário ou não aplicar esses produtos na lavoura – diz Araujo.

Apesar das exigências, alguns comerciantes alegam que contratar um agrônomo inviabiliza o negócio. Ouvido pelo GLOBO, um comerciante que preferiu não se identificar diz que, se a legislação permitisse que as receitas fossem assinadas por um técnico agrícola, a situação poderia ser bem diferente, “uma vez que poderia ter mais profissionais à disposição”.

Comerciante diz que emite receituário

Diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal, entidade ligada à indústria dos agrotóxicos, Eduardo Daher reprova a venda sem receituário. Segundo ele, a orientação do profissional ajuda o agricultor a utilizar o produto correto para cada tipo de praga.

O dono da Companhia do Produtor, Ubiraci Fernandes, diz que todas as vendas da sua empresa são feitas mediante emissão de nota fiscal e de receituário próprio, e que iria apurar por que o vendedor não preencheu o documento. Ele diz ainda que tem uma equipe de agrônomos para atender aos clientes e que, na hora da venda, nenhum deles se encontrava na loja. Procurados, os donos da Casa Progresso e da Comercial Friburguense não se manifestaram

Na avaliação do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola (Sindag), o Rio ainda não pode ser considerado um estado com incidência de contrabando ou venda de agrotóxico falsificados. Nos últimos anos, os maiores registros dessas ocorrências aconteceram no Sul do Brasil, na fronteira com o Uruguai e Paraguai.

- Não temos registro no Rio da venda de produtos contrabandeados ou falsificados. Mas estamos atentos aos possíveis registros. Estamos elaborando um amplo levantamento sobre essa questão no país – afirma Fernando Marini, gerente do Sindag.

EcoDebate, 05/06/2012

RJ: Regiões agrícolas do estado com forte uso de agrotóxicos têm mais suicídios e mortes por câncer



[O Globo] A silenciosa praga das lavouras – As lesões vermelhas no rosto, que vez ou outra se espalhavam para braços e pernas, não o fizeram parar de roçar a lavoura. Era seu ofício desde os 15 anos, de sol a sol. Por anos, conviveu com crises, mais ou menos intensas. Teve que amputar o dedo indicador direito, que encaroçou como uma espiga de milho. Para as lesões num braço, quase no osso, precisou fazer enxertos de pele. A audição, frágil, evoluiu para uma quase surdez. Vinte e cinco anos depois de os sintomas surgirem, mais de 40 dias de internação e biópsias, José de Andrade, de 77 anos, descobriu que podia ser mais uma vítima do uso indiscriminado de agrotóxicos. Era só ele e a enxada, sem capa ou máscara. Às vezes, até sem galochas.

- A gente macerava o veneno, que era em pó, com a mão, antes de misturar na água. Depois sentava para almoçar. Durante 30 anos usei os produtos sem proteção. Pegava sol, chuva, tudo. Aplicava contra o vento; saía todo molhado. Não sabia do risco – conta o agricultor, que estudou muito pouco e não entendia as instruções do rótulo dos produtos.

Um levantamento do GLOBO com base em dados do Datasus e do IBGE revela que o Rio tem altas taxas de mortalidade por câncer e suicídio – que pesquisas científicas sugerem ter associação com o uso de agrotóxicos – em três regiões agrícolas. O mapa de ocorrências desses dois problemas coincide com as manchas de produtividade de tomate, escolhido para a pesquisa por ser uma das principais culturas do estado e ter apresentado alto índice de resíduos tóxicos nas últimas análises.

O Centro-Sul aparece na frente em mortes causadas por neoplasias, com 133 casos por cem mil habitantes (22% acima da média, que é de 109); depois vem a Região Serrana, com 125 (14%); e o Noroeste Fluminense com 117 (7%). Um detalhe salta das estatísticas: no Centro-Sul, onde estão grandes produtores de tomate, como Paty do Alferes, os índices são acentuados entre adultos de 40 a 49 anos. Nessa região, os índices estão mais de 52% acima da média do estado.

O suicídio é mais frequente no campo. Enquanto a taxa na Região Metropolitana é de 1,58 caso por cem mil habitantes, no Noroeste Fluminense chega a 5,89 (51% acima da média, que é de 3,9), a mais alta. Na Região Serrana, são 5,25 casos por cem mil (34%); e no Centro-Sul, 5,50 (41%).

No Brasil, agrotóxico movimenta US$ 7 bi

Maior consumidor mundial de venenos agrícolas, que, em 2010, movimentaram US$ 7,3 bilhões, o Brasil responde hoje por 10% do mercado internacional (mais de 900 mil toneladas por ano). As cifras são também de um mercado recheado de polêmicas, como a dos possíveis efeitos desses produtos, o que divide fabricantes e pesquisadores. Para entender a realidade que está por trás desses números, repórteres do GLOBO foram buscar a história contada pelos próprios agricultores. O que José de Andrade relata é uma rotina marcada por uma mistura de necessidade extrema e ignorância absoluta sobre os efeitos prejudiciais dos agrotóxicos. Aos 40 anos, sem qualquer explicação para uma série de distúrbios psicológicos, ele saiu de seu pequeno sítio em Secretário, distrito de Petrópolis, e foi caminhando até Santana do Deserto, em Minas Gerais.

- Deu problema na mente. Um dia, saí andando sem querer voltar. Dormia no meio do mato. Depois de 40 dias, o pensamento assentou. Voltei para casa – conta.

Ele passou a beber em excesso e só aquietou das crises de depressão, durante as quais mal se levantava da cama, recentemente, depois de ser tratado no Centro de Tratamento Oncológico (CTO), hospital privado de Petrópolis, que atende pelo SUS. Ele teve alta depois de tratar um câncer num dedo, que perdeu após uma necrose, num braço e no nariz.

Dois irmãos de José morreram de câncer. Um que o ajudava na lavoura teve um tipo semelhante ao dele, amputou um braço e faleceu aos 50 anos. O outro, que não tinha contato direto com agrotóxicos, morreu aos 70, vítima de um câncer na garganta. Todos foram criados em áreas de plantações.

Estudioso do assunto – que já teve mais de 30 artigos científicos publicados -, Armando Meyer, professor adjunto e diretor do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC) da UFRJ, fez parte de uma equipe que, em 2003, constatou um risco maior de morte por câncer de esôfago e estômago entre agricultores da Região Serrana em relação às populações do Rio e de Porto Alegre, que registram altas taxas da doença. Dependendo da idade, o agricultor chegava a ter 300% mais chance de morte.

- O poder econômico e político do agronegócio no país é imenso. Os primeiros passos que tornaram o Brasil um jogador pesado do agronegócio foram dados nos anos 70, quando um decreto do governo determinou que uma parte do financiamento agrícola deveria ir para compra deste tipo de insumo. E o segmento não para de crescer em países como Brasil, China, Índia e Rússia. A situação de hoje ainda é o legado do passado – observa Meyer. – O agricultor usa o produto de forma errada. A culpa não é dele, mas do governo.

Professor do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Unicamp e pesquisador dos efeitos do agrotóxico, Ângelo Trapé analisou os dados obtidos pelo GLOBO e não considerou as relações um indicativo importante:

- Estudos epidemiológicos que investigam supostas relações entre câncer e agentes ambientais são longos, até de décadas. Não é possível qualquer correlação com os dados apresentados. Além disso, não há um estudo clínico epidemiológico que indique que são cancerígenos os agrotóxicos registrados no país, aos quais aquelas populações poderiam estar potencialmente expostas.

Desde 2000, a Anvisa já retirou de circulação 11 ingredientes ativos de agrotóxicos considerados nocivos à saúde. Dois são analisados com indicações de banimento e 17 estão à venda com restrições. O gerente geral de toxicologia do órgão, Luiz Cláudio Meirelles, explica que o país lida com um passivo que exige uma série de estudos e avaliações até a retirada de um produto do mercado. Para ele, os dados obtidos pelo GLOBO merecem ser investigados:

- Há uma grande preocupação em torno dos efeitos crônicos a longo prazo, no agricultor e no consumidor. Alguma coisa acontece nessas áreas do interior para registrar taxas de câncer acima da média. O levantamento aborda uma questão importante.

O lavrador Oséias de Oliveira Rodrigues morreu devido a um câncer no cérebro em 2009, aos 37 anos. Ele estava na lavoura desde os 8 anos e deixou dois filhos. Segundo sua irmã, Maria José Rodrigues, de 51 anos, nunca usou proteção durante a pulverização dos produtos na lavoura em Teresópolis:

- Ele sentia dores de cabeça e tontura mas, nos postos de saúde, receitavam dipirona e remédios para enjoo. Nunca associaram as dores ao veneno. Sequer perguntavam em que ele trabalhava.

Responsável pelo departamento de Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho e ao Ambiente do Instituto Nacional do Câncer, Ubirani Otero afirma que o país precisa vencer o “silêncio epidemiológico”.

- O profissional de saúde atende um paciente com câncer e não pergunta em que ele trabalha. Mais de 50% das pessoas com câncer na Serra se tratam no Inca – afirma Otero, que costuma dizer que agricultores tomam “banho” de agrotóxico.

Breno Braga, médico do Programa Saúde da Família que trabalha há oito anos na localidade de Vargem Alta , no distrito de São Pedro da Serra, em Nova Friburgo, diz que ligou casos de pacientes com depressão e suicídio a venenos agrícolas. Maior produtora de flores do Rio, a cidade tem plantações com uso intenso de agroquímicos.

- É muito difícil estabelecer uma relação de causa e efeito, mas a localidade registra muitos casos de depressão e suicídio, que impressionam porque atingem jovens entre 20 e 30 anos. É muito comum eles beberem o próprio agrotóxico – afirma Braga.

Reportagem de Carla Rocha, Fábio Vasconcellos e Natanael Damasceno, em O Globo, socializada pelo ClippingMP.

Fonte: EcoDebate, 05/06/2012

Blog Sustentácio publica vídeo sobre o Projeto Grael



Vídeo realizado no Projeto Grael por equipe do Blog Sustentácio, da Universidade Estácio de Sá, apresenta o depoimento de integrantes da equipe técnica, instrutores e alunos.

Agradecemos os produtores do vídeo por ter escolhido o Projeto Grael e parabenizamos a qualidade do material produzido.

domingo, 3 de junho de 2012

Projeto Grael promove evento no Plaza Shopping (Niterói)

Alunos do Projeto Grael preparados para velejar aguardam o momento de ir a bordo. Foto acervo do Projeto Grael

Evento – gratuito – é em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente

Nos dias 5 e 6 de junho, o Projeto Grael, em parceria com o Plaza Shopping, promove uma Oficina de Nós – gratuita – com cabos reutilizados. Cada participante poderá levar para casa o seu produto final, feito na hora. O objetivo é chamar a atenção para a sustentabilidade e os cuidados com o Meio Ambiente. O evento será realizado das 14h às 20h, no 3º piso, próximo à área do cinema. A programação contará com a resença de instrutores e alunos do Projeto Grael, num cenário produzido pela equipe do Plaza Shopping especialmente para o tema.

Além da oficina de nós, haverá a exposição de um Optimist, barco-escola do Projeto Grael, ideal para crianças a partir de nove anos.

O público também terá a oportunidade de conhecer miniaturas de barcos feitos de madeira reutilizada, produzidos pelos próprios alunos do Projeto Grael. Também estarão em exposição alguns banners relativos ao Programa Ambiental do Projeto Grael, composto de projetos com o foco na Baía de Guanabara. Adicionalmente, os visitantes também poderão assistir a um vídeo institucional com depoimentos dos velejadores Lars e Torben Grael.

Projeto Grael e o Plaza Shopping

O Plaza Shopping está na origem do Projeto Grael. Em 1988, pouco dias após o término dos Jogos Olímpicos de Seul (Coreia), Dickson Grael, pai dos velejadores Axel, Torben e Lars Grael, com a ajuda de Axel, organizou um grande evento na praça central do Plaza Shopping para comemorar as medalhas de bronze conquistadas por Torben (Star) e Lars (Tornado).

Com o objetivo de levar os barcos para perto das pessoas, armamos um barco de cada classe olímpica (com mastro, vela, etc), além dos barcos mais populares na época, como Laser (não era olímpico ainda) e um Optimist. A grande sensação foi um barco da classe Star pendurado no teto de vidro do shopping. Ficou lindo e foi muito marcante!

Daquele evento surgiu a sementinha do conceito de se desenvolver um projeto social em torno da vela, posteriormente formulados e colocados em prática por Lars e Torben.
 
Saiba mais sobre o Projeto Grael

A ideia de criar o Projeto Grael partiu dos velejadores Torben e Lars e Marcelo Ferreira, quando retornaram com suas respectivas medalhas olímpicas dos Jogos de Atlanta (1996). Naquele ano, Torben e Marcelo conquistaram a medalha de ouro na Classe Star e Lars e Kiko Pelicano voltaram ao Brasil com a medalha de bronze na classe Tornado. O pensamento inicial do projeto era criar uma escola de vela para crianças de comunidades de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, com o objetivo de incluir o indivíduo na sociedade através do esporte e, também, desmistificar que a vela é uma atividade elitista.

Desde a sua fundação, em 1998, mais de doze mil jovens passaram pelos diferentes cursos oferecidos pelo Projeto Grael – todos gratuitos – voltados para estudantes de nove a 24 anos que estejam cursando ou tenham concluído o ensino médio em escolas públicas. Atualmente, o Projeto oferece 10 cursos, divididos entre Iniciação Esportiva, Profissionalizante e Educação Complementar, a qual inclui todo o Programa Ambiental. Os dados estatísticos mostram que 27% dos alunos obtêm emprego com ajuda do Projeto Grael.

A iniciativa, que completa 14 anos em agosto, já conquistou reconhecimento internacional com prêmios e chancelas recebidas de instituições, como a Federação Internacional de Vela (Isaf), a Unesco, dentre outras.

O atual presidente do Projeto Grael é o velejador medalhista olímpico Torben Grael.

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Saiba mais sobre as iniciativas ambientais do Projeto Grael:
- Projeto Baía de Guanabara
- Projeto Águas Limpas
- Gincana Ecológica do Projeto Grael
- Equipe do Projeto Grael registra um lobo marinho na Baía de Guanabara
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Mais informações:

Projeto Grael: http://www.projetograel.org.br/
Mariane Thamsten (21) 8227-6713
marianethamsten@projetograel.org.br

Um trabalho inspirador de educação para a sustentabilidade


Iniciando a palestra na Escola Parque. Divulgação Escola Parque. 

Após a minha apresentação, participantes do GAEP apresentaram o resultado do trabalho. Divulgação da Escola Parque.

Às vésperas da Rio+20 tive uma experiência inspiradora: conheci de perto um exemplo de boa prática de educação para a sustentabilidade.

No dia 29 de maio, apresentei uma palestra sobre Sustentabilidade na Escola Parque (Barra da Tijuca, Rio de Janeiro), que é reconhecida pelos métodos inovadores e pela qualidade do ensino que oferece. Trata-se de uma escola privada que atende à camada mais abastada da população, mas que precisa ser vista com mais atenção mesmo para os planejadores da educação pública.

Exercer o papel de palestrante sobre temas ambientais e sociais, incluindo políticas públicas, educação e esportes, etc., me dão muito prazer, mas, naquela noite o mais gratificante foi conhecer o trabalho realizado por aquela escola e seus alunos. Após a minha apresentação, os alunos que participam do GAEP (Grupo Ambiental da Escola Parque) apresentaram os resultados do trabalho que realizaram para propor práticas sustentáveis para a escola. Foram fundo na avaliação crítica da gestão e da infraestrutura e verificaram aspectos como a produção de lixo, saneamento, eficiência energética, gastos de água, etc. Além de estimulá-los, a escola compromete-se a fazer os investimentos necessários para atender as sugestões dos alunos.

Além de ambientalmente corretas, medidas de eficiência energética, redução do desperdício de água e outras mudanças resultam na redução das despesas de custeio. Um acordo da direção da escola e os integrantes do GAEP prevê que os recursos que serão poudados gerarão um fundo para que a escola invista em ações de responsabilidade socioambiental junto à comunidade.

O compromisso da Escola Parque na formação ambiental de seus alunos não fica por aí. Me informaram que, recentemente, um grupo de alunos integrou uma expedição educativa promovida por uma organização internacional que os levou, junto com estudantes de outros países, para conhecer a região Ártica (Groelândia, etc), para que presenciassem os impactos das mudanças climáticas na região e para que conhecessem a dimensão dos problemas que ameaçam o futuro.

Outra viagem de estudos foi realizada ao Pantanal.

Uma geração com uma enorme responsabilidade e que precisa ser devidamente motivada e capacitada

Estar com aqueles jovens me encheu de esperança e me levou à seguinte reflexão: a minha geração tem a responsabilidade de reverter o processo que está levando o planeta à exaustão e firmar as bases para a sustentabilidade. Não sei se temos condições de ir mais além, considerando que ainda nos vemos na obrigação de superar conflitos seculares como desmatar para aumentar a fronteira agrícola (vide o Código Florestal onde as teses pro-desmatamento ainda tem o apoio majoritário do nosso Congresso Nacional), consumismo, energia, etc.

A geração daqueles jovens alunos herdará a responsabilidade de promover a recuperação do planeta.

A minha geração não poderá falhar na sua missão histórica, pois ameaçaremos a capacidade da geração daqueles jovens do GAEP cumprir a parte deles. E, se eles falharem, poderá ser tarde demais.

E a Rio+20 é uma das oportunidades importantes que a minha geração ainda tem para avançar neste objetivo. E o cenário não é dos melhores...

A responsabilidade da minha geração é mudar o rumo, mas também preparar a geração que chega para que cumpra a sua própria missão.

Por isso, o trabalho da Escola Parque é tão importante. Que ganhe visibilidade, que inspire a educação e que faça uma diferença decisiva na revolução do ser, do pensar e do agir que precisamos promover.

Ou não haverá sustentabilidade...

Axel Grael

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Projeto EP+20 é lançado oficialmente na unidade Barra

No dia 29 de maio, aconteceu, na Unidade Barra, o lançamento oficial do Projeto EP+20. Abrindo o evento, a diretora pedagógica da Escola, Patrícia Lins e Silva, falou sobre a sustentabilidade na Escola Parque ao longo desses 20 anos, desde a ECO, que aconteceu junto à Rio 92.

O convidado da noite, Axel Grael, engenheiro florestal e presidente da ONG Projeto Grael, ministrou a palestra “Rio+20 e o Caminho da Sustentabilidade”, sobre a Rio+20 e o papel de cada um para o desenvolvimento sustentável. Ele destacou, ainda, a importância de grupos como o GAEP (Grupo Ambiental da Escola Parque) na formação de uma geração comprometida com o futuro do planeta.

Por fim, após uma breve explicação sobre o que é sustentabilidade, componentes do Grupo apresentaram o projeto EP+20+5, trabalho que envolve todos os alunos da Escola Parque. Eles falaram sobre a experiência ao Pantanal, realizada em 2011, e sobre a participação em eventos ligados à Rio+20.
 
Fonte: Escola Parque